Em Outubro de 2021 resolvemos fazer uma escapadinha e ir conhecer algumas das Aldeias Históricas de Portugal… Monsanto, Sortelha e Belmonte foram as localidades escolhidas! No regresso a casa fizemos uma paragem para almoçar em Alter do Chão, que se revelou uma verdadeira surpresa já que não fazíamos ideia do rico património existente nesta vila que merece, sem dúvida, uma visita. 😍
Fomos, mais uma vez, cinco pessoas num carro e a base foi feita no Monsanto GeoHotel Escola, reservado através do Booking. Os quartos, a cama, a casa de banho e os produtos de higiene disponíveis são excelentes, havendo muita limpeza e conforto. Não existe estacionamento no hotel, mas o carro pode ser deixado no Baluarte ou ao lado da Igreja Matriz, que ficam a poucos metros! 😉

Chegámos a Monsanto por volta das 15h30, fazendo uma paragem para almoço, e depois de instalados começámos a nossa exploração. 😊
Aqui fica o que vimos:
- Gruta
- Castelo: Capela de Santa Maria | Torre Perimetral | Porta Falsa | Cisterna
- Capela de São João
- Necrópole de São Miguel | Capela de São Miguel
- Lage das 13 Tigelas
- Furdas
- Casa de Uma Só Telha
- Taverna Lusitana
- Casa do Carrasco
- Torre do Lucano (ou do Relógio)
- Fonte Ferreiro
- Igreja Matriz (ou de São Salvador)
- Restaurante Brasão
- Largo do Pelourinho | Antigos Paços do Concelho
- Museu Judaico
- Ecomuseu do Zêzere
- Museu à Descoberta do Novo Mundo
- Museu do Azeite
- Capelas de Santo António e do Calvário
- Castelo | Cruz de Madeira de Pau Brasil
- Torre Sineira
- Igreja de Santiago | Panteão dos Cabrais
- A Prensa
- Centum Cellas
- Igreja Paroquial de Alter do Chão (Igreja da Nossa Senhora da Assunção)
- Restaurante ‘O Éden’
- Jardim do Álamo
- Palácio do Álamo
- Castelo
- Chafariz Quinhentista
Monsanto
A primeira coisa que nos despertou a atenção, assim que saímos do hotel, foi a Gruta! Criada no espaço livre entre duas rochas, já foi um abrigo e uma furda, sendo hoje uma curiosidade turística. Tem uns banquinhos de pedra dentro, onde podemos descansar à sombra! 😁

Não posso falar de Monsanto sem mencionar as Marafonas, que se encontram à venda pelas ruas. São as bonecas típicas da região, feitas a partir de uma cruz. Estão associadas ao culto da fertilidade e costumam ser metidas debaixo da cama dos recém-casados. Como não têm olhos e boca, não podem ver nem contar nada do que se passa! 😆

O objectivo deste dia era conseguir explorar ao máximo esta bonita povoação que ganhou o título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e passou a ser considerada Aldeia Histórica, em 1995.

Quero avisar que a subida ao Castelo não é acessível para todos. A caminhada é cansativa e pode tornar-se difícil!

A dificuldade da ‘escalada’ é compensada pela magnífica vista que vamos tendo, pela beleza das casas e por todos os cantos onde podemos espreitar.

Sem querer tivemos sorte em conseguir visitar a fortificação pois na recepção do alojamento disseram que, a partir do dia seguinte (sábado), o local seria fechado temporariamente. Durante todo o fim-de-semana foi montado o material necessário para a realização da Guerra dos Tronos e a partir de segunda-feira a aldeia ficou totalmente encerrada, durante um mês, enquanto decorreram as filmagens da série.

O Castelo de Monsanto, obra dos Templários, foi remodelado várias vezes sendo a sua forma actual o resultado de um restauro, realizado entre 1940 e 1950. Dentro dele fica a Capela de Santa Maria, que estava fechada no dia da nossa visita.

Depois da Torre Perimetral, por trás do meu pai, está a Porta Falsa. Também conhecida por Poterna, ou Porta da Traição, é uma porta secundária disfarçada que era comum nos castelos e que permitia sair para atacar o inimigo, em caso de cerco, ou apenas para sair sem chamar as atenções.

No centro da fortificação existe um poço conhecido por Cisterna, apesar de não o ser. Serviu, de qualquer modo, para abastecer a população do Castelo.

É possível subir à parte da muralha onde está o marco geodésico, como podem ver na fotografia da Cisterna. Acreditem que vale a pena, pois é de onde se tem uma das melhores vistas sobre toda a região. 😊

Já no lado de fora do Castelo, está o que resta da Capela de São João. Pouco ou nada se sabe deste templo, que se pensa que poderia já existir no século XVI e ter funcionado até ao século XVIII.

