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6 dias na Ilha Terceira

No início de 2022, em Janeiro, fui finalmente conhecer uma das ilhas do arquipélago dos Açores. A escolhida foi a Terceira, que os meus pais já tinham visitado. Foram eles que manifestaram o desejo de voltar, convencendo também os meus tios, nossos companheiros de viagem habituais! 😊

Os dois primeiros dias deram logo para perceber o porquê deles quererem regressar. A ilha é linda, calma, segura e cheia de gente simpática, que gosta do turismo e sabe como o receber! 🧡

Aqui fica o nosso ‘diário de bordo’:

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Dia 4

Dia 5

Dia 6

Chegámos à Aerogare Civil das Lajes por volta das 17h30, transportados pela Ryanair, e apanhámos o transfer que nos levou para o magnífico Hotel Cruzeiro, em Angra do Heroísmo.

Dia 1

Não posso deixar de recomendar este alojamento, começando pela localização que é excelente, com bombeiros, polícia, tabacaria/papelaria e cafés, ao redor da praça em frente, e com o bonito Império da Rua Nova ao lado direito, a seguir ao seu estacionamento privado! Claro que, ainda antes de entrar, fui tirar a primeira das muitas fotos aos pequenos templos da ilha. 😁

Império da Rua Nova

O pequeno-almoço é bem variado e com muita qualidade, dando direito a um café expresso, trazido directamente do bar. Aproveito para realçar a simpatia de todos os funcionários… só por eles já dá vontade de voltar!

Recepção do Hotel Cruzeiro.

A limpeza é irrepreensível e as comodidades são fantásticas, com quartos espaçosos e com tudo o que é necessário, incluindo mini-bar e equipamento para fazer chá e café, que é disponibilizado gratuitamente.

Parte de um dos nossos quartos…

A decoração do hotel está fabulosa sendo, ao mesmo tempo, futurista e acolhedora, com um toque regional! 😍

O corredor dos quartos!

Depois de instalados fizemos o primeiro passeio pela cidade, ao mesmo tempo que procurávamos um local para jantar. Demos umas voltas pela zona da marina e da praia, lendo algumas das ementas exteriores dos estabelecimentos por onde íamos passando, acabando por entrar no Restaurante ‘O Chico’.

No Restaurante ‘O Chico’, durante as entradas.

Aqui fomos atendidos com muita simpatia e boa disposição. A ementa foi-nos explicada, tendo sido feitas algumas sugestões, que aceitámos. Comida saborosa, com muita qualidade e boa apresentação, doses generosas e preços bastante acessíveis. Gostámos tanto que voltámos várias vezes! 😁

Uma das entradas da noite, morcela com ananás!

Concluída a refeição, demos mais umas voltas pelo centro de Angra, retornando depois ao hotel, onde ainda estivemos de conversa no bar.

Dia 2

O segundo dia estava chuvoso e, depois de um farto pequeno-almoço, saímos do alojamento e fomos procurar abrigo no MAH – Museu de Angra do Heroísmo. Foi criado em 1949 e está instalado, desde 1969, no antigo convento do Edifício de São Francisco.

As Pedras dos Homens, uma das salas do MAH.

É um espaço enorme, bonito e com uma fantástica colecção. Acolhe, além das exposições permanentes, algumas mostras temporárias que abrangem várias técnicas e temáticas.

Durante a visita ao Museu de Angra do Heroísmo.

Uma das características deste local é a diversidade do seu acervo. Preparem-se para apreciar instrumentos musicais, objectos do quotidiano, armaduras, meios de transporte, arte sacra e pintura, entre muitas outras peças, e venham com tempo. Nós estivemos aqui duas horas e meia, só para ver minimamente a coisa! 😊

Alguns dos objectos expostos!

Anexa ao convento fica a Igreja de Nossa Senhora da Guia, onde está sepultado Paulo, o irmão mais velho de Vasco da Gama, que adoeceu quando regressavam da primeira viagem marítima à Índia. 

Igreja de Nossa Senhora da Guia

A igreja é linda e cheia de ricos pormenores decorativos. Tem um precioso conjunto de azulejos portugueses, do século XVIII, e um bonito órgão de tubos de 1788. Não deixem de entrar na sacristia, para ver o fabuloso arcaz de madeira de jacarandá e o seu crucifixo com Jesus Cristo em marfim, rodeado por quatro braços-relicários. O tecto também é magnífico, com toda a sua talha e com as armas de São Francisco ao centro!

Pormenor do tecto da sacristia!

Uma das coisas que mais me surpreendeu, ao entrar na igreja, foi dar de caras com um espectacular Willys Overland Whippet Six. É um modelo produzido nos Estados Unidos, entre 1926 e 1931, e foi o primeiro carro funerário da ilha. A estrutura de madeira, que mantém até hoje, foi-lhe colocada quando chegou à Terceira e, segundo um artigo disponibilizado no local, o seu motor ainda funciona. 😍

Willys Overland Whippet Six

Quando terminámos a visita, como ainda chovia bastante, fomos comprar uns chapéus de chuva numa loja chinesa. 😁

A paragem seguinte foi no Palácio dos Capitães-Generais. São várias as salas que se podem ver neste antigo colégio jesuíta, transformado em Palácio durante o séc. XVIII. Só é permitido tirar fotografias no rés-do-chão e podemos optar por fazer a visita com ou sem guia.

O bonito dragoeiro do jardim interior!

Nós escolhemos ir sem guia, apesar de sermos sempre acompanhados por alguém. Enquanto esperávamos que terminasse a visita-guiada que estava a decorrer, já que íamos ser conduzidos pela mesma pessoa, aproveitámos para ver a sala onde está localizada a bilheteira. 😉

É uma área com muita informação e várias peças bem bonitas e interessantes. Uma delas é o espectacular bergantim real, que foi usado por Dom Pedro IV e Dom Carlos I, provando que os nossos reis aproveitavam bem o tempo passado na ilha! 😄

Bergantim Real

Daqui continuámos até à Sé de Angra do Heroísmo, que começou a ser construída em 1570.

Sé de Angra do Heroísmo

Têm sido feitos vários restauros a esta igreja, que sofreu muitos danos com o terramoto de 1980 e perdeu toda a sua talha dourada no incêndio de 1983! De qualquer maneira, vale sempre a pena entrar e apreciar o seu interior e o seu magnífico órgão de tubos, que data de 1994 e é da autoria de Dinarte Machado, um dos mais reconhecidos mestres organeiros da Península Ibérica. 😊

Órgão de Tubos – Sé de Angra do Heroísmo

A fome começava a fazer-se sentir e por isso, sem sequer pensar muito, fomos de novo para o Restaurante ‘O Chico’! 😉

Já sentados, com a comida na mesa.

Depois de uma excelente refeição aproveitámos a proximidade e passámos pela Igreja da Misericórdia. Estava fechada, infelizmente, mas é bem bonita vista de fora e está localizada mesmo em frente às Portas do Mar.

A Igreja da Misericórdia e as Portas do Mar, vistas da marina!

As Portas do Mar assinalam o local por onde Vasco da Gama chegou aflito à procura de médicos para o seu irmão, que acabou por falecer nesta ilha! Remontam ao século XV, embora tenham sofrido muitas alterações ao longo dos anos.

Portas do Mar

Toda esta área é espectacular e merece um passeio demorado. Podemos caminhar pela baía apreciando os barcos, os monumentos e a arte urbana, presente em alguns edifícios. 😉

Arte Urbana, entre a Igreja e as Portas do Mar.

No momento, estando de frente para o mar, resolvemos ir conhecer o lado esquerdo, caminhando até ao Forte de São Sebastião, também conhecido por Castelinho.

Forte de São Sebastião

Foi erguido no séc. XVI, por ordem de D. Sebastião, para proteger o Porto de Pipas. Era aqui que faziam escala as grandes embarcações que iam para a Índia e para o Brasil!

O Porto de Pipas visto do Castelinho!

Continuámos a nossa visita ao Forte, onde funciona uma pousada e de onde temos umas vistas espectaculares!

Num dos lados da fortificação…

Quando saímos do Castelinho fomos percorrendo as ruas de Angra, que têm sempre alguma coisa diferente para ver. Não posso deixar de partilhar aqui uma foto dos caixotes de lixo da cidade, decorados com flores… uma ideia simples, que ajuda a atenuar o impacto causado pelos contentores nos locais onde são colocados!

Os contentores decorados!

Logo a seguir passámos pelo Solar de Nossa Senhora dos Remédios. Foi construído no séc. XVI por Pêro Anes do Canto, o primeiro Provedor das Armadas dos Açores. É muito bonito por fora mas, infelizmente, não se pode visitar o interior.

Solar de Nossa Senhora dos Remédios

Muito perto do Solar, fica o Império dos Remédios! 😊

Império dos Remédios

A nossa caminhada, já que estávamos perto, continuou até ao Outeiro (ou Alto) da Memória. É uma homenagem a D. Pedro IV e oferece-nos uma fantástica panorâmica sobre a cidade!

Angra do Heroísmo e Monte Brasil, vistos do Alto da Memória.

O monumento foi edificado com as pedras do antigo Castelo dos Moinhos, por Theotónio de Ornelas Bruges, o 1º Conde da Praia da Vitória.

Alto da Memória

A melhor forma de chegar a este obelisco é subindo o Jardim Duque da Terceira, pois fica no cimo do mesmo. Como chegámos aqui por fora, explorando as ruas da cidade, fizemos o percurso ao contrário, visitando o jardim enquanto descíamos! 😁

Jardim Duque da Terceira

O parque é bem bonito, com vários patamares e pormenores muito curiosos. É um autêntico jardim botânico, com uma enorme variedade de espécies de plantas exóticas e tropicais, entre outras, que foram sendo reunidas desde a época dos Descobrimentos. Como estão quase todas etiquetadas, a visita torna-se ainda mais rica e interessante.

Durante a descida…

Não deixem de reparar no trabalho na calçada, que é fantástico em toda a ilha, e nas várias homenagens que existem e que foram surgindo ao longo dos anos. É importante não esquecer que o jardim já sofreu várias remodelações e aumentos, tendo sido o último inaugurado em 2019!

Uma das homenagens!

O jardim tem algumas mesas com bancos para piqueniques, alguns bebedouros e casas de banho públicas. Podemos também ver pequenos lagos, fontanários e quatro painéis de azulejos, que datam de cerca de 1740 e retratam passagens da ‘Parábola do Filho Pródigo’.

A estrutura que resta do antigo sistema de rega dos franciscanos.

No final, ou no princípio se fizerem o percurso de baixo para cima, há uma engraçada biblioteca com uma guarita, onde podemos estar abrigados a ler durante umas horas. Os livros estão dentro de um Império em miniatura, que se encontra ao seu lado direito… uma maravilha! 😍

A biblioteca do Jardim!

Depois do Jardim fomos de novo para o centro, em direcção à Câmara Municipal. A Câmara de Angra do Heroísmo fica numa bonita praça, rodeada por muito comércio, e pode ser vista por dentro. As suas salas são lindas e merecem uma visita!

Câmara Municipal de Angra do Heroísmo

Não conseguimos visitar a Câmara, por já estar encerrada, mas fomos fazer um lanche ajantarado numa excelente pastelaria, que fica no lado direito da sua praça.

No Café & Hostel Aliança fomos servidos com muita simpatia, como é normal em toda a ilha. Além do serviço de café e pastelaria, com muitos doces regionais, servem alguns pratos bem saborosos… nós enchemos a barriga e ainda levámos uns folhados e umas empadas para comer no hotel, caso aparecesse a fome a meio da noite! 😁

As nossas entradas… uma tosta de polvo e uma salada, saudável e deliciosa! 😊

Dia 3

A partir do terceiro dia, alugámos um carro. Tudo foi feito no hotel, que tem um balcão disponível para isso e que também nos tratou dos transfers. É de realçar que os mesmos foram feitos com muita eficiência por duas simpáticas pessoas que, além de nos conduzirem, ainda nos foram dando informações sobre o que íamos vendo ao longo do caminho! Não me recordo dos nomes deles, infelizmente, e peço desculpa por isso!

