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6 dias na Ilha Terceira

No início de 2022, em Janeiro, fui finalmente conhecer uma das ilhas do arquipélago dos Açores. A escolhida foi a Terceira, que os meus pais já tinham visitado. Foram eles que manifestaram o desejo de voltar, convencendo também os meus tios, nossos companheiros de viagem habituais! 😊

Os dois primeiros dias deram logo para perceber o porquê deles quererem regressar. A ilha é linda, calma, segura e cheia de gente simpática, que gosta do turismo e sabe como o receber! 🧡

Aqui fica o nosso ‘diário de bordo’:

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Dia 4

Dia 5

Dia 6

Chegámos à Aerogare Civil das Lajes por volta das 17h30, transportados pela Ryanair, e apanhámos o transfer que nos levou para o magnífico Hotel Cruzeiro, em Angra do Heroísmo.

Dia 1

Não posso deixar de recomendar este alojamento, começando pela localização que é excelente, com bombeiros, polícia, tabacaria/papelaria e cafés, ao redor da praça em frente, e com o bonito Império da Rua Nova ao lado direito, a seguir ao seu estacionamento privado! Claro que, ainda antes de entrar, fui tirar a primeira das muitas fotos aos pequenos templos da ilha. 😁

Império da Rua Nova

O pequeno-almoço é bem variado e com muita qualidade, dando direito a um café expresso, trazido directamente do bar. Aproveito para realçar a simpatia de todos os funcionários… só por eles já dá vontade de voltar!

Recepção do Hotel Cruzeiro.

A limpeza é irrepreensível e as comodidades são fantásticas, com quartos espaçosos e com tudo o que é necessário, incluindo mini-bar e equipamento para fazer chá e café, que é disponibilizado gratuitamente.

Parte de um dos nossos quartos…

A decoração do hotel está fabulosa sendo, ao mesmo tempo, futurista e acolhedora, com um toque regional! 😍

O corredor dos quartos!

Depois de instalados fizemos o primeiro passeio pela cidade, ao mesmo tempo que procurávamos um local para jantar. Demos umas voltas pela zona da marina e da praia, lendo algumas das ementas exteriores dos estabelecimentos por onde íamos passando, acabando por entrar no Restaurante ‘O Chico’.

No Restaurante ‘O Chico’, durante as entradas.

Aqui fomos atendidos com muita simpatia e boa disposição. A ementa foi-nos explicada, tendo sido feitas algumas sugestões, que aceitámos. Comida saborosa, com muita qualidade e boa apresentação, doses generosas e preços bastante acessíveis. Gostámos tanto que voltámos várias vezes! 😁

Uma das entradas da noite, morcela com ananás!

Concluída a refeição, demos mais umas voltas pelo centro de Angra, retornando depois ao hotel, onde ainda estivemos de conversa no bar.

Dia 2

O segundo dia estava chuvoso e, depois de um farto pequeno-almoço, saímos do alojamento e fomos procurar abrigo no MAH – Museu de Angra do Heroísmo. Foi criado em 1949 e está instalado, desde 1969, no antigo convento do Edifício de São Francisco.

As Pedras dos Homens, uma das salas do MAH.

É um espaço enorme, bonito e com uma fantástica colecção. Acolhe, além das exposições permanentes, algumas mostras temporárias que abrangem várias técnicas e temáticas.

Durante a visita ao Museu de Angra do Heroísmo.

Uma das características deste local é a diversidade do seu acervo. Preparem-se para apreciar instrumentos musicais, objectos do quotidiano, armaduras, meios de transporte, arte sacra e pintura, entre muitas outras peças, e venham com tempo. Nós estivemos aqui duas horas e meia, só para ver minimamente a coisa! 😊

Alguns dos objectos expostos!

Anexa ao convento fica a Igreja de Nossa Senhora da Guia, onde está sepultado Paulo, o irmão mais velho de Vasco da Gama, que adoeceu quando regressavam da primeira viagem marítima à Índia. 

Igreja de Nossa Senhora da Guia

A igreja é linda e cheia de ricos pormenores decorativos. Tem um precioso conjunto de azulejos portugueses, do século XVIII, e um bonito órgão de tubos de 1788. Não deixem de entrar na sacristia, para ver o fabuloso arcaz de madeira de jacarandá e o seu crucifixo com Jesus Cristo em marfim, rodeado por quatro braços-relicários. O tecto também é magnífico, com toda a sua talha e com as armas de São Francisco ao centro!

Pormenor do tecto da sacristia!

Uma das coisas que mais me surpreendeu, ao entrar na igreja, foi dar de caras com um espectacular Willys Overland Whippet Six. É um modelo produzido nos Estados Unidos, entre 1926 e 1931, e foi o primeiro carro funerário da ilha. A estrutura de madeira, que mantém até hoje, foi-lhe colocada quando chegou à Terceira e, segundo um artigo disponibilizado no local, o seu motor ainda funciona. 😍

Willys Overland Whippet Six

Quando terminámos a visita, como ainda chovia bastante, fomos comprar uns chapéus de chuva numa loja chinesa. 😁

A paragem seguinte foi no Palácio dos Capitães-Generais. São várias as salas que se podem ver neste antigo colégio jesuíta, transformado em Palácio durante o séc. XVIII. Só é permitido tirar fotografias no rés-do-chão e podemos optar por fazer a visita com ou sem guia.

O bonito dragoeiro do jardim interior!

Nós escolhemos ir sem guia, apesar de sermos sempre acompanhados por alguém. Enquanto esperávamos que terminasse a visita-guiada que estava a decorrer, já que íamos ser conduzidos pela mesma pessoa, aproveitámos para ver a sala onde está localizada a bilheteira. 😉

É uma área com muita informação e várias peças bem bonitas e interessantes. Uma delas é o espectacular bergantim real, que foi usado por Dom Pedro IV e Dom Carlos I, provando que os nossos reis aproveitavam bem o tempo passado na ilha! 😄

Bergantim Real

Daqui continuámos até à Sé de Angra do Heroísmo, que começou a ser construída em 1570.

Sé de Angra do Heroísmo

Têm sido feitos vários restauros a esta igreja, que sofreu muitos danos com o terramoto de 1980 e perdeu toda a sua talha dourada no incêndio de 1983! De qualquer maneira, vale sempre a pena entrar e apreciar o seu interior e o seu magnífico órgão de tubos, que data de 1994 e é da autoria de Dinarte Machado, um dos mais reconhecidos mestres organeiros da Península Ibérica. 😊

Órgão de Tubos – Sé de Angra do Heroísmo

A fome começava a fazer-se sentir e por isso, sem sequer pensar muito, fomos de novo para o Restaurante ‘O Chico’! 😉

Já sentados, com a comida na mesa.

Depois de uma excelente refeição aproveitámos a proximidade e passámos pela Igreja da Misericórdia. Estava fechada, infelizmente, mas é bem bonita vista de fora e está localizada mesmo em frente às Portas do Mar.

A Igreja da Misericórdia e as Portas do Mar, vistas da marina!

As Portas do Mar assinalam o local por onde Vasco da Gama chegou aflito à procura de médicos para o seu irmão, que acabou por falecer nesta ilha! Remontam ao século XV, embora tenham sofrido muitas alterações ao longo dos anos.

Portas do Mar

Toda esta área é espectacular e merece um passeio demorado. Podemos caminhar pela baía apreciando os barcos, os monumentos e a arte urbana, presente em alguns edifícios. 😉

Arte Urbana, entre a Igreja e as Portas do Mar.

No momento, estando de frente para o mar, resolvemos ir conhecer o lado esquerdo, caminhando até ao Forte de São Sebastião, também conhecido por Castelinho.

Forte de São Sebastião

Foi erguido no séc. XVI, por ordem de D. Sebastião, para proteger o Porto de Pipas. Era aqui que faziam escala as grandes embarcações que iam para a Índia e para o Brasil!

O Porto de Pipas visto do Castelinho!

Continuámos a nossa visita ao Forte, onde funciona uma pousada e de onde temos umas vistas espectaculares!

Num dos lados da fortificação…

Quando saímos do Castelinho fomos percorrendo as ruas de Angra, que têm sempre alguma coisa diferente para ver. Não posso deixar de partilhar aqui uma foto dos caixotes de lixo da cidade, decorados com flores… uma ideia simples, que ajuda a atenuar o impacto causado pelos contentores nos locais onde são colocados!

Os contentores decorados!

Logo a seguir passámos pelo Solar de Nossa Senhora dos Remédios. Foi construído no séc. XVI por Pêro Anes do Canto, o primeiro Provedor das Armadas dos Açores. É muito bonito por fora mas, infelizmente, não se pode visitar o interior.

Solar de Nossa Senhora dos Remédios

Muito perto do Solar, fica o Império dos Remédios! 😊

Império dos Remédios

A nossa caminhada, já que estávamos perto, continuou até ao Outeiro (ou Alto) da Memória. É uma homenagem a D. Pedro IV e oferece-nos uma fantástica panorâmica sobre a cidade!

Angra do Heroísmo e Monte Brasil, vistos do Alto da Memória.

O monumento foi edificado com as pedras do antigo Castelo dos Moinhos, por Theotónio de Ornelas Bruges, o 1º Conde da Praia da Vitória.

Alto da Memória

A melhor forma de chegar a este obelisco é subindo o Jardim Duque da Terceira, pois fica no cimo do mesmo. Como chegámos aqui por fora, explorando as ruas da cidade, fizemos o percurso ao contrário, visitando o jardim enquanto descíamos! 😁

Jardim Duque da Terceira

O parque é bem bonito, com vários patamares e pormenores muito curiosos. É um autêntico jardim botânico, com uma enorme variedade de espécies de plantas exóticas e tropicais, entre outras, que foram sendo reunidas desde a época dos Descobrimentos. Como estão quase todas etiquetadas, a visita torna-se ainda mais rica e interessante.

Durante a descida…

Não deixem de reparar no trabalho na calçada, que é fantástico em toda a ilha, e nas várias homenagens que existem e que foram surgindo ao longo dos anos. É importante não esquecer que o jardim já sofreu várias remodelações e aumentos, tendo sido o último inaugurado em 2019!

Uma das homenagens!

O jardim tem algumas mesas com bancos para piqueniques, alguns bebedouros e casas de banho públicas. Podemos também ver pequenos lagos, fontanários e quatro painéis de azulejos, que datam de cerca de 1740 e retratam passagens da ‘Parábola do Filho Pródigo’.

A estrutura que resta do antigo sistema de rega dos franciscanos.

No final, ou no princípio se fizerem o percurso de baixo para cima, há uma engraçada biblioteca com uma guarita, onde podemos estar abrigados a ler durante umas horas. Os livros estão dentro de um Império em miniatura, que se encontra ao seu lado direito… uma maravilha! 😍

A biblioteca do Jardim!

Depois do Jardim fomos de novo para o centro, em direcção à Câmara Municipal. A Câmara de Angra do Heroísmo fica numa bonita praça, rodeada por muito comércio, e pode ser vista por dentro. As suas salas são lindas e merecem uma visita!

Câmara Municipal de Angra do Heroísmo

Não conseguimos visitar a Câmara, por já estar encerrada, mas fomos fazer um lanche ajantarado numa excelente pastelaria, que fica no lado direito da sua praça.

No Café & Hostel Aliança fomos servidos com muita simpatia, como é normal em toda a ilha. Além do serviço de café e pastelaria, com muitos doces regionais, servem alguns pratos bem saborosos… nós enchemos a barriga e ainda levámos uns folhados e umas empadas para comer no hotel, caso aparecesse a fome a meio da noite! 😁

As nossas entradas… uma tosta de polvo e uma salada, saudável e deliciosa! 😊

Dia 3

A partir do terceiro dia, alugámos um carro. Tudo foi feito no hotel, que tem um balcão disponível para isso e que também nos tratou dos transfers. É de realçar que os mesmos foram feitos com muita eficiência por duas simpáticas pessoas que, além de nos conduzirem, ainda nos foram dando informações sobre o que íamos vendo ao longo do caminho! Não me recordo dos nomes deles, infelizmente, e peço desculpa por isso!

O automóvel foi-nos entregue no estacionamento do hotel e foi lá que o deixámos, no último dia. Simples e barato, já que não nos pediram caução, nem nada do género.

O primeiro uso que demos à viatura foi para fazer uma visita ao Monte Brasil, que é uma península resultante da erupção de um vulcão já extinto!

Parte da vista que temos, durante a subida ao Monte Brasil!

Vale bem a pena uma visita a esta zona, que tem muito para ver e alguns trilhos para quem gosta de caminhar.

Uma das antigas guaritas!

Uma das paragens que se podem fazer, durante o percurso pelo Monte, é no Pico das Cruzinhas. Neste local existe uma bateria de defesa anti-aérea, instalada durante a II Guerra Mundial, pelas forças britânicas.

Um dos elementos da bateria anti-aérea.

Aqui também temos um bonito Miradouro, que assinala os 500 anos da descoberta da Ilha Terceira! 

Miradouro do Pico das Cruzinhas

Penso que não se deve conseguir perceber bem pela foto mas, aqui do miradouro, nota-se que os telhados das casas de Angra têm telhas de dois tons: um mais escuro e outro mais claro. O mais escuro é constituído por telhas antigas tradicionais, de barro da ilha… o mais claro é constituído por telhas modernas, provenientes do continente.

Todas as casas com o telhado novo são aquelas que foram reconstruídas após o sismo de 1980, que destruiu a maior parte das habitações da cidade! 

Vista do Miradouro do Pico das Cruzinhas!

São muitos os pontos de onde se podem obter fantásticas vistas sobre a ilha e sobre o mar. Num deles está esta bonita estátua, que é um trabalho de Rui Goulart, formidável escultor figurativo açoriano, que tem uma série de excelentes esculturas distribuídas pelas várias ilhas do arquipélago.

Peça de Rui Goulart!

Durante o percurso passámos por uma quinta, onde se pode fazer um piquenique, com vários animais em cativeiro e com muitos patos e galinhas à solta, a passear livremente por todo o lado! 😁

Alguns dos animais que se podem ver no Monte Brasil!

São quatro os picos que se formaram no Monte Brasil! O Pico do Facho, para onde fomos de seguida, é o ponto mais alto com cerca de 205 metros de altura.

A cruz que se vê é o Posto de Sinais que servia de vigia e de alerta para as embarcações que se aproximavam de Angra e que poderiam colocar em perigo a população. Nele eram colocados balões, de acordo com um código, que informavam qual era a situação e qual a sua localização! 🙂

Pico do Facho

Nós apenas visitámos estes dois Picos e voltámos de novo para a cidade. O Pico do Zimbreiro, com o seu Forte, e o Pico da Quebrada, com a vigia das baleias, também podem ser visitados e são igualmente bonitos.

Fomos então conhecer a zona da Fortaleza de São João Baptista, que fica na base do Monte Brasil.

Fortaleza de São João Baptista

Esta fortaleza é uma das mais extensas fortificações ainda existentes e pensa-se ter sido a maior que Portugal construiu, entre todas as que fez pelo mundo. Num dos baluartes existe uma área que se pode visitar, onde estão expostos alguns canhões.

Alguns dos canhões…

Um pouco mais abaixo, no sopé do Monte Brasil, fica o Parque Municipal do Relvão, óptimo para passar um dia com a família ou com os amigos! 

Parque Municipal do Relvão

Daqui fomos para o interior da ilha, em direcção às Furnas do Enxofre.

Percorrendo os passadiços das Furnas do Enxofre!

É uma zona muito calma, éramos os únicos visitantes, e é muito interessante percorrer os passadiços enquanto se vai vendo as fumarolas. É um fenómeno bastante curioso… ver o fumo a sair dos buracos e observar os depósitos de enxofre que se vão formando ao seu redor! Deixo um pequeno vídeo na nossa secção ‘Shorts de Viagens‘, para ficarem com uma ideia melhor do local. 😊

Fumarola

Como a fome começava a fazer-se sentir, resolvemos atravessar o resto da ilha e fomos petiscar à Pastelaria João Melo Meneses, em Vila Nova.

Foi um passeio bastante agradável, durante o qual fomos apreciando a paisagem com as suas pastagens e as suas famosas vaquinhas… algumas delas bem simpáticas e curiosas! 😁

Algumas das vaquinhas que vieram ver o que se passava na estrada, quando parámos o carro!

Caso tenham tempo, façam uma paragem em Agualva, onde existe um trilho bem bonito e bem sinalizado. Visitem o Parque das Frechas, que tem uma cascata. Nós não o fizemos porque, infelizmente, só soubemos da sua existência depois.

Aproveitámos a ida a Vila Nova para fotografar mais um Império, depois de termos enchido a barriga! 😉

Império do Espírito Santo de Vila Nova

Fizemos depois o caminho de volta, para a zona de onde tínhamos vindo, porque uma das coisas que não podia perder era a oportunidade de visitar o interior de um vulcão extinto!

O Algar do Carvão é um dos 3 únicos vulcões onde isso é possível, existindo apenas um na Indonésia, raramente aberto ao público, e outro na Islândia que só tem acesso através de um pequeno elevador.

Aqui vamos livremente, pelo nosso próprio pé, e a sensação é algo indescritível! É lindo e impressionante… adorei! 😍

 Túnel que nos deixa no local onde se inicia a descida!

Dentro do vulcão, podemos ver a sua boca, coberta de vegetação, e ir descendo até chegar à lagoa no fundo. Esta lagoa pode atingir os 15 metros de profundidade, em alguns pontos, dependendo da pluviosidade anual.

A boca do Algar!

Continuando no mesmo espírito, e como fica muito perto, fomos visitar a Gruta do Natal. Esta curiosa gruta resultou da formação de um tubo lávico, que apresenta várias ramificações na forma de túneis, tendo um comprimento total de 697 metros.

Preparados para entrar… 😁

Inicialmente chamada de Galeria Negra, ficou a ser conhecida como Gruta do Natal depois da celebração de uma missa do galo no seu interior, em 1969! Foi também nesta data que foi aberta ao público pela primeira vez.

Começando a visita!

Durante a visita resolvemos fazer o circuito interno, ou seja, um percurso de regresso diferente e ligeiramente mais difícil que o percurso de ida. Isso implicou alguma escalada numas zonas e andar quase de gatas noutras, justificando perfeitamente o uso dos capacetes… de vez em quando ouviam-se umas cabeçadas nas rochas! 😆

Durante o percurso…

Ao longo do divertido passeio podemos ver escorrências de diferentes tipos de lava, estafilites e pequenos balcões naturais! 

Quase de volta ao ponto de partida! 😄

O dia terminou com uma visita à Lagoa das Patas… é uma lagoa artificial e penso que pela foto conseguem compreender bem o porquê do nome! 😅

Passeando pela Reserva Florestal de Recreio da Lagoa das Patas.

A zona é muito sossegada e está equipada com mesas e fogareiros, tendo um espaço coberto onde podemos fazer uma refeição. Ao lado da Lagoa há uma bonita ribeira, uma pequena capela e muito para explorar.

A ribeira que passa junto à Lagoa!

Dia 4

O dia começou rumo a São Mateus da Calheta, que fica a cerca de 4 km de Angra do Heroísmo, sendo o seu porto um dos principais pontos de descarga e venda de pescado na ilha.

Porto de São Mateus da Calheta

Daqui fomos até à rua da Igreja de São Mateus, que tem um brasão muito curioso na fachada, e fizemos um pequeno passeio pela povoação.

O brasão da Igreja de São Mateus da Calheta.

Depois da Igreja do centro da vila passámos ainda pela Igreja Velha que, como podem verificar, tem o nome certo… é uma ruína, infelizmente! 🙁

Igreja Velha de São Mateus da Calheta

A paragem seguinte foi no Forte de Negrito, que fica na zona balnear e é bem bonito, com uma piscina num dos seus lados!

Forte de Negrito

O Forte foi edificado em 1560 e além de servir para defesa desta parte da ilha também serviu, durante muitos anos, como habitação dos tripulantes das canoas baleeiras.

O interior do Forte!

As zonas balneares da ilha estão cheias de pormenores interessantes, engraçados e curiosos, que são mantidos, cuidados e preservados… uma das rochas, por exemplo, tinha este jogo! 😊

Jogo numa das rochas da zona balnear!

Conheço locais onde uma coisa destas iria durar dois dias no máximo… desapareciam logo as pedrinhas, estragavam a pintura e se calhar só não levavam a rocha por não conseguirem! 😆

A piscina, vista do Forte!

Voltámos ao carro e continuámos o nosso caminho até Santa Bárbara, onde fomos provar o Queijo Vaquinha. É uma pequena loja, com uma janela de vidro por onde podemos observar a queijaria. Não vimos o produto a ser confeccionado, mas deixaram-nos saborear gratuitamente alguns dos deliciosos queijos produzidos no local.

Placa indicativa da entrada.

Provados os queijos fomos conhecer a zona balnear de Santa Bárbara, que merece sem dúvida uma visita. Tudo o que vêem está a ser construído há 17 anos, apenas por uma pessoa… o cónego João Meneses, que já tem uma estátua de agradecimento ao pé da igreja e o seu nome neste local!

Zona Balnear de Santa Bárbara

Só vindo aqui para perceberem o que está construído e verem o magnífico parque de lazer: uma pequena praça de touros, um parque de merendas com dezenas de mesas e fogareiros, fornos, uma cozinha, uma espécie de salão de festas, casas de banho, parque infantil e uma piscina que está a ser feita agora… quando aqui chegámos vimos o homem sozinho junto ao mar, a trabalhar na zona onde a mesma vai ser! 🙂

Parque de Lazer de Santa Bárbara

Indo para o centro da povoação, lá consegui capturar mais um Império para a colecção! 😁

Império de Santa Bárbara

Como a Igreja estava aberta aproveitámos e fomos ver o interior, com o seu colorido altar principal. Depois ainda fomos ao Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara, que estava encerrado.

Igreja de Santa Bárbara

O almoço deste dia foi feito num restaurante que merece toda a fama que tem, o fantástico Ti Choa! ❤️

O interior do Ti Choa.

Peçam, sem hesitar, o menu de degustação e preparem-se para sair com uma barrigada e cheios de pena por não conseguirem comer tudo! A nossa refeição começou com umas entradas compostas por pão, queijo da ilha, manteiga, bolachinhas, doce de ananás e doce de laranja. Depois os saborosos pratos regionais começaram a vir, entre os quais a famosa alcatra, terminando com o obrigatório Doce Dona Amélia e com o Doce de Vinagre, uma especialidade da casa! 😉

Alguns dos pratos do menu de degustação!

Bastante satisfeitos, continuámos o nosso passeio em direcção à Serreta. A primeira visita que fizemos foi ao Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, construído entre 1819 e 1842.

Santuário de Nossa Senhora dos Milagres

Vale a pena entrar no Santuário e admirar o espectacular tecto que se encontra por cima do altar-mor.

Altar-mor do Santuário.

O passo seguinte foi fotografar o Império do Espírito Santo da Serreta! 😁

Império do Espírito Santo da Serreta

Demos mais uma volta pela povoação e fomos beber água a uma engraçada fonte. 😊

A Fonte da Serreta!

Continuámos o nosso passeio até ao Farol da Serreta. É uma torre de fibra de vidro, com 14 metros, e foi a solução arranjada para substituir o farol original, construído em 1908. Foi destruído, como aconteceu com a maior parte das construções da ilha, no sismo de 1980! 

Farol da Serreta

A paragem seguinte foi no Miradouro da Ponta do Queimado, onde estivemos uns minutos de conversa com um pescador. As escadas do local assustaram o pessoal, por isso não as subimos! 😅

Miradouro da Ponta do Queimado

Depois da Ponta do Queimado fica o Miradouro do Raminho, onde também parámos. Nós não conseguimos ver nada mas, dizem que em dias limpos, conseguem-se ver as ilhas de São Jorge e Graciosa.

Miradouro do Raminho

No centro do estacionamento está uma mesa, com um mapa da ilha. É também aqui que fica o local onde faziam a vigia das baleias.

A mesa com o mapa!

Fomos depois para a freguesia de Raminho, onde começámos logo por ver outro Império. Achei mesmo interessantes e bonitos, estes pequenos templos, e dá-me vontade de voltar à Terceira, só para os fotografar a todos! 😁

Império do Divino Espírito Santo de Raminho

Já referi o fantástico trabalho de calçada, que se encontra em toda a ilha… aqui vos deixo outro, que vimos nesta localidade! 😊

A calçada de Raminho!

Mais uns quilómetros e chegámos a Altares, onde entrámos na Igreja de São Roque, cuja construção remonta ao séc. XV! 

Igreja de São Roque

Mesmo em frente à Igreja, ganhámos outro Império! 😆

Império dos Altares

Outro dos locais de visita obrigatória é a Zona Balnear dos Biscoitos. É uma maravilha natural e, como podem ver na foto, frequentada durante todo o ano! 😁

Zona Balnear dos Biscoitos

São muitas as piscinas, para todos os gostos e para todas as idades, se bem que algumas são só para os mais corajosos… como é o caso dessa na foto abaixo! 🙂

Uma das piscinas para ‘profissionais’! 😁

Ainda em Biscoitos, fomos conhecer as Trincheiras Militares do Caminho do Mar. Faziam parte do ‘Sistema Defensivo da Ilha Terceira’, durante a Segunda Guerra Mundial!

Trincheiras Militares do Caminho do Mar

São constituídas apenas por cascalho vulcânico, sem qualquer tipo de argamassa. Foram recuperadas recentemente, encontrando-se por isso em excelente estado. Nós andámos a passear por elas! 😊

Explorando as trincheiras…

Demos mais uma volta pela zona e cruzámos a ilha, em direcção ao nosso hotel!

Dia 5

Neste dia fomos para o lado contrário da ilha, começando por passar pelo Pico Dona Joana. É um cone vulcânico, todo cultivado e cheio de vaquinhas, quer à volta quer no interior… existe um trilho até lá, mas não o fizemos.

Pico Dona Joana

Voltámos atrás. pelo mesmo caminho, e passámos pela Feteira, onde vimos o Império do Espírito Santo das Mercês.

Império do Espírito Santo das Mercês

Durante o passeio admirámos a moradia de um sportinguista… tem a casa com as riscas verdes, portas e janelas verdes e um leão em cada lado do jardim… o meu pai conseguiu encontrar alguém ainda mais ferrenho que ele! 😆

Um dos leões da casa!

Depois continuámos até ao Miradouro da Cruz do Canário, um dos muitos sítios onde se pode ver o Ilhéu das Cabras. Penso, apesar de lá não termos ido, que o melhor local para o ver seja o Miradouro da Serretinha. Nós, infelizmente, tivemos o azar de apanhar sempre dias com muita neblina! 🙁

Miradouro da Cruz do Canário

O Ilhéu das Cabras está rachado ao meio e é o que resta de um vulcão. Num café onde parámos, a seguir, contaram-nos que as pessoas foram deixando de ir lá, por serem atacadas pelas garças! 😯

Ilhéu das Cabras

A seguir parámos em Porto Judeu, onde começámos por ver a Igreja de Santo António.

Igreja de Santo António

O seu interior é constituído por 3 naves, com um bonito altar em talha dourada. Pode-se ainda olhar para o vitral ‘O Bom Pastor’ e tem um harmónio, que é lindo e está em excelente estado de conservação! 🙂

Interior da Igreja de Santo António

A foto seguinte foi ao Império do Espírito Santo do Porto Judeu de Baixo, que é enorme!

Império do Espírito Santo do Porto Judeu de Baixo

Passámos depois pelo Monumento aos Combatentes do Ultramar, dedicado especialmente a João Silveira Leal, que faleceu em Moçambique a 30 de Setembro de 1974. Deveria ter água a correr dos vários patamares, formando o efeito de pequenas cascatas, mas infelizmente estava seco! 

Monumento aos Combatentes do Ultramar

Prosseguimos o nosso caminho até à Piscina Natural do Refugo, que é bem bonita e agradável.

Piscina Natural do Refugo

Existe um café no local, tem instalações sanitárias e é uma zona balnear protegida. Enquanto andávamos a explorar o sítio, a minha mãe aproveitou para descansar a ver o mar, na original cadeira do nadador-salvador!😁

A minha mãe a descansar…

Quem tiver tempo pode fazer o pequeno Passeio Gentes do Mar e da Terra! É um percurso fácil, com água num lado e espaços ajardinados, e muito bem cuidados, no outro. Passa-se ainda por um parque de merendas e acaba-se no Miradouro da Ponta dos Coelhos.😉

A piscina do Refugo, com o Ilhéu das Cabras em frente!

Saímos do Refugo e fomos conhecer a Ermida de Maria Vieira.

Ermida da Maria Vieira

Este templo foi construído em homenagem a uma menina de 13 anos, vítima de tentativa de violação e deixada como morta debaixo de uns arbustos, depois de ter sido agredida com uma enxada! Isto passou-se em 1940 e de acordo com a tradição, conseguiu recuperar os sentidos e foi encontrada pelo pai, tendo balbuciado o nome do assassino. Foi levada para o Hospital de Angra, mas acabou por falecer. 😞

Parte do exterior do templo!

Daqui seguimos até São Sebastião, por uma estrada que nos ofereceu uma paisagem espectacular. 😊

A caminho de São Sebastião…

Gostámos tanto do trajecto escolhido que parámos várias vezes para tirar umas fotos. 😁

Outra das fotos nesta estrada!

