Publicado em Países Baixos

Amesterdão – O que visitar!

Foram várias as viagens que fiz a Amesterdão, tendo sido a mais pequena de apenas 5 dias… todas as outras tiveram uma duração superior a uma semana. A primeira foi em 2014 e a última em Novembro de 2019. Quero salientar que ainda não conheço tudo, pois há sempre algo mais para ver e descobrir nesta cidade!

Caso a pensem conhecer e, apesar de Amesterdão ser linda em qualquer altura, se quiserem aproveitar e ir a Keukenhof ver o famoso parque das flores, terão de o fazer entre o final de Março e o princípio de Maio. Todos os anos as tulipas são plantadas de acordo com um tema diferente e vale bem a pena! 😉

Este não vai ser um ‘Roteiro’ diário, como costumo fazer, mas irei dividir as atracções por zonas, ilustrando a descrição dos lugares e dando algumas dicas que possam haver sobre o local. Todas as fotos foram tiradas com telemóvel e como foram várias as viagens, e uma pessoa vai mudando de aparelho, peço desculpa pela fraca qualidade de algumas das imagens! 😁

O que visitar:

Perto de Amesterdão:

  • Zaanse Schans | Honig Breethuis | Bezoekerscentrum Cacao de Zaan | Museum Zaanse Tijd (Museum van het Nederlandse Uurwerk) | Museumwinkel Albert Heijn | Specerijmolen De Huisman | Verfmolen De Kat | De Zoeker | De Schoolmeester | Het Jonge Schaap | Quinta do Queijo Catharina Hoeve | Bakery Museum ‘The Gecroonde Duyvekater| Weaver’s House | Zaans Museum | Kooijman Souvenirs & Clogs – Klompenmakerij (Museu das Socas) | Tiemstra’s Kuiperij

Todas as viagens que fiz para Amesterdão foram pela easyJet, a partir de Lisboa, sendo a hora da chegada ao Aeroporto de Schiphol sempre perto da meia-noite. Para chegar à cidade a maneira mais fácil é apanhar o comboio que nos deixa na Central Station. O preço do bilhete deve andar perto dos 10€ e pode ser comprado nas máquinas automáticas… o trajecto dura cerca de 25 minutos.

Entrada do Aeroporto de Schiphol.

O alojamento na cidade foi sempre conseguido através do Airbnb, tendo ficado as últimas duas vezes na mesma casa. É uma bonita mansão histórica, com um Relógio de Sol na fachada e fica em frente à Nieuwe Amstelbrug, uma ponte que atravessa o rio Amstel. Acrescento, como curiosidade, que devido ao relógio o edifício é um pokéstop, fazendo parte do famoso jogo Pokémon Go. 😁

A nossa casa!

Está situada entre dois parques, o Oosterpark e o Sarphatipark, e muito perto do Albert Cuyp Market, um mercado de rua de visita obrigatória. Falarei dele mais à frente. 😉

O terraço da casa onde ficámos!

Amesterdão foi a cidade onde vi mais bicicletas! Há estacionamentos com centenas delas e estão espalhadas por todo lado. Caso se sintam com coragem aluguem uma e, nem que seja durante apenas umas horas, passeiem pela cidade ou por um dos parques, o que talvez seja mais seguro. Tenham cuidado e olhem para todos os lados. Mesmo os peões têm de estar sempre atentos, não se vá dar o caso de estarem a caminhar numa ciclovia. Os holandeses apitam, mas não param! 😆

Uma das curiosas bicicletas que se vão encontrando pela cidade!

A cidade tem uma excelente rede de transportes, caso não queiram andar a pé ou de bicicleta. Usei o tram (eléctrico) algumas vezes, mas o transporte mais utilizado foi o metro, que cobre os pontos mais importantes. As estações são bonitas e seguras.

Uma das estações de metro!

Vondelpark

Em relação aos parques, um dos mais conhecidos é o Vondelpark! É enorme e óptimo para passear a pé ou de bicicleta, fazer um piquenique ou passar umas horas relaxado. É muito fácil de localizar, estando uma das suas entradas assinalada com a Maid Of Amsterdam, uma estátua que representa uma mulher sentada, com o brasão da cidade.

São vários os lagos, cheios de patos e outros pássaros que se encontram na área, bem como algumas esculturas e diversões para os mais pequenos… um bom local para descansar, no meio do verde e passar umas horas com a família ou com os amigos! Tem dois ou três cafés, parque infantil, um anfiteatro, campos de jogos e fica muito perto de outro parque também bom para passear, o Rembrandtpark.

Vondelpark

Het Amsterdams Lyceum

Na primeira vez que visitei o Vondelpark saí por uma das portas laterais e fui ao Het Amsterdams Lyceum. É a escola secundária mais antiga do país! Foi fundada em 1917 e tem uma área envolvente bem bonita e agradável, com várias esculturas e recantos engraçados, integrando algumas ruas de vivendas com características diferentes das que se encontram no resto da cidade.

Liceu de Amesterdão

É atravessado por um canal, rodeado por árvores e espaços ajardinados, o que lhe dá um ar de bairro mais típico.

Noorder Amstelkanaal

Monument Indië-Nederland

Passando a ponte, depois do Liceu, encontra-se o Monument Indië-Nederland. Consiste numa pequena praça, com um lago onde fica a estátua que simboliza a relação entre os Países Baixos e a Indonésia. Foi inaugurado em 1935 e tem sido várias vezes alvo de vandalismo e de protestos. Já foi danificado por bombas duas vezes, já foi pintado e já teve elementos que foram roubados e nunca mais recuperados. Ao longo do tempo foram feitas algumas mudanças no monumento, que só ganhou este nome em 2004.