Outro das coisas que não se podem deixar de ver são as sepulturas antropomórficas que se encontram na Necrópole de São Miguel, em redor das ruínas da capela com o mesmo nome!

Estas sepulturas eram escavadas nas rochas, com o tamanho do corpo que iria aí ser depositado. Achei curioso eles delimitarem sempre o espaço para a cabeça, sem falar no trabalho que tinham para as fazer! Magnífico! 😊

Também aqui fica a Lage das 13 Tigelas, que são na realidade 14! Estas covas são associadas, por alguns autores, a um qualquer tipo de santuário ancestral, apesar da sua formação ser natural e corresponder a um fenómeno geológico conhecido como meteorização química.
O povo, por sua vez, puxando pelo seu imaginário, criou uma lenda para esta rocha. A sua origem foi assim atribuída a uma senhora nobre, com posses, que usava as cavidades para servir sopa aos pobres. Isso fez com que também ficassem conhecidas como ‘As Tigelinhas da Fidalga‘! 😊

Descendo de volta para a aldeia, parámos nas Furdas. Estas eram as antigas pocilgas da população, que seguiam um modelo tradicional da região e eram muitas vezes circulares, de paredes em pedra e cobertas com uma falsa cúpula.

Logo a seguir passámos por aquela que é a construção mais fotografada de Monsanto, apesar de existirem mais com estas características… é a fantástica ‘Casa de Uma Só Telha‘!

Continuando a descida, sentindo já alguma sede, fomos seduzidos pelas bebidas da Taverna Lusitana, um dos bares da terra.

Muita simpatia, curiosa decoração e uma excelente esplanada, com uma vista formidável! Recomenda-se! 😉

Muito perto do bar, fica outra das formidáveis casas de Monsanto. Esta foi construída entre duas rochas.

Entretanto, continuando o nosso passeio fomos levados a um miradouro por uma senhora, já com uma idade avançada, a quem pedimos informações e que fez questão de nos mostrar o local. Para lá chegarmos tivemos de subir para uma pedra, que nos deixou ao nível dos telhados! 😊

Também deste local conseguimos ver a esplanada do Restaurante ‘Petiscos e Granitos’, onde fizemos uma das nossas refeições.

Quando passearem por Monsanto, percam-se nas ruas e estejam atentos aos pormenores. Há sempre recantos interessantes para descobrir e que tanto podem ser um relógio de sol numa fachada, um cruzeiro ou um santo numa rocha! 😊

Durante a caminhada passámos ainda pela Casa do Carrasco, que tem uma caveira com duas tíbias na ombreira da porta!

Seguimos o nosso caminho até à Torre do Lucano (ou do Relógio). Esta antiga torre sineira ostenta uma réplica do Galo de Prata, recebido por Monsanto quando foi nomeada a ‘Aldeia Mais Portuguesa de Portugal’.
A torre encontra-se neste momento encerrada para visitas, depois de alguns ‘turistas’ terem decidido roubar peças de arte sacra. 😞

Não conseguimos ver o interior da Torre, mas ao regressarmos ao hotel reparámos que estava a sair um grupo de pessoas da Igreja Matriz e fomos perguntar se podíamos entrar. 😁

Aproveito para dizer que não se esqueçam de olhar para a Fonte Ferreiro, que está na rua que fica ao lado direito do templo e onde se obtém a água de uma nascente, que ali vai sendo decantada e depositada.

Aproveitámos assim para conhecer a Igreja Matriz (ou de São Salvador), que é bem bonita e merece a visita.

O conjunto do altar principal e das suas capelas laterais está fabuloso e é de salientar a bonita rosácea desta igreja, bem como os restantes vitrais, que são um trabalho magnífico.

Daqui fomos para o hotel, onde descansámos uns minutos antes de irmos jantar. No dia seguinte, depois de um bom pequeno-almoço, abalámos a caminho de Sortelha.
Sortelha
A nossa primeira paragem, nesta segunda aldeia histórica, foi na Torre do Relógio. Esta torre de granito, com 7,70m de altura, foi construída em 1973 e é um excelente miradouro.

A obra foi feita por Joaquim Reis, a pedido da população de Sortelha e tem a particularidade de não ter relógio num dos lados. Isso deve-se ao facto da população, que vive dentro da muralha, não ter contribuído para a realização da empreitada! 😆

Daqui obtivemos uma excelente vista do Castelo, para onde fomos a seguir. 😉

Estacionado o carro perto das muralhas, e ainda antes de entrarmos para dentro delas, resolvemos ir procurar a famosa Cabeça da Velha.
Esta é uma das curiosidades naturais de Sortelha. Se observarem bem vêem que até o pormenor do olho parece ter… e o nariz, a boca e o queixo estão perfeitos! 😍

Entrámos depois para dentro das muralhas do Castelo, que está classificado como Monumento Nacional, desde 1910.

