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O Centro de Portugal em 3 dias!

Fartos do primeiro confinamento geral e de um Verão cheio de restrições, eu e os meus pais resolvemos fazer uma escapadinha! O destino foi novamente o centro de Portugal, fazendo a base em Ferreira do Zêzere. O objectivo era visitar algumas das bonitas vilas do Médio Tejo! Fomos a um domingo, dia 4 de Outubro de 2020, tendo voltado na terça-feira, dia 6! 😊

Aqui fica o nosso roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 1

Abalámos de Vila do Bispo por volta das 8h da manhã. A primeira paragem, depois de termos sido abalroados por um motociclista da TelePizza, foi na Chamusca. Decidimos almoçar no Restaurante ‘O Cavaleiro’, onde fomos atendidos com muita simpatia. Um serviço impecável, com comida bastante saborosa e bem servida. Comi Sopa da Pedra e Cabrito Assado… estavam uma maravilha! 😁

Restaurante ‘O Cavaleiro’

Depois do excelente almoço, continuámos o nosso caminho passando pela bonita Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, mais conhecida como Ponte da Chamusca. Esta ponte de aço, que cruza o Rio Tejo, foi inaugurada em 1909 e leva-nos até à Golegã!

Ponte João Joaquim Isidro dos Reis

A paragem seguinte foi na Serra de Alburitel, onde fomos conhecer o Baloiço do Talegre! Muita gente no local, que tem bancos para descansarmos e barracas com produtos locais, bebida e outros artigos à venda. O carro foi deixado num estacionamento, que fica no início da ladeira que nos leva ao Talegre. Como podem ver pela imagem, havia fila para experimentar o baloiço e tirar fotos no mesmo! Seja como for, valeu a pena a subida! 😉

Baloiço do Talegre

O percurso continuou em direcção ao Agroal. A sua fantástica praia fluvial é conhecida pela qualidade da água, que é usada como tratamento para problemas de pele, olhos e estômago. Pelo que dizem, ajuda mesmo na cura e recuperação de uma série de doenças! De qualquer maneira, mesmo sem ser com fins terapêuticos, o local merece uma visita pela sua beleza! 😍

Praia Fluvial do Agroal

Já no concelho de Ferreira do Zêzere, fomos ao Moinho Hexagonal de Avecasta. Restaurado recentemente, além de girar as velas, roda sobre ele mesmo apoiado em duas rodas de pedra. A árvore que vêem, por trás, é uma antena de telecomunicações disfarçada! Achei a ideia formidável! 😁

Moinho Hexagonal de Avecasta

Daqui seguimos para o alojamento, mais uma vez reservado através do Booking. Escolhemos ficar no Casa do Adro Hotel, que se recomenda!

Parte do jardim e entrada do Casa do Adro Hotel.

Um excelente hotel, com uma decoração espectacular! A remodelação da casa original deu um ar moderno ao local, mantendo e enquadrando perfeitamente o antigo com o novo. Um óptimo pequeno-almoço, com qualidade e servido ao balcão, devido às restrições, com muita simpatia! O bar também é um espaço impecável e permite passar um bom bocado a ver televisão e de conversa com os amigos!

A esplanada do bar e a piscina.

O quarto era bastante espaçoso e com todas as comodidades, tendo ainda uma pequena varanda!

O meu quarto!

Depois de instalados e já mais descansados, fomos à procura de jantar. Já tínhamos ouvido falar num dos restaurantes locais, conhecido especialmente por um dos seus pratos… os Bifinhos no Chapéu! 😁

Restaurante ‘Grelha do Zêzere’

O ‘Grelha do Zêzere‘ tem muitas outras propostas, entre as quais se incluem umas fabulosas espetadas, mas os Bifinhos no Chapéu são mesmo para experimentar. A refeição torna-se bem mais divertida e apetecível, enquanto vamos cozinhando os nossos bifes. Podem ser escolhidos dois tipos de carne e os acompanhamentos são muito bons! 😉

Bifinhos no Chapéu

Após o jantar, demos mais umas voltas pelo centro da localidade e voltámos ao hotel, onde ainda estivemos entretidos no bar.

DIA 2

Depois de um bom pequeno-almoço, partimos em direcção ao Picoto da Melriça. É aqui que se encontra o marco que assinala o lugar exacto do Centro Geodésico de Portugal! É um desvio e uma visita obrigatória para quem anda a fazer a mítica Estrada Nacional 2! 😊

Picoto da Melriça

Fomos visitar o pequeno Museu da Geodesia e aproveitámos para comprar umas recordações e beber um cafezinho no bar. 😉

Centro Geodésico de Portugal

Daqui fomos directos à Sertã, bonita vila onde andámos a passear pelas margens da ribeira.

Passeando pela Sertã!