Por trás fica o Sportpark Olympiaplein, um dos maiores parques desportivos da cidade. Começou a ser construído em 1926 para os Jogos Olímpicos de Amesterdão, realizados em 1928, e além de pistas de atletismo e campos de jogos, tem um espectacular parque de skate. 😊

Monument Indië-Nederland

Este monumento e o liceu não são nada de imperdível ou de visita obrigatória, mas são uma boa opção para quem gosta de andar pela cidade e ver coisas menos turísticas, que não deixam de ser bonitas e interessantes. 😉

Passeando pela zona…

Museumplein

Muito perto desta zona fica Museumplein, a bonita e movimentada Praça dos Museus da cidade.

Um dos lados da Museumplein!

A escolha do que queremos ver aqui torna-se difícil, já que existem museus com as mais variadas temáticas. Na imagem acima está o Stedelijk Museum, que apresenta peças de design e de arte contemporânea.

Além de termos exposições para todos os gostos, é também nesta parte da cidade que fica a Concertgebouw, uma bonita sala de espectáculos onde podemos entrar e beber um café ou comer qualquer coisa, mesmo que não se queira assistir a nenhum concerto.

Concertgebouw

No outro extremo da praça fica o gigantesco Rijksmuseum, o Museu Nacional dos Países Baixos, que ocupa um imponente edifício do séc. XIX e tem uma extensa colecção dedicada à arte e história do país. Tem um pequeno jardim, com algumas esculturas e era em frente dele que estavam as famosas letras ‘I amsterdam‘, que entretanto foram colocadas noutro local. À sua frente fica também a pista de gelo, montada durante o Inverno, com uma ponte que a atravessa e uma fantástica iluminação nocturna!

O Rijksmuseum, com as letras e a pista de gelo.

Visitei o Museu Van Gogh, que recomendo a todos os que gostam de pintura e do trabalho deste artista. É a maior colecção mundial de obras deste pintor, além de apresentar várias curiosidades sobre a sua vida. Podemos, por exemplo, ver as texturas das tintas e como ela as fazia, usando muitas vezes insectos e flores!

Uma das paletas e tubos das tintas usadas por Van Gogh!

Inaugurado em 2016, o Museu Moco ocupa a Villa Alsberg, uma mansão projectada por Eduard Cuypers, em 1904. Foi uma das primeiras residências da Museumplein e hoje em dia é um museu de arte moderna e contemporânea, com grande destaque para a ‘arte de rua’. Apresenta obras de Banksy, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat e Jeff Koons, entre outros, promovendo também algumas exposições temporárias!

Foto tirada à entrada do Museu!

É também nesta zona que podemos visitar a House of Bols – The Cocktail & Genever Experience, onde podemos conhecer melhor a história desta marca, provar o gin e criar um cocktail. Existe ainda o Diamant Museum Amsterdam (Museu do Diamante), que apresenta réplicas de algumas peças e um pouco da história do seu comércio nos Países Baixos. Não visitei nenhum dos dois, por isso não vos consigo dizer se valem ou não a pena! 😁

Heineken Experience

Saindo da Museumplein, passando por baixo dos arcos que formam um túnel e atravessam o Rijksmuseum, é só virar à direita e acompanhar o canal até chegar à Heineken Experience. É um museu sobre a história desta marca de cerveja e dispõe de áudio-guia em português!

Uma das salas da Heineken Experience!

É uma experiência bastante interessante e interactiva, que recomendo sem hesitar! Podemos ver as cavalariças antigas, compreender o processo de fabrico da cerveja e quais os ingredientes usados, aprender a tirar uma imperial e beber uma ou duas no final da visita. Temos ainda a oportunidade de mexer e de provar o mosto e de criar uma garrafa como recordação, escrevendo o que quisermos no rótulo. 😊

Mexendo o mosto…

Uma das partes mais divertidas foi um filme em 4D, onde sentimos na pele o que sofre uma garrafa no processo de engarrafamento. São vários os locais para as selfies, havendo até uma viagem virtual de bicicleta pela cidade… que nós fizemos e que podem ver aqui, juntamente com outros vídeos deste roteiro, na secção de Shorts de Viagens! 😅

Albert Cuyp Market

A partir da Heineken é muito fácil chegar ao Albert Cuyp Market, um mercado de rua que começou em 1905 e que é o maior dos Países Baixos.

Aqui podemos encontrar de tudo à venda, quer nas barracas quer nas lojas que ficam por trás delas. Há chocolates com formas eróticas, fruta, carne, peixe, sumos naturais e granizados, electrodomésticos, ferramentas, roupa, sapatos, flores e recordações de todo o tipo.

Uma das entradas do Albert Cuyp Market.

O que leva muita gente a este mercado, e que faz com que seja tão conhecido, é a sua comida. Vim aqui várias vezes, apenas para um pequeno-almoço tardio, almoçar ou lanchar. São muitos os pontos em que nos deixam provar algo, gratuitamente, e algumas das suas ‘barracas’ já são famosas, como é o caso do Benny’s Chicken, com todas as suas delícias de frango. Comam umas asinhas, umas coxas ou uma das saborosas sandes e provem o molho de amendoim… uma maravilha! 😊

A banca do milho!

É aqui que vos aconselho a provar as Stroopwafels, umas irresistíveis bolachas tradicionais que são preparadas à nossa frente e servidas quentes. São vários os locais que as vendem no mercado, sendo feitas de vários tamanhos e recheadas com calda de açúcar e canela, com chocolate ou com caramelo, entre outras escolhas tentadoras. Os primeiros indícios da sua existência datam de 1784, embora a primeira receita conhecida seja de 1840. É obrigatório experimentar! 😁

Cá estou eu a encher a barriguinha… as melhores que comi foram as desta carrinha! 😉

Sarphatipark

Caso vos apeteça passear mais um pouco, duas ou três ruas depois do Mercado fica o Sarphatipark, que já tinha referido mais acima. Este é um pequeno parque onde não se pode andar de bicicleta e tem alguns monumentos e lagos. Tem ainda um espaço infantil de aventura e uma área para cães, onde os donos podem deixá-los à vontade e brincar com eles.

Lago no Sarphatipark.