Já na localidade resolvemos fazer um passeio, antes do almoço, e conhecer a vila. O primeiro ponto interessante por onde passámos foi o Largo da Fonte e Casa das Pias, que tem um conjunto de fontes e tanques históricos, ainda usados pela população.

Fonte de Santa Ana

Na Fonte Relicário, uma das que fica no local, estavam várias pessoas a carregar água para cima de camiões, mas não conseguimos perceber qual iria ser a sua finalidade! De qualquer modo, é prova da sua utilização. 😉

Fonte Relicário, com os recipientes para levar a água.

Muito perto fica o Outeiro de Santa Ana, com a Capela no cimo e a Mãe d’Água por baixo, situada no centro do muro e com um telhado piramidal!

O Outeiro, com a Capela de Santa Ana e a Mãe d’Água ao centro.

A seguir fomos para a zona da Igreja Matriz de São Sebastião, que tem num dos seus lados a bonita Praça da Vila, com o monumento comemorativo do IV Centenário da Batalha da Salga.

Praça da Vila de São Sebastião

A Igreja de São Sebastião foi edificada em 1455, pelos primeiros povoadores da ilha, e seu interior foi destruído por um incêndio em 1789. As obras de restauro foram concluídas em 1795, tapando as suas pinturas originais e grande parte da estrutura de pedra.

Igreja Matriz de São Sebastião

Em 1964 iniciou-se um novo restauro, que tentou recuperar algumas das características tapadas na última obra. O seu interior encontra-se dividido em 3 naves, separadas por 6 arcos de volta perfeita.

O interior da Igreja de São Sebastião.

No outro lado da estrada, em frente à Igreja, fica o espectacular Império de São Sebastião, com as suas bonitas cores e pinturas.

Império de São Sebastião

O nosso almoço foi feito no Restaurante ‘Os Moinhos’, que é um antigo moinho e tem uma decoração muito rústica e bonita.

Entrada do Restaurante ‘Os Moinhos’.

Depois da refeição descemos até à Piscina Natural de São Sebastião, onde o mar estava com muita agitação, por a maré estar a encher.

Piscina Natural de São Sebastião

Continuámos então até às maravilhosas Piscinas Naturais de Porto Martins!

Piscinas Naturais de Porto Martins

Esta fantástica zona balnear é vigiada e tem todas as infraestruturas necessárias para passar um excelente dia. Um exemplo disso são as casas-de-banho, abertas ao público, sem necessidade de pedir a chave a ninguém. Bonitas e cheias de pormenores decorativos, mesmo dentro das cabines, com cabides originais e artesanais e espelhos pendurados por cordas, a imitar as vigias dos barcos… um luxo! 😊

Uma das casas-de-banho desta zona balnear!

Também aqui existe um sinal que vimos em várias zonas balneares… achei a ideia formidável! Qualquer cão que ande a passear é imediatamente informado que ali não pode fazer as necessidades! 😆

Sinal de Proibição para Cães

Um pouco mais à frente fica o Porto Sr. Guilherme, antigo porto de pesca com piscinas naturais, que serve de zona balnear para os locais ou para quem gosta de estar afastado da confusão.

Porto Martins

O nosso trajecto continuou até ao Império do Espírito Santo de Porto Martins, que tem uma Despensa ao lado. Foram ambos edificados em 1902!

Império do Divino Espírito Santo de Porto Martins

Seguindo pela mesma estrada passámos pela Baía das Canas, que foi melhorada recentemente. Está em curso um programa de valorização para todas estas piscinas fora do centro que, por enquanto, ainda não são vigiadas.

Baía das Canas

A próxima paragem foi na Praia da Vitória, que merece uma visita demorada. Deixámos o carro no parque que fica junto ao Largo da Batalha e percorremos a localidade a pé! 😊

Praia da Vitória

Na foto acima vê-se o Monumento ao Emigrante, uma das homenagens deste bonito Largo, que tem um hotel e vários restaurantes. Penso ser uma boa alternativa para quem não quiser ficar em Angra do Heroísmo. É também aqui que ficam a marina e o Monumento aos Homens do Mar, que se destaca no centro.

Monumentos aos Homens do Mar e marina da Praia da Vitória.

Durante a caminhada encontrámos o Império do Espírito Santo dos Marítimos, que juntámos à colecção. Não consegui ter a certeza de quantas destas pérolas da arquitectura nacional existem, porque o número muda de fonte para fonte… algumas publicações contabilizam 68 e outras apenas 45!

Império do Espírito Santo dos Marítimos

Fomos andando até à Igreja do Senhor Santo Cristo, que é muito curiosa por fora e por dentro. As inscrições na fachada dizem que foi edificada em 1521, incendiada em 1921 e reedificada em 1924! 😊

Igreja do Senhor Santo Cristo

O seu interior tem duas naves, separadas por uma parede central, o que faz com que pareçam duas igrejas juntas, com dois altares principais. O padre dá a missa em frente à separação, no meio dos dois altares! 😁

O interior da Igreja, com os seus dois altares!

Outro dos templos por onde passámos foi a Igreja Matriz de Santa Cruz, fundada em 1456, que estava encerrada.

Igreja Matriz da Praia da Vitória

No seu adro está o monumento que marca o local onde foi proclamada a Restauração da Independência Portuguesa, por Francisco Ornelas da Câmara, em 1641.

Monumento à Restauração da Independência

Atravessámos depois o pequeno jardim que liga a Igreja aos Paços do Concelho. 🙂

Jardim da Igreja de Santa Cruz

A Praça Francisco Ornelas da Câmara é onde se encontra a Câmara Municipal, estando também lá situada a Estátua da Liberdade. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o edifício dos Paços do Concelho remonta ao século XVI, tendo sofrido obras após o sismo da 1614. É de destacar a sua torre sineira, a sua escadaria exterior e o brasão municipal com as antigas armas portuguesas!

Câmara Municipal de Praia da Vitória

Daqui continuámos até ao parque, onde tínhamos deixado o carro, passando pela Rua de Jesus. É uma rua dedicada ao comércio, onde não circulam carros, que termina com o Mercado Municipal num lado e o Jardim da Praia da Vitória no outro. Nela podemos observar mais um exemplo do fantástico trabalho em calçada, que é feito na ilha! 😉

Rua de Jesus

O destino seguinte foi o imponente Miradouro do Facho, que se avista da baía.

O porto da Praia da Vitória, com o Miradouro do Facho no cimo do monte!

O Miradouro do Facho é o local onde antes era mantida uma fogueira acesa, todas as noites, servindo como farol! Agora tem o Monumento do Imaculado Coração de Maria, padroeira da cidade. Começou a ser construído em 1983, mas só foi inaugurado em 1999 e é composto por uma estátua de bronze, com 6 metros, em cima de um pedestal com 16 metros de altura.

Monumento do Imaculado Coração de Maria

Entretanto, aqui no cimo da serra, descobrimos o Baloiço da Praia, uma moda que também chegou à Terceira! Ao lado está a réplica de um Telégrafo Óptico, que foi o principal instrumento de comunicação na ilha, entre 1829 e 1855.

A minha mãe a curtir o Baloiço da Praia, com o Telégrafo Óptico, à esquerda.

Daqui regressámos à Praia da Vitória, para apanharmos a estrada para a Serra do Cume, e passámos pelo bonito Império da Caridade! 😊

Império da Caridade

O objectivo da tarde era chegar ao espectacular Miradouro da Serra do Cume, que permite ter uma magnífica visão daquilo que é conhecido como Manta de Retalhos, o enorme campo verde da ilha, dividido pelos seus muros negros! 

Miradouro da Serra do Cume

Para quem não gosta de alturas, é desnecessário subir a miradouros para observar esta manta, é a paisagem dominante em grande parte da ilha… mas a vista daqui é realmente fabulosa! Apesar de termos apanhado um dia com alguma neblina, como já referi, aqui fica o que conseguimos ver! 😍

A Manta de Retalhos!

Maravilhados com esta serra, fizemos o caminho de volta para Angra do Heroísmo e, já na cidade, tirámos uma fotografia ao Império dos Inocentes da Guarita! 😁

Império dos Inocentes da Guarita

Fomos para o hotel descansar um bocado, fazendo depois uma refeição rápida no Café Aliança. A noite continuou com um passeio pela zona da Sé!

Sé de Angra do Heroísmo

Durante a volta, enquanto descíamos para a marina para depois regressar ao hotel, passámos por um excelente trabalho de Mariana, a Miserável! Este mural foi criado para a 3ª edição do festival Walk&Talk, que se realizou em 2018.

Mural de Mariana, a Miserável!

Dia 6

No último dia, após o pequeno-almoço, fizemos o checkout no hotel e confirmámos o transfer para o aeroporto, pedindo que nos guardassem a bagagem até às 16h30, hora da partida.

Fomos então fazer a despedida desta bonita cidade, onde gostámos de tudo… até dos candeeiros de rua, que têm um vaso de flores incorporado! 😁

Candeeiro com vaso, numa bonita calçada!

Continuámos o nosso passeio até à Praia de Angra do Heroísmo, também conhecida como Prainha. Fica situada junto à marina, é vigiada, possui sanitários e tem aluguer de chapéus de sol e espreguiçadeiras.

Praia de Angra do Heroísmo

Pelo caminho passámos por uma engraçada varanda-miradouro, tendo a minha tia aproveitado para descansar a ver o mar! 😁

Varanda-Miradouro

A seguir atravessámos as Portas da Prata, sobre as quais apenas conseguimos saber o nome!

A chegar às Portas da Prata!

Passadas as Portas, chegámos ao Parque Municipal do Relvão, onde já tínhamos estado. Ficámos bem impressionados com este recinto de lazer para famílias, que agora conseguimos percorrer e ver melhor.

Parque Municipal do Relvão

Além de útil, divertido e relaxante, o Parque também oferece uma excelente vista sobre a baía! 😊

Vista sobre a Ilha, com o Ilhéu das Cabras em frente!

Regressámos para o centro e, ao passarmos de novo pela Prainha, vimos um artista a começar um desenho na areia.

Artista na Prainha!

Decidimos almoçar, como seria de esperar, no Restaurante ‘O Chico’. Fomos, mais uma vez, servidos com qualidade e muita simpatia! 😉

Bife da Casa

Depois do excelente almoço apreciámos um curioso trabalho de arte urbana, feito numa ruína que fica quase em frente ao restaurante. Fantástico trabalho, com relevo e muitos pormenores! 😍

Mural na Ruína

Para ajudar a fazer a digestão, continuámos o nosso passeio e fomos para a bonita Marina de Angra do Heroísmo!

Marina de Angra do Heroísmo

Percorremos o passadiço, que está coberto de graffitis e proporciona uma vista maravilhosa sobre a cidade!

Vista a partir da Marina!

Posteriormente, devido à proximidade com o hotel e como ainda tínhamos algum tempo, fomos visitar novamente o Jardim Duque da Terceira.

Jardim Duque da Terceira

Daqui fizemos o caminho de volta para o nosso alojamento, onde apanhámos o transfer para o aeroporto. Chegámos cedo o suficiente para lanchar e descansar antes de partirmos para Lisboa, onde ficámos a pernoitar.

Aerogare das Lajes

Espero que tenham gostado do nosso roteiro e que vos ajude a preparar uma viagem à Ilha. Eu fiquei com vontade de voltar, para rever algumas coisas e ver tudo o que não consegui! Qualquer dúvida que tenham deixem nos comentários que tentarei ajudar, com o que for possível!

Deixo-vos com uma das muitas frases escritas no muro da Marina… boas viagens para todos! 😊

No muro da Marina…
Publicado em Península Ibérica

Mérida e Portel – Escapadinha de 3 dias

Muito perto de nós, na vizinha Espanha, fica Mérida. Esta pequena cidade, fundada pelos romanos no ano 25 a.C., foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, em 1993. Considerada como uma pequena Roma espanhola, a povoação é calma, segura e cheia de pontos de interesse! Acreditem que vale bem a pena uma visita a esta antiga capital! 😉

São poucas horas de viagem! Saímos de Vila do Bispo por volta das 7h30 e chegámos ao hotel perto da hora do almoço. Deixámos lá a bagagem, almoçámos e começámos a explorar! 😁

Dia 1

  • Casa del Mitreo
  • Área Funerária de los Columbários
  • Praça de Touros
  • Junta da Estremadura
  • Loba Capitolina
  • Alcáçova Árabe
  • Ponte Romana
  • Templo de Diana

Dia 2

  • Anfiteatro e Teatro Romano
  • Centro Desportivo Tae Guk Kim
  • Museu Aberto de Mérida | Geomérita | Praemérita
  • Aqueduto de San Lázaro | Termas de San Lázaro
  • Circo Romano
  • Xenodóquio
  • Basílica de Santa Eulália | Hornito | Cripta
  • Aqueduto dos Milagres
  • Brasería Belloso
  • Museu Nacional de Arte Romana
  • Pórtico do Fórum
  • Área Arqueológica da Morería
  • Monumento a Octávio Augusto
  • Plaza de Santa María | Concatedral Metropolitana de Santa María la Mayor | Monumento de Homenagem à Semana Santa
  • Plaza de España | Palacio de La China

Dia 3

  • Restaurante São Pedro
  • Igreja Matriz de Portel
  • Estátua de D. Nuno Álvares Pereira
  • Castelo de Portel

Dia 1

O único alojamento que conseguimos reservar, porque a viagem foi pensada apenas dois dias antes, foi o Hotel Zeus! Tem uma boa localização, possui estacionamento gratuito e uma bomba de gasolina mesmo ao lado. Fica a uma curta caminhada do centro da cidade e de todos os outros monumentos.

O quarto, apesar de muito pequeno, tem todas as condições para uma noite bem passada, com varanda equipada com uma mesa e duas cadeiras. A insonorização é fraca e consegue-se ouvir tudo o que se passa nos quartos ao lado, mas a limpeza é impecável e o pequeno-almoço é bom e variado, com produtos de qualidade.

Hotel Zeus

A primeira paragem foi na Casa del Mitreo, que fica um pouco acima do hotel, e pertencia a uma abastada família romana. O espaço está muito bem organizado, proporcionando uma visita calma e com boas explicações.

Casa del Mitreo

Os quartos estavam ricamente decorados com mosaicos e pinturas murais, que apresentam um excelente estado de conservação. O mais importante é o Mosaico Cosmológico, que representa o Céu, a Terra e o Mar. 😊

Mosaico Cosmológico

A Casa del Mitreo dá acesso à Área Funerária de los Columbários. A entrada para essa zona faz-se passando por um espectacular caminho de ciprestes!

Passando para a Área Funerária…

A área é bastante interessante e extensa, com alguma informação facultada por placas espalhadas pelo local.

Área Funerária de Los Columbários

Aqui podemos ver duas tumbas de incineração a céu aberto, que pertenciam aos Voconios e aos Julios, duas das famílias mais importantes.

Tumbas de Incineração

Além de outros pormenores, podemos ver também o que resta dos Mausoléus destas duas famílias, que datam de 50-100 d.C. 

Mausoléus de Los Voconios e de Los Julios

Saindo daqui passámos pela bonita Praça de Touros, caminho que fizemos várias vezes. Apenas um café estava aberto, não sendo possível visitar o seu interior.

Praça de Touros

Aproveito para dizer que existe o bilhete geral de Mérida, que dá acesso a 5 monumentos. Mesmo que visitem apenas 3, já compensa. Pode ser adquirido em qualquer bilheteira, podendo ser assim comprado no primeiro monumento que visitarem! 😉

A cidade tem um património histórico impressionante e em todos os cantinhos há qualquer coisa para ver.

Passeando pela cidade…

Entretanto, de um momento para o outro, começou a chover intensamente. Não tivemos outro remédio a não ser procurar abrigo no sítio mais próximo, a Junta da Estremadura, que tem um bonito jardim que aproveitámos para conhecer. 😁

Na entrada da Junta… 😄

Quando a intensidade da chuva diminuiu continuámos o nosso caminho, passando pela Loba Capitolina. Foi doada pela cidade de Roma e é uma réplica da famosa escultura que representa a loba que alimentou os irmãos Rómulo e Remo. A França, o Brasil, o Japão e a Argentina são alguns dos países que também já receberam esta oferta.

Loba Capitolina

Quase em frente à rotunda, onde está a Loba, fica o acesso para a espectacular Alcáçova Árabe, que antes estava rodeada por um grande fosso. Logo à entrada passa-se por um fortim, onde podemos admirar o que resta da calçada principal da cidade. 😊

A calçada antiga!

A fortificação foi construída por Abderramão II, em 835, e tem vestígios romanos, visigodos e árabes.

Alcáçova Árabe

Não podem deixar de descer a escadaria que nos leva à incrível cisterna subterrânea, que filtra a água vinda do Rio Guadiana.

Cisterna

As muralhas da Alcáçova medem 2,70 m de largura e é possível subir a uma delas, de onde temos uma excelente vista do rio e da Ponte Romana.

Ponte Romana

Daqui voltámos para o hotel, onde trocámos de roupa e esperámos que parasse de chover.

Rotunda da Av. Reina Sofia, ao lado do hotel!

Quando o tempo melhorou, fizemos um passeio pela periferia da cidade. Acabámos por atravessar o Guadiana e seguir a sua margem esquerda, até o Parque de San António, que fica junto à Ponte Romana.

Durante o percurso pela periferia…

Em ambas as margens existem parques de lazer junto ao rio. Nesta margem, no outro lado da Ponte Romana, logo em frente ao Parque de San António fica o Parque de Las Siete Sillas! Na margem direita, existe um passadiço que acompanha sempre a água até ao grande Parque de La Isla, que fica em frente à ilha, já depois da Ponte Lusitânia.

Resolvemos então atravessar a Ponte Romana, em direcção à Alcáçova. Feita a partir de 25 a.C., é um dos cartões de visita da cidade e a maior ponte sobrevivente dessa época, com 62 arcos e 792 metros de comprimento. Vale muito a pena fazer o passeio e atravessar a ponte, quer de noite quer de dia, cercada pelos vários espaços verdes que têm sempre muita animação!

A meio da travessia…

Depois da ponte fomos novamente para o centro histórico, à procura de um local para jantar.

Regressando ao centro histórico…

Já de barriga cheia demos um passeio pela zona, que é bem animada e cheia de movimento. Fomos apreciando, entre outras coisas, a arte urbana da cidade.

Excelente trabalho!

É espectacular andar a passear pela cidade e, no meio das lojas, encontrar um Templo de Diana. Ao seu redor encontram-se algumas escavações e existem explicações em português, nas várias placas que rodeiam o templo e as ruínas que o cercam.

Templo de Diana

Depois do Templo, fizemos o caminho de regresso ao hotel. A noite estava boa e nada fria, parecendo incrível que tivesse chovido tanto, poucas horas antes.

Dia 2

A manhã do segundo dia, logo após o pequeno-almoço, começou com uma visita ao complexo onde ficam o Anfiteatro e o Teatro Romano.

O Anfiteatro foi inaugurado no ano 8 a.C. e tinha capacidade para cerca de 16.000 espectadores. Aqui eram realizados os combates entre gladiadores e as caçadas e lutas com animais selvagens.

Anfiteatro Romano

Vale a pena perder tempo a absorver todos os pormenores deste local, com as suas passagens, arcos e buraquinhos para espreitar!

Explorando o Anfiteatro!

Mesmo ao lado fica o magnífico Teatro Romano, que considero uma visita obrigatória. Foi construído, a pedido de Marco Agripa, entre os anos 16 e 15 a.C. e continua a ser palco de espectáculos, sendo aqui realizado anualmente o Festival de Teatro Clássico.

Teatro Romano

A sua plateia dividida em 3 secções, e onde se sentavam de acordo com o estatuto social, tinha perto de 6.000 lugares. O palco é lindo, com todas as suas colunas e esculturas que representam vários deuses e imperadores. Era fechado com uma parede de 30 metros de altura, existindo 3 corredores por onde entravam os actores. O corredor central, que se chamava Valva Regia, tem sobre ele a estátua da deusa Ceres.

O palco do Teatro Romano!

Não deixem o Teatro sem percorrer o jardim, que fica atrás do palco. Além de ser bem bonito tem várias peças interessantes, entre as quais estão as estátuas da família imperial, colocadas nos nichos que se encontram num dos muros que o cercam!

Jardim do Teatro Romano!

Terminámos a visita e fomos em direcção a um dos aquedutos da cidade. Pelo caminho, tendo ouvido barulho, por curiosidade entrámos no Centro Desportivo Tae Guk Kim. São várias as modalidades de combate que se ensinam neste espaço e o barulho vinha da aula que estava a decorrer no momento da nossa passagem! 😁

Centro Desportivo Tae Guk Kim

Ainda antes de chegarmos ao aqueduto fizemos uma paragem no Museu Aberto de Mérida. São duas as colecções que podemos visitar neste espaço: a Geomérita apresenta uma exposição com minerais, rochas e fósseis e a Praemérita tem uma mostra de armas, armaduras e outros artefactos antigos. Todos os objectos expostos foram encontrados na região, sendo também aqui promovidas algumas exposições temporárias.

Geomérita

Chegámos, finalmente, ao Aqueduto de San Lázaro. Tem quase 1 km de comprimento e perto dele podemos ver as ruínas de umas Termas Romanas.

Aqueduto de San Lázaro

Daqui seguimos até ao Circo Romano, que impressiona pela sua dimensão! As voltas na arena simbolizavam os meses do ano e as quatro equipas eram diferenciadas pela cor, representando as estações. Tem uma forma oval e merece uma visita, só para termos noção do que eram as corridas com quadrigas! 😊

Circo Romano

Iniciámos a caminhada para a Basílica de Santa Eulália, tendo passado pelo que resta do Xenodóquio. Foi construído no século VI, durante o reinado dos visigodos. Servia de albergue e hospital para os viajantes e para os pobres, fornecendo alojamento, comida e cuidados gratuitos.

Xenodóquio

A Basílica de Santa Eulália, apesar de não ser muito grande, tem muitos pormenores interessantes e que merecem ser vistos! Logo no acesso ao átrio, temos o Hornito. É um oratório dedicado a Santa Eulália e o seu pórtico foi feito com peças de mármore extraídas, no séc. XVIII, de um templo que os romanos tinham dedicado ao deus Marte e cuja localização original se desconhece.

Basílica de Santa Eulália

Tenham em atenção que apesar do bilhete para a Cripta estar incluído no passe-geral da cidade, não dá direito à entrada na Basílica, que se faz através de um acesso por dentro da cripta. Assim, antes de entrar, peçam logo o bilhete para a Basílica ou não a conseguirão visitar! 😉

Cripta de Santa Eulália

Passando pela cripta, onde pudemos ver inúmeras sepulturas e mausoléus de épocas distintas, entrámos no templo. O edifício actual foi construído no século XIII, no mesmo local, seguindo a mesma planta e aproveitando alguns materiais da basílica original, que era do século IV.

O magnífico tecto da Basílica!

O monumento seguinte foi o bonito Aqueduto dos Milagres. É uma zona muito sossegada e bastante agradável, com um enorme espaço verde onde se pode passear e descansar!

Durante o dia, e em algumas noites, fazem-se animações nesta zona. Quando chegámos estava um palco montado, com uma banda de originais a tocar. 😊

Aqueduto dos Milagres

Ainda existem cerca de oitocentos metros do aqueduto e algumas das suas torres têm vinte e sete metros de altura. No seu lado norte está um tanque, que era usado para depurar a água e que servia também de fonte!

Tanque de Depuração

Daqui fizemos o caminho de volta até ao centro, à procura de um lugar onde ainda nos servissem almoço. Entrámos na Brasería Belloso, onde fomos atendidos com muita simpatia, apesar de serem quase 15h. O Google informa que já não existe, infelizmente, porque as doses eram bem servidas e bem saborosas. Apresentavam muitos pratos tradicionais e muitos grelhados. Nós pedimos umas sopas e umas migas extremeñas, como entrada, que estavam uma maravilha.

Brasería Belloso

Muito satisfeitos, e de barriga cheia, fomos visitar o espectacular Museu Nacional de Arte Romana. 😊

Museu Nacional de Arte Romana

O tamanho do espaço e da colecção é impressionante! A quantidade e a qualidade das peças, assim como a sua conservação, são incríveis. Os mosaicos, a cerâmica, as esculturas, os simples objectos do quotidiano e as jóias usadas pelos romanos, a enorme cripta, tudo merece ser visto com atenção. O próprio edifício é fabuloso e é outra visita que considero obrigatória!

Uma das bonitas peças!

Terminada a visita, fizemos o caminho de regresso ao hotel para descansarmos da caminhada que, segundo a informação do telemóvel, foi de 42 km! 😅

Durante o percurso passámos ainda pelo Pórtico do Fórum. O seu revestimento era todo em mármore e foi construído durante o séc. I. Os seus muros tinham nichos, com estátuas de deuses e figuras relacionadas com a história de Roma e a família de Augusto.

Pórtico do Fórum

Tinham passado pouco mais de duas horas quando saímos do alojamento e fomos passear para a margem do rio. Percorremos novamente metade da Ponte Romana e olhámos outra vez para a Ponte Lusitânia, lamentando não haver tempo para lá ir.

Foi inaugurada a 10 de dezembro de 1991 e é uma obra de Santiago Calatrava. É bem bonita, com o seu design moderno e a sua iluminação à noite, existindo no centro uma fantástica passagem para peões. O seu nome é uma referência ao facto de Mérida, na altura conhecida como Emérita Augusta, ter sido a capital do território lusitano.

Na outra margem ficam o Parque das VII Sillas, que já tinha mencionado, e o Parque do Palácio de Congressos, locais que não conseguimos visitar.

Ponte Lusitânia

De qualquer modo, mesmo sem tempo para atravessar e explorar a margem esquerda, fomos seguindo o rio até à rotunda que fica junto à sua entrada, com o Monumento a Octávio Augusto.

Um pouco antes, parámos para observar a Área Arqueológica da Morería. É mesmo incrível a riqueza histórica desta cidade, com ruinas de muralhas e de villas romanas espalhadas por todo o lado. Podemos entrar na Área, para admirar melhor as calçadas e outros pormenores, embora do exterior também se consiga ver bem o local.

Área Arqueológica da Morería

O caminho de regresso foi feito pela Calle de San Salvador, que nos levou até à Plaza de Santa María. Esta praça liga com a Plaza de España e entre as duas fica a Concatedral Metropolitana de Santa María la Mayor.

Quase em frente à torre da catedral, de costas para a estrada, está o Monumento de Homenagem à Semana Santa. É uma curiosa estátua, que representa um devoto a esfregar um dos pés! 😄

Monumento de Homenagem à Semana Santa

A simpática Plaza de España, com a sua fonte, é um excelente local para petiscar e beber qualquer coisa. Foi isso que nós fizemos numa das esplanadas dos quiosques que existem, um em cada canto do seu quadrado central.

Nas ruas, ao seu redor, há vários restaurantes e bares. É também aqui que estão situados alguns bancos, um hotel de 5 estrelas e a Câmara Municipal. Não podem deixar de olhar para a maravilhosa fachada do Palacio de la China, um edifício de 1928 que, infelizmente, foi abandonado e colocado à venda.

Plaza de España

Estivemos aqui a relaxar durante umas horas, regressando depois directamente para o hotel.

Dia 3

No último dia não vimos nada em Mérida, ficando em falta uma passagem pelos Poços de Neve e pelo Arco de Trajano. Acordámos um pouco mais tarde e, depois do pequeno-almoço, abalámos de regresso ao Algarve. Pelo caminho resolvemos parar em Portel, para almoçar no Restaurante São Pedro.

Fomos atendidos com muita simpatia e os pratos tradicionais alentejanos, assim como as entradas e as sobremesas, tinham uma excelente apresentação e muito sabor. Adorámos as cestas do pão, feitas com rolhas de cortiça! 😁

A cesta do pão, no Restaurante São Pedro!

Depois do almoço, aproveitámos para conhecer a povoação. A nossa visita começou na Igreja Matriz, construída entre 1754 e 1766.

Igreja Matriz de Portel

Vista a igreja, decidimos subir até ao Castelo. Junto dele, e da Câmara Municipal, está a Estátua de D. Nuno Álvares Pereira. Também podemos ver, na mesma praça, a Igreja da Misericórdia.

Praça D. Nuno Álvares Pereira

O Castelo foi fundado por D. João Peres de Aboim, em 1261, tendo sido modificado por Francisco Arruda, durante o reinado de D. Manuel I.

Castelo de Portel

Na altura que o visitámos, apesar das muralhas e da torre estarem em excelente estado de conservação, achámos o interior muito degradado e com falta de manutenção, como se pode ver pelas imagens.

Parte do interior do Castelo!

Entretanto, segundo algumas notícias que li, o problema foi resolvido. Em 2021 o Castelo foi reabilitado e foi inaugurado um Centro de Interpretação no local, proporcionando aos visitantes informação sobre a sua história e as transformações que sofreu ao longo dos anos.

De qualquer modo, na sua muralha temos uma vista espectacular sobre a vila e toda a região. Vale a pena a visita! 😉

Vista de Portel, na muralha do Castelo.

