Deixo-vos aqui sugestões de locais a visitar nesta cidade, algumas curiosidades e dicas, descrevendo o percurso que fiz durante a minha estadia! É um daqueles lugares onde tenho mesmo de voltar, há muito para ver! 😄
Fui de Faro, em Janeiro de 2019 pela Ryanair, tendo o bilhete (ida e volta) custado apenas 12€! Cheguei lá ao final da tarde, por isso ainda consegui dar uma voltinha e ver algumas coisas.
Visitei tudo a pé… o único transporte que apanhei foi o Airlink Bus 100, que nos leva do aeroporto para vários pontos da cidade, anunciando sempre os hotéis situados nas proximidades das paragens. A frequência é de 10 em 10 minutos. Também o utilizei no regresso! 😉
Foi este o Roteiro que fiz:
- Coração de Midlothian
- The Scotsman Steps
- Whistle Binkies
- The Banshee Labyrinth
- Museu Real da Escócia
- Greyfriars Bobby
- Greyfriars Kirkyard
- Augustine United Church
- The Elephant House
- Castelo de Edimburgo | One O’Clock Gun | Prisão Militar | Prisão de Guerra | National War Museum | St. Margaret’s Chapel | The Royal Scots Dragoon Guards | Great Hall | Jóias da Coroa | Mons Meg
- Edinburgh City Chambers | Calçada da Fama de Edimburgo | General Stanislaw Maczek
- St Giles’ Cathedral | Thistle Chapel
- Stramash
- The Jazz Bar
- Palace of Holyroodhouse | Holyrood Abbey
- The Queen’s Gallery
- New Calton Burial Ground | Watchtower
- The Burns Monument
- Calton Hill | Dugald Stewart Monument | Nelson Monument | Monumento Nacional da Escócia | City Observatory | Crawford Dome
- Old Calton Burial Ground | Scottish-American Soldiers Monument | The Political Martyrs’ Monument
- Scott Monument
- Scottish National Gallery
- Princes Street Gardens | Soldado com o Urso Wojtek | Fonte Ross
- Parish Church of St. Cuthbert
- Tartan Weaving Mill
- The Hub
- Museum of Edinburgh
- The People’s Story Museum
- Museum of Childhood
- Chris Hoy Gold Post Box
- The Three Sisters
- Surgeons’ Hall Museum
- Cowgate
- St Cecilia’s Hall – Concert Room & Music Museum
- Camera Obscura and World of Illusions
- ClamShell
- The Real Mary King’s Close
- Dean Village
- Panda & Sons
- New College – School of Divinity
- Victoria Street
DIA 1
Fiquei hospedado no Ibis Edinburgh Centre South Brigde, que fica perto de muitas das atracções e tem uma óptima diversão nocturna na zona envolvente, além de restaurantes de todo o tipo. Na recepção do hotel temos sempre à disposição chocolate quente pronto a servir, com marshmallows ao lado para atafulhar no copo antes de o encher com o líquido e comer à colherada, como me demonstraram, divertidos, os moços que estavam de serviço! 😁

Depois de meter as coisas no hotel, resolvi dar uma voltinha… logo perto encontrei o Coração de Midlothian! Identifica o local onde estava a Old Tolbooth, antiga prisão do séc. XV que foi destruída em 1817, marcando o sítio exacto da sala onde executavam os prisioneiros. Antes de serem assassinados os presos cuspiam no chão da cela, tradição que se mantém até hoje. Uns como sinal de revolta e descontentamento, outros porque dizem que dá sorte, o que é certo é que as pessoas têm o hábito de passar e cuspir no coração, que está sempre todo salpicado… claro está que eu fiz o mesmo!! 😆

São muitos os famosos e curiosos becos que se encontram nesta parte da cidade e, durante este primeiro passeio, entrei em alguns!

A seguir passei pelos The Scotsman Steps, que são 104 degraus, cada um feito de um tipo de mármore diferente do anterior, pelo artista Martin Creed! Uma ideia diferente e bastante engraçada, que liga a Old Town à New Town. Podiam, contudo, apresentar melhor estado de manutenção. São interessantes, como curiosidade, mas nada de imperdível!