Andando pela cidade, percorrendo os bairros mais afastados dos principais pontos turísticos, vão-se sempre descobrindo alguns pormenores curiosos e engraçados. Um exemplo disso são os jogos, monumentos, homenagens e esculturas que se vão encontrando em algumas ruas ou praças menos conhecidas.

Jogo na calçada!

Max Euweplein

Se ao sairem da Museumplein, pelo Rijksmuseum, virarem para o lado esquerdo seguindo o canal, irão chegar à Hein Donnerbrug que fica em frente à Maid Of Amsterdam, uma das portas do Vondelpark que já referi anteriormente. Basta atravessar esta ponte para entrar na Max Euweplein. É nesta praça que está o Hard Rock Café, entre outros bares, restaurantes e algumas lojas de roupas e de recordações. É, já agora, também neste canal que podem encontrar algumas das companhias que promovem passeios de barco.

O Holland Casino Amsterdam fica aqui perto, assim como a Rembrandts Amsterdam Experience, no lado oposto, que dizem ser fantástica mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de fazer.

O nome da praça deve-se a um grande jogador de xadrez nacional, que foi campeão mundial. O Chess Museum, fica num edifício que era uma antiga prisão, usada pelos nazis para torturarem membros da resistência holandesa. Hoje em dia conta a história deste jogo e deste mestre. Nunca visitei o museu, mas passei muitas vezes na praça, que era o antigo pátio da prisão e onde existe um tabuleiro de rua, que está sempre a ser usado e tem, geralmente, fila de espera. A ideia está espectacular!

O tabuleiro da Max Euweplein!

Leidseplein

Quase colada à Max Euweplein fica a Leidseplein, uma das praças mais movimentadas e uma conhecida zona de diversão nocturna. É aqui que está o Internationaal Theater Amsterdam, um teatro bem bonito, por dentro e por fora. Ao passearem por aqui, lembrem-se de olhar para os ramos das árvores. Num deles está uma pequena escultura, de um lenhador. Não consegui saber quem foi o autor, mas achei formidável. Excelente trabalho e excelente enquadramento! 😊

O Lenhador!

Amesterdão é uma cidade muito cara e isso nota-se bem nesta zona, que é considerada por muitos locais como uma ‘armadilha para turistas’! The Bulldog, que existe desde 1974 e é a coffeeshop mais antiga da cidade, pode ser aqui visitada. Aviso já que é um espaço pequeno e superlotado. Caso queiram experimentar um destes cafés, fujam desta zona e procurem um que seja afastado das avenidas principais. 😉

Um dos bares que visitei, nesta praça, foi o The Waterhole. Tem espectáculos de música ao vivo e os instrumentos musicais, espalhados por todo o lado, são o elemento principal da sua decoração. Possui mesas de snooker, um ambiente muito acolhedor e a sua própria marca de cerveja.

A cerveja do The Waterhole.

Se quiserem uma refeição rápida, nesta zona há McDonald’s, Burger King, Wok to Walk e Starbucks, entre outras opções do género.

Foi aqui que encontrei um destes estabelecimentos, bem engraçado, curioso e original. Eu pelo menos, não conhecia nenhum! A FEBO Amsterdam é uma cadeia de snack-bares, fundada em 1941, que se tornou de venda automática em 1960. Os produtos são apresentados já feitos, dentro de uns pequenos fornos onde só temos de colocar as moedas, para abrir e tirar a comida quente! Os seus alimentos têm a particularidade de nunca serem congelados, sendo sempre preparados frescos. Já experimentei alguns dos seus famosos croquetes, que são de vários tipos, e gostei. Os hambúrgueres e os gelados também são bons! 😁

Febo, venda automática de comida!

Bloemenmarkt

A partir da Leidseplein podem começar a subir a Leidsestraat, uma avenida repleta de todo o tipo de comércio e com muito movimento. Depressa chegam ao Singel, um canal com alguns pontos de interesse em ambas as margens. Logo antes da Koningsplein, virando à direita, encontram o Bloemenmarkt. Foi fundado em 1862 e é o único mercado flutuante do mundo, dedicado apenas à venda de flores.

Bloemenmarkt

Museu da Tortura

Na outra margem, fica o Museu da Tortura. Tem uma colecção bastante pequena, em relação a outros espaços que já visitei com esta temática, mas está muito bem documentada e conservada. De qualquer modo, é impressionante ver os objectos usados e os tipos de tortura aplicados. Vale a pena, apenas para quem nunca viu nenhuma exposição do género! 😊

Museu da Tortura

Munttoren

Continuando pelas margens do Singel, chega-se à Munttoren. É uma torre com um relógio e um carrilhão, que pertencia à muralha original da cidade. Na sua base existe uma conhecida loja de cerâmica, a Heinen Delfts Blauw, especializada na venda da típica loiça azul e branca. 😊

Munttoren

Rembrandtplein

Se seguirmos em frente iremos chegar à Rembrandtplein, outra das bonitas praças da cidade. No seu centro fica o espectacular Rembrandt Monument, com todas as suas estátuas. 😍

Rembrandt Monument

As figuras, colocadas em frente da escultura de Rembrandt van Rijn, duplicam em três dimensões uma das suas pinturas mais famosas, a Ronda da Noite, que faz parte da exposição permanente do Rijksmuseum. A estátua principal, a do artista, foi feita em 1852 por Louis Royer e é de ferro fundido. Em 2006, como comemoração do 400º aniversário do pintor, os artistas russos Mikhail Dronov e Alexander Taratynov criaram esta reprodução do quadro, em bronze.

Depois de vários anos em exibição por outros países voltou para este local em 2012, onde se mantém até hoje graças a uma campanha de angariação de fundos, organizada pela Rembrandtplein Entrepreneurs Foundation.

A brincar com o simpático cão da ‘Ronda da Noite’! 😁

É nesta praça que fica a Smokey Coffeeshop, com um excelente serviço de bar e cafetaria. É um espaço enorme, onde somos atendidos com muita simpatia.