Descendo de volta ao centro e ao carro, retomámos o caminho para casa, fazendo os 242 km que nos faltavam e uma paragem para jantar! 😊

Como digo sempre, espero que tenham gostado do Roteiro e que vos ajude a programar uma escapadinha ou, pelo menos, que sirva de inspiração. Qualquer dúvida que tenham é só deixar nos comentários, que tentarei ajudar no que for possível! Boas viagens para todos! 😉

Publicado em portugal

Aldeias Históricas – 3 dias

Em Outubro de 2021 resolvemos fazer uma escapadinha e ir conhecer algumas das Aldeias Históricas de Portugal… Monsanto, Sortelha e Belmonte foram as localidades escolhidas! No regresso a casa fizemos uma paragem para almoçar em Alter do Chão, que se revelou uma verdadeira surpresa já que não fazíamos ideia do rico património existente nesta vila que merece, sem dúvida, uma visita. 😍

Fomos, mais uma vez, cinco pessoas num carro e a base foi feita no Monsanto GeoHotel Escola, reservado através do Booking. Os quartos, a cama, a casa de banho e os produtos de higiene disponíveis são excelentes, havendo muita limpeza e conforto. Não existe estacionamento no hotel, mas o carro pode ser deixado no Baluarte ou ao lado da Igreja Matriz, que ficam a poucos metros! 😉

Monsanto GeoHotel Escola

Chegámos a Monsanto por volta das 15h30, fazendo uma paragem para almoço, e depois de instalados começámos a nossa exploração. 😊

Aqui fica o que vimos:

MONSANTO

SORTELHA

BELMONTE

ALTER DO CHÃO

Monsanto

A primeira coisa que nos despertou a atenção, assim que saímos do hotel, foi a Gruta! Criada no espaço livre entre duas rochas, já foi um abrigo e uma furda, sendo hoje uma curiosidade turística. Tem uns banquinhos de pedra dentro, onde podemos descansar à sombra! 😁

Gruta

Não posso falar de Monsanto sem mencionar as Marafonas, que se encontram à venda pelas ruas. São as bonecas típicas da região, feitas a partir de uma cruz. Estão associadas ao culto da fertilidade e costumam ser metidas debaixo da cama dos recém-casados. Como não têm olhos e boca, não podem ver nem contar nada do que se passa! 😆

As Marafonas de Monsanto!

O objectivo deste dia era conseguir explorar ao máximo esta bonita povoação que ganhou o título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e passou a ser considerada Aldeia Histórica, em 1995.

Uma das vistas que temos, durante o passeio pela aldeia.

Quero avisar que a subida ao Castelo não é acessível para todos. A caminhada é cansativa e pode tornar-se difícil!

Cruzeiro por onde passámos, durante a subida.

A dificuldade da ‘escalada’ é compensada pela magnífica vista que vamos tendo, pela beleza das casas e por todos os cantos onde podemos espreitar.

Quase a chegar ao Castelo…

Sem querer tivemos sorte em conseguir visitar a fortificação pois na recepção do alojamento disseram que, a partir do dia seguinte (sábado), o local seria fechado temporariamente. Durante todo o fim-de-semana foi montado o material necessário para a realização da Guerra dos Tronos e a partir de segunda-feira a aldeia ficou totalmente encerrada, durante um mês, enquanto decorreram as filmagens da série.

No Castelo, com o material para a série já a ser montado.

O Castelo de Monsanto, obra dos Templários, foi remodelado várias vezes sendo a sua forma actual o resultado de um restauro, realizado entre 1940 e 1950. Dentro dele fica a Capela de Santa Maria, que estava fechada no dia da nossa visita.

O meu pai, sentado na muralha a descansar e a apreciar a vista! 😁

Depois da Torre Perimetral, por trás do meu pai, está a Porta Falsa. Também conhecida por Poterna, ou Porta da Traição, é uma porta secundária disfarçada que era comum nos castelos e que permitia sair para atacar o inimigo, em caso de cerco, ou apenas para sair sem chamar as atenções.

Porta Falsa

No centro da fortificação existe um poço conhecido por Cisterna, apesar de não o ser. Serviu, de qualquer modo, para abastecer a população do Castelo.

A Cisterna, ao centro!

É possível subir à parte da muralha onde está o marco geodésico, como podem ver na fotografia da Cisterna. Acreditem que vale a pena, pois é de onde se tem uma das melhores vistas sobre toda a região. 😊

Parte da vista a partir da Muralha!

Já no lado de fora do Castelo, está o que resta da Capela de São João. Pouco ou nada se sabe deste templo, que se pensa que poderia já existir no século XVI e ter funcionado até ao século XVIII.

Capela de São João

Outro das coisas que não se podem deixar de ver são as sepulturas antropomórficas que se encontram na Necrópole de São Miguel, em redor das ruínas da capela com o mesmo nome!

Capela de São Miguel

Estas sepulturas eram escavadas nas rochas, com o tamanho do corpo que iria aí ser depositado. Achei curioso eles delimitarem sempre o espaço para a cabeça, sem falar no trabalho que tinham para as fazer! Magnífico! 😊

Uma das sepulturas!

Também aqui fica a Lage das 13 Tigelas, que são na realidade 14! Estas covas são associadas, por alguns autores, a um qualquer tipo de santuário ancestral, apesar da sua formação ser natural e corresponder a um fenómeno geológico conhecido como meteorização química.

O povo, por sua vez, puxando pelo seu imaginário, criou uma lenda para esta rocha. A sua origem foi assim atribuída a uma senhora nobre, com posses, que usava as cavidades para servir sopa aos pobres. Isso fez com que também ficassem conhecidas como ‘As Tigelinhas da Fidalga‘! 😊

As Tigelinhas da Fidalga

Descendo de volta para a aldeia, parámos nas Furdas. Estas eram as antigas pocilgas da população, que seguiam um modelo tradicional da região e eram muitas vezes circulares, de paredes em pedra e cobertas com uma falsa cúpula.

Furdas

Logo a seguir passámos por aquela que é a construção mais fotografada de Monsanto, apesar de existirem mais com estas características… é a fantástica ‘Casa de Uma Só Telha‘!

Casa de Uma Só Telha

Continuando a descida, sentindo já alguma sede, fomos seduzidos pelas bebidas da Taverna Lusitana, um dos bares da terra.

Taverna Lusitana

Muita simpatia, curiosa decoração e uma excelente esplanada, com uma vista formidável! Recomenda-se! 😉

Pormenor da decoração da Taverna Lusitana!

Muito perto do bar, fica outra das formidáveis casas de Monsanto. Esta foi construída entre duas rochas.

Outra das incríveis casas da aldeia!

Entretanto, continuando o nosso passeio fomos levados a um miradouro por uma senhora, já com uma idade avançada, a quem pedimos informações e que fez questão de nos mostrar o local. Para lá chegarmos tivemos de subir para uma pedra, que nos deixou ao nível dos telhados! 😊

A bonita vista deste miradouro ‘surpresa’!

Também deste local conseguimos ver a esplanada do Restaurante ‘Petiscos e Granitos’, onde fizemos uma das nossas refeições.

Esplanada do ‘Petiscos e Granitos’.

Quando passearem por Monsanto, percam-se nas ruas e estejam atentos aos pormenores. Há sempre recantos interessantes para descobrir e que tanto podem ser um relógio de sol numa fachada, um cruzeiro ou um santo numa rocha! 😊

Relógio de Sol

Durante a caminhada passámos ainda pela Casa do Carrasco, que tem uma caveira com duas tíbias na ombreira da porta!

Casa do Carrasco

Seguimos o nosso caminho até à Torre do Lucano (ou do Relógio). Esta antiga torre sineira ostenta uma réplica do Galo de Prata, recebido por Monsanto quando foi nomeada a ‘Aldeia Mais Portuguesa de Portugal’.

A torre encontra-se neste momento encerrada para visitas, depois de alguns ‘turistas’ terem decidido roubar peças de arte sacra. 😞

Torre do Lucano

Não conseguimos ver o interior da Torre, mas ao regressarmos ao hotel reparámos que estava a sair um grupo de pessoas da Igreja Matriz e fomos perguntar se podíamos entrar. 😁

Igreja Matriz

Aproveito para dizer que não se esqueçam de olhar para a Fonte Ferreiro, que está na rua que fica ao lado direito do templo e onde se obtém a água de uma nascente, que ali vai sendo decantada e depositada.

Fonte Ferreiro

Aproveitámos assim para conhecer a Igreja Matriz (ou de São Salvador), que é bem bonita e merece a visita.

Interior da Igreja Matriz de Monsanto.

O conjunto do altar principal e das suas capelas laterais está fabuloso e é de salientar a bonita rosácea desta igreja, bem como os restantes vitrais, que são um trabalho magnífico.

Rosácea da Igreja Matriz.

Daqui fomos para o hotel, onde descansámos uns minutos antes de irmos jantar. No dia seguinte, depois de um bom pequeno-almoço, abalámos a caminho de Sortelha.

Sortelha

A nossa primeira paragem, nesta segunda aldeia histórica, foi na Torre do Relógio. Esta torre de granito, com 7,70m de altura, foi construída em 1973 e é um excelente miradouro.

Começando a subida até à Torre…

A obra foi feita por Joaquim Reis, a pedido da população de Sortelha e tem a particularidade de não ter relógio num dos lados. Isso deve-se ao facto da população, que vive dentro da muralha, não ter contribuído para a realização da empreitada! 😆

Os meus pais na Torre do Relógio!

Daqui obtivemos uma excelente vista do Castelo, para onde fomos a seguir. 😉

Vista para o Castelo, no Miradouro da Torre do Relógio.

Estacionado o carro perto das muralhas, e ainda antes de entrarmos para dentro delas, resolvemos ir procurar a famosa Cabeça da Velha.

Esta é uma das curiosidades naturais de Sortelha. Se observarem bem vêem que até o pormenor do olho parece ter… e o nariz, a boca e o queixo estão perfeitos! 😍

Cabeça da Velha

Entrámos depois para dentro das muralhas do Castelo, que está classificado como Monumento Nacional, desde 1910.

Castelo de Sortelha

Andámos a explorar o local, tendo entrado num estabelecimento local para comprar umas águas e umas recordações, terminando assim a nossa curta visita a Sortelha. Não chegámos a ir ao centro da aldeia e muita coisa ficou por conhecer. O ideal seria um dia inteiro para cada uma destas localidades e esta terá de ter uma segunda visita, com mais tempo.

Iniciámos então o nosso trajecto até Belmonte, que nos fez passar por vários pontos interessantes. Um deles foi o complexo das Termas Radium, com o seu luxuoso hotel abandonado. Achámos que não valia a pena o desvio e o esforço de lá chegar, por termos pouco tempo, e por isso foi visto apenas da estrada. Pelo que sei há planos para uma revitalização do lugar.

Além disso, pelo caminho, vamos sempre encontrando rotundas bem engraçadas e bonitas intervenções com peças artísticas e decorativas.

Uma das intervenções que se encontram à beira da estrada.

Não consigo resistir a deixar aqui uma das fantásticas rotundas por onde passámos, com um pastor, o seu rebanho de ovelhas e os seus cães. Excelente ideia e excelente trabalho mas, infelizmente, não me lembro em qual das povoações estava. 😁

Rotunda do Pastor e seu rebanho.

Belmonte

Chegados a Belmonte, já com uma certa fome, decidimos ir almoçar ao Restaurante Brasão, que tem uma estátua do Zeca Afonso na esplanada. Recomenda-se a comida e o serviço, que foi feito com muita simpatia e boa disposição. 😉

Estátua de José Afonso, na esplanada do Restaurante Brasão!

Depois do almoço, o nosso ponto de partida para o percurso na aldeia foi o Largo do Pelourinho, onde ficam os Antigos Paços do Concelho, É um bonito edifício, com um relógio e um sino, que está documentado desde o século XV.

Antigos Paços do Concelho, com o Pelourinho ao centro.

Esta é a terra natal de Pedro Álvares Cabral e é um dos maiores centros judaicos do nosso país, tendo inclusive um museu dedicado a essa religião, uma rádio e uma sinagoga!

Assim, o primeiro a ser visitado foi o Museu Judaico onde podemos ver peças da Idade Média ao séc. XX, utilizadas por judeus e cristãos-novos no quotidiano ou nas práticas religiosas.

Museu Judaico

Continuando o nosso percurso, fomos visitar o Ecomuseu do Zêzere. Trata-se de um pequeno museu que nos permite acompanhar o percurso do rio Zêzere, desde a nascente até à foz, dividido por várias zonas. Na apresentação de cada zona constam os elementos da fauna e flora que lhe são mais característicos. 

Ecomuseu do Zêzere

O bilhete que comprámos dava-nos acesso a quase todas as atrações da aldeia. O próximo a ser visitado foi o Museu à Descoberta do Novo Mundo, que é focado nos descobrimentos portugueses e no desenvolvimento do Brasil!

Uma das salas do Museu à Descoberta do Novo Mundo.

Foi habitação da família Cabral e é um espaço interativo, bastante divertido e com muito para ver! 

A minha tia, numa das celas destinadas aos escravos brasileiros.

A caminho do próximo museu, passámos por um mural da autoria de Rosarlette Meirelles, criado durante a pandemia!

Mural de Rosarlette Meirelles.

O Museu do Azeite, o último a ser visitado, está instalado num antigo lagar! Neste pequeno espaço podemos ver toda a maquinaria necessária para a transformação da azeitona em azeite. 

Museu do Azeite

Daqui fizemos o caminho de volta até ao centro da aldeia e fomos para a zona do Castelo, onde começámos por admirar as Capelas de Santo António e do Calvário. São dois pequenos edifícios, um do séc. XV e o outro do séc. XIX, que fazem um espectacular enquadramento com a fortificação e com a Igreja de Santiago.

Capelas de Santo António e do Calvário

O passo seguinte foi entrar no Castelo de Belmonte, que serviu vários anos como residência da Família Cabral, até ser destruído por um incêndio. Isso fez com que mudassem para a casa que é hoje o Museu à Descoberta do Novo Mundo, onde estivemos antes! No séc. XVII foi restaurado e voltou a ser usado com fins militares!

À sua direita está a Cruz de Madeira de Pau Brasil. Foi oferecida por Juscelino Kubitschek de Oliveira, nos anos cinquenta, quando era presidente do Brasil e é uma réplica da que foi mandada erguer por Cabral, na primeira missa celebrada em terras brasileiras.

Castelo de Belmonte

Vale a pena visitar o seu interior e subir às muralhas, de onde se obtém uma espectacular vista da região.

Parte da vista, nas muralhas do Castelo.

No lado de fora do Castelo podemos ver ainda a Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais. Junto deles fica a bonita Torre Sineira, construída em 1860.

Torre Sineira

A Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais formam um conjunto classificado como Monumento Nacional. A Capela dos Cabrais foi edificada em 1433, pelos pais do descobridor e aqui estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral e outros membros da sua família!

Panteão dos Cabrais

Numa praça, por baixo da Igreja e do Panteão, vimos ‘A Prensa‘. Esta peça está relacionada com uma lenda local que nos diz que um dos senhores de Belmonte resistiu a uma chantagem, preferindo assistir ao esmagamento da filha numa prensa a entregar o castelo ao inimigo! 😱

A Prensa!

Em Colmeal da Torre, a poucos quilómetros de Belmonte, fomos ver Centum Cellas, um dos monumentos mais misteriosos da região! 😊

Ao longo dos anos têm sido várias as teorias e interpretações apresentadas pelos especialistas que o têm estudado. Templo, prisão, villa romana e albergaria para viajantes são algumas das hipóteses para esta construção, que se pensa ser do séc. I d.C. A torre tinha 2 andares e no local são visíveis vestígios de outras estruturas! 😍

Centum Cellas

Daqui voltámos para Monsanto, pensando em visitar Penha Garcia no dia seguinte. Infelizmente, a meio da noite, começou a chover intensamente. A chuva continuava de manhã e uma das colaboradoras do hotel, sabendo dos nossos planos, informou-nos que tinha vindo de lá perto e que não valia a pena irmos, pois o nevoeiro não nos permitiria ver nada. Ela própria tinha demorado mais uma hora do que era normal, mesmo por causa disso.

Assim, depois do pequeno-almoço, esperámos que a chuva e o nevoeiro acalmassem o suficiente para vermos a estrada e começámos o regresso a casa. Durante o caminho, aproximando-se a hora de almoço, resolvemos fazer uma paragem em Alter do Chão.

Alter do Chão

Como disse na introdução, esta paragem em Alter do Chão foi uma óptima decisão e uma excelente surpresa. Assim que chegámos ao centro, à procura de um lugar para estacionar e de um restaurante, vimos o bonito Castelo!

Achado o lugar para o carro fomos verificar o horário, para termos a certeza que o poderíamos visitar após a refeição. 😊

Castelo de Alter do Chão

Enquanto procurávamos um dos 3 restaurantes, que nos foram indicados por uma simpática senhora, entrámos na Igreja Paroquial de Alter do Chão (Igreja da Nossa Senhora da Assunção).

Igreja da Nossa Senhora da Assunção

Depois de almoçarmos no pátio interior do Restaurante ‘O Éden’, que recomendamos pelo rápido serviço, simpatia e qualidade da comida, passámos por este mural! 😍

Mural, perto do restaurante ‘O Éden’.

A primeira visita da tarde foi ao enorme e bonito Jardim do Álamo, que pertence ao Palácio com o mesmo nome, apesar de poder ser visitado independentemente. A entrada é livre!

Uma das máquinas que se podem ver no Jardim!

A seguir, logicamente, fomos para o Palácio do Álamo, que merece mesmo ser conhecido! São várias as salas que podem ser vistas, desde a Sala de Música, passando pela Sala de Chá, até à Sala de Fumo, sendo também possível uma subida ao sótão.

Adorei a Sala dos Potes, onde armazenavam a comida que era em parte usada como pagamento aos trabalhadores do local! 😊

Sala dos Potes

O Palácio apresenta exposições de vários tipos, tendo o percurso bem assinalado e a descrição do que estamos a ver. É de salientar a simpatia das operadoras turísticas, quer aqui quer no Castelo, que nos explicaram tudo o que era necessário para a visita, incluindo o contexto histórico, algumas curiosidades e outra informação pertinente! 

Foi construído em 1649 e pertenceu quase sempre à mesma família! O interior mantém a estrutura original, bem como algum mobiliário, que vamos vendo durante o percurso. Os tectos e algumas das paredes também merecem uma boa observação!

Uma das salas do Palácio!

O último local que visitámos, em Alter do Chão, foi o primeiro que vimos ao chegar à localidade. O Castelo é citado a partir do séc. XIII e a sua forma actual remonta ao reinado de Pedro I, que ordenou a sua reconstrução em 1357, de acordo com a placa de mármore sobre o portão principal.

Visitando o Castelo…

Em excelente estado de conservação, esta fortificação é Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910.

O interior do Castelo, visto da sua torre mais alta!

Durante a visita podemos percorrer toda a muralha e subir à Torre de Menagem, com 44 metros de altura, de onde se obtém uma espectacular vista sobre a vila.

Parte da vista que temos da Torre!

Depois do Castelo, demos mais uma voltinha por Alter do Chão. É uma povoação calma, bonita e com muitas coisas interessantes para ver. O edifício da Câmara Municipal é um exemplo disso, com a sua torre com o sino e o relógio! 😊

Câmara Municipal de Alter do Chão

Antes de regressarmos ao carro ainda passámos pelo Chafariz Quinhentista. Foi mandado construir por D. Teodósio I, Duque de Bragança. É Imóvel de Interesse Público desde 1974 e está datado de 1556.

Chafariz Quinhentista

Foi com muita pena, mas bastante satisfeitos com esta tarde turística inesperada, que entrámos na viatura para fazer os 357 km que nos faltavam até casa. Ficou a vontade de voltar para conhecer melhor esta parte do nosso lindo país, que tem sempre qualquer coisa nova para descobrir e que merece muitas ‘escapadinhas’! 😉

Como digo sempre, qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Espero que a descrição do nosso passeio ajude na preparação do vosso ou que, no mínimo, desperte o apetite para um percurso por terras lusitanas! Boas viagens! 😊

Publicado em Países Baixos

Amesterdão – O que visitar!

Foram várias as viagens que fiz a Amesterdão, tendo sido a mais pequena de apenas 5 dias… todas as outras tiveram uma duração superior a uma semana. A primeira foi em 2014 e a última em Novembro de 2019. Quero salientar que ainda não conheço tudo, pois há sempre algo mais para ver e descobrir nesta cidade!

Caso a pensem conhecer e, apesar de Amesterdão ser linda em qualquer altura, se quiserem aproveitar e ir a Keukenhof ver o famoso parque das flores, terão de o fazer entre o final de Março e o princípio de Maio. Todos os anos as tulipas são plantadas de acordo com um tema diferente e vale bem a pena! 😉

Este não vai ser um ‘Roteiro’ diário, como costumo fazer, mas irei dividir as atracções por zonas, ilustrando a descrição dos lugares e dando algumas dicas que possam haver sobre o local. Todas as fotos foram tiradas com telemóvel e como foram várias as viagens, e uma pessoa vai mudando de aparelho, peço desculpa pela fraca qualidade de algumas das imagens! 😁

O que visitar:

Perto de Amesterdão:

  • Zaanse Schans | Honig Breethuis | Bezoekerscentrum Cacao de Zaan | Museum Zaanse Tijd (Museum van het Nederlandse Uurwerk) | Museumwinkel Albert Heijn | Specerijmolen De Huisman | Verfmolen De Kat | De Zoeker | De Schoolmeester | Het Jonge Schaap | Quinta do Queijo Catharina Hoeve | Bakery Museum ‘The Gecroonde Duyvekater| Weaver’s House | Zaans Museum | Kooijman Souvenirs & Clogs – Klompenmakerij (Museu das Socas) | Tiemstra’s Kuiperij

Todas as viagens que fiz para Amesterdão foram pela easyJet, a partir de Lisboa, sendo a hora da chegada ao Aeroporto de Schiphol sempre perto da meia-noite. Para chegar à cidade a maneira mais fácil é apanhar o comboio que nos deixa na Central Station. O preço do bilhete deve andar perto dos 10€ e pode ser comprado nas máquinas automáticas… o trajecto dura cerca de 25 minutos.

Entrada do Aeroporto de Schiphol.

O alojamento na cidade foi sempre conseguido através do Airbnb, tendo ficado as últimas duas vezes na mesma casa. É uma bonita mansão histórica, com um Relógio de Sol na fachada e fica em frente à Nieuwe Amstelbrug, uma ponte que atravessa o rio Amstel. Acrescento, como curiosidade, que devido ao relógio o edifício é um pokéstop, fazendo parte do famoso jogo Pokémon Go. 😁

A nossa casa!

Está situada entre dois parques, o Oosterpark e o Sarphatipark, e muito perto do Albert Cuyp Market, um mercado de rua de visita obrigatória. Falarei dele mais à frente. 😉

O terraço da casa onde ficámos!

Amesterdão foi a cidade onde vi mais bicicletas! Há estacionamentos com centenas delas e estão espalhadas por todo lado. Caso se sintam com coragem aluguem uma e, nem que seja durante apenas umas horas, passeiem pela cidade ou por um dos parques, o que talvez seja mais seguro. Tenham cuidado e olhem para todos os lados. Mesmo os peões têm de estar sempre atentos, não se vá dar o caso de estarem a caminhar numa ciclovia. Os holandeses apitam, mas não param! 😆

Uma das curiosas bicicletas que se vão encontrando pela cidade!

A cidade tem uma excelente rede de transportes, caso não queiram andar a pé ou de bicicleta. Usei o tram (eléctrico) algumas vezes, mas o transporte mais utilizado foi o metro, que cobre os pontos mais importantes. As estações são bonitas e seguras.

Uma das estações de metro!

Vondelpark

Em relação aos parques, um dos mais conhecidos é o Vondelpark! É enorme e óptimo para passear a pé ou de bicicleta, fazer um piquenique ou passar umas horas relaxado. É muito fácil de localizar, estando uma das suas entradas assinalada com a Maid Of Amsterdam, uma estátua que representa uma mulher sentada, com o brasão da cidade.

São vários os lagos, cheios de patos e outros pássaros que se encontram na área, bem como algumas esculturas e diversões para os mais pequenos… um bom local para descansar, no meio do verde e passar umas horas com a família ou com os amigos! Tem dois ou três cafés, parque infantil, um anfiteatro, campos de jogos e fica muito perto de outro parque também bom para passear, o Rembrandtpark.

Vondelpark

Het Amsterdams Lyceum

Na primeira vez que visitei o Vondelpark saí por uma das portas laterais e fui ao Het Amsterdams Lyceum. É a escola secundária mais antiga do país! Foi fundada em 1917 e tem uma área envolvente bem bonita e agradável, com várias esculturas e recantos engraçados, integrando algumas ruas de vivendas com características diferentes das que se encontram no resto da cidade.

Liceu de Amesterdão

É atravessado por um canal, rodeado por árvores e espaços ajardinados, o que lhe dá um ar de bairro mais típico.

Noorder Amstelkanaal

Monument Indië-Nederland

Passando a ponte, depois do Liceu, encontra-se o Monument Indië-Nederland. Consiste numa pequena praça, com um lago onde fica a estátua que simboliza a relação entre os Países Baixos e a Indonésia. Foi inaugurado em 1935 e tem sido várias vezes alvo de vandalismo e de protestos. Já foi danificado por bombas duas vezes, já foi pintado e já teve elementos que foram roubados e nunca mais recuperados. Ao longo do tempo foram feitas algumas mudanças no monumento, que só ganhou este nome em 2004.

Por trás fica o Sportpark Olympiaplein, um dos maiores parques desportivos da cidade. Começou a ser construído em 1926 para os Jogos Olímpicos de Amesterdão, realizados em 1928, e além de pistas de atletismo e campos de jogos, tem um espectacular parque de skate. 😊

Monument Indië-Nederland

Este monumento e o liceu não são nada de imperdível ou de visita obrigatória, mas são uma boa opção para quem gosta de andar pela cidade e ver coisas menos turísticas, que não deixam de ser bonitas e interessantes. 😉

Passeando pela zona…

Museumplein

Muito perto desta zona fica Museumplein, a bonita e movimentada Praça dos Museus da cidade.

Um dos lados da Museumplein!

A escolha do que queremos ver aqui torna-se difícil, já que existem museus com as mais variadas temáticas. Na imagem acima está o Stedelijk Museum, que apresenta peças de design e de arte contemporânea.

Além de termos exposições para todos os gostos, é também nesta parte da cidade que fica a Concertgebouw, uma bonita sala de espectáculos onde podemos entrar e beber um café ou comer qualquer coisa, mesmo que não se queira assistir a nenhum concerto.

Concertgebouw

No outro extremo da praça fica o gigantesco Rijksmuseum, o Museu Nacional dos Países Baixos, que ocupa um imponente edifício do séc. XIX e tem uma extensa colecção dedicada à arte e história do país. Tem um pequeno jardim, com algumas esculturas e era em frente dele que estavam as famosas letras ‘I amsterdam‘, que entretanto foram colocadas noutro local. À sua frente fica também a pista de gelo, montada durante o Inverno, com uma ponte que a atravessa e uma fantástica iluminação nocturna!

O Rijksmuseum, com as letras e a pista de gelo.

Visitei o Museu Van Gogh, que recomendo a todos os que gostam de pintura e do trabalho deste artista. É a maior colecção mundial de obras deste pintor, além de apresentar várias curiosidades sobre a sua vida. Podemos, por exemplo, ver as texturas das tintas e como ela as fazia, usando muitas vezes insectos e flores!

Uma das paletas e tubos das tintas usadas por Van Gogh!

Inaugurado em 2016, o Museu Moco ocupa a Villa Alsberg, uma mansão projectada por Eduard Cuypers, em 1904. Foi uma das primeiras residências da Museumplein e hoje em dia é um museu de arte moderna e contemporânea, com grande destaque para a ‘arte de rua’. Apresenta obras de Banksy, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat e Jeff Koons, entre outros, promovendo também algumas exposições temporárias!

Foto tirada à entrada do Museu!

É também nesta zona que podemos visitar a House of Bols – The Cocktail & Genever Experience, onde podemos conhecer melhor a história desta marca, provar o gin e criar um cocktail. Existe ainda o Diamant Museum Amsterdam (Museu do Diamante), que apresenta réplicas de algumas peças e um pouco da história do seu comércio nos Países Baixos. Não visitei nenhum dos dois, por isso não vos consigo dizer se valem ou não a pena! 😁

Heineken Experience

Saindo da Museumplein, passando por baixo dos arcos que formam um túnel e atravessam o Rijksmuseum, é só virar à direita e acompanhar o canal até chegar à Heineken Experience. É um museu sobre a história desta marca de cerveja e dispõe de áudio-guia em português!

Uma das salas da Heineken Experience!

É uma experiência bastante interessante e interactiva, que recomendo sem hesitar! Podemos ver as cavalariças antigas, compreender o processo de fabrico da cerveja e quais os ingredientes usados, aprender a tirar uma imperial e beber uma ou duas no final da visita. Temos ainda a oportunidade de mexer e de provar o mosto e de criar uma garrafa como recordação, escrevendo o que quisermos no rótulo. 😊

Mexendo o mosto…

Uma das partes mais divertidas foi um filme em 4D, onde sentimos na pele o que sofre uma garrafa no processo de engarrafamento. São vários os locais para as selfies, havendo até uma viagem virtual de bicicleta pela cidade… que nós fizemos e que podem ver aqui, juntamente com outros vídeos deste roteiro, na secção de Shorts de Viagens! 😅

Albert Cuyp Market

A partir da Heineken é muito fácil chegar ao Albert Cuyp Market, um mercado de rua que começou em 1905 e que é o maior dos Países Baixos.

