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Mérida e Portel – Escapadinha de 3 dias

Muito perto de nós, na vizinha Espanha, fica Mérida. Esta pequena cidade, fundada pelos romanos no ano 25 a.C., foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, em 1993. Considerada como uma pequena Roma espanhola, a povoação é calma, segura e cheia de pontos de interesse! Acreditem que vale bem a pena uma visita a esta antiga capital! 😉

São poucas horas de viagem! Saímos de Vila do Bispo por volta das 7h30 e chegámos ao hotel perto da hora do almoço. Deixámos lá a bagagem, almoçámos e começámos a explorar! 😁

Dia 1

  • Casa del Mitreo
  • Área Funerária de los Columbários
  • Praça de Touros
  • Junta da Estremadura
  • Loba Capitolina
  • Alcáçova Árabe
  • Ponte Romana
  • Templo de Diana

Dia 2

  • Anfiteatro e Teatro Romano
  • Centro Desportivo Tae Guk Kim
  • Museu Aberto de Mérida | Geomérita | Praemérita
  • Aqueduto de San Lázaro | Termas de San Lázaro
  • Circo Romano
  • Xenodóquio
  • Basílica de Santa Eulália | Hornito | Cripta
  • Aqueduto dos Milagres
  • Brasería Belloso
  • Museu Nacional de Arte Romana
  • Pórtico do Fórum
  • Área Arqueológica da Morería
  • Monumento a Octávio Augusto
  • Plaza de Santa María | Concatedral Metropolitana de Santa María la Mayor | Monumento de Homenagem à Semana Santa
  • Plaza de España | Palacio de La China

Dia 3

  • Restaurante São Pedro
  • Igreja Matriz de Portel
  • Estátua de D. Nuno Álvares Pereira
  • Castelo de Portel

Dia 1

O único alojamento que conseguimos reservar, porque a viagem foi pensada apenas dois dias antes, foi o Hotel Zeus! Tem uma boa localização, possui estacionamento gratuito e uma bomba de gasolina mesmo ao lado. Fica a uma curta caminhada do centro da cidade e de todos os outros monumentos.

O quarto, apesar de muito pequeno, tem todas as condições para uma noite bem passada, com varanda equipada com uma mesa e duas cadeiras. A insonorização é fraca e consegue-se ouvir tudo o que se passa nos quartos ao lado, mas a limpeza é impecável e o pequeno-almoço é bom e variado, com produtos de qualidade.

Hotel Zeus

A primeira paragem foi na Casa del Mitreo, que fica um pouco acima do hotel, e pertencia a uma abastada família romana. O espaço está muito bem organizado, proporcionando uma visita calma e com boas explicações.

Casa del Mitreo

Os quartos estavam ricamente decorados com mosaicos e pinturas murais, que apresentam um excelente estado de conservação. O mais importante é o Mosaico Cosmológico, que representa o Céu, a Terra e o Mar. 😊

Mosaico Cosmológico

A Casa del Mitreo dá acesso à Área Funerária de los Columbários. A entrada para essa zona faz-se passando por um espectacular caminho de ciprestes!

Passando para a Área Funerária…

A área é bastante interessante e extensa, com alguma informação facultada por placas espalhadas pelo local.

Área Funerária de Los Columbários

Aqui podemos ver duas tumbas de incineração a céu aberto, que pertenciam aos Voconios e aos Julios, duas das famílias mais importantes.

Tumbas de Incineração

Além de outros pormenores, podemos ver também o que resta dos Mausoléus destas duas famílias, que datam de 50-100 d.C. 

Mausoléus de Los Voconios e de Los Julios

Saindo daqui passámos pela bonita Praça de Touros, caminho que fizemos várias vezes. Apenas um café estava aberto, não sendo possível visitar o seu interior.

Praça de Touros

Aproveito para dizer que existe o bilhete geral de Mérida, que dá acesso a 5 monumentos. Mesmo que visitem apenas 3, já compensa. Pode ser adquirido em qualquer bilheteira, podendo ser assim comprado no primeiro monumento que visitarem! 😉

A cidade tem um património histórico impressionante e em todos os cantinhos há qualquer coisa para ver.

Passeando pela cidade…

Entretanto, de um momento para o outro, começou a chover intensamente. Não tivemos outro remédio a não ser procurar abrigo no sítio mais próximo, a Junta da Estremadura, que tem um bonito jardim que aproveitámos para conhecer. 😁

Na entrada da Junta… 😄

Quando a intensidade da chuva diminuiu continuámos o nosso caminho, passando pela Loba Capitolina. Foi doada pela cidade de Roma e é uma réplica da famosa escultura que representa a loba que alimentou os irmãos Rómulo e Remo. A França, o Brasil, o Japão e a Argentina são alguns dos países que também já receberam esta oferta.

Loba Capitolina

Quase em frente à rotunda, onde está a Loba, fica o acesso para a espectacular Alcáçova Árabe, que antes estava rodeada por um grande fosso. Logo à entrada passa-se por um fortim, onde podemos admirar o que resta da calçada principal da cidade. 😊

A calçada antiga!

A fortificação foi construída por Abderramão II, em 835, e tem vestígios romanos, visigodos e árabes.

Alcáçova Árabe

Não podem deixar de descer a escadaria que nos leva à incrível cisterna subterrânea, que filtra a água vinda do Rio Guadiana.

Cisterna

As muralhas da Alcáçova medem 2,70 m de largura e é possível subir a uma delas, de onde temos uma excelente vista do rio e da Ponte Romana.

Ponte Romana

Daqui voltámos para o hotel, onde trocámos de roupa e esperámos que parasse de chover.

Rotunda da Av. Reina Sofia, ao lado do hotel!

Quando o tempo melhorou, fizemos um passeio pela periferia da cidade. Acabámos por atravessar o Guadiana e seguir a sua margem esquerda, até o Parque de San António, que fica junto à Ponte Romana.

Durante o percurso pela periferia…

Em ambas as margens existem parques de lazer junto ao rio. Nesta margem, no outro lado da Ponte Romana, logo em frente ao Parque de San António fica o Parque de Las Siete Sillas! Na margem direita, existe um passadiço que acompanha sempre a água até ao grande Parque de La Isla, que fica em frente à ilha, já depois da Ponte Lusitânia.

Resolvemos então atravessar a Ponte Romana, em direcção à Alcáçova. Feita a partir de 25 a.C., é um dos cartões de visita da cidade e a maior ponte sobrevivente dessa época, com 62 arcos e 792 metros de comprimento. Vale muito a pena fazer o passeio e atravessar a ponte, quer de noite quer de dia, cercada pelos vários espaços verdes que têm sempre muita animação!

A meio da travessia…

Depois da ponte fomos novamente para o centro histórico, à procura de um local para jantar.

Regressando ao centro histórico…

Já de barriga cheia demos um passeio pela zona, que é bem animada e cheia de movimento. Fomos apreciando, entre outras coisas, a arte urbana da cidade.

Excelente trabalho!

É espectacular andar a passear pela cidade e, no meio das lojas, encontrar um Templo de Diana. Ao seu redor encontram-se algumas escavações e existem explicações em português, nas várias placas que rodeiam o templo e as ruínas que o cercam.

Templo de Diana

Depois do Templo, fizemos o caminho de regresso ao hotel. A noite estava boa e nada fria, parecendo incrível que tivesse chovido tanto, poucas horas antes.

Dia 2

A manhã do segundo dia, logo após o pequeno-almoço, começou com uma visita ao complexo onde ficam o Anfiteatro e o Teatro Romano.

O Anfiteatro foi inaugurado no ano 8 a.C. e tinha capacidade para cerca de 16.000 espectadores. Aqui eram realizados os combates entre gladiadores e as caçadas e lutas com animais selvagens.

Anfiteatro Romano

Vale a pena perder tempo a absorver todos os pormenores deste local, com as suas passagens, arcos e buraquinhos para espreitar!

Explorando o Anfiteatro!

Mesmo ao lado fica o magnífico Teatro Romano, que considero uma visita obrigatória. Foi construído, a pedido de Marco Agripa, entre os anos 16 e 15 a.C. e continua a ser palco de espectáculos, sendo aqui realizado anualmente o Festival de Teatro Clássico.

Teatro Romano

A sua plateia dividida em 3 secções, e onde se sentavam de acordo com o estatuto social, tinha perto de 6.000 lugares. O palco é lindo, com todas as suas colunas e esculturas que representam vários deuses e imperadores. Era fechado com uma parede de 30 metros de altura, existindo 3 corredores por onde entravam os actores. O corredor central, que se chamava Valva Regia, tem sobre ele a estátua da deusa Ceres.

O palco do Teatro Romano!

Não deixem o Teatro sem percorrer o jardim, que fica atrás do palco. Além de ser bem bonito tem várias peças interessantes, entre as quais estão as estátuas da família imperial, colocadas nos nichos que se encontram num dos muros que o cercam!

Jardim do Teatro Romano!

Terminámos a visita e fomos em direcção a um dos aquedutos da cidade. Pelo caminho, tendo ouvido barulho, por curiosidade entrámos no Centro Desportivo Tae Guk Kim. São várias as modalidades de combate que se ensinam neste espaço e o barulho vinha da aula que estava a decorrer no momento da nossa passagem! 😁

Centro Desportivo Tae Guk Kim

Ainda antes de chegarmos ao aqueduto fizemos uma paragem no Museu Aberto de Mérida. São duas as colecções que podemos visitar neste espaço: a Geomérita apresenta uma exposição com minerais, rochas e fósseis e a Praemérita tem uma mostra de armas, armaduras e outros artefactos antigos. Todos os objectos expostos foram encontrados na região, sendo também aqui promovidas algumas exposições temporárias.

Geomérita

Chegámos, finalmente, ao Aqueduto de San Lázaro. Tem quase 1 km de comprimento e perto dele podemos ver as ruínas de umas Termas Romanas.

Aqueduto de San Lázaro

Daqui seguimos até ao Circo Romano, que impressiona pela sua dimensão! As voltas na arena simbolizavam os meses do ano e as quatro equipas eram diferenciadas pela cor, representando as estações. Tem uma forma oval e merece uma visita, só para termos noção do que eram as corridas com quadrigas! 😊

Circo Romano

Iniciámos a caminhada para a Basílica de Santa Eulália, tendo passado pelo que resta do Xenodóquio. Foi construído no século VI, durante o reinado dos visigodos. Servia de albergue e hospital para os viajantes e para os pobres, fornecendo alojamento, comida e cuidados gratuitos.

Xenodóquio

A Basílica de Santa Eulália, apesar de não ser muito grande, tem muitos pormenores interessantes e que merecem ser vistos! Logo no acesso ao átrio, temos o Hornito. É um oratório dedicado a Santa Eulália e o seu pórtico foi feito com peças de mármore extraídas, no séc. XVIII, de um templo que os romanos tinham dedicado ao deus Marte e cuja localização original se desconhece.

Basílica de Santa Eulália

Tenham em atenção que apesar do bilhete para a Cripta estar incluído no passe-geral da cidade, não dá direito à entrada na Basílica, que se faz através de um acesso por dentro da cripta. Assim, antes de entrar, peçam logo o bilhete para a Basílica ou não a conseguirão visitar! 😉

Cripta de Santa Eulália

Passando pela cripta, onde pudemos ver inúmeras sepulturas e mausoléus de épocas distintas, entrámos no templo. O edifício actual foi construído no século XIII, no mesmo local, seguindo a mesma planta e aproveitando alguns materiais da basílica original, que era do século IV.

O magnífico tecto da Basílica!

O monumento seguinte foi o bonito Aqueduto dos Milagres. É uma zona muito sossegada e bastante agradável, com um enorme espaço verde onde se pode passear e descansar!

Durante o dia, e em algumas noites, fazem-se animações nesta zona. Quando chegámos estava um palco montado, com uma banda de originais a tocar. 😊

Aqueduto dos Milagres

Ainda existem cerca de oitocentos metros do aqueduto e algumas das suas torres têm vinte e sete metros de altura. No seu lado norte está um tanque, que era usado para depurar a água e que servia também de fonte!

Tanque de Depuração

Daqui fizemos o caminho de volta até ao centro, à procura de um lugar onde ainda nos servissem almoço. Entrámos na Brasería Belloso, onde fomos atendidos com muita simpatia, apesar de serem quase 15h. O Google informa que já não existe, infelizmente, porque as doses eram bem servidas e bem saborosas. Apresentavam muitos pratos tradicionais e muitos grelhados. Nós pedimos umas sopas e umas migas extremeñas, como entrada, que estavam uma maravilha.

Brasería Belloso

Muito satisfeitos, e de barriga cheia, fomos visitar o espectacular Museu Nacional de Arte Romana. 😊

Museu Nacional de Arte Romana

O tamanho do espaço e da colecção é impressionante! A quantidade e a qualidade das peças, assim como a sua conservação, são incríveis. Os mosaicos, a cerâmica, as esculturas, os simples objectos do quotidiano e as jóias usadas pelos romanos, a enorme cripta, tudo merece ser visto com atenção. O próprio edifício é fabuloso e é outra visita que considero obrigatória!

Uma das bonitas peças!

Terminada a visita, fizemos o caminho de regresso ao hotel para descansarmos da caminhada que, segundo a informação do telemóvel, foi de 42 km! 😅

Durante o percurso passámos ainda pelo Pórtico do Fórum. O seu revestimento era todo em mármore e foi construído durante o séc. I. Os seus muros tinham nichos, com estátuas de deuses e figuras relacionadas com a história de Roma e a família de Augusto.

Pórtico do Fórum

Tinham passado pouco mais de duas horas quando saímos do alojamento e fomos passear para a margem do rio. Percorremos novamente metade da Ponte Romana e olhámos outra vez para a Ponte Lusitânia, lamentando não haver tempo para lá ir.

Foi inaugurada a 10 de dezembro de 1991 e é uma obra de Santiago Calatrava. É bem bonita, com o seu design moderno e a sua iluminação à noite, existindo no centro uma fantástica passagem para peões. O seu nome é uma referência ao facto de Mérida, na altura conhecida como Emérita Augusta, ter sido a capital do território lusitano.

Na outra margem ficam o Parque das VII Sillas, que já tinha mencionado, e o Parque do Palácio de Congressos, locais que não conseguimos visitar.

Ponte Lusitânia

De qualquer modo, mesmo sem tempo para atravessar e explorar a margem esquerda, fomos seguindo o rio até à rotunda que fica junto à sua entrada, com o Monumento a Octávio Augusto.

Um pouco antes, parámos para observar a Área Arqueológica da Morería. É mesmo incrível a riqueza histórica desta cidade, com ruinas de muralhas e de villas romanas espalhadas por todo o lado. Podemos entrar na Área, para admirar melhor as calçadas e outros pormenores, embora do exterior também se consiga ver bem o local.

Área Arqueológica da Morería

O caminho de regresso foi feito pela Calle de San Salvador, que nos levou até à Plaza de Santa María. Esta praça liga com a Plaza de España e entre as duas fica a Concatedral Metropolitana de Santa María la Mayor.

Quase em frente à torre da catedral, de costas para a estrada, está o Monumento de Homenagem à Semana Santa. É uma curiosa estátua, que representa um devoto a esfregar um dos pés! 😄

Monumento de Homenagem à Semana Santa

A simpática Plaza de España, com a sua fonte, é um excelente local para petiscar e beber qualquer coisa. Foi isso que nós fizemos numa das esplanadas dos quiosques que existem, um em cada canto do seu quadrado central.

Nas ruas, ao seu redor, há vários restaurantes e bares. É também aqui que estão situados alguns bancos, um hotel de 5 estrelas e a Câmara Municipal. Não podem deixar de olhar para a maravilhosa fachada do Palacio de la China, um edifício de 1928 que, infelizmente, foi abandonado e colocado à venda.

Plaza de España

Estivemos aqui a relaxar durante umas horas, regressando depois directamente para o hotel.

Dia 3

No último dia não vimos nada em Mérida, ficando em falta uma passagem pelos Poços de Neve e pelo Arco de Trajano. Acordámos um pouco mais tarde e, depois do pequeno-almoço, abalámos de regresso ao Algarve. Pelo caminho resolvemos parar em Portel, para almoçar no Restaurante São Pedro.

Fomos atendidos com muita simpatia e os pratos tradicionais alentejanos, assim como as entradas e as sobremesas, tinham uma excelente apresentação e muito sabor. Adorámos as cestas do pão, feitas com rolhas de cortiça! 😁

A cesta do pão, no Restaurante São Pedro!

Depois do almoço, aproveitámos para conhecer a povoação. A nossa visita começou na Igreja Matriz, construída entre 1754 e 1766.

Igreja Matriz de Portel

Vista a igreja, decidimos subir até ao Castelo. Junto dele, e da Câmara Municipal, está a Estátua de D. Nuno Álvares Pereira. Também podemos ver, na mesma praça, a Igreja da Misericórdia.

Praça D. Nuno Álvares Pereira

O Castelo foi fundado por D. João Peres de Aboim, em 1261, tendo sido modificado por Francisco Arruda, durante o reinado de D. Manuel I.

Castelo de Portel

Na altura que o visitámos, apesar das muralhas e da torre estarem em excelente estado de conservação, achámos o interior muito degradado e com falta de manutenção, como se pode ver pelas imagens.

Parte do interior do Castelo!

Entretanto, segundo algumas notícias que li, o problema foi resolvido. Em 2021 o Castelo foi reabilitado e foi inaugurado um Centro de Interpretação no local, proporcionando aos visitantes informação sobre a sua história e as transformações que sofreu ao longo dos anos.

De qualquer modo, na sua muralha temos uma vista espectacular sobre a vila e toda a região. Vale a pena a visita! 😉

Vista de Portel, na muralha do Castelo.

Descendo de volta ao centro e ao carro, retomámos o caminho para casa, fazendo os 242 km que nos faltavam e uma paragem para jantar! 😊

Como digo sempre, espero que tenham gostado do Roteiro e que vos ajude a programar uma escapadinha ou, pelo menos, que sirva de inspiração. Qualquer dúvida que tenham é só deixar nos comentários, que tentarei ajudar no que for possível! Boas viagens para todos! 😉

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Aldeias Históricas – 3 dias

Em Outubro de 2021 resolvemos fazer uma escapadinha e ir conhecer algumas das Aldeias Históricas de Portugal… Monsanto, Sortelha e Belmonte foram as localidades escolhidas! No regresso a casa fizemos uma paragem para almoçar em Alter do Chão, que se revelou uma verdadeira surpresa já que não fazíamos ideia do rico património existente nesta vila que merece, sem dúvida, uma visita. 😍

Fomos, mais uma vez, cinco pessoas num carro e a base foi feita no Monsanto GeoHotel Escola, reservado através do Booking. Os quartos, a cama, a casa de banho e os produtos de higiene disponíveis são excelentes, havendo muita limpeza e conforto. Não existe estacionamento no hotel, mas o carro pode ser deixado no Baluarte ou ao lado da Igreja Matriz, que ficam a poucos metros! 😉

Monsanto GeoHotel Escola

Chegámos a Monsanto por volta das 15h30, fazendo uma paragem para almoço, e depois de instalados começámos a nossa exploração. 😊

Aqui fica o que vimos:

MONSANTO

SORTELHA

BELMONTE

ALTER DO CHÃO

Monsanto

A primeira coisa que nos despertou a atenção, assim que saímos do hotel, foi a Gruta! Criada no espaço livre entre duas rochas, já foi um abrigo e uma furda, sendo hoje uma curiosidade turística. Tem uns banquinhos de pedra dentro, onde podemos descansar à sombra! 😁

Gruta

Não posso falar de Monsanto sem mencionar as Marafonas, que se encontram à venda pelas ruas. São as bonecas típicas da região, feitas a partir de uma cruz. Estão associadas ao culto da fertilidade e costumam ser metidas debaixo da cama dos recém-casados. Como não têm olhos e boca, não podem ver nem contar nada do que se passa! 😆

As Marafonas de Monsanto!