Smokey Coffeeshop

Tem mesas de snooker, boa música e serve refeições ligeiras, óptimas para um lanche. Dão-nos a hipótese de criar os nossos próprios sumos, dizendo as frutas que queremos neles, e os batidos também são uma maravilha! Tenham atenção porque quase ao lado existe o Cafe Smokey, que não pertence aos mesmos donos e não tem nada a ver! 😊

Smokey Coffeeshop – Interior

Xtracold Icebar Amsterdam

Daqui podemos continuar até ao cruzamento com o Rio Amstel. Virando a esquina, para a esquerda, iremos passar em frente ao Xtracold Icebar Amsterdam. É engraçado, para entrar lá como curiosidade!

Xtracold Icebar Amsterdam

Há um bar normal, onde se espera a entrada no verdadeiro Icebar e onde nos dão os fatos obrigatórios contra o frio e que são uma curte, mas não esperem nada de mais, nem vão com expectativas muito elevadas. É um quadrado não muito grande, com bancos, balcão e uma ou duas esculturas, tudo feito em gelo! Só podemos lá permanecer durante 30 minutos, se bem que não vale a pena ficar mais tempo. 😆

Junto com o bilhete, que é demasiado caro, temos direito a duas bebidas, podendo escolher entre três. Atenção… caso partam o copo, não vos dão outro e não bebem mais! Lá dentro, assiste-se a um pequeno filme em 3D. Ao fim e ao cabo, o mais engraçado mesmo são as fotos que nos tiram e que podemos trazer para casa! 😊

A foto da visita!

Em frente ao bar, no outro lado do rio, fica a National Opera & Ballet que apresenta espectáculos regulares.

Hermitage Amsterdam

Voltando novamente para trás, e depois de atravessar a Blauwbrug (Ponte Azul), temos no lado direito, um quarteirão com vários museus e monumentos.

É impossível não reparar no enorme Hermitage Amsterdam, que tem a fachada virada para a água e uma doca à sua porta, onde podemos programar um passeio de barco através da Amsterdam Boat Adventures. São uns barcos mais pequenos, que nos levam através de passagens e canais que as outras embarcações não conseguem percorrer. Vão apenas 8 pessoas em cada barco, numa viagem que pode ir até aos 90 minutos.

Este espaço é uma filial do Museu Hermitage de São Petersburgo e está localizado no antigo Amstelhof, um edifício de estilo clássico de 1681. Apresenta exposições temporárias e permanentes e são várias as salas que se podem visitar, sendo o bilhete comprado de acordo com isso. Tem um restaurante e um jardim interior.

Hermitage Amsterdam

Aqui também fica o Outsider Art Museum (Museum van de Geest), com uma galeria de pinturas e outras peças feitas por artistas com deficiências.

Na lateral esquerda do Heritage, está o Amsterdam Museum. Era um antigo orfanato e apresenta várias obras de arte, artefactos e exposições interativas que contam a história da cidade. Continuando a dar a volta ao bairro podemos ver o National Holocaust Names Monument, feito com tijolos que contêm o nome das vítimas, a data de nascimento e a idade com que morreram.

Por trás desse monumento fica Hoftuin, um pequeno e engraçado parque, óptimo para passar umas horas ou até mesmo fazer um piquenique. Também tem um restaurante, caso não queiram levar comida!

Terminando de contornar o bairro ainda se passa pelo De Schaduwkade, um memorial no chão, que consiste numas placas onde constam os nomes de cerca de 200 judeus que viviam nesta zona e foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial. As placas estão colocadas, ao longo do canal, em frente às casas onde moravam.

Infelizmente, já passei muitas vezes por esta zona e ainda nunca visitei nenhum destes pontos. Assim que o fizer, digo-vos se valem ou não a pena! 😉

Natura Artis Magistra

Se seguirmos em frente, depois da visita ao National Holocaust Names Monument, iremos encontrar o Hortus Botanicus Amsterdam. Este jardim botânico tem várias estufas que existem desde 1682 e junto a ele fica o Wertheimpark, outro dos parques da cidade, com um campo desportivo e alguns monumentos. Um deles é o Auschwitz Monument, que foi criado pelo escritor Jan Wolkers, em memória das vítimas no campo de concentração. É composto por um conjunto de placas de vidro partidas.

Depois de percorrermos uma das ruas laterais ao parque, passando pelo Verzetsmuseum Amsterdam (Museu da Resistência), chega-se ao Natura Artis Magistra. Mais conhecido apenas como Artis, é o jardim zoológico da cidade.

Uma das esculturas do Artis!

Tem muitos espaços agradáveis, com um ambiente e uma decoração espectacular. A cascata e os túneis, por exemplo, estão impecáveis. Gostei muito da parte dedicada aos insectos e do Borboletário. Tem ainda um planetário, um aquário e uma espécie de jardim interior, onde os macacos andavam à solta por cima de nós! 😁

Borboletário

Micropia

Ainda no Artis, não deixem de visitar o Micropia. É o único museu do mundo dedicado aos micróbios e é muito divertido!

Micropia

Junto com o bilhete recebemos um ‘passaporte’, onde podemos carimbar os micróbios que vamos conhecendo ao longo da visita, que é muito didáctica e interactiva. Marcando previamente, podemos ainda entrar no laboratório e participar em algumas das experiências e pesquisas realizadas diariamente! 😊

O laboratório do Micropia.

Oosterpark

Caso queiram continuar o passeio e relaxar noutro parque, logo depois do complexo do Artis fica o Oosterpark, com um ambiente e uma vegetação diferentes dos outros referidos anteriormente. Tem parque infantil, casa-de-banho pública e um coreto, onde realizam alguns concertos. Também tem um monumento bastante interessante, o Nationaal Slavernijmonument, que celebra a abolição da escravatura nos Países Baixos.

Nationaal Slavernijmonument

Este parque é muito concorrido durante o Verão, já que tem uma piscina pública grátis para crianças. Numa das suas extremidades também se pode encontrar o fantástico Tropenmuseum, um museu etnográfico com uma espectacular exposição permanente e algumas exibições temporárias, distribuídas por várias salas.