Voltei ao hotel e na recepção, reparando que eu usava uma camisola com motivos musicais, deram-me um mapa onde assinalaram os melhores bares com música ao vivo. São todos muito perto do alojamento que fica, como já disse, no centro da cidade e perto da Royal Mile, que liga dois importantes pontos históricos e é uma das zonas turísticas mais conhecidas e frequentadas.
Assim, como já estava a ficar demasiado tarde para me sentar num restaurante e jantar, resolvi provar as famosas empadas britânicas num estabelecimento que vi no outro lado da avenida, iniciando depois a minha exploração à vida nocturna escocesa! 😉

Depois da refeição, o primeiro bar a ser visitado foi o Whistle Binkies. Quando lá cheguei estava uma banda a tocar um tema dos Nirvana, continuando depois a apresentar várias covers do mesmo género.
Achei espantoso, e formidável, o facto de quase todos os bares apresentarem sempre 3 ou 4 bandas todas as noites, começando os concertos por volta das 18h! Geralmente, à porta, existem cartazes ou panfletos com a programação semanal e com os nomes e estilos dos grupos que vão actuar.

A paragem seguinte foi no The Banshee Labyrinth que é, como o nome indica, uma espécie de labirinto com uma decoração macabra, onde se vai passando por várias salas, entre escadas e corredores!

Três bares, uma sala de cinema gratuito, uma piscina e uma sala para concertos com um sistema de karaoke montado, onde dei umas gargalhadas com um grupo de chineses que estava a cantar… é fantástico! 😊

Depois de umas bebidas, saí e continuei a caminhada, voltando para o hotel! Edimburgo é muito segura, mesmo nestas zonas de bares, e podemos explorar a cidade sem problemas.

DIA 2
Comecei o dia com uma visita ao espectacular Museu Real da Escócia, antigo Museu Nacional, de entrada grátis! Prepararem-se para passar umas boas horas, neste incrível edifício.

É enorme, com várias salas e temas, que vão desde a história natural até aos instrumentos musicais e trajes étnicos, passando ainda por aviões, carros F1 e bicicletas, entre muitas outras secções!

Foram muitas as fotografias que tirei neste museu, tornando-se difícil escolher quais as que deveria publicar aqui. Acreditem que é um daqueles locais que considero imperdíveis, para qualquer idade! Assim, vou apenas partilhar mais uma… a da Ovelha Dolly, que pode ser vista neste espaço e que dispensa apresentações! 😁

Fascinado com esta visita, fui fazer festas ao nariz do Bobby que como podem ver, pela diferença de cor, já está bem gasto! 🙂

É a estátua do Greyfriars Bobby, um cão da raça Skye Terrier, que passou 14 anos em cima do túmulo do dono que morreu de tuberculose a 15 de Fevereiro de 1858! O cão ficou no cemitério, alimentado pelo jardineiro, já que se recusava a sair… Passou a ser responsabilidade da Câmara Municipal, em 1867. Em 1872, quando morreu, foi enterrado a 70m da campa do dono, perto dos portões da igreja, porque o cemitério era considerado solo consagrado e não o conseguiram enterrar ao lado de John Gray, a quem pertencia!
Ao lado da estátua está o cemitério onde Bobby ficou a cuidar do falecido dono! Este Greyfriars Kirkyard é carregado de simbolismo, apesar de não o ter achado tão bonito como os outros dois que visitei e que ficam a caminho da Calton Hill! Como curiosidade para os fãs do Harry Potter, muitos dos nomes dos personagens foram inspirados nos das pessoas que estão aqui enterradas! 😉

Continuei a conhecer a cidade e passei pela Augustine United Church!

Fui depois avançando até ao famoso bar onde se sentava a criadora de Harry Potter, o The Elephant House. Apenas usei os serviços de café, não tendo feito nenhuma refeição! É um estabelecimento como muitos em Edimburgo, não tendo achado nada que o distinguisse de outros a que fui, quer em termos de decoração, quer em termos de serviço. Tem um ambiente tranquilo e é acolhedor! Se tiverem tempo, façam uma paragem e visitem o lugar… caso contrário, basta uma foto da fachada para assinalar a passagem pelo local! 😆

Depois do café, continuei em direcção ao Castelo de Edimburgo. Paga-se uma entrada, que dá acesso a todo o complexo… não utilizei o audio-guia, que me pareceu desnecessário.

Calculei bem a coisa e consegui chegar a tempo de assistir ao One O’Clock Gun, que dispara todos os dias, menos ao domingo, à uma da tarde (como o nome indica), desde 1861! Depois do disparo do canhão, existem duas passagens para zonas do castelo que passam a estar abertas e que também podem ser visitadas, não sendo isso possível antes!

Depois do canhão, visitei duas prisões. Na Prisão Militar deu para ver o interior das celas, com manequins a representar alguns dos prisioneiros mais importantes.

Achei a Prisão de Guerra impressionante! As camas de rede, as roupas e alguns dos objectos dos prisioneiros, mostram como eram as condições de vida dentro do local!