O Jardim da Alameda da Carvalha é um espaço enorme e indicado para passeios em família ou com amigos. Tem umas pontes bem bonitas, está equipado com casas-de-banho, parque de merendas e existem alguns bares e restaurantes na zona. 😊

Jardim da Carvalha

Já que estas localidades fazem parte da Nacional 2, aproveitámos e fomos pedindo mais uns carimbos nos nossos passaportes! 😁

Passaportes da Estrada Nacional 2

Avançámos até à Ponte Romana e voltámos para trás, rumando em direcção ao Castelo.

Engraçado auditório-monumento, por onde passámos a caminho do Castelo!

O Castelo da Sertã tem pouco para ver, além da bonita vista que se obtém sobre a vila. No seu interior fica a Capela de São João Baptista, que estava fechada.

Capela de São João Baptista

Abandonámos a Sertã e fomos de novo a caminho de Vila de Rei. O objectivo era irmos conhecer o Penedo Furado e a zona envolvente, que é linda. Os passadiços, que não estavam ainda completos quando lá estivemos, facilitam o acesso às cascatas e aos outros recantos maravilhosos. Uma visita obrigatória!

Parámos o carro na parte de cima, junto ao Miradouro do Penedo Furado, que tem uma vista espectacular sobre a ribeira do Codes e toda a restante área.

Miradouro do Penedo Furado

Fizemos depois um pequeno percurso, que faz parte de um dos trilhos da região, e fomos visitar o ‘buraco na rocha’, que é o Penedo Furado que dá o nome a este local.

Penedo Furado

O outro lado do buraco também tem um excelente miradouro para a Praia Fluvial, com uma mesa e uns bancos para descansarmos. 😊

O outro lado do Penedo!

Voltámos ao carro e descemos até à Praia Fluvial do Penedo Furado, onde começámos por ver a ‘Bicha Pintada‘, um fóssil com mais de 480 milhões de anos.

A ‘Bicha Pintada’!

A partir daqui percorremos a parte dos passadiços que já estava construída!

Começando a percorrer os Passadiços!

Muita beleza natural para admirar, com várias cascatas que formam algumas piscinas onde podemos dar uns mergulhos.

Uma das cascatas!

Depois dos passadiços a fome começou a apertar e decidimos ir lanchar à praia fluvial da Aldeia do Mato. Pelo caminho passámos por um fantástico mural, que sou obrigado a partilhar aqui:

Um trabalho espectacular!

A Praia Fluvial da Aldeia do Mato tem um centro de desportos náuticos e piscinas flutuantes, estando equipada com casas-de-banho públicas. Tem também um excelente bar onde nos serviram umas deliciosas bifanas no prato, com molho de mostarda, acompanhadas com batatas fritas e uma formidável salada… barato e bom, recomenda-se! É uma zona calma e muito agradável, ideal para passar uns dias a descansar. 😉

Praia Fluvial da Aldeia do Mato

Daqui seguimos para a Barragem de Castelo de Bode, onde fizemos uma pequena paragem para apreciar o local. Assim, contornámos o rio e fomos em direcção a Ferreira do Zêzere.

Barragem de Castelo de Bode

Depois do carro estacionado, em frente ao hotel, demos uma volta pela vila e fomos para os quartos descansar uma horinha, antes de irmos à procura do jantar.

Para não repetirmos o local e para conseguirmos provar o Maranho, prato típico da região, resolvemos experimentar o Restaurante ‘Quinta do Adro’. Fomos recebidos com muita simpatia e começámos com umas deliciosas entradas: uma boa tábua de queijos e enchidos e uns suculentos cogumelos recheados com bacon e servidos num molho bem temperado. Maravilha! 😊

Cogumelos Recheados, no Restaurante ‘Quinta do Adro’.

Como pratos principais, além de um apetitoso Leitão Assado e de um excelente Bife da Casa, pedimos o famoso Maranho, um bucho recheado com carne de cabra, presunto, arroz e hortelã. É considerado uma especialidade da cozinha tradicional portuguesa e é mesmo muito saboroso… para repetir numa próxima ida à Beira Baixa! 😄

O Maranho!

Depois da refeição, fizemos um pequeno passeio pela zona e ainda entrámos numa pastelaria, para beber mais um café antes de voltarmos ao hotel. 😊

DIA 3

O último dia começou em Tomar, que apesar de ser uma cidade conhecida pelo Castelo e Convento, tem muito mais para ver e apreciar! 

Uma das coisas que não podíamos deixar de fazer era passear no Parque do Mouchão! Rodeado pelo Rio Nabão, é um local calmo, bonito e ideal para a prática de alguns desportos aquáticos, como se pode ver na foto desta pequena represa. 

Parque do Mouchão

Durante o passeio pelo Parque passámos pela antiga Roda de Água, feita em madeira e ainda a funcionar. 😊

Roda do Mouchão

Entretanto, encontrámos os dois Fernandos que estavam todos entretidos a conversar, aproveitando o Sol da manhã! Esta peça está bastante engraçada e é óptima para umas fotos divertidas! 😁

Estátuas de Fernando Lopes-Graça e Fernando Araújo Ferreira

Terminada a visita ao parque, fomos para a simpática Praça da República, onde ficam a Câmara Municipal e a Igreja de São João Baptista. No meio delas está o Monumento a Gualdim Pais, o templário que fundou a cidade. 😊

A Câmara Municipal, com o Monumento a Gualdim Pais à frente e o Castelo por cima.