O automóvel foi-nos entregue no estacionamento do hotel e foi lá que o deixámos, no último dia. Simples e barato, já que não nos pediram caução, nem nada do género.

O primeiro uso que demos à viatura foi para fazer uma visita ao Monte Brasil, que é uma península resultante da erupção de um vulcão já extinto!

Parte da vista que temos, durante a subida ao Monte Brasil!

Vale bem a pena uma visita a esta zona, que tem muito para ver e alguns trilhos para quem gosta de caminhar.

Uma das antigas guaritas!

Uma das paragens que se podem fazer, durante o percurso pelo Monte, é no Pico das Cruzinhas. Neste local existe uma bateria de defesa anti-aérea, instalada durante a II Guerra Mundial, pelas forças britânicas.

Um dos elementos da bateria anti-aérea.

Aqui também temos um bonito Miradouro, que assinala os 500 anos da descoberta da Ilha Terceira! 

Miradouro do Pico das Cruzinhas

Penso que não se deve conseguir perceber bem pela foto mas, aqui do miradouro, nota-se que os telhados das casas de Angra têm telhas de dois tons: um mais escuro e outro mais claro. O mais escuro é constituído por telhas antigas tradicionais, de barro da ilha… o mais claro é constituído por telhas modernas, provenientes do continente.

Todas as casas com o telhado novo são aquelas que foram reconstruídas após o sismo de 1980, que destruiu a maior parte das habitações da cidade! 

Vista do Miradouro do Pico das Cruzinhas!

São muitos os pontos de onde se podem obter fantásticas vistas sobre a ilha e sobre o mar. Num deles está esta bonita estátua, que é um trabalho de Rui Goulart, formidável escultor figurativo açoriano, que tem uma série de excelentes esculturas distribuídas pelas várias ilhas do arquipélago.

Peça de Rui Goulart!

Durante o percurso passámos por uma quinta, onde se pode fazer um piquenique, com vários animais em cativeiro e com muitos patos e galinhas à solta, a passear livremente por todo o lado! 😁

Alguns dos animais que se podem ver no Monte Brasil!

São quatro os picos que se formaram no Monte Brasil! O Pico do Facho, para onde fomos de seguida, é o ponto mais alto com cerca de 205 metros de altura.

A cruz que se vê é o Posto de Sinais que servia de vigia e de alerta para as embarcações que se aproximavam de Angra e que poderiam colocar em perigo a população. Nele eram colocados balões, de acordo com um código, que informavam qual era a situação e qual a sua localização! 🙂

Pico do Facho

Nós apenas visitámos estes dois Picos e voltámos de novo para a cidade. O Pico do Zimbreiro, com o seu Forte, e o Pico da Quebrada, com a vigia das baleias, também podem ser visitados e são igualmente bonitos.

Fomos então conhecer a zona da Fortaleza de São João Baptista, que fica na base do Monte Brasil.

Fortaleza de São João Baptista

Esta fortaleza é uma das mais extensas fortificações ainda existentes e pensa-se ter sido a maior que Portugal construiu, entre todas as que fez pelo mundo. Num dos baluartes existe uma área que se pode visitar, onde estão expostos alguns canhões.

Alguns dos canhões…

Um pouco mais abaixo, no sopé do Monte Brasil, fica o Parque Municipal do Relvão, óptimo para passar um dia com a família ou com os amigos! 

Parque Municipal do Relvão

Daqui fomos para o interior da ilha, em direcção às Furnas do Enxofre.

Percorrendo os passadiços das Furnas do Enxofre!

É uma zona muito calma, éramos os únicos visitantes, e é muito interessante percorrer os passadiços enquanto se vai vendo as fumarolas. É um fenómeno bastante curioso… ver o fumo a sair dos buracos e observar os depósitos de enxofre que se vão formando ao seu redor! Deixo um pequeno vídeo na nossa secção ‘Shorts de Viagens‘, para ficarem com uma ideia melhor do local. 😊

Fumarola

Como a fome começava a fazer-se sentir, resolvemos atravessar o resto da ilha e fomos petiscar à Pastelaria João Melo Meneses, em Vila Nova.

Foi um passeio bastante agradável, durante o qual fomos apreciando a paisagem com as suas pastagens e as suas famosas vaquinhas… algumas delas bem simpáticas e curiosas! 😁

Algumas das vaquinhas que vieram ver o que se passava na estrada, quando parámos o carro!

Caso tenham tempo, façam uma paragem em Agualva, onde existe um trilho bem bonito e bem sinalizado. Visitem o Parque das Frechas, que tem uma cascata. Nós não o fizemos porque, infelizmente, só soubemos da sua existência depois.

Aproveitámos a ida a Vila Nova para fotografar mais um Império, depois de termos enchido a barriga! 😉

Império do Espírito Santo de Vila Nova

Fizemos depois o caminho de volta, para a zona de onde tínhamos vindo, porque uma das coisas que não podia perder era a oportunidade de visitar o interior de um vulcão extinto!

O Algar do Carvão é um dos 3 únicos vulcões onde isso é possível, existindo apenas um na Indonésia, raramente aberto ao público, e outro na Islândia que só tem acesso através de um pequeno elevador.

Aqui vamos livremente, pelo nosso próprio pé, e a sensação é algo indescritível! É lindo e impressionante… adorei! 😍

 Túnel que nos deixa no local onde se inicia a descida!

Dentro do vulcão, podemos ver a sua boca, coberta de vegetação, e ir descendo até chegar à lagoa no fundo. Esta lagoa pode atingir os 15 metros de profundidade, em alguns pontos, dependendo da pluviosidade anual.

A boca do Algar!

Continuando no mesmo espírito, e como fica muito perto, fomos visitar a Gruta do Natal. Esta curiosa gruta resultou da formação de um tubo lávico, que apresenta várias ramificações na forma de túneis, tendo um comprimento total de 697 metros.

Preparados para entrar… 😁

Inicialmente chamada de Galeria Negra, ficou a ser conhecida como Gruta do Natal depois da celebração de uma missa do galo no seu interior, em 1969! Foi também nesta data que foi aberta ao público pela primeira vez.

Começando a visita!

Durante a visita resolvemos fazer o circuito interno, ou seja, um percurso de regresso diferente e ligeiramente mais difícil que o percurso de ida. Isso implicou alguma escalada numas zonas e andar quase de gatas noutras, justificando perfeitamente o uso dos capacetes… de vez em quando ouviam-se umas cabeçadas nas rochas! 😆

Durante o percurso…

Ao longo do divertido passeio podemos ver escorrências de diferentes tipos de lava, estafilites e pequenos balcões naturais! 

Quase de volta ao ponto de partida! 😄

O dia terminou com uma visita à Lagoa das Patas… é uma lagoa artificial e penso que pela foto conseguem compreender bem o porquê do nome! 😅

Passeando pela Reserva Florestal de Recreio da Lagoa das Patas.

A zona é muito sossegada e está equipada com mesas e fogareiros, tendo um espaço coberto onde podemos fazer uma refeição. Ao lado da Lagoa há uma bonita ribeira, uma pequena capela e muito para explorar.

A ribeira que passa junto à Lagoa!

Dia 4

O dia começou rumo a São Mateus da Calheta, que fica a cerca de 4 km de Angra do Heroísmo, sendo o seu porto um dos principais pontos de descarga e venda de pescado na ilha.

Porto de São Mateus da Calheta

Daqui fomos até à rua da Igreja de São Mateus, que tem um brasão muito curioso na fachada, e fizemos um pequeno passeio pela povoação.

O brasão da Igreja de São Mateus da Calheta.

Depois da Igreja do centro da vila passámos ainda pela Igreja Velha que, como podem verificar, tem o nome certo… é uma ruína, infelizmente! 🙁

Igreja Velha de São Mateus da Calheta

A paragem seguinte foi no Forte de Negrito, que fica na zona balnear e é bem bonito, com uma piscina num dos seus lados!

Forte de Negrito

O Forte foi edificado em 1560 e além de servir para defesa desta parte da ilha também serviu, durante muitos anos, como habitação dos tripulantes das canoas baleeiras.

O interior do Forte!

As zonas balneares da ilha estão cheias de pormenores interessantes, engraçados e curiosos, que são mantidos, cuidados e preservados… uma das rochas, por exemplo, tinha este jogo! 😊

Jogo numa das rochas da zona balnear!

Conheço locais onde uma coisa destas iria durar dois dias no máximo… desapareciam logo as pedrinhas, estragavam a pintura e se calhar só não levavam a rocha por não conseguirem! 😆

A piscina, vista do Forte!

Voltámos ao carro e continuámos o nosso caminho até Santa Bárbara, onde fomos provar o Queijo Vaquinha. É uma pequena loja, com uma janela de vidro por onde podemos observar a queijaria. Não vimos o produto a ser confeccionado, mas deixaram-nos saborear gratuitamente alguns dos deliciosos queijos produzidos no local.

Placa indicativa da entrada.

Provados os queijos fomos conhecer a zona balnear de Santa Bárbara, que merece sem dúvida uma visita. Tudo o que vêem está a ser construído há 17 anos, apenas por uma pessoa… o cónego João Meneses, que já tem uma estátua de agradecimento ao pé da igreja e o seu nome neste local!

Zona Balnear de Santa Bárbara

Só vindo aqui para perceberem o que está construído e verem o magnífico parque de lazer: uma pequena praça de touros, um parque de merendas com dezenas de mesas e fogareiros, fornos, uma cozinha, uma espécie de salão de festas, casas de banho, parque infantil e uma piscina que está a ser feita agora… quando aqui chegámos vimos o homem sozinho junto ao mar, a trabalhar na zona onde a mesma vai ser! 🙂

Parque de Lazer de Santa Bárbara

Indo para o centro da povoação, lá consegui capturar mais um Império para a colecção! 😁

Império de Santa Bárbara

Como a Igreja estava aberta aproveitámos e fomos ver o interior, com o seu colorido altar principal. Depois ainda fomos ao Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara, que estava encerrado.

Igreja de Santa Bárbara

O almoço deste dia foi feito num restaurante que merece toda a fama que tem, o fantástico Ti Choa! ❤️

O interior do Ti Choa.

Peçam, sem hesitar, o menu de degustação e preparem-se para sair com uma barrigada e cheios de pena por não conseguirem comer tudo! A nossa refeição começou com umas entradas compostas por pão, queijo da ilha, manteiga, bolachinhas, doce de ananás e doce de laranja. Depois os saborosos pratos regionais começaram a vir, entre os quais a famosa alcatra, terminando com o obrigatório Doce Dona Amélia e com o Doce de Vinagre, uma especialidade da casa! 😉

Alguns dos pratos do menu de degustação!

Bastante satisfeitos, continuámos o nosso passeio em direcção à Serreta. A primeira visita que fizemos foi ao Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, construído entre 1819 e 1842.

Santuário de Nossa Senhora dos Milagres

Vale a pena entrar no Santuário e admirar o espectacular tecto que se encontra por cima do altar-mor.

Altar-mor do Santuário.

O passo seguinte foi fotografar o Império do Espírito Santo da Serreta! 😁

Império do Espírito Santo da Serreta

Demos mais uma volta pela povoação e fomos beber água a uma engraçada fonte. 😊

A Fonte da Serreta!

Continuámos o nosso passeio até ao Farol da Serreta. É uma torre de fibra de vidro, com 14 metros, e foi a solução arranjada para substituir o farol original, construído em 1908. Foi destruído, como aconteceu com a maior parte das construções da ilha, no sismo de 1980! 

Farol da Serreta

A paragem seguinte foi no Miradouro da Ponta do Queimado, onde estivemos uns minutos de conversa com um pescador. As escadas do local assustaram o pessoal, por isso não as subimos! 😅

Miradouro da Ponta do Queimado

Depois da Ponta do Queimado fica o Miradouro do Raminho, onde também parámos. Nós não conseguimos ver nada mas, dizem que em dias limpos, conseguem-se ver as ilhas de São Jorge e Graciosa.