O National War Museum (Museu da Guerra) também foi visitado, assim como a St. Margaret’s Chapel (Capela de Santa Margarida), que é o edifício mais antigo da cidade!


Outro museu que achei interessante foi o The Royal Scots Dragoon Guards (Museu Regimental), que nos conta a história do regimento de cavalaria através das armas, quadros e esculturas expostas.

A seguir entrei no Great Hall e fui ver também as Jóias da Coroa, que depois de muitos anos desaparecidas, foram encontradas por Sir Walter Scott, em 1818!

Este escritor encontrou ainda um bastão bastante valioso e outras peças que não se sabe bem a quem pertenciam ou para o que eram usadas! 😁

Antes de acabar a visita e abandonar o Castelo, passei ainda pelo Mons Meg, um espectacular canhão de 1457, que consegue disparar balas de 150 kg a uma distância de 3,2 km! 😮

Quase em frente à Catedral de St. Giles e muito perto do Mary King’s Close, fica o Edinburgh City Chambers, com um pátio onde se encontra a Calçada da Fama de Edimburgo. Só começou a ser feita em 2007, por isso ainda tem poucas mãozinhas!

Aqui está também uma estátua dourada, que representa o General Stanislaw Maczek num banco, e que é um excelente local para nos sentarmos e tirarmos uma foto ao seu lado! 😁

A St Giles’ Cathedral, para onde fui a seguir, foi o berço do presbiterianismo e encontra-se situada no centro da cidade, perto de muitos pontos de interesse. É sugerida uma doação, à entrada, não sendo a mesma obrigatória.

Paguei 2 libras para ter direito a um autocolante que me deu autorização para fotografar o monumento. Dentro da catedral, ao lado direito, encontra-se a Thistle Chapel, que merece mesmo ser visitada!

Como já estava a ficar de noite, fui ao hotel e resolvi ir comer ao The City Restaurant! Escolhi este restaurante, devido à sua localização, perto do local onde fiquei instalado. Resolvi pedir o famoso prato tradicional, que não podia deixar de provar e fiquei bastante satisfeito! A simpatia dos funcionários e a rapidez com que fui servido melhoraram ainda mais o meu jantar… comida muito saborosa e com boa apresentação! Pedi Haggis com Tatties e Neeps (enchido tradicional, com batatas e nabos) e bebi Irn-Bru, a bebida sem álcool, com cafeína, mais consumida e produzida no país!

Depois do jantar, fui beber um cafézinho a outro dos excelentes bares da cidade, o Stramash! Este bar é uma antiga igreja transformada, coisa que se vê muito em toda a cidade. Perto do hotel, por exemplo, existe a The Tron Kirk. Entrei lá também, por curiosidade… é uma igreja usada como galeria de arte e loja de artesanato, ao mesmo tempo.

Como podem ver, ficou bem melhor como bar do que como igreja! Entrada livre e muita simpatia do porteiro e de todos os funcionários! Bebidas a preços acessíveis e um ambiente espectacular! Quando entrei ouvi as três últimas músicas folk, cantadas por Lewie Harrison e a seguir assisti a um concerto dos Fi & The Funk Rockers! Muito bom! 😊

Quando saí e já a chegar ao hotel, encontrei aquele que foi para mim o melhor bar de Edimburgo e onde voltei nas restantes noites, apesar de se pagar entrada! The Jazz Bar é um excelente clube de jazz, com bandas de incrível qualidade e muita simpatia do porteiro e de todos os funcionários. Bebidas a preços acessíveis e um ambiente espectacular. Acabei por comprar um cd do Jean-Paul Estiévenart, que estava a tocar quando entrei. No final da noite houve tempo para uma conversa com ele e com os membros da banda, tendo tido direito a um autógrafo no disco! 😁

DIA 3
Comecei o dia com uma visita ao Palace of Holyroodhouse, que fica no final da Royal Mile (Milha Real). O bilhete para o Palácio pode incluir a visita ao The Queen Gallery, que fica mesmo em frente ao Parlamento, e dá direito a um áudio-guia em português (brasileiro) que se mostrou bastante útil. Assim vamos percebendo melhor aquilo que se vê, ao mesmo tempo que se aprende sobre a história deste país. Infelizmente, não se podem tirar fotografias!

O Palácio não pode ser visitado durante a estadia da rainha, já que muitas das salas que se percorrem são as usadas por ela! Penso que isso aconteça em Junho, mas sem certezas!
Já agora, como curiosidade, durante o passeio nesta zona vão ver vários unicórnios, que também aparecem noutros pontos da cidade. Este animal imaginário é o símbolo nacional da Escócia! 😊

Ao lado da moradia real, a Abadia, já em ruínas, é linda e também merece uma visita. Foi construída, assim como o Palácio, por David I em 1128!