Aqui podemos encontrar de tudo à venda, quer nas barracas quer nas lojas que ficam por trás delas. Há chocolates com formas eróticas, fruta, carne, peixe, sumos naturais e granizados, electrodomésticos, ferramentas, roupa, sapatos, flores e recordações de todo o tipo.

Uma das entradas do Albert Cuyp Market.

O que leva muita gente a este mercado, e que faz com que seja tão conhecido, é a sua comida. Vim aqui várias vezes, apenas para um pequeno-almoço tardio, almoçar ou lanchar. São muitos os pontos em que nos deixam provar algo, gratuitamente, e algumas das suas ‘barracas’ já são famosas, como é o caso do Benny’s Chicken, com todas as suas delícias de frango. Comam umas asinhas, umas coxas ou uma das saborosas sandes e provem o molho de amendoim… uma maravilha! 😊

A banca do milho!

É aqui que vos aconselho a provar as Stroopwafels, umas irresistíveis bolachas tradicionais que são preparadas à nossa frente e servidas quentes. São vários os locais que as vendem no mercado, sendo feitas de vários tamanhos e recheadas com calda de açúcar e canela, com chocolate ou com caramelo, entre outras escolhas tentadoras. Os primeiros indícios da sua existência datam de 1784, embora a primeira receita conhecida seja de 1840. É obrigatório experimentar! 😁

Cá estou eu a encher a barriguinha… as melhores que comi foram as desta carrinha! 😉

Sarphatipark

Caso vos apeteça passear mais um pouco, duas ou três ruas depois do Mercado fica o Sarphatipark, que já tinha referido mais acima. Este é um pequeno parque onde não se pode andar de bicicleta e tem alguns monumentos e lagos. Tem ainda um espaço infantil de aventura e uma área para cães, onde os donos podem deixá-los à vontade e brincar com eles.

Lago no Sarphatipark.

Andando pela cidade, percorrendo os bairros mais afastados dos principais pontos turísticos, vão-se sempre descobrindo alguns pormenores curiosos e engraçados. Um exemplo disso são os jogos, monumentos, homenagens e esculturas que se vão encontrando em algumas ruas ou praças menos conhecidas.

Jogo na calçada!

Max Euweplein

Se ao sairem da Museumplein, pelo Rijksmuseum, virarem para o lado esquerdo seguindo o canal, irão chegar à Hein Donnerbrug que fica em frente à Maid Of Amsterdam, uma das portas do Vondelpark que já referi anteriormente. Basta atravessar esta ponte para entrar na Max Euweplein. É nesta praça que está o Hard Rock Café, entre outros bares, restaurantes e algumas lojas de roupas e de recordações. É, já agora, também neste canal que podem encontrar algumas das companhias que promovem passeios de barco.

O Holland Casino Amsterdam fica aqui perto, assim como a Rembrandts Amsterdam Experience, no lado oposto, que dizem ser fantástica mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de fazer.

O nome da praça deve-se a um grande jogador de xadrez nacional, que foi campeão mundial. O Chess Museum, fica num edifício que era uma antiga prisão, usada pelos nazis para torturarem membros da resistência holandesa. Hoje em dia conta a história deste jogo e deste mestre. Nunca visitei o museu, mas passei muitas vezes na praça, que era o antigo pátio da prisão e onde existe um tabuleiro de rua, que está sempre a ser usado e tem, geralmente, fila de espera. A ideia está espectacular!

O tabuleiro da Max Euweplein!

Leidseplein

Quase colada à Max Euweplein fica a Leidseplein, uma das praças mais movimentadas e uma conhecida zona de diversão nocturna. É aqui que está o Internationaal Theater Amsterdam, um teatro bem bonito, por dentro e por fora. Ao passearem por aqui, lembrem-se de olhar para os ramos das árvores. Num deles está uma pequena escultura, de um lenhador. Não consegui saber quem foi o autor, mas achei formidável. Excelente trabalho e excelente enquadramento! 😊

O Lenhador!

Amesterdão é uma cidade muito cara e isso nota-se bem nesta zona, que é considerada por muitos locais como uma ‘armadilha para turistas’! The Bulldog, que existe desde 1974 e é a coffeeshop mais antiga da cidade, pode ser aqui visitada. Aviso já que é um espaço pequeno e superlotado. Caso queiram experimentar um destes cafés, fujam desta zona e procurem um que seja afastado das avenidas principais. 😉

Um dos bares que visitei, nesta praça, foi o The Waterhole. Tem espectáculos de música ao vivo e os instrumentos musicais, espalhados por todo o lado, são o elemento principal da sua decoração. Possui mesas de snooker, um ambiente muito acolhedor e a sua própria marca de cerveja.

A cerveja do The Waterhole.

Se quiserem uma refeição rápida, nesta zona há McDonald’s, Burger King, Wok to Walk e Starbucks, entre outras opções do género.

Foi aqui que encontrei um destes estabelecimentos, bem engraçado, curioso e original. Eu pelo menos, não conhecia nenhum! A FEBO Amsterdam é uma cadeia de snack-bares, fundada em 1941, que se tornou de venda automática em 1960. Os produtos são apresentados já feitos, dentro de uns pequenos fornos onde só temos de colocar as moedas, para abrir e tirar a comida quente! Os seus alimentos têm a particularidade de nunca serem congelados, sendo sempre preparados frescos. Já experimentei alguns dos seus famosos croquetes, que são de vários tipos, e gostei. Os hambúrgueres e os gelados também são bons! 😁

Febo, venda automática de comida!

Bloemenmarkt

A partir da Leidseplein podem começar a subir a Leidsestraat, uma avenida repleta de todo o tipo de comércio e com muito movimento. Depressa chegam ao Singel, um canal com alguns pontos de interesse em ambas as margens. Logo antes da Koningsplein, virando à direita, encontram o Bloemenmarkt. Foi fundado em 1862 e é o único mercado flutuante do mundo, dedicado apenas à venda de flores.

Bloemenmarkt

Museu da Tortura

Na outra margem, fica o Museu da Tortura. Tem uma colecção bastante pequena, em relação a outros espaços que já visitei com esta temática, mas está muito bem documentada e conservada. De qualquer modo, é impressionante ver os objectos usados e os tipos de tortura aplicados. Vale a pena, apenas para quem nunca viu nenhuma exposição do género! 😊

Museu da Tortura

Munttoren

Continuando pelas margens do Singel, chega-se à Munttoren. É uma torre com um relógio e um carrilhão, que pertencia à muralha original da cidade. Na sua base existe uma conhecida loja de cerâmica, a Heinen Delfts Blauw, especializada na venda da típica loiça azul e branca. 😊

Munttoren

Rembrandtplein

Se seguirmos em frente iremos chegar à Rembrandtplein, outra das bonitas praças da cidade. No seu centro fica o espectacular Rembrandt Monument, com todas as suas estátuas. 😍

Rembrandt Monument

As figuras, colocadas em frente da escultura de Rembrandt van Rijn, duplicam em três dimensões uma das suas pinturas mais famosas, a Ronda da Noite, que faz parte da exposição permanente do Rijksmuseum. A estátua principal, a do artista, foi feita em 1852 por Louis Royer e é de ferro fundido. Em 2006, como comemoração do 400º aniversário do pintor, os artistas russos Mikhail Dronov e Alexander Taratynov criaram esta reprodução do quadro, em bronze.

Depois de vários anos em exibição por outros países voltou para este local em 2012, onde se mantém até hoje graças a uma campanha de angariação de fundos, organizada pela Rembrandtplein Entrepreneurs Foundation.

A brincar com o simpático cão da ‘Ronda da Noite’! 😁

É nesta praça que fica a Smokey Coffeeshop, com um excelente serviço de bar e cafetaria. É um espaço enorme, onde somos atendidos com muita simpatia.

Smokey Coffeeshop

Tem mesas de snooker, boa música e serve refeições ligeiras, óptimas para um lanche. Dão-nos a hipótese de criar os nossos próprios sumos, dizendo as frutas que queremos neles, e os batidos também são uma maravilha! Tenham atenção porque quase ao lado existe o Cafe Smokey, que não pertence aos mesmos donos e não tem nada a ver! 😊

Smokey Coffeeshop – Interior

Xtracold Icebar Amsterdam

Daqui podemos continuar até ao cruzamento com o Rio Amstel. Virando a esquina, para a esquerda, iremos passar em frente ao Xtracold Icebar Amsterdam. É engraçado, para entrar lá como curiosidade!

Xtracold Icebar Amsterdam

Há um bar normal, onde se espera a entrada no verdadeiro Icebar e onde nos dão os fatos obrigatórios contra o frio e que são uma curte, mas não esperem nada de mais, nem vão com expectativas muito elevadas. É um quadrado não muito grande, com bancos, balcão e uma ou duas esculturas, tudo feito em gelo! Só podemos lá permanecer durante 30 minutos, se bem que não vale a pena ficar mais tempo. 😆

Junto com o bilhete, que é demasiado caro, temos direito a duas bebidas, podendo escolher entre três. Atenção… caso partam o copo, não vos dão outro e não bebem mais! Lá dentro, assiste-se a um pequeno filme em 3D. Ao fim e ao cabo, o mais engraçado mesmo são as fotos que nos tiram e que podemos trazer para casa! 😊

A foto da visita!

Em frente ao bar, no outro lado do rio, fica a National Opera & Ballet que apresenta espectáculos regulares.

Hermitage Amsterdam

Voltando novamente para trás, e depois de atravessar a Blauwbrug (Ponte Azul), temos no lado direito, um quarteirão com vários museus e monumentos.

É impossível não reparar no enorme Hermitage Amsterdam, que tem a fachada virada para a água e uma doca à sua porta, onde podemos programar um passeio de barco através da Amsterdam Boat Adventures. São uns barcos mais pequenos, que nos levam através de passagens e canais que as outras embarcações não conseguem percorrer. Vão apenas 8 pessoas em cada barco, numa viagem que pode ir até aos 90 minutos.

Este espaço é uma filial do Museu Hermitage de São Petersburgo e está localizado no antigo Amstelhof, um edifício de estilo clássico de 1681. Apresenta exposições temporárias e permanentes e são várias as salas que se podem visitar, sendo o bilhete comprado de acordo com isso. Tem um restaurante e um jardim interior.

Hermitage Amsterdam

Aqui também fica o Outsider Art Museum (Museum van de Geest), com uma galeria de pinturas e outras peças feitas por artistas com deficiências.

Na lateral esquerda do Heritage, está o Amsterdam Museum. Era um antigo orfanato e apresenta várias obras de arte, artefactos e exposições interativas que contam a história da cidade. Continuando a dar a volta ao bairro podemos ver o National Holocaust Names Monument, feito com tijolos que contêm o nome das vítimas, a data de nascimento e a idade com que morreram.

Por trás desse monumento fica Hoftuin, um pequeno e engraçado parque, óptimo para passar umas horas ou até mesmo fazer um piquenique. Também tem um restaurante, caso não queiram levar comida!

Terminando de contornar o bairro ainda se passa pelo De Schaduwkade, um memorial no chão, que consiste numas placas onde constam os nomes de cerca de 200 judeus que viviam nesta zona e foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial. As placas estão colocadas, ao longo do canal, em frente às casas onde moravam.

Infelizmente, já passei muitas vezes por esta zona e ainda nunca visitei nenhum destes pontos. Assim que o fizer, digo-vos se valem ou não a pena! 😉

Natura Artis Magistra

Se seguirmos em frente, depois da visita ao National Holocaust Names Monument, iremos encontrar o Hortus Botanicus Amsterdam. Este jardim botânico tem várias estufas que existem desde 1682 e junto a ele fica o Wertheimpark, outro dos parques da cidade, com um campo desportivo e alguns monumentos. Um deles é o Auschwitz Monument, que foi criado pelo escritor Jan Wolkers, em memória das vítimas no campo de concentração. É composto por um conjunto de placas de vidro partidas.

Depois de percorrermos uma das ruas laterais ao parque, passando pelo Verzetsmuseum Amsterdam (Museu da Resistência), chega-se ao Natura Artis Magistra. Mais conhecido apenas como Artis, é o jardim zoológico da cidade.

Uma das esculturas do Artis!

Tem muitos espaços agradáveis, com um ambiente e uma decoração espectacular. A cascata e os túneis, por exemplo, estão impecáveis. Gostei muito da parte dedicada aos insectos e do Borboletário. Tem ainda um planetário, um aquário e uma espécie de jardim interior, onde os macacos andavam à solta por cima de nós! 😁

Borboletário

Micropia

Ainda no Artis, não deixem de visitar o Micropia. É o único museu do mundo dedicado aos micróbios e é muito divertido!

Micropia

Junto com o bilhete recebemos um ‘passaporte’, onde podemos carimbar os micróbios que vamos conhecendo ao longo da visita, que é muito didáctica e interactiva. Marcando previamente, podemos ainda entrar no laboratório e participar em algumas das experiências e pesquisas realizadas diariamente! 😊

O laboratório do Micropia.

Oosterpark

Caso queiram continuar o passeio e relaxar noutro parque, logo depois do complexo do Artis fica o Oosterpark, com um ambiente e uma vegetação diferentes dos outros referidos anteriormente. Tem parque infantil, casa-de-banho pública e um coreto, onde realizam alguns concertos. Também tem um monumento bastante interessante, o Nationaal Slavernijmonument, que celebra a abolição da escravatura nos Países Baixos.

Nationaal Slavernijmonument

Este parque é muito concorrido durante o Verão, já que tem uma piscina pública grátis para crianças. Numa das suas extremidades também se pode encontrar o fantástico Tropenmuseum, um museu etnográfico com uma espectacular exposição permanente e algumas exibições temporárias, distribuídas por várias salas.

Parte do Oosterpark com a piscina, que está vazia durante o Inverno.

Red Light District

O famoso Bairro da Luz Vermelha não pode deixar de ser visitado. São muitas as ruas com as montras, onde as mulheres tentam chamar a atenção de quem passa, angariando clientes. Atenção que não se podem tirar fotos e não convém andar com o telemóvel na mão, correndo o risco de ser abordados pelos seguranças. É uma zona segura, mas tentem evitar a sexta-feira ou o sábado, por ter demasiadas pessoas e não ser tão bem frequentada!

Além do comércio sexual, existem várias lojas, cafés e restaurantes. Também nesta área podem visitar o Hash Marihuana & Hemp Museum, o Amsterdam Illusions, a Casa Rosso, o Red Light Secrets Museum e o Erotic Museum.

Red Light District

Ons’ Lieve Heer op Solder

Ao lado deste bairro fica a Oude Kerk, uma igreja que foi construída em 1302 e é o edifício mais antigo da cidade, funcionando hoje em dia como centro cultural. Um pouco mais acima fica Ons’ Lieve Heer op Solder. Um edifício aparentemente normal, que tem no seu interior um museu e uma incrível igreja escondida! É uma visita obrigatória! 😉

É um prédio do séc. XVII e a sua galeria exibe uma exposição permanente, sendo apresentadas também algumas exposições temporárias.

Quadro numa das exposições temporárias.

A igreja católica no sótão foi construída em 1663, numa altura em que não era permitido celebrar missas. A visita é feita com áudio-guia (não há em português) e subindo as antigas escadas de madeira vamos passando por várias divisões com as mobílias originais e cheias de pormenores curiosos, como é o caso das camas que eram feitas em nichos e depois tapadas com cortinados, portas ou painéis.

Uma das divisões, com a cama no nicho!

É simplesmente incrível chegar ao topo das escadas e ver uma fantástica igreja, de 3 pisos, que até um belíssimo órgão de tubos tem. Os bancos, a ornamentação, o altar, a arquitectura, o tamanho, o facto de estar ali… fiquei de boca aberta! Um local onde quero muito voltar, para ver tudo ainda com mais atenção! 🧡

Ons’ Lieve Heer op Solder

Amsterdam Central Station

Continuando a subir iremos chegar à Amsterdam Central Station. Eu sei que quase toda a gente passa por ela, quando chega a Amesterdão, mas geralmente nunca se vê grande coisa nesse momento em que a preocupação é, na maior parte das vezes, chegar ao alojamento e descansar uns minutos ou comer qualquer coisa.

Central Station

Nesta bonita estação, que inaugurou em 1889, podemos encontrar um excelente centro comercial com lojas de todo o tipo, cafés, restaurantes de comida rápida, farmácia, oficinas e empresas de aluguer de carros e de bicicletas.

Dentro da Central Station!

Existem vários túneis que atravessam a estação e por trás dela fica o cais, onde podemos apanhar o ‘ferry’ para a parte norte da cidade.

Um dos túneis da estação!

No local há umas máquinas que nos permitem tirar os bilhetes para os barcos, que são grátis e passam com muita frequência. Podemos escolher entre dois destinos e são viagens muito curtas. Por esse motivo, as embarcações não têm casa-de-banho ou qualquer tipo de serviço a bordo.

Um dos barcos leva-nos para NDSM, uma área que ainda não consegui conhecer. Aí podemos visitar o NDSM Wharf, um antigo estaleiro transformado em centro de artes, com muitas exposições, arte de rua, espectáculos de música e dança, entre outros eventos. Existem ainda vários bares e restaurantes na zona, todos com uma decoração moderna e, ao mesmo tempo, industrial. Pelo caminho consegue-se ver um submarino encalhado!

A’dam Lookout

Apanhando o barco que está de frente para o cais, somos levados para o lado onde fica o A’dam Lookout, um dos locais com as melhores vistas sobre a cidade e onde podemos andar nos baloiços mais altos da Europa. 😁

O ferry com o A’dam Lookout e os seus baloiços, em frente!

É bastante divertida a visita a este local, a começar pelo elevador que tem efeitos sonoros e visuais, subindo 100 metros em apenas 22 segundos. Também podemos andar numa montanha russa, em realidade virtual. Existem várias lojas e um excelente restaurante e bar panorâmico no topo.

Foi impossível resistir a este trono! 😊

O seu miradouro permite uma visão de 360º sobre a cidade, tendo sempre placas com a identificação do que estamos a ver. Os bilhetes simples incluem um áudio-guia e uma fotografia digital. Também podem ser comprados já combinados ou podemos acrescentar as atracções que queremos e até mesmo um almoço, jantar ou duas bebidas.

Para quem gosta de emoções fortes nada como experimentar os Over the Edge, que ficam no topo do edifício e que baloiçam para fora dele! 😆

Já nos baloiços, prontos para começar! 😁

Os bilhetes para os Over The Edge são adquiridos à parte ou num ingresso combinado, havendo sempre filas de espera, tanto para comprar como para andar. Assim, o melhor talvez seja comprá-los online. Nós adorámos e recomendamos a experiência! 😊

Uma das divertidas fotos, incluídas no bilhete!

Eye Filmmuseum

Quase ao lado do A’dam fica o Eye Filmmuseum. Este museu do cinema chama logo a atenção pela sua arquitectura, contando com uma exposição permanente e muitas exposições temporárias e exibições de filmes, entre outros eventos. Consultem o programa, porque têm apresentações dos mais variados géneros.

Eye Filmmuseum

Mesmo sem comprarmos bilhetes para os eventos, o seu interior pode ser visitado e é bem bonito e interessante. Tem 4 salas de cinema, todas com características diferentes, e uma excelente cafetaria, com vista sobre a cidade e que forma uma espécie de anfiteatro, com as mesas dispostas pelos vários patamares! 😊

Parte da cafetaria, no interior do Eye Filmmuseum!

Openbare Bibliotheek Amsterdam (OBA)

De volta ao barco e saindo de novo na Central Station, basta virar à esquerda e seguir o canal até chegar à Openbare Bibliotheek Amsterdam (OBA), a Biblioteca Pública de Amesterdão. São vários os polos espalhados pela cidade e este é conhecido como OBA Oosterdok, devido à sua localização.

Entrada da OBA.

São 7 andares recheados de literatura, cada um deles com um tema diferente. A entrada é grátis e durante a semana só encerra às 22 horas.

O andar dos livros infantis.

Não deixem de subir ao bar-restaurante, no sétimo piso, que tem um espectacular terraço com uma magnífica vista sobre a cidade! 😍

Vista do terraço!

SexMuseum

Descendo a avenida, que fica mesmo em frente à Central Station, iremos passar pelo icónico Museu do Sexo.

SexMuseum

O Museu tem uma enorme, curiosa e divertida colecção! As figuras com movimento são formidáveis e tem áreas bastante interessantes, sem roçar a pornografia gratuita. Mostra aspectos da cultura sexual e do seu comércio e divulgação à volta do mundo, quer através da pintura e da escultura, quer através do vídeo ou de outro tipo de representações!

Já agora, uma dica: se forem curiosos como eu, espreitem por baixo da saia da Marilyn quando o vento a levantar! 🤣

Marilyn Monroe

Como não posso publicar aqui a maior parte das fotos tiradas neste museu, deixo-vos algumas partes de corpos, que estão expostas na parede de uma escadaria. Aviso que os traseiros são marotos, por isso não se admirem de sentir um certo ‘ar’ na cara, ao passarem por eles! 😆

Escadaria do SexMuseum!

Body Worlds

Continuando na mesma rua, um pouco mais à frente, iremos encontrar o incrível Body Worlds, outra visita obrigatória.

A linha orientadora deste museu é The Happyness Project (O Projecto da Felicidade) e exibe cerca de 200 corpos verdadeiros plastinados, que nos tentam mostrar como o nosso estado de saúde afecta o nosso humor e vice-versa. Logo à entrada é-nos apresentado um gráfico, que mede o nosso nível de alegria! 😊

Gráfico da Felicidade

A plastinação é um processo criado por Gunther Von Hagens, em 1977, e permite conservar perfeitamente os corpos (ou parte deles). Muitos são aqui expostos sem pele, de forma a podermos ver os músculos e outros órgãos, ajudando a compreender melhor a anatomia humana e animal.

Parte de um corpo, no Body Worlds!

Muitos corpos são apresentados exercendo diversas actividades e existem várias montras, onde podemos ver cérebros, órgãos reprodutores, estômagos, pulmões e não só. A visita é realizada de cima para baixo, fazendo a subida de elevador e descendo depois a escadaria, vendo os andares que abordam sempre temas diferentes. O bilhete pode ser comprado online, ficando assim mais barato do que sendo adquirido no local. 😉

O Marinheiro!

Beurspassage

Praticamente ao lado do Body Worlds fica a Beurspassage, que é um bonito túnel onde foi criada a Amsterdam Oersoep. Esta obra-de-arte é um trabalho de Arno Coenen, Iris Roskam e Hans van Bentem. É repleta de pormenores, bonitos e curiosos, tendo sido realizada em 2016. Os candeeiros, por exemplo, foram feitos com peças de bicicletas encontradas nos canais. Não deixem de passar por aqui e de admirar o chão, as paredes, o tecto e tudo o resto… também podem aproveitar e fazer umas compras, já que existem várias lojas no local! 😁

Amsterdam Oersoep

Praça Dam

Seguindo ainda a mesma avenida chegaremos à Praça Dam, o centro histórico de Amesterdão e um dos lugares mais frequentados pelo turismo. Tem sempre bastante animação e todos os eventos importantes da cidade promovem aqui alguma actividade! 😊

Parte da Praça Dam!

O Monumento Nacional destaca-se, com os seus 22 metros de altura. É uma homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra Mundial e foi inaugurado em Maio de 1956.

Monumento Nacional

Um dos bonitos edifícios desta praça é o Koninklijk Paleis Amsterdam, o Palácio Real. Foi construído entre 1648 e 1665 e é um dos 4 palácios usados como residência pelos governantes dos Países Baixos, embora só estejam aqui presentes durante as recepções oficiais. A visita é feita com áudio-guia mas convém verificar sempre as datas de funcionamento no site oficial, já que não está aberto todos os dias.

Palácio Real de Amesterdão

É também nesta zona que fica a Nieuwe Kerk, uma igreja que costuma apresentar exposições temporárias e alguns concertos. É nela que se celebram os casamentos reais.

Uma das fachadas da Nieuwe Kerk.

Basta atravessar a rua, indo para trás do Palácio, para chegar ao Magna Plaza. Era a antiga estação central de correios da cidade e é lindo por dentro e por fora.

Magna Plaza

Apesar de não irmos às compras, entrámos neste centro comercial para beber um café e tivemos a sorte de haver, numa das galerias, uma divertida exposição de elefantes de loiça pintada. 😁

Exposição de Elefantes de loiça!

Ripley’s Believe It or Not!

Existem alguns museus, na Praça Dam e na sua zona envolvente, que merecem ser visitados. Um deles é o curioso Ripley’s Believe It or Not!, onde podemos ver uma bizarra exposição de coisas fantásticas, pertencentes à famosa colecção de Robert Ripley. Um carro esculpido em madeira, um Transformer de 7 metros e réplicas do Homem-Lagarto e de outras personagens excêntricas em tamanho real, são algumas das peças que se podem observar neste lugar, que ainda apresenta algumas salas temáticas e bastante divertidas! O túnel que nos deixa completamente desorientados é imperdível! 😁

Ovo de Pássaro-Elefante! 😄

A visita é aconselhada para todas as idades. No topo do edifício existe um café, com vista para a Praça e onde podemos comer e beber qualquer coisa e carregar os telemóveis! 😉

Eu não resisti e tive de enfiar a minha cara numa parede feita de pinos mágicos! 😆

A Parede de Pinos Mágicos! 😁

Madame Tussauds Amsterdam

Mesmo ao lado do Ripley’s, bastando atravessar uma pequena rua, mas com mais destaque e visibilidade, está o conhecido Madame Tussauds, que também pode ser encontrado em Londres, Berlim, Viena, Hong Kong, Nova Iorque e Las Vegas, para citar apenas algumas das cidades. 😊

Este é um dos museus mais divertidos de Amesterdão, onde podemos interagir com tudo e mais alguma coisa. Foram várias as vezes que o visitei e em todas encontrei alguma coisa nova para ver ou fazer!

Numa das visitas, resolvi tentar a minha sorte com a Kate Moss! 😆

Durante a visita podemos fazer alguns vídeos, vestir algumas roupas e até usar alguns dos objectos dos personagens, contando sempre com a ajuda e simpatia de todos os funcionários. Também nos são tiradas fotos, em variadas situações, que depois podemos trazer como recordação, em forma de íman, porta-chaves ou fotografia digital.

Ajudando o E.T. a voltar para casa! 😊

Casa de Anne Frank

A Casa de Anne Frank foi um dos lugares que mais me desiludiu! Fomos em 2014, sem filas nem problemas para entrar, pois não estava tão na moda como está agora, e éramos as únicas pessoas no museu. Comprámos os bilhetes à porta, mas pelo que sei, neste momento convém serem comprados online e com alguns meses de antecedência. No local só é vendida uma pequena percentagem das entradas diárias, logo de manhã, e esgota em poucos minutos. Caso não consigam bilhete, acreditem, não perdem muito! 😕

Um lugar que poderia ser muito interessante, mas está muito vazio! A falta de móveis e de elementos decorativos faz com que a visita se torne muito pobre e decepcionante, sendo difícil perceber como era mesmo a vida nesta habitação. Quando o visitámos existiam apenas algumas fotografias na parede, uns vídeos e umas pequenas maquetas com a disposição antiga do mobiliário.

Durante a visita à Casa de Anne Frank.

A procura que tem tido, nos últimos anos, faz-me pensar que deverá estar muito melhor, apesar de não ter vontade nenhuma de lá voltar. Não podemos tirar fotos do interior mas, de qualquer modo, as únicas coisas que valem a pena são a estante com os livros (porta falsa) e a sanita, que é de loiça azul e branca! 😁

Begijnhof

No centro da cidade, numa zona conhecida por Spui, podemos visitar Begijnhof. Este é um bairro escondido, que albergava uma comunidade católica feminina.

O prédio que nos dá acesso a Begijnhof.

É emocionante passar o corredor e entrar no jardim desta bonita aldeia ‘secreta’, onde podemos ver a Het Houten Huis. Esta casa com o número 34, além de ser a mais antiga de Amesterdão, é uma das duas únicas que restam com fachada de madeira na cidade. Foram proibidas a partir de 1521, devido ao risco de incêndio.

O corredor da entrada!

É impossível não reparar, assim que se entra neste bairro, na torre da Engelse Kerk (English Reformed Church). Era a igreja usada pelas Beguines, a ordem religiosa feminina que vivia neste local. Sei que tem um órgão de tubos que merece ser visto, mas só costuma estar aberta durante as cerimónias.

Durante a Reforma foi confiscada às freiras, que ficaram sem templo para rezar. Começaram então a trabalhar numa igreja que foi inaugurada em 1682 e que fica mesmo em frente à Inglesa. A Capela de Begijnhof é outra das igrejas clandestinas de Amesterdão, que surgiram nessa época, e ocupa dois prédios que por fora parecem normais.

Capela de Begijnhof

Acrescento ainda que esta é uma zona com várias livrarias. Quem gosta de literatura pode aproveitar e deixar a visita a Begijnhof para sexta-feira, aproveitando assim a Boekenmarkt Amsterdam. Esta feira do livro é realizada semanalmente, na pequena praça que fica junto ao edifício que nos dá acesso ao bairro.