Miradouro do Raminho

No centro do estacionamento está uma mesa, com um mapa da ilha. É também aqui que fica o local onde faziam a vigia das baleias.

A mesa com o mapa!

Fomos depois para a freguesia de Raminho, onde começámos logo por ver outro Império. Achei mesmo interessantes e bonitos, estes pequenos templos, e dá-me vontade de voltar à Terceira, só para os fotografar a todos! 😁

Império do Divino Espírito Santo de Raminho

Já referi o fantástico trabalho de calçada, que se encontra em toda a ilha… aqui vos deixo outro, que vimos nesta localidade! 😊

A calçada de Raminho!

Mais uns quilómetros e chegámos a Altares, onde entrámos na Igreja de São Roque, cuja construção remonta ao séc. XV! 

Igreja de São Roque

Mesmo em frente à Igreja, ganhámos outro Império! 😆

Império dos Altares

Outro dos locais de visita obrigatória é a Zona Balnear dos Biscoitos. É uma maravilha natural e, como podem ver na foto, frequentada durante todo o ano! 😁

Zona Balnear dos Biscoitos

São muitas as piscinas, para todos os gostos e para todas as idades, se bem que algumas são só para os mais corajosos… como é o caso dessa na foto abaixo! 🙂

Uma das piscinas para ‘profissionais’! 😁

Ainda em Biscoitos, fomos conhecer as Trincheiras Militares do Caminho do Mar. Faziam parte do ‘Sistema Defensivo da Ilha Terceira’, durante a Segunda Guerra Mundial!

Trincheiras Militares do Caminho do Mar

São constituídas apenas por cascalho vulcânico, sem qualquer tipo de argamassa. Foram recuperadas recentemente, encontrando-se por isso em excelente estado. Nós andámos a passear por elas! 😊

Explorando as trincheiras…

Demos mais uma volta pela zona e cruzámos a ilha, em direcção ao nosso hotel!

Dia 5

Neste dia fomos para o lado contrário da ilha, começando por passar pelo Pico Dona Joana. É um cone vulcânico, todo cultivado e cheio de vaquinhas, quer à volta quer no interior… existe um trilho até lá, mas não o fizemos.

Pico Dona Joana

Voltámos atrás. pelo mesmo caminho, e passámos pela Feteira, onde vimos o Império do Espírito Santo das Mercês.

Império do Espírito Santo das Mercês

Durante o passeio admirámos a moradia de um sportinguista… tem a casa com as riscas verdes, portas e janelas verdes e um leão em cada lado do jardim… o meu pai conseguiu encontrar alguém ainda mais ferrenho que ele! 😆

Um dos leões da casa!

Depois continuámos até ao Miradouro da Cruz do Canário, um dos muitos sítios onde se pode ver o Ilhéu das Cabras. Penso, apesar de lá não termos ido, que o melhor local para o ver seja o Miradouro da Serretinha. Nós, infelizmente, tivemos o azar de apanhar sempre dias com muita neblina! 🙁

Miradouro da Cruz do Canário

O Ilhéu das Cabras está rachado ao meio e é o que resta de um vulcão. Num café onde parámos, a seguir, contaram-nos que as pessoas foram deixando de ir lá, por serem atacadas pelas garças! 😯

Ilhéu das Cabras

A seguir parámos em Porto Judeu, onde começámos por ver a Igreja de Santo António.

Igreja de Santo António

O seu interior é constituído por 3 naves, com um bonito altar em talha dourada. Pode-se ainda olhar para o vitral ‘O Bom Pastor’ e tem um harmónio, que é lindo e está em excelente estado de conservação! 🙂

Interior da Igreja de Santo António

A foto seguinte foi ao Império do Espírito Santo do Porto Judeu de Baixo, que é enorme!

Império do Espírito Santo do Porto Judeu de Baixo

Passámos depois pelo Monumento aos Combatentes do Ultramar, dedicado especialmente a João Silveira Leal, que faleceu em Moçambique a 30 de Setembro de 1974. Deveria ter água a correr dos vários patamares, formando o efeito de pequenas cascatas, mas infelizmente estava seco! 

Monumento aos Combatentes do Ultramar

Prosseguimos o nosso caminho até à Piscina Natural do Refugo, que é bem bonita e agradável.

Piscina Natural do Refugo

Existe um café no local, tem instalações sanitárias e é uma zona balnear protegida. Enquanto andávamos a explorar o sítio, a minha mãe aproveitou para descansar a ver o mar, na original cadeira do nadador-salvador!😁

A minha mãe a descansar…

Quem tiver tempo pode fazer o pequeno Passeio Gentes do Mar e da Terra! É um percurso fácil, com água num lado e espaços ajardinados, e muito bem cuidados, no outro. Passa-se ainda por um parque de merendas e acaba-se no Miradouro da Ponta dos Coelhos.😉

A piscina do Refugo, com o Ilhéu das Cabras em frente!

Saímos do Refugo e fomos conhecer a Ermida de Maria Vieira.

Ermida da Maria Vieira

Este templo foi construído em homenagem a uma menina de 13 anos, vítima de tentativa de violação e deixada como morta debaixo de uns arbustos, depois de ter sido agredida com uma enxada! Isto passou-se em 1940 e de acordo com a tradição, conseguiu recuperar os sentidos e foi encontrada pelo pai, tendo balbuciado o nome do assassino. Foi levada para o Hospital de Angra, mas acabou por falecer. 😞

Parte do exterior do templo!

Daqui seguimos até São Sebastião, por uma estrada que nos ofereceu uma paisagem espectacular. 😊

A caminho de São Sebastião…

Gostámos tanto do trajecto escolhido que parámos várias vezes para tirar umas fotos. 😁

Outra das fotos nesta estrada!

Já na localidade resolvemos fazer um passeio, antes do almoço, e conhecer a vila. O primeiro ponto interessante por onde passámos foi o Largo da Fonte e Casa das Pias, que tem um conjunto de fontes e tanques históricos, ainda usados pela população.

Fonte de Santa Ana

Na Fonte Relicário, uma das que fica no local, estavam várias pessoas a carregar água para cima de camiões, mas não conseguimos perceber qual iria ser a sua finalidade! De qualquer modo, é prova da sua utilização. 😉

Fonte Relicário, com os recipientes para levar a água.

Muito perto fica o Outeiro de Santa Ana, com a Capela no cimo e a Mãe d’Água por baixo, situada no centro do muro e com um telhado piramidal!

O Outeiro, com a Capela de Santa Ana e a Mãe d’Água ao centro.

A seguir fomos para a zona da Igreja Matriz de São Sebastião, que tem num dos seus lados a bonita Praça da Vila, com o monumento comemorativo do IV Centenário da Batalha da Salga.

Praça da Vila de São Sebastião

A Igreja de São Sebastião foi edificada em 1455, pelos primeiros povoadores da ilha, e seu interior foi destruído por um incêndio em 1789. As obras de restauro foram concluídas em 1795, tapando as suas pinturas originais e grande parte da estrutura de pedra.

Igreja Matriz de São Sebastião

Em 1964 iniciou-se um novo restauro, que tentou recuperar algumas das características tapadas na última obra. O seu interior encontra-se dividido em 3 naves, separadas por 6 arcos de volta perfeita.

O interior da Igreja de São Sebastião.

No outro lado da estrada, em frente à Igreja, fica o espectacular Império de São Sebastião, com as suas bonitas cores e pinturas.

Império de São Sebastião

O nosso almoço foi feito no Restaurante ‘Os Moinhos’, que é um antigo moinho e tem uma decoração muito rústica e bonita.

Entrada do Restaurante ‘Os Moinhos’.

Depois da refeição descemos até à Piscina Natural de São Sebastião, onde o mar estava com muita agitação, por a maré estar a encher.

Piscina Natural de São Sebastião

Continuámos então até às maravilhosas Piscinas Naturais de Porto Martins!

Piscinas Naturais de Porto Martins

Esta fantástica zona balnear é vigiada e tem todas as infraestruturas necessárias para passar um excelente dia. Um exemplo disso são as casas-de-banho, abertas ao público, sem necessidade de pedir a chave a ninguém. Bonitas e cheias de pormenores decorativos, mesmo dentro das cabines, com cabides originais e artesanais e espelhos pendurados por cordas, a imitar as vigias dos barcos… um luxo! 😊

Uma das casas-de-banho desta zona balnear!

Também aqui existe um sinal que vimos em várias zonas balneares… achei a ideia formidável! Qualquer cão que ande a passear é imediatamente informado que ali não pode fazer as necessidades! 😆

Sinal de Proibição para Cães

Um pouco mais à frente fica o Porto Sr. Guilherme, antigo porto de pesca com piscinas naturais, que serve de zona balnear para os locais ou para quem gosta de estar afastado da confusão.

Porto Martins

O nosso trajecto continuou até ao Império do Espírito Santo de Porto Martins, que tem uma Despensa ao lado. Foram ambos edificados em 1902!

Império do Divino Espírito Santo de Porto Martins

Seguindo pela mesma estrada passámos pela Baía das Canas, que foi melhorada recentemente. Está em curso um programa de valorização para todas estas piscinas fora do centro que, por enquanto, ainda não são vigiadas.

Baía das Canas

A próxima paragem foi na Praia da Vitória, que merece uma visita demorada. Deixámos o carro no parque que fica junto ao Largo da Batalha e percorremos a localidade a pé! 😊

Praia da Vitória

Na foto acima vê-se o Monumento ao Emigrante, uma das homenagens deste bonito Largo, que tem um hotel e vários restaurantes. Penso ser uma boa alternativa para quem não quiser ficar em Angra do Heroísmo. É também aqui que ficam a marina e o Monumento aos Homens do Mar, que se destaca no centro.

Monumentos aos Homens do Mar e marina da Praia da Vitória.

Durante a caminhada encontrámos o Império do Espírito Santo dos Marítimos, que juntámos à colecção. Não consegui ter a certeza de quantas destas pérolas da arquitectura nacional existem, porque o número muda de fonte para fonte… algumas publicações contabilizam 68 e outras apenas 45!

Império do Espírito Santo dos Marítimos

Fomos andando até à Igreja do Senhor Santo Cristo, que é muito curiosa por fora e por dentro. As inscrições na fachada dizem que foi edificada em 1521, incendiada em 1921 e reedificada em 1924! 😊

Igreja do Senhor Santo Cristo

O seu interior tem duas naves, separadas por uma parede central, o que faz com que pareçam duas igrejas juntas, com dois altares principais. O padre dá a missa em frente à separação, no meio dos dois altares! 😁

O interior da Igreja, com os seus dois altares!

Outro dos templos por onde passámos foi a Igreja Matriz de Santa Cruz, fundada em 1456, que estava encerrada.

Igreja Matriz da Praia da Vitória

No seu adro está o monumento que marca o local onde foi proclamada a Restauração da Independência Portuguesa, por Francisco Ornelas da Câmara, em 1641.

Monumento à Restauração da Independência

Atravessámos depois o pequeno jardim que liga a Igreja aos Paços do Concelho. 🙂

Jardim da Igreja de Santa Cruz

A Praça Francisco Ornelas da Câmara é onde se encontra a Câmara Municipal, estando também lá situada a Estátua da Liberdade. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o edifício dos Paços do Concelho remonta ao século XVI, tendo sofrido obras após o sismo da 1614. É de destacar a sua torre sineira, a sua escadaria exterior e o brasão municipal com as antigas armas portuguesas!

Câmara Municipal de Praia da Vitória

Daqui continuámos até ao parque, onde tínhamos deixado o carro, passando pela Rua de Jesus. É uma rua dedicada ao comércio, onde não circulam carros, que termina com o Mercado Municipal num lado e o Jardim da Praia da Vitória no outro. Nela podemos observar mais um exemplo do fantástico trabalho em calçada, que é feito na ilha! 😉

Rua de Jesus

O destino seguinte foi o imponente Miradouro do Facho, que se avista da baía.

O porto da Praia da Vitória, com o Miradouro do Facho no cimo do monte!