Andámos a explorar o local, tendo entrado num estabelecimento local para comprar umas águas e umas recordações, terminando assim a nossa curta visita a Sortelha. Não chegámos a ir ao centro da aldeia e muita coisa ficou por conhecer. O ideal seria um dia inteiro para cada uma destas localidades e esta terá de ter uma segunda visita, com mais tempo.
Iniciámos então o nosso trajecto até Belmonte, que nos fez passar por vários pontos interessantes. Um deles foi o complexo das Termas Radium, com o seu luxuoso hotel abandonado. Achámos que não valia a pena o desvio e o esforço de lá chegar, por termos pouco tempo, e por isso foi visto apenas da estrada. Pelo que sei há planos para uma revitalização do lugar.
Além disso, pelo caminho, vamos sempre encontrando rotundas bem engraçadas e bonitas intervenções com peças artísticas e decorativas.

Não consigo resistir a deixar aqui uma das fantásticas rotundas por onde passámos, com um pastor, o seu rebanho de ovelhas e os seus cães. Excelente ideia e excelente trabalho mas, infelizmente, não me lembro em qual das povoações estava. 😁

Belmonte
Chegados a Belmonte, já com uma certa fome, decidimos ir almoçar ao Restaurante Brasão, que tem uma estátua do Zeca Afonso na esplanada. Recomenda-se a comida e o serviço, que foi feito com muita simpatia e boa disposição. 😉

Depois do almoço, o nosso ponto de partida para o percurso na aldeia foi o Largo do Pelourinho, onde ficam os Antigos Paços do Concelho, É um bonito edifício, com um relógio e um sino, que está documentado desde o século XV.

Esta é a terra natal de Pedro Álvares Cabral e é um dos maiores centros judaicos do nosso país, tendo inclusive um museu dedicado a essa religião, uma rádio e uma sinagoga!
Assim, o primeiro a ser visitado foi o Museu Judaico onde podemos ver peças da Idade Média ao séc. XX, utilizadas por judeus e cristãos-novos no quotidiano ou nas práticas religiosas.

Continuando o nosso percurso, fomos visitar o Ecomuseu do Zêzere. Trata-se de um pequeno museu que nos permite acompanhar o percurso do rio Zêzere, desde a nascente até à foz, dividido por várias zonas. Na apresentação de cada zona constam os elementos da fauna e flora que lhe são mais característicos.

O bilhete que comprámos dava-nos acesso a quase todas as atrações da aldeia. O próximo a ser visitado foi o Museu à Descoberta do Novo Mundo, que é focado nos descobrimentos portugueses e no desenvolvimento do Brasil!

Foi habitação da família Cabral e é um espaço interativo, bastante divertido e com muito para ver!

A caminho do próximo museu, passámos por um mural da autoria de Rosarlette Meirelles, criado durante a pandemia!

O Museu do Azeite, o último a ser visitado, está instalado num antigo lagar! Neste pequeno espaço podemos ver toda a maquinaria necessária para a transformação da azeitona em azeite.

Daqui fizemos o caminho de volta até ao centro da aldeia e fomos para a zona do Castelo, onde começámos por admirar as Capelas de Santo António e do Calvário. São dois pequenos edifícios, um do séc. XV e o outro do séc. XIX, que fazem um espectacular enquadramento com a fortificação e com a Igreja de Santiago.

O passo seguinte foi entrar no Castelo de Belmonte, que serviu vários anos como residência da Família Cabral, até ser destruído por um incêndio. Isso fez com que mudassem para a casa que é hoje o Museu à Descoberta do Novo Mundo, onde estivemos antes! No séc. XVII foi restaurado e voltou a ser usado com fins militares!
À sua direita está a Cruz de Madeira de Pau Brasil. Foi oferecida por Juscelino Kubitschek de Oliveira, nos anos cinquenta, quando era presidente do Brasil e é uma réplica da que foi mandada erguer por Cabral, na primeira missa celebrada em terras brasileiras.

Vale a pena visitar o seu interior e subir às muralhas, de onde se obtém uma espectacular vista da região.

No lado de fora do Castelo podemos ver ainda a Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais. Junto deles fica a bonita Torre Sineira, construída em 1860.

A Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais formam um conjunto classificado como Monumento Nacional. A Capela dos Cabrais foi edificada em 1433, pelos pais do descobridor e aqui estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral e outros membros da sua família!