Parte do Oosterpark com a piscina, que está vazia durante o Inverno.

Red Light District

O famoso Bairro da Luz Vermelha não pode deixar de ser visitado. São muitas as ruas com as montras, onde as mulheres tentam chamar a atenção de quem passa, angariando clientes. Atenção que não se podem tirar fotos e não convém andar com o telemóvel na mão, correndo o risco de ser abordados pelos seguranças. É uma zona segura, mas tentem evitar a sexta-feira ou o sábado, por ter demasiadas pessoas e não ser tão bem frequentada!

Além do comércio sexual, existem várias lojas, cafés e restaurantes. Também nesta área podem visitar o Hash Marihuana & Hemp Museum, o Amsterdam Illusions, a Casa Rosso, o Red Light Secrets Museum e o Erotic Museum.

Red Light District

Ons’ Lieve Heer op Solder

Ao lado deste bairro fica a Oude Kerk, uma igreja que foi construída em 1302 e é o edifício mais antigo da cidade, funcionando hoje em dia como centro cultural. Um pouco mais acima fica Ons’ Lieve Heer op Solder. Um edifício aparentemente normal, que tem no seu interior um museu e uma incrível igreja escondida! É uma visita obrigatória! 😉

É um prédio do séc. XVII e a sua galeria exibe uma exposição permanente, sendo apresentadas também algumas exposições temporárias.

Quadro numa das exposições temporárias.

A igreja católica no sótão foi construída em 1663, numa altura em que não era permitido celebrar missas. A visita é feita com áudio-guia (não há em português) e subindo as antigas escadas de madeira vamos passando por várias divisões com as mobílias originais e cheias de pormenores curiosos, como é o caso das camas que eram feitas em nichos e depois tapadas com cortinados, portas ou painéis.

Uma das divisões, com a cama no nicho!

É simplesmente incrível chegar ao topo das escadas e ver uma fantástica igreja, de 3 pisos, que até um belíssimo órgão de tubos tem. Os bancos, a ornamentação, o altar, a arquitectura, o tamanho, o facto de estar ali… fiquei de boca aberta! Um local onde quero muito voltar, para ver tudo ainda com mais atenção! 🧡

Ons’ Lieve Heer op Solder

Amsterdam Central Station

Continuando a subir iremos chegar à Amsterdam Central Station. Eu sei que quase toda a gente passa por ela, quando chega a Amesterdão, mas geralmente nunca se vê grande coisa nesse momento em que a preocupação é, na maior parte das vezes, chegar ao alojamento e descansar uns minutos ou comer qualquer coisa.

Central Station

Nesta bonita estação, que inaugurou em 1889, podemos encontrar um excelente centro comercial com lojas de todo o tipo, cafés, restaurantes de comida rápida, farmácia, oficinas e empresas de aluguer de carros e de bicicletas.

Dentro da Central Station!

Existem vários túneis que atravessam a estação e por trás dela fica o cais, onde podemos apanhar o ‘ferry’ para a parte norte da cidade.

Um dos túneis da estação!

No local há umas máquinas que nos permitem tirar os bilhetes para os barcos, que são grátis e passam com muita frequência. Podemos escolher entre dois destinos e são viagens muito curtas. Por esse motivo, as embarcações não têm casa-de-banho ou qualquer tipo de serviço a bordo.

Um dos barcos leva-nos para NDSM, uma área que ainda não consegui conhecer. Aí podemos visitar o NDSM Wharf, um antigo estaleiro transformado em centro de artes, com muitas exposições, arte de rua, espectáculos de música e dança, entre outros eventos. Existem ainda vários bares e restaurantes na zona, todos com uma decoração moderna e, ao mesmo tempo, industrial. Pelo caminho consegue-se ver um submarino encalhado!

A’dam Lookout

Apanhando o barco que está de frente para o cais, somos levados para o lado onde fica o A’dam Lookout, um dos locais com as melhores vistas sobre a cidade e onde podemos andar nos baloiços mais altos da Europa. 😁

O ferry com o A’dam Lookout e os seus baloiços, em frente!

É bastante divertida a visita a este local, a começar pelo elevador que tem efeitos sonoros e visuais, subindo 100 metros em apenas 22 segundos. Também podemos andar numa montanha russa, em realidade virtual. Existem várias lojas e um excelente restaurante e bar panorâmico no topo.

Foi impossível resistir a este trono! 😊

O seu miradouro permite uma visão de 360º sobre a cidade, tendo sempre placas com a identificação do que estamos a ver. Os bilhetes simples incluem um áudio-guia e uma fotografia digital. Também podem ser comprados já combinados ou podemos acrescentar as atracções que queremos e até mesmo um almoço, jantar ou duas bebidas.

Para quem gosta de emoções fortes nada como experimentar os Over the Edge, que ficam no topo do edifício e que baloiçam para fora dele! 😆

Já nos baloiços, prontos para começar! 😁

Os bilhetes para os Over The Edge são adquiridos à parte ou num ingresso combinado, havendo sempre filas de espera, tanto para comprar como para andar. Assim, o melhor talvez seja comprá-los online. Nós adorámos e recomendamos a experiência! 😊

Uma das divertidas fotos, incluídas no bilhete!

Eye Filmmuseum

Quase ao lado do A’dam fica o Eye Filmmuseum. Este museu do cinema chama logo a atenção pela sua arquitectura, contando com uma exposição permanente e muitas exposições temporárias e exibições de filmes, entre outros eventos. Consultem o programa, porque têm apresentações dos mais variados géneros.

Eye Filmmuseum

Mesmo sem comprarmos bilhetes para os eventos, o seu interior pode ser visitado e é bem bonito e interessante. Tem 4 salas de cinema, todas com características diferentes, e uma excelente cafetaria, com vista sobre a cidade e que forma uma espécie de anfiteatro, com as mesas dispostas pelos vários patamares! 😊

Parte da cafetaria, no interior do Eye Filmmuseum!