O Miradouro do Facho é o local onde antes era mantida uma fogueira acesa, todas as noites, servindo como farol! Agora tem o Monumento do Imaculado Coração de Maria, padroeira da cidade. Começou a ser construído em 1983, mas só foi inaugurado em 1999 e é composto por uma estátua de bronze, com 6 metros, em cima de um pedestal com 16 metros de altura.

Monumento do Imaculado Coração de Maria

Entretanto, aqui no cimo da serra, descobrimos o Baloiço da Praia, uma moda que também chegou à Terceira! Ao lado está a réplica de um Telégrafo Óptico, que foi o principal instrumento de comunicação na ilha, entre 1829 e 1855.

A minha mãe a curtir o Baloiço da Praia, com o Telégrafo Óptico, à esquerda.

Daqui regressámos à Praia da Vitória, para apanharmos a estrada para a Serra do Cume, e passámos pelo bonito Império da Caridade! 😊

Império da Caridade

O objectivo da tarde era chegar ao espectacular Miradouro da Serra do Cume, que permite ter uma magnífica visão daquilo que é conhecido como Manta de Retalhos, o enorme campo verde da ilha, dividido pelos seus muros negros! 

Miradouro da Serra do Cume

Para quem não gosta de alturas, é desnecessário subir a miradouros para observar esta manta, é a paisagem dominante em grande parte da ilha… mas a vista daqui é realmente fabulosa! Apesar de termos apanhado um dia com alguma neblina, como já referi, aqui fica o que conseguimos ver! 😍

A Manta de Retalhos!

Maravilhados com esta serra, fizemos o caminho de volta para Angra do Heroísmo e, já na cidade, tirámos uma fotografia ao Império dos Inocentes da Guarita! 😁

Império dos Inocentes da Guarita

Fomos para o hotel descansar um bocado, fazendo depois uma refeição rápida no Café Aliança. A noite continuou com um passeio pela zona da Sé!

Sé de Angra do Heroísmo

Durante a volta, enquanto descíamos para a marina para depois regressar ao hotel, passámos por um excelente trabalho de Mariana, a Miserável! Este mural foi criado para a 3ª edição do festival Walk&Talk, que se realizou em 2018.

Mural de Mariana, a Miserável!

Dia 6

No último dia, após o pequeno-almoço, fizemos o checkout no hotel e confirmámos o transfer para o aeroporto, pedindo que nos guardassem a bagagem até às 16h30, hora da partida.

Fomos então fazer a despedida desta bonita cidade, onde gostámos de tudo… até dos candeeiros de rua, que têm um vaso de flores incorporado! 😁

Candeeiro com vaso, numa bonita calçada!

Continuámos o nosso passeio até à Praia de Angra do Heroísmo, também conhecida como Prainha. Fica situada junto à marina, é vigiada, possui sanitários e tem aluguer de chapéus de sol e espreguiçadeiras.

Praia de Angra do Heroísmo

Pelo caminho passámos por uma engraçada varanda-miradouro, tendo a minha tia aproveitado para descansar a ver o mar! 😁

Varanda-Miradouro

A seguir atravessámos as Portas da Prata, sobre as quais apenas conseguimos saber o nome!

A chegar às Portas da Prata!

Passadas as Portas, chegámos ao Parque Municipal do Relvão, onde já tínhamos estado. Ficámos bem impressionados com este recinto de lazer para famílias, que agora conseguimos percorrer e ver melhor.

Parque Municipal do Relvão

Além de útil, divertido e relaxante, o Parque também oferece uma excelente vista sobre a baía! 😊

Vista sobre a Ilha, com o Ilhéu das Cabras em frente!

Regressámos para o centro e, ao passarmos de novo pela Prainha, vimos um artista a começar um desenho na areia.

Artista na Prainha!

Decidimos almoçar, como seria de esperar, no Restaurante ‘O Chico’. Fomos, mais uma vez, servidos com qualidade e muita simpatia! 😉

Bife da Casa

Depois do excelente almoço apreciámos um curioso trabalho de arte urbana, feito numa ruína que fica quase em frente ao restaurante. Fantástico trabalho, com relevo e muitos pormenores! 😍

Mural na Ruína

Para ajudar a fazer a digestão, continuámos o nosso passeio e fomos para a bonita Marina de Angra do Heroísmo!

Marina de Angra do Heroísmo

Percorremos o passadiço, que está coberto de graffitis e proporciona uma vista maravilhosa sobre a cidade!

Vista a partir da Marina!

Posteriormente, devido à proximidade com o hotel e como ainda tínhamos algum tempo, fomos visitar novamente o Jardim Duque da Terceira.

Jardim Duque da Terceira

Daqui fizemos o caminho de volta para o nosso alojamento, onde apanhámos o transfer para o aeroporto. Chegámos cedo o suficiente para lanchar e descansar antes de partirmos para Lisboa, onde ficámos a pernoitar.

Aerogare das Lajes

Espero que tenham gostado do nosso roteiro e que vos ajude a preparar uma viagem à Ilha. Eu fiquei com vontade de voltar, para rever algumas coisas e ver tudo o que não consegui! Qualquer dúvida que tenham deixem nos comentários que tentarei ajudar, com o que for possível!

Deixo-vos com uma das muitas frases escritas no muro da Marina… boas viagens para todos! 😊

No muro da Marina…
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Aldeias Históricas – 3 dias

Em Outubro de 2021 resolvemos fazer uma escapadinha e ir conhecer algumas das Aldeias Históricas de Portugal… Monsanto, Sortelha e Belmonte foram as localidades escolhidas! No regresso a casa fizemos uma paragem para almoçar em Alter do Chão, que se revelou uma verdadeira surpresa já que não fazíamos ideia do rico património existente nesta vila que merece, sem dúvida, uma visita. 😍

Fomos, mais uma vez, cinco pessoas num carro e a base foi feita no Monsanto GeoHotel Escola, reservado através do Booking. Os quartos, a cama, a casa de banho e os produtos de higiene disponíveis são excelentes, havendo muita limpeza e conforto. Não existe estacionamento no hotel, mas o carro pode ser deixado no Baluarte ou ao lado da Igreja Matriz, que ficam a poucos metros! 😉

Monsanto GeoHotel Escola

Chegámos a Monsanto por volta das 15h30, fazendo uma paragem para almoço, e depois de instalados começámos a nossa exploração. 😊

Aqui fica o que vimos:

MONSANTO

SORTELHA

BELMONTE

ALTER DO CHÃO

Monsanto

A primeira coisa que nos despertou a atenção, assim que saímos do hotel, foi a Gruta! Criada no espaço livre entre duas rochas, já foi um abrigo e uma furda, sendo hoje uma curiosidade turística. Tem uns banquinhos de pedra dentro, onde podemos descansar à sombra! 😁

Gruta

Não posso falar de Monsanto sem mencionar as Marafonas, que se encontram à venda pelas ruas. São as bonecas típicas da região, feitas a partir de uma cruz. Estão associadas ao culto da fertilidade e costumam ser metidas debaixo da cama dos recém-casados. Como não têm olhos e boca, não podem ver nem contar nada do que se passa! 😆

As Marafonas de Monsanto!

O objectivo deste dia era conseguir explorar ao máximo esta bonita povoação que ganhou o título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e passou a ser considerada Aldeia Histórica, em 1995.

Uma das vistas que temos, durante o passeio pela aldeia.

Quero avisar que a subida ao Castelo não é acessível para todos. A caminhada é cansativa e pode tornar-se difícil!

Cruzeiro por onde passámos, durante a subida.

A dificuldade da ‘escalada’ é compensada pela magnífica vista que vamos tendo, pela beleza das casas e por todos os cantos onde podemos espreitar.

Quase a chegar ao Castelo…

Sem querer tivemos sorte em conseguir visitar a fortificação pois na recepção do alojamento disseram que, a partir do dia seguinte (sábado), o local seria fechado temporariamente. Durante todo o fim-de-semana foi montado o material necessário para a realização da Guerra dos Tronos e a partir de segunda-feira a aldeia ficou totalmente encerrada, durante um mês, enquanto decorreram as filmagens da série.

No Castelo, com o material para a série já a ser montado.

O Castelo de Monsanto, obra dos Templários, foi remodelado várias vezes sendo a sua forma actual o resultado de um restauro, realizado entre 1940 e 1950. Dentro dele fica a Capela de Santa Maria, que estava fechada no dia da nossa visita.

O meu pai, sentado na muralha a descansar e a apreciar a vista! 😁

Depois da Torre Perimetral, por trás do meu pai, está a Porta Falsa. Também conhecida por Poterna, ou Porta da Traição, é uma porta secundária disfarçada que era comum nos castelos e que permitia sair para atacar o inimigo, em caso de cerco, ou apenas para sair sem chamar as atenções.

Porta Falsa

No centro da fortificação existe um poço conhecido por Cisterna, apesar de não o ser. Serviu, de qualquer modo, para abastecer a população do Castelo.

A Cisterna, ao centro!

É possível subir à parte da muralha onde está o marco geodésico, como podem ver na fotografia da Cisterna. Acreditem que vale a pena, pois é de onde se tem uma das melhores vistas sobre toda a região. 😊

Parte da vista a partir da Muralha!

Já no lado de fora do Castelo, está o que resta da Capela de São João. Pouco ou nada se sabe deste templo, que se pensa que poderia já existir no século XVI e ter funcionado até ao século XVIII.

Capela de São João

Outro das coisas que não se podem deixar de ver são as sepulturas antropomórficas que se encontram na Necrópole de São Miguel, em redor das ruínas da capela com o mesmo nome!

Capela de São Miguel

Estas sepulturas eram escavadas nas rochas, com o tamanho do corpo que iria aí ser depositado. Achei curioso eles delimitarem sempre o espaço para a cabeça, sem falar no trabalho que tinham para as fazer! Magnífico! 😊

Uma das sepulturas!

Também aqui fica a Lage das 13 Tigelas, que são na realidade 14! Estas covas são associadas, por alguns autores, a um qualquer tipo de santuário ancestral, apesar da sua formação ser natural e corresponder a um fenómeno geológico conhecido como meteorização química.

O povo, por sua vez, puxando pelo seu imaginário, criou uma lenda para esta rocha. A sua origem foi assim atribuída a uma senhora nobre, com posses, que usava as cavidades para servir sopa aos pobres. Isso fez com que também ficassem conhecidas como ‘As Tigelinhas da Fidalga‘! 😊

As Tigelinhas da Fidalga

Descendo de volta para a aldeia, parámos nas Furdas. Estas eram as antigas pocilgas da população, que seguiam um modelo tradicional da região e eram muitas vezes circulares, de paredes em pedra e cobertas com uma falsa cúpula.

Furdas

Logo a seguir passámos por aquela que é a construção mais fotografada de Monsanto, apesar de existirem mais com estas características… é a fantástica ‘Casa de Uma Só Telha‘!

Casa de Uma Só Telha

Continuando a descida, sentindo já alguma sede, fomos seduzidos pelas bebidas da Taverna Lusitana, um dos bares da terra.

Taverna Lusitana

Muita simpatia, curiosa decoração e uma excelente esplanada, com uma vista formidável! Recomenda-se! 😉

Pormenor da decoração da Taverna Lusitana!

Muito perto do bar, fica outra das formidáveis casas de Monsanto. Esta foi construída entre duas rochas.

Outra das incríveis casas da aldeia!

Entretanto, continuando o nosso passeio fomos levados a um miradouro por uma senhora, já com uma idade avançada, a quem pedimos informações e que fez questão de nos mostrar o local. Para lá chegarmos tivemos de subir para uma pedra, que nos deixou ao nível dos telhados! 😊

A bonita vista deste miradouro ‘surpresa’!

Também deste local conseguimos ver a esplanada do Restaurante ‘Petiscos e Granitos’, onde fizemos uma das nossas refeições.

Esplanada do ‘Petiscos e Granitos’.

Quando passearem por Monsanto, percam-se nas ruas e estejam atentos aos pormenores. Há sempre recantos interessantes para descobrir e que tanto podem ser um relógio de sol numa fachada, um cruzeiro ou um santo numa rocha! 😊

Relógio de Sol

Durante a caminhada passámos ainda pela Casa do Carrasco, que tem uma caveira com duas tíbias na ombreira da porta!