Boekenmarkt Amsterdam

Zaanse Schans

Durante a viagem aos Países Baixos um dos dias terá de ser reservado para ir conhecer Zaanse Schans, a fantástica ‘Aldeia dos Moinhos’! Fica a cerca de 20 km de Amesterdão e para lá chegar apenas tivemos de apanhar o comboio na Central Station. Preferimos isso a marcar uma daquelas excursões de autocarro, com horários combinados e pontos de encontro. 😉

Saindo da estação de comboios, fazendo o caminho junto ao rio Zaan, passa-se pela Honig Breethuis. É uma bonita e interessante casa-museu, com todo o seu mobiliário original. O seu interior é lindo, não podendo deixar de referir o papel de parede pintado à mão numa das salas, que é um trabalho de Willem Uppink. Infelizmente só está aberta de sexta a domingo, mas acreditem que merece a visita. Consultem o site e vejam os horários, preços e actividades que podem programar. A casa também acolhe, regularmente, concertos e exposições temporárias!

Zaandijk é uma vila pequena e calma, com muito para ver. Uma das suas características é o cheiro a chocolate, que vem da fábrica que fica logo antes de entrarmos na zona dos moinhos. No local existe o Bezoekerscentrum Cacao de Zaan, um pequeno museu que só abre à terça-feira.

Fábrica de Chocolate

Atravessando a Julianabrug Zaandijk chegaremos à parte onde ficam os moinhos, podendo começar por visitar o Museum Zaanse Tijd (Museum van het Nederlandse Uurwerk). É o Museu do Tempo ou dos Relógios Holandeses que, além de ser uma bonita casa, apresenta uma preciosa e fabulosa colecção que documenta a história da relojoaria nos Países Baixos.

Entrando em Zaanse Schans!

Mesmo ao lado fica a curiosa lojinha Museumwinkel Albert Heijn, que apresenta os seus produtos da mesma forma que os apresentava quando foi fundada, em 1887. Albert Heijn é a maior cadeia de supermercados dos Países Baixos e é interessante saber como tudo começou. A entrada é grátis! 😊

Percorrendo a Aldeia…

Continuando na mesma rua encontraremos o Specerijmolen De Huisman, também com entrada livre. Este é o moinho das especiarias. Aproveito para dizer que cada um dos moinhos tem funções e mecanismos diferentes e vale a pena entrar para ver o interior e o seu funcionamento.

Specerijmolen De Huisman (Moinho das Especiarias)

Mais à frente fica o Verfmolen De Kat, usado para fazer tintas e corantes de qualidade superior. É um moinho cheio de curiosidades e que merece ser bem observado, por dentro e por fora. Não deixem de reparar no armazém, o Waaihok, que fica no exterior e que tem as suas 17 persianas sempre abertas, para secar o produto. Também no exterior fica a Skaithois, a engenhosa casa-de-banho dos trabalhadores. No interior conseguimos compreender como se processa o fabrico das tintas e quais os ingredientes usados. É possível subir até à varanda, para ver a roda central. O bilhete custa 5€.

Entre um moinho e outro…

Existem mais moinhos que podem ser visitados, mas ainda não consegui entrar em todos. Como já devem ter percebido, vai ser necessário um dia inteiro para conhecer Zaanse Schans! Há alguns restaurantes na zona, mas podem sempre levar qualquer coisa convosco e fazer um piquenique! 😉

Uma das mesas que podemos usar!

Além dos que já referi, podem entrar ainda no De Zoeker, que é um dos moinhos do óleo e cujo interior também é bastante interessante. Os outros são o Het Pink, o De Ooievaar e o De Bonte Hen, mas nem sempre estão abertos ao público.

De Schoolmeester, o moinho do papel, também pode ser visitado, funcionando de quarta a sexta-feira. Outro dos moinhos do papel é o De Jonge Dirk, que só abre por reserva. Podem ainda ser vistos dois moinhos que são serrarias, estando o Het Jonge Schaap aberto diariamente. Lá dentro podemos ver como se processa o corte da madeira, com uma equipa extremamente simpática. O outro moinho serraria é o De Gekroonde Poelenburg, que também só abre quando reservado.

Ainda existem o De Koker, o De Bleeke Dood e o Het Prinsenhof, que abrem aos sábados e apenas de Abril a Setembro ou a pedido. São moinhos de descascamento e de farinha.

De regresso ao centro da aldeia, é obrigatória uma paragem na fantástica Quinta do Queijo Catharina Hoeve. Ainda antes de entrarmos podemos interagir com os animais, que são bem simpáticos e vêm ter connosco! 😊

Quinta do Queijo Catharina Hoeve.

Dentro deste espaço começamos por ver uma pequena queijaria e ouvir a explicação do processo de fabrico. Depois somos convidados a passar para a loja, onde podemos provar gratuitamente uma variedade enorme de queijos. Podemos comprar os mesmos no local, bem como chocolates, doces e outros produtos regionais embalados para viagem. Nós demos a volta ao balcão, provando todos, bebemos um café e voltámos a dar a volta ao balcão… hehehe… foi um abuso, mas não conseguimos resistir! 😁

Na queijaria da Quinta!

Muito perto da Quinta temos a Bakery Museum ‘The Gecroonde Duyvekater’, que é ao mesmo tempo loja e museu. São muitos os moldes de bolos, bolachas e biscoitos que vamos poder ver neste espaço, além de todos os doces nacionais que podemos comprar. A senhora que nos atende costuma usar os trajes típicos, tornando o ambiente ainda mais tradicional.

Também perto, mas para o lado contrário, fica a Weaver’s House. Esta é a antiga casa do tecelão, que mantém a mobília original e onde podemos ver os teares e uma demonstração de como eram usados.

Entrada da Casa do Tecelão.

Daqui podemos continuar até ao Zaans Museum, que promove regularmente excelentes exposições temporários. Durante a visita temos também acesso à Experiência do Chocolate e à Experiência Verkade. É bem divertido escolher o nosso chocolate e criar a nossa própria embalagem! Ambas as experiências são para todas as idades e na Verkade vamos conhecer uma fábrica de biscoitos e de chocolate, do início do século XX, com as máquinas originais ainda a funcionar.

A paragem seguinte terá de ser no Kooijman Souvenirs & Clogs – Klompenmakerij, mais conhecido como Museu das Socas. A visita começa com uma demonstração, onde nos mostram como se faz uma soca a partir de um tronco de madeira. A explicação que nós vimos foi formidável, muito interessante e bastante completa.

Durante a divertida demonstração!

Passa-se depois para o museu, onde estão expostas inúmeras socas com diferentes decorações e estilos. Ao longo de um corredor vamos vendo socas antigas, socas de todas as cores, socas com rodas e até socas violinos!

Soca de Brilhantes!

Na zona exterior envolvente existem várias socas, com diferentes tamanhos, sozinhas ou em pares, óptimas para tirarmos fotografias… como já devem imaginar, não consegui resistir e tirei fotos em todas! 😆

Uma das fotos nas socas de Zaanse Schans! 😁

Continuando em direcção à saída passa-se pelo Tiemstra’s Kuiperij, que ainda não visitei. Sei que é uma antiga fábrica de barris, onde se pode ver a oficina e os artesãos a trabalhar, e pode ser uma excelente maneira de acabar o dia nesta aldeia museu! 😊


Espero que tenham gostado da descrição e que ajude a organizar a vossa viagem, facilitando a escolha dos locais a visitar. Como puderam ver ainda tenho de conhecer muita coisa e vontade de voltar não me falta… assim sendo, este vai ser um artigo em constante actualização! 😉

Qualquer dúvida que tenham, ou qualquer sugestão de locais que recomendem e que achem que deveriam ser aqui incluídos, não hesitem em deixar nos comentários. Agradeço o vosso interesse e o vosso apoio… Boas viagens para todos! 😊

Publicado em portugal

O Centro de Portugal em 3 dias!

Fartos do primeiro confinamento geral e de um Verão cheio de restrições, eu e os meus pais resolvemos fazer uma escapadinha! O destino foi novamente o centro de Portugal, fazendo a base em Ferreira do Zêzere. O objectivo era visitar algumas das bonitas vilas do Médio Tejo! Fomos a um domingo, dia 4 de Outubro de 2020, tendo voltado na terça-feira, dia 6! 😊

Aqui fica o nosso roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 1

Abalámos de Vila do Bispo por volta das 8h da manhã. A primeira paragem, depois de termos sido abalroados por um motociclista da TelePizza, foi na Chamusca. Decidimos almoçar no Restaurante ‘O Cavaleiro’, onde fomos atendidos com muita simpatia. Um serviço impecável, com comida bastante saborosa e bem servida. Comi Sopa da Pedra e Cabrito Assado… estavam uma maravilha! 😁

Restaurante ‘O Cavaleiro’

Depois do excelente almoço, continuámos o nosso caminho passando pela bonita Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, mais conhecida como Ponte da Chamusca. Esta ponte de aço, que cruza o Rio Tejo, foi inaugurada em 1909 e leva-nos até à Golegã!

Ponte João Joaquim Isidro dos Reis

A paragem seguinte foi na Serra de Alburitel, onde fomos conhecer o Baloiço do Talegre! Muita gente no local, que tem bancos para descansarmos e barracas com produtos locais, bebida e outros artigos à venda. O carro foi deixado num estacionamento, que fica no início da ladeira que nos leva ao Talegre. Como podem ver pela imagem, havia fila para experimentar o baloiço e tirar fotos no mesmo! Seja como for, valeu a pena a subida! 😉

Baloiço do Talegre

O percurso continuou em direcção ao Agroal. A sua fantástica praia fluvial é conhecida pela qualidade da água, que é usada como tratamento para problemas de pele, olhos e estômago. Pelo que dizem, ajuda mesmo na cura e recuperação de uma série de doenças! De qualquer maneira, mesmo sem ser com fins terapêuticos, o local merece uma visita pela sua beleza! 😍

Praia Fluvial do Agroal

Já no concelho de Ferreira do Zêzere, fomos ao Moinho Hexagonal de Avecasta. Restaurado recentemente, além de girar as velas, roda sobre ele mesmo apoiado em duas rodas de pedra. A árvore que vêem, por trás, é uma antena de telecomunicações disfarçada! Achei a ideia formidável! 😁

Moinho Hexagonal de Avecasta

Daqui seguimos para o alojamento, mais uma vez reservado através do Booking. Escolhemos ficar no Casa do Adro Hotel, que se recomenda!

Parte do jardim e entrada do Casa do Adro Hotel.

Um excelente hotel, com uma decoração espectacular! A remodelação da casa original deu um ar moderno ao local, mantendo e enquadrando perfeitamente o antigo com o novo. Um óptimo pequeno-almoço, com qualidade e servido ao balcão, devido às restrições, com muita simpatia! O bar também é um espaço impecável e permite passar um bom bocado a ver televisão e de conversa com os amigos!

A esplanada do bar e a piscina.

O quarto era bastante espaçoso e com todas as comodidades, tendo ainda uma pequena varanda!

O meu quarto!

Depois de instalados e já mais descansados, fomos à procura de jantar. Já tínhamos ouvido falar num dos restaurantes locais, conhecido especialmente por um dos seus pratos… os Bifinhos no Chapéu! 😁

Restaurante ‘Grelha do Zêzere’

O ‘Grelha do Zêzere‘ tem muitas outras propostas, entre as quais se incluem umas fabulosas espetadas, mas os Bifinhos no Chapéu são mesmo para experimentar. A refeição torna-se bem mais divertida e apetecível, enquanto vamos cozinhando os nossos bifes. Podem ser escolhidos dois tipos de carne e os acompanhamentos são muito bons! 😉

Bifinhos no Chapéu

Após o jantar, demos mais umas voltas pelo centro da localidade e voltámos ao hotel, onde ainda estivemos entretidos no bar.

DIA 2

Depois de um bom pequeno-almoço, partimos em direcção ao Picoto da Melriça. É aqui que se encontra o marco que assinala o lugar exacto do Centro Geodésico de Portugal! É um desvio e uma visita obrigatória para quem anda a fazer a mítica Estrada Nacional 2! 😊

Picoto da Melriça

Fomos visitar o pequeno Museu da Geodesia e aproveitámos para comprar umas recordações e beber um cafezinho no bar. 😉

Centro Geodésico de Portugal

Daqui fomos directos à Sertã, bonita vila onde andámos a passear pelas margens da ribeira.

Passeando pela Sertã!

O Jardim da Alameda da Carvalha é um espaço enorme e indicado para passeios em família ou com amigos. Tem umas pontes bem bonitas, está equipado com casas-de-banho, parque de merendas e existem alguns bares e restaurantes na zona. 😊

Jardim da Carvalha

Já que estas localidades fazem parte da Nacional 2, aproveitámos e fomos pedindo mais uns carimbos nos nossos passaportes! 😁

Passaportes da Estrada Nacional 2

Avançámos até à Ponte Romana e voltámos para trás, rumando em direcção ao Castelo.

Engraçado auditório-monumento, por onde passámos a caminho do Castelo!

O Castelo da Sertã tem pouco para ver, além da bonita vista que se obtém sobre a vila. No seu interior fica a Capela de São João Baptista, que estava fechada.

Capela de São João Baptista

Abandonámos a Sertã e fomos de novo a caminho de Vila de Rei. O objectivo era irmos conhecer o Penedo Furado e a zona envolvente, que é linda. Os passadiços, que não estavam ainda completos quando lá estivemos, facilitam o acesso às cascatas e aos outros recantos maravilhosos. Uma visita obrigatória!

Parámos o carro na parte de cima, junto ao Miradouro do Penedo Furado, que tem uma vista espectacular sobre a ribeira do Codes e toda a restante área.

Miradouro do Penedo Furado

Fizemos depois um pequeno percurso, que faz parte de um dos trilhos da região, e fomos visitar o ‘buraco na rocha’, que é o Penedo Furado que dá o nome a este local.

Penedo Furado

O outro lado do buraco também tem um excelente miradouro para a Praia Fluvial, com uma mesa e uns bancos para descansarmos. 😊

O outro lado do Penedo!

Voltámos ao carro e descemos até à Praia Fluvial do Penedo Furado, onde começámos por ver a ‘Bicha Pintada‘, um fóssil com mais de 480 milhões de anos.

A ‘Bicha Pintada’!

A partir daqui percorremos a parte dos passadiços que já estava construída!

Começando a percorrer os Passadiços!

Muita beleza natural para admirar, com várias cascatas que formam algumas piscinas onde podemos dar uns mergulhos.

Uma das cascatas!

Depois dos passadiços a fome começou a apertar e decidimos ir lanchar à praia fluvial da Aldeia do Mato. Pelo caminho passámos por um fantástico mural, que sou obrigado a partilhar aqui:

Um trabalho espectacular!

A Praia Fluvial da Aldeia do Mato tem um centro de desportos náuticos e piscinas flutuantes, estando equipada com casas-de-banho públicas. Tem também um excelente bar onde nos serviram umas deliciosas bifanas no prato, com molho de mostarda, acompanhadas com batatas fritas e uma formidável salada… barato e bom, recomenda-se! É uma zona calma e muito agradável, ideal para passar uns dias a descansar. 😉

Praia Fluvial da Aldeia do Mato

Daqui seguimos para a Barragem de Castelo de Bode, onde fizemos uma pequena paragem para apreciar o local. Assim, contornámos o rio e fomos em direcção a Ferreira do Zêzere.

Barragem de Castelo de Bode

Depois do carro estacionado, em frente ao hotel, demos uma volta pela vila e fomos para os quartos descansar uma horinha, antes de irmos à procura do jantar.

Para não repetirmos o local e para conseguirmos provar o Maranho, prato típico da região, resolvemos experimentar o Restaurante ‘Quinta do Adro’. Fomos recebidos com muita simpatia e começámos com umas deliciosas entradas: uma boa tábua de queijos e enchidos e uns suculentos cogumelos recheados com bacon e servidos num molho bem temperado. Maravilha! 😊

Cogumelos Recheados, no Restaurante ‘Quinta do Adro’.

Como pratos principais, além de um apetitoso Leitão Assado e de um excelente Bife da Casa, pedimos o famoso Maranho, um bucho recheado com carne de cabra, presunto, arroz e hortelã. É considerado uma especialidade da cozinha tradicional portuguesa e é mesmo muito saboroso… para repetir numa próxima ida à Beira Baixa! 😄

O Maranho!

Depois da refeição, fizemos um pequeno passeio pela zona e ainda entrámos numa pastelaria, para beber mais um café antes de voltarmos ao hotel. 😊

DIA 3

O último dia começou em Tomar, que apesar de ser uma cidade conhecida pelo Castelo e Convento, tem muito mais para ver e apreciar! 

Uma das coisas que não podíamos deixar de fazer era passear no Parque do Mouchão! Rodeado pelo Rio Nabão, é um local calmo, bonito e ideal para a prática de alguns desportos aquáticos, como se pode ver na foto desta pequena represa. 

Parque do Mouchão

Durante o passeio pelo Parque passámos pela antiga Roda de Água, feita em madeira e ainda a funcionar. 😊

Roda do Mouchão

Entretanto, encontrámos os dois Fernandos que estavam todos entretidos a conversar, aproveitando o Sol da manhã! Esta peça está bastante engraçada e é óptima para umas fotos divertidas! 😁

Estátuas de Fernando Lopes-Graça e Fernando Araújo Ferreira

Terminada a visita ao parque, fomos para a simpática Praça da República, onde ficam a Câmara Municipal e a Igreja de São João Baptista. No meio delas está o Monumento a Gualdim Pais, o templário que fundou a cidade. 😊

A Câmara Municipal, com o Monumento a Gualdim Pais à frente e o Castelo por cima.

Acabámos por entrar na bonita Igreja de São João Baptista, construída por ordem de D. Manuel I, no início do século XVI. 

Igreja de São João Baptista
O altar da Igreja de São João Baptista.

A etapa seguinte foi fazer a caminhada até ao Castelo de Tomar e Convento de Cristo! É uma subida bonita, apesar de cansativa. Pode ser feita de carro, claro, mas optámos por o deixarmos onde estava. 😁

Durante a subida, já muito perto do Castelo!

O construção do Castelo de Tomar foi iniciada em 1160, por Gualdim Pais. Esta fortificação fez parte da ‘Linha do Tejo‘, que era constituída por um conjunto de castelos. Os de Almourol e de Pombal, por exemplo, também faziam parte dessa linha de defesa, obedecendo aos mesmos traços arquitectónicos, que eram característicos dos templários.

Castelo de Tomar e Convento de Cristo

O Convento de Cristo apareceu depois da extinção da Ordem dos Templários, tendo sido construído ao longo de vários séculos. Hoje em dia integra o Castelo e a Charola dos Templários, a Igreja Manuelina, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, a Mata dos Sete Montes e o Aqueduto dos Pegões.

A impressionante Charola é uma das partes mais antigas do Convento e funcionava como oratório privado dos Cavaleiros, no interior da fortaleza. É uma daquelas coisas que deixa qualquer pessoa de boca aberta! 😍

Entrada para o centro da Charola!

O Convento é lindo, cheio de pormenores e com muito para ver, enquanto se vai percorrendo os seus claustros e se passa por algumas das salas.

Claustro de Dom João III, também chamado de Claustro Grande.

A Janela do Capítulo é um dos pontos mais famosos do Convento. Está ricamente ornamentada com os elementos naturais e marítimos que são a base do estilo manuelino.

Janela do Capítulo

Terminada a visita ao Convento, fomos novamente para o centro da cidade. A última coisa que vimos, em Tomar, foi o curioso e fascinante Museu dos Fósforos! 😁

O local apresenta a maior colecção filumenista da Europa. As caixas foram doadas à Câmara Municipal, em 1980, por Aquiles de Mota Lima, que as começou a juntar em 1953!

São cerca de 43 mil caixas, representando 122 países e que exibem pinturas famosas, baralhos de cartas, políticos, filmes, actores, jóias, brasões e muito mais… são 7 salas! É impressionante e tem entrada grátis! 😉

Museu dos Fósforos

A paragem seguinte foi em Constância, terra que foi o local de residência de Luís de Camões. Caso tenham interesse, podem visitar a Casa Memória de Camões, onde afirmam ter vivido o poeta.

Monumento a Camões!

É aqui que se juntam os rios Zêzere e Tejo, sendo isso bastante perceptível na espectacular praia fluvial! Temos junto a ela, um bonito parque para passear e relaxar.

Praia Fluvial de Constância

A paragem seguinte foi no maravilhoso Castelo de Almourol! Como referi mais acima, também fazia parte da ‘Linha do Tejo’, tendo sido também construído pelos Templários e concluído dois anos depois do Castelo de Tomar.

Há barcos que fazem a travessia até à ilha, o que nos permite visitar o Castelo, mas devido à pandemia, não estavam de serviço quando aqui estivemos. Só por isso, já temos uma desculpa para voltar! 😉

Castelo de Almourol

Terminámos este roteiro com uma visita ao Parque de Escultura Contemporânea de Almourol, que fica em Vila Nova da Barquinha.

Parque de Escultura Contemporânea de Almourol

Este parque tem sete hectares de extensão, por onde estão distribuídas as peças, e ganhou o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista em 2007, na categoria “Espaços Exteriores de Uso Público”. Aqui podemos encontrar uma galeria de exposições, alojamento temporário para criadores, equipamentos desportivos e espaços lúdicos para as crianças. 😊

Alguns dos simpáticos habitantes do parque!

A partir daqui foi só fazer o caminho de volta até Vila do Bispo, parando apenas para jantar! Adorámos o passeio e tudo aquilo que visitámos… o nosso país é realmente espectacular e com muito para ver. Vale a pena fazer uma ‘escapadinha’ e ir conhecer as nossas vilas e aldeias, com toda a sua história e património cultural e natural. 😉

Espero que tenham gostado do nosso Roteiro e que o possam usar para a organização do vosso. Obrigado pelo interesse e qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Tentarei ajudar no que for possível! Boas viagens! 😊

Publicado em escócia

Edimburgo em 5 dias!

Deixo-vos aqui sugestões de locais a visitar nesta cidade, algumas curiosidades e dicas, descrevendo o percurso que fiz durante a minha estadia! É um daqueles lugares onde tenho mesmo de voltar, há muito para ver! 😄

Fui de Faro, em Janeiro de 2019 pela Ryanair, tendo o bilhete (ida e volta) custado apenas 12€! Cheguei lá ao final da tarde, por isso ainda consegui dar uma voltinha e ver algumas coisas.

Visitei tudo a pé… o único transporte que apanhei foi o Airlink Bus 100, que nos leva do aeroporto para vários pontos da cidade, anunciando sempre os hotéis situados nas proximidades das paragens. A frequência é de 10 em 10 minutos. Também o utilizei no regresso! 😉

Foi este o Roteiro que fiz:

DIA 1

  • Coração de Midlothian
  • The Scotsman Steps
  • Whistle Binkies
  • The Banshee Labyrinth

DIA 2

  • Museu Real da Escócia
  • Greyfriars Bobby
  • Greyfriars Kirkyard
  • Augustine United Church
  • The Elephant House
  • Castelo de Edimburgo | One O’Clock Gun | Prisão Militar | Prisão de Guerra | National War Museum | St. Margaret’s Chapel | The Royal Scots Dragoon Guards | Great Hall | Jóias da Coroa | Mons Meg
  • Edinburgh City Chambers | Calçada da Fama de Edimburgo | General Stanislaw Maczek
  • St Giles’ Cathedral | Thistle Chapel
  • Stramash
  • The Jazz Bar

DIA 3

  • Palace of Holyroodhouse | Holyrood Abbey
  • The Queen’s Gallery
  • New Calton Burial Ground | Watchtower
  • The Burns Monument
  • Calton Hill | Dugald Stewart Monument | Nelson Monument | Monumento Nacional da Escócia | City Observatory | Crawford Dome
  • Old Calton Burial Ground | Scottish-American Soldiers Monument | The Political Martyrs’ Monument
  • Scott Monument
  • Scottish National Gallery
  • Princes Street Gardens | Soldado com o Urso Wojtek | Fonte Ross
  • Parish Church of St. Cuthbert
  • Tartan Weaving Mill
  • The Hub
  • Museum of Edinburgh
  • The People’s Story Museum
  • Museum of Childhood
  • Chris Hoy Gold Post Box
  • The Three Sisters

DIA 4

  • Surgeons’ Hall Museum
  • Cowgate
  • St Cecilia’s Hall – Concert Room & Music Museum
  • Camera Obscura and World of Illusions
  • ClamShell
  • The Real Mary King’s Close
  • Dean Village
  • Panda & Sons

DIA 5

  • New College – School of Divinity
  • Victoria Street

DIA 1

Fiquei hospedado no Ibis Edinburgh Centre South Brigde, que fica perto de muitas das atracções e tem uma óptima diversão nocturna na zona envolvente, além de restaurantes de todo o tipo. Na recepção do hotel temos sempre à disposição chocolate quente pronto a servir, com marshmallows ao lado para atafulhar no copo antes de o encher com o líquido e comer à colherada, como me demonstraram, divertidos, os moços que estavam de serviço! 😁

O meu quarto!

Depois de meter as coisas no hotel, resolvi dar uma voltinha… logo perto encontrei o Coração de Midlothian! Identifica o local onde estava a Old Tolbooth, antiga prisão do séc. XV que foi destruída em 1817, marcando o sítio exacto da sala onde executavam os prisioneiros. Antes de serem assassinados os presos cuspiam no chão da cela, tradição que se mantém até hoje. Uns como sinal de revolta e descontentamento, outros porque dizem que dá sorte, o que é certo é que as pessoas têm o hábito de passar e cuspir no coração, que está sempre todo salpicado… claro está que eu fiz o mesmo!! 😆

Coração de Midlothian

São muitos os famosos e curiosos becos que se encontram nesta parte da cidade e, durante este primeiro passeio, entrei em alguns! 

Um dos ‘becos’ onde entrei!

A seguir passei pelos The Scotsman Steps, que são 104 degraus, cada um feito de um tipo de mármore diferente do anterior, pelo artista Martin Creed! Uma ideia diferente e bastante engraçada, que liga a Old Town à New Town. Podiam, contudo, apresentar melhor estado de manutenção. São interessantes, como curiosidade, mas nada de imperdível! 

The Scotsman Steps

Voltei ao hotel e na recepção, reparando que eu usava uma camisola com motivos musicais, deram-me um mapa onde assinalaram os melhores bares com música ao vivo. São todos muito perto do alojamento que fica, como já disse, no centro da cidade e perto da Royal Mile, que liga dois importantes pontos históricos e é uma das zonas turísticas mais conhecidas e frequentadas.

Assim, como já estava a ficar demasiado tarde para me sentar num restaurante e jantar, resolvi provar as famosas empadas britânicas num estabelecimento que vi no outro lado da avenida, iniciando depois a minha exploração à vida nocturna escocesa! 😉

A empadaria em frente ao hotel!

Depois da refeição, o primeiro bar a ser visitado foi o Whistle Binkies. Quando lá cheguei estava uma banda a tocar um tema dos Nirvana, continuando depois a apresentar várias covers do mesmo género.

Achei espantoso, e formidável, o facto de quase todos os bares apresentarem sempre 3 ou 4 bandas todas as noites, começando os concertos por volta das 18h! Geralmente, à porta, existem cartazes ou panfletos com a programação semanal e com os nomes e estilos dos grupos que vão actuar.

A curtir a banda e o ambiente!

A paragem seguinte foi no The Banshee Labyrinth que é, como o nome indica, uma espécie de labirinto com uma decoração macabra, onde se vai passando por várias salas, entre escadas e corredores!

Um dos bares do Labyrinth!

Três bares, uma sala de cinema gratuito, uma piscina e uma sala para concertos com um sistema de karaoke montado, onde dei umas gargalhadas com um grupo de chineses que estava a cantar… é fantástico! 😊

A sala de concertos e karaoke! 😁

Depois de umas bebidas, saí e continuei a caminhada, voltando para o hotel! Edimburgo é muito segura, mesmo nestas zonas de bares, e podemos explorar a cidade sem problemas.

Continuando o passeio nocturno!

DIA 2

Comecei o dia com uma visita ao espectacular Museu Real da Escócia, antigo Museu Nacional, de entrada grátis! Prepararem-se para passar umas boas horas, neste incrível edifício.

A entrada do Museu!

É enorme, com várias salas e temas, que vão desde a história natural até aos instrumentos musicais e trajes étnicos, passando ainda por aviões, carros F1 e bicicletas, entre muitas outras secções!

Parte de uma das salas!

Foram muitas as fotografias que tirei neste museu, tornando-se difícil escolher quais as que deveria publicar aqui. Acreditem que é um daqueles locais que considero imperdíveis, para qualquer idade! Assim, vou apenas partilhar mais uma… a da Ovelha Dolly, que pode ser vista neste espaço e que dispensa apresentações! 😁

Ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso!

Fascinado com esta visita, fui fazer festas ao nariz do Bobby que como podem ver, pela diferença de cor, já está bem gasto! 🙂 

Greyfriars Bobby

É a estátua do Greyfriars Bobby, um cão da raça Skye Terrier, que passou 14 anos em cima do túmulo do dono que morreu de tuberculose a 15 de Fevereiro de 1858! O cão ficou no cemitério, alimentado pelo jardineiro, já que se recusava a sair… Passou a ser responsabilidade da Câmara Municipal, em 1867. Em 1872, quando morreu, foi enterrado a 70m da campa do dono, perto dos portões da igreja, porque o cemitério era considerado solo consagrado e não o conseguiram enterrar ao lado de John Gray, a quem pertencia!