O objectivo deste dia era conseguir explorar ao máximo esta bonita povoação que ganhou o título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e passou a ser considerada Aldeia Histórica, em 1995.

Uma das vistas que temos, durante o passeio pela aldeia.

Quero avisar que a subida ao Castelo não é acessível para todos. A caminhada é cansativa e pode tornar-se difícil!

Cruzeiro por onde passámos, durante a subida.

A dificuldade da ‘escalada’ é compensada pela magnífica vista que vamos tendo, pela beleza das casas e por todos os cantos onde podemos espreitar.

Quase a chegar ao Castelo…

Sem querer tivemos sorte em conseguir visitar a fortificação pois na recepção do alojamento disseram que, a partir do dia seguinte (sábado), o local seria fechado temporariamente. Durante todo o fim-de-semana foi montado o material necessário para a realização da Guerra dos Tronos e a partir de segunda-feira a aldeia ficou totalmente encerrada, durante um mês, enquanto decorreram as filmagens da série.

No Castelo, com o material para a série já a ser montado.

O Castelo de Monsanto, obra dos Templários, foi remodelado várias vezes sendo a sua forma actual o resultado de um restauro, realizado entre 1940 e 1950. Dentro dele fica a Capela de Santa Maria, que estava fechada no dia da nossa visita.

O meu pai, sentado na muralha a descansar e a apreciar a vista! 😁

Depois da Torre Perimetral, por trás do meu pai, está a Porta Falsa. Também conhecida por Poterna, ou Porta da Traição, é uma porta secundária disfarçada que era comum nos castelos e que permitia sair para atacar o inimigo, em caso de cerco, ou apenas para sair sem chamar as atenções.

Porta Falsa

No centro da fortificação existe um poço conhecido por Cisterna, apesar de não o ser. Serviu, de qualquer modo, para abastecer a população do Castelo.

A Cisterna, ao centro!

É possível subir à parte da muralha onde está o marco geodésico, como podem ver na fotografia da Cisterna. Acreditem que vale a pena, pois é de onde se tem uma das melhores vistas sobre toda a região. 😊

Parte da vista a partir da Muralha!

Já no lado de fora do Castelo, está o que resta da Capela de São João. Pouco ou nada se sabe deste templo, que se pensa que poderia já existir no século XVI e ter funcionado até ao século XVIII.

Capela de São João

Outro das coisas que não se podem deixar de ver são as sepulturas antropomórficas que se encontram na Necrópole de São Miguel, em redor das ruínas da capela com o mesmo nome!

Capela de São Miguel

Estas sepulturas eram escavadas nas rochas, com o tamanho do corpo que iria aí ser depositado. Achei curioso eles delimitarem sempre o espaço para a cabeça, sem falar no trabalho que tinham para as fazer! Magnífico! 😊

Uma das sepulturas!

Também aqui fica a Lage das 13 Tigelas, que são na realidade 14! Estas covas são associadas, por alguns autores, a um qualquer tipo de santuário ancestral, apesar da sua formação ser natural e corresponder a um fenómeno geológico conhecido como meteorização química.

O povo, por sua vez, puxando pelo seu imaginário, criou uma lenda para esta rocha. A sua origem foi assim atribuída a uma senhora nobre, com posses, que usava as cavidades para servir sopa aos pobres. Isso fez com que também ficassem conhecidas como ‘As Tigelinhas da Fidalga‘! 😊

As Tigelinhas da Fidalga

Descendo de volta para a aldeia, parámos nas Furdas. Estas eram as antigas pocilgas da população, que seguiam um modelo tradicional da região e eram muitas vezes circulares, de paredes em pedra e cobertas com uma falsa cúpula.

Furdas

Logo a seguir passámos por aquela que é a construção mais fotografada de Monsanto, apesar de existirem mais com estas características… é a fantástica ‘Casa de Uma Só Telha‘!

Casa de Uma Só Telha

Continuando a descida, sentindo já alguma sede, fomos seduzidos pelas bebidas da Taverna Lusitana, um dos bares da terra.

Taverna Lusitana

Muita simpatia, curiosa decoração e uma excelente esplanada, com uma vista formidável! Recomenda-se! 😉

Pormenor da decoração da Taverna Lusitana!

Muito perto do bar, fica outra das formidáveis casas de Monsanto. Esta foi construída entre duas rochas.

Outra das incríveis casas da aldeia!

Entretanto, continuando o nosso passeio fomos levados a um miradouro por uma senhora, já com uma idade avançada, a quem pedimos informações e que fez questão de nos mostrar o local. Para lá chegarmos tivemos de subir para uma pedra, que nos deixou ao nível dos telhados! 😊

A bonita vista deste miradouro ‘surpresa’!

Também deste local conseguimos ver a esplanada do Restaurante ‘Petiscos e Granitos’, onde fizemos uma das nossas refeições.

Esplanada do ‘Petiscos e Granitos’.

Quando passearem por Monsanto, percam-se nas ruas e estejam atentos aos pormenores. Há sempre recantos interessantes para descobrir e que tanto podem ser um relógio de sol numa fachada, um cruzeiro ou um santo numa rocha! 😊

Relógio de Sol

Durante a caminhada passámos ainda pela Casa do Carrasco, que tem uma caveira com duas tíbias na ombreira da porta!

Casa do Carrasco

Seguimos o nosso caminho até à Torre do Lucano (ou do Relógio). Esta antiga torre sineira ostenta uma réplica do Galo de Prata, recebido por Monsanto quando foi nomeada a ‘Aldeia Mais Portuguesa de Portugal’.

A torre encontra-se neste momento encerrada para visitas, depois de alguns ‘turistas’ terem decidido roubar peças de arte sacra. 😞

Torre do Lucano

Não conseguimos ver o interior da Torre, mas ao regressarmos ao hotel reparámos que estava a sair um grupo de pessoas da Igreja Matriz e fomos perguntar se podíamos entrar. 😁

Igreja Matriz

Aproveito para dizer que não se esqueçam de olhar para a Fonte Ferreiro, que está na rua que fica ao lado direito do templo e onde se obtém a água de uma nascente, que ali vai sendo decantada e depositada.

Fonte Ferreiro

Aproveitámos assim para conhecer a Igreja Matriz (ou de São Salvador), que é bem bonita e merece a visita.

Interior da Igreja Matriz de Monsanto.

O conjunto do altar principal e das suas capelas laterais está fabuloso e é de salientar a bonita rosácea desta igreja, bem como os restantes vitrais, que são um trabalho magnífico.

Rosácea da Igreja Matriz.

Daqui fomos para o hotel, onde descansámos uns minutos antes de irmos jantar. No dia seguinte, depois de um bom pequeno-almoço, abalámos a caminho de Sortelha.

Sortelha

A nossa primeira paragem, nesta segunda aldeia histórica, foi na Torre do Relógio. Esta torre de granito, com 7,70m de altura, foi construída em 1973 e é um excelente miradouro.

Começando a subida até à Torre…

A obra foi feita por Joaquim Reis, a pedido da população de Sortelha e tem a particularidade de não ter relógio num dos lados. Isso deve-se ao facto da população, que vive dentro da muralha, não ter contribuído para a realização da empreitada! 😆

Os meus pais na Torre do Relógio!

Daqui obtivemos uma excelente vista do Castelo, para onde fomos a seguir. 😉

Vista para o Castelo, no Miradouro da Torre do Relógio.

Estacionado o carro perto das muralhas, e ainda antes de entrarmos para dentro delas, resolvemos ir procurar a famosa Cabeça da Velha.

Esta é uma das curiosidades naturais de Sortelha. Se observarem bem vêem que até o pormenor do olho parece ter… e o nariz, a boca e o queixo estão perfeitos! 😍

Cabeça da Velha

Entrámos depois para dentro das muralhas do Castelo, que está classificado como Monumento Nacional, desde 1910.

Castelo de Sortelha

Andámos a explorar o local, tendo entrado num estabelecimento local para comprar umas águas e umas recordações, terminando assim a nossa curta visita a Sortelha. Não chegámos a ir ao centro da aldeia e muita coisa ficou por conhecer. O ideal seria um dia inteiro para cada uma destas localidades e esta terá de ter uma segunda visita, com mais tempo.

Iniciámos então o nosso trajecto até Belmonte, que nos fez passar por vários pontos interessantes. Um deles foi o complexo das Termas Radium, com o seu luxuoso hotel abandonado. Achámos que não valia a pena o desvio e o esforço de lá chegar, por termos pouco tempo, e por isso foi visto apenas da estrada. Pelo que sei há planos para uma revitalização do lugar.

Além disso, pelo caminho, vamos sempre encontrando rotundas bem engraçadas e bonitas intervenções com peças artísticas e decorativas.

Uma das intervenções que se encontram à beira da estrada.

Não consigo resistir a deixar aqui uma das fantásticas rotundas por onde passámos, com um pastor, o seu rebanho de ovelhas e os seus cães. Excelente ideia e excelente trabalho mas, infelizmente, não me lembro em qual das povoações estava. 😁

Rotunda do Pastor e seu rebanho.

Belmonte

Chegados a Belmonte, já com uma certa fome, decidimos ir almoçar ao Restaurante Brasão, que tem uma estátua do Zeca Afonso na esplanada. Recomenda-se a comida e o serviço, que foi feito com muita simpatia e boa disposição. 😉

Estátua de José Afonso, na esplanada do Restaurante Brasão!

Depois do almoço, o nosso ponto de partida para o percurso na aldeia foi o Largo do Pelourinho, onde ficam os Antigos Paços do Concelho, É um bonito edifício, com um relógio e um sino, que está documentado desde o século XV.

Antigos Paços do Concelho, com o Pelourinho ao centro.

Esta é a terra natal de Pedro Álvares Cabral e é um dos maiores centros judaicos do nosso país, tendo inclusive um museu dedicado a essa religião, uma rádio e uma sinagoga!

Assim, o primeiro a ser visitado foi o Museu Judaico onde podemos ver peças da Idade Média ao séc. XX, utilizadas por judeus e cristãos-novos no quotidiano ou nas práticas religiosas.

Museu Judaico

Continuando o nosso percurso, fomos visitar o Ecomuseu do Zêzere. Trata-se de um pequeno museu que nos permite acompanhar o percurso do rio Zêzere, desde a nascente até à foz, dividido por várias zonas. Na apresentação de cada zona constam os elementos da fauna e flora que lhe são mais característicos. 

Ecomuseu do Zêzere

O bilhete que comprámos dava-nos acesso a quase todas as atrações da aldeia. O próximo a ser visitado foi o Museu à Descoberta do Novo Mundo, que é focado nos descobrimentos portugueses e no desenvolvimento do Brasil!

Uma das salas do Museu à Descoberta do Novo Mundo.

Foi habitação da família Cabral e é um espaço interativo, bastante divertido e com muito para ver! 

A minha tia, numa das celas destinadas aos escravos brasileiros.

A caminho do próximo museu, passámos por um mural da autoria de Rosarlette Meirelles, criado durante a pandemia!

Mural de Rosarlette Meirelles.

O Museu do Azeite, o último a ser visitado, está instalado num antigo lagar! Neste pequeno espaço podemos ver toda a maquinaria necessária para a transformação da azeitona em azeite. 

Museu do Azeite

Daqui fizemos o caminho de volta até ao centro da aldeia e fomos para a zona do Castelo, onde começámos por admirar as Capelas de Santo António e do Calvário. São dois pequenos edifícios, um do séc. XV e o outro do séc. XIX, que fazem um espectacular enquadramento com a fortificação e com a Igreja de Santiago.

Capelas de Santo António e do Calvário

O passo seguinte foi entrar no Castelo de Belmonte, que serviu vários anos como residência da Família Cabral, até ser destruído por um incêndio. Isso fez com que mudassem para a casa que é hoje o Museu à Descoberta do Novo Mundo, onde estivemos antes! No séc. XVII foi restaurado e voltou a ser usado com fins militares!

À sua direita está a Cruz de Madeira de Pau Brasil. Foi oferecida por Juscelino Kubitschek de Oliveira, nos anos cinquenta, quando era presidente do Brasil e é uma réplica da que foi mandada erguer por Cabral, na primeira missa celebrada em terras brasileiras.

Castelo de Belmonte

Vale a pena visitar o seu interior e subir às muralhas, de onde se obtém uma espectacular vista da região.

Parte da vista, nas muralhas do Castelo.

No lado de fora do Castelo podemos ver ainda a Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais. Junto deles fica a bonita Torre Sineira, construída em 1860.

Torre Sineira

A Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais formam um conjunto classificado como Monumento Nacional. A Capela dos Cabrais foi edificada em 1433, pelos pais do descobridor e aqui estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral e outros membros da sua família!

Panteão dos Cabrais

Numa praça, por baixo da Igreja e do Panteão, vimos ‘A Prensa‘. Esta peça está relacionada com uma lenda local que nos diz que um dos senhores de Belmonte resistiu a uma chantagem, preferindo assistir ao esmagamento da filha numa prensa a entregar o castelo ao inimigo! 😱

A Prensa!

Em Colmeal da Torre, a poucos quilómetros de Belmonte, fomos ver Centum Cellas, um dos monumentos mais misteriosos da região! 😊

Ao longo dos anos têm sido várias as teorias e interpretações apresentadas pelos especialistas que o têm estudado. Templo, prisão, villa romana e albergaria para viajantes são algumas das hipóteses para esta construção, que se pensa ser do séc. I d.C. A torre tinha 2 andares e no local são visíveis vestígios de outras estruturas! 😍

Centum Cellas

Daqui voltámos para Monsanto, pensando em visitar Penha Garcia no dia seguinte. Infelizmente, a meio da noite, começou a chover intensamente. A chuva continuava de manhã e uma das colaboradoras do hotel, sabendo dos nossos planos, informou-nos que tinha vindo de lá perto e que não valia a pena irmos, pois o nevoeiro não nos permitiria ver nada. Ela própria tinha demorado mais uma hora do que era normal, mesmo por causa disso.

Assim, depois do pequeno-almoço, esperámos que a chuva e o nevoeiro acalmassem o suficiente para vermos a estrada e começámos o regresso a casa. Durante o caminho, aproximando-se a hora de almoço, resolvemos fazer uma paragem em Alter do Chão.

Alter do Chão

Como disse na introdução, esta paragem em Alter do Chão foi uma óptima decisão e uma excelente surpresa. Assim que chegámos ao centro, à procura de um lugar para estacionar e de um restaurante, vimos o bonito Castelo!

Achado o lugar para o carro fomos verificar o horário, para termos a certeza que o poderíamos visitar após a refeição. 😊

Castelo de Alter do Chão

Enquanto procurávamos um dos 3 restaurantes, que nos foram indicados por uma simpática senhora, entrámos na Igreja Paroquial de Alter do Chão (Igreja da Nossa Senhora da Assunção).

Igreja da Nossa Senhora da Assunção

Depois de almoçarmos no pátio interior do Restaurante ‘O Éden’, que recomendamos pelo rápido serviço, simpatia e qualidade da comida, passámos por este mural! 😍

Mural, perto do restaurante ‘O Éden’.

A primeira visita da tarde foi ao enorme e bonito Jardim do Álamo, que pertence ao Palácio com o mesmo nome, apesar de poder ser visitado independentemente. A entrada é livre!

Uma das máquinas que se podem ver no Jardim!

A seguir, logicamente, fomos para o Palácio do Álamo, que merece mesmo ser conhecido! São várias as salas que podem ser vistas, desde a Sala de Música, passando pela Sala de Chá, até à Sala de Fumo, sendo também possível uma subida ao sótão.

Adorei a Sala dos Potes, onde armazenavam a comida que era em parte usada como pagamento aos trabalhadores do local! 😊

Sala dos Potes

O Palácio apresenta exposições de vários tipos, tendo o percurso bem assinalado e a descrição do que estamos a ver. É de salientar a simpatia das operadoras turísticas, quer aqui quer no Castelo, que nos explicaram tudo o que era necessário para a visita, incluindo o contexto histórico, algumas curiosidades e outra informação pertinente! 

Foi construído em 1649 e pertenceu quase sempre à mesma família! O interior mantém a estrutura original, bem como algum mobiliário, que vamos vendo durante o percurso. Os tectos e algumas das paredes também merecem uma boa observação!

Uma das salas do Palácio!

O último local que visitámos, em Alter do Chão, foi o primeiro que vimos ao chegar à localidade. O Castelo é citado a partir do séc. XIII e a sua forma actual remonta ao reinado de Pedro I, que ordenou a sua reconstrução em 1357, de acordo com a placa de mármore sobre o portão principal.

Visitando o Castelo…

Em excelente estado de conservação, esta fortificação é Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910.

O interior do Castelo, visto da sua torre mais alta!

Durante a visita podemos percorrer toda a muralha e subir à Torre de Menagem, com 44 metros de altura, de onde se obtém uma espectacular vista sobre a vila.

Parte da vista que temos da Torre!

Depois do Castelo, demos mais uma voltinha por Alter do Chão. É uma povoação calma, bonita e com muitas coisas interessantes para ver. O edifício da Câmara Municipal é um exemplo disso, com a sua torre com o sino e o relógio! 😊

Câmara Municipal de Alter do Chão

Antes de regressarmos ao carro ainda passámos pelo Chafariz Quinhentista. Foi mandado construir por D. Teodósio I, Duque de Bragança. É Imóvel de Interesse Público desde 1974 e está datado de 1556.

Chafariz Quinhentista

Foi com muita pena, mas bastante satisfeitos com esta tarde turística inesperada, que entrámos na viatura para fazer os 357 km que nos faltavam até casa. Ficou a vontade de voltar para conhecer melhor esta parte do nosso lindo país, que tem sempre qualquer coisa nova para descobrir e que merece muitas ‘escapadinhas’! 😉

Como digo sempre, qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Espero que a descrição do nosso passeio ajude na preparação do vosso ou que, no mínimo, desperte o apetite para um percurso por terras lusitanas! Boas viagens! 😊

Publicado em Países Baixos

Amesterdão – O que visitar!

Foram várias as viagens que fiz a Amesterdão, tendo sido a mais pequena de apenas 5 dias… todas as outras tiveram uma duração superior a uma semana. A primeira foi em 2014 e a última em Novembro de 2019. Quero salientar que ainda não conheço tudo, pois há sempre algo mais para ver e descobrir nesta cidade!