Como tinha comprado o bilhete conjunto, a seguir visitei a The Queen’s Gallery!

É uma interessante galeria, com muitos quadros das figuras de realeza escocesa mas, na verdade, o que mais curti foram os puxadores da porta de entrada, que são uns bonequinhos! 😁

Quando saí da galeria olhei para o Parlamento e vi que estava a juntar-se pessoal à porta porque ia haver uma manifestação qualquer. Já havia muitas bandeiras no ar e algum barulho, por isso resolvi não o visitar! 😆

Segui então o meu percurso fazendo um caminho que me levou até Calton Hill, passando por alguns pontos bem bonitos e interessantes. Um deles foi o New Carlton Burial Ground!
Este cemitério, que existe mais ou menos desde 1820, é conhecido pela sua torre de vigia de três andares. Foi erguida para proteger os corpos dos que tinham falecido e sido enterrados recentemente, porque eram roubados para serem vendidos às escolas de medicina, que pagavam muito por eles! Os que roubavam os corpos ficaram conhecidos como Resurrectionists (Ressuscitadores). A torre foi mais tarde usada como residência, até 1955! 😁

Durante a subida passei pelo The Burns Monument, que não achei nada de especial! É um monumento circular dedicado a Robert Burns, um dos mais importantes poetas da Escócia! A sua construção foi iniciada em 1831 e antes tinha uma estátua no centro, que foi transferida para a Scottish National Portrait Gallery e que, infelizmente, não fui visitar. Vai ter de ficar para uma próxima visita à cidade! 😉

Continuei então a minha caminhada pela Regent Road, que acompanha um bairro lindo e muito tranquilo, cheio de construções espectaculares… uma delas é a The Old Royal High School, também conhecida como New Parliament House.

Antes de chegar ao cimo da colina, já se consegue avistar por completo o Nelson Monument, concluído em 1816. Se aqui chegarem por volta das 13h (assim como no Castelo), podem ver a Time Ball, que é lançada no cimo da torre! Foi criada para que os navios ancorados, no Firth of Forth, conseguissem controlar os seus horários. Aproveito para dizer que caso tenham tempo, passem no Firth of Forth… é um porto lindo com uma fantástica ponte. Foi uma parte da cidade que não consegui visitar e que também já está na lista para quando voltar! 😄

Calton Hill merece mesmo ser conhecida! Abrange um parque enorme onde podemos ver o Dugald Stewart Monument, o Crawford Dome, o City Observatory e vários outros pontos interessantes. Um deles é o Monumento Nacional da Escócia, que nunca foi acabado! 😁
Este Monumento Nacional pretendia ser uma cópia exacta do Partenon, em Atenas. Os seus lintéis, só para verem a dimensão da coisa, são os maiores pedaços de pedra que foram extraídos na Escócia e precisaram de 70 homens e 12 cavalos para os levar ao topo da colina. Começou a ser construído em 1822, tendo as suas obras parado por falta de verbas, em 1829… nesse tempo todo apenas construíram as 12 colunas, que se vêem hoje em dia! É importante referir que toda esta zona da cidade, a New Town, foi inspirada na arquitectura grega e romana.

Passei um belo bocado a explorar o lugar, que tem vistas fantásticas sobre a cidade. Caso o façam também, reparem nos vários bancos de jardim. Todos pertencem a pessoas diferentes, que os adquiriram e os pagam anualmente. Têm uma pequena placa no meio do seu encosto, sendo dedicados a familiares já falecidos! 😊

Durante a volta, fui ver uma exposição temporária ao Crawford Dome e acabei por entrar no Nelson Monument, que oferece paisagens incríveis sobre a colina e sobre a cidade. Vale a pena o esforço de subir a escadaria da torre! 😉


Deixo ainda a vista que obtive sobre a cidade! No centro da imagem conseguem ver um obelisco, que é o Political Martyrs’ Monument e fica no Old Calton Burial Ground, cemitério para onde fui a seguir, descendo a colina por um caminho diferente do que fiz vindo do Palácio.

O Old Calton Burial Ground foi o cemitério que mais gostei. Assim como outros cemitérios, tem uma lista com os notáveis que lá estão enterrados e nele podemos admirar o Scottish-American Soldiers Monument. Este monumento, de 1893, é o único dedicado à Guerra Civil Americana, existente fora dos Estados Unidos e a figura de Abraham Lincoln foi a primeira estátua de um presidente americano a ser colocada fora das suas fronteiras.