Ao lado da estátua está o cemitério onde Bobby ficou a cuidar do falecido dono! Este Greyfriars Kirkyard é carregado de simbolismo, apesar de não o ter achado tão bonito como os outros dois que visitei e que ficam a caminho da Calton Hill! Como curiosidade para os fãs do Harry Potter, muitos dos nomes dos personagens foram inspirados nos das pessoas que estão aqui enterradas! 😉

Greyfriars Kirkyard

Continuei a conhecer a cidade e passei pela Augustine United Church!

Augustine United Church

Fui depois avançando até ao famoso bar onde se sentava a criadora de Harry Potter, o The Elephant House. Apenas usei os serviços de café, não tendo feito nenhuma refeição! É um estabelecimento como muitos em Edimburgo, não tendo achado nada que o distinguisse de outros a que fui, quer em termos de decoração, quer em termos de serviço. Tem um ambiente tranquilo e é acolhedor! Se tiverem tempo, façam uma paragem e visitem o lugar… caso contrário, basta uma foto da fachada para assinalar a passagem pelo local! 😆

Bar onde ‘nasceu’ o Harry Potter!

Depois do café, continuei em direcção ao Castelo de Edimburgo. Paga-se uma entrada, que dá acesso a todo o complexo… não utilizei o audio-guia, que me pareceu desnecessário.

Castelo de Edimburgo

Calculei bem a coisa e consegui chegar a tempo de assistir ao One O’Clock Gun, que dispara todos os dias, menos ao domingo, à uma da tarde (como o nome indica), desde 1861! Depois do disparo do canhão, existem duas passagens para zonas do castelo que passam a estar abertas e que também podem ser visitadas, não sendo isso possível antes!

O One O’Clock Gun, momentos antes dos preparativos para o disparo!

Depois do canhão, visitei duas prisões. Na Prisão Militar deu para ver o interior das celas, com manequins a representar alguns dos prisioneiros mais importantes.

Prisão Militar

Achei a Prisão de Guerra impressionante! As camas de rede, as roupas e alguns dos objectos dos prisioneiros, mostram como eram as condições de vida dentro do local!

Prisão de Guerra
Outro pormenor desta prisão!

O National War Museum (Museu da Guerra) também foi visitado, assim como a St. Margaret’s Chapel (Capela de Santa Margarida), que é o edifício mais antigo da cidade!

National War Museum
Um dos vitrais da Capela!

Outro museu que achei interessante foi o The Royal Scots Dragoon Guards (Museu Regimental), que nos conta a história do regimento de cavalaria através das armas, quadros e esculturas expostas.

The Royal Scots Dragoon Guards

A seguir entrei no Great Hall e fui ver também as Jóias da Coroa, que depois de muitos anos desaparecidas, foram encontradas por Sir Walter Scott, em 1818!

Great Hall

Este escritor encontrou ainda um bastão bastante valioso e outras peças que não se sabe bem a quem pertenciam ou para o que eram usadas! 😁

Já na secção onde estão as Jóias da Coroa!

Antes de acabar a visita e abandonar o Castelo, passei ainda pelo Mons Meg, um espectacular canhão de 1457, que consegue disparar balas de 150 kg a uma distância de 3,2 km! 😮

Mons Meg

Quase em frente à Catedral de St. Giles e muito perto do Mary King’s Close, fica o Edinburgh City Chambers, com um pátio onde se encontra a Calçada da Fama de Edimburgo. Só começou a ser feita em 2007, por isso ainda tem poucas mãozinhas!

Calçada da Fama

Aqui está também uma estátua dourada, que representa o General Stanislaw Maczek num banco, e que é um excelente local para nos sentarmos e tirarmos uma foto ao seu lado! 😁

Cá estou eu com o General Stanislaw Maczek! 😄

A St Giles’ Cathedral, para onde fui a seguir, foi o berço do presbiterianismo e encontra-se situada no centro da cidade, perto de muitos pontos de interesse. É sugerida uma doação, à entrada, não sendo a mesma obrigatória.

St Giles’ Cathedral

Paguei 2 libras para ter direito a um autocolante que me deu autorização para fotografar o monumento. Dentro da catedral, ao lado direito, encontra-se a Thistle Chapel, que merece mesmo ser visitada!

O interior da Catedral!

Como já estava a ficar de noite, fui ao hotel e resolvi ir comer ao The City Restaurant! Escolhi este restaurante, devido à sua localização, perto do local onde fiquei instalado. Resolvi pedir o famoso prato tradicional, que não podia deixar de provar e fiquei bastante satisfeito! A simpatia dos funcionários e a rapidez com que fui servido melhoraram ainda mais o meu jantar… comida muito saborosa e com boa apresentação! Pedi Haggis com Tatties e Neeps (enchido tradicional, com batatas e nabos) e bebi Irn-Bru, a bebida sem álcool, com cafeína, mais consumida e produzida no país! 

A minha refeição tradicional!

Depois do jantar, fui beber um cafézinho a outro dos excelentes bares da cidade, o Stramash! Este bar é uma antiga igreja transformada, coisa que se vê muito em toda a cidade. Perto do hotel, por exemplo, existe a The Tron Kirk. Entrei lá também, por curiosidade… é uma igreja usada como galeria de arte e loja de artesanato, ao mesmo tempo.

Stramash, bonita igreja-bar! 😁

Como podem ver, ficou bem melhor como bar do que como igreja! Entrada livre e muita simpatia do porteiro e de todos os funcionários! Bebidas a preços acessíveis e um ambiente espectacular! Quando entrei ouvi as três últimas músicas folk, cantadas por Lewie Harrison e a seguir assisti a um concerto dos Fi & The Funk Rockers! Muito bom! 😊

Lewie Harrison no Stramash!

Quando saí e já a chegar ao hotel, encontrei aquele que foi para mim o melhor bar de Edimburgo e onde voltei nas restantes noites, apesar de se pagar entrada! The Jazz Bar é um excelente clube de jazz, com bandas de incrível qualidade e muita simpatia do porteiro e de todos os funcionários. Bebidas a preços acessíveis e um ambiente espectacular. Acabei por comprar um cd do Jean-Paul Estiévenart, que estava a tocar quando entrei. No final da noite houve tempo para uma conversa com ele e com os membros da banda, tendo tido direito a um autógrafo no disco! 😁

A fachada do bar!

DIA 3

Comecei o dia com uma visita ao Palace of Holyroodhouse, que fica no final da Royal Mile (Milha Real). O bilhete para o Palácio pode incluir a visita ao The Queen Gallery, que fica mesmo em frente ao Parlamento, e dá direito a um áudio-guia em português (brasileiro) que se mostrou bastante útil. Assim vamos percebendo melhor aquilo que se vê, ao mesmo tempo que se aprende sobre a história deste país. Infelizmente, não se podem tirar fotografias!

Palace of Holyroodhouse

O Palácio não pode ser visitado durante a estadia da rainha, já que muitas das salas que se percorrem são as usadas por ela! Penso que isso aconteça em Junho, mas sem certezas!

Já agora, como curiosidade, durante o passeio nesta zona vão ver vários unicórnios, que também aparecem noutros pontos da cidade. Este animal imaginário é o símbolo nacional da Escócia! 😊

Um dos unicórnios do Palácio!

Ao lado da moradia real, a Abadia, já em ruínas, é linda e também merece uma visita. Foi construída, assim como o Palácio, por David I em 1128!

Holyrood Abbey

Como tinha comprado o bilhete conjunto, a seguir visitei a The Queen’s Gallery!

The Queen’s Gallery

É uma interessante galeria, com muitos quadros das figuras de realeza escocesa mas, na verdade, o que mais curti foram os puxadores da porta de entrada, que são uns bonequinhos! 😁

Os puxadores das portas! 😁

Quando saí da galeria olhei para o Parlamento e vi que estava a juntar-se pessoal à porta porque ia haver uma manifestação qualquer. Já havia muitas bandeiras no ar e algum barulho, por isso resolvi não o visitar! 😆

Parlamento de Edimburgo

Segui então o meu percurso fazendo um caminho que me levou até Calton Hill, passando por alguns pontos bem bonitos e interessantes. Um deles foi o New Carlton Burial Ground!

Este cemitério, que existe mais ou menos desde 1820, é conhecido pela sua torre de vigia de três andares. Foi erguida para proteger os corpos dos que tinham falecido e sido enterrados recentemente, porque eram roubados para serem vendidos às escolas de medicina, que pagavam muito por eles! Os que roubavam os corpos ficaram conhecidos como Resurrectionists (Ressuscitadores). A torre foi mais tarde usada como residência, até 1955! 😁

O cemitério e a sua torre de vigia!

Durante a subida passei pelo The Burns Monument, que não achei nada de especial! É um monumento circular dedicado a Robert Burns, um dos mais importantes poetas da Escócia! A sua construção foi iniciada em 1831 e antes tinha uma estátua no centro, que foi transferida para a Scottish National Portrait Gallery e que, infelizmente, não fui visitar. Vai ter de ficar para uma próxima visita à cidade! 😉

The Burns Monument

Continuei então a minha caminhada pela Regent Road, que acompanha um bairro lindo e muito tranquilo, cheio de construções espectaculares… uma delas é a The Old Royal High School, também conhecida como New Parliament House.

The Old Royal High School na Regent Road

Antes de chegar ao cimo da colina, já se consegue avistar por completo o Nelson Monument, concluído em 1816. Se aqui chegarem por volta das 13h (assim como no Castelo), podem ver a Time Ball, que é lançada no cimo da torre! Foi criada para que os navios ancorados, no Firth of Forth, conseguissem controlar os seus horários. Aproveito para dizer que caso tenham tempo, passem no Firth of Forth… é um porto lindo com uma fantástica ponte. Foi uma parte da cidade que não consegui visitar e que também já está na lista para quando voltar! 😄

Nelson Monument

Calton Hill merece mesmo ser conhecida! Abrange um parque enorme onde podemos ver o Dugald Stewart Monument, o Crawford Dome, o City Observatory e vários outros pontos interessantes. Um deles é o Monumento Nacional da Escócia, que nunca foi acabado! 😁

Este Monumento Nacional pretendia ser uma cópia exacta do Partenon, em Atenas. Os seus lintéis, só para verem a dimensão da coisa, são os maiores pedaços de pedra que foram extraídos na Escócia e precisaram de 70 homens e 12 cavalos para os levar ao topo da colina. Começou a ser construído em 1822, tendo as suas obras parado por falta de verbas, em 1829… nesse tempo todo apenas construíram as 12 colunas, que se vêem hoje em dia! É importante referir que toda esta zona da cidade, a New Town, foi inspirada na arquitectura grega e romana.

Monumento Nacional da Escócia

Passei um belo bocado a explorar o lugar, que tem vistas fantásticas sobre a cidade. Caso o façam também, reparem nos vários bancos de jardim. Todos pertencem a pessoas diferentes, que os adquiriram e os pagam anualmente. Têm uma pequena placa no meio do seu encosto, sendo dedicados a familiares já falecidos! 😊

Passeando por Calton Hill!

Durante a volta, fui ver uma exposição temporária ao Crawford Dome e acabei por entrar no Nelson Monument, que oferece paisagens incríveis sobre a colina e sobre a cidade. Vale a pena o esforço de subir a escadaria da torre! 😉

Na exposição do Crawford Dome!
Parte da Calton Hill… o City Observatory no meio, com o Crawford Dome à direita!

Deixo ainda a vista que obtive sobre a cidade! No centro da imagem conseguem ver um obelisco, que é o Political Martyrs’ Monument e fica no Old Calton Burial Ground, cemitério para onde fui a seguir, descendo a colina por um caminho diferente do que fiz vindo do Palácio.

Vista sobre a cidade, no cimo do Nelson Monument!

O Old Calton Burial Ground foi o cemitério que mais gostei. Assim como outros cemitérios, tem uma lista com os notáveis que lá estão enterrados e nele podemos admirar o Scottish-American Soldiers Monument. Este monumento, de 1893, é o único dedicado à Guerra Civil Americana, existente fora dos Estados Unidos e a figura de Abraham Lincoln foi a primeira estátua de um presidente americano a ser colocada fora das suas fronteiras.

Scottish-American Soldiers Monument

É neste cemitério que também podemos ver, como já tinha referido, o Political Martyrs’ Monument, um obelisco com 27 metros de altura construído em 1844, tendo sido desenhado por Thomas Hamilton, que está enterrado atrás dele! É dedicado a cinco importantes reformistas, presos pelos seus ideais políticos.

Political Martyrs’ Monument

É impossível passearmos por Edimburgo e não repararmos no Scott Monument, por onde passei a seguir. Espectacular visão, no meio da avenida, que admirei muito por fora, mas onde não entrei. Depois de ter subido ao Nelson Monument e depois de todas as publicações que tinha lido sobre a escadaria do Scott, não me apeteceu fazer o esforço… são 61 metros de altura e 287 degraus! 😆

Scott Monument

Scottish National Gallery é a galeria com a maior colecção de arte da Escócia, maioritariamente pintura, com obras de conhecidos artistas e de entrada gratuita! Vale a pena a visita, que não demora muito tempo e é bastante agradável. Grandes obras, em tamanho e em qualidade. Fica numa das pontas dos Princes Street Gardens, que percorri depois! 😊

Parte da Scottish National Gallery!

Os Princes Street Gardens separam a Old Town da New Town e são bem bonitos para passear e relaxar, havendo alguns eventos anuais regulares. Estão divididos em duas partes pelo The Mound, uma colina artificial que ligas as duas Towns e onde fica a galeria que acabei de ver, tendo sido inaugurados em 1820! Como vim em Janeiro, não havia assim nada de muito surpreendente para ver em termos de flores ou canteiros! O famoso relógio floral só é feito nos meses de Verão, infelizmente! 😑

Entrando no Princes Street Gardens!

De qualquer maneira, estando ou não florido, o jardim é sempre lindo e durante o passeio encontram-se alguns pontos interessantes, entre as quais a engraçada escultura do Soldado com o Urso Wojtek.

Wojtek foi um urso adoptado pelos homens da 22ª Companhia de Suprimentos de Artilharia do Exército Polaco. Tornou-se soldado e participou na Batalha de Monte Cassino, na Segunda Guerra Mundial, ajudando a descarregar os camiões de alimentos e de munição durante o combate. 😊

Habituado a viver no meio dos soldados, a cerveja passou a ser a sua bebida favorita! No final da guerra foi oferecido ao Zoológico de Edimburgo, onde viveu o resto dos seus dias, tendo morrido em 1963. Era visitado frequentemente por jornalistas do mundo inteiro e por ex-soldados polacos, que lhe forneciam os cigarros que gostava de fumar e até mesmo de comer! 😁

Soldado com o Urso Wojtek

Continuando a percorrer o jardim, cheguei à magnífica Ross Fountain! Fica mesmo por baixo do monte do Castelo e foi aí instalada em 1872. A fonte foi vista pela primeira vez em 1862, durante a Exposição Internacional de Londres, por um fabricante de armas local chamado Daniel Ross! Em 1869 comprou-a como oferta à cidade, tendo a mesma sido dividida em 122 peças e enviada para os Princes Street Gardens, onde começou a ser montada. Infelizmente, Ross não teve a felicidade de a ver aqui, já que morreu um ano antes da conclusão e inauguração oficial!

Fonte Ross

No final do jardim, ou no princípio caso entrem por esse lado, encontra-se a igreja Parish Church of St. Cuthbert, onde a escritora Agatha Christie casou e que também pode ser visitada. É logo a seguir à fonte e tem um pequeno cemitério ao seu lado!

O interior da Parish Church of St. Cuthbert!

Contornei depois a colina, subindo a King’s Stables Road até chegar à entrada do Castelo, que tem sempre muita animação à volta!

Duas amigas que fiz na zona do Castelo! 😁

Acabei por entrar na Tartan Weaving Mill, uma das mais conhecidas lojas de recordações da cidade com produtos que vão desde os kilts, aos cachecóis, passando pelas varinhas mágicas do Harry Potter, armaduras e coisas do género. Também se podem tirar umas fotos, vestidos com os fatos tradicionais escoceses!

Algumas das muitas varinhas mágicas do Harry Potter, à venda neste local!

No andar de baixo, existe uma pequena fábrica, a única de Edimburgo, com os teares usados para a produção do Tartan, o tecido estampado usado nos trajes típicos nacionais. Está cercada por umas janelas de vidro e com uma placa com informação… quando fui à loja, não estavam a funcionar e pouca visibilidade consegui ter das máquinas! É, por isso, apenas um local de passagem ou para comprar umas recordações!

Alguns dos teares que se podem ver, através do vidro!

Saí da loja e fui até ao The Hub, por onde já tinha passado mas sem parar, por querer chegar ao Castelo antes que disparassem o canhão. Começou por ser igreja mas hoje em dia é a casa do Festival Internacional de Edimburgo, onde se vendem os bilhetes e se fazem alguns dos concertos. O Salão Principal, o Café Hub, a Biblioteca Dunard e a Glass Room são os espaços interiores, utilizados para casamentos, conferências e outros eventos.

The Hub

Dei mais umas voltas nesta zona, tendo começado depois a percorrer toda a High Street. Esta rua liga com a Canongate, que tem alguns pequenos e curiosos museus de entrada gratuita! Quando passei de novo pela Catedral tive a sorte de ver e ouvir um gaiteiro de rua, que era um excelente instrumentista! Espectáculo! 😊

Gaiteiro de rua!

O primeiro onde entrei foi Museum of Edinburgh. A sua exposição é relacionada com a origem e com as lendas e histórias da cidade.

Uma escultura no pátio!

Fica numa mansão do final do séc. XVI, conhecida como a Huntly House e tem uma rica colecção de arte decorativa, que inclui porcelana escocesa de 1760, cerâmica, vidro, trajes, relógios e muito mais.

Algumas das peças em exposição!

É um museu muito pequeno e que se vê rapidamente!

Achei estes uma curte! 😁

Só precisei de atravessar a rua para entrar noutro museu! The People’s Story Museum, também de entrada grátis, é bem engraçado com os seus bonecos de cera a retratar alguns quadros da vida da classe trabalhadora de Edimburgo, num período que vai desde o séc. XVIII até final do séc. XX.

Um dos ‘habitantes’ deste museu!

Tem ainda uma enorme colecção de bandeiras políticas e está localizado no Canongate Tolbooth, um edifício de 1591, que serviu como tribunal e prisão! 😊

Uma tia… Muito fina, na hora do chá! 😁

Como ainda tinha tempo antes do encerramento, que é às 17h, aproveitei e entrei no nostálgico Museum of Childhood! Este museu é um baú de recordações, com todos os brinquedos da nossa infância… jogos, bonecas, peluches, livros, marionetas, carrinhos, consolas… um lugar fantástico para crianças e adultos!

Espectacular talho em miniatura! 😍

Foi o primeiro do mundo com esta temática e está entre um dos mais visitados da cidade. Tem muitas curiosidades e brinquedos do princípio do séc. XIX até aos nossos dias, distribuídos por 5 salas! 😊

Uma consola de jogos desportivos!

Voltei ao quarto, tendo ido depois jantar. Infelizmente, não me recordo do nome do restaurante, mas fica na rua do hotel! A entrada começou muito bem, com umas saborosas bolas de haggis com um delicioso molho de whisky… o problema foi o prato principal, que não recomendo a ninguém! Achei o famoso Fish & Chips, o clássico prato britânico, uma boa porcaria! 😫

Não foi por culpa do restaurante, penso eu, já que as entradas e os restantes componentes do prato eram excelentes. Adoro filetes de peixe mas, mesmo com a maionese, aquilo não sabia a nada. Faltava alho, faltava louro, faltava pimenta, faltava limão, faltava sal, faltava tudo… enfim, a não repetir! 😆

Fish & Chips

Para ajudar à digestão dei mais um passeio pelas redondezas, passando por outra das curiosidades da cidade: uma caixa de correio dourada! Chama-se Chris Hoy Gold Post Box e presta homenagem ao ciclista Chris Hoy, campeão da Escócia, mundial e olímpico. Nos jogos de Pequim em 2008, foi o primeiro britânico, nos últimos 100 anos, a ganhar 3 medalhas de ouro na mesma olimpíada! 😊

Chris Hoy Gold Post Box

Fui beber café a um dos mais conhecidos bares de Edimburgo, o The Three Sisters! Os preços das bebidas são bastante acessíveis e possui vários ambientes, desde a esplanada (que é espectacular e bem espaçosa) até à sala com o snooker, funcionando também como restaurante, pelo que percebi. Vale a pena a visita, quer sozinhos, quer com amigos, apesar de não ter música ao vivo como os outros onde entrei nas noites anteriores!

Parte da esplanada do The Three Sisters!

Acabei a noite, mais uma vez, no The Jazz Bar, onde vi mais dois concertos e comprei outro disco… foi o cd duplo comemorativo do 10º Aniversário do espaço, com 23 magníficas bandas gravadas no local! Uma maravilha! 😉

Uma das bandas da noite!

DIA 4

Comecei o dia no Surgeons’ Hall Museum. Infelizmente, não se podem tirar fotografias no interior, mas fiquei bastante impressionado e recomendo a visita! É um dos museus mais antigos de Edimburgo e apresenta uma enorme colecção de objectos cirúrgicos, próteses dentárias, esqueletos, partes de corpos com deformações e muitas curiosidades. Tem, no seu arquivo, uma carta onde Sir Arthur Conan Doyle diz que o Dr. Joseph Bell, seu professor de medicina, foi a sua fonte de inspiração para a criação do conhecido Sherlock Holmes! 😊

Escultura à entrada do Surgeons’ Hall!

Dirigi-me depois para Cowgate, que é a zona dos bares que tenho frequentado. Claro que durante o dia é completamente diferente e vêem-se alguns pontos bem bonitos e engraçados, como é o caso da vaca cortada ao meio! 😆

A vaca da Cowgate! 😁

Tive de entrar no St Cecilia’s Hall – Concert Room & Music Museum. É mais um museu de entrada gratuita e que vale mesmo a pena ver, ainda por cima para músicos, como é o meu caso! Excelente colecção de instrumentos musicais, em perfeito estado de conservação, distribuídos por várias salas com muito para apreciar! O edifício original data de 1763 e é a sala de concertos mais antiga da Escócia, sendo a segunda mais antiga do Reino Unido!

Dois dos fabulosos teclados! 😍

Muitos dos instrumentos musicais em exposição, principalmente os teclados, são autênticas obras de arte com as suas pinturas e os seus entalhes! Existem também algumas curiosidades, como é o caso do instrumento na foto seguinte! Chama-se Bible Regal e é um pequeno órgão que, depois de guardado na caixa, fica a parecer uma bíblia, sendo facilmente arrumado em qualquer estante! Nunca tinha visto nenhum! 😊

Bible Regal

Saí deste museu e fui, mais uma vez, para a zona do Castelo… pelo caminho encontrei outro gaiteiro, com um traje bem diferente e ainda mais completo que o anterior! 😁

Gaiteiro, com o traje tradicional!

Logo a seguir ao almoço, fui para a Camera Obscura and World of Illusions. A Camera Obscura em si, é algo de espectacular, se pensarmos quando foi idealizada e no seu funcionamento e resultado! Só por isso, já valia a pena a visita que se faz no último andar deste excelente museu, com uma guia que nos explica o funcionamento. A do meu grupo era bem simpática e divertida, enriquecendo ainda mais a experiência! Instalada em 1853, a Camera é uma espécie de periscópio que funciona com espelhos e nos permite ver a cidade toda, em tempo real, projectada num écran circular horizontal. É incrível! 😮

Camera Obscura… uma visita obrigatória! 😊

É de realçar também a excelente vista que se obtém do Castelo e do resto da cidade, no pátio superior do edifício. O resto do museu é uma curte total! Fui sozinho e mesmo assim diverti-me bastante, ou seja, se forem dois ou três amigos aproveitam ainda mais todo o espaço. Jogos e curiosidades, pequenas máquinas ou engenhocas e até umas escadas musicais! Entrem e divirtam-se! 😉

Parte da espectacular vista!

A loja de recordações do museu é uma delícia e torna-se complicado decidir o que comprar, no meio de tanta coisa engraçada e diferente! Não resisti e adquiri o microscópio ‘mais pequeno do mundo’ e um mini-megafone modificador de voz, que a minha sobrinha, na altura com 5 anos, adorou! 😁

Durante a visita, serviram-me como peça de fruta! 😆

Fui andando novamente para o outro lado, começando a sentir uma certa fome. Marquei a visita ao The Real Mary King’s Close e, enquanto esperava, fui provar o famoso Deep-Fried Mars Bar, uma barra de chocolate frita! O local escolhido para isso foi o ClamShell, que fica quase em frente ao Mary King’s. Além do chocolate podem comer hambúrgueres ou outros pratos de comida rápida! Muita simpatia e um óptimo serviço… o único problema é ser um espaço muito reduzido!

Deep-Fried Mars Bar

O The Real Mary King’s Close é outro lugar fantástico e que deve ser conhecido! Uma visita bem interessante, com um divertido guia que nos foi descrevendo um pouco do que era a vida naquelas ruas, durante o séc. XVII, com toda a miséria causada pela peste! Algumas das salas têm bonecos representativos dos personagens históricos e das suas condições de vida! Não se podem tirar fotografias, mas tiram-nos uma que depois podemos comprar imprimida como foto ou colocada num porta-chaves ou íman para o frigorífico!

Figura com a máscara que os médicos que tratavam da Peste usavam, em 1645! 

Depois do Mary King’s fiz uma caminhada até Dean Village, um dos bairros mais típicos da cidade. Infelizmente, quando lá cheguei já era de noite! Neste local funcionavam os antigos moinhos de água, sendo uma zona muito verde e calma. Fica a meio do Water of Leith Walkway, um percurso sempre à beira do rio, ideal para passeios com a família e amigos e com muito para ver.

Dean Village

Ao voltar para o centro da cidade, tendo sentido alguma sede, resolvi parar no Panda & Sons. Este é outro dos bares mais famosos e icónicos da cidade e percebe-se bem porquê! 😊

A sua fachada é a de uma barbearia, com os preços dos cortes na montra… passa-se por lá e nada nos indica a existência de um bar!

A fachada deste bar ‘secreto’! 😁

O que temos de fazer é entrar e descer umas escadas que ficam à esquerda e nos levam a uma pequena arrecadação, com uma máquina de costura, entre outros objectos, e uma estante cheia de livros, que é a porta disfarçada! Só temos de a puxar e entrar neste bonito estabelecimento, que está no Top 50 dos Melhores Bares de Cocktails, a nível mundial.

A sala por dentro é grande e muito confortável, com vários espaços e recantos. Assim que nos sentamos temos direito a um copo de água e a uma tigela com pipocas! Eu pedi um famoso cocktail da casa, que é servido numa campânula de vidro cheia de fumo. Chama-se Birdcage e é uma maravilha! Vejam a nossa secção de Shorts de Viagens, onde aparece o vídeo desta bebida a ser servida. 😉

A porta secreta! 😍

Quando saí daqui já era um pouco tarde mas depois da caminhada, até ao centro, deu-me fome e tive a sorte de ainda me servirem no Kama Sutra, um dos restaurantes indianos mais concorridos da cidade! Não estava com apetite para mais pratos britânicos! 😆

Parte da sala do Kama Sutra!

O serviço é rápido e a comida deliciosa… podemos pedir umas doses mais pequenas, que funcionam como tapas, se quisermos provar vários pratos! Muito bom! 😊

Uma das entradas que pedi!

Depois do jantar dei mais um passeio pela área e, como não podia deixar de ser, fui acabar a noite no The Jazz Bar! Estava a abarrotar e mais que animado. Assisti a mais dois excelentes concertos, tendo a última banda metido toda a gente aos saltos e a dançar! 😄

A última noite!

DIA 5

A última manhã foi aproveitada para dar mais uma voltinha, vendo alguns pontos novos antes de apanhar o Airlink Bus para o aeroporto. 😊

O primeiro local onde parei foi no New College – School of Divinity! Este edifício histórico, que faz parte da Universidade de Edimburgo, é um dos mais renomados centros de Teologia e Estudos Religiosos do Reino Unido, tendo alunos provenientes de mais de 30 países.

New College – School of Divinity

No interior do seu pátio existe um espaço, entre as suas torres, que nos permitem ver The Hub! Caso por lá passem tentem tirar uma foto melhor que a minha, que ficou uma porcaria… o lugar merece! 😁

New College com o The Hub, por cima das portas!

A visita final foi a uma das ruas históricas mais famosas de Edimburgo, a Victoria Street. Foi construída entre 1829 e 1834 e as suas fachadas coloridas fazem com que seja uma das mais fotografadas da cidade!

Achei formidável parte dos prédios terem sido construídos por cima dos outros, ou algo assim, o que faz com que esse lado da rua tenha uma varanda com esplanadas e lojas, permitindo que se caminhe nos ‘telhados’ das outras casas… quem não deve gostar muito disso são as pessoas que vivem na parte de baixo, ouvindo passos o dia todo! 😆

Victoria Street

Acabado o passeio, segui para o aeroporto, onde aproveitei o tempo que me restava para almoçar num divertido restaurante japonês. O balcão era rotativo, só temos de nos sentarmos e irmos tirando o sushi que nos apetece… a conta é depois feita pela cor das embalagens que tirámos! 😁

Sushi no Aeroporto!