Openbare Bibliotheek Amsterdam (OBA)

De volta ao barco e saindo de novo na Central Station, basta virar à esquerda e seguir o canal até chegar à Openbare Bibliotheek Amsterdam (OBA), a Biblioteca Pública de Amesterdão. São vários os polos espalhados pela cidade e este é conhecido como OBA Oosterdok, devido à sua localização.

Entrada da OBA.

São 7 andares recheados de literatura, cada um deles com um tema diferente. A entrada é grátis e durante a semana só encerra às 22 horas.

O andar dos livros infantis.

Não deixem de subir ao bar-restaurante, no sétimo piso, que tem um espectacular terraço com uma magnífica vista sobre a cidade! 😍

Vista do terraço!

SexMuseum

Descendo a avenida, que fica mesmo em frente à Central Station, iremos passar pelo icónico Museu do Sexo.

SexMuseum

O Museu tem uma enorme, curiosa e divertida colecção! As figuras com movimento são formidáveis e tem áreas bastante interessantes, sem roçar a pornografia gratuita. Mostra aspectos da cultura sexual e do seu comércio e divulgação à volta do mundo, quer através da pintura e da escultura, quer através do vídeo ou de outro tipo de representações!

Já agora, uma dica: se forem curiosos como eu, espreitem por baixo da saia da Marilyn quando o vento a levantar! 🤣

Marilyn Monroe

Como não posso publicar aqui a maior parte das fotos tiradas neste museu, deixo-vos algumas partes de corpos, que estão expostas na parede de uma escadaria. Aviso que os traseiros são marotos, por isso não se admirem de sentir um certo ‘ar’ na cara, ao passarem por eles! 😆

Escadaria do SexMuseum!

Body Worlds

Continuando na mesma rua, um pouco mais à frente, iremos encontrar o incrível Body Worlds, outra visita obrigatória.

A linha orientadora deste museu é The Happyness Project (O Projecto da Felicidade) e exibe cerca de 200 corpos verdadeiros plastinados, que nos tentam mostrar como o nosso estado de saúde afecta o nosso humor e vice-versa. Logo à entrada é-nos apresentado um gráfico, que mede o nosso nível de alegria! 😊

Gráfico da Felicidade

A plastinação é um processo criado por Gunther Von Hagens, em 1977, e permite conservar perfeitamente os corpos (ou parte deles). Muitos são aqui expostos sem pele, de forma a podermos ver os músculos e outros órgãos, ajudando a compreender melhor a anatomia humana e animal.

Parte de um corpo, no Body Worlds!

Muitos corpos são apresentados exercendo diversas actividades e existem várias montras, onde podemos ver cérebros, órgãos reprodutores, estômagos, pulmões e não só. A visita é realizada de cima para baixo, fazendo a subida de elevador e descendo depois a escadaria, vendo os andares que abordam sempre temas diferentes. O bilhete pode ser comprado online, ficando assim mais barato do que sendo adquirido no local. 😉

O Marinheiro!

Beurspassage

Praticamente ao lado do Body Worlds fica a Beurspassage, que é um bonito túnel onde foi criada a Amsterdam Oersoep. Esta obra-de-arte é um trabalho de Arno Coenen, Iris Roskam e Hans van Bentem. É repleta de pormenores, bonitos e curiosos, tendo sido realizada em 2016. Os candeeiros, por exemplo, foram feitos com peças de bicicletas encontradas nos canais. Não deixem de passar por aqui e de admirar o chão, as paredes, o tecto e tudo o resto… também podem aproveitar e fazer umas compras, já que existem várias lojas no local! 😁

Amsterdam Oersoep

Praça Dam

Seguindo ainda a mesma avenida chegaremos à Praça Dam, o centro histórico de Amesterdão e um dos lugares mais frequentados pelo turismo. Tem sempre bastante animação e todos os eventos importantes da cidade promovem aqui alguma actividade! 😊

Parte da Praça Dam!

O Monumento Nacional destaca-se, com os seus 22 metros de altura. É uma homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra Mundial e foi inaugurado em Maio de 1956.

Monumento Nacional

Um dos bonitos edifícios desta praça é o Koninklijk Paleis Amsterdam, o Palácio Real. Foi construído entre 1648 e 1665 e é um dos 4 palácios usados como residência pelos governantes dos Países Baixos, embora só estejam aqui presentes durante as recepções oficiais. A visita é feita com áudio-guia mas convém verificar sempre as datas de funcionamento no site oficial, já que não está aberto todos os dias.

Palácio Real de Amesterdão

É também nesta zona que fica a Nieuwe Kerk, uma igreja que costuma apresentar exposições temporárias e alguns concertos. É nela que se celebram os casamentos reais.

Uma das fachadas da Nieuwe Kerk.

Basta atravessar a rua, indo para trás do Palácio, para chegar ao Magna Plaza. Era a antiga estação central de correios da cidade e é lindo por dentro e por fora.

Magna Plaza

Apesar de não irmos às compras, entrámos neste centro comercial para beber um café e tivemos a sorte de haver, numa das galerias, uma divertida exposição de elefantes de loiça pintada. 😁

Exposição de Elefantes de loiça!

Ripley’s Believe It or Not!

Existem alguns museus, na Praça Dam e na sua zona envolvente, que merecem ser visitados. Um deles é o curioso Ripley’s Believe It or Not!, onde podemos ver uma bizarra exposição de coisas fantásticas, pertencentes à famosa colecção de Robert Ripley. Um carro esculpido em madeira, um Transformer de 7 metros e réplicas do Homem-Lagarto e de outras personagens excêntricas em tamanho real, são algumas das peças que se podem observar neste lugar, que ainda apresenta algumas salas temáticas e bastante divertidas! O túnel que nos deixa completamente desorientados é imperdível! 😁

Ovo de Pássaro-Elefante! 😄

A visita é aconselhada para todas as idades. No topo do edifício existe um café, com vista para a Praça e onde podemos comer e beber qualquer coisa e carregar os telemóveis! 😉

Eu não resisti e tive de enfiar a minha cara numa parede feita de pinos mágicos! 😆

A Parede de Pinos Mágicos! 😁

Madame Tussauds Amsterdam

Mesmo ao lado do Ripley’s, bastando atravessar uma pequena rua, mas com mais destaque e visibilidade, está o conhecido Madame Tussauds, que também pode ser encontrado em Londres, Berlim, Viena, Hong Kong, Nova Iorque e Las Vegas, para citar apenas algumas das cidades. 😊

Este é um dos museus mais divertidos de Amesterdão, onde podemos interagir com tudo e mais alguma coisa. Foram várias as vezes que o visitei e em todas encontrei alguma coisa nova para ver ou fazer!