É neste cemitério que também podemos ver, como já tinha referido, o Political Martyrs’ Monument, um obelisco com 27 metros de altura construído em 1844, tendo sido desenhado por Thomas Hamilton, que está enterrado atrás dele! É dedicado a cinco importantes reformistas, presos pelos seus ideais políticos.

É impossível passearmos por Edimburgo e não repararmos no Scott Monument, por onde passei a seguir. Espectacular visão, no meio da avenida, que admirei muito por fora, mas onde não entrei. Depois de ter subido ao Nelson Monument e depois de todas as publicações que tinha lido sobre a escadaria do Scott, não me apeteceu fazer o esforço… são 61 metros de altura e 287 degraus! 😆

A Scottish National Gallery é a galeria com a maior colecção de arte da Escócia, maioritariamente pintura, com obras de conhecidos artistas e de entrada gratuita! Vale a pena a visita, que não demora muito tempo e é bastante agradável. Grandes obras, em tamanho e em qualidade. Fica numa das pontas dos Princes Street Gardens, que percorri depois! 😊

Os Princes Street Gardens separam a Old Town da New Town e são bem bonitos para passear e relaxar, havendo alguns eventos anuais regulares. Estão divididos em duas partes pelo The Mound, uma colina artificial que ligas as duas Towns e onde fica a galeria que acabei de ver, tendo sido inaugurados em 1820! Como vim em Janeiro, não havia assim nada de muito surpreendente para ver em termos de flores ou canteiros! O famoso relógio floral só é feito nos meses de Verão, infelizmente! 😑

De qualquer maneira, estando ou não florido, o jardim é sempre lindo e durante o passeio encontram-se alguns pontos interessantes, entre as quais a engraçada escultura do Soldado com o Urso Wojtek.
Wojtek foi um urso adoptado pelos homens da 22ª Companhia de Suprimentos de Artilharia do Exército Polaco. Tornou-se soldado e participou na Batalha de Monte Cassino, na Segunda Guerra Mundial, ajudando a descarregar os camiões de alimentos e de munição durante o combate. 😊
Habituado a viver no meio dos soldados, a cerveja passou a ser a sua bebida favorita! No final da guerra foi oferecido ao Zoológico de Edimburgo, onde viveu o resto dos seus dias, tendo morrido em 1963. Era visitado frequentemente por jornalistas do mundo inteiro e por ex-soldados polacos, que lhe forneciam os cigarros que gostava de fumar e até mesmo de comer! 😁

Continuando a percorrer o jardim, cheguei à magnífica Ross Fountain! Fica mesmo por baixo do monte do Castelo e foi aí instalada em 1872. A fonte foi vista pela primeira vez em 1862, durante a Exposição Internacional de Londres, por um fabricante de armas local chamado Daniel Ross! Em 1869 comprou-a como oferta à cidade, tendo a mesma sido dividida em 122 peças e enviada para os Princes Street Gardens, onde começou a ser montada. Infelizmente, Ross não teve a felicidade de a ver aqui, já que morreu um ano antes da conclusão e inauguração oficial!

No final do jardim, ou no princípio caso entrem por esse lado, encontra-se a igreja Parish Church of St. Cuthbert, onde a escritora Agatha Christie casou e que também pode ser visitada. É logo a seguir à fonte e tem um pequeno cemitério ao seu lado!

Contornei depois a colina, subindo a King’s Stables Road até chegar à entrada do Castelo, que tem sempre muita animação à volta!

Acabei por entrar na Tartan Weaving Mill, uma das mais conhecidas lojas de recordações da cidade com produtos que vão desde os kilts, aos cachecóis, passando pelas varinhas mágicas do Harry Potter, armaduras e coisas do género. Também se podem tirar umas fotos, vestidos com os fatos tradicionais escoceses!

No andar de baixo, existe uma pequena fábrica, a única de Edimburgo, com os teares usados para a produção do Tartan, o tecido estampado usado nos trajes típicos nacionais. Está cercada por umas janelas de vidro e com uma placa com informação… quando fui à loja, não estavam a funcionar e pouca visibilidade consegui ter das máquinas! É, por isso, apenas um local de passagem ou para comprar umas recordações!

Saí da loja e fui até ao The Hub, por onde já tinha passado mas sem parar, por querer chegar ao Castelo antes que disparassem o canhão. Começou por ser igreja mas hoje em dia é a casa do Festival Internacional de Edimburgo, onde se vendem os bilhetes e se fazem alguns dos concertos. O Salão Principal, o Café Hub, a Biblioteca Dunard e a Glass Room são os espaços interiores, utilizados para casamentos, conferências e outros eventos.