Caso a pensem conhecer e, apesar de Amesterdão ser linda em qualquer altura, se quiserem aproveitar e ir a Keukenhof ver o famoso parque das flores, terão de o fazer entre o final de Março e o princípio de Maio. Todos os anos as tulipas são plantadas de acordo com um tema diferente e vale bem a pena! 😉

Este não vai ser um ‘Roteiro’ diário, como costumo fazer, mas irei dividir as atracções por zonas, ilustrando a descrição dos lugares e dando algumas dicas que possam haver sobre o local. Todas as fotos foram tiradas com telemóvel e como foram várias as viagens, e uma pessoa vai mudando de aparelho, peço desculpa pela fraca qualidade de algumas das imagens! 😁

O que visitar:

Perto de Amesterdão:

  • Zaanse Schans | Honig Breethuis | Bezoekerscentrum Cacao de Zaan | Museum Zaanse Tijd (Museum van het Nederlandse Uurwerk) | Museumwinkel Albert Heijn | Specerijmolen De Huisman | Verfmolen De Kat | De Zoeker | De Schoolmeester | Het Jonge Schaap | Quinta do Queijo Catharina Hoeve | Bakery Museum ‘The Gecroonde Duyvekater| Weaver’s House | Zaans Museum | Kooijman Souvenirs & Clogs – Klompenmakerij (Museu das Socas) | Tiemstra’s Kuiperij

Todas as viagens que fiz para Amesterdão foram pela easyJet, a partir de Lisboa, sendo a hora da chegada ao Aeroporto de Schiphol sempre perto da meia-noite. Para chegar à cidade a maneira mais fácil é apanhar o comboio que nos deixa na Central Station. O preço do bilhete deve andar perto dos 10€ e pode ser comprado nas máquinas automáticas… o trajecto dura cerca de 25 minutos.

Entrada do Aeroporto de Schiphol.

O alojamento na cidade foi sempre conseguido através do Airbnb, tendo ficado as últimas duas vezes na mesma casa. É uma bonita mansão histórica, com um Relógio de Sol na fachada e fica em frente à Nieuwe Amstelbrug, uma ponte que atravessa o rio Amstel. Acrescento, como curiosidade, que devido ao relógio o edifício é um pokéstop, fazendo parte do famoso jogo Pokémon Go. 😁

A nossa casa!

Está situada entre dois parques, o Oosterpark e o Sarphatipark, e muito perto do Albert Cuyp Market, um mercado de rua de visita obrigatória. Falarei dele mais à frente. 😉

O terraço da casa onde ficámos!

Amesterdão foi a cidade onde vi mais bicicletas! Há estacionamentos com centenas delas e estão espalhadas por todo lado. Caso se sintam com coragem aluguem uma e, nem que seja durante apenas umas horas, passeiem pela cidade ou por um dos parques, o que talvez seja mais seguro. Tenham cuidado e olhem para todos os lados. Mesmo os peões têm de estar sempre atentos, não se vá dar o caso de estarem a caminhar numa ciclovia. Os holandeses apitam, mas não param! 😆

Uma das curiosas bicicletas que se vão encontrando pela cidade!

A cidade tem uma excelente rede de transportes, caso não queiram andar a pé ou de bicicleta. Usei o tram (eléctrico) algumas vezes, mas o transporte mais utilizado foi o metro, que cobre os pontos mais importantes. As estações são bonitas e seguras.

Uma das estações de metro!

Vondelpark

Em relação aos parques, um dos mais conhecidos é o Vondelpark! É enorme e óptimo para passear a pé ou de bicicleta, fazer um piquenique ou passar umas horas relaxado. É muito fácil de localizar, estando uma das suas entradas assinalada com a Maid Of Amsterdam, uma estátua que representa uma mulher sentada, com o brasão da cidade.

São vários os lagos, cheios de patos e outros pássaros que se encontram na área, bem como algumas esculturas e diversões para os mais pequenos… um bom local para descansar, no meio do verde e passar umas horas com a família ou com os amigos! Tem dois ou três cafés, parque infantil, um anfiteatro, campos de jogos e fica muito perto de outro parque também bom para passear, o Rembrandtpark.

Vondelpark

Het Amsterdams Lyceum

Na primeira vez que visitei o Vondelpark saí por uma das portas laterais e fui ao Het Amsterdams Lyceum. É a escola secundária mais antiga do país! Foi fundada em 1917 e tem uma área envolvente bem bonita e agradável, com várias esculturas e recantos engraçados, integrando algumas ruas de vivendas com características diferentes das que se encontram no resto da cidade.

Liceu de Amesterdão

É atravessado por um canal, rodeado por árvores e espaços ajardinados, o que lhe dá um ar de bairro mais típico.

Noorder Amstelkanaal

Monument Indië-Nederland

Passando a ponte, depois do Liceu, encontra-se o Monument Indië-Nederland. Consiste numa pequena praça, com um lago onde fica a estátua que simboliza a relação entre os Países Baixos e a Indonésia. Foi inaugurado em 1935 e tem sido várias vezes alvo de vandalismo e de protestos. Já foi danificado por bombas duas vezes, já foi pintado e já teve elementos que foram roubados e nunca mais recuperados. Ao longo do tempo foram feitas algumas mudanças no monumento, que só ganhou este nome em 2004.

Por trás fica o Sportpark Olympiaplein, um dos maiores parques desportivos da cidade. Começou a ser construído em 1926 para os Jogos Olímpicos de Amesterdão, realizados em 1928, e além de pistas de atletismo e campos de jogos, tem um espectacular parque de skate. 😊

Monument Indië-Nederland

Este monumento e o liceu não são nada de imperdível ou de visita obrigatória, mas são uma boa opção para quem gosta de andar pela cidade e ver coisas menos turísticas, que não deixam de ser bonitas e interessantes. 😉

Passeando pela zona…

Museumplein

Muito perto desta zona fica Museumplein, a bonita e movimentada Praça dos Museus da cidade.

Um dos lados da Museumplein!

A escolha do que queremos ver aqui torna-se difícil, já que existem museus com as mais variadas temáticas. Na imagem acima está o Stedelijk Museum, que apresenta peças de design e de arte contemporânea.

Além de termos exposições para todos os gostos, é também nesta parte da cidade que fica a Concertgebouw, uma bonita sala de espectáculos onde podemos entrar e beber um café ou comer qualquer coisa, mesmo que não se queira assistir a nenhum concerto.

Concertgebouw

No outro extremo da praça fica o gigantesco Rijksmuseum, o Museu Nacional dos Países Baixos, que ocupa um imponente edifício do séc. XIX e tem uma extensa colecção dedicada à arte e história do país. Tem um pequeno jardim, com algumas esculturas e era em frente dele que estavam as famosas letras ‘I amsterdam‘, que entretanto foram colocadas noutro local. À sua frente fica também a pista de gelo, montada durante o Inverno, com uma ponte que a atravessa e uma fantástica iluminação nocturna!

O Rijksmuseum, com as letras e a pista de gelo.

Visitei o Museu Van Gogh, que recomendo a todos os que gostam de pintura e do trabalho deste artista. É a maior colecção mundial de obras deste pintor, além de apresentar várias curiosidades sobre a sua vida. Podemos, por exemplo, ver as texturas das tintas e como ela as fazia, usando muitas vezes insectos e flores!

Uma das paletas e tubos das tintas usadas por Van Gogh!

Inaugurado em 2016, o Museu Moco ocupa a Villa Alsberg, uma mansão projectada por Eduard Cuypers, em 1904. Foi uma das primeiras residências da Museumplein e hoje em dia é um museu de arte moderna e contemporânea, com grande destaque para a ‘arte de rua’. Apresenta obras de Banksy, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat e Jeff Koons, entre outros, promovendo também algumas exposições temporárias!

Foto tirada à entrada do Museu!

É também nesta zona que podemos visitar a House of Bols – The Cocktail & Genever Experience, onde podemos conhecer melhor a história desta marca, provar o gin e criar um cocktail. Existe ainda o Diamant Museum Amsterdam (Museu do Diamante), que apresenta réplicas de algumas peças e um pouco da história do seu comércio nos Países Baixos. Não visitei nenhum dos dois, por isso não vos consigo dizer se valem ou não a pena! 😁

Heineken Experience

Saindo da Museumplein, passando por baixo dos arcos que formam um túnel e atravessam o Rijksmuseum, é só virar à direita e acompanhar o canal até chegar à Heineken Experience. É um museu sobre a história desta marca de cerveja e dispõe de áudio-guia em português!

Uma das salas da Heineken Experience!

É uma experiência bastante interessante e interactiva, que recomendo sem hesitar! Podemos ver as cavalariças antigas, compreender o processo de fabrico da cerveja e quais os ingredientes usados, aprender a tirar uma imperial e beber uma ou duas no final da visita. Temos ainda a oportunidade de mexer e de provar o mosto e de criar uma garrafa como recordação, escrevendo o que quisermos no rótulo. 😊

Mexendo o mosto…

Uma das partes mais divertidas foi um filme em 4D, onde sentimos na pele o que sofre uma garrafa no processo de engarrafamento. São vários os locais para as selfies, havendo até uma viagem virtual de bicicleta pela cidade… que nós fizemos e que podem ver aqui, juntamente com outros vídeos deste roteiro, na secção de Shorts de Viagens! 😅

Albert Cuyp Market

A partir da Heineken é muito fácil chegar ao Albert Cuyp Market, um mercado de rua que começou em 1905 e que é o maior dos Países Baixos.

Aqui podemos encontrar de tudo à venda, quer nas barracas quer nas lojas que ficam por trás delas. Há chocolates com formas eróticas, fruta, carne, peixe, sumos naturais e granizados, electrodomésticos, ferramentas, roupa, sapatos, flores e recordações de todo o tipo.

Uma das entradas do Albert Cuyp Market.

O que leva muita gente a este mercado, e que faz com que seja tão conhecido, é a sua comida. Vim aqui várias vezes, apenas para um pequeno-almoço tardio, almoçar ou lanchar. São muitos os pontos em que nos deixam provar algo, gratuitamente, e algumas das suas ‘barracas’ já são famosas, como é o caso do Benny’s Chicken, com todas as suas delícias de frango. Comam umas asinhas, umas coxas ou uma das saborosas sandes e provem o molho de amendoim… uma maravilha! 😊

A banca do milho!

É aqui que vos aconselho a provar as Stroopwafels, umas irresistíveis bolachas tradicionais que são preparadas à nossa frente e servidas quentes. São vários os locais que as vendem no mercado, sendo feitas de vários tamanhos e recheadas com calda de açúcar e canela, com chocolate ou com caramelo, entre outras escolhas tentadoras. Os primeiros indícios da sua existência datam de 1784, embora a primeira receita conhecida seja de 1840. É obrigatório experimentar! 😁

Cá estou eu a encher a barriguinha… as melhores que comi foram as desta carrinha! 😉

Sarphatipark

Caso vos apeteça passear mais um pouco, duas ou três ruas depois do Mercado fica o Sarphatipark, que já tinha referido mais acima. Este é um pequeno parque onde não se pode andar de bicicleta e tem alguns monumentos e lagos. Tem ainda um espaço infantil de aventura e uma área para cães, onde os donos podem deixá-los à vontade e brincar com eles.

Lago no Sarphatipark.

Andando pela cidade, percorrendo os bairros mais afastados dos principais pontos turísticos, vão-se sempre descobrindo alguns pormenores curiosos e engraçados. Um exemplo disso são os jogos, monumentos, homenagens e esculturas que se vão encontrando em algumas ruas ou praças menos conhecidas.

Jogo na calçada!

Max Euweplein

Se ao sairem da Museumplein, pelo Rijksmuseum, virarem para o lado esquerdo seguindo o canal, irão chegar à Hein Donnerbrug que fica em frente à Maid Of Amsterdam, uma das portas do Vondelpark que já referi anteriormente. Basta atravessar esta ponte para entrar na Max Euweplein. É nesta praça que está o Hard Rock Café, entre outros bares, restaurantes e algumas lojas de roupas e de recordações. É, já agora, também neste canal que podem encontrar algumas das companhias que promovem passeios de barco.

O Holland Casino Amsterdam fica aqui perto, assim como a Rembrandts Amsterdam Experience, no lado oposto, que dizem ser fantástica mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de fazer.

O nome da praça deve-se a um grande jogador de xadrez nacional, que foi campeão mundial. O Chess Museum, fica num edifício que era uma antiga prisão, usada pelos nazis para torturarem membros da resistência holandesa. Hoje em dia conta a história deste jogo e deste mestre. Nunca visitei o museu, mas passei muitas vezes na praça, que era o antigo pátio da prisão e onde existe um tabuleiro de rua, que está sempre a ser usado e tem, geralmente, fila de espera. A ideia está espectacular!

O tabuleiro da Max Euweplein!

Leidseplein

Quase colada à Max Euweplein fica a Leidseplein, uma das praças mais movimentadas e uma conhecida zona de diversão nocturna. É aqui que está o Internationaal Theater Amsterdam, um teatro bem bonito, por dentro e por fora. Ao passearem por aqui, lembrem-se de olhar para os ramos das árvores. Num deles está uma pequena escultura, de um lenhador. Não consegui saber quem foi o autor, mas achei formidável. Excelente trabalho e excelente enquadramento! 😊

O Lenhador!

Amesterdão é uma cidade muito cara e isso nota-se bem nesta zona, que é considerada por muitos locais como uma ‘armadilha para turistas’! The Bulldog, que existe desde 1974 e é a coffeeshop mais antiga da cidade, pode ser aqui visitada. Aviso já que é um espaço pequeno e superlotado. Caso queiram experimentar um destes cafés, fujam desta zona e procurem um que seja afastado das avenidas principais. 😉

Um dos bares que visitei, nesta praça, foi o The Waterhole. Tem espectáculos de música ao vivo e os instrumentos musicais, espalhados por todo o lado, são o elemento principal da sua decoração. Possui mesas de snooker, um ambiente muito acolhedor e a sua própria marca de cerveja.

A cerveja do The Waterhole.

Se quiserem uma refeição rápida, nesta zona há McDonald’s, Burger King, Wok to Walk e Starbucks, entre outras opções do género.

Foi aqui que encontrei um destes estabelecimentos, bem engraçado, curioso e original. Eu pelo menos, não conhecia nenhum! A FEBO Amsterdam é uma cadeia de snack-bares, fundada em 1941, que se tornou de venda automática em 1960. Os produtos são apresentados já feitos, dentro de uns pequenos fornos onde só temos de colocar as moedas, para abrir e tirar a comida quente! Os seus alimentos têm a particularidade de nunca serem congelados, sendo sempre preparados frescos. Já experimentei alguns dos seus famosos croquetes, que são de vários tipos, e gostei. Os hambúrgueres e os gelados também são bons! 😁

Febo, venda automática de comida!

Bloemenmarkt

A partir da Leidseplein podem começar a subir a Leidsestraat, uma avenida repleta de todo o tipo de comércio e com muito movimento. Depressa chegam ao Singel, um canal com alguns pontos de interesse em ambas as margens. Logo antes da Koningsplein, virando à direita, encontram o Bloemenmarkt. Foi fundado em 1862 e é o único mercado flutuante do mundo, dedicado apenas à venda de flores.

Bloemenmarkt

Museu da Tortura

Na outra margem, fica o Museu da Tortura. Tem uma colecção bastante pequena, em relação a outros espaços que já visitei com esta temática, mas está muito bem documentada e conservada. De qualquer modo, é impressionante ver os objectos usados e os tipos de tortura aplicados. Vale a pena, apenas para quem nunca viu nenhuma exposição do género! 😊

Museu da Tortura

Munttoren

Continuando pelas margens do Singel, chega-se à Munttoren. É uma torre com um relógio e um carrilhão, que pertencia à muralha original da cidade. Na sua base existe uma conhecida loja de cerâmica, a Heinen Delfts Blauw, especializada na venda da típica loiça azul e branca. 😊

Munttoren

Rembrandtplein

Se seguirmos em frente iremos chegar à Rembrandtplein, outra das bonitas praças da cidade. No seu centro fica o espectacular Rembrandt Monument, com todas as suas estátuas. 😍

Rembrandt Monument

As figuras, colocadas em frente da escultura de Rembrandt van Rijn, duplicam em três dimensões uma das suas pinturas mais famosas, a Ronda da Noite, que faz parte da exposição permanente do Rijksmuseum. A estátua principal, a do artista, foi feita em 1852 por Louis Royer e é de ferro fundido. Em 2006, como comemoração do 400º aniversário do pintor, os artistas russos Mikhail Dronov e Alexander Taratynov criaram esta reprodução do quadro, em bronze.

Depois de vários anos em exibição por outros países voltou para este local em 2012, onde se mantém até hoje graças a uma campanha de angariação de fundos, organizada pela Rembrandtplein Entrepreneurs Foundation.

A brincar com o simpático cão da ‘Ronda da Noite’! 😁

É nesta praça que fica a Smokey Coffeeshop, com um excelente serviço de bar e cafetaria. É um espaço enorme, onde somos atendidos com muita simpatia.

Smokey Coffeeshop

Tem mesas de snooker, boa música e serve refeições ligeiras, óptimas para um lanche. Dão-nos a hipótese de criar os nossos próprios sumos, dizendo as frutas que queremos neles, e os batidos também são uma maravilha! Tenham atenção porque quase ao lado existe o Cafe Smokey, que não pertence aos mesmos donos e não tem nada a ver! 😊

Smokey Coffeeshop – Interior

Xtracold Icebar Amsterdam

Daqui podemos continuar até ao cruzamento com o Rio Amstel. Virando a esquina, para a esquerda, iremos passar em frente ao Xtracold Icebar Amsterdam. É engraçado, para entrar lá como curiosidade!

Xtracold Icebar Amsterdam

Há um bar normal, onde se espera a entrada no verdadeiro Icebar e onde nos dão os fatos obrigatórios contra o frio e que são uma curte, mas não esperem nada de mais, nem vão com expectativas muito elevadas. É um quadrado não muito grande, com bancos, balcão e uma ou duas esculturas, tudo feito em gelo! Só podemos lá permanecer durante 30 minutos, se bem que não vale a pena ficar mais tempo. 😆

Junto com o bilhete, que é demasiado caro, temos direito a duas bebidas, podendo escolher entre três. Atenção… caso partam o copo, não vos dão outro e não bebem mais! Lá dentro, assiste-se a um pequeno filme em 3D. Ao fim e ao cabo, o mais engraçado mesmo são as fotos que nos tiram e que podemos trazer para casa! 😊

A foto da visita!

Em frente ao bar, no outro lado do rio, fica a National Opera & Ballet que apresenta espectáculos regulares.

Hermitage Amsterdam

Voltando novamente para trás, e depois de atravessar a Blauwbrug (Ponte Azul), temos no lado direito, um quarteirão com vários museus e monumentos.

É impossível não reparar no enorme Hermitage Amsterdam, que tem a fachada virada para a água e uma doca à sua porta, onde podemos programar um passeio de barco através da Amsterdam Boat Adventures. São uns barcos mais pequenos, que nos levam através de passagens e canais que as outras embarcações não conseguem percorrer. Vão apenas 8 pessoas em cada barco, numa viagem que pode ir até aos 90 minutos.

