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Aldeias de Portugal – Xisto e História – 3 dias

Um dos melhores meses para viajar, na minha opinião, é em Maio. Tem pouco turismo, o clima é ameno e os monumentos e locais de interesse estão todos em funcionamento. Foi o que fizemos em 2019… um passeio familiar, fim-de-semana de 24 a 26, cinco pessoas num carro! 😄

O destino foi a zona das Beiras, no centro do país. Resolvemos visitar algumas das Aldeias Históricas e Aldeias de Xisto, que estão localizadas nessa área e que são famosas pela sua beleza.

Aqui fica o nosso Roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 1

Saímos de Vila do Bispo, na sexta-feira, por volta das 06h30. A escolha para a nossa primeira visita foi Dornes, mais ou menos a 450 km de distância. Fizemos uma paragem rápida, para pequeno-almoço, e chegámos ao destino pouco antes do meio-dia.

Visto do Rio Zêzere, a partir da aldeia.

Dornes fica numa pequena península, cercada pelo Rio Zêzere, e foi a vencedora das 7 Maravilhas de Portugal, na categoria das Aldeias Ribeirinhas.

Claro que tirámos a típica foto de turista! 😄

A aldeia é bem pequena e percorre-se em pouco tempo. Um dos pontos de interesse é a Igreja de Nossa Senhora do Pranto, do séc. XIII, mandada construir pela Rainha Santa Isabel e local de peregrinação durante as festas de 15 de Agosto. Lá dentro existe um magnifico órgão de tubos, que nós não conseguimos ver por estar encerrada durante a hora de almoço.

Outro dos pontos de interesse é a Torre Pentagonal, que foi contruída pelos Templários, durante o séc. XII. A povoação tem ainda outros pormenores engraçados, sem falar na vista do rio e das montanhas, que vale bem a pena.

A Torre Pentagonal e uma fonte que encontrámos!

Uma das curiosidades da aldeia são os Barcos de 3 Tábuas, que infelizmente já só têm um construtor, o Sr. José Alberto.

Os barcos de 3 tábuas são esses do centro, em madeira. São dos poucos que ainda existem!

Uma daquelas coisas que não podíamos ir embora sem experimentar, eram os Dornitos. São um tipo de biscoito, com laranja e limão, que têm por cima a cruz templária. Só são feitos aqui e podem ser encontrados no café ‘O Rio‘… uma delícia!

Dornitos

Após a compra dos Dornitos, que ficaram para o lanche, fomos directos para Miranda do Corvo. O almoço foi feito no Museu da Chanfana, que fica nesta localidade e que faz parte do Parque Biológico da Serra da Lousã.

O restaurante é bem bonito, com algumas peças típicas em exposição, e a comida é excelente e com preço acessível, sendo o serviço feito com bastante simpatia e muita rapidez. Tem óptimas sopas e vários pratos regionais.

Entrada do Parque e do Restaurante.

Não posso deixar de referir o carácter institucional e de solidariedade social do restaurante e do Parque Biológico, que servem como elemento de integração de pessoas com necessidades especiais. Todo o serviço é feito por deficientes, doentes mentais e desempregados de longa duração. Todo o dinheiro que lá se gasta, desde os bilhetes das entradas, passando pelas refeições até às compras nas lojas de recordações, é canalizado para o cuidado com os animais e para pagar a estes ‘ajudantes’! Só por isso, já merecia a nossa visita. 😊

O parque é lindo e enorme, com muitos animais para ver. Tem um labirinto de árvores de fruto e uma secção que funciona como museu, com peças bastante antigas.

Pormenor de uma das exposições.

Uma máquina de raio-x e uma máquina tipográfica, por exemplo, podem ser vistas neste local.

Uma das secções do Parque Biológico.

Tem várias oficinas, uma quinta pedagógica, lojas de recordações e várias actividades que podem ser programadas, para crianças e para adultos. Os passeios de charrete, a alimentação dos animais e o tiro com arco, são algumas delas.

Vendo os animais!

Terminada a visita, subimos a serra à procura do Templo Ecuménico Universalista. O bilhete tinha sido comprado juntamente com o do Parque Biológico. Tenham em atenção o caminho que fazem para lá chegar. Há um normal e outro que só dá mesmo para jipes. Falo por experiência própria… subimos pelo errado e não foi fácil chegar lá em cima! 😁

O Templo é uma pirâmide com 13,40 m de altura, invocando o Templo de Salomão e a Arca da Aliança! Os cantos estão orientados para os 4 pontos cardeais (Norte, Sul, Este e Oeste).