Dei mais umas voltas nesta zona, tendo começado depois a percorrer toda a High Street. Esta rua liga com a Canongate, que tem alguns pequenos e curiosos museus de entrada gratuita! Quando passei de novo pela Catedral tive a sorte de ver e ouvir um gaiteiro de rua, que era um excelente instrumentista! Espectáculo! 😊

O primeiro onde entrei foi o Museum of Edinburgh. A sua exposição é relacionada com a origem e com as lendas e histórias da cidade.

Fica numa mansão do final do séc. XVI, conhecida como a Huntly House e tem uma rica colecção de arte decorativa, que inclui porcelana escocesa de 1760, cerâmica, vidro, trajes, relógios e muito mais.

É um museu muito pequeno e que se vê rapidamente!

Só precisei de atravessar a rua para entrar noutro museu! The People’s Story Museum, também de entrada grátis, é bem engraçado com os seus bonecos de cera a retratar alguns quadros da vida da classe trabalhadora de Edimburgo, num período que vai desde o séc. XVIII até final do séc. XX.

Tem ainda uma enorme colecção de bandeiras políticas e está localizado no Canongate Tolbooth, um edifício de 1591, que serviu como tribunal e prisão! 😊

Como ainda tinha tempo antes do encerramento, que é às 17h, aproveitei e entrei no nostálgico Museum of Childhood! Este museu é um baú de recordações, com todos os brinquedos da nossa infância… jogos, bonecas, peluches, livros, marionetas, carrinhos, consolas… um lugar fantástico para crianças e adultos!

Foi o primeiro do mundo com esta temática e está entre um dos mais visitados da cidade. Tem muitas curiosidades e brinquedos do princípio do séc. XIX até aos nossos dias, distribuídos por 5 salas! 😊

Voltei ao quarto, tendo ido depois jantar. Infelizmente, não me recordo do nome do restaurante, mas fica na rua do hotel! A entrada começou muito bem, com umas saborosas bolas de haggis com um delicioso molho de whisky… o problema foi o prato principal, que não recomendo a ninguém! Achei o famoso Fish & Chips, o clássico prato britânico, uma boa porcaria! 😫
Não foi por culpa do restaurante, penso eu, já que as entradas e os restantes componentes do prato eram excelentes. Adoro filetes de peixe mas, mesmo com a maionese, aquilo não sabia a nada. Faltava alho, faltava louro, faltava pimenta, faltava limão, faltava sal, faltava tudo… enfim, a não repetir! 😆

Para ajudar à digestão dei mais um passeio pelas redondezas, passando por outra das curiosidades da cidade: uma caixa de correio dourada! Chama-se Chris Hoy Gold Post Box e presta homenagem ao ciclista Chris Hoy, campeão da Escócia, mundial e olímpico. Nos jogos de Pequim em 2008, foi o primeiro britânico, nos últimos 100 anos, a ganhar 3 medalhas de ouro na mesma olimpíada! 😊

Fui beber café a um dos mais conhecidos bares de Edimburgo, o The Three Sisters! Os preços das bebidas são bastante acessíveis e possui vários ambientes, desde a esplanada (que é espectacular e bem espaçosa) até à sala com o snooker, funcionando também como restaurante, pelo que percebi. Vale a pena a visita, quer sozinhos, quer com amigos, apesar de não ter música ao vivo como os outros onde entrei nas noites anteriores!

Acabei a noite, mais uma vez, no The Jazz Bar, onde vi mais dois concertos e comprei outro disco… foi o cd duplo comemorativo do 10º Aniversário do espaço, com 23 magníficas bandas gravadas no local! Uma maravilha! 😉

DIA 4
Comecei o dia no Surgeons’ Hall Museum. Infelizmente, não se podem tirar fotografias no interior, mas fiquei bastante impressionado e recomendo a visita! É um dos museus mais antigos de Edimburgo e apresenta uma enorme colecção de objectos cirúrgicos, próteses dentárias, esqueletos, partes de corpos com deformações e muitas curiosidades. Tem, no seu arquivo, uma carta onde Sir Arthur Conan Doyle diz que o Dr. Joseph Bell, seu professor de medicina, foi a sua fonte de inspiração para a criação do conhecido Sherlock Holmes! 😊

Dirigi-me depois para Cowgate, que é a zona dos bares que tenho frequentado. Claro que durante o dia é completamente diferente e vêem-se alguns pontos bem bonitos e engraçados, como é o caso da vaca cortada ao meio! 😆

Tive de entrar no St Cecilia’s Hall – Concert Room & Music Museum. É mais um museu de entrada gratuita e que vale mesmo a pena ver, ainda por cima para músicos, como é o meu caso! Excelente colecção de instrumentos musicais, em perfeito estado de conservação, distribuídos por várias salas com muito para apreciar! O edifício original data de 1763 e é a sala de concertos mais antiga da Escócia, sendo a segunda mais antiga do Reino Unido!