Este espaço é uma filial do Museu Hermitage de São Petersburgo e está localizado no antigo Amstelhof, um edifício de estilo clássico de 1681. Apresenta exposições temporárias e permanentes e são várias as salas que se podem visitar, sendo o bilhete comprado de acordo com isso. Tem um restaurante e um jardim interior.

Hermitage Amsterdam

Aqui também fica o Outsider Art Museum (Museum van de Geest), com uma galeria de pinturas e outras peças feitas por artistas com deficiências.

Na lateral esquerda do Heritage, está o Amsterdam Museum. Era um antigo orfanato e apresenta várias obras de arte, artefactos e exposições interativas que contam a história da cidade. Continuando a dar a volta ao bairro podemos ver o National Holocaust Names Monument, feito com tijolos que contêm o nome das vítimas, a data de nascimento e a idade com que morreram.

Por trás desse monumento fica Hoftuin, um pequeno e engraçado parque, óptimo para passar umas horas ou até mesmo fazer um piquenique. Também tem um restaurante, caso não queiram levar comida!

Terminando de contornar o bairro ainda se passa pelo De Schaduwkade, um memorial no chão, que consiste numas placas onde constam os nomes de cerca de 200 judeus que viviam nesta zona e foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial. As placas estão colocadas, ao longo do canal, em frente às casas onde moravam.

Infelizmente, já passei muitas vezes por esta zona e ainda nunca visitei nenhum destes pontos. Assim que o fizer, digo-vos se valem ou não a pena! 😉

Natura Artis Magistra

Se seguirmos em frente, depois da visita ao National Holocaust Names Monument, iremos encontrar o Hortus Botanicus Amsterdam. Este jardim botânico tem várias estufas que existem desde 1682 e junto a ele fica o Wertheimpark, outro dos parques da cidade, com um campo desportivo e alguns monumentos. Um deles é o Auschwitz Monument, que foi criado pelo escritor Jan Wolkers, em memória das vítimas no campo de concentração. É composto por um conjunto de placas de vidro partidas.

Depois de percorrermos uma das ruas laterais ao parque, passando pelo Verzetsmuseum Amsterdam (Museu da Resistência), chega-se ao Natura Artis Magistra. Mais conhecido apenas como Artis, é o jardim zoológico da cidade.

Uma das esculturas do Artis!

Tem muitos espaços agradáveis, com um ambiente e uma decoração espectacular. A cascata e os túneis, por exemplo, estão impecáveis. Gostei muito da parte dedicada aos insectos e do Borboletário. Tem ainda um planetário, um aquário e uma espécie de jardim interior, onde os macacos andavam à solta por cima de nós! 😁

Borboletário

Micropia

Ainda no Artis, não deixem de visitar o Micropia. É o único museu do mundo dedicado aos micróbios e é muito divertido!

Micropia

Junto com o bilhete recebemos um ‘passaporte’, onde podemos carimbar os micróbios que vamos conhecendo ao longo da visita, que é muito didáctica e interactiva. Marcando previamente, podemos ainda entrar no laboratório e participar em algumas das experiências e pesquisas realizadas diariamente! 😊

O laboratório do Micropia.

Oosterpark

Caso queiram continuar o passeio e relaxar noutro parque, logo depois do complexo do Artis fica o Oosterpark, com um ambiente e uma vegetação diferentes dos outros referidos anteriormente. Tem parque infantil, casa-de-banho pública e um coreto, onde realizam alguns concertos. Também tem um monumento bastante interessante, o Nationaal Slavernijmonument, que celebra a abolição da escravatura nos Países Baixos.

Nationaal Slavernijmonument

Este parque é muito concorrido durante o Verão, já que tem uma piscina pública grátis para crianças. Numa das suas extremidades também se pode encontrar o fantástico Tropenmuseum, um museu etnográfico com uma espectacular exposição permanente e algumas exibições temporárias, distribuídas por várias salas.

Parte do Oosterpark com a piscina, que está vazia durante o Inverno.

Red Light District

O famoso Bairro da Luz Vermelha não pode deixar de ser visitado. São muitas as ruas com as montras, onde as mulheres tentam chamar a atenção de quem passa, angariando clientes. Atenção que não se podem tirar fotos e não convém andar com o telemóvel na mão, correndo o risco de ser abordados pelos seguranças. É uma zona segura, mas tentem evitar a sexta-feira ou o sábado, por ter demasiadas pessoas e não ser tão bem frequentada!

Além do comércio sexual, existem várias lojas, cafés e restaurantes. Também nesta área podem visitar o Hash Marihuana & Hemp Museum, o Amsterdam Illusions, a Casa Rosso, o Red Light Secrets Museum e o Erotic Museum.

Red Light District

Ons’ Lieve Heer op Solder

Ao lado deste bairro fica a Oude Kerk, uma igreja que foi construída em 1302 e é o edifício mais antigo da cidade, funcionando hoje em dia como centro cultural. Um pouco mais acima fica Ons’ Lieve Heer op Solder. Um edifício aparentemente normal, que tem no seu interior um museu e uma incrível igreja escondida! É uma visita obrigatória! 😉

É um prédio do séc. XVII e a sua galeria exibe uma exposição permanente, sendo apresentadas também algumas exposições temporárias.

Quadro numa das exposições temporárias.

A igreja católica no sótão foi construída em 1663, numa altura em que não era permitido celebrar missas. A visita é feita com áudio-guia (não há em português) e subindo as antigas escadas de madeira vamos passando por várias divisões com as mobílias originais e cheias de pormenores curiosos, como é o caso das camas que eram feitas em nichos e depois tapadas com cortinados, portas ou painéis.

Uma das divisões, com a cama no nicho!

É simplesmente incrível chegar ao topo das escadas e ver uma fantástica igreja, de 3 pisos, que até um belíssimo órgão de tubos tem. Os bancos, a ornamentação, o altar, a arquitectura, o tamanho, o facto de estar ali… fiquei de boca aberta! Um local onde quero muito voltar, para ver tudo ainda com mais atenção! 🧡

Ons’ Lieve Heer op Solder

Amsterdam Central Station

Continuando a subir iremos chegar à Amsterdam Central Station. Eu sei que quase toda a gente passa por ela, quando chega a Amesterdão, mas geralmente nunca se vê grande coisa nesse momento em que a preocupação é, na maior parte das vezes, chegar ao alojamento e descansar uns minutos ou comer qualquer coisa.

Central Station

Nesta bonita estação, que inaugurou em 1889, podemos encontrar um excelente centro comercial com lojas de todo o tipo, cafés, restaurantes de comida rápida, farmácia, oficinas e empresas de aluguer de carros e de bicicletas.

Dentro da Central Station!

Existem vários túneis que atravessam a estação e por trás dela fica o cais, onde podemos apanhar o ‘ferry’ para a parte norte da cidade.

Um dos túneis da estação!

No local há umas máquinas que nos permitem tirar os bilhetes para os barcos, que são grátis e passam com muita frequência. Podemos escolher entre dois destinos e são viagens muito curtas. Por esse motivo, as embarcações não têm casa-de-banho ou qualquer tipo de serviço a bordo.

Um dos barcos leva-nos para NDSM, uma área que ainda não consegui conhecer. Aí podemos visitar o NDSM Wharf, um antigo estaleiro transformado em centro de artes, com muitas exposições, arte de rua, espectáculos de música e dança, entre outros eventos. Existem ainda vários bares e restaurantes na zona, todos com uma decoração moderna e, ao mesmo tempo, industrial. Pelo caminho consegue-se ver um submarino encalhado!

A’dam Lookout

Apanhando o barco que está de frente para o cais, somos levados para o lado onde fica o A’dam Lookout, um dos locais com as melhores vistas sobre a cidade e onde podemos andar nos baloiços mais altos da Europa. 😁

O ferry com o A’dam Lookout e os seus baloiços, em frente!

É bastante divertida a visita a este local, a começar pelo elevador que tem efeitos sonoros e visuais, subindo 100 metros em apenas 22 segundos. Também podemos andar numa montanha russa, em realidade virtual. Existem várias lojas e um excelente restaurante e bar panorâmico no topo.

Foi impossível resistir a este trono! 😊

O seu miradouro permite uma visão de 360º sobre a cidade, tendo sempre placas com a identificação do que estamos a ver. Os bilhetes simples incluem um áudio-guia e uma fotografia digital. Também podem ser comprados já combinados ou podemos acrescentar as atracções que queremos e até mesmo um almoço, jantar ou duas bebidas.

Para quem gosta de emoções fortes nada como experimentar os Over the Edge, que ficam no topo do edifício e que baloiçam para fora dele! 😆

Já nos baloiços, prontos para começar! 😁

Os bilhetes para os Over The Edge são adquiridos à parte ou num ingresso combinado, havendo sempre filas de espera, tanto para comprar como para andar. Assim, o melhor talvez seja comprá-los online. Nós adorámos e recomendamos a experiência! 😊

Uma das divertidas fotos, incluídas no bilhete!

Eye Filmmuseum

Quase ao lado do A’dam fica o Eye Filmmuseum. Este museu do cinema chama logo a atenção pela sua arquitectura, contando com uma exposição permanente e muitas exposições temporárias e exibições de filmes, entre outros eventos. Consultem o programa, porque têm apresentações dos mais variados géneros.

Eye Filmmuseum

Mesmo sem comprarmos bilhetes para os eventos, o seu interior pode ser visitado e é bem bonito e interessante. Tem 4 salas de cinema, todas com características diferentes, e uma excelente cafetaria, com vista sobre a cidade e que forma uma espécie de anfiteatro, com as mesas dispostas pelos vários patamares! 😊

Parte da cafetaria, no interior do Eye Filmmuseum!

Openbare Bibliotheek Amsterdam (OBA)

De volta ao barco e saindo de novo na Central Station, basta virar à esquerda e seguir o canal até chegar à Openbare Bibliotheek Amsterdam (OBA), a Biblioteca Pública de Amesterdão. São vários os polos espalhados pela cidade e este é conhecido como OBA Oosterdok, devido à sua localização.

Entrada da OBA.

São 7 andares recheados de literatura, cada um deles com um tema diferente. A entrada é grátis e durante a semana só encerra às 22 horas.

O andar dos livros infantis.

Não deixem de subir ao bar-restaurante, no sétimo piso, que tem um espectacular terraço com uma magnífica vista sobre a cidade! 😍

Vista do terraço!

SexMuseum

Descendo a avenida, que fica mesmo em frente à Central Station, iremos passar pelo icónico Museu do Sexo.

SexMuseum

O Museu tem uma enorme, curiosa e divertida colecção! As figuras com movimento são formidáveis e tem áreas bastante interessantes, sem roçar a pornografia gratuita. Mostra aspectos da cultura sexual e do seu comércio e divulgação à volta do mundo, quer através da pintura e da escultura, quer através do vídeo ou de outro tipo de representações!

Já agora, uma dica: se forem curiosos como eu, espreitem por baixo da saia da Marilyn quando o vento a levantar! 🤣

Marilyn Monroe

Como não posso publicar aqui a maior parte das fotos tiradas neste museu, deixo-vos algumas partes de corpos, que estão expostas na parede de uma escadaria. Aviso que os traseiros são marotos, por isso não se admirem de sentir um certo ‘ar’ na cara, ao passarem por eles! 😆

Escadaria do SexMuseum!

Body Worlds

Continuando na mesma rua, um pouco mais à frente, iremos encontrar o incrível Body Worlds, outra visita obrigatória.

A linha orientadora deste museu é The Happyness Project (O Projecto da Felicidade) e exibe cerca de 200 corpos verdadeiros plastinados, que nos tentam mostrar como o nosso estado de saúde afecta o nosso humor e vice-versa. Logo à entrada é-nos apresentado um gráfico, que mede o nosso nível de alegria! 😊

Gráfico da Felicidade

A plastinação é um processo criado por Gunther Von Hagens, em 1977, e permite conservar perfeitamente os corpos (ou parte deles). Muitos são aqui expostos sem pele, de forma a podermos ver os músculos e outros órgãos, ajudando a compreender melhor a anatomia humana e animal.

Parte de um corpo, no Body Worlds!

Muitos corpos são apresentados exercendo diversas actividades e existem várias montras, onde podemos ver cérebros, órgãos reprodutores, estômagos, pulmões e não só. A visita é realizada de cima para baixo, fazendo a subida de elevador e descendo depois a escadaria, vendo os andares que abordam sempre temas diferentes. O bilhete pode ser comprado online, ficando assim mais barato do que sendo adquirido no local. 😉

O Marinheiro!

Beurspassage

Praticamente ao lado do Body Worlds fica a Beurspassage, que é um bonito túnel onde foi criada a Amsterdam Oersoep. Esta obra-de-arte é um trabalho de Arno Coenen, Iris Roskam e Hans van Bentem. É repleta de pormenores, bonitos e curiosos, tendo sido realizada em 2016. Os candeeiros, por exemplo, foram feitos com peças de bicicletas encontradas nos canais. Não deixem de passar por aqui e de admirar o chão, as paredes, o tecto e tudo o resto… também podem aproveitar e fazer umas compras, já que existem várias lojas no local! 😁

Amsterdam Oersoep

Praça Dam

Seguindo ainda a mesma avenida chegaremos à Praça Dam, o centro histórico de Amesterdão e um dos lugares mais frequentados pelo turismo. Tem sempre bastante animação e todos os eventos importantes da cidade promovem aqui alguma actividade! 😊

Parte da Praça Dam!

O Monumento Nacional destaca-se, com os seus 22 metros de altura. É uma homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra Mundial e foi inaugurado em Maio de 1956.

Monumento Nacional

Um dos bonitos edifícios desta praça é o Koninklijk Paleis Amsterdam, o Palácio Real. Foi construído entre 1648 e 1665 e é um dos 4 palácios usados como residência pelos governantes dos Países Baixos, embora só estejam aqui presentes durante as recepções oficiais. A visita é feita com áudio-guia mas convém verificar sempre as datas de funcionamento no site oficial, já que não está aberto todos os dias.

Palácio Real de Amesterdão

É também nesta zona que fica a Nieuwe Kerk, uma igreja que costuma apresentar exposições temporárias e alguns concertos. É nela que se celebram os casamentos reais.

Uma das fachadas da Nieuwe Kerk.

Basta atravessar a rua, indo para trás do Palácio, para chegar ao Magna Plaza. Era a antiga estação central de correios da cidade e é lindo por dentro e por fora.

Magna Plaza

Apesar de não irmos às compras, entrámos neste centro comercial para beber um café e tivemos a sorte de haver, numa das galerias, uma divertida exposição de elefantes de loiça pintada. 😁

Exposição de Elefantes de loiça!

Ripley’s Believe It or Not!

Existem alguns museus, na Praça Dam e na sua zona envolvente, que merecem ser visitados. Um deles é o curioso Ripley’s Believe It or Not!, onde podemos ver uma bizarra exposição de coisas fantásticas, pertencentes à famosa colecção de Robert Ripley. Um carro esculpido em madeira, um Transformer de 7 metros e réplicas do Homem-Lagarto e de outras personagens excêntricas em tamanho real, são algumas das peças que se podem observar neste lugar, que ainda apresenta algumas salas temáticas e bastante divertidas! O túnel que nos deixa completamente desorientados é imperdível! 😁

Ovo de Pássaro-Elefante! 😄

A visita é aconselhada para todas as idades. No topo do edifício existe um café, com vista para a Praça e onde podemos comer e beber qualquer coisa e carregar os telemóveis! 😉

Eu não resisti e tive de enfiar a minha cara numa parede feita de pinos mágicos! 😆

A Parede de Pinos Mágicos! 😁

Madame Tussauds Amsterdam

Mesmo ao lado do Ripley’s, bastando atravessar uma pequena rua, mas com mais destaque e visibilidade, está o conhecido Madame Tussauds, que também pode ser encontrado em Londres, Berlim, Viena, Hong Kong, Nova Iorque e Las Vegas, para citar apenas algumas das cidades. 😊

Este é um dos museus mais divertidos de Amesterdão, onde podemos interagir com tudo e mais alguma coisa. Foram várias as vezes que o visitei e em todas encontrei alguma coisa nova para ver ou fazer!

Numa das visitas, resolvi tentar a minha sorte com a Kate Moss! 😆

Durante a visita podemos fazer alguns vídeos, vestir algumas roupas e até usar alguns dos objectos dos personagens, contando sempre com a ajuda e simpatia de todos os funcionários. Também nos são tiradas fotos, em variadas situações, que depois podemos trazer como recordação, em forma de íman, porta-chaves ou fotografia digital.

Ajudando o E.T. a voltar para casa! 😊

Casa de Anne Frank

A Casa de Anne Frank foi um dos lugares que mais me desiludiu! Fomos em 2014, sem filas nem problemas para entrar, pois não estava tão na moda como está agora, e éramos as únicas pessoas no museu. Comprámos os bilhetes à porta, mas pelo que sei, neste momento convém serem comprados online e com alguns meses de antecedência. No local só é vendida uma pequena percentagem das entradas diárias, logo de manhã, e esgota em poucos minutos. Caso não consigam bilhete, acreditem, não perdem muito! 😕

Um lugar que poderia ser muito interessante, mas está muito vazio! A falta de móveis e de elementos decorativos faz com que a visita se torne muito pobre e decepcionante, sendo difícil perceber como era mesmo a vida nesta habitação. Quando o visitámos existiam apenas algumas fotografias na parede, uns vídeos e umas pequenas maquetas com a disposição antiga do mobiliário.

Durante a visita à Casa de Anne Frank.

A procura que tem tido, nos últimos anos, faz-me pensar que deverá estar muito melhor, apesar de não ter vontade nenhuma de lá voltar. Não podemos tirar fotos do interior mas, de qualquer modo, as únicas coisas que valem a pena são a estante com os livros (porta falsa) e a sanita, que é de loiça azul e branca! 😁

Begijnhof

No centro da cidade, numa zona conhecida por Spui, podemos visitar Begijnhof. Este é um bairro escondido, que albergava uma comunidade católica feminina.

O prédio que nos dá acesso a Begijnhof.

É emocionante passar o corredor e entrar no jardim desta bonita aldeia ‘secreta’, onde podemos ver a Het Houten Huis. Esta casa com o número 34, além de ser a mais antiga de Amesterdão, é uma das duas únicas que restam com fachada de madeira na cidade. Foram proibidas a partir de 1521, devido ao risco de incêndio.

O corredor da entrada!

É impossível não reparar, assim que se entra neste bairro, na torre da Engelse Kerk (English Reformed Church). Era a igreja usada pelas Beguines, a ordem religiosa feminina que vivia neste local. Sei que tem um órgão de tubos que merece ser visto, mas só costuma estar aberta durante as cerimónias.

Durante a Reforma foi confiscada às freiras, que ficaram sem templo para rezar. Começaram então a trabalhar numa igreja que foi inaugurada em 1682 e que fica mesmo em frente à Inglesa. A Capela de Begijnhof é outra das igrejas clandestinas de Amesterdão, que surgiram nessa época, e ocupa dois prédios que por fora parecem normais.