Casa do Carrasco

Seguimos o nosso caminho até à Torre do Lucano (ou do Relógio). Esta antiga torre sineira ostenta uma réplica do Galo de Prata, recebido por Monsanto quando foi nomeada a ‘Aldeia Mais Portuguesa de Portugal’.

A torre encontra-se neste momento encerrada para visitas, depois de alguns ‘turistas’ terem decidido roubar peças de arte sacra. 😞

Torre do Lucano

Não conseguimos ver o interior da Torre, mas ao regressarmos ao hotel reparámos que estava a sair um grupo de pessoas da Igreja Matriz e fomos perguntar se podíamos entrar. 😁

Igreja Matriz

Aproveito para dizer que não se esqueçam de olhar para a Fonte Ferreiro, que está na rua que fica ao lado direito do templo e onde se obtém a água de uma nascente, que ali vai sendo decantada e depositada.

Fonte Ferreiro

Aproveitámos assim para conhecer a Igreja Matriz (ou de São Salvador), que é bem bonita e merece a visita.

Interior da Igreja Matriz de Monsanto.

O conjunto do altar principal e das suas capelas laterais está fabuloso e é de salientar a bonita rosácea desta igreja, bem como os restantes vitrais, que são um trabalho magnífico.

Rosácea da Igreja Matriz.

Daqui fomos para o hotel, onde descansámos uns minutos antes de irmos jantar. No dia seguinte, depois de um bom pequeno-almoço, abalámos a caminho de Sortelha.

Sortelha

A nossa primeira paragem, nesta segunda aldeia histórica, foi na Torre do Relógio. Esta torre de granito, com 7,70m de altura, foi construída em 1973 e é um excelente miradouro.

Começando a subida até à Torre…

A obra foi feita por Joaquim Reis, a pedido da população de Sortelha e tem a particularidade de não ter relógio num dos lados. Isso deve-se ao facto da população, que vive dentro da muralha, não ter contribuído para a realização da empreitada! 😆

Os meus pais na Torre do Relógio!

Daqui obtivemos uma excelente vista do Castelo, para onde fomos a seguir. 😉

Vista para o Castelo, no Miradouro da Torre do Relógio.

Estacionado o carro perto das muralhas, e ainda antes de entrarmos para dentro delas, resolvemos ir procurar a famosa Cabeça da Velha.

Esta é uma das curiosidades naturais de Sortelha. Se observarem bem vêem que até o pormenor do olho parece ter… e o nariz, a boca e o queixo estão perfeitos! 😍

Cabeça da Velha

Entrámos depois para dentro das muralhas do Castelo, que está classificado como Monumento Nacional, desde 1910.

Castelo de Sortelha

Andámos a explorar o local, tendo entrado num estabelecimento local para comprar umas águas e umas recordações, terminando assim a nossa curta visita a Sortelha. Não chegámos a ir ao centro da aldeia e muita coisa ficou por conhecer. O ideal seria um dia inteiro para cada uma destas localidades e esta terá de ter uma segunda visita, com mais tempo.

Iniciámos então o nosso trajecto até Belmonte, que nos fez passar por vários pontos interessantes. Um deles foi o complexo das Termas Radium, com o seu luxuoso hotel abandonado. Achámos que não valia a pena o desvio e o esforço de lá chegar, por termos pouco tempo, e por isso foi visto apenas da estrada. Pelo que sei há planos para uma revitalização do lugar.

Além disso, pelo caminho, vamos sempre encontrando rotundas bem engraçadas e bonitas intervenções com peças artísticas e decorativas.

Uma das intervenções que se encontram à beira da estrada.

Não consigo resistir a deixar aqui uma das fantásticas rotundas por onde passámos, com um pastor, o seu rebanho de ovelhas e os seus cães. Excelente ideia e excelente trabalho mas, infelizmente, não me lembro em qual das povoações estava. 😁

Rotunda do Pastor e seu rebanho.

Belmonte

Chegados a Belmonte, já com uma certa fome, decidimos ir almoçar ao Restaurante Brasão, que tem uma estátua do Zeca Afonso na esplanada. Recomenda-se a comida e o serviço, que foi feito com muita simpatia e boa disposição. 😉

Estátua de José Afonso, na esplanada do Restaurante Brasão!

Depois do almoço, o nosso ponto de partida para o percurso na aldeia foi o Largo do Pelourinho, onde ficam os Antigos Paços do Concelho, É um bonito edifício, com um relógio e um sino, que está documentado desde o século XV.

Antigos Paços do Concelho, com o Pelourinho ao centro.

Esta é a terra natal de Pedro Álvares Cabral e é um dos maiores centros judaicos do nosso país, tendo inclusive um museu dedicado a essa religião, uma rádio e uma sinagoga!

Assim, o primeiro a ser visitado foi o Museu Judaico onde podemos ver peças da Idade Média ao séc. XX, utilizadas por judeus e cristãos-novos no quotidiano ou nas práticas religiosas.

Museu Judaico

Continuando o nosso percurso, fomos visitar o Ecomuseu do Zêzere. Trata-se de um pequeno museu que nos permite acompanhar o percurso do rio Zêzere, desde a nascente até à foz, dividido por várias zonas. Na apresentação de cada zona constam os elementos da fauna e flora que lhe são mais característicos. 

Ecomuseu do Zêzere

O bilhete que comprámos dava-nos acesso a quase todas as atrações da aldeia. O próximo a ser visitado foi o Museu à Descoberta do Novo Mundo, que é focado nos descobrimentos portugueses e no desenvolvimento do Brasil!

Uma das salas do Museu à Descoberta do Novo Mundo.

Foi habitação da família Cabral e é um espaço interativo, bastante divertido e com muito para ver! 

A minha tia, numa das celas destinadas aos escravos brasileiros.

A caminho do próximo museu, passámos por um mural da autoria de Rosarlette Meirelles, criado durante a pandemia!

Mural de Rosarlette Meirelles.

O Museu do Azeite, o último a ser visitado, está instalado num antigo lagar! Neste pequeno espaço podemos ver toda a maquinaria necessária para a transformação da azeitona em azeite. 

Museu do Azeite

Daqui fizemos o caminho de volta até ao centro da aldeia e fomos para a zona do Castelo, onde começámos por admirar as Capelas de Santo António e do Calvário. São dois pequenos edifícios, um do séc. XV e o outro do séc. XIX, que fazem um espectacular enquadramento com a fortificação e com a Igreja de Santiago.

Capelas de Santo António e do Calvário

O passo seguinte foi entrar no Castelo de Belmonte, que serviu vários anos como residência da Família Cabral, até ser destruído por um incêndio. Isso fez com que mudassem para a casa que é hoje o Museu à Descoberta do Novo Mundo, onde estivemos antes! No séc. XVII foi restaurado e voltou a ser usado com fins militares!

À sua direita está a Cruz de Madeira de Pau Brasil. Foi oferecida por Juscelino Kubitschek de Oliveira, nos anos cinquenta, quando era presidente do Brasil e é uma réplica da que foi mandada erguer por Cabral, na primeira missa celebrada em terras brasileiras.

Castelo de Belmonte

Vale a pena visitar o seu interior e subir às muralhas, de onde se obtém uma espectacular vista da região.

Parte da vista, nas muralhas do Castelo.

No lado de fora do Castelo podemos ver ainda a Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais. Junto deles fica a bonita Torre Sineira, construída em 1860.

Torre Sineira

A Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais formam um conjunto classificado como Monumento Nacional. A Capela dos Cabrais foi edificada em 1433, pelos pais do descobridor e aqui estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral e outros membros da sua família!

Panteão dos Cabrais

Numa praça, por baixo da Igreja e do Panteão, vimos ‘A Prensa‘. Esta peça está relacionada com uma lenda local que nos diz que um dos senhores de Belmonte resistiu a uma chantagem, preferindo assistir ao esmagamento da filha numa prensa a entregar o castelo ao inimigo! 😱

A Prensa!

Em Colmeal da Torre, a poucos quilómetros de Belmonte, fomos ver Centum Cellas, um dos monumentos mais misteriosos da região! 😊

Ao longo dos anos têm sido várias as teorias e interpretações apresentadas pelos especialistas que o têm estudado. Templo, prisão, villa romana e albergaria para viajantes são algumas das hipóteses para esta construção, que se pensa ser do séc. I d.C. A torre tinha 2 andares e no local são visíveis vestígios de outras estruturas! 😍

Centum Cellas

Daqui voltámos para Monsanto, pensando em visitar Penha Garcia no dia seguinte. Infelizmente, a meio da noite, começou a chover intensamente. A chuva continuava de manhã e uma das colaboradoras do hotel, sabendo dos nossos planos, informou-nos que tinha vindo de lá perto e que não valia a pena irmos, pois o nevoeiro não nos permitiria ver nada. Ela própria tinha demorado mais uma hora do que era normal, mesmo por causa disso.

Assim, depois do pequeno-almoço, esperámos que a chuva e o nevoeiro acalmassem o suficiente para vermos a estrada e começámos o regresso a casa. Durante o caminho, aproximando-se a hora de almoço, resolvemos fazer uma paragem em Alter do Chão.

Alter do Chão

Como disse na introdução, esta paragem em Alter do Chão foi uma óptima decisão e uma excelente surpresa. Assim que chegámos ao centro, à procura de um lugar para estacionar e de um restaurante, vimos o bonito Castelo!

Achado o lugar para o carro fomos verificar o horário, para termos a certeza que o poderíamos visitar após a refeição. 😊

Castelo de Alter do Chão

Enquanto procurávamos um dos 3 restaurantes, que nos foram indicados por uma simpática senhora, entrámos na Igreja Paroquial de Alter do Chão (Igreja da Nossa Senhora da Assunção).

Igreja da Nossa Senhora da Assunção

Depois de almoçarmos no pátio interior do Restaurante ‘O Éden’, que recomendamos pelo rápido serviço, simpatia e qualidade da comida, passámos por este mural! 😍

Mural, perto do restaurante ‘O Éden’.

A primeira visita da tarde foi ao enorme e bonito Jardim do Álamo, que pertence ao Palácio com o mesmo nome, apesar de poder ser visitado independentemente. A entrada é livre!

Uma das máquinas que se podem ver no Jardim!

A seguir, logicamente, fomos para o Palácio do Álamo, que merece mesmo ser conhecido! São várias as salas que podem ser vistas, desde a Sala de Música, passando pela Sala de Chá, até à Sala de Fumo, sendo também possível uma subida ao sótão.

Adorei a Sala dos Potes, onde armazenavam a comida que era em parte usada como pagamento aos trabalhadores do local! 😊

Sala dos Potes

O Palácio apresenta exposições de vários tipos, tendo o percurso bem assinalado e a descrição do que estamos a ver. É de salientar a simpatia das operadoras turísticas, quer aqui quer no Castelo, que nos explicaram tudo o que era necessário para a visita, incluindo o contexto histórico, algumas curiosidades e outra informação pertinente! 

Foi construído em 1649 e pertenceu quase sempre à mesma família! O interior mantém a estrutura original, bem como algum mobiliário, que vamos vendo durante o percurso. Os tectos e algumas das paredes também merecem uma boa observação!

Uma das salas do Palácio!

O último local que visitámos, em Alter do Chão, foi o primeiro que vimos ao chegar à localidade. O Castelo é citado a partir do séc. XIII e a sua forma actual remonta ao reinado de Pedro I, que ordenou a sua reconstrução em 1357, de acordo com a placa de mármore sobre o portão principal.

Visitando o Castelo…

Em excelente estado de conservação, esta fortificação é Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910.

O interior do Castelo, visto da sua torre mais alta!

Durante a visita podemos percorrer toda a muralha e subir à Torre de Menagem, com 44 metros de altura, de onde se obtém uma espectacular vista sobre a vila.

Parte da vista que temos da Torre!