Muitos dos instrumentos musicais em exposição, principalmente os teclados, são autênticas obras de arte com as suas pinturas e os seus entalhes! Existem também algumas curiosidades, como é o caso do instrumento na foto seguinte! Chama-se Bible Regal e é um pequeno órgão que, depois de guardado na caixa, fica a parecer uma bíblia, sendo facilmente arrumado em qualquer estante! Nunca tinha visto nenhum! 😊

Saí deste museu e fui, mais uma vez, para a zona do Castelo… pelo caminho encontrei outro gaiteiro, com um traje bem diferente e ainda mais completo que o anterior! 😁

Logo a seguir ao almoço, fui para a Camera Obscura and World of Illusions. A Camera Obscura em si, é algo de espectacular, se pensarmos quando foi idealizada e no seu funcionamento e resultado! Só por isso, já valia a pena a visita que se faz no último andar deste excelente museu, com uma guia que nos explica o funcionamento. A do meu grupo era bem simpática e divertida, enriquecendo ainda mais a experiência! Instalada em 1853, a Camera é uma espécie de periscópio que funciona com espelhos e nos permite ver a cidade toda, em tempo real, projectada num écran circular horizontal. É incrível! 😮

É de realçar também a excelente vista que se obtém do Castelo e do resto da cidade, no pátio superior do edifício. O resto do museu é uma curte total! Fui sozinho e mesmo assim diverti-me bastante, ou seja, se forem dois ou três amigos aproveitam ainda mais todo o espaço. Jogos e curiosidades, pequenas máquinas ou engenhocas e até umas escadas musicais! Entrem e divirtam-se! 😉

A loja de recordações do museu é uma delícia e torna-se complicado decidir o que comprar, no meio de tanta coisa engraçada e diferente! Não resisti e adquiri o microscópio ‘mais pequeno do mundo’ e um mini-megafone modificador de voz, que a minha sobrinha, na altura com 5 anos, adorou! 😁

Fui andando novamente para o outro lado, começando a sentir uma certa fome. Marquei a visita ao The Real Mary King’s Close e, enquanto esperava, fui provar o famoso Deep-Fried Mars Bar, uma barra de chocolate frita! O local escolhido para isso foi o ClamShell, que fica quase em frente ao Mary King’s. Além do chocolate podem comer hambúrgueres ou outros pratos de comida rápida! Muita simpatia e um óptimo serviço… o único problema é ser um espaço muito reduzido!

O The Real Mary King’s Close é outro lugar fantástico e que deve ser conhecido! Uma visita bem interessante, com um divertido guia que nos foi descrevendo um pouco do que era a vida naquelas ruas, durante o séc. XVII, com toda a miséria causada pela peste! Algumas das salas têm bonecos representativos dos personagens históricos e das suas condições de vida! Não se podem tirar fotografias, mas tiram-nos uma que depois podemos comprar imprimida como foto ou colocada num porta-chaves ou íman para o frigorífico!

Depois do Mary King’s fiz uma caminhada até Dean Village, um dos bairros mais típicos da cidade. Infelizmente, quando lá cheguei já era de noite! Neste local funcionavam os antigos moinhos de água, sendo uma zona muito verde e calma. Fica a meio do Water of Leith Walkway, um percurso sempre à beira do rio, ideal para passeios com a família e amigos e com muito para ver.

Ao voltar para o centro da cidade, tendo sentido alguma sede, resolvi parar no Panda & Sons. Este é outro dos bares mais famosos e icónicos da cidade e percebe-se bem porquê! 😊
A sua fachada é a de uma barbearia, com os preços dos cortes na montra… passa-se por lá e nada nos indica a existência de um bar!