Numa praça, por baixo da Igreja e do Panteão, vimos ‘A Prensa‘. Esta peça está relacionada com uma lenda local que nos diz que um dos senhores de Belmonte resistiu a uma chantagem, preferindo assistir ao esmagamento da filha numa prensa a entregar o castelo ao inimigo! 😱

Em Colmeal da Torre, a poucos quilómetros de Belmonte, fomos ver Centum Cellas, um dos monumentos mais misteriosos da região! 😊
Ao longo dos anos têm sido várias as teorias e interpretações apresentadas pelos especialistas que o têm estudado. Templo, prisão, villa romana e albergaria para viajantes são algumas das hipóteses para esta construção, que se pensa ser do séc. I d.C. A torre tinha 2 andares e no local são visíveis vestígios de outras estruturas! 😍

Daqui voltámos para Monsanto, pensando em visitar Penha Garcia no dia seguinte. Infelizmente, a meio da noite, começou a chover intensamente. A chuva continuava de manhã e uma das colaboradoras do hotel, sabendo dos nossos planos, informou-nos que tinha vindo de lá perto e que não valia a pena irmos, pois o nevoeiro não nos permitiria ver nada. Ela própria tinha demorado mais uma hora do que era normal, mesmo por causa disso.
Assim, depois do pequeno-almoço, esperámos que a chuva e o nevoeiro acalmassem o suficiente para vermos a estrada e começámos o regresso a casa. Durante o caminho, aproximando-se a hora de almoço, resolvemos fazer uma paragem em Alter do Chão.
Alter do Chão
Como disse na introdução, esta paragem em Alter do Chão foi uma óptima decisão e uma excelente surpresa. Assim que chegámos ao centro, à procura de um lugar para estacionar e de um restaurante, vimos o bonito Castelo!
Achado o lugar para o carro fomos verificar o horário, para termos a certeza que o poderíamos visitar após a refeição. 😊

Enquanto procurávamos um dos 3 restaurantes, que nos foram indicados por uma simpática senhora, entrámos na Igreja Paroquial de Alter do Chão (Igreja da Nossa Senhora da Assunção).

Depois de almoçarmos no pátio interior do Restaurante ‘O Éden’, que recomendamos pelo rápido serviço, simpatia e qualidade da comida, passámos por este mural! 😍

A primeira visita da tarde foi ao enorme e bonito Jardim do Álamo, que pertence ao Palácio com o mesmo nome, apesar de poder ser visitado independentemente. A entrada é livre!

A seguir, logicamente, fomos para o Palácio do Álamo, que merece mesmo ser conhecido! São várias as salas que podem ser vistas, desde a Sala de Música, passando pela Sala de Chá, até à Sala de Fumo, sendo também possível uma subida ao sótão.
Adorei a Sala dos Potes, onde armazenavam a comida que era em parte usada como pagamento aos trabalhadores do local! 😊

O Palácio apresenta exposições de vários tipos, tendo o percurso bem assinalado e a descrição do que estamos a ver. É de salientar a simpatia das operadoras turísticas, quer aqui quer no Castelo, que nos explicaram tudo o que era necessário para a visita, incluindo o contexto histórico, algumas curiosidades e outra informação pertinente!
Foi construído em 1649 e pertenceu quase sempre à mesma família! O interior mantém a estrutura original, bem como algum mobiliário, que vamos vendo durante o percurso. Os tectos e algumas das paredes também merecem uma boa observação!

O último local que visitámos, em Alter do Chão, foi o primeiro que vimos ao chegar à localidade. O Castelo é citado a partir do séc. XIII e a sua forma actual remonta ao reinado de Pedro I, que ordenou a sua reconstrução em 1357, de acordo com a placa de mármore sobre o portão principal.

Em excelente estado de conservação, esta fortificação é Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910.

Durante a visita podemos percorrer toda a muralha e subir à Torre de Menagem, com 44 metros de altura, de onde se obtém uma espectacular vista sobre a vila.

Depois do Castelo, demos mais uma voltinha por Alter do Chão. É uma povoação calma, bonita e com muitas coisas interessantes para ver. O edifício da Câmara Municipal é um exemplo disso, com a sua torre com o sino e o relógio! 😊

Antes de regressarmos ao carro ainda passámos pelo Chafariz Quinhentista. Foi mandado construir por D. Teodósio I, Duque de Bragança. É Imóvel de Interesse Público desde 1974 e está datado de 1556.

Foi com muita pena, mas bastante satisfeitos com esta tarde turística inesperada, que entrámos na viatura para fazer os 357 km que nos faltavam até casa. Ficou a vontade de voltar para conhecer melhor esta parte do nosso lindo país, que tem sempre qualquer coisa nova para descobrir e que merece muitas ‘escapadinhas’! 😉
Como digo sempre, qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Espero que a descrição do nosso passeio ajude na preparação do vosso ou que, no mínimo, desperte o apetite para um percurso por terras lusitanas! Boas viagens! 😊
Ótima descrição que espero poder visitar em breve.
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muito obrigado! tenho a certeza que vai adorar… as aldeias são lindas e as pessoas são muito simpáticas e acolhedoras! boa viagem! 😊
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