Numa das visitas, resolvi tentar a minha sorte com a Kate Moss! 😆

Durante a visita podemos fazer alguns vídeos, vestir algumas roupas e até usar alguns dos objectos dos personagens, contando sempre com a ajuda e simpatia de todos os funcionários. Também nos são tiradas fotos, em variadas situações, que depois podemos trazer como recordação, em forma de íman, porta-chaves ou fotografia digital.

Ajudando o E.T. a voltar para casa! 😊

Casa de Anne Frank

A Casa de Anne Frank foi um dos lugares que mais me desiludiu! Fomos em 2014, sem filas nem problemas para entrar, pois não estava tão na moda como está agora, e éramos as únicas pessoas no museu. Comprámos os bilhetes à porta, mas pelo que sei, neste momento convém serem comprados online e com alguns meses de antecedência. No local só é vendida uma pequena percentagem das entradas diárias, logo de manhã, e esgota em poucos minutos. Caso não consigam bilhete, acreditem, não perdem muito! 😕

Um lugar que poderia ser muito interessante, mas está muito vazio! A falta de móveis e de elementos decorativos faz com que a visita se torne muito pobre e decepcionante, sendo difícil perceber como era mesmo a vida nesta habitação. Quando o visitámos existiam apenas algumas fotografias na parede, uns vídeos e umas pequenas maquetas com a disposição antiga do mobiliário.

Durante a visita à Casa de Anne Frank.

A procura que tem tido, nos últimos anos, faz-me pensar que deverá estar muito melhor, apesar de não ter vontade nenhuma de lá voltar. Não podemos tirar fotos do interior mas, de qualquer modo, as únicas coisas que valem a pena são a estante com os livros (porta falsa) e a sanita, que é de loiça azul e branca! 😁

Begijnhof

No centro da cidade, numa zona conhecida por Spui, podemos visitar Begijnhof. Este é um bairro escondido, que albergava uma comunidade católica feminina.

O prédio que nos dá acesso a Begijnhof.

É emocionante passar o corredor e entrar no jardim desta bonita aldeia ‘secreta’, onde podemos ver a Het Houten Huis. Esta casa com o número 34, além de ser a mais antiga de Amesterdão, é uma das duas únicas que restam com fachada de madeira na cidade. Foram proibidas a partir de 1521, devido ao risco de incêndio.

O corredor da entrada!

É impossível não reparar, assim que se entra neste bairro, na torre da Engelse Kerk (English Reformed Church). Era a igreja usada pelas Beguines, a ordem religiosa feminina que vivia neste local. Sei que tem um órgão de tubos que merece ser visto, mas só costuma estar aberta durante as cerimónias.

Durante a Reforma foi confiscada às freiras, que ficaram sem templo para rezar. Começaram então a trabalhar numa igreja que foi inaugurada em 1682 e que fica mesmo em frente à Inglesa. A Capela de Begijnhof é outra das igrejas clandestinas de Amesterdão, que surgiram nessa época, e ocupa dois prédios que por fora parecem normais.

Capela de Begijnhof

Acrescento ainda que esta é uma zona com várias livrarias. Quem gosta de literatura pode aproveitar e deixar a visita a Begijnhof para sexta-feira, aproveitando assim a Boekenmarkt Amsterdam. Esta feira do livro é realizada semanalmente, na pequena praça que fica junto ao edifício que nos dá acesso ao bairro.

Boekenmarkt Amsterdam

Zaanse Schans

Durante a viagem aos Países Baixos um dos dias terá de ser reservado para ir conhecer Zaanse Schans, a fantástica ‘Aldeia dos Moinhos’! Fica a cerca de 20 km de Amesterdão e para lá chegar apenas tivemos de apanhar o comboio na Central Station. Preferimos isso a marcar uma daquelas excursões de autocarro, com horários combinados e pontos de encontro. 😉

Saindo da estação de comboios, fazendo o caminho junto ao rio Zaan, passa-se pela Honig Breethuis. É uma bonita e interessante casa-museu, com todo o seu mobiliário original. O seu interior é lindo, não podendo deixar de referir o papel de parede pintado à mão numa das salas, que é um trabalho de Willem Uppink. Infelizmente só está aberta de sexta a domingo, mas acreditem que merece a visita. Consultem o site e vejam os horários, preços e actividades que podem programar. A casa também acolhe, regularmente, concertos e exposições temporárias!

Zaandijk é uma vila pequena e calma, com muito para ver. Uma das suas características é o cheiro a chocolate, que vem da fábrica que fica logo antes de entrarmos na zona dos moinhos. No local existe o Bezoekerscentrum Cacao de Zaan, um pequeno museu que só abre à terça-feira.

Fábrica de Chocolate

Atravessando a Julianabrug Zaandijk chegaremos à parte onde ficam os moinhos, podendo começar por visitar o Museum Zaanse Tijd (Museum van het Nederlandse Uurwerk). É o Museu do Tempo ou dos Relógios Holandeses que, além de ser uma bonita casa, apresenta uma preciosa e fabulosa colecção que documenta a história da relojoaria nos Países Baixos.

Entrando em Zaanse Schans!