Templo Ecuménico Universalista

Foi inaugurado a 11 de Setembro de 2016, data que simbolizou uma homenagem à tragédia americana! É um local de reflexão, que representa 15 religiões e também o ateísmo. É um espaço que promove a tolerância e o respeito pela diferença… Um monumento dedicado à Paz! 😊

Saíndo do Templo!

Daqui seguimos para Gondramaz, que fica apenas a 9 km e que é uma das Aldeias de Xisto. É uma aldeia bem pequena e muito agradável. O seu pavimento, em xisto, tem um percurso acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

Entrando em Gondramaz.

É uma terra de artesãos, como se pode ver pelas várias gravuras nas paredes ou espalhadas pelas ruas. Tem uma pequena raposa como animal de estimação… todos os dias, ao fim da tarde, aparece na aldeia para jantar! 😁

O cão de guarda da aldeia!

Depois de conhecermos a povoação, saímos da rua principal e fizemos um trilho que nos levou ao Penedo dos Corvos, onde vimos uma pequena cascata. O Inverno foi de pouca chuva, isso fez com que não tivesse muita água.

Penedo dos Corvos

Arganil foi a cidade que escolhemos para ficar, servindo assim de base para as nossas visitas. A caminho de lá, pouco depois de passarmos Góis, vimos esta cruz num dos montes. Espectáculo! 😊

Cruz na montanha!

Reservámos, através do Booking, quartos no Hotel de Arganil. O alojamento é excelente, quer em termos de decoração, que é temática, quer em termos de espaços comuns! O hotel estava cheio devido a uma prova do Rally de Portugal, mas isso não afectou em nada a nossa estadia.

Há uma confortável sala de estar no 2º andar, com uma varanda num lado (com mesas e cadeiras, fantástica para fumadores) e com um simpático bar no outro! Um pormenor da decoração que gostei nestas áreas foram as peças de madeira, satíricas, e feitas por um artista da região, infelizmente desaparecido! Foi sempre servido um saboroso e variado pequeno-almoço e feita uma limpeza impecável. Tem parque de estacionamento.

O bar, no piso onde ficámos!

Depois de instalados, e após um breve descanso, fomos dar uma volta, comer qualquer coisa e conhecer a cidade. Foi um passeio curto, só para ver o ambiente! 😉

Parte da história em banda-desenhada, que encontrámos num mural de azulejos!
DIa 2

No sábado, depois de uma boa noite de sono e de um bom pequeno-almoço, fomos para Lousã. Fizemos uma primeira paragem junto à Câmara Municipal, onde vimos um carro todo forrado a madeira, promovendo o Rally de Portugal.

Carro forrado a madeira! 😊

Aproveitámos e, já que estávamos ali, fomos visitar a Igreja Matriz, que foi terminada em 1921, quando construíram a Torre Sineira.

Igreja Matriz da Lousã

Quando saímos da igreja, demos mais um passeio pelo centro, bebemos café e seguimos para o Castelo.

Castelo da Lousã

O Castelo da Lousã, também conhecido como Castelo de Arouce, fica a 2 km da cidade e foi construído no séc. XI. Está em óptimo estado de conservação e podemos subir à Torre de Menagem, onde se obtém uma excelente vista para a serra e para a Praia Fluvial e Santuário da Nossa Senhora da Piedade, para onde nos dirigimos depois… São uma visita obrigatória! 😉

Vista da Praia Fluvial e do Santuário da Nossa Senhora da Piedade.

Deixámos o carro estacionado junto ao Castelo e descemos até à Praia Fluvial. É uma caminhada que se faz bem. Para quem quiser ir de carro, a rua só tem um sentido, que é alternado por um semáforo, e o estacionamento pode ser limitado.

Esta praia é linda e com excelentes condições para passarmos um dia.

Praia Fluvial da Nossa Senhora da Piedade

Tem um excelente restaurante, O Burgo, e é aqui que costuma estar, a partir de Junho, um famoso baloiço pendurado numa árvore por cima da água, que se vê em muitas fotos do local.