Não podia acabar sem deixar a fotografia do dinheiro usado, que já vai sendo tradição! A unidade monetária é a Libra, usada em todo o Reino Unido. A libra esterlina escocesa é cunhada com imagens diferentes da inglesa, mas ambas são aceites. Para ter acesso a elas, fiz como faço sempre, levantei dinheiro na primeira caixa multibanco que vi! 😉

Libras escocesas!

Não sei se perceberam mas neste roteiro andei, por vezes, aos zigue-zagues pela cidade. Foi a minha primeira viagem sozinho e deixei-me ir ‘ao sabor do vento’! Umas vezes devido ao tempo que queria perder em cada lugar, outras por haver demasiadas filas quando por lá passei e outras por não ser o que me apetecia no momento… isso fez com que andasse muito de um lado para o outro e repetisse localizações sem necessidade, podendo ter aproveitado melhor o tempo! 😅

Assim, quando programarem o vosso trajecto, tenham em atenção que a Camera Obscura, por exemplo, fica na zona do Castelo, assim como The Hub e a Tartan Weaving Mill, podendo ser tudo visto de seguida. O mesmo acontece para a Catedral e o Mary King’s Close, que ficam muito perto um do outro. 😉

Os dias passaram a correr e deixaram saudades! Como fui referindo, durante a descrição, houve lugares que ficaram por ver. Além desses que assinalei, ainda me faltou fazer a Scotch Whisky Experience, visitar o Real Jardim Botânico, a Gladstones’ Land, o Museum on the Mound e o Museu dos Escritores, entre outros. Queria ter subido ao Arthur’s Seat, ter entrado a bordo do Royal Yacht Britannia, ter visitado a The Georgian House e o Lauriston Castle, com os seus jardins, e ainda queria ter feito todo o Water of Leith Walkay, visitando Dean Village durante o dia. Está decidido que tenho roteiro para mais cinco dias e que é obrigatória nova visita à cidade! 😁

Espero que tenham gostado do Roteiro e que seja útil para a planificação do vosso! Qualquer dúvida que tenham, podem deixar nos comentários que ajudo no que for possível… boa viagem! 😊

Publicado em Hungria

Budapeste – Um roteiro na cidade dividida!

Buda e Peste, cada uma na sua margem do rio Danúbio, formam a cidade que é considerada uma das mais bonitas e visitadas da Europa! A nossa viagem foi feita em Novembro, de 2018, e éramos um grupo de 5 pessoas. O percurso que aqui apresento foi o resultado de várias pesquisas em blogs, grupos e sites de avaliações e de viagens!

O nosso Roteiro:

DIA 1

  • New York Palace Budapest
  • Grande Sinagoga | Museu Judaico | Holocausto Memorial Hall
  • Hungarian National Museum
  • Zoo Cafe

DIA 2

  • Basílica de Santo Estevão
  • Memorial da Ocupação Alemã
  • Parlamento
  • Sapatos à Beira do Danúbio
  • Ilha Margarida

DIA 3

  • Avenida Andrássy | Ópera de Budapeste | Terror Haza
  • Praça dos Heróis | Museu das Belas Artes
  • Jardim Zoológico
  • Capital Circus de Budapeste
  • Termas Széchenyi
  • Parque da Cidade | Castelo Vajdahunyad | Anonymus Szobor | Jáki Kápolna
  • Miniversum
  • 3D Gallery Budapest
  • Café Gerbeaud
  • Danube Palace

DIA 4

  • Ponte da Liberdade | Termas e Hotel Gellért
  • Budapest Cave Church
  • Citadella | Monumento da Liberdade
  • Ybl Budai Kreatív Ház
  • Várkert Bazár
  • Castelo de Buda | Budapesti Történeti Múzeum
  • Labirinto do Drácula
  • Ponte das Correntes

DIA 5

  • Rudas Baths
  • Casa de Houdini
  • Igreja de São Matias
  • Bastião dos Pescadores
  • Igreja de Santa Maria Madalena
  • Koller Gallery
  • Passeio de Barco pelo Danúbio

DIA 6

  • Mercado Central
  • Pedra dos 0 Quilómetros
  • Museu da História da Música
  • Hospital in the Rock

Voámos, a partir de Lisboa, pela Wizz Air e como fomos no final do mês, já apanhámos os mercados de Natal. Ficámos instalados no Ibis Budapest Centrum. Este alojamento fica no lado de Peste, perto do Mercado Central e da Ponte da Liberdade. Ao lado do hotel fica um dos excelentes bares em ruínas, assim como vários outros cafés e restaurantes. A Sinagoga e o Museu Nacional também ficam relativamente perto, havendo a poucos metros uma estação de metro e várias paragens de autocarros!

O meu quarto!

Chegámos a Budapeste perto da 1h da manhã e o que fizemos foi ir directos para o hotel. Caso reservem transfer, o estacionamento fica no exterior do aeroporto, no lado direito, e temos de descer umas escadas para chegar a ele. Não esperem ajuda ou indicações por parte da polícia ou da população local… geralmente fingem que não percebem ou dizem que não sabem! 😒

O bar do hotel!

A moeda local é o Forint Húngaro e 1€ valia, na altura, aproximadamente 370, 50Ft. Geralmente, o que faço é levantar dinheiro na primeira caixa multibanco que vejo… é a maneira mais simples e que evita termos de recorrer a casas de câmbio! 😉

O dinheiro local!
DIA 1

De manhã, depois de um excelente pequeno-almoço, começámos a nossa exploração ao lado Peste… Saímos do hotel e fomos passeando pela cidade!

A primeira coisa que vimos, à saída do hotel, foi esta livraria de rua!

A primeira paragem foi no New York Palace Budapest! O seu edifício, do século XIX, e o seu interior são lindos, com várias salas onde podemos beber café ou comer, sempre acompanhados com o som de piano, tocado ao vivo.

Pormenor da entrada e parte da primeira sala!

Vale a pena a visita, nem que seja só para ver o espaço! Aviso que é um lugar com preços elevados e que se paga por uma ‘bica’, por exemplo, qualquer coisa como 7,50€!

Outra sala do New York Palace!

Daqui seguimos para a Grande Sinagoga (Nagy Zsinagoga). Além de ser bem bonita como templo, temos de ter em conta que também é um magnifico memorial aos judeus assassinados! O seu jardim, com as várias homenagens e as suas inúmeras campas, mantém viva a memória do holocausto! Dentro deste complexo, podemos também visitar o Museu Judaico. É a segunda maior sinagoga do mundo, só sendo ultrapassada pela de Jerusalém!

As mulheres não podem entrar com saias acima dos joelhos e os homens não podem ir de cabeça destapada recebendo, por isso, um quipá à entrada que têm de usar durante a visita! 😊

Grande Sinagoga

No cemitério lateral da Grande Sinagoga estão enterrados mais de 2.000 judeus, que foram torturados e assassinados em Budapeste. Numa das zonas do jardim podemos ver o Holocausto Memorial Hall, com pequenas gavetas com pedras e com a inscrição do nome das vítimas.

Parte do Holocausto Memorial Hall!

Existe ainda a campa simbólica de Raoul Wallenberg, que foi um arquitecto, diplomata e empresário sueco conhecido por ter salvo milhares de judeus, usando para isso passaportes especiais. Nessa campa aparecem também os nomes de dois diplomatas portugueses, Carlos de Liz-Teixeira Branquinho e Carlos Sampaio Garrido, homenageados por também terem salvo judeus e relembrados em várias zonas da cidade.

Uma das homenagens mais conhecidas, e que nunca deixa ninguém indiferente, é a ‘Árvore da Vida’… um salgueiro-chorão em aço, feito por Imre Varga. Cada uma das suas folhas tem o nome de um judeu assassinado!

Árvore da Vida
Algumas das folhas da Árvore da Vida!

Como tínhamos tomado um bom pequeno-almoço, resolvemos fazer um almoço tardio e aproveitar a manhã para visitar o Hungarian National Museum!

Museu Nacional Húngaro

Vale a pena entrar e ver a enorme colecção apresentada neste museu, que vai desde os instrumentos musicais, passando por achados arqueológicos, joalharia, objectos judaicos e muito mais! São muitas salas, com os mais variados temas relacionados com a história deste país!

Parte da exposição, presente numa das muitas salas!

Depois da visita a este museu, fomos então almoçar! O restaurante escolhido foi o Rostélyos Restaurant. Lugar pequeno, mas muito agradável, que fica em frente ao hotel! Excelente atendimento e pratos bem apresentados e com óptimo sabor. Preço médio, em relação a muitos outros locais em Budapeste! Alguns dos pratos que pedimos foram Gulyás, uma sopa mais conhecida como goulash, e Paprikás Csirke com Galuska (ou Nokedli), que é galinha com molho de paprica e uma massa tradicional apresentada em forma de bolinhas disformes. A paprica (ou colorau) é usada em muitos pratos e um dos mais conhecidos ingredientes da comida típica húngara.

Fachada do Rostélyos Restaurant

Depois do almoço, resolvemos ir beber um cafézinho ao Zoo Cafe. A ideia deste local é fabulosa… são vários os animais que se encontram neste café e que vão sendo colocados, caso queiramos, nas nossas mesas! Coelhos, iguanas, camaleões, tucanos, gatos, aranhas, cobras… um lugar muito especial e de fácil acesso, na zona do Mercado Central! Foi a primeira e única vez que vi um coelho a beber sumo, de uma caneca, por uma palhinha! 😆

Um dos habitantes do Zoo Cafe!

Nesta altura do ano a noite cai muito cedo! Quando saímos do Zoo Cafe já estava a escurecer, apesar de ainda só serem 17h… pareceu-nos o equivalente às nossas 20h. Assim, o que fizemos foi passear pela zona do Mercado Central, atravessar a Ponte da Liberdade (que para mim é a mais bonita) e percorrer a margem do rio, voltando depois por uma avenida paralela, mas já dentro da cidade.

Mercado Central

Na zona do mercado, ainda passámos no For Sale Pub que é bem curioso, em termos decorativos, por ter o tecto e as paredes completamente cobertas com folhas de papel penduradas!

For Sale Pub
Ponte da Liberdade (Szabadság Híd )
DIA 2

O dia seguinte foi novamente dedicado ao lado Peste, começando com uma pequena caminhada.

Passeando…
Alguma da arte urbana, que se vê durante os passeios pela cidade!

Fomos conhecer a Basílica de Santo Estevão (Szent Istvan Bazilika). É obrigatória a visita a este templo! Enorme, grandioso e com uma riqueza assombrosa. Tudo em mármore e com muito ouro!

A fachada da Basílica e um pormenor do seu interior!

Além da Basílica, pode-se ver o tesouro (elevador do lado direito) e a abóbada (elevador do lado esquerdo).

A bonita torre!

A abóbada tem uma espectacular vista de 360º sobre a cidade! 😉

Parte da vista que se tem da Abóbada!

Depois de sairmos da Basílica, fomos beber um café ao ‘Costa Coffee Hungary‘, que fica na avenida em frente ao templo! Apesar de já ter ido a alguns, noutras cidades, achei este bem acima da média em termos de serviço e de produtos.

Antes de lá chegar, demos de caras com a The Fat Policeman Statue… Dizem que fazer festas, na sua barriga, dá sorte! Pelo que consegui perceber, a estátua representa o avô do escultor, que era um polícia local, vestido com a sua farda cerimonial! 😊

O engraçado ‘Polícia Gordo’!

Daqui continuámos o nosso passeio e fomos em direcção ao Memorial to the Victims of the German Invasion. Este Memorial da Ocupação Alemã é bastante controverso e criticado pela população local, que mantém junto a ele, como se pode ver na imagem, os objectos dos judeus húngaros assassinados! Culpam o governo e as suas leis por isso. Fica sempre aqui alguém, permanentemente, para impedir que a polícia e o governo retirem os objectos! Muito significativo… A zona em redor é bastante calma e com vários monumentos para ver.

Memorial às Vítimas da Ocupação Alemã

A Praça da Liberdade, também bastante bonita, fica um pouco mais acima!

Praça da Liberdade

O caminho continuou em direcção ao Danúbio e ao Parlamento! A cidade é muito calma e segura, podendo esta zona ser toda feita a pé… o lado Peste é a área plana da cidade!

A chegar ao Parlamento!

As visitas ao interior do Parlamento só podem ser feitas com guia e necessitam de ser marcadas previamente! As reservas podem ser feitas online ou no local (apesar de ser mais difícil e de haver sempre filas enormes). Não existem visitas em português!

Parlamento de Budapeste

Além do Parlamento, há mais para ver nesta parte da cidade. O exterior e a vizinhança do Parlamento, em ambos os lados, é rica em atracções e monumentos. Um dos que mais me impressionou foram os Sapatos à Beira do Danúbio.

Estes sapatos são réplicas dos que eram usados pelos judeus húngaros, que foram obrigados a descalçar-se antes de serem mortos a tiro e atirados ao rio! São dezenas de sapatos de crianças e adultos, assassinados pelos membros da Cruz de Ferro (o partido húngaro nazi). O pormenor dos sapatos é enorme, tendo alguns deles flores e outros atacadores ou outro tipo de acessórios, colocados pela população, que continua a prestar homenagem!

Sapatos à Beira do Danúbio

Neste lado do Parlamento, pode ainda ser vista a estátua de Attila József, um poeta húngaro, que está sentado nas escadas laterais. Este escritor pertenceu ao Partido Comunista, tendo sido expulso por causas desconhecidas. Morreu aos 32 anos, esmagado por um comboio enquanto andava na linha. Existem dúvidas sobre a sua morte, sendo considerada acidente por uns especialistas e suicídio por outros.

Attila József

Depois de vermos este lado, contornámos o Parlamento e demos mais umas voltas pela zona, que tem várias praças, esculturas e outros pontos de interesse. O Museu Etnográfico também fica aqui, mas não o fomos visitar.

Fachada do Museu Etnográfico

Aqui perto encontrámos uma engraçada e curiosa ponte, com uma figura no centro do seu tabuleiro. Era o Monument to Imre Nagy/Remembrance Day (Oct. 23), que entretanto foi retirado e colocado noutro local, causando alguma polémica e revolta por parte da população. Imre Nagy foi um político conhecido pela sua oposição ao regime soviético. Foi executado e enterrado, em segredo, em 1958! Junto desta ponte, estavam sempre coroas de flores, colocadas pela população. Claro que toda a gente tira fotografias na ponte, ao lado do senhor… nós fizemos o mesmo! 😊

Na rua do lado direito, encontra-se o Museu do Chocolate, que tem uma excelente cafetaria no rés-do-chão!

Monument to Imre Nagy

Demos mais uma volta pela zona e ainda passámos pela Estátua de Lajos Kossuth e pelo Monumento a István Tisza, dois políticos húngaros.

Estátua de Lajos Kossuth
Monumento a István Tisza

Acabámos por ir à procura da estátua de Columbo, o detective da conhecida série de televisão.

Columbo e o cão!

O homem está com o seu cão a tentar desvendar um crime… Podem ajudar a personagem a encontrar o cadáver, que está por perto! 😆

Esta é a vítima do crime!!

Depois de ajudarmos a resolver o crime, fomos em direcção à Margaret Island. Esta ilha tem um acesso bastante fácil, através da ponte com o mesmo nome!

Já a sairmos da Ponte Margaret, no lado da Ilha

É Um bom local para passear a pé ou alugando um dos carrinhos eléctricos, ou bicicletas, que estão disponíveis à entrada! A maior atracção da ilha é a Fonte Musical, mas está desligada durante o Inverno!

No carrinho, prontos para começar a explorar a Ilha! 🤣

Passa-se através de algumas ruínas e de um pequeno jardim japonês, dispondo ainda de um mini-zoo, de um depósito de água antigo e do hotel, que fica no outro extremo! Agradável para passear… Tem uma zona de areia, situada por baixo da ponte que é bastante frequentada e acessível por um caminho que fica na margem esquerda!

Passeando pelos jardins da ilha!

Como já estava a ficar tarde, abandonámos a ilha e fomos aquecer-nos numa pastelaria, onde comemos uns bolinhos e nos serviram um excelente chocolate quente com marshmallows e uns cappuccinos coloridos… o meu era azul! 😊

Uma maravilha… 😊

Quando acabamos este lanche, já estava escuro na rua! Fomos em direcção ao hotel, pela margem do rio, para descansar um pouco antes de irmos jantar. 😉

Fazendo o caminho de volta ao hotel… Ponte das Correntes e Castelo de Buda!

Pelo caminho, vimos a Girl With Her Dog Statue! Outra daquelas estátuas que se vai encontrando ao passear por esta bonita cidade, que tem sempre algo para ver! Os pormenores e o resultado final estão bastante bem conseguidos, assim como a sua localização e enquadramento!

Estátua da Rapariga com o seu Cão!

Depois de uma hora e meia de descanso, no hotel, saímos e fomos à procura de jantar… Acabámos por entrar no Gulyás Étterem / Goulash Restaurant, para saborear novamente a comida tradicional! Já que era o nome do restaurante, comecei novamente a refeição com mais um goulash. A bebida escolhida, no meu caso, foi a limonada. É a bebida sem álcool mais vendida na cidade, encontrando-se de vários tipos, nas ementas de todos os restaurantes… aqui bebi uma de limão e laranja! 😁

Este é um pequeno restaurante, muito simples, mas com excelente comida! Uma carta sem muita variedade, mas tudo com excelente apresentação e óptimo sabor. Os legumes grelhados são muitos bons, assim como o pato e o saboroso piano de porco!

Legumes Grelhados

Depois do jantar, para ajudar à digestão, demos mais um passeio pela cidade. Durante esta altura do ano, por ser próximo do Natal, já encontrámos vários mercados e muita animação de rua.

DIA 3

O dia seguinte foi destinado a percorrer a Avenida Andrássy, considerada a mais importante de Budapeste! Remonta ao ano de 1872 e foi incluída no Património Mundial da Humanidade, em 2002. Tem vários monumentos, lindas fachadas históricas e muitos pontos de interesse, ao longo do seu percurso.

Um dos primeiros locais onde parámos foi na Ópera de Budapeste, criada pelo arquiteto húngaro Miklós Ybl, e um dos edifícios neorrenascentistas mais importantes do país. Foi financiada por Francisco José I, imperador da Áustria, com a condição de que esta não fosse maior que a Ópera de Viena. Podem-se marcar visitas guiadas, em várias línguas, mas nós decidimos não o fazer. De qualquer modo, vale a pena entrar nem que seja só para ver a primeira sala, onde estão as bilheteiras! 😉

A zona das bilheteiras!

Logo um pouco mais à frente, seguindo em direcção à Praça dos Heróis, fica a Terror Haza (Casa do Terror). Este museu é dedicado aos regimes fascistas e comunistas da Hungria e é um memorial a todos os que foram interrogados, torturados e executados durante esse período. Nós não o visitámos, mas pelas críticas que tenho lido, isso vai ter de ser feito quando voltar à cidade! 😉

Pormenor da fachada da Terror Haza, que tem as fotografias das vítimas do regime.

No mesmo local, em frente, fica o Monumento da Cortina de Ferro. Este representa a divisão da Europa em duas partes, ou blocos, durante a Guerra Fria.

Cortina de Ferro

Seguimos pela avenida e fomos até à Praça dos Heróis, que é uma visita obrigatória. É uma praça enorme, com um monumento central, sempre cheia de turistas e que acaba por funcionar como entrada para o Parque da Cidade! Tem o Museu das Belas Artes no lado esquerdo e o Palácio das Artes no lado direito! Optámos por visitar apenas o Museu das Belas Artes, que tem também uma excelente cafetaria.

Praça dos Heróis

O Museu das Belas Artes (Szépmüvészeti Múzeum) foi construído entre 1900 e 1906, num estilo neoclássico. Possui a segunda maior colecção de arte egípcia da Europa e, além disso, tem secções de pintura e escultura antiga, uma colecção gráfica e uma colecção moderna.

Museu das Belas Artes

Conta com 300 quadros de mestres como Rafael, Rembrandt, El Greco, Velasquez e Goya. Tem também uma pequena escultura equestre, de Leonardo da Vinci.

Visitando o Museu!

Depois de visto o museu, seguindo pelo lado esquerdo da Praça dos Heróis, fomos conhecer o Jardim Zoológico, perto das termas e do circo que fica à frente das mesmas! Foi uma visita que não me deixou bem impressionado.

A zona dos flamingos!

O espaço e a decoração do zoo são bonitas, mas achei que algumas das jaulas e das secções podiam estar melhor cuidadas e limpas, apesar dos animais parecerem saudáveis! Havia zonas interiores com um mau cheiro intenso e a manutenção pareceu-me, por isso, descuidada. De qualquer modo, é um zoo interessante e com muita diversidade de animais, divididos de acordo com a espécie e a origem geográfica!

Uma das zonas que mais gostei… Permite contacto com os animais!

Depois do Zoo, resolvemos ir espreitar o Capital Circus de Budapeste! Este circo foi aberto em 1889, mudando de sítio várias vezes. Em 1971, fixou-se no local onde está agora, sendo o único circo ‘dentro de casa’ da Europa Central. Caso queiram ver o espectáculo, as sessões diárias são às 15h. Podem comprar o bilhete no local ou no site oficial.

No final da sessão… agradecimento!

Depois do circo, nada como uma ida às Termas Széchenyi, que são as mais famosas e conhecidas da cidade… Vale a pena perderem duas horinhas de molho, depois da caminhada pela Avenida! Caso não tenham levado, eles alugam roupa de banho, toalhas e esse tipo de coisas, mas aconselho a levarem as vossas. De qualquer modo, vão ter de alugar pelo menos uma cabine, para se trocarem, ou um cacifo para guardar os vossos pertences, se já levarem a roupa por baixo ou numa mochila, mas assim vão ter de se despir (ou trocar) nos balneários, com muito menos privacidade! Tudo funciona através de uma pulseira, que serve de chave, e os preços variam de acordo com aquilo e com o tempo que pretenderem!

Termas Széchenyi

Depois das Termas, entrámos no enorme Parque da Cidade e fomos para a zona do Castelo Vajdahunyad. À entrada deste castelo estão várias barracas com muita comida, doces, artesanato regional e outras recordações!

O castelo é engraçado, com as suas diferentes fachadas. Foi construído em 1896, como parte de uma exposição mundial, e pretende mostrar a evolução arquitectónica húngara ao longo dos séculos. Os seus lados são cópias de vários edifícios históricos espalhados por várias cidades do antigo Reino da Hungria. Estava fechado quando aqui estivemos, mas costuma ser palco de concertos, festivais e algumas exposições.

Chegando ao Castelo!

Nas praças que o rodeiam existe muita animação, com música ao vivo e milhares de turistas… demasiada gente, para mim, não devíamos ter vindo ao fim de semana! Perto do castelo ficam ainda um lago com barcos e uma pista de patinagem no gelo.

Foi aqui que provei o meu primeiro Lángos, uma especialidade húngara, muito saborosa e apresentada com vários recheios, doces e salgados! Também comemos, no mesmo local, outro snack húngaro que consiste num crepe enrolado e recheado (no nosso caso) com galinha e muitos legumes, o Palacsinta!

O delicioso Lángos!

É aqui também que está a Anonymus Szobor! Uma engraçada estátua, que representa um escritor cuja identidade é desconhecida… Sabe-se que foi notário de Béla III e que foi ele quem escreveu ‘Gesta Hungarorum’, as crónicas dos feitos dos húngaros. É óptima para tirar fotografias, como todos estavam a fazer, e dizem que tocar nela dá sorte, mas estava tanta gente no local que nem nos lembrámos disso! 😁

Anonymus!

No mesmo local, ainda podemos visitar a Jáki Kápolna. A capela é linda, vista por fora e enquadrada no castelo. Por dentro achei demasiado normal e vulgar, com pouca riqueza e ornamentações, comparando com outros templos na cidade!

Capela Jáki
Um amigo que fiz, à porta da Capela! 😁

Demos mais umas voltas pelo Parque da Cidade e apanhámos um táxi de volta para a zona do hotel, com um motorista bem simpático, que nos levou aos cinco no carro… um de nós foi meio deitado em cima dos outros, no banco de trás! 🤣

Antes do jantar, ainda fomos visitar mais dois locais, o Miniversum e a 3D Gallery Budapest, que fecham mais tarde que os outros museus e atracções da cidade.

O Miniversum, embora não seja tão grande e tão completo como o Kolejkowo em Wroclaw (Polónia), é igualmente interessante e impressionante, sendo mais interactivo que o referido! Podemos ver toda a cidade, com todas as zonas importantes em miniatura, bem como os campos e as áreas envolventes. As linhas de comboio a funcionar, a população, as actividades locais, tudo com um incrível detalhe.

Miniversum

Além da Hungria, ainda exibe zonas da Áustria e da Alemanha. Uma coisa que achei genial foi o facto de mostrarem as cidades com o ciclo solar. Regularmente, ouve-se um aviso e escurece ou amanhece! Espectacular! 😊

O Miniversum a simular a noite, para vermos a iluminação das cidades!

A 3D Gallery Budapest é do mais divertido que possa haver e proporcionou-nos umas boas gargalhadas! Antes de mais, devo realçar a boa disposição, paciência e simpatia das funcionárias, que tornaram a visita ainda mais divertida! Há sempre uma ou duas que nos acompanham e nos tiram fotografias, sugerindo posições e ângulos para as nossas próprias fotos.

Algumas das fotos tiradas nesta divertida galeria! 😁

A galeria é uma curte, com uma série de quadros onde podemos tirar fotos em diferentes situações! As fotografias, que as colaboradoras nos tiram, podem ser transformadas numa foto, ou íman, que nos é oferecido no final da visita. 😊

Foto de Grupo

Depois de nos termos alimentado, demos uma voltinha pela cidade. As ruas, já decoradas para o Natal, estavam sempre bastante animadas e repletas de pessoas e muito movimento.

Passeio nocturno!
Continuando a volta…

A meio do passeio, resolvemos beber uma bica e descansar no Café Gerbeaud, outro dos estabelecimentos históricos de Budapeste, que está aberto desde 1858! É composto por várias salas e a sua decoração engloba vários estilos, com mármore, madeiras exóticas e bronze. Tem uma boa variedade de chocolates quentes e de bolos típicos da Hungria, servindo também refeições. Apesar da qualidade dos produtos, o atendimento não é nada de especial e é um dos locais mais caros da cidade. Éramos 5 pessoas e entre os cafés, águas e cappuccinos gastámos aqui cerca de 70 euros.

Uma das salas do Café Gerbeaud!

Devido à fama deste café, decidi que seria aqui que iria provar Dobos Torta, um doce tradicional deste país. É um bolo com 7 camadas finas, recheadas de chocolate e coberto com caramelo. Existem simples e existem revestidos com frutos secos, que podem ser avelãs, nozes, castanhas ou amêndoas. 😊

Outras das salas e uma fatia de Dobos Torta!

Depois desta pausa, fomos acabar a noite no Danube Palace… Não podíamos perder a oportunidade de assistir a um verdadeiro espectáculo de música e dança húngara!

Este edifício foi construído entre 1883 e 1885 e renovado em 1941, tendo sido uma espécie de clube com divertimentos para os aristocratas. O palácio tem 3 salas e conta ainda com um restaurante! São várias as utilizações das salas e os espectáculos a decorrer ao mesmo tempo… na noite que aqui estivemos, estavam a haver apresentações em dois andares!

O palco, momentos antes de começar a apresentação!

Aquele que vimos teve duas partes de 45 minutos, com um intervalo no meio. Foi uma actuação surpreendente e que superou todas as minhas expectativas, quer pela qualidade dos músicos quer pela destreza, agilidade e coordenação dos bailarinos, com várias mudanças de roupa e estilos de danças tradicionais diferentes. Nem demos pelo tempo passar… recomenda-se! 😍

Durante uma das danças apresentadas!
DIa 4

O quarto dia começou com a passagem pela Ponte da Liberdade, em direcção ao lado Buda! A ponte deixa-nos perto das famosas Termas e Hotel Gellért, que ficam em frente à maravilhosa Budapest Cave Church.

Atravessando a ponte… na esquerda o Hotel e Termas Gellért, em frente a Igreja na Gruta e à direita, em cima, o Monumento da Liberdade (Citadella)!

A igreja é magnífica… pequena, linda, com as suas várias capelas inseridas na gruta! Não sei se é habitual, mas fomos a um domingo e a bilheteira estava fechada. Como não estava lá ninguém, mas a porta estava aberta, entrámos sem pagar e vimos sem guia, ao nosso ritmo, com muita calma e sossego! Foi uma excelente maneira de começarmos este dia e é outra daquelas visitas que considero obrigatórias! 😊

Igreja na Gruta

Quando saímos da Igreja começámos a subir até à Citadella, o ponto mais alto de Budapeste! Foi acabada de construir em 1854 e tem lá dentro um bunker que pode ser visitado, infelizmente encerrado quando aqui estivemos. Lá em cima podemos ver também o Monumento da Liberdade, uma das estátuas mais fotografadas da cidade. Para quem, como nós, quiser ir a pé, existem pelo menos dois caminhos para lá chegar. Nós subimos a partir da Praça Szent Gellért, mas aviso que é cansativo e que existem várias bifurcações… tenham cuidado para não se enganarem! 😁

A subida que fizemos e o Monumento da Liberdade!

Depois da Citadella, descemos por um caminho diferente e fomos em direcção ao Castelo de Buda!

Descendo a Gellért Hill!