Mesmo ao lado fica a curiosa lojinha Museumwinkel Albert Heijn, que apresenta os seus produtos da mesma forma que os apresentava quando foi fundada, em 1887. Albert Heijn é a maior cadeia de supermercados dos Países Baixos e é interessante saber como tudo começou. A entrada é grátis! 😊

Percorrendo a Aldeia…

Continuando na mesma rua encontraremos o Specerijmolen De Huisman, também com entrada livre. Este é o moinho das especiarias. Aproveito para dizer que cada um dos moinhos tem funções e mecanismos diferentes e vale a pena entrar para ver o interior e o seu funcionamento.

Specerijmolen De Huisman (Moinho das Especiarias)

Mais à frente fica o Verfmolen De Kat, usado para fazer tintas e corantes de qualidade superior. É um moinho cheio de curiosidades e que merece ser bem observado, por dentro e por fora. Não deixem de reparar no armazém, o Waaihok, que fica no exterior e que tem as suas 17 persianas sempre abertas, para secar o produto. Também no exterior fica a Skaithois, a engenhosa casa-de-banho dos trabalhadores. No interior conseguimos compreender como se processa o fabrico das tintas e quais os ingredientes usados. É possível subir até à varanda, para ver a roda central. O bilhete custa 5€.

Entre um moinho e outro…

Existem mais moinhos que podem ser visitados, mas ainda não consegui entrar em todos. Como já devem ter percebido, vai ser necessário um dia inteiro para conhecer Zaanse Schans! Há alguns restaurantes na zona, mas podem sempre levar qualquer coisa convosco e fazer um piquenique! 😉

Uma das mesas que podemos usar!

Além dos que já referi, podem entrar ainda no De Zoeker, que é um dos moinhos do óleo e cujo interior também é bastante interessante. Os outros são o Het Pink, o De Ooievaar e o De Bonte Hen, mas nem sempre estão abertos ao público.

De Schoolmeester, o moinho do papel, também pode ser visitado, funcionando de quarta a sexta-feira. Outro dos moinhos do papel é o De Jonge Dirk, que só abre por reserva. Podem ainda ser vistos dois moinhos que são serrarias, estando o Het Jonge Schaap aberto diariamente. Lá dentro podemos ver como se processa o corte da madeira, com uma equipa extremamente simpática. O outro moinho serraria é o De Gekroonde Poelenburg, que também só abre quando reservado.

Ainda existem o De Koker, o De Bleeke Dood e o Het Prinsenhof, que abrem aos sábados e apenas de Abril a Setembro ou a pedido. São moinhos de descascamento e de farinha.

De regresso ao centro da aldeia, é obrigatória uma paragem na fantástica Quinta do Queijo Catharina Hoeve. Ainda antes de entrarmos podemos interagir com os animais, que são bem simpáticos e vêm ter connosco! 😊

Quinta do Queijo Catharina Hoeve.

Dentro deste espaço começamos por ver uma pequena queijaria e ouvir a explicação do processo de fabrico. Depois somos convidados a passar para a loja, onde podemos provar gratuitamente uma variedade enorme de queijos. Podemos comprar os mesmos no local, bem como chocolates, doces e outros produtos regionais embalados para viagem. Nós demos a volta ao balcão, provando todos, bebemos um café e voltámos a dar a volta ao balcão… hehehe… foi um abuso, mas não conseguimos resistir! 😁

Na queijaria da Quinta!

Muito perto da Quinta temos a Bakery Museum ‘The Gecroonde Duyvekater’, que é ao mesmo tempo loja e museu. São muitos os moldes de bolos, bolachas e biscoitos que vamos poder ver neste espaço, além de todos os doces nacionais que podemos comprar. A senhora que nos atende costuma usar os trajes típicos, tornando o ambiente ainda mais tradicional.

Também perto, mas para o lado contrário, fica a Weaver’s House. Esta é a antiga casa do tecelão, que mantém a mobília original e onde podemos ver os teares e uma demonstração de como eram usados.

Entrada da Casa do Tecelão.

Daqui podemos continuar até ao Zaans Museum, que promove regularmente excelentes exposições temporários. Durante a visita temos também acesso à Experiência do Chocolate e à Experiência Verkade. É bem divertido escolher o nosso chocolate e criar a nossa própria embalagem! Ambas as experiências são para todas as idades e na Verkade vamos conhecer uma fábrica de biscoitos e de chocolate, do início do século XX, com as máquinas originais ainda a funcionar.

A paragem seguinte terá de ser no Kooijman Souvenirs & Clogs – Klompenmakerij, mais conhecido como Museu das Socas. A visita começa com uma demonstração, onde nos mostram como se faz uma soca a partir de um tronco de madeira. A explicação que nós vimos foi formidável, muito interessante e bastante completa.

Durante a divertida demonstração!

Passa-se depois para o museu, onde estão expostas inúmeras socas com diferentes decorações e estilos. Ao longo de um corredor vamos vendo socas antigas, socas de todas as cores, socas com rodas e até socas violinos!

Soca de Brilhantes!

Na zona exterior envolvente existem várias socas, com diferentes tamanhos, sozinhas ou em pares, óptimas para tirarmos fotografias… como já devem imaginar, não consegui resistir e tirei fotos em todas! 😆

Uma das fotos nas socas de Zaanse Schans! 😁

Continuando em direcção à saída passa-se pelo Tiemstra’s Kuiperij, que ainda não visitei. Sei que é uma antiga fábrica de barris, onde se pode ver a oficina e os artesãos a trabalhar, e pode ser uma excelente maneira de acabar o dia nesta aldeia museu! 😊


Espero que tenham gostado da descrição e que ajude a organizar a vossa viagem, facilitando a escolha dos locais a visitar. Como puderam ver ainda tenho de conhecer muita coisa e vontade de voltar não me falta… assim sendo, este vai ser um artigo em constante actualização! 😉

Qualquer dúvida que tenham, ou qualquer sugestão de locais que recomendem e que achem que deveriam ser aqui incluídos, não hesitem em deixar nos comentários. Agradeço o vosso interesse e o vosso apoio… Boas viagens para todos! 😊

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Autor:

Músico e compositor, residente em Vila do Bispo.

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