Depois do Castelo, demos mais uma voltinha por Alter do Chão. É uma povoação calma, bonita e com muitas coisas interessantes para ver. O edifício da Câmara Municipal é um exemplo disso, com a sua torre com o sino e o relógio! 😊

Câmara Municipal de Alter do Chão

Antes de regressarmos ao carro ainda passámos pelo Chafariz Quinhentista. Foi mandado construir por D. Teodósio I, Duque de Bragança. É Imóvel de Interesse Público desde 1974 e está datado de 1556.

Chafariz Quinhentista

Foi com muita pena, mas bastante satisfeitos com esta tarde turística inesperada, que entrámos na viatura para fazer os 357 km que nos faltavam até casa. Ficou a vontade de voltar para conhecer melhor esta parte do nosso lindo país, que tem sempre qualquer coisa nova para descobrir e que merece muitas ‘escapadinhas’! 😉

Como digo sempre, qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Espero que a descrição do nosso passeio ajude na preparação do vosso ou que, no mínimo, desperte o apetite para um percurso por terras lusitanas! Boas viagens! 😊

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O Centro de Portugal em 3 dias!

Fartos do primeiro confinamento geral e de um Verão cheio de restrições, eu e os meus pais resolvemos fazer uma escapadinha! O destino foi novamente o centro de Portugal, fazendo a base em Ferreira do Zêzere. O objectivo era visitar algumas das bonitas vilas do Médio Tejo! Fomos a um domingo, dia 4 de Outubro de 2020, tendo voltado na terça-feira, dia 6! 😊

Aqui fica o nosso roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 1

Abalámos de Vila do Bispo por volta das 8h da manhã. A primeira paragem, depois de termos sido abalroados por um motociclista da TelePizza, foi na Chamusca. Decidimos almoçar no Restaurante ‘O Cavaleiro’, onde fomos atendidos com muita simpatia. Um serviço impecável, com comida bastante saborosa e bem servida. Comi Sopa da Pedra e Cabrito Assado… estavam uma maravilha! 😁

Restaurante ‘O Cavaleiro’

Depois do excelente almoço, continuámos o nosso caminho passando pela bonita Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, mais conhecida como Ponte da Chamusca. Esta ponte de aço, que cruza o Rio Tejo, foi inaugurada em 1909 e leva-nos até à Golegã!

Ponte João Joaquim Isidro dos Reis

A paragem seguinte foi na Serra de Alburitel, onde fomos conhecer o Baloiço do Talegre! Muita gente no local, que tem bancos para descansarmos e barracas com produtos locais, bebida e outros artigos à venda. O carro foi deixado num estacionamento, que fica no início da ladeira que nos leva ao Talegre. Como podem ver pela imagem, havia fila para experimentar o baloiço e tirar fotos no mesmo! Seja como for, valeu a pena a subida! 😉

Baloiço do Talegre

O percurso continuou em direcção ao Agroal. A sua fantástica praia fluvial é conhecida pela qualidade da água, que é usada como tratamento para problemas de pele, olhos e estômago. Pelo que dizem, ajuda mesmo na cura e recuperação de uma série de doenças! De qualquer maneira, mesmo sem ser com fins terapêuticos, o local merece uma visita pela sua beleza! 😍

Praia Fluvial do Agroal

Já no concelho de Ferreira do Zêzere, fomos ao Moinho Hexagonal de Avecasta. Restaurado recentemente, além de girar as velas, roda sobre ele mesmo apoiado em duas rodas de pedra. A árvore que vêem, por trás, é uma antena de telecomunicações disfarçada! Achei a ideia formidável! 😁

Moinho Hexagonal de Avecasta

Daqui seguimos para o alojamento, mais uma vez reservado através do Booking. Escolhemos ficar no Casa do Adro Hotel, que se recomenda!

Parte do jardim e entrada do Casa do Adro Hotel.

Um excelente hotel, com uma decoração espectacular! A remodelação da casa original deu um ar moderno ao local, mantendo e enquadrando perfeitamente o antigo com o novo. Um óptimo pequeno-almoço, com qualidade e servido ao balcão, devido às restrições, com muita simpatia! O bar também é um espaço impecável e permite passar um bom bocado a ver televisão e de conversa com os amigos!

A esplanada do bar e a piscina.

O quarto era bastante espaçoso e com todas as comodidades, tendo ainda uma pequena varanda!

O meu quarto!

Depois de instalados e já mais descansados, fomos à procura de jantar. Já tínhamos ouvido falar num dos restaurantes locais, conhecido especialmente por um dos seus pratos… os Bifinhos no Chapéu! 😁

Restaurante ‘Grelha do Zêzere’

O ‘Grelha do Zêzere‘ tem muitas outras propostas, entre as quais se incluem umas fabulosas espetadas, mas os Bifinhos no Chapéu são mesmo para experimentar. A refeição torna-se bem mais divertida e apetecível, enquanto vamos cozinhando os nossos bifes. Podem ser escolhidos dois tipos de carne e os acompanhamentos são muito bons! 😉

Bifinhos no Chapéu

Após o jantar, demos mais umas voltas pelo centro da localidade e voltámos ao hotel, onde ainda estivemos entretidos no bar.

DIA 2

Depois de um bom pequeno-almoço, partimos em direcção ao Picoto da Melriça. É aqui que se encontra o marco que assinala o lugar exacto do Centro Geodésico de Portugal! É um desvio e uma visita obrigatória para quem anda a fazer a mítica Estrada Nacional 2! 😊

Picoto da Melriça

Fomos visitar o pequeno Museu da Geodesia e aproveitámos para comprar umas recordações e beber um cafezinho no bar. 😉

Centro Geodésico de Portugal

Daqui fomos directos à Sertã, bonita vila onde andámos a passear pelas margens da ribeira.

Passeando pela Sertã!

O Jardim da Alameda da Carvalha é um espaço enorme e indicado para passeios em família ou com amigos. Tem umas pontes bem bonitas, está equipado com casas-de-banho, parque de merendas e existem alguns bares e restaurantes na zona. 😊

Jardim da Carvalha

Já que estas localidades fazem parte da Nacional 2, aproveitámos e fomos pedindo mais uns carimbos nos nossos passaportes! 😁

Passaportes da Estrada Nacional 2

Avançámos até à Ponte Romana e voltámos para trás, rumando em direcção ao Castelo.

Engraçado auditório-monumento, por onde passámos a caminho do Castelo!

O Castelo da Sertã tem pouco para ver, além da bonita vista que se obtém sobre a vila. No seu interior fica a Capela de São João Baptista, que estava fechada.

Capela de São João Baptista

Abandonámos a Sertã e fomos de novo a caminho de Vila de Rei. O objectivo era irmos conhecer o Penedo Furado e a zona envolvente, que é linda. Os passadiços, que não estavam ainda completos quando lá estivemos, facilitam o acesso às cascatas e aos outros recantos maravilhosos. Uma visita obrigatória!

Parámos o carro na parte de cima, junto ao Miradouro do Penedo Furado, que tem uma vista espectacular sobre a ribeira do Codes e toda a restante área.

Miradouro do Penedo Furado

Fizemos depois um pequeno percurso, que faz parte de um dos trilhos da região, e fomos visitar o ‘buraco na rocha’, que é o Penedo Furado que dá o nome a este local.

Penedo Furado

O outro lado do buraco também tem um excelente miradouro para a Praia Fluvial, com uma mesa e uns bancos para descansarmos. 😊

O outro lado do Penedo!

Voltámos ao carro e descemos até à Praia Fluvial do Penedo Furado, onde começámos por ver a ‘Bicha Pintada‘, um fóssil com mais de 480 milhões de anos.

A ‘Bicha Pintada’!

A partir daqui percorremos a parte dos passadiços que já estava construída!

Começando a percorrer os Passadiços!

Muita beleza natural para admirar, com várias cascatas que formam algumas piscinas onde podemos dar uns mergulhos.

Uma das cascatas!

Depois dos passadiços a fome começou a apertar e decidimos ir lanchar à praia fluvial da Aldeia do Mato. Pelo caminho passámos por um fantástico mural, que sou obrigado a partilhar aqui:

Um trabalho espectacular!

A Praia Fluvial da Aldeia do Mato tem um centro de desportos náuticos e piscinas flutuantes, estando equipada com casas-de-banho públicas. Tem também um excelente bar onde nos serviram umas deliciosas bifanas no prato, com molho de mostarda, acompanhadas com batatas fritas e uma formidável salada… barato e bom, recomenda-se! É uma zona calma e muito agradável, ideal para passar uns dias a descansar. 😉

Praia Fluvial da Aldeia do Mato

Daqui seguimos para a Barragem de Castelo de Bode, onde fizemos uma pequena paragem para apreciar o local. Assim, contornámos o rio e fomos em direcção a Ferreira do Zêzere.

Barragem de Castelo de Bode

Depois do carro estacionado, em frente ao hotel, demos uma volta pela vila e fomos para os quartos descansar uma horinha, antes de irmos à procura do jantar.

Para não repetirmos o local e para conseguirmos provar o Maranho, prato típico da região, resolvemos experimentar o Restaurante ‘Quinta do Adro’. Fomos recebidos com muita simpatia e começámos com umas deliciosas entradas: uma boa tábua de queijos e enchidos e uns suculentos cogumelos recheados com bacon e servidos num molho bem temperado. Maravilha! 😊

Cogumelos Recheados, no Restaurante ‘Quinta do Adro’.

Como pratos principais, além de um apetitoso Leitão Assado e de um excelente Bife da Casa, pedimos o famoso Maranho, um bucho recheado com carne de cabra, presunto, arroz e hortelã. É considerado uma especialidade da cozinha tradicional portuguesa e é mesmo muito saboroso… para repetir numa próxima ida à Beira Baixa! 😄

O Maranho!

Depois da refeição, fizemos um pequeno passeio pela zona e ainda entrámos numa pastelaria, para beber mais um café antes de voltarmos ao hotel. 😊

DIA 3

O último dia começou em Tomar, que apesar de ser uma cidade conhecida pelo Castelo e Convento, tem muito mais para ver e apreciar! 

Uma das coisas que não podíamos deixar de fazer era passear no Parque do Mouchão! Rodeado pelo Rio Nabão, é um local calmo, bonito e ideal para a prática de alguns desportos aquáticos, como se pode ver na foto desta pequena represa. 

Parque do Mouchão

Durante o passeio pelo Parque passámos pela antiga Roda de Água, feita em madeira e ainda a funcionar. 😊

Roda do Mouchão

Entretanto, encontrámos os dois Fernandos que estavam todos entretidos a conversar, aproveitando o Sol da manhã! Esta peça está bastante engraçada e é óptima para umas fotos divertidas! 😁

Estátuas de Fernando Lopes-Graça e Fernando Araújo Ferreira

Terminada a visita ao parque, fomos para a simpática Praça da República, onde ficam a Câmara Municipal e a Igreja de São João Baptista. No meio delas está o Monumento a Gualdim Pais, o templário que fundou a cidade. 😊

A Câmara Municipal, com o Monumento a Gualdim Pais à frente e o Castelo por cima.

Acabámos por entrar na bonita Igreja de São João Baptista, construída por ordem de D. Manuel I, no início do século XVI. 

Igreja de São João Baptista
O altar da Igreja de São João Baptista.

A etapa seguinte foi fazer a caminhada até ao Castelo de Tomar e Convento de Cristo! É uma subida bonita, apesar de cansativa. Pode ser feita de carro, claro, mas optámos por o deixarmos onde estava. 😁

Durante a subida, já muito perto do Castelo!

O construção do Castelo de Tomar foi iniciada em 1160, por Gualdim Pais. Esta fortificação fez parte da ‘Linha do Tejo‘, que era constituída por um conjunto de castelos. Os de Almourol e de Pombal, por exemplo, também faziam parte dessa linha de defesa, obedecendo aos mesmos traços arquitectónicos, que eram característicos dos templários.

Castelo de Tomar e Convento de Cristo

O Convento de Cristo apareceu depois da extinção da Ordem dos Templários, tendo sido construído ao longo de vários séculos. Hoje em dia integra o Castelo e a Charola dos Templários, a Igreja Manuelina, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, a Mata dos Sete Montes e o Aqueduto dos Pegões.