Capela de Begijnhof

Acrescento ainda que esta é uma zona com várias livrarias. Quem gosta de literatura pode aproveitar e deixar a visita a Begijnhof para sexta-feira, aproveitando assim a Boekenmarkt Amsterdam. Esta feira do livro é realizada semanalmente, na pequena praça que fica junto ao edifício que nos dá acesso ao bairro.

Boekenmarkt Amsterdam

Zaanse Schans

Durante a viagem aos Países Baixos um dos dias terá de ser reservado para ir conhecer Zaanse Schans, a fantástica ‘Aldeia dos Moinhos’! Fica a cerca de 20 km de Amesterdão e para lá chegar apenas tivemos de apanhar o comboio na Central Station. Preferimos isso a marcar uma daquelas excursões de autocarro, com horários combinados e pontos de encontro. 😉

Saindo da estação de comboios, fazendo o caminho junto ao rio Zaan, passa-se pela Honig Breethuis. É uma bonita e interessante casa-museu, com todo o seu mobiliário original. O seu interior é lindo, não podendo deixar de referir o papel de parede pintado à mão numa das salas, que é um trabalho de Willem Uppink. Infelizmente só está aberta de sexta a domingo, mas acreditem que merece a visita. Consultem o site e vejam os horários, preços e actividades que podem programar. A casa também acolhe, regularmente, concertos e exposições temporárias!

Zaandijk é uma vila pequena e calma, com muito para ver. Uma das suas características é o cheiro a chocolate, que vem da fábrica que fica logo antes de entrarmos na zona dos moinhos. No local existe o Bezoekerscentrum Cacao de Zaan, um pequeno museu que só abre à terça-feira.

Fábrica de Chocolate

Atravessando a Julianabrug Zaandijk chegaremos à parte onde ficam os moinhos, podendo começar por visitar o Museum Zaanse Tijd (Museum van het Nederlandse Uurwerk). É o Museu do Tempo ou dos Relógios Holandeses que, além de ser uma bonita casa, apresenta uma preciosa e fabulosa colecção que documenta a história da relojoaria nos Países Baixos.

Entrando em Zaanse Schans!

Mesmo ao lado fica a curiosa lojinha Museumwinkel Albert Heijn, que apresenta os seus produtos da mesma forma que os apresentava quando foi fundada, em 1887. Albert Heijn é a maior cadeia de supermercados dos Países Baixos e é interessante saber como tudo começou. A entrada é grátis! 😊

Percorrendo a Aldeia…

Continuando na mesma rua encontraremos o Specerijmolen De Huisman, também com entrada livre. Este é o moinho das especiarias. Aproveito para dizer que cada um dos moinhos tem funções e mecanismos diferentes e vale a pena entrar para ver o interior e o seu funcionamento.

Specerijmolen De Huisman (Moinho das Especiarias)

Mais à frente fica o Verfmolen De Kat, usado para fazer tintas e corantes de qualidade superior. É um moinho cheio de curiosidades e que merece ser bem observado, por dentro e por fora. Não deixem de reparar no armazém, o Waaihok, que fica no exterior e que tem as suas 17 persianas sempre abertas, para secar o produto. Também no exterior fica a Skaithois, a engenhosa casa-de-banho dos trabalhadores. No interior conseguimos compreender como se processa o fabrico das tintas e quais os ingredientes usados. É possível subir até à varanda, para ver a roda central. O bilhete custa 5€.

Entre um moinho e outro…

Existem mais moinhos que podem ser visitados, mas ainda não consegui entrar em todos. Como já devem ter percebido, vai ser necessário um dia inteiro para conhecer Zaanse Schans! Há alguns restaurantes na zona, mas podem sempre levar qualquer coisa convosco e fazer um piquenique! 😉

Uma das mesas que podemos usar!

Além dos que já referi, podem entrar ainda no De Zoeker, que é um dos moinhos do óleo e cujo interior também é bastante interessante. Os outros são o Het Pink, o De Ooievaar e o De Bonte Hen, mas nem sempre estão abertos ao público.

De Schoolmeester, o moinho do papel, também pode ser visitado, funcionando de quarta a sexta-feira. Outro dos moinhos do papel é o De Jonge Dirk, que só abre por reserva. Podem ainda ser vistos dois moinhos que são serrarias, estando o Het Jonge Schaap aberto diariamente. Lá dentro podemos ver como se processa o corte da madeira, com uma equipa extremamente simpática. O outro moinho serraria é o De Gekroonde Poelenburg, que também só abre quando reservado.

Ainda existem o De Koker, o De Bleeke Dood e o Het Prinsenhof, que abrem aos sábados e apenas de Abril a Setembro ou a pedido. São moinhos de descascamento e de farinha.

De regresso ao centro da aldeia, é obrigatória uma paragem na fantástica Quinta do Queijo Catharina Hoeve. Ainda antes de entrarmos podemos interagir com os animais, que são bem simpáticos e vêm ter connosco! 😊

Quinta do Queijo Catharina Hoeve.

Dentro deste espaço começamos por ver uma pequena queijaria e ouvir a explicação do processo de fabrico. Depois somos convidados a passar para a loja, onde podemos provar gratuitamente uma variedade enorme de queijos. Podemos comprar os mesmos no local, bem como chocolates, doces e outros produtos regionais embalados para viagem. Nós demos a volta ao balcão, provando todos, bebemos um café e voltámos a dar a volta ao balcão… hehehe… foi um abuso, mas não conseguimos resistir! 😁

Na queijaria da Quinta!

Muito perto da Quinta temos a Bakery Museum ‘The Gecroonde Duyvekater’, que é ao mesmo tempo loja e museu. São muitos os moldes de bolos, bolachas e biscoitos que vamos poder ver neste espaço, além de todos os doces nacionais que podemos comprar. A senhora que nos atende costuma usar os trajes típicos, tornando o ambiente ainda mais tradicional.

Também perto, mas para o lado contrário, fica a Weaver’s House. Esta é a antiga casa do tecelão, que mantém a mobília original e onde podemos ver os teares e uma demonstração de como eram usados.

Entrada da Casa do Tecelão.

Daqui podemos continuar até ao Zaans Museum, que promove regularmente excelentes exposições temporários. Durante a visita temos também acesso à Experiência do Chocolate e à Experiência Verkade. É bem divertido escolher o nosso chocolate e criar a nossa própria embalagem! Ambas as experiências são para todas as idades e na Verkade vamos conhecer uma fábrica de biscoitos e de chocolate, do início do século XX, com as máquinas originais ainda a funcionar.

A paragem seguinte terá de ser no Kooijman Souvenirs & Clogs – Klompenmakerij, mais conhecido como Museu das Socas. A visita começa com uma demonstração, onde nos mostram como se faz uma soca a partir de um tronco de madeira. A explicação que nós vimos foi formidável, muito interessante e bastante completa.

Durante a divertida demonstração!

Passa-se depois para o museu, onde estão expostas inúmeras socas com diferentes decorações e estilos. Ao longo de um corredor vamos vendo socas antigas, socas de todas as cores, socas com rodas e até socas violinos!

Soca de Brilhantes!

Na zona exterior envolvente existem várias socas, com diferentes tamanhos, sozinhas ou em pares, óptimas para tirarmos fotografias… como já devem imaginar, não consegui resistir e tirei fotos em todas! 😆

Uma das fotos nas socas de Zaanse Schans! 😁

Continuando em direcção à saída passa-se pelo Tiemstra’s Kuiperij, que ainda não visitei. Sei que é uma antiga fábrica de barris, onde se pode ver a oficina e os artesãos a trabalhar, e pode ser uma excelente maneira de acabar o dia nesta aldeia museu! 😊


Espero que tenham gostado da descrição e que ajude a organizar a vossa viagem, facilitando a escolha dos locais a visitar. Como puderam ver ainda tenho de conhecer muita coisa e vontade de voltar não me falta… assim sendo, este vai ser um artigo em constante actualização! 😉

Qualquer dúvida que tenham, ou qualquer sugestão de locais que recomendem e que achem que deveriam ser aqui incluídos, não hesitem em deixar nos comentários. Agradeço o vosso interesse e o vosso apoio… Boas viagens para todos! 😊

Publicado em Hungria

Budapeste – Um roteiro na cidade dividida!

Buda e Peste, cada uma na sua margem do rio Danúbio, formam a cidade que é considerada uma das mais bonitas e visitadas da Europa! A nossa viagem foi feita em Novembro, de 2018, e éramos um grupo de 5 pessoas. O percurso que aqui apresento foi o resultado de várias pesquisas em blogs, grupos e sites de avaliações e de viagens!

O nosso Roteiro:

DIA 1

  • New York Palace Budapest
  • Grande Sinagoga | Museu Judaico | Holocausto Memorial Hall
  • Hungarian National Museum
  • Zoo Cafe

DIA 2

  • Basílica de Santo Estevão
  • Memorial da Ocupação Alemã
  • Parlamento
  • Sapatos à Beira do Danúbio
  • Ilha Margarida

DIA 3

  • Avenida Andrássy | Ópera de Budapeste | Terror Haza
  • Praça dos Heróis | Museu das Belas Artes
  • Jardim Zoológico
  • Capital Circus de Budapeste
  • Termas Széchenyi
  • Parque da Cidade | Castelo Vajdahunyad | Anonymus Szobor | Jáki Kápolna
  • Miniversum
  • 3D Gallery Budapest
  • Café Gerbeaud
  • Danube Palace

DIA 4

  • Ponte da Liberdade | Termas e Hotel Gellért
  • Budapest Cave Church
  • Citadella | Monumento da Liberdade
  • Ybl Budai Kreatív Ház
  • Várkert Bazár
  • Castelo de Buda | Budapesti Történeti Múzeum
  • Labirinto do Drácula
  • Ponte das Correntes

DIA 5

  • Rudas Baths
  • Casa de Houdini
  • Igreja de São Matias
  • Bastião dos Pescadores
  • Igreja de Santa Maria Madalena
  • Koller Gallery
  • Passeio de Barco pelo Danúbio

DIA 6

  • Mercado Central
  • Pedra dos 0 Quilómetros
  • Museu da História da Música
  • Hospital in the Rock

Voámos, a partir de Lisboa, pela Wizz Air e como fomos no final do mês, já apanhámos os mercados de Natal. Ficámos instalados no Ibis Budapest Centrum. Este alojamento fica no lado de Peste, perto do Mercado Central e da Ponte da Liberdade. Ao lado do hotel fica um dos excelentes bares em ruínas, assim como vários outros cafés e restaurantes. A Sinagoga e o Museu Nacional também ficam relativamente perto, havendo a poucos metros uma estação de metro e várias paragens de autocarros!

O meu quarto!

Chegámos a Budapeste perto da 1h da manhã e o que fizemos foi ir directos para o hotel. Caso reservem transfer, o estacionamento fica no exterior do aeroporto, no lado direito, e temos de descer umas escadas para chegar a ele. Não esperem ajuda ou indicações por parte da polícia ou da população local… geralmente fingem que não percebem ou dizem que não sabem! 😒

O bar do hotel!

A moeda local é o Forint Húngaro e 1€ valia, na altura, aproximadamente 370, 50Ft. Geralmente, o que faço é levantar dinheiro na primeira caixa multibanco que vejo… é a maneira mais simples e que evita termos de recorrer a casas de câmbio! 😉

O dinheiro local!
DIA 1

De manhã, depois de um excelente pequeno-almoço, começámos a nossa exploração ao lado Peste… Saímos do hotel e fomos passeando pela cidade!

A primeira coisa que vimos, à saída do hotel, foi esta livraria de rua!

A primeira paragem foi no New York Palace Budapest! O seu edifício, do século XIX, e o seu interior são lindos, com várias salas onde podemos beber café ou comer, sempre acompanhados com o som de piano, tocado ao vivo.

Pormenor da entrada e parte da primeira sala!

Vale a pena a visita, nem que seja só para ver o espaço! Aviso que é um lugar com preços elevados e que se paga por uma ‘bica’, por exemplo, qualquer coisa como 7,50€!

Outra sala do New York Palace!

Daqui seguimos para a Grande Sinagoga (Nagy Zsinagoga). Além de ser bem bonita como templo, temos de ter em conta que também é um magnifico memorial aos judeus assassinados! O seu jardim, com as várias homenagens e as suas inúmeras campas, mantém viva a memória do holocausto! Dentro deste complexo, podemos também visitar o Museu Judaico. É a segunda maior sinagoga do mundo, só sendo ultrapassada pela de Jerusalém!

As mulheres não podem entrar com saias acima dos joelhos e os homens não podem ir de cabeça destapada recebendo, por isso, um quipá à entrada que têm de usar durante a visita! 😊

Grande Sinagoga

No cemitério lateral da Grande Sinagoga estão enterrados mais de 2.000 judeus, que foram torturados e assassinados em Budapeste. Numa das zonas do jardim podemos ver o Holocausto Memorial Hall, com pequenas gavetas com pedras e com a inscrição do nome das vítimas.

Parte do Holocausto Memorial Hall!

Existe ainda a campa simbólica de Raoul Wallenberg, que foi um arquitecto, diplomata e empresário sueco conhecido por ter salvo milhares de judeus, usando para isso passaportes especiais. Nessa campa aparecem também os nomes de dois diplomatas portugueses, Carlos de Liz-Teixeira Branquinho e Carlos Sampaio Garrido, homenageados por também terem salvo judeus e relembrados em várias zonas da cidade.

Uma das homenagens mais conhecidas, e que nunca deixa ninguém indiferente, é a ‘Árvore da Vida’… um salgueiro-chorão em aço, feito por Imre Varga. Cada uma das suas folhas tem o nome de um judeu assassinado!

Árvore da Vida
Algumas das folhas da Árvore da Vida!

Como tínhamos tomado um bom pequeno-almoço, resolvemos fazer um almoço tardio e aproveitar a manhã para visitar o Hungarian National Museum!

Museu Nacional Húngaro

Vale a pena entrar e ver a enorme colecção apresentada neste museu, que vai desde os instrumentos musicais, passando por achados arqueológicos, joalharia, objectos judaicos e muito mais! São muitas salas, com os mais variados temas relacionados com a história deste país!

Parte da exposição, presente numa das muitas salas!

Depois da visita a este museu, fomos então almoçar! O restaurante escolhido foi o Rostélyos Restaurant. Lugar pequeno, mas muito agradável, que fica em frente ao hotel! Excelente atendimento e pratos bem apresentados e com óptimo sabor. Preço médio, em relação a muitos outros locais em Budapeste! Alguns dos pratos que pedimos foram Gulyás, uma sopa mais conhecida como goulash, e Paprikás Csirke com Galuska (ou Nokedli), que é galinha com molho de paprica e uma massa tradicional apresentada em forma de bolinhas disformes. A paprica (ou colorau) é usada em muitos pratos e um dos mais conhecidos ingredientes da comida típica húngara.

Fachada do Rostélyos Restaurant

Depois do almoço, resolvemos ir beber um cafézinho ao Zoo Cafe. A ideia deste local é fabulosa… são vários os animais que se encontram neste café e que vão sendo colocados, caso queiramos, nas nossas mesas! Coelhos, iguanas, camaleões, tucanos, gatos, aranhas, cobras… um lugar muito especial e de fácil acesso, na zona do Mercado Central! Foi a primeira e única vez que vi um coelho a beber sumo, de uma caneca, por uma palhinha! 😆

Um dos habitantes do Zoo Cafe!

Nesta altura do ano a noite cai muito cedo! Quando saímos do Zoo Cafe já estava a escurecer, apesar de ainda só serem 17h… pareceu-nos o equivalente às nossas 20h. Assim, o que fizemos foi passear pela zona do Mercado Central, atravessar a Ponte da Liberdade (que para mim é a mais bonita) e percorrer a margem do rio, voltando depois por uma avenida paralela, mas já dentro da cidade.

Mercado Central

Na zona do mercado, ainda passámos no For Sale Pub que é bem curioso, em termos decorativos, por ter o tecto e as paredes completamente cobertas com folhas de papel penduradas!

For Sale Pub
Ponte da Liberdade (Szabadság Híd )
DIA 2

O dia seguinte foi novamente dedicado ao lado Peste, começando com uma pequena caminhada.

Passeando…
Alguma da arte urbana, que se vê durante os passeios pela cidade!

Fomos conhecer a Basílica de Santo Estevão (Szent Istvan Bazilika). É obrigatória a visita a este templo! Enorme, grandioso e com uma riqueza assombrosa. Tudo em mármore e com muito ouro!

A fachada da Basílica e um pormenor do seu interior!

Além da Basílica, pode-se ver o tesouro (elevador do lado direito) e a abóbada (elevador do lado esquerdo).

A bonita torre!

A abóbada tem uma espectacular vista de 360º sobre a cidade! 😉

Parte da vista que se tem da Abóbada!

Depois de sairmos da Basílica, fomos beber um café ao ‘Costa Coffee Hungary‘, que fica na avenida em frente ao templo! Apesar de já ter ido a alguns, noutras cidades, achei este bem acima da média em termos de serviço e de produtos.

Antes de lá chegar, demos de caras com a The Fat Policeman Statue… Dizem que fazer festas, na sua barriga, dá sorte! Pelo que consegui perceber, a estátua representa o avô do escultor, que era um polícia local, vestido com a sua farda cerimonial! 😊

O engraçado ‘Polícia Gordo’!

Daqui continuámos o nosso passeio e fomos em direcção ao Memorial to the Victims of the German Invasion. Este Memorial da Ocupação Alemã é bastante controverso e criticado pela população local, que mantém junto a ele, como se pode ver na imagem, os objectos dos judeus húngaros assassinados! Culpam o governo e as suas leis por isso. Fica sempre aqui alguém, permanentemente, para impedir que a polícia e o governo retirem os objectos! Muito significativo… A zona em redor é bastante calma e com vários monumentos para ver.

Memorial às Vítimas da Ocupação Alemã

A Praça da Liberdade, também bastante bonita, fica um pouco mais acima!

Praça da Liberdade

O caminho continuou em direcção ao Danúbio e ao Parlamento! A cidade é muito calma e segura, podendo esta zona ser toda feita a pé… o lado Peste é a área plana da cidade!

A chegar ao Parlamento!

As visitas ao interior do Parlamento só podem ser feitas com guia e necessitam de ser marcadas previamente! As reservas podem ser feitas online ou no local (apesar de ser mais difícil e de haver sempre filas enormes). Não existem visitas em português!

Parlamento de Budapeste

Além do Parlamento, há mais para ver nesta parte da cidade. O exterior e a vizinhança do Parlamento, em ambos os lados, é rica em atracções e monumentos. Um dos que mais me impressionou foram os Sapatos à Beira do Danúbio.

Estes sapatos são réplicas dos que eram usados pelos judeus húngaros, que foram obrigados a descalçar-se antes de serem mortos a tiro e atirados ao rio! São dezenas de sapatos de crianças e adultos, assassinados pelos membros da Cruz de Ferro (o partido húngaro nazi). O pormenor dos sapatos é enorme, tendo alguns deles flores e outros atacadores ou outro tipo de acessórios, colocados pela população, que continua a prestar homenagem!