Acabámos por entrar na bonita Igreja de São João Baptista, construída por ordem de D. Manuel I, no início do século XVI. 

Igreja de São João Baptista
O altar da Igreja de São João Baptista.

A etapa seguinte foi fazer a caminhada até ao Castelo de Tomar e Convento de Cristo! É uma subida bonita, apesar de cansativa. Pode ser feita de carro, claro, mas optámos por o deixarmos onde estava. 😁

Durante a subida, já muito perto do Castelo!

O construção do Castelo de Tomar foi iniciada em 1160, por Gualdim Pais. Esta fortificação fez parte da ‘Linha do Tejo‘, que era constituída por um conjunto de castelos. Os de Almourol e de Pombal, por exemplo, também faziam parte dessa linha de defesa, obedecendo aos mesmos traços arquitectónicos, que eram característicos dos templários.

Castelo de Tomar e Convento de Cristo

O Convento de Cristo apareceu depois da extinção da Ordem dos Templários, tendo sido construído ao longo de vários séculos. Hoje em dia integra o Castelo e a Charola dos Templários, a Igreja Manuelina, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, a Mata dos Sete Montes e o Aqueduto dos Pegões.

A impressionante Charola é uma das partes mais antigas do Convento e funcionava como oratório privado dos Cavaleiros, no interior da fortaleza. É uma daquelas coisas que deixa qualquer pessoa de boca aberta! 😍

Entrada para o centro da Charola!

O Convento é lindo, cheio de pormenores e com muito para ver, enquanto se vai percorrendo os seus claustros e se passa por algumas das salas.

Claustro de Dom João III, também chamado de Claustro Grande.

A Janela do Capítulo é um dos pontos mais famosos do Convento. Está ricamente ornamentada com os elementos naturais e marítimos que são a base do estilo manuelino.

Janela do Capítulo

Terminada a visita ao Convento, fomos novamente para o centro da cidade. A última coisa que vimos, em Tomar, foi o curioso e fascinante Museu dos Fósforos! 😁

O local apresenta a maior colecção filumenista da Europa. As caixas foram doadas à Câmara Municipal, em 1980, por Aquiles de Mota Lima, que as começou a juntar em 1953!

São cerca de 43 mil caixas, representando 122 países e que exibem pinturas famosas, baralhos de cartas, políticos, filmes, actores, jóias, brasões e muito mais… são 7 salas! É impressionante e tem entrada grátis! 😉

Museu dos Fósforos

A paragem seguinte foi em Constância, terra que foi o local de residência de Luís de Camões. Caso tenham interesse, podem visitar a Casa Memória de Camões, onde afirmam ter vivido o poeta.

Monumento a Camões!

É aqui que se juntam os rios Zêzere e Tejo, sendo isso bastante perceptível na espectacular praia fluvial! Temos junto a ela, um bonito parque para passear e relaxar.

Praia Fluvial de Constância

A paragem seguinte foi no maravilhoso Castelo de Almourol! Como referi mais acima, também fazia parte da ‘Linha do Tejo’, tendo sido também construído pelos Templários e concluído dois anos depois do Castelo de Tomar.

Há barcos que fazem a travessia até à ilha, o que nos permite visitar o Castelo, mas devido à pandemia, não estavam de serviço quando aqui estivemos. Só por isso, já temos uma desculpa para voltar! 😉

Castelo de Almourol

Terminámos este roteiro com uma visita ao Parque de Escultura Contemporânea de Almourol, que fica em Vila Nova da Barquinha.

Parque de Escultura Contemporânea de Almourol

Este parque tem sete hectares de extensão, por onde estão distribuídas as peças, e ganhou o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista em 2007, na categoria “Espaços Exteriores de Uso Público”. Aqui podemos encontrar uma galeria de exposições, alojamento temporário para criadores, equipamentos desportivos e espaços lúdicos para as crianças. 😊

Alguns dos simpáticos habitantes do parque!

A partir daqui foi só fazer o caminho de volta até Vila do Bispo, parando apenas para jantar! Adorámos o passeio e tudo aquilo que visitámos… o nosso país é realmente espectacular e com muito para ver. Vale a pena fazer uma ‘escapadinha’ e ir conhecer as nossas vilas e aldeias, com toda a sua história e património cultural e natural. 😉

Espero que tenham gostado do nosso Roteiro e que o possam usar para a organização do vosso. Obrigado pelo interesse e qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Tentarei ajudar no que for possível! Boas viagens! 😊

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Autor:

Músico e compositor, residente em Vila do Bispo.

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