A impressionante Charola é uma das partes mais antigas do Convento e funcionava como oratório privado dos Cavaleiros, no interior da fortaleza. É uma daquelas coisas que deixa qualquer pessoa de boca aberta! 😍

Entrada para o centro da Charola!

O Convento é lindo, cheio de pormenores e com muito para ver, enquanto se vai percorrendo os seus claustros e se passa por algumas das salas.

Claustro de Dom João III, também chamado de Claustro Grande.

A Janela do Capítulo é um dos pontos mais famosos do Convento. Está ricamente ornamentada com os elementos naturais e marítimos que são a base do estilo manuelino.

Janela do Capítulo

Terminada a visita ao Convento, fomos novamente para o centro da cidade. A última coisa que vimos, em Tomar, foi o curioso e fascinante Museu dos Fósforos! 😁

O local apresenta a maior colecção filumenista da Europa. As caixas foram doadas à Câmara Municipal, em 1980, por Aquiles de Mota Lima, que as começou a juntar em 1953!

São cerca de 43 mil caixas, representando 122 países e que exibem pinturas famosas, baralhos de cartas, políticos, filmes, actores, jóias, brasões e muito mais… são 7 salas! É impressionante e tem entrada grátis! 😉

Museu dos Fósforos

A paragem seguinte foi em Constância, terra que foi o local de residência de Luís de Camões. Caso tenham interesse, podem visitar a Casa Memória de Camões, onde afirmam ter vivido o poeta.

Monumento a Camões!

É aqui que se juntam os rios Zêzere e Tejo, sendo isso bastante perceptível na espectacular praia fluvial! Temos junto a ela, um bonito parque para passear e relaxar.

Praia Fluvial de Constância

A paragem seguinte foi no maravilhoso Castelo de Almourol! Como referi mais acima, também fazia parte da ‘Linha do Tejo’, tendo sido também construído pelos Templários e concluído dois anos depois do Castelo de Tomar.

Há barcos que fazem a travessia até à ilha, o que nos permite visitar o Castelo, mas devido à pandemia, não estavam de serviço quando aqui estivemos. Só por isso, já temos uma desculpa para voltar! 😉

Castelo de Almourol

Terminámos este roteiro com uma visita ao Parque de Escultura Contemporânea de Almourol, que fica em Vila Nova da Barquinha.

Parque de Escultura Contemporânea de Almourol

Este parque tem sete hectares de extensão, por onde estão distribuídas as peças, e ganhou o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista em 2007, na categoria “Espaços Exteriores de Uso Público”. Aqui podemos encontrar uma galeria de exposições, alojamento temporário para criadores, equipamentos desportivos e espaços lúdicos para as crianças. 😊

Alguns dos simpáticos habitantes do parque!

A partir daqui foi só fazer o caminho de volta até Vila do Bispo, parando apenas para jantar! Adorámos o passeio e tudo aquilo que visitámos… o nosso país é realmente espectacular e com muito para ver. Vale a pena fazer uma ‘escapadinha’ e ir conhecer as nossas vilas e aldeias, com toda a sua história e património cultural e natural. 😉

Espero que tenham gostado do nosso Roteiro e que o possam usar para a organização do vosso. Obrigado pelo interesse e qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Tentarei ajudar no que for possível! Boas viagens! 😊

Publicado em portugal

Aldeias de Portugal – Xisto e História – 3 dias

Um dos melhores meses para viajar, na minha opinião, é em Maio. Tem pouco turismo, o clima é ameno e os monumentos e locais de interesse estão todos em funcionamento. Foi o que fizemos em 2019… um passeio familiar, fim-de-semana de 24 a 26, cinco pessoas num carro! 😄

O destino foi a zona das Beiras, no centro do país. Resolvemos visitar algumas das Aldeias Históricas e Aldeias de Xisto, que estão localizadas nessa área e que são famosas pela sua beleza.

Aqui fica o nosso Roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 1

Saímos de Vila do Bispo, na sexta-feira, por volta das 06h30. A escolha para a nossa primeira visita foi Dornes, mais ou menos a 450 km de distância. Fizemos uma paragem rápida, para pequeno-almoço, e chegámos ao destino pouco antes do meio-dia.

Visto do Rio Zêzere, a partir da aldeia.

Dornes fica numa pequena península, cercada pelo Rio Zêzere, e foi a vencedora das 7 Maravilhas de Portugal, na categoria das Aldeias Ribeirinhas.

Claro que tirámos a típica foto de turista! 😄

A aldeia é bem pequena e percorre-se em pouco tempo. Um dos pontos de interesse é a Igreja de Nossa Senhora do Pranto, do séc. XIII, mandada construir pela Rainha Santa Isabel e local de peregrinação durante as festas de 15 de Agosto. Lá dentro existe um magnifico órgão de tubos, que nós não conseguimos ver por estar encerrada durante a hora de almoço.

Outro dos pontos de interesse é a Torre Pentagonal, que foi contruída pelos Templários, durante o séc. XII. A povoação tem ainda outros pormenores engraçados, sem falar na vista do rio e das montanhas, que vale bem a pena.

A Torre Pentagonal e uma fonte que encontrámos!

Uma das curiosidades da aldeia são os Barcos de 3 Tábuas, que infelizmente já só têm um construtor, o Sr. José Alberto.

Os barcos de 3 tábuas são esses do centro, em madeira. São dos poucos que ainda existem!

Uma daquelas coisas que não podíamos ir embora sem experimentar, eram os Dornitos. São um tipo de biscoito, com laranja e limão, que têm por cima a cruz templária. Só são feitos aqui e podem ser encontrados no café ‘O Rio‘… uma delícia!

Dornitos

Após a compra dos Dornitos, que ficaram para o lanche, fomos directos para Miranda do Corvo. O almoço foi feito no Museu da Chanfana, que fica nesta localidade e que faz parte do Parque Biológico da Serra da Lousã.

O restaurante é bem bonito, com algumas peças típicas em exposição, e a comida é excelente e com preço acessível, sendo o serviço feito com bastante simpatia e muita rapidez. Tem óptimas sopas e vários pratos regionais.

Entrada do Parque e do Restaurante.

Não posso deixar de referir o carácter institucional e de solidariedade social do restaurante e do Parque Biológico, que servem como elemento de integração de pessoas com necessidades especiais. Todo o serviço é feito por deficientes, doentes mentais e desempregados de longa duração. Todo o dinheiro que lá se gasta, desde os bilhetes das entradas, passando pelas refeições até às compras nas lojas de recordações, é canalizado para o cuidado com os animais e para pagar a estes ‘ajudantes’! Só por isso, já merecia a nossa visita. 😊

O parque é lindo e enorme, com muitos animais para ver. Tem um labirinto de árvores de fruto e uma secção que funciona como museu, com peças bastante antigas.

Pormenor de uma das exposições.

Uma máquina de raio-x e uma máquina tipográfica, por exemplo, podem ser vistas neste local.

Uma das secções do Parque Biológico.

Tem várias oficinas, uma quinta pedagógica, lojas de recordações e várias actividades que podem ser programadas, para crianças e para adultos. Os passeios de charrete, a alimentação dos animais e o tiro com arco, são algumas delas.

Vendo os animais!

Terminada a visita, subimos a serra à procura do Templo Ecuménico Universalista. O bilhete tinha sido comprado juntamente com o do Parque Biológico. Tenham em atenção o caminho que fazem para lá chegar. Há um normal e outro que só dá mesmo para jipes. Falo por experiência própria… subimos pelo errado e não foi fácil chegar lá em cima! 😁

O Templo é uma pirâmide com 13,40 m de altura, invocando o Templo de Salomão e a Arca da Aliança! Os cantos estão orientados para os 4 pontos cardeais (Norte, Sul, Este e Oeste).

Templo Ecuménico Universalista

Foi inaugurado a 11 de Setembro de 2016, data que simbolizou uma homenagem à tragédia americana! É um local de reflexão, que representa 15 religiões e também o ateísmo. É um espaço que promove a tolerância e o respeito pela diferença… Um monumento dedicado à Paz! 😊

Saíndo do Templo!

Daqui seguimos para Gondramaz, que fica apenas a 9 km e que é uma das Aldeias de Xisto. É uma aldeia bem pequena e muito agradável. O seu pavimento, em xisto, tem um percurso acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

Entrando em Gondramaz.

É uma terra de artesãos, como se pode ver pelas várias gravuras nas paredes ou espalhadas pelas ruas. Tem uma pequena raposa como animal de estimação… todos os dias, ao fim da tarde, aparece na aldeia para jantar! 😁

O cão de guarda da aldeia!

Depois de conhecermos a povoação, saímos da rua principal e fizemos um trilho que nos levou ao Penedo dos Corvos, onde vimos uma pequena cascata. O Inverno foi de pouca chuva, isso fez com que não tivesse muita água.

Penedo dos Corvos

Arganil foi a cidade que escolhemos para ficar, servindo assim de base para as nossas visitas. A caminho de lá, pouco depois de passarmos Góis, vimos esta cruz num dos montes. Espectáculo! 😊

Cruz na montanha!

Reservámos, através do Booking, quartos no Hotel de Arganil. O alojamento é excelente, quer em termos de decoração, que é temática, quer em termos de espaços comuns! O hotel estava cheio devido a uma prova do Rally de Portugal, mas isso não afectou em nada a nossa estadia.

Há uma confortável sala de estar no 2º andar, com uma varanda num lado (com mesas e cadeiras, fantástica para fumadores) e com um simpático bar no outro! Um pormenor da decoração que gostei nestas áreas foram as peças de madeira, satíricas, e feitas por um artista da região, infelizmente desaparecido! Foi sempre servido um saboroso e variado pequeno-almoço e feita uma limpeza impecável. Tem parque de estacionamento.

O bar, no piso onde ficámos!

Depois de instalados, e após um breve descanso, fomos dar uma volta, comer qualquer coisa e conhecer a cidade. Foi um passeio curto, só para ver o ambiente! 😉

Parte da história em banda-desenhada, que encontrámos num mural de azulejos!
DIa 2

No sábado, depois de uma boa noite de sono e de um bom pequeno-almoço, fomos para Lousã. Fizemos uma primeira paragem junto à Câmara Municipal, onde vimos um carro todo forrado a madeira, promovendo o Rally de Portugal.

Carro forrado a madeira! 😊

Aproveitámos e, já que estávamos ali, fomos visitar a Igreja Matriz, que foi terminada em 1921, quando construíram a Torre Sineira.

Igreja Matriz da Lousã

Quando saímos da igreja, demos mais um passeio pelo centro, bebemos café e seguimos para o Castelo.

Castelo da Lousã

O Castelo da Lousã, também conhecido como Castelo de Arouce, fica a 2 km da cidade e foi construído no séc. XI. Está em óptimo estado de conservação e podemos subir à Torre de Menagem, onde se obtém uma excelente vista para a serra e para a Praia Fluvial e Santuário da Nossa Senhora da Piedade, para onde nos dirigimos depois… São uma visita obrigatória! 😉

Vista da Praia Fluvial e do Santuário da Nossa Senhora da Piedade.

Deixámos o carro estacionado junto ao Castelo e descemos até à Praia Fluvial. É uma caminhada que se faz bem. Para quem quiser ir de carro, a rua só tem um sentido, que é alternado por um semáforo, e o estacionamento pode ser limitado.

Esta praia é linda e com excelentes condições para passarmos um dia.

Praia Fluvial da Nossa Senhora da Piedade

Tem um excelente restaurante, O Burgo, e é aqui que costuma estar, a partir de Junho, um famoso baloiço pendurado numa árvore por cima da água, que se vê em muitas fotos do local.

É neste tronco que costuma estar o baloiço, permitindo uma foto com a cascata de fundo!
Esta é a Fonte da Vida… hehehe… bebi água duas vezes!! 😁
Uma das pequenas grutas e o interior da igreja.

Abandonando a praia, começámos a subir a Serra da Lousã. Durante o percurso, somos obrigados a parar várias vezes, devido às coisas que se encontram.