Sapatos à Beira do Danúbio

Neste lado do Parlamento, pode ainda ser vista a estátua de Attila József, um poeta húngaro, que está sentado nas escadas laterais. Este escritor pertenceu ao Partido Comunista, tendo sido expulso por causas desconhecidas. Morreu aos 32 anos, esmagado por um comboio enquanto andava na linha. Existem dúvidas sobre a sua morte, sendo considerada acidente por uns especialistas e suicídio por outros.

Attila József

Depois de vermos este lado, contornámos o Parlamento e demos mais umas voltas pela zona, que tem várias praças, esculturas e outros pontos de interesse. O Museu Etnográfico também fica aqui, mas não o fomos visitar.

Fachada do Museu Etnográfico

Aqui perto encontrámos uma engraçada e curiosa ponte, com uma figura no centro do seu tabuleiro. Era o Monument to Imre Nagy/Remembrance Day (Oct. 23), que entretanto foi retirado e colocado noutro local, causando alguma polémica e revolta por parte da população. Imre Nagy foi um político conhecido pela sua oposição ao regime soviético. Foi executado e enterrado, em segredo, em 1958! Junto desta ponte, estavam sempre coroas de flores, colocadas pela população. Claro que toda a gente tira fotografias na ponte, ao lado do senhor… nós fizemos o mesmo! 😊

Na rua do lado direito, encontra-se o Museu do Chocolate, que tem uma excelente cafetaria no rés-do-chão!

Monument to Imre Nagy

Demos mais uma volta pela zona e ainda passámos pela Estátua de Lajos Kossuth e pelo Monumento a István Tisza, dois políticos húngaros.

Estátua de Lajos Kossuth
Monumento a István Tisza

Acabámos por ir à procura da estátua de Columbo, o detective da conhecida série de televisão.

Columbo e o cão!

O homem está com o seu cão a tentar desvendar um crime… Podem ajudar a personagem a encontrar o cadáver, que está por perto! 😆

Esta é a vítima do crime!!

Depois de ajudarmos a resolver o crime, fomos em direcção à Margaret Island. Esta ilha tem um acesso bastante fácil, através da ponte com o mesmo nome!

Já a sairmos da Ponte Margaret, no lado da Ilha

É Um bom local para passear a pé ou alugando um dos carrinhos eléctricos, ou bicicletas, que estão disponíveis à entrada! A maior atracção da ilha é a Fonte Musical, mas está desligada durante o Inverno!

No carrinho, prontos para começar a explorar a Ilha! 🤣

Passa-se através de algumas ruínas e de um pequeno jardim japonês, dispondo ainda de um mini-zoo, de um depósito de água antigo e do hotel, que fica no outro extremo! Agradável para passear… Tem uma zona de areia, situada por baixo da ponte que é bastante frequentada e acessível por um caminho que fica na margem esquerda!

Passeando pelos jardins da ilha!

Como já estava a ficar tarde, abandonámos a ilha e fomos aquecer-nos numa pastelaria, onde comemos uns bolinhos e nos serviram um excelente chocolate quente com marshmallows e uns cappuccinos coloridos… o meu era azul! 😊

Uma maravilha… 😊

Quando acabamos este lanche, já estava escuro na rua! Fomos em direcção ao hotel, pela margem do rio, para descansar um pouco antes de irmos jantar. 😉

Fazendo o caminho de volta ao hotel… Ponte das Correntes e Castelo de Buda!

Pelo caminho, vimos a Girl With Her Dog Statue! Outra daquelas estátuas que se vai encontrando ao passear por esta bonita cidade, que tem sempre algo para ver! Os pormenores e o resultado final estão bastante bem conseguidos, assim como a sua localização e enquadramento!

Estátua da Rapariga com o seu Cão!

Depois de uma hora e meia de descanso, no hotel, saímos e fomos à procura de jantar… Acabámos por entrar no Gulyás Étterem / Goulash Restaurant, para saborear novamente a comida tradicional! Já que era o nome do restaurante, comecei novamente a refeição com mais um goulash. A bebida escolhida, no meu caso, foi a limonada. É a bebida sem álcool mais vendida na cidade, encontrando-se de vários tipos, nas ementas de todos os restaurantes… aqui bebi uma de limão e laranja! 😁

Este é um pequeno restaurante, muito simples, mas com excelente comida! Uma carta sem muita variedade, mas tudo com excelente apresentação e óptimo sabor. Os legumes grelhados são muitos bons, assim como o pato e o saboroso piano de porco!

Legumes Grelhados

Depois do jantar, para ajudar à digestão, demos mais um passeio pela cidade. Durante esta altura do ano, por ser próximo do Natal, já encontrámos vários mercados e muita animação de rua.

DIA 3

O dia seguinte foi destinado a percorrer a Avenida Andrássy, considerada a mais importante de Budapeste! Remonta ao ano de 1872 e foi incluída no Património Mundial da Humanidade, em 2002. Tem vários monumentos, lindas fachadas históricas e muitos pontos de interesse, ao longo do seu percurso.

Um dos primeiros locais onde parámos foi na Ópera de Budapeste, criada pelo arquiteto húngaro Miklós Ybl, e um dos edifícios neorrenascentistas mais importantes do país. Foi financiada por Francisco José I, imperador da Áustria, com a condição de que esta não fosse maior que a Ópera de Viena. Podem-se marcar visitas guiadas, em várias línguas, mas nós decidimos não o fazer. De qualquer modo, vale a pena entrar nem que seja só para ver a primeira sala, onde estão as bilheteiras! 😉

A zona das bilheteiras!

Logo um pouco mais à frente, seguindo em direcção à Praça dos Heróis, fica a Terror Haza (Casa do Terror). Este museu é dedicado aos regimes fascistas e comunistas da Hungria e é um memorial a todos os que foram interrogados, torturados e executados durante esse período. Nós não o visitámos, mas pelas críticas que tenho lido, isso vai ter de ser feito quando voltar à cidade! 😉

Pormenor da fachada da Terror Haza, que tem as fotografias das vítimas do regime.

No mesmo local, em frente, fica o Monumento da Cortina de Ferro. Este representa a divisão da Europa em duas partes, ou blocos, durante a Guerra Fria.

Cortina de Ferro

Seguimos pela avenida e fomos até à Praça dos Heróis, que é uma visita obrigatória. É uma praça enorme, com um monumento central, sempre cheia de turistas e que acaba por funcionar como entrada para o Parque da Cidade! Tem o Museu das Belas Artes no lado esquerdo e o Palácio das Artes no lado direito! Optámos por visitar apenas o Museu das Belas Artes, que tem também uma excelente cafetaria.

Praça dos Heróis

O Museu das Belas Artes (Szépmüvészeti Múzeum) foi construído entre 1900 e 1906, num estilo neoclássico. Possui a segunda maior colecção de arte egípcia da Europa e, além disso, tem secções de pintura e escultura antiga, uma colecção gráfica e uma colecção moderna.

Museu das Belas Artes

Conta com 300 quadros de mestres como Rafael, Rembrandt, El Greco, Velasquez e Goya. Tem também uma pequena escultura equestre, de Leonardo da Vinci.

Visitando o Museu!

Depois de visto o museu, seguindo pelo lado esquerdo da Praça dos Heróis, fomos conhecer o Jardim Zoológico, perto das termas e do circo que fica à frente das mesmas! Foi uma visita que não me deixou bem impressionado.

A zona dos flamingos!

O espaço e a decoração do zoo são bonitas, mas achei que algumas das jaulas e das secções podiam estar melhor cuidadas e limpas, apesar dos animais parecerem saudáveis! Havia zonas interiores com um mau cheiro intenso e a manutenção pareceu-me, por isso, descuidada. De qualquer modo, é um zoo interessante e com muita diversidade de animais, divididos de acordo com a espécie e a origem geográfica!

Uma das zonas que mais gostei… Permite contacto com os animais!

Depois do Zoo, resolvemos ir espreitar o Capital Circus de Budapeste! Este circo foi aberto em 1889, mudando de sítio várias vezes. Em 1971, fixou-se no local onde está agora, sendo o único circo ‘dentro de casa’ da Europa Central. Caso queiram ver o espectáculo, as sessões diárias são às 15h. Podem comprar o bilhete no local ou no site oficial.

No final da sessão… agradecimento!

Depois do circo, nada como uma ida às Termas Széchenyi, que são as mais famosas e conhecidas da cidade… Vale a pena perderem duas horinhas de molho, depois da caminhada pela Avenida! Caso não tenham levado, eles alugam roupa de banho, toalhas e esse tipo de coisas, mas aconselho a levarem as vossas. De qualquer modo, vão ter de alugar pelo menos uma cabine, para se trocarem, ou um cacifo para guardar os vossos pertences, se já levarem a roupa por baixo ou numa mochila, mas assim vão ter de se despir (ou trocar) nos balneários, com muito menos privacidade! Tudo funciona através de uma pulseira, que serve de chave, e os preços variam de acordo com aquilo e com o tempo que pretenderem!

Termas Széchenyi

Depois das Termas, entrámos no enorme Parque da Cidade e fomos para a zona do Castelo Vajdahunyad. À entrada deste castelo estão várias barracas com muita comida, doces, artesanato regional e outras recordações!

O castelo é engraçado, com as suas diferentes fachadas. Foi construído em 1896, como parte de uma exposição mundial, e pretende mostrar a evolução arquitectónica húngara ao longo dos séculos. Os seus lados são cópias de vários edifícios históricos espalhados por várias cidades do antigo Reino da Hungria. Estava fechado quando aqui estivemos, mas costuma ser palco de concertos, festivais e algumas exposições.

Chegando ao Castelo!

Nas praças que o rodeiam existe muita animação, com música ao vivo e milhares de turistas… demasiada gente, para mim, não devíamos ter vindo ao fim de semana! Perto do castelo ficam ainda um lago com barcos e uma pista de patinagem no gelo.

Foi aqui que provei o meu primeiro Lángos, uma especialidade húngara, muito saborosa e apresentada com vários recheios, doces e salgados! Também comemos, no mesmo local, outro snack húngaro que consiste num crepe enrolado e recheado (no nosso caso) com galinha e muitos legumes, o Palacsinta!

O delicioso Lángos!

É aqui também que está a Anonymus Szobor! Uma engraçada estátua, que representa um escritor cuja identidade é desconhecida… Sabe-se que foi notário de Béla III e que foi ele quem escreveu ‘Gesta Hungarorum’, as crónicas dos feitos dos húngaros. É óptima para tirar fotografias, como todos estavam a fazer, e dizem que tocar nela dá sorte, mas estava tanta gente no local que nem nos lembrámos disso! 😁

Anonymus!

No mesmo local, ainda podemos visitar a Jáki Kápolna. A capela é linda, vista por fora e enquadrada no castelo. Por dentro achei demasiado normal e vulgar, com pouca riqueza e ornamentações, comparando com outros templos na cidade!

Capela Jáki
Um amigo que fiz, à porta da Capela! 😁

Demos mais umas voltas pelo Parque da Cidade e apanhámos um táxi de volta para a zona do hotel, com um motorista bem simpático, que nos levou aos cinco no carro… um de nós foi meio deitado em cima dos outros, no banco de trás! 🤣

Antes do jantar, ainda fomos visitar mais dois locais, o Miniversum e a 3D Gallery Budapest, que fecham mais tarde que os outros museus e atracções da cidade.

O Miniversum, embora não seja tão grande e tão completo como o Kolejkowo em Wroclaw (Polónia), é igualmente interessante e impressionante, sendo mais interactivo que o referido! Podemos ver toda a cidade, com todas as zonas importantes em miniatura, bem como os campos e as áreas envolventes. As linhas de comboio a funcionar, a população, as actividades locais, tudo com um incrível detalhe.

Miniversum

Além da Hungria, ainda exibe zonas da Áustria e da Alemanha. Uma coisa que achei genial foi o facto de mostrarem as cidades com o ciclo solar. Regularmente, ouve-se um aviso e escurece ou amanhece! Espectacular! 😊

O Miniversum a simular a noite, para vermos a iluminação das cidades!

A 3D Gallery Budapest é do mais divertido que possa haver e proporcionou-nos umas boas gargalhadas! Antes de mais, devo realçar a boa disposição, paciência e simpatia das funcionárias, que tornaram a visita ainda mais divertida! Há sempre uma ou duas que nos acompanham e nos tiram fotografias, sugerindo posições e ângulos para as nossas próprias fotos.

Algumas das fotos tiradas nesta divertida galeria! 😁

A galeria é uma curte, com uma série de quadros onde podemos tirar fotos em diferentes situações! As fotografias, que as colaboradoras nos tiram, podem ser transformadas numa foto, ou íman, que nos é oferecido no final da visita. 😊

Foto de Grupo

Depois de nos termos alimentado, demos uma voltinha pela cidade. As ruas, já decoradas para o Natal, estavam sempre bastante animadas e repletas de pessoas e muito movimento.

Passeio nocturno!
Continuando a volta…

A meio do passeio, resolvemos beber uma bica e descansar no Café Gerbeaud, outro dos estabelecimentos históricos de Budapeste, que está aberto desde 1858! É composto por várias salas e a sua decoração engloba vários estilos, com mármore, madeiras exóticas e bronze. Tem uma boa variedade de chocolates quentes e de bolos típicos da Hungria, servindo também refeições. Apesar da qualidade dos produtos, o atendimento não é nada de especial e é um dos locais mais caros da cidade. Éramos 5 pessoas e entre os cafés, águas e cappuccinos gastámos aqui cerca de 70 euros.

Uma das salas do Café Gerbeaud!

Devido à fama deste café, decidi que seria aqui que iria provar Dobos Torta, um doce tradicional deste país. É um bolo com 7 camadas finas, recheadas de chocolate e coberto com caramelo. Existem simples e existem revestidos com frutos secos, que podem ser avelãs, nozes, castanhas ou amêndoas. 😊

Outras das salas e uma fatia de Dobos Torta!

Depois desta pausa, fomos acabar a noite no Danube Palace… Não podíamos perder a oportunidade de assistir a um verdadeiro espectáculo de música e dança húngara!

Este edifício foi construído entre 1883 e 1885 e renovado em 1941, tendo sido uma espécie de clube com divertimentos para os aristocratas. O palácio tem 3 salas e conta ainda com um restaurante! São várias as utilizações das salas e os espectáculos a decorrer ao mesmo tempo… na noite que aqui estivemos, estavam a haver apresentações em dois andares!

O palco, momentos antes de começar a apresentação!

Aquele que vimos teve duas partes de 45 minutos, com um intervalo no meio. Foi uma actuação surpreendente e que superou todas as minhas expectativas, quer pela qualidade dos músicos quer pela destreza, agilidade e coordenação dos bailarinos, com várias mudanças de roupa e estilos de danças tradicionais diferentes. Nem demos pelo tempo passar… recomenda-se! 😍

Durante uma das danças apresentadas!
DIa 4

O quarto dia começou com a passagem pela Ponte da Liberdade, em direcção ao lado Buda! A ponte deixa-nos perto das famosas Termas e Hotel Gellért, que ficam em frente à maravilhosa Budapest Cave Church.

Atravessando a ponte… na esquerda o Hotel e Termas Gellért, em frente a Igreja na Gruta e à direita, em cima, o Monumento da Liberdade (Citadella)!

A igreja é magnífica… pequena, linda, com as suas várias capelas inseridas na gruta! Não sei se é habitual, mas fomos a um domingo e a bilheteira estava fechada. Como não estava lá ninguém, mas a porta estava aberta, entrámos sem pagar e vimos sem guia, ao nosso ritmo, com muita calma e sossego! Foi uma excelente maneira de começarmos este dia e é outra daquelas visitas que considero obrigatórias! 😊

Igreja na Gruta

Quando saímos da Igreja começámos a subir até à Citadella, o ponto mais alto de Budapeste! Foi acabada de construir em 1854 e tem lá dentro um bunker que pode ser visitado, infelizmente encerrado quando aqui estivemos. Lá em cima podemos ver também o Monumento da Liberdade, uma das estátuas mais fotografadas da cidade. Para quem, como nós, quiser ir a pé, existem pelo menos dois caminhos para lá chegar. Nós subimos a partir da Praça Szent Gellért, mas aviso que é cansativo e que existem várias bifurcações… tenham cuidado para não se enganarem! 😁

A subida que fizemos e o Monumento da Liberdade!

Depois da Citadella, descemos por um caminho diferente e fomos em direcção ao Castelo de Buda!

Descendo a Gellért Hill!

O caminho, junto ao rio, é bem bonito e com vários pontos de interesse. Passa-se pelas Rudas Baths, umas termas bem agradáveis, e por alguns museus e galerias! Como o nosso objectivo era mesmo visitar o Castelo, apenas parámos na Ybl Budai Kreatív Ház, uma galeria com um engraçado leão à porta onde vimos uma pequena exposição de arte moderna!

Entrada da Ybl Budai Kreatív Ház.
Uma das instalações da exposição!

Quase em frente, fica Várkapitányság, que tem umas impressionantes estátuas junto à fachada. Penso que seja onde estão localizados os serviços administrativos e os escritórios do castelo.

Fachada da Várkapitányság!

Existem várias maneiras de chegar ao Castelo de Buda! Nós resolvemos entrar pelos jardins, chamados de Várkert Bazár.

Percorrendo o jardim…

Aqui fica uma escada rolante que nos leva de graça, e muito rapidamente, para a zona principal do complexo! Evita-se ter de pagar e ter de esperar na enorme fila para o Funicular! Além disso, os jardins são bem bonitos e interessantes! 😉

Indo para a escada rolante, ao fundo!

Dentro do castelo, visitámos o Budapesti Történeti Múzeum, que é enorme! É um espaço fabuloso que apresenta inúmeras peças de arte relacionadas com a história do país. Pintura, escultura, vestuário, armas, arte sacra e uma espectacular cave, que achei impressionante!

Algumas das peças do Budapesti Történeti Múzeum.

O complexo do castelo tem muito que ver, mesmo para quem não estiver interessado em visitar o museu… os seus pátios e recantos são ricos em estátuas e ornamentações!

Na praça do Castelo de Buda!

Depois da visita ao Castelo, fomos em direcção ao Bastião dos Pescadores, tendo feito uma paragem para uma visita a um macabro lugar… o Labirinto do Drácula!

É um curioso e divertido labirinto, rodeado de algumas lendas, onde esteve aprisionado Vlad, o Drácula! É interessante a visita pelos seus corredores, onde se encontram algumas salas com manequins e objectos usados pelo Conde e seus convidados, mostrando como viviam no local. Apesar de ser prisioneiro, este conhecido personagem foi fazendo alianças com outros criminosos e acabou por transformar o sítio numa espécie de palácio subterrâneo.

Uma das salas do Labirinto!

O labirinto tem cerca de 1.000 metros abertos ao público, sendo feita uma previsão de meia hora por visita. Os corredores estão marcados e alguns estão fechados, por segurança, mas aviso que é um lugar pouco iluminado e que irá ser necessário o uso da lanterna do telemóvel em várias passagens! Algumas das marcas estão meio apagadas… tenham cuidado e não se percam, que foi o que aconteceu com alguns membros do nosso grupo! 🤣

Mais figuras que se encontram e alguns dos corredores por onde se passa!