O que temos de fazer é entrar e descer umas escadas que ficam à esquerda e nos levam a uma pequena arrecadação, com uma máquina de costura, entre outros objectos, e uma estante cheia de livros, que é a porta disfarçada! Só temos de a puxar e entrar neste bonito estabelecimento, que está no Top 50 dos Melhores Bares de Cocktails, a nível mundial.
A sala por dentro é grande e muito confortável, com vários espaços e recantos. Assim que nos sentamos temos direito a um copo de água e a uma tigela com pipocas! Eu pedi um famoso cocktail da casa, que é servido numa campânula de vidro cheia de fumo. Chama-se Birdcage e é uma maravilha! Vejam a nossa secção de Shorts de Viagens, onde aparece o vídeo desta bebida a ser servida. 😉

Quando saí daqui já era um pouco tarde mas depois da caminhada, até ao centro, deu-me fome e tive a sorte de ainda me servirem no Kama Sutra, um dos restaurantes indianos mais concorridos da cidade! Não estava com apetite para mais pratos britânicos! 😆

O serviço é rápido e a comida deliciosa… podemos pedir umas doses mais pequenas, que funcionam como tapas, se quisermos provar vários pratos! Muito bom! 😊

Depois do jantar dei mais um passeio pela área e, como não podia deixar de ser, fui acabar a noite no The Jazz Bar! Estava a abarrotar e mais que animado. Assisti a mais dois excelentes concertos, tendo a última banda metido toda a gente aos saltos e a dançar! 😄

DIA 5
A última manhã foi aproveitada para dar mais uma voltinha, vendo alguns pontos novos antes de apanhar o Airlink Bus para o aeroporto. 😊
O primeiro local onde parei foi no New College – School of Divinity! Este edifício histórico, que faz parte da Universidade de Edimburgo, é um dos mais renomados centros de Teologia e Estudos Religiosos do Reino Unido, tendo alunos provenientes de mais de 30 países.

No interior do seu pátio existe um espaço, entre as suas torres, que nos permitem ver The Hub! Caso por lá passem tentem tirar uma foto melhor que a minha, que ficou uma porcaria… o lugar merece! 😁

A visita final foi a uma das ruas históricas mais famosas de Edimburgo, a Victoria Street. Foi construída entre 1829 e 1834 e as suas fachadas coloridas fazem com que seja uma das mais fotografadas da cidade!
Achei formidável parte dos prédios terem sido construídos por cima dos outros, ou algo assim, o que faz com que esse lado da rua tenha uma varanda com esplanadas e lojas, permitindo que se caminhe nos ‘telhados’ das outras casas… quem não deve gostar muito disso são as pessoas que vivem na parte de baixo, ouvindo passos o dia todo! 😆

Acabado o passeio, segui para o aeroporto, onde aproveitei o tempo que me restava para almoçar num divertido restaurante japonês. O balcão era rotativo, só temos de nos sentarmos e irmos tirando o sushi que nos apetece… a conta é depois feita pela cor das embalagens que tirámos! 😁

Não podia acabar sem deixar a fotografia do dinheiro usado, que já vai sendo tradição! A unidade monetária é a Libra, usada em todo o Reino Unido. A libra esterlina escocesa é cunhada com imagens diferentes da inglesa, mas ambas são aceites. Para ter acesso a elas, fiz como faço sempre, levantei dinheiro na primeira caixa multibanco que vi! 😉

Não sei se perceberam mas neste roteiro andei, por vezes, aos zigue-zagues pela cidade. Foi a minha primeira viagem sozinho e deixei-me ir ‘ao sabor do vento’! Umas vezes devido ao tempo que queria perder em cada lugar, outras por haver demasiadas filas quando por lá passei e outras por não ser o que me apetecia no momento… isso fez com que andasse muito de um lado para o outro e repetisse localizações sem necessidade, podendo ter aproveitado melhor o tempo! 😅
Assim, quando programarem o vosso trajecto, tenham em atenção que a Camera Obscura, por exemplo, fica na zona do Castelo, assim como The Hub e a Tartan Weaving Mill, podendo ser tudo visto de seguida. O mesmo acontece para a Catedral e o Mary King’s Close, que ficam muito perto um do outro. 😉
Os dias passaram a correr e deixaram saudades! Como fui referindo, durante a descrição, houve lugares que ficaram por ver. Além desses que assinalei, ainda me faltou fazer a Scotch Whisky Experience, visitar o Real Jardim Botânico, a Gladstones’ Land, o Museum on the Mound e o Museu dos Escritores, entre outros. Queria ter subido ao Arthur’s Seat, ter entrado a bordo do Royal Yacht Britannia, ter visitado a The Georgian House e o Lauriston Castle, com os seus jardins, e ainda queria ter feito todo o Water of Leith Walkay, visitando Dean Village durante o dia. Está decidido que tenho roteiro para mais cinco dias e que é obrigatória nova visita à cidade! 😁

Espero que tenham gostado do Roteiro e que seja útil para a planificação do vosso! Qualquer dúvida que tenham, podem deixar nos comentários que ajudo no que for possível… boa viagem! 😊