É neste tronco que costuma estar o baloiço, permitindo uma foto com a cascata de fundo!
Esta é a Fonte da Vida… hehehe… bebi água duas vezes!! 😁
Uma das pequenas grutas e o interior da igreja.

Abandonando a praia, começámos a subir a Serra da Lousã. Durante o percurso, somos obrigados a parar várias vezes, devido às coisas que se encontram.

A primeira paragem foi aqui, onde estivemos a ver uns saltos de bicicleta.

É um lugar espectacular, com muito para ver… e com os lugares obrigatórios para as fotos, que chegam a ter fila de espera! 😁

Uma das tais fotos obrigatórias! 😊
A segunda foto da praxe!

A paragem seguinte foi em Chiqueiro, outra das Aldeias de Xisto! A igreja, que se vê em frente na foto, é a única construção rebocada e pintada! Era partilhada, servindo de templo às aldeias vizinhas. Neste momento, tem apenas 2 habitantes!

Chiqueiro

De Chiqueiro fomos para Casal Novo, que é uma das mais pequenas das Aldeias de Xisto. Uma das coisas que reparámos nesta aldeia, e que se vê também nas outras, é a altura das portas das casas. Eu não sou alto e, mesmo assim, é rara a porta que me chega aos ombros. 😁

Uma das portas da aldeia! 😄

A próxima aldeia a ser visitada foi o Talasnal, que é a mais conhecida e uma das melhor conservadas. Percam tempo e percorram as ruas com calma… Tem muitos pormenores para ver.

Outras das fotos obrigatórias… Talasnal, Montanhas de Amor!

É engraçado saber que a primeira referência ao Talasnal só aparece em 1679, quando lhe foi aplicada uma multa. Antes disso, não se sabe nada sobre a origem, ou existência, desta povoação.

Conhecendo Talasnal.

Caso queiram comer, levem alguma coisa e encontrem um lugar para fazer um piquenique. Acreditem que é a melhor solução. 😉

A aldeia tem algumas lojinhas, dois restaurantes e um bar, O Curral, que tem uma decoração espectacular.

Bar ‘O Curral’

O artesanato da Ti Filipa também costuma estar aberto.

A entrar no Artesanato, só para verem como as portas são baixas! 😁
Outra vista do Talasnal!

A aldeia seguinte foi o Catarredor! É uma povoação muito pequena e que se vê rapidamente. Foi a que nos pareceu mais abandonada e é, com toda a certeza, a menos visitada!

Catarredor

O próximo destino foi Candal. É considerada muitas vezes, talvez pelo seu fácil acesso, como sendo uma das aldeias mais desenvolvidas, sendo também uma das mais visitadas.

Candal

Candal é uma aldeia muito bonita e que merece que se perca tempo a percorrer as suas ruas. Tem uma piscina natural e uma zona onde se pode parar e grelhar qualquer coisa.

Piscina Natural do Candal

A última aldeia a ser visitada, neste dia, foi Cerdeira. São todas lindas, mas esta foi uma das que mais gostei. Tem cerca de 300 anos e o seu nome quer dizer ‘cerejeira’!

Cerdeira

Vou deixar aqui, uma das histórias mais conhecidas da aldeia. É verdadeira e recente.

Num dia de muito calor, no Verão de 1978, o senhor Constantino Lopes, homem solteiro, ficou chateado por estar a ficar sem a água, que era de uso comunitário, e foi pedir satisfações! Irritado com o roubo da água e com a gritaria do momento, Constantino passou-se da cabeça e, com um sacho, deu um golpe fatal na vizinha que ele acusava. Isso acabou com a vida na aldeia. A irmã da vítima foi morar para outro lado. O Tribunal condenou Constantino a 14 anos de prisão, mas foi solto poucos anos depois.