Quando saímos do Labirinto já estava a escurecer! Resolvemos, por isso, dar apenas mais uma volta pela zona… passámos pela Igreja de São Matias e pelo Bastião dos Pescadores, sem perder muito tempo porque no dia seguinte iríamos voltar aqui. Descemos em direcção à Ponte das Correntes. Atravessámos e fomos passeando pela cidade até chegarmos ao Gulyás Étterem, onde resolvemos jantar.

Bastião dos Pescadores
DIA 5

O dia 5 foi novamente dedicado a Buda, tendo começado nas termas Rudas Baths. Nestas termas fomos recebidos também com muita simpatia… são pequenas, simples e sem muitos luxos. Têm uma cafetaria à entrada e uma fantástica piscina de água quente no terraço da cobertura! 😊

Entrada para os Banhos!

Depois das termas passámos pelo Funicular, que não usámos novamente, e subimos por um acesso que nos deixou perto do Bastião. Acabámos por fazer uma visita à Casa de Houdini! Fomos visitar este museu, aproveitando o facto de termos almoçado no restaurante que está mesmo em frente, que é bem barato e bom, funcionando tipo buffet… é o Vár Bistro!

O Funicular e a peça de decoração que estava à entrada do restaurante!

Na Casa de Houdini fomos recebidos com muitos sorrisos, por duas simpáticas recepcionistas, tendo uma delas sido a guia da nossa visita a este pequeno museu! Fez-nos uma explicação bem detalhada sobre a vida de Houdini, enquanto víamos alguns objectos pessoais e algumas réplicas dos materiais usados por este ilusionista.

A entrada da Casa de Houdini e a minha mãe a fugir de um cofre!

No final da visita, tivemos direito a assistir a um curto, mas engraçado e divertido, show de magia! Impecável! Comprei umas algemas em miniatura, como recordação! 

A nossa guia a mostrar como se fazem alguns truques e o Mágico do espectáculo que se vê no local!

A próxima atracção a ser visitada foi a Igreja de São Matias, que tinha sido vista só por fora. É outro dos locais de culto de Budapeste que merece ser conhecido! Foi construída entre os séculos XIII e XV, tendo sofrido transformações no final do séc. XIX. Esta igreja é deslumbrante, começando logo pelo telhado colorido e por todo o seu exterior… além de que a zona onde está, junto ao Bastião dos Pescadores, é linda e muito calma, apesar de muito turística!

O interior da igreja é muito rico em decorações, com alguns pormenores fascinantes. Além das suas capelas e altares, passam-se por várias divisões, com muitas peças em exposição. Podem ser aqui vistos os túmulos de Bela III e da sua esposa Anne de Châtillon e uma réplica das jóias da coroa, além de escudos, incríveis frescos e bonitos vitrais. Podemos também subir os 197 degraus da sua torre, restaurada e aberta em 2015, obtendo uma excelente vista da cidade.

O exterior da Igreja, um dos altares e o túmulo de Bela III e Anne de Châtillon.

O espectacular Bastião dos Pescadores é um excelente sítio para passear sendo calmo e seguro, apesar da quantidade de pessoas que visitam este local! É facilmente acessível para quem vem do Castelo de Buda e outra maneira fácil de cá chegar é fazendo uma subida que começa logo a seguir ao arco do viaduto e à rotunda da Ponte das Correntes… É um trilho que se faz por dentro do pequeno monte, que fica por baixo do Bastião!

Bastião dos Pescadores

São muitos os museus e os pontos de interesse nesta parte da cidade. Façam uma pesquisa, pode ser que gostem das temáticas! Lembro-me de ter passado pelo Museu dos Telefones que, infelizmente, estava fechado nesse dia e sei que existe também um Museu da História Militar.

Continuámos a nossa exploração à zona e encontrámos a Igreja de Santa Maria Madalena, ou melhor, a torre da igreja porque o resto foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial! Restam apenas a torre, o chão, uma janela e pouco mais, deste templo do século XIII. Os sinos da torre continuam a funcionar e li em algum lado que se pode subir ao topo, para admirar a paisagem.

Torre e Janela da Igreja de Santa Maria Madalena!

No final da tarde, ainda houve tempo para visitar a Koller Gallery! A primeira coisa a dizer desta galeria é que a entrada é grátis! É uma casa-museu-galeria, onde muitas das peças que estão em exposição estão à venda. São vários pisos e um jardim, que podem ser visitados e onde se vêem quadros e esculturas espectaculares… o jardim, para mim, é a melhor parte… pequeno mas com algumas esculturas que valem bem a pena ser admiradas! Quando acabámos a visita tivemos uma divertida conversa com a recepcionista, que falava português correctamente! 😁

Algumas das peças do jardim!

Abandonámos a zona e fomos até ao hotel, descansar um pouco. A noite foi destinada para um passeio de barco pelo Danúbio! Outra daquelas coisas que não podem deixar de fazer!

São muitas as empresas que fazem os passeios pelo Danúbio, e que podem ser encontradas à beira do rio, mais facilmente no lado de Peste, sendo as primeiras a seguir ao Great Market Hall, à saída da linda Ponte da Liberdade… indo pela margem em direcção ao Parlamento, encontram-se várias destas operadoras!

A doca onde embarcámos!

No nosso caso a companhia escolhida foi a Silverline, fazendo a reserva através da recepção do hotel. Fizemos o percurso simples, sem jantar nem música ao vivo, num barco espectacular, onde se conseguiu ter uma vista magnífica durante todo o passeio! Ao mesmo tempo, vai-se ouvindo nos altifalantes da embarcação, algumas curiosidades e informação variada, sobre os pontos por onde se vai passando!

O interior do barco!

Acreditem que vale mesmo a pena… o Parlamento é lindo, visto do rio, assim como o Castelo de Buda, as pontes e tudo o mais que se vai vendo nas duas margens! Realizámos o passeio, no penúltimo dia na cidade, depois de termos percorrido a pé todos os pontos por onde passámos de barco… mesmo assim, já conhecendo as coisas, a vista é deslumbrante!

Ponte das Correntes

Façam a visita durante a noite… a nossa foi às 19h. Os monumentos iluminados são especialmente bonitos! 🥰

Castelo de Buda
O fantástico Parlamento!

Daqui fomos para o centro da cidade. Parámos para comer qualquer coisa e fomos ao Mercado de Natal, antes de voltarmos ao hotel!

Percorrendo o Mercado…

Aqui uma das bancas que mais me surpreendeu foi a dos chocolates a imitar peças de metal, ferro e madeira. Passei-me com o pormenor das imitações… Alicates, porta-chaves, saca-rolhas, parafusos, chaves-de-fendas, colheres de pau, cadeados, tudo feito em delicioso chocolate! Não resistimos e comprámos vários, que oferecemos como recordação a alguns amigos e familiares!

A banca dos chocolates… Maravilha!
DIA 6

O sexto dia começou com uma visita ao Mercado Central (Great Market Hall), onde se pode comer e comprar recordações, ao mesmo tempo que se conhecem os produtos locais. Comparem os preços que variam muito dentro do recinto… existem algumas lojas, com os mesmo produtos, muito mais caros que noutras logo ao lado! 

Mercado Central

Achei engraçado um expositor que tem os vários tipos de cogumelos… os comestíveis, os psicotrópicos e os mortais! 😄

A montra dos cogumelos!

Outra coisa engraçada, e que nunca tinha visto, foi uma scooter-ambulância que estava estacionada perto do Mercado. Achei bem curioso e ao mesmo tempo útil! É uma forma muito mais rápida de mandar alguém prestar os primeiros-socorros enquanto a ambulância não chega, já que estamos numa cidade. Também pode ser uma maneira de socorrer feridos ligeiros, que não precisem de transporte. Gostei!!

Scooter-Ambulância

Depois do Mercado, fomos novamente para a zona do Bastião dos Pescadores. Fizemos uma paragem para café e descansámos num banco junto à Pedra dos 0 Quilómetros! Fica mesmo à saída da Ponte das Correntes, no lado Buda, ou se preferirem, mesmo à entrada do Funicular… num pequeno largo entre uma coisa e outra. Nada de especial, se compararmos com a maioria das esculturas que vamos encontrando pelas ruas da cidade!

Vale pelo seu significado, já que é a Pedra dos 0 km, a partir de qual são medidas as distâncias de todas as estradas para Budapeste! Tem 3 m de altura e foi colocada em 1932, embora tenha sido destruída durante a II Guerra Mundial! Foi posta novamente em 1953 e esta versão, nesta posição, existe desde 1975! Vê-se durante o passeio… penso que não é nada que mereça um desvio propositado.

Pedra dos 0 Quilómetros

Sendo músico, não podia deixar de visitar o Museu da História da Música! Achei espectacular a visita a este local, com várias salas repletas de pianos e outros instrumentos musicais! Chegámos ao museu perto da hora do almoço, sendo os únicos visitantes… as luzes foram acesas por causa da nossa entrada! 

Cópia exacta da sala de László Lajtha, pedagogo musical húngaro e compositor de música folk.

Os dois funcionários, já com uma certa idade, foram bem simpáticos, entregando-nos panfletos e variada informação sobre o local e sobre as peças em exposição. Muitos pianos em várias salas, violinos, duas reproduções de oficinas de restauro, réplicas das salas de estudo de alguns músicos locais, enfim, uma maravilha para músicos e amantes deste tipo de peças de arte, já que os considero muito mais que simples instrumentos musicais. Recomenda-se! 

Um dos muitos instrumentos em exposição!

Fomos almoçar novamente ao Vár Bistro e demos mais umas voltas pelo Bastião dos Pescadores e numa pequena feira que estava na sua parte de baixo. Depois disso, fomos a outro local que considero obrigatório… o Hospital in the Rock / Nuclear Bunker Museum!

Fachada do Hospital e primeiro corredor de acesso ao interior!

Façam a visita, que só pode ser feita com guia (não existe em português) e passem-se com este abrigo nuclear! Tudo o que vêem é o material original deste hospital que só deixou de ser secreto em 2008 e onde ainda tudo funciona. Todas as máquinas, equipamentos e até mesmo os papéis e documentos que os manequins parecem escrever, são os originais! Não são permitidas fotos durante a visita (infelizmente)! 🙂

Os frascos usados no Hospital!

Depois desta impressionante visita, fizemos a caminhada de volta para o hotel, chegando a horas de jantar. Após a refeição demos uma volta pela cidade, percorrendo ruas diferentes e descobrindo mais alguns monumentos e pontos interessantes. Vale a pena vaguear por Peste, sem destino… encontra-se sempre algo novo!

Decoração de Natal na rua e entrada de uma Galeria, que encontrámos pelo caminho!

Encontrámos ainda um templo, que não consigo saber o nome, mesmo depois de ter pesquisado… o problema é que não faço ideia das ruas por onde andámos e assim não o consigo localizar no mapa!

O altar principal e uma das peças desta igreja ‘anónima’! 😆

De qualquer modo, entrámos e ainda bem… era uma curiosa igreja que tinha uma cave, onde também faziam cerimónias!

A cave, onde estavam várias pessoas a rezar!

Daqui fomos de novo para a zona do nosso alojamento. Como era a última noite, resolvemos ir curtir umas horas para o Púder Bárszínház, um dos famosos bares em ruínas de Budapeste e que fica mesmo ao lado do hotel. Excelentes bebidas, desde o chocolate quente ao Winter Elixir, um cocktail que é uma maravilha!

Estes bares ocupam edifícios que foram destruídos durante a guerra e que, sem serem reconstruídos, foram adaptados para a vida nocturna. São locais únicos, decorados de forma espectacular, muitas vezes ainda com móveis e outros objectos que estavam nos destroços. O ambiente é muito seguro e animado, sendo as bebidas baratas e servidas com muita simpatia! A maior parte deles fica no bairro judeu mas, pelo que li, existem cerca de 30 na cidade.

Sala principal do Púder Bárszínház!

A última manhã não nos deu para nada, já que o avião era cedo. Depois de um excelente pequeno-almoço demos uma voltinha pelos arredores do hotel, para nos despedirmos desta linda cidade!

Durante a última voltinha…
À espera do transfer para o aeroporto!

A última ‘dica’ que tenho para dar é que, caso sejam gulosos como eu, não se venham embora sem provar o Túró Rudi, chocolate típico que só se fabrica e comercializa cá, não sendo exportado para nenhum outro país! É vendido fresco e está sempre exposto ao lado dos iogurtes… Muiiiiiiiito bom! Comi estes dois de tacada! 🤣

Túró Rudi

Como digo em todos os artigos, e pelo que foram lendo neste diário de viagem, ficou muita coisa para ver nesta cidade. É uma capital linda, segura e com muito para descobrir… já estou com vontade de voltar! Arranjem tempo, dinheiro (não é uma cidade barata) e façam uma visita… vai deixar saudades! 💗

Deixo-vos com a foto de uns pardais que estavam numas cadeiras do aeroporto e que não saíam mesmo quando as empurrávamos! Boas viagens! 😊

Os pardais do aeroporto, mais que habituados às pessoas!
Publicado em polónia

Wroclaw – Antiga Breslávia – 5 dias

A minha viagem para Wroclaw realizou-se entre os dias 27 e 31 de Janeiro, em 2018… fui com os meus pais e um casal amigo, ou seja, éramos 5 pessoas! O avião que nos levou era da Ryanair e como tínhamos uns vouchers, dados como compensação devido a um atraso numa viagem dos Açores para Lisboa, os bilhetes todos custaram apenas 0,90€, ida e volta!! 😄

Este foi o nosso Roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 4

DIA 1

Chegámos a Wroclaw, perto da hora do almoço, com o transfer já pedido através do hotel e tudo feito pelo Booking. Temos por hábito levantar dinheiro no aeroporto, logo quando chegamos ao nosso destino, de modo a facilitar todo o processo de câmbio. Antes de nos dirigirmos para o transporte ainda comprámos umas águas, o que fez com que ficássemos com dinheiro trocado. A moeda da Polónia é o zloty, que equivale a 0,21€, ou fazendo as contas por alto, 1€ são quase 5 zlotys. 

Os primeiros zlotys, levantados no aeroporto!

Entrámos na carrinha e lá fomos para o hotel Ibis Styles Wroclaw Centrum. Uma coisa engraçada… durante o caminho, perguntámos ao moço se trabalhava para o hotel, tendo respondido que era uma empresa que fazia esses serviços, eram usados por vários alojamentos da cidade e que o mais certo era não ser ele o condutor, na viagem de volta. Chegados à porta do Ibis, ajudou-nos a transportar as malas e decidimos dar pelo serviço e simpatia, sendo nós 5 pessoas, o equivalente a 1€ cada. O resultado foi que no dia de irmos embora, ele estava à porta do hotel, meia-hora mais cedo do que o combinado. Todo sorridente e ainda mais simpático! 😊

No primeiro dia, não fazíamos ideia do custo de vida na Polónia… ao longo da semana é que nos apercebemos que a gorjeta que lhe demos equivalia, por exemplo, a uma boa refeição num dos restaurantes da cidade! 😉

O hotel é impecável e recomenda-se! Muita simpatia e excelentes comodidades, higiene e serviço. Saboroso e variado pequeno-almoço, com todo o tipo de pratos e opções quentes e frias. Na recepção tivemos sempre chá e café grátis, à nossa disposição… acontecendo o mesmo com as águas no quarto.

O meu quarto!

No hotel há um bar, com uma excelente decoração e onde se passa um bom bocado… é o Blackboard Pub. Também há um restaurante, mas não chegámos a experimentar.

Blackboard Pub!

Depois de instalados e após um breve descanso, começámos a nossa exploração! Esta engraçada cidade é conhecida pelos seus gnomos, que apareceram devido a um movimento político. Li que são mais de 300, mas só encontrámos 128!! 😁

Estão espalhados por todo o lado… quer seja no chão, quer seja à beira de um canal, pendurados num poste, numa janela, no meio de uma praça, onde menos se espera… lá aparece um!! O que é certo é que se torna um vício e ao segundo dia, já todos procurávamos as pequenas estátuas!

O primeiro gnomo a ser encontrado!

Ao sair do hotel e procurando chegar ao centro, o que se revelou bastante fácil já que a cidade é pequena e fácil de percorrer a pé, passámos em frente à linda estação de comboios Wroclaw Glowny. A janela do meu quarto ficava mesmo de frente para ela… Tive uma vista privilegiada! Tem algumas lojas e cafés e vale a pena ser visitada. 

Wroclaw Glowny

Logo a seguir, fica o Teatr Muziczny Capitol, onde também se pode entrar e espreitar!

Teatr Muzyczny Capitol

Continuámos a caminhada, tendo parado numa pastelaria para comer qualquer coisa e seguindo caminho.

Alguns dos gnomos!

Depois de mais uns gnomos encontrados, acabámos por chegar à Rynek! Esta é a praça da cidade, onde não entram carros e onde ficam duas das maiores câmaras do país. Uma delas é especialmente bonita, tendo um pequeno relógio astronómico.

Rynek

É uma das maiores praça de mercado da Europa. Alguns dos melhores restaurantes da cidade são nesta área! 😊

Outra imagem desta zona!

Nesta época do ano, a noite cai muito cedo… num dos dias entrámos num restaurante para almoçar de dia e quando acabámos já era de noite, apesar de só lá termos estado perto de uma hora e meia! Assim, resolvemos ir comer qualquer coisa rápida, depois continuámos o passeio por mais um bocado, anoiteceu completamente e fomos para o hotel, descansar. 

Outro dos gnomos!

De qualquer modo, ainda deu para dar uma volta pela zona do Bastion Ceglarski, que tem vários parques e espaços abertos e muitas zonas com água. Não podemos esquecer que a cidade foi construída sobre algumas ilhas! 

Bastion Ceglarsky

De regresso ao hotel passámos pelas famosas esculturas de Jerzy Kalina. Chamam-se ‘Przejscie‘ e são um memorial a todos os que foram mortos, que desapareceram, que foram enterrados e que sofreram durante o regime comunista! Foram colocadas em 2005.

Przejscie

DIA 2

O segundo dia, depois de um excelente pequeno-almoço, começou com mais um passeio pela cidade.

Conhecendo a cidade!

Fomos para o lado contrário à Rynek, percorrendo um monte cheio de árvores, que é circundado por um canal, tendo vários caminhos, em diferentes níveis. Num deles, vimos uns quantos corredores matutinos. 

Continuando o passeio, à beira de um dos canais!

Passámos por um mural, por vários parques e praças… apesar de ter 700 mil habitantes, é uma cidade muito segura e calma!

Mural que encontrámos pelo caminho…

Continuando o passeio encontrámos um bunker, que infelizmente não é visitável. 

Bunker

Andando pela cidade, vão-se descobrindo vários recantos e pormenores engraçados. Wroclaw tem muitas estátuas, memoriais e espaços verdes… vale a pena perder-se e explorar as várias zonas, enquanto se vão encontrando, também, os gnomos. O objectivo do dia era ir ao Panorama Raclawicka, que é uma obra-prima imperdível e bastante curiosa!

Engraçado autocarro, todo transparente, para passeios de turismo!