A primeira paragem foi aqui, onde estivemos a ver uns saltos de bicicleta.

É um lugar espectacular, com muito para ver… e com os lugares obrigatórios para as fotos, que chegam a ter fila de espera! 😁

Uma das tais fotos obrigatórias! 😊
A segunda foto da praxe!

A paragem seguinte foi em Chiqueiro, outra das Aldeias de Xisto! A igreja, que se vê em frente na foto, é a única construção rebocada e pintada! Era partilhada, servindo de templo às aldeias vizinhas. Neste momento, tem apenas 2 habitantes!

Chiqueiro

De Chiqueiro fomos para Casal Novo, que é uma das mais pequenas das Aldeias de Xisto. Uma das coisas que reparámos nesta aldeia, e que se vê também nas outras, é a altura das portas das casas. Eu não sou alto e, mesmo assim, é rara a porta que me chega aos ombros. 😁

Uma das portas da aldeia! 😄

A próxima aldeia a ser visitada foi o Talasnal, que é a mais conhecida e uma das melhor conservadas. Percam tempo e percorram as ruas com calma… Tem muitos pormenores para ver.

Outras das fotos obrigatórias… Talasnal, Montanhas de Amor!

É engraçado saber que a primeira referência ao Talasnal só aparece em 1679, quando lhe foi aplicada uma multa. Antes disso, não se sabe nada sobre a origem, ou existência, desta povoação.

Conhecendo Talasnal.

Caso queiram comer, levem alguma coisa e encontrem um lugar para fazer um piquenique. Acreditem que é a melhor solução. 😉

A aldeia tem algumas lojinhas, dois restaurantes e um bar, O Curral, que tem uma decoração espectacular.

Bar ‘O Curral’

O artesanato da Ti Filipa também costuma estar aberto.

A entrar no Artesanato, só para verem como as portas são baixas! 😁
Outra vista do Talasnal!

A aldeia seguinte foi o Catarredor! É uma povoação muito pequena e que se vê rapidamente. Foi a que nos pareceu mais abandonada e é, com toda a certeza, a menos visitada!

Catarredor

O próximo destino foi Candal. É considerada muitas vezes, talvez pelo seu fácil acesso, como sendo uma das aldeias mais desenvolvidas, sendo também uma das mais visitadas.

Candal

Candal é uma aldeia muito bonita e que merece que se perca tempo a percorrer as suas ruas. Tem uma piscina natural e uma zona onde se pode parar e grelhar qualquer coisa.

Piscina Natural do Candal

A última aldeia a ser visitada, neste dia, foi Cerdeira. São todas lindas, mas esta foi uma das que mais gostei. Tem cerca de 300 anos e o seu nome quer dizer ‘cerejeira’!

Cerdeira

Vou deixar aqui, uma das histórias mais conhecidas da aldeia. É verdadeira e recente.

Num dia de muito calor, no Verão de 1978, o senhor Constantino Lopes, homem solteiro, ficou chateado por estar a ficar sem a água, que era de uso comunitário, e foi pedir satisfações! Irritado com o roubo da água e com a gritaria do momento, Constantino passou-se da cabeça e, com um sacho, deu um golpe fatal na vizinha que ele acusava. Isso acabou com a vida na aldeia. A irmã da vítima foi morar para outro lado. O Tribunal condenou Constantino a 14 anos de prisão, mas foi solto poucos anos depois.

Regressou à aldeia, onde morou sozinho até à chegada de uma família alemã, em 1988

Augusto Simões, seu amigo, dedicou-lhe o poema ‘Celestino‘, sem nunca dizer que os versos eram em sua homenagem. Com música de Ramiro Simões, a canção passou a fazer parte do reportório do grupo ‘Novárvore‘, durante os anos 80. A história foi contada no filme ‘O Fim do Mundo‘, de João Mário Grilo, em 1992. 😊

Esse casal de alemães, aos quais se foram juntando amigos, aos poucos começaram a recuperar a aldeia, culminando naquilo que ficou conhecido como Cerdeira – Home for Creativity, a partir de 2018. Hoje em dia é uma aldeia voltada para as artes, com residências artísticas internacionais, escola de artes e ofícios, alojamentos e retiros preparados para empresas, com centro de reuniões e todas as condições para se preparar vários tipos de eventos e de actividades. O certo é que se anda pela aldeia e não se repara em nada disso… continua igual ao que era!

A loja da aldeia!

Existe um excelente café, onde nos ofereceram uns deliciosos biscoitos em forma de coração e uma galeria de arte, onde podemos comprar peças de autor. Há uma biblioteca na aldeia e um forno comunitário, que serve para todos!

Os cafés com os biscoitos, a ementa e as cervejinhas para refrescar! 😁
Apreciando o descanso, a esplanada e o cafézinho! 😊

Depois de conhecidas as aldeias, voltámos para Arganil. Fomos ao hotel, descansar um pouco, tendo saído depois para conhecer melhor a cidade e para jantar. Havia festa em todo o lado, porque o Sporting tinha ganho qualquer coisa! 😁

Os Sportinguistas fazendo a festa!

Durante o passeio encontrámos uma Torre, com um sino, que tem uma história que acho bastante divertida e curiosa. A torre pertence à Igreja Matriz, mas foi feita primeiro, tendo sido construída a igreja apenas dois anos depois. O problema é que ficaram separadas, com uma estrada no meio. Hehehe… O padre tem de atravessar a rua e subir a uma praça, para conseguir ir tocar o sino! 😂

A torre e a igreja, que fica na rua de baixo! 😁 

Depois do jantar, regressámos ao hotel e ficámos entretidos de conversa no bar! O dia seguinte era o último e tinha de ser bem aproveitado. 😉

DIA 3

Tomado o pequeno-almoço, feitas as malas e pago o hotel, seguimos em direcção à Praia Fluvial do Caneiro de Côja.

Praia Fluvial do Caneiro de Côja

Fica localizada nas margens do rio Alva e é fantástica, sendo bastante concorrida no Verão.

Pormenor da água e dos vários desníveis, onde se pode tomar banho.

Depois da praia fomos dar um passeio por Côja, passando pela Ponte Romana, que é do séc. I, a.C. e tem 3 arcos de volta perfeita.

Passeando por Côja!

Daqui fomos direitos à Serra do Açor, parando na Benfeita. Nesta simpática aldeia, bebemos um café e visitámos a Igreja. Também existe aqui uma praia fluvial. 😊

Igreja da Benfeita e pequeno monumento que encontrámos.

Continuámos o caminho, para dentro da serra… o objectivo era descobrir a Cascata da Fraga da Pena. Deixámos o carro num pequeno estacionamento, junto à estrada principal, e fizemos o trilho que nos levou à cascata. Pelo caminho, descansámos nuns espectaculares bancos feitos de troncos. A ideia é genial! 😁

Descanso , durante a caminhada! 😊

A Fraga da Pena é uma cascata com cerca de 20 metros de altura… é considerada uma das mais bonitas de Portugal!

Quase a chegar à cascata!

As fotos não conseguem mostrar a beleza natural deste local e desta área, que vale mesmo a pena conhecer.

Fraga da Pena

A paragem seguinte foi em Pardieiros, onde bebemos mais um café com uns bolinhos a acompanhar. É uma terra simpática, com uma igreja bastante engraçada.

Igreja de Pardieiros!

Daqui fomos para o Piódão, que dispensa muitas apresentações. É, ao mesmo tempo, Aldeia de Xisto e Aldeia Histórica, estando sempre cheia de visitantes. Arranjar um lugar para o carro, como devem imaginar, não é nada fácil! 😑

A Igreja da Nossa Senhora da Conceição, que se destaca do resto da paisagem, pode ser visitada. Percam tempo na aldeia e percorram as várias ruas… reparem nas portas e nas janelas, quase todas azuis. Com o enquadramento das luzes, à noite, ajuda a fazer com que seja conhecida também como aldeia presépio.

Igreja da Nossa Senhora da Conceição

Como é uma aldeia muito turística, encontram-se vários produtos tradicionais à venda. Nós provámos uns licores, que eram uma maravilha. Até decidirmos qual deles comprar, bebemos 3 ou 4! 😁

Passeando por Piódão…

Seguindo caminho, fomos para Foz d’Égua, outros daqueles lugares que merecem ser visitados e preservados.

Chegando a Foz d’Égua!

Em Foz d’Égua, existem duas ribeiras… a de Chãs e a de Piódão, que passam cada uma debaixo da sua ponte, juntando-se para correr em direção ao Rio Alvôco! Essa junção faz uma espectacular praia fluvial que, infelizmente, estava sem água no dia da nossa visita.

Foz d’Égua, com as duas pontes, cada uma para a sua ribeira! 😊

Esta é uma daquelas aldeias que merece uma visita demorada. Tem muitas particularidades interessantes e é realmente bonita. Tem uma impressionante Ponte Suspensa, que não se pode atravessar devido ao risco de queda. O senhor que a construiu morreu, pelo que li algures, e foi ficando deteriorada por falta de manutenção.

Ponte Suspensa

No cimo da povoação está um Santuário, que vale o esforço da subida… sem contar com a maravilhosa vista que se vai tendo pelo caminho.

Réplica de um açor, que se encontra durante a subida ao Santuário.
O altar do Santuário!
Descendo de volta à aldeia. 😊

Da Serra do Açor, fomos para a zona da Serra da Estrela. A próxima visita seria feita na Barriosa, ao Poço da Broca. De todos os locais que vimos nesta viagem, este é um daqueles a que quero mesmo voltar! 😍

Tem um excelente restaurante, o Guarda-Rios, que nos permite almoçar a olhar para esta beleza natural! 😊

O restaurante e a primeira parte das piscinas!

São vários desníveis, todos com quedas de água maravilhosas, que vão fazendo piscinas com várias profundidades… dá para tomarem banho crianças e adultos, de acordo com a altura que tenham ou com a capacidade de natação.

Algumas das cascatas, com um parque de merendas por cima!

É um lugar único, com muito para percorrer, óptimo para quem gosta de caminhadas. Existe também uma zona de piqueniques!

São muitas as cascatas e as piscinas. Como podem ver, andava pessoal nas outras em cima… são todas acessíveis!

Depois de almoço iniciámos o nosso caminho, de regresso a Vila do Bispo. Como tínhamos tempo, fizemos mais uma paragem noutra aldeia histórica. No título do artigo devia ter acrescentado serras, porque fomos entrar em mais uma. A última povoação que decidimos conhecer foi Castelo Novo, que fica na Serra da Gardunha!

Castelo Novo tem uma pequena praia fluvial, logo à entrada, e as suas casas são feitas de granito. A aldeia é atravessada por uma estrada romana e tem vários pontos de interesse, sendo bastante bonita. O Chafariz da Bica, por exemplo, data do séc. XIV, tendo sido mandado construir durante o reinado de D. Dinis.

O Chafariz da Bica e alguns dos muitos turistas que visitam Castelo Novo!

A Antiga Casa da Câmara / Paços de Concelho, foi construída em 1290, também por D. Dinis, sendo remodelada depois por D. Manuel I. No piso térreo era a cadeia e por cima a câmara, até ser extinto o concelho e anexado a Alpedrinha.

Antiga Casa da Câmara

O castelo, apesar de estar em ruínas, tem passadiços e é acessível, valendo a pena ir até lá. Vê-se também a parte de trás e entrada da Torre do Relógio.

Torre do Relógio

Uma das coisas peculiares, que esta aldeia tem, é o Cabeço da Forca! Era o local onde eram executados os criminosos. É constituído por 2 blocos de granito, sendo ainda visíveis os buracos onde enfiavam as forcas. Na pedra superior ainda se percebem duas caveiras, esculpidas em relevo.

Uma das caveiras do Cabeço da Forca!

Terminada a visita a esta última aldeia, seguimos o nosso caminho, tendo parado para jantar e chegado ao nosso destino por volta das 23h30.

Espero que tenham gostado da descrição do percurso e que ajude a planear os vossos passeios. Portugal é lindo e, como puderam ver, num fim-de-semana conseguem-se conhecer coisas espectaculares!

Boa viagem!! 😊