Regressou à aldeia, onde morou sozinho até à chegada de uma família alemã, em 1988

Augusto Simões, seu amigo, dedicou-lhe o poema ‘Celestino‘, sem nunca dizer que os versos eram em sua homenagem. Com música de Ramiro Simões, a canção passou a fazer parte do reportório do grupo ‘Novárvore‘, durante os anos 80. A história foi contada no filme ‘O Fim do Mundo‘, de João Mário Grilo, em 1992. 😊

Esse casal de alemães, aos quais se foram juntando amigos, aos poucos começaram a recuperar a aldeia, culminando naquilo que ficou conhecido como Cerdeira – Home for Creativity, a partir de 2018. Hoje em dia é uma aldeia voltada para as artes, com residências artísticas internacionais, escola de artes e ofícios, alojamentos e retiros preparados para empresas, com centro de reuniões e todas as condições para se preparar vários tipos de eventos e de actividades. O certo é que se anda pela aldeia e não se repara em nada disso… continua igual ao que era!

A loja da aldeia!

Existe um excelente café, onde nos ofereceram uns deliciosos biscoitos em forma de coração e uma galeria de arte, onde podemos comprar peças de autor. Há uma biblioteca na aldeia e um forno comunitário, que serve para todos!

Os cafés com os biscoitos, a ementa e as cervejinhas para refrescar! 😁
Apreciando o descanso, a esplanada e o cafézinho! 😊

Depois de conhecidas as aldeias, voltámos para Arganil. Fomos ao hotel, descansar um pouco, tendo saído depois para conhecer melhor a cidade e para jantar. Havia festa em todo o lado, porque o Sporting tinha ganho qualquer coisa! 😁

Os Sportinguistas fazendo a festa!

Durante o passeio encontrámos uma Torre, com um sino, que tem uma história que acho bastante divertida e curiosa. A torre pertence à Igreja Matriz, mas foi feita primeiro, tendo sido construída a igreja apenas dois anos depois. O problema é que ficaram separadas, com uma estrada no meio. Hehehe… O padre tem de atravessar a rua e subir a uma praça, para conseguir ir tocar o sino! 😂

A torre e a igreja, que fica na rua de baixo! 😁 

Depois do jantar, regressámos ao hotel e ficámos entretidos de conversa no bar! O dia seguinte era o último e tinha de ser bem aproveitado. 😉

DIA 3

Tomado o pequeno-almoço, feitas as malas e pago o hotel, seguimos em direcção à Praia Fluvial do Caneiro de Côja.

Praia Fluvial do Caneiro de Côja

Fica localizada nas margens do rio Alva e é fantástica, sendo bastante concorrida no Verão.

Pormenor da água e dos vários desníveis, onde se pode tomar banho.

Depois da praia fomos dar um passeio por Côja, passando pela Ponte Romana, que é do séc. I, a.C. e tem 3 arcos de volta perfeita.

Passeando por Côja!

Daqui fomos direitos à Serra do Açor, parando na Benfeita. Nesta simpática aldeia, bebemos um café e visitámos a Igreja. Também existe aqui uma praia fluvial. 😊

Igreja da Benfeita e pequeno monumento que encontrámos.

Continuámos o caminho, para dentro da serra… o objectivo era descobrir a Cascata da Fraga da Pena. Deixámos o carro num pequeno estacionamento, junto à estrada principal, e fizemos o trilho que nos levou à cascata. Pelo caminho, descansámos nuns espectaculares bancos feitos de troncos. A ideia é genial! 😁

Descanso , durante a caminhada! 😊

A Fraga da Pena é uma cascata com cerca de 20 metros de altura… é considerada uma das mais bonitas de Portugal!

Quase a chegar à cascata!

As fotos não conseguem mostrar a beleza natural deste local e desta área, que vale mesmo a pena conhecer.

Fraga da Pena

A paragem seguinte foi em Pardieiros, onde bebemos mais um café com uns bolinhos a acompanhar. É uma terra simpática, com uma igreja bastante engraçada.

Igreja de Pardieiros!

Daqui fomos para o Piódão, que dispensa muitas apresentações. É, ao mesmo tempo, Aldeia de Xisto e Aldeia Histórica, estando sempre cheia de visitantes. Arranjar um lugar para o carro, como devem imaginar, não é nada fácil! 😑

A Igreja da Nossa Senhora da Conceição, que se destaca do resto da paisagem, pode ser visitada. Percam tempo na aldeia e percorram as várias ruas… reparem nas portas e nas janelas, quase todas azuis. Com o enquadramento das luzes, à noite, ajuda a fazer com que seja conhecida também como aldeia presépio.