Fica perto do Bastion Ceglarski, que tínhamos visitado durante a noite e que agora aproveitámos para ver melhor e com mais atenção. Aqui está o que resta das muralhas, feitas em 1585, construídas para proteger a cidade e defender os portões de tijolos, que ainda se conseguem ver. Por cima tem uma espécie de anfiteatro.

Os portões do Bastion Ceglarski.

No início desse parque, fica o Monumento às Vítimas do Massacre de Katyn (Pomnik Ofiar Zbrodni Katynskiej). Esta peça emociona pela sua composição e pelo seu significado, que é recordado em muitos memoriais por toda a Polónia. 

Monumento às Vítimas do Massacre de Katyn

O Panorama Raclawicka é uma coisa fantástica. Não existem palavras suficientes para descrever o que se sente quando se chega ao topo deste edifício, que por si só, é magnífico. 

Outra das estátuas deste parque, já se vendo o Panorama Raclawicka por trás!

É incrível o trabalho que está aqui feito, tendo em conta a dimensão, a data em que foi criado e a qualidade da obra! Só mesmo vendo… 😊

Panorama Raclawicka

Deixa-se de perceber onde acabam os elementos naturais e começa a pintura, devido à sensação de 3D criada. Entrámos sem guia, sem áudio, sem nada e não foi necessário. O local é fabuloso e a observação ocupa-nos todo o tempo! Leiam a história do monumento na net, antes de entrar, e visitem o local! 

Pela foto é difícil perceberem mas, o que está na parte de baixo da imagem, a caixa, os troncos e os arbustos são elementos verdadeiros… O resto é pintura!

As visitas à parte superior são com hora certa, mas não se preocupem. Nós comprámos o bilhete e, até à hora de subir, fomos vendo as salas e as exposições que se encontram no piso inferior. 

Uma das várias peças que se podem ver nas exposições, do piso inferior!

Depois de sairmos do Panorama, demos mais umas voltas pela zona e fomos para Ostrow Tumski, a ilha onde fica a Catedral!

Outra das estátuas encontradas…

Fizemos o percurso em direcção à Sand Bridge (Most Piaskowy), que nos leva para uma pequena ilha.

Esta é a Most Piaskowy ou Sand Bridge, que nos leva para a ilhota que serve de passagem para Ostrow Tumski.

Atravessámos essa ilha pra encontrarmos a Most Tumski, que era conhecida por ser a ponte dos cadeados, entretanto retirados. Com ou sem eles, é uma ponte bem bonita. 

Esta pequena ilha por onde se passa, chama-se Wyspa Piasek e está conectada, através de pontes, com mais 4 ou 5. Todas elas têm pontos de interesse que vão desde parques, a passeios de barco, monumentos e algumas igrejas bem bonitas. É uma questão de ir com tempo e explorar! 😉

Outro dos gnomos! 😄

Todas têm muitos espaços verdes e a Wyspa Slodowa, que fica à esquerda desta, é conhecida pelos seus bares e esplanadas. 

Um dos espaços por onde passámos!

Depressa se chega à Most Tumski, que tem junto à sua entrada uma bonita praça e alguns monumentos.

A bonita ponte, ainda com os cadeados.

Quando aqui estivemos haviam barracas a vender cadeados e recordações relacionadas com a ponte… penso que já não devem existir. Foi construída em 1889, para substituir uma velha ponte de madeira. 

Os cadeados, a maior parte com corações, fizeram com que fosse chamada de Ponte do Amor!

Foi essa ponte que nos levou para a ilha seguinte, onde fomos comer qualquer coisa e ver a Catedral!

Ostrow Tumski, conhecida como a Ilha da Catedral!

Ostrow Tumski, a ilha da catedral, é muito calma e vê-se em poucas horas. Tem vários cafés e restaurantes, alguns deles bem bonitos em termos de decoração, e a catedral tem mesmo de ser visitada. À porta, está uma pequena maqueta em bronze do templo, que é um dos ex-libris da cidade! Chama-se Catedral de São João Baptista, em polaco Archikatedra Sw. Jana Chrzciciela, e aquela que vemos é já a 4ª igreja a ser construída no mesmo local, sendo de um estilo gótico com alguns elementos neogóticos.

A catedral e a sua maqueta!

O interior da Catedral é lindo e merece ser visto sem pressas… Visitem as suas capelas interiores, observem os magníficos tectos e vejam os seus vitrais! São vários altares, cheios de riqueza e de pormenores espectaculares. 

Interior da Catedral

Depois de vermos a Catedral, demos mais um passeio nesta zona e voltámos para a ilhota anterior, onde fomos visitar a igreja que fica mesmo à entrada da ponte dos cadeados. É a Church of Our Lady on the Sand e é conhecida pelo ‘szopka’, uma capela transformada numa espécie de cidade-presépio miniatura, cheia de luzes, cor, muitos brinquedos e partes electrónicas. Apesar de se encontrar fechada ao público, conseguimos entrar graças a uma turma de estudantes, que estava de visita ao local.

A capela-presépio da Church of Our Lady on the Sand.

Continuámos o nosso caminho, encontrando vários gnomos, até chegarmos à Rynek, onde fomos almoçar.

Este estava entretido no computador!
Dois que estavam com cara de já ter almoçado! 😁

Como estava a ficar tarde e não tínhamos já muito tempo para andar a escolher, entrámos na Pizzaria O Sole Mio. Apesar da hora tardia, fomos recebidos com muita simpatia. Óptimas entradas, boas massas e boas pizzas. O restaurante tem uma sala na cave, onde ficámos, maior que a do rés-do-chão e com uma decoração agradável. Os preços são bastante acessíveis, apesar das doses não serem muito grandes. 

Já na cave da pizzaria, onde resolvemos entrar!

Após o almoço, já estando a escurecer, demos umas voltas pelos arredores da praça, que tem muito que ver… muitos gnomos para serem encontrados e fotografados para a colecção, assim como várias outras estátuas.

A arquitectura desta parte da cidade é bastante típica deste país, com as suas casas coloridas.

Procurando um restaurante… na Rynek.

Depois disso fomos até ao hotel, onde descansámos antes da habitual caminhada nocturna. 

Mais dois, dos muitos que foram vistos até chegarmos ao hotel… Torna-se mesmo um vício! 😂

Perto das 19h30 saímos do hotel e fomos dar um passeio. Começamos por percorrer as ruas na zona do nosso alojamento e da estação de comboios, para nos ambientarmos mais com a nossa ‘vizinhança’! 😆

Um que estava a ver televisão, com o comando numa mão e o telemóvel na outra!

Demos uma volta por Rynek, explorando mais uma vez as ruas circundantes. Por fim, resolvemos parar na Chimney Cake Bakery e provar alguns desses famosos bolos. Uma maravilha, com vários recheios e massas que podem escolher! 

Aproveitámos também para entrar no restaurante Konspira e fazer a reserva para o almoço do dia seguinte. Sabíamos que era a única forma de conseguir lugar… mais à frente falarei dele!

Estes estavam numa espécie de casino… Nas duas pontas da janela! 😄

Como não tenho fotos dos bolos porque são enormes e não consegui tirar o telemóvel do bolso (na verdade nem me lembrei), deixo-vos as fotos de mais alguns dos gnomos descobertos! 😅

E estes estavam a encher o copo! 😁

Finalmente, fomos para o hotel… a intenção era acordar cedo, para aproveitar bem o dia. Pelo caminho ainda encontrámos um gnomo feiticeiro e passámos pela Wroclaw Glowny, que iluminada fica ainda mais bonita!

O gnomo e a estação de comboios, que é linda!

DIA 3

O terceiro dia começou com mais uma visita à Glowny. Subimos até às linhas de comboio, para ver o movimento e o tipo de viaturas. Depois percorremos as ruas da zona, descobrindo mais alguns gnomos e outras esculturas.  

Um dos gnomos que estava à porta da estação, o interior da Glowny, outra das estátuas encontradas… e mais um gnomo, com um computador da HP!! 😆

O passo seguinte foi entrar no Kolejkowo, que fica nesta área. É um espaço incrível, muito curioso e bastante divertido, quer para as crianças quer para os adultos… merece mesmo ser visitado.

Parte do que se vê… Magnífico!

Trata-se de uma cidade em miniatura, com todos os pormenores que possam imaginar, com movimento e com ciclo solar e tudo!

E esta é a parte de fora do lugar onde estamos, também ele em miniatura.

Desde comboios, a bairros com a sua vida normal, pessoas à janela a espreitar os vizinhos, espaços para concertos, natureza… até um cão a urinar para a roda de um carro!! 😅

São centenas de pormenores a retratar a ‘vida real’ numa cidade. Percam tempo a olhar para tudo… Aqui está o cão, a desenrascar-se na roda de um carro! 😁

Terminada a visita à cidade em miniatura, fomos em direcção ao centro. Resolvemos seguir um caminho diferente do habitual, para conseguirmos descobrir coisas novas… e gnomos, claro! Passámos por algumas praças, jardins, avenidas e zonas com várias lojas e restaurantes.

Dois que encontrámos… um de bicicleta e o outro a fazer entrevistas! 😃

Acabámos por parar na Plac Solny. É uma praça mais pequena que fica quase colada à Rynek e onde se situa o Konspira, restaurante que reservámos para almoçar. O centro desta praça tem um pequeno Iglica, que é um monumento bastante singular… uma espécie de agulha. Esta praça funciona como mercado de flores, tendo vários quiosques dedicados a isso. 

Plac Solny, com o seu Iglica!

Existe outro Iglica na cidade, que fica perto do Zoo, na praça do Salão do Centenário – Hala Stulecia. Esse foi construído em 1948 e tinha 106 metros de altura. Hoje em dia, depois de uma reforma que lhe fizeram tiraram 10 metros ficando assim com 96 m. Aí também fica o Parque Szczytniki, que é bem grande e bonito e ainda o Jardim Japonês – Ogród Japonski. Dessa zona toda, só tivemos tempo para ver o Zoo, que mesmo assim nos ocupou umas quantas horas. 

Mais três… adoro o da guitarra! 😊

Atravessámos a Praça do Mercado e fomos ver melhor as casas do John e Margaret, também conhecidos como Hansel e Gretel ou como João e Maria, em Portugal! São lindas e é impossível não reparar nelas. Estão unidas por um arco e por aquilo que percebi são das casas mais antigas da cidade, tendo sobrevivido a todos os bombardeamentos. 

O gnomo com o coração de Wroclaw, as casas de João e Maria, um gnomo generoso e a Torre da Garrison.

Por trás destas duas casinhas, fica a Torre da Garrison que é um excelente miradouro. Só está aberto entre Abril e Outubro, por isso não tivemos oportunidade de lá subir. Esta torre está colada à Basílica de Santa Elisabete, que pode ser visitada. Foi o que nós fizemos! 😁

O interior da Basílica!
Enquanto íamos para o próximo destino, descobrimos este a descansar encostado ao bunker.

Depois de sairmos da Basílica, fomos conhecer Stare Jatki. Trata-se de uma rua, em que existiam vários matadouros, com os respectivos talhos, desde o ano 1242! A partir do séc. XIX foram deixando de vender carne, até que foram transformados no que são hoje… cafés e galerias de arte. Vale a pena passar por lá! 😊

Ainda há pouco tínhamos visto um a descansar, este está mesmo a dormir! 😂
Stare Jatki

Chegou a hora do almoço! Voltámos então para trás e fomos para o Restauracja Konspira. Este restaurante era na altura em que lá fomos e continua a ser, o número 1 do Tripadvisor, entre outros sites do género. Por esse motivo, tivemos de reservar anteriormente! O serviço é excelente e a decoração e os vários pormenores estão bastante bem conseguidos. Depois de lá estarmos concordámos… o destaque que tem é merecido! 😉

Como tínhamos comido pizza e massa no dia anterior, aqui resolvemos provar alguns dos pratos regionais e ainda bem. Foi no local certo! 

Konspira

A ementa é apresentada sobre forma de jornal, com algumas fotos que nos mostram o que são os pratos. Depois de umas entradas, que foram pão com uma espécie de banha e uns pickles, pedi uma Zurek. É uma sopa típica da Polónia, com um sabor muito característico. Foi servida dentro de um pão, bem crocante, e levava ovo cozido, chouriço, bacon, batata, cogumelos e couve. 

Pedimos Kotlet Schabowy, que é um tipo de panado de porco, com salada de couve, beterraba e batatas fritas a acompanhar… também era muito bom… neste restaurante chama-se Zestaw Robotniczy. Para a mesa ainda vieram duas doses de Solidarnosc Polsko-Wegierska, que é uma adaptação do goulash, sem ser em forma de sopa. Vinha servido com batatas e três tipos de salada. Claro está que veio também um prato de Pierogi, servidos à maneira da casa e diferentes dos outros locais.

A deliciosa Zurek!

Depois disso, pedimos a sobremesa do dia… era uma travessa enorme para cada um, cheia de gelado, bolos, bolachas, fruta e mais nem sei o quê!! 😅

Terminamos a refeição com os cafés e com uns copinhos de Sliwowica, a bebida local que é uma aguardente feita de ameixa.

Os pratos principais, a sobremesa e o café com a Sliwowica.

Com as entradas, os pratos que comemos, as sobremesas, cafés e digestivos, mais o serviço que foi impecável e sem contar com a reputação da casa, pedimos a conta bastante curiosos com o que nos iriam cobrar… lembro-me de dizer aos meus pais para prepararem a carteira… heehehe… a conta veio e foi uma surpresa… não chegou a 12€ cada um! Só para verem a diferença de preços, em relação aos nossos. Penso que em Portugal, o valor total do que pagámos seria quase o que nos iria custar a cada um, num restaurante com a mesma categoria! 😆

Depois desta magnífica refeição, fomos dar mais um passeio pelos arredores. 

Livraria espanhola, mesmo em frente ao Konspira.

Fomos procurando mais gnomos e andando até à Universidade, que estava fechada.

Mais uns quantos para a colecção!

Acabámos por entrar numa igreja, com uma riqueza espectacular e com mais um presépio montado… vimos pelos menos 3, durante a viagem, todos bonitos e com muitos pormenores! Esta igreja era a Parish of the Most Holy Name of Jesus e ficava na Praça da Universidade.

O presépio da igreja.

No regresso ao centro, encontrámos também a St. Adalbert’s Church, que nos pareceu enorme e bem bonita. Infelizmente, estava fechada.

O altar principal da Parish of Most Holy Name of Jesus e o exterior da St. Adalbert’s.

Daqui, como os monumentos já estavam todos a encerrar, fomos para o hotel. Pelo caminho, passámos pelo Wzgórze Partyzantów, que nos pareceu que ia entrar em obras. Pelo que sei, hoje em dia está restaurado e a funcionar, com esplanadas e concertos ao ar livre. 

Wzgórze Partyzantów, hoje em dia a funcionar com muita animação e serviços.

DIA 4

O último dia começou com uma caminhada até ao Zoo. Resolvemos ir pelo campo, por fora da cidade, e foram uns quantos quilómetros! 😅 

Já a chegar ao Zoo, ainda tivemos de contornar todo este muro e encontrar a porta principal!

O Zoo de Wroclaw é enorme e merece muito ser visitado.

Um dos bonitos animais… bom espaço e bom tratamento.

São várias as secções e os pavilhões que se encontram, sendo o Afrykarium uma experiência imperdível e única no mundo. Foi inaugurado em 2014 e é o único oceanário temático que existe, dedicado exclusivamente à fauna africana.

Já noutra secção… O Terrarium!

Podemos passar por um túnel que atravessa o interior do aquário e a cascata, com a piscina dos hipopótamos, é espectacular e vale mesmo a pena conhecer.

Passando por trás da cascata, na zona dos hipopótamos! 😍

Não consigo descrever o lugar como merece… apenas posso dizer para não perderem a oportunidade. 😊

Começando a passar por dentro do aquário!

Foram bem gastas as horas que passámos a percorrer o Zoo e o Afrykarium, com todas as suas secções. Quando demos por terminada à visita, fomos à recepção e pedimos que nos chamassem um táxi. As duas funcionárias que lá estavam não acreditaram, quando mostrámos no mapa de onde tínhamos vindo a pé… ofereceram-nos umas garrafas de água. Heheh… foi o máximo… muita simpatia! 😊

Daqui fomos directos para a Uniwersytet Wroclawski. Era o nosso último dia e pelo que tínhamos lido sobre a universidade, era outro lugar obrigatório.

Uma das portas de entrada, corredor, salas e escadaria.

São vários andares e divisões que se podem visitar, tendo um miradouro espectacular no topo! As salas são de ficar de boca aberta, com os tectos e toda a decoração.

Uma das primeiras salas que vimos, a da Metafísica.

Ao longo da visita poderemos ver alguns manequins, com informação sobre a instituição e a sua história. Esqueletos, animais embalsamados, livros, material de laboratório, os bastões e acessórios dos reitores, muito há para ser visto! 

Outra das salas… linda!
Sala Leopoldina.
Parte da vista que temos do terraço da Universidade.

Saindo da Universidade, como já estava a ficar muito tarde, fomos almoçar. Resolvemos ir a outro dos locais mais conhecidos e com melhores referências na cidade, o Pierogarnia Stary Mlyn. É outro dos restaurantes que fica em Rynek, sendo muito fácil de encontrar, e um daqueles onde se pode fazer um almoço/lanche! 

Enquanto esperava por mesa, encontrei este acorrentado!

É um restaurante muito bonito, com um serviço impecável e bem simpático, apesar de estar quase sempre cheio. Tivemos de esperar cerca de 20 minutos por uma mesa, tendo eu aproveitado para ir procurar mais uns gnomos.

Gnomo cozinheiro, que estava perto da porta do restaurante!

É neste local que se podem provar os melhores pierogi da cidade, sendo um dos que apresenta maior variedade de recheios e de tipos de cozedura. Provámos pierogi cozidos, fritos e assados, todos excelentes. Os pastéis são grandes e bem recheados, vindo sempre acompanhados com molhos de vários tipos. As doses são bem servidas… não façam como nós que pedimos demasiado e ficou quase metade nas travessas! 

Pierogarnia Stary Mlyn

Outra das coisas que podem experimentar neste restaurante, mais uma das curiosidades deste país, é a cerveja quente. Não consigo dizer se gostei ou não… não sou muito apreciador de cerveja… mas é uma coisa estranha. É servida com laranja, mel, canela e outras especiarias… provem e digam o que vos parece! 😄

Uma sopa tradicional, a cerveja quente e pierogi aos montes!! 😄

De barriga cheia lá fomos para o hotel, descansar as pernas. À noite só fizemos um passeio curto… estávamos arrebentados por causa da caminhada e o nosso avião era logo pela manhã, tendo nós de estar cedo no aeroporto. 

A última caminhada nocturna… encontrámos um gnomo que vendia jornais, enquanto bebia café!

O dia seguinte foi mesmo acordar, tomar o pequeno-almoço e arrancar para o aeroporto. A cidade é linda, a visita valeu mesmo a pena e recomenda-se. Ficou muito para ver, apesar de termos conhecido o essencial. Pelas minhas contas, para vermos o que faltava, precisávamos de mais uns 3 dias… de qualquer modo, aqui fica o nosso percurso. Espero que ajude na planificação do vosso passeio! 

Boa viagem!! 😊