Igreja da Nossa Senhora da Conceição

Como é uma aldeia muito turística, encontram-se vários produtos tradicionais à venda. Nós provámos uns licores, que eram uma maravilha. Até decidirmos qual deles comprar, bebemos 3 ou 4! 😁

Passeando por Piódão…

Seguindo caminho, fomos para Foz d’Égua, outros daqueles lugares que merecem ser visitados e preservados.

Chegando a Foz d’Égua!

Em Foz d’Égua, existem duas ribeiras… a de Chãs e a de Piódão, que passam cada uma debaixo da sua ponte, juntando-se para correr em direção ao Rio Alvôco! Essa junção faz uma espectacular praia fluvial que, infelizmente, estava sem água no dia da nossa visita.

Foz d’Égua, com as duas pontes, cada uma para a sua ribeira! 😊

Esta é uma daquelas aldeias que merece uma visita demorada. Tem muitas particularidades interessantes e é realmente bonita. Tem uma impressionante Ponte Suspensa, que não se pode atravessar devido ao risco de queda. O senhor que a construiu morreu, pelo que li algures, e foi ficando deteriorada por falta de manutenção.

Ponte Suspensa

No cimo da povoação está um Santuário, que vale o esforço da subida… sem contar com a maravilhosa vista que se vai tendo pelo caminho.

Réplica de um açor, que se encontra durante a subida ao Santuário.
O altar do Santuário!
Descendo de volta à aldeia. 😊

Da Serra do Açor, fomos para a zona da Serra da Estrela. A próxima visita seria feita na Barriosa, ao Poço da Broca. De todos os locais que vimos nesta viagem, este é um daqueles a que quero mesmo voltar! 😍

Tem um excelente restaurante, o Guarda-Rios, que nos permite almoçar a olhar para esta beleza natural! 😊

O restaurante e a primeira parte das piscinas!

São vários desníveis, todos com quedas de água maravilhosas, que vão fazendo piscinas com várias profundidades… dá para tomarem banho crianças e adultos, de acordo com a altura que tenham ou com a capacidade de natação.

Algumas das cascatas, com um parque de merendas por cima!

É um lugar único, com muito para percorrer, óptimo para quem gosta de caminhadas. Existe também uma zona de piqueniques!

São muitas as cascatas e as piscinas. Como podem ver, andava pessoal nas outras em cima… são todas acessíveis!

Depois de almoço iniciámos o nosso caminho, de regresso a Vila do Bispo. Como tínhamos tempo, fizemos mais uma paragem noutra aldeia histórica. No título do artigo devia ter acrescentado serras, porque fomos entrar em mais uma. A última povoação que decidimos conhecer foi Castelo Novo, que fica na Serra da Gardunha!

Castelo Novo tem uma pequena praia fluvial, logo à entrada, e as suas casas são feitas de granito. A aldeia é atravessada por uma estrada romana e tem vários pontos de interesse, sendo bastante bonita. O Chafariz da Bica, por exemplo, data do séc. XIV, tendo sido mandado construir durante o reinado de D. Dinis.

O Chafariz da Bica e alguns dos muitos turistas que visitam Castelo Novo!

A Antiga Casa da Câmara / Paços de Concelho, foi construída em 1290, também por D. Dinis, sendo remodelada depois por D. Manuel I. No piso térreo era a cadeia e por cima a câmara, até ser extinto o concelho e anexado a Alpedrinha.

Antiga Casa da Câmara

O castelo, apesar de estar em ruínas, tem passadiços e é acessível, valendo a pena ir até lá. Vê-se também a parte de trás e entrada da Torre do Relógio.

Torre do Relógio

Uma das coisas peculiares, que esta aldeia tem, é o Cabeço da Forca! Era o local onde eram executados os criminosos. É constituído por 2 blocos de granito, sendo ainda visíveis os buracos onde enfiavam as forcas. Na pedra superior ainda se percebem duas caveiras, esculpidas em relevo.

Uma das caveiras do Cabeço da Forca!

Terminada a visita a esta última aldeia, seguimos o nosso caminho, tendo parado para jantar e chegado ao nosso destino por volta das 23h30.

Espero que tenham gostado da descrição do percurso e que ajude a planear os vossos passeios. Portugal é lindo e, como puderam ver, num fim-de-semana conseguem-se conhecer coisas espectaculares!

Boa viagem!! 😊

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Autor:

Músico e compositor, residente em Vila do Bispo.

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