O caminho, junto ao rio, é bem bonito e com vários pontos de interesse. Passa-se pelas Rudas Baths, umas termas bem agradáveis, e por alguns museus e galerias! Como o nosso objectivo era mesmo visitar o Castelo, apenas parámos na Ybl Budai Kreatív Ház, uma galeria com um engraçado leão à porta onde vimos uma pequena exposição de arte moderna!

Entrada da Ybl Budai Kreatív Ház.
Uma das instalações da exposição!

Quase em frente, fica Várkapitányság, que tem umas impressionantes estátuas junto à fachada. Penso que seja onde estão localizados os serviços administrativos e os escritórios do castelo.

Fachada da Várkapitányság!

Existem várias maneiras de chegar ao Castelo de Buda! Nós resolvemos entrar pelos jardins, chamados de Várkert Bazár.

Percorrendo o jardim…

Aqui fica uma escada rolante que nos leva de graça, e muito rapidamente, para a zona principal do complexo! Evita-se ter de pagar e ter de esperar na enorme fila para o Funicular! Além disso, os jardins são bem bonitos e interessantes! 😉

Indo para a escada rolante, ao fundo!

Dentro do castelo, visitámos o Budapesti Történeti Múzeum, que é enorme! É um espaço fabuloso que apresenta inúmeras peças de arte relacionadas com a história do país. Pintura, escultura, vestuário, armas, arte sacra e uma espectacular cave, que achei impressionante!

Algumas das peças do Budapesti Történeti Múzeum.

O complexo do castelo tem muito que ver, mesmo para quem não estiver interessado em visitar o museu… os seus pátios e recantos são ricos em estátuas e ornamentações!

Na praça do Castelo de Buda!

Depois da visita ao Castelo, fomos em direcção ao Bastião dos Pescadores, tendo feito uma paragem para uma visita a um macabro lugar… o Labirinto do Drácula!

É um curioso e divertido labirinto, rodeado de algumas lendas, onde esteve aprisionado Vlad, o Drácula! É interessante a visita pelos seus corredores, onde se encontram algumas salas com manequins e objectos usados pelo Conde e seus convidados, mostrando como viviam no local. Apesar de ser prisioneiro, este conhecido personagem foi fazendo alianças com outros criminosos e acabou por transformar o sítio numa espécie de palácio subterrâneo.

Uma das salas do Labirinto!

O labirinto tem cerca de 1.000 metros abertos ao público, sendo feita uma previsão de meia hora por visita. Os corredores estão marcados e alguns estão fechados, por segurança, mas aviso que é um lugar pouco iluminado e que irá ser necessário o uso da lanterna do telemóvel em várias passagens! Algumas das marcas estão meio apagadas… tenham cuidado e não se percam, que foi o que aconteceu com alguns membros do nosso grupo! 🤣

Mais figuras que se encontram e alguns dos corredores por onde se passa!

Quando saímos do Labirinto já estava a escurecer! Resolvemos, por isso, dar apenas mais uma volta pela zona… passámos pela Igreja de São Matias e pelo Bastião dos Pescadores, sem perder muito tempo porque no dia seguinte iríamos voltar aqui. Descemos em direcção à Ponte das Correntes. Atravessámos e fomos passeando pela cidade até chegarmos ao Gulyás Étterem, onde resolvemos jantar.

Bastião dos Pescadores
DIA 5

O dia 5 foi novamente dedicado a Buda, tendo começado nas termas Rudas Baths. Nestas termas fomos recebidos também com muita simpatia… são pequenas, simples e sem muitos luxos. Têm uma cafetaria à entrada e uma fantástica piscina de água quente no terraço da cobertura! 😊

Entrada para os Banhos!

Depois das termas passámos pelo Funicular, que não usámos novamente, e subimos por um acesso que nos deixou perto do Bastião. Acabámos por fazer uma visita à Casa de Houdini! Fomos visitar este museu, aproveitando o facto de termos almoçado no restaurante que está mesmo em frente, que é bem barato e bom, funcionando tipo buffet… é o Vár Bistro!

O Funicular e a peça de decoração que estava à entrada do restaurante!

Na Casa de Houdini fomos recebidos com muitos sorrisos, por duas simpáticas recepcionistas, tendo uma delas sido a guia da nossa visita a este pequeno museu! Fez-nos uma explicação bem detalhada sobre a vida de Houdini, enquanto víamos alguns objectos pessoais e algumas réplicas dos materiais usados por este ilusionista.

A entrada da Casa de Houdini e a minha mãe a fugir de um cofre!

No final da visita, tivemos direito a assistir a um curto, mas engraçado e divertido, show de magia! Impecável! Comprei umas algemas em miniatura, como recordação! 

A nossa guia a mostrar como se fazem alguns truques e o Mágico do espectáculo que se vê no local!

A próxima atracção a ser visitada foi a Igreja de São Matias, que tinha sido vista só por fora. É outro dos locais de culto de Budapeste que merece ser conhecido! Foi construída entre os séculos XIII e XV, tendo sofrido transformações no final do séc. XIX. Esta igreja é deslumbrante, começando logo pelo telhado colorido e por todo o seu exterior… além de que a zona onde está, junto ao Bastião dos Pescadores, é linda e muito calma, apesar de muito turística!

O interior da igreja é muito rico em decorações, com alguns pormenores fascinantes. Além das suas capelas e altares, passam-se por várias divisões, com muitas peças em exposição. Podem ser aqui vistos os túmulos de Bela III e da sua esposa Anne de Châtillon e uma réplica das jóias da coroa, além de escudos, incríveis frescos e bonitos vitrais. Podemos também subir os 197 degraus da sua torre, restaurada e aberta em 2015, obtendo uma excelente vista da cidade.

O exterior da Igreja, um dos altares e o túmulo de Bela III e Anne de Châtillon.

O espectacular Bastião dos Pescadores é um excelente sítio para passear sendo calmo e seguro, apesar da quantidade de pessoas que visitam este local! É facilmente acessível para quem vem do Castelo de Buda e outra maneira fácil de cá chegar é fazendo uma subida que começa logo a seguir ao arco do viaduto e à rotunda da Ponte das Correntes… É um trilho que se faz por dentro do pequeno monte, que fica por baixo do Bastião!

Bastião dos Pescadores

São muitos os museus e os pontos de interesse nesta parte da cidade. Façam uma pesquisa, pode ser que gostem das temáticas! Lembro-me de ter passado pelo Museu dos Telefones que, infelizmente, estava fechado nesse dia e sei que existe também um Museu da História Militar.

Continuámos a nossa exploração à zona e encontrámos a Igreja de Santa Maria Madalena, ou melhor, a torre da igreja porque o resto foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial! Restam apenas a torre, o chão, uma janela e pouco mais, deste templo do século XIII. Os sinos da torre continuam a funcionar e li em algum lado que se pode subir ao topo, para admirar a paisagem.

Torre e Janela da Igreja de Santa Maria Madalena!

No final da tarde, ainda houve tempo para visitar a Koller Gallery! A primeira coisa a dizer desta galeria é que a entrada é grátis! É uma casa-museu-galeria, onde muitas das peças que estão em exposição estão à venda. São vários pisos e um jardim, que podem ser visitados e onde se vêem quadros e esculturas espectaculares… o jardim, para mim, é a melhor parte… pequeno mas com algumas esculturas que valem bem a pena ser admiradas! Quando acabámos a visita tivemos uma divertida conversa com a recepcionista, que falava português correctamente! 😁

Algumas das peças do jardim!

Abandonámos a zona e fomos até ao hotel, descansar um pouco. A noite foi destinada para um passeio de barco pelo Danúbio! Outra daquelas coisas que não podem deixar de fazer!

São muitas as empresas que fazem os passeios pelo Danúbio, e que podem ser encontradas à beira do rio, mais facilmente no lado de Peste, sendo as primeiras a seguir ao Great Market Hall, à saída da linda Ponte da Liberdade… indo pela margem em direcção ao Parlamento, encontram-se várias destas operadoras!

A doca onde embarcámos!

No nosso caso a companhia escolhida foi a Silverline, fazendo a reserva através da recepção do hotel. Fizemos o percurso simples, sem jantar nem música ao vivo, num barco espectacular, onde se conseguiu ter uma vista magnífica durante todo o passeio! Ao mesmo tempo, vai-se ouvindo nos altifalantes da embarcação, algumas curiosidades e informação variada, sobre os pontos por onde se vai passando!

O interior do barco!

Acreditem que vale mesmo a pena… o Parlamento é lindo, visto do rio, assim como o Castelo de Buda, as pontes e tudo o mais que se vai vendo nas duas margens! Realizámos o passeio, no penúltimo dia na cidade, depois de termos percorrido a pé todos os pontos por onde passámos de barco… mesmo assim, já conhecendo as coisas, a vista é deslumbrante!

Ponte das Correntes

Façam a visita durante a noite… a nossa foi às 19h. Os monumentos iluminados são especialmente bonitos! 🥰

Castelo de Buda
O fantástico Parlamento!

Daqui fomos para o centro da cidade. Parámos para comer qualquer coisa e fomos ao Mercado de Natal, antes de voltarmos ao hotel!

Percorrendo o Mercado…

Aqui uma das bancas que mais me surpreendeu foi a dos chocolates a imitar peças de metal, ferro e madeira. Passei-me com o pormenor das imitações… Alicates, porta-chaves, saca-rolhas, parafusos, chaves-de-fendas, colheres de pau, cadeados, tudo feito em delicioso chocolate! Não resistimos e comprámos vários, que oferecemos como recordação a alguns amigos e familiares!

A banca dos chocolates… Maravilha!
DIA 6

O sexto dia começou com uma visita ao Mercado Central (Great Market Hall), onde se pode comer e comprar recordações, ao mesmo tempo que se conhecem os produtos locais. Comparem os preços que variam muito dentro do recinto… existem algumas lojas, com os mesmo produtos, muito mais caros que noutras logo ao lado! 

Mercado Central

Achei engraçado um expositor que tem os vários tipos de cogumelos… os comestíveis, os psicotrópicos e os mortais! 😄

A montra dos cogumelos!

Outra coisa engraçada, e que nunca tinha visto, foi uma scooter-ambulância que estava estacionada perto do Mercado. Achei bem curioso e ao mesmo tempo útil! É uma forma muito mais rápida de mandar alguém prestar os primeiros-socorros enquanto a ambulância não chega, já que estamos numa cidade. Também pode ser uma maneira de socorrer feridos ligeiros, que não precisem de transporte. Gostei!!

Scooter-Ambulância

Depois do Mercado, fomos novamente para a zona do Bastião dos Pescadores. Fizemos uma paragem para café e descansámos num banco junto à Pedra dos 0 Quilómetros! Fica mesmo à saída da Ponte das Correntes, no lado Buda, ou se preferirem, mesmo à entrada do Funicular… num pequeno largo entre uma coisa e outra. Nada de especial, se compararmos com a maioria das esculturas que vamos encontrando pelas ruas da cidade!

Vale pelo seu significado, já que é a Pedra dos 0 km, a partir de qual são medidas as distâncias de todas as estradas para Budapeste! Tem 3 m de altura e foi colocada em 1932, embora tenha sido destruída durante a II Guerra Mundial! Foi posta novamente em 1953 e esta versão, nesta posição, existe desde 1975! Vê-se durante o passeio… penso que não é nada que mereça um desvio propositado.

Pedra dos 0 Quilómetros

Sendo músico, não podia deixar de visitar o Museu da História da Música! Achei espectacular a visita a este local, com várias salas repletas de pianos e outros instrumentos musicais! Chegámos ao museu perto da hora do almoço, sendo os únicos visitantes… as luzes foram acesas por causa da nossa entrada! 

Cópia exacta da sala de László Lajtha, pedagogo musical húngaro e compositor de música folk.

Os dois funcionários, já com uma certa idade, foram bem simpáticos, entregando-nos panfletos e variada informação sobre o local e sobre as peças em exposição. Muitos pianos em várias salas, violinos, duas reproduções de oficinas de restauro, réplicas das salas de estudo de alguns músicos locais, enfim, uma maravilha para músicos e amantes deste tipo de peças de arte, já que os considero muito mais que simples instrumentos musicais. Recomenda-se! 

Um dos muitos instrumentos em exposição!

Fomos almoçar novamente ao Vár Bistro e demos mais umas voltas pelo Bastião dos Pescadores e numa pequena feira que estava na sua parte de baixo. Depois disso, fomos a outro local que considero obrigatório… o Hospital in the Rock / Nuclear Bunker Museum!

Fachada do Hospital e primeiro corredor de acesso ao interior!

Façam a visita, que só pode ser feita com guia (não existe em português) e passem-se com este abrigo nuclear! Tudo o que vêem é o material original deste hospital que só deixou de ser secreto em 2008 e onde ainda tudo funciona. Todas as máquinas, equipamentos e até mesmo os papéis e documentos que os manequins parecem escrever, são os originais! Não são permitidas fotos durante a visita (infelizmente)! 🙂

Os frascos usados no Hospital!

Depois desta impressionante visita, fizemos a caminhada de volta para o hotel, chegando a horas de jantar. Após a refeição demos uma volta pela cidade, percorrendo ruas diferentes e descobrindo mais alguns monumentos e pontos interessantes. Vale a pena vaguear por Peste, sem destino… encontra-se sempre algo novo!

Decoração de Natal na rua e entrada de uma Galeria, que encontrámos pelo caminho!

Encontrámos ainda um templo, que não consigo saber o nome, mesmo depois de ter pesquisado… o problema é que não faço ideia das ruas por onde andámos e assim não o consigo localizar no mapa!

O altar principal e uma das peças desta igreja ‘anónima’! 😆

De qualquer modo, entrámos e ainda bem… era uma curiosa igreja que tinha uma cave, onde também faziam cerimónias!

A cave, onde estavam várias pessoas a rezar!

Daqui fomos de novo para a zona do nosso alojamento. Como era a última noite, resolvemos ir curtir umas horas para o Púder Bárszínház, um dos famosos bares em ruínas de Budapeste e que fica mesmo ao lado do hotel. Excelentes bebidas, desde o chocolate quente ao Winter Elixir, um cocktail que é uma maravilha!

Estes bares ocupam edifícios que foram destruídos durante a guerra e que, sem serem reconstruídos, foram adaptados para a vida nocturna. São locais únicos, decorados de forma espectacular, muitas vezes ainda com móveis e outros objectos que estavam nos destroços. O ambiente é muito seguro e animado, sendo as bebidas baratas e servidas com muita simpatia! A maior parte deles fica no bairro judeu mas, pelo que li, existem cerca de 30 na cidade.

Sala principal do Púder Bárszínház!

A última manhã não nos deu para nada, já que o avião era cedo. Depois de um excelente pequeno-almoço demos uma voltinha pelos arredores do hotel, para nos despedirmos desta linda cidade!

Durante a última voltinha…
À espera do transfer para o aeroporto!

A última ‘dica’ que tenho para dar é que, caso sejam gulosos como eu, não se venham embora sem provar o Túró Rudi, chocolate típico que só se fabrica e comercializa cá, não sendo exportado para nenhum outro país! É vendido fresco e está sempre exposto ao lado dos iogurtes… Muiiiiiiiito bom! Comi estes dois de tacada! 🤣

Túró Rudi

Como digo em todos os artigos, e pelo que foram lendo neste diário de viagem, ficou muita coisa para ver nesta cidade. É uma capital linda, segura e com muito para descobrir… já estou com vontade de voltar! Arranjem tempo, dinheiro (não é uma cidade barata) e façam uma visita… vai deixar saudades! 💗

Deixo-vos com a foto de uns pardais que estavam numas cadeiras do aeroporto e que não saíam mesmo quando as empurrávamos! Boas viagens! 😊

Os pardais do aeroporto, mais que habituados às pessoas!
Publicado em espanha

Ronda – 4 dias na cidade do Tajo!

Em 2015 decidimos, pela primeira vez, não passar o Natal em casa! Como a decisão foi muito em cima da hora, tivemos de pensar num destino em que se conseguisse ir de carro… a localidade escolhida foi Ronda, na vizinha Espanha.

O Roteiro que fizemos:

DIA 1

  • Viagem e Alojamento
  • Iglesia de La Merced 

DIA 2

  • El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)
  • Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno
  • Fuente de los Ocho Caños
  • Ponte Velha
  • Jardins de Cuenca
  • Banhos Árabes
  • La Ermita de San Miguel
  • Puerta de Almocábar
  • Santuário de Santa Maria Auxiliadora
  • Plaza Duquesa de Parcent
  • Iglesia de Santa Maria la Mayor
  • Casa-Palácio Museu Lara

DIA 3

  • Real Maestranza de Caballería de Ronda
  • Puente Nuevo
  • La Casa del Rey Moro | Casa Neomudéjar | Mina de Água Secreta | Jardín de Forestier
  • Miradouro de Aldehuela
  • Casa Museo San Juan Bosco

Dia 4

  • Viagem de Regresso
  • Huelva | Catedral de Huelva

DIA 1

Éramos 5 pessoas e abalámos de Vila do Bispo, dia 24 de Dezembro, perto das 8h. Seguimos em direcção a Sevilha para depois descer para Ronda, fazendo uma viagem de cerca de 425 km. Fizemos paragens para tomar o pequeno-almoço e para almoçar, sempre com calma, tendo chegado ao destino por volta das 17h.

Fomos directos ao Hotel San Cayetano, reservado pelo Booking e escolhido por ser o único que ainda tinha quartos disponíveis. Não serve pequeno-almoço e não tem estacionamento. Tem a vantagem de ficar no centro da cidade, perto de tudo.

Os quartos são óptimos, com boas casas-de-banho, um excelente conforto e uma limpeza impecável. O pessoal da recepção foi bastante simpático e disposto a ajudar, com várias dicas sobre visitas, cafés e restaurantes. Como optámos por ficar só em Ronda, o carro ficou num estacionamento subterrâneo, na praça ao lado da rua do hotel. Só voltámos a mexer nele para fazer a viagem de regresso. 😉

O meu quarto!

Depois de instalados, fomos dar uma volta pela cidade e procurar um local para jantar.

Primeiro passeio pelo centro…

A decoração estava bonita e, não sei se foi por estarmos na época natalícia, as ruas e as esplanadas estavam cheias.

Continuando a conhecer a cidade!

É uma povoação bastante animada, com várias zonas dedicadas ao comércio e à restauração.

A cidade toda decorada!

Nesta primeira noite, jantámos num restaurante chinês que encontrámos durante o passeio. Por ser véspera de Natal, todos os outros por onde passámos estavam fechados.

Presépio numa praça!
Um dos caminhos que fizemos…

Depois disso continuámos a exploração, passando pela ponte e pelo miradouro, acabando por entrar na Iglesia de La Merced durante a Missa do Galo!

Iglesia de La Merced, onde estava a ser celebrada a Missa do Galo!

Depois da missa, que não vimos até ao fim, fomos novamente para as ruas das lojas e passámos pela Praça de Touros.

Escultura junto à Praça de Touros.

A cidade é pequena e é fácil circular pelas várias zonas a pé. Demos mais uma voltinha e regressámos ao hotel! 😊

Fantástica loja de presuntos!

DIA 2

O segundo dia começou com um excelente pequeno-almoço. Descobrimos uma padaria/pastelaria, atravessando a rua depois do hotel, que era uma maravilha. O pão e os bolos acabados de fazer e os croissants quentinhos e bem estaladiços… Muito bom! 😊

Entretanto, iniciando o passeio, fomos dar ao ‘El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)‘, que data de 1734 e tem uma história bastante curiosa!

El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)

Duas das colunas, como vêem na imagem e só para vos contar um pouco da história desta ‘capela aberta‘, representam as figuras daquilo que primeiro foram chamados de “Homens-Pássaro” e que depois passaram a ser conhecidos como “Anjos Caídos“. O que é certo é que, embora muito antigas, estas figuras são idênticas à imagem que todos nós temos de extraterrestres! De qualquer modo, representam algo que veio do céu! 😆

Isto, para os entusiastas da Ufologia, prova que as visitas dos aliens ao nosso planeta, ocorrem há mais anos do que se possa pensar. A história dos discos voadores não é, portanto, recente e é identificada, inclusive, desde a Antiguidade.

E agora…?? Existem ou não?!? Heheheeh… 😁

Depois deste estranho templo, continuámos a visita à cidade!

Explorando…
Um dos candeeiros da cidade e a estátua de Ana Molina, conhecida como Amaya ‘La Gitana’, famosa cantora, guitarrista e bailarina.

A paragem seguinte foi na Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno, que tinha um presépio enorme, com as figuras em tamanho real.

Entrando na Igreja, um dos altares e o Anjo que era o início da exposição.

Era uma exposição com carácter solidário e estava muito bem conseguida.

Um dos quadros representados.
Algumas das figuras deste bonito presépio!

Depois de vista a exposição, a exploração continuou… Existem muitos pormenores engraçados, que se vão descobrindo enquanto se percorre a povoação.

Fuente de los Ocho Caños, que fica em frente à Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno.
Caminho por onde vamos seguir…
Vista da Iglesia de Ntro. Padre Jesus, onde estivemos, e da Fuente de los Ocho Caños!

Fomos andando até chegarmos à Ponte Velha, que levanta dúvidas sobre a sua construção ter sido romana ou árabe.

Ponte Velha, vista dos 2 lados!

Daqui continuámos até aos Jardins de Cuenca, que merecem uma visita.

Jardins de Cuenca e vista para o Palacio Del Rey Moro, que estava a ser restaurado.

Saindo dos Jardins, fomos até aos Banhos Árabes, que podem ser visitados. Foram construídos entre os séculos XIII e XIV, estando as suas ruínas bastante bem conservadas. O espaço é pequeno mas, durante a visita, mostram um vídeo que permite ver como eram e como funcionavam.

Banhos Árabes

Pelo caminho passa-se por La Ermita de San Miguel, que estava encerrada.

La Ermita de San Miguel

Depois do Banhos, vimos um trilho que nos levava por fora das muralhas, até ao outro lado da cidade… Como tínhamos tempo e estava um excelente dia, resolvemos seguir por ele! 😁

Começando a fazer o trilho!
O percurso que fizemos… a minha mãe e as minhas tias, ainda vinham no caminho… 😊
Já no local onde voltámos a entrar na estrada!

Continuando a caminhada, fomos dar à Puerta de Almocábar, que é do séc. XIII. Foi modificada por Carlos V e restaurada em 1961!

Puerta de Almocábar, no meio das duas torres, fica outro arco com uma portão mais largo.

Passámos por ela e fomos subindo até ao centro da cidade.

Vista que se tem, durante o regresso ao centro.

Passámos por um muro, totalmente escrito com todo o tipo de mensagens. Não percebemos porquê! 😁

O muro rabiscado!

Depois seguimos para o Santuário de Santa Maria Auxiliadora, que tem uma bonita igreja. Infelizmente, só se pode visitar durante as missas.

Santuário de Maria Auxiliadora.

De qualquer modo, é uma das zonas mais altas da cidade e conseguem-se belas vistas da paisagem, a partir de um miradouro que existe aqui.

Vista a partir do miradouro.

Continuámos andando até à Plaza Duquesa de Parcent, que tem um bonito jardim e onde fica o Ayuntamiento de Ronda, a câmara municipal. Esta praça tem muito movimento e vários pontos de interesse.

Passeando na Plaza Duquesa de Parcent.

Aqui podemos encontrar o Convento de Santa Isabel de los Angeles e o Convento De La Caridad (HH. De La Cruz). Convém verificar os horários, porque nem sempre estão abertos.

Ayuntamiento de Ronda

Também existem bons cafés e restaurantes, além de se poder alugar um coche para passear pela zona! 😊

Um dos coches, a passar em frente à Igreja.

É também nesta zona que fica a Iglesia de Santa Maria la Mayor, que começou a ser contruída em 1485 e vale a pena ser visitada. É bonita por dentro e por fora, com a sua fantástica torre.

A torre da Igreja, o seu interior e uma das várias portas!

Depois de vista esta zona, fomos para a Casa-Palácio Museu Lara, que é uma visita obrigatória nesta cidade.

Fachada do Museu

O que impressiona, neste museu, é a diversidade de colecções apresentadas!

Alguns dos instrumentos em exposição.

Desde instrumentos musicais, a armas, máquinas fotográficas, máquinas de filmar, binóculos, máquinas de escrever… Tudo bem dividido por secções e tudo bem conservado e com boa visibilidade.

Pistola alemã, do séc. XVIII, com 7 canos de disparo único… era usada como sistema de defesa pelos capitães dos navios, em caso de motim!
Peças do Museu.

Tem ainda, num piso mais baixo, uma sala dedicada à Inquisição e aos seus métodos de tortura.

Antiga máquina de escrever… Fantástica!
Várias das máquinas fotográficas…

Uma parte desta sala também apresenta uma curiosa selecção de elementos mitológicos ou relacionados com a bruxaria. É um museu para todos os gostos! 😁

Ingredientes usados para bruxarias! 😁

A foto seguinte são duas raízes de Mandrágora, planta mística rodeada de lendas! Era uma das plantas mais usadas em feitiçaria, devido ao facto das suas raízes apresentarem formas semelhantes às humanas! Além disso, tem propriedades alucinogénias, afrodisíacas e serve de analgésico… penso que dela também são extraídos venenos. Uma raiz com forma masculina e outra com forma feminina. É mesmo incrível a semelhança com as formas humanas, com os pormenores todos!

Raízes de Mandrágora.
Para quem nunca viu, aqui está um Dragão! 😆

Do museu fomos de novo para a zona do nosso hotel. O objectivo foi descansar um pouco, antes do jantar! 😊

Já na Praça, perto do hotel!
A fonte e a igreja, desta praça.

Depois da refeição, demos um pequeno passeio pela cidade que estava, mais uma vez, bastante animada. Pessoal espalhado por todo o lado, tudo à vontade, vendo as montras e conversando nas esplanadas. É uma povoação muito segura.

O passeio, para fazer a digestão!

DIA 3

No dia 26, depois ter termos ido tomar o pequeno-almoço na pastelaria perto do hotel, fomos visitar a Real Maestranza de Caballería de Ronda.

Quase na entrada da Praça de Touros.

Esta Praça de Touros é a maior de Espanha, e talvez do mundo, e foi a primeira a ser construída em tijolos. A sua escola de equitação é uma das mais prestigiadas do país e promove vários eventos e prémios.

Bilheteira da Praça

Foi construída em 1785, embora a Real Maestranza já exista desde 1572, tendo sido instituída por D. Filipe II.

O picadeiro de treino, pertencente à escola.

Há muito para ver, dentro desta praça. Vale a pena a visita, mesmo que não se goste de touradas, como é o meu caso! 😉

A 1ª foto, é onde passam os cavalos, quando vão das cavalariças para o picadeiro de treino. A 2ª é por onde passam quando vão para a arena.
Entrando pela parte de baixo da arena. Temos acesso a ela, em todos os pisos.

Durante a visita, além da arena, podemos percorrer as galerias. São lindas e cheias de pormenores e objectos em exposição.

Um estudo das tácticas de arena.

Caso as visitem, reparem nos degraus em azulejos… são fantásticos e cada um retrata uma cena diferente!

Alguns dos degraus, em azulejo!

São vários os instrumentos de toureio em exposição, desde capotes, bandarilhas, espadas e os adereços para os cavalos. Existem ainda vários quadros, com notícias e cartazes e uma colecção de armas de duelo. Todas utilizadas! 😁

Alguma da roupa em exposição.

Vimos aqui o impressionante crânio de um Uro! Este bicho era uma espécie de boi gigante selvagem, que chegava a medir 2 metros de altura e a pesar mais de 1 tonelada… imaginem um touro do tamanho de um elefante… algo assim! Os seus cornos podiam atingir cerca de 1,5m de comprimento! Esta espécie, o Bos Primigenius, foi declarada extinta em 1627, quando a última fêmea morreu numa floresta, na Polónia!

Desde 2010, estão vários cientistas italianos a tentar recriar um exemplar deste animal, que tem mais de 2 milhões de anos e que é proveniente do norte da Índia.

O crânio do Uro!
A arena, vista do anel superior.

Terminada a visita à bonita praça de touros, fomos para a Puente Nuevo. Esta ponte é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e de toda esta região. Foi construída no séc. XVIII, tem 98 metros e cruza o Tajo, por onde corre o rio Guadalevín, que forma uma bonita cascata. Pode-se ir passear até lá, sendo um cenário magnífico.

A primeira ponte a ser aqui construída foi em 1735, só que aguentou pouco tempo. Seis anos depois caiu, matando 50 pessoas. Em 1751, começou-se a fazer a ponte actual, que só foi acabada em 1793, quarenta e dois anos depois. O seu interior pode ser visitado, funcionando lá uma espécie de Centro de Interpretação, que era antes uma prisão.

O caminho até chegarmos à entrada da ponte, parte da vista que se tem lá de dentro e escadaria interior.

A próxima atracção a ser visitada foi La Casa del Rey Moro, onde podem ser vistos três elementos: a Casa Neomudéjar, a Mina de Água Secreta e o Jardín de Forestier! É um lugar muito interessante e fantástico. A sua história vem do século XIV.

A casa não conseguimos ver, por estar a ser restaurada, mas os jardins são bastante bonitos… ficam mesmo em frente aos Jardins de Cuenca, que visitámos no dia anterior. Foi desenhado por Forestier, que criou um belo espaço, com vários níveis, unindo os mesmos com um canal de água.

Parte do jardim!
Um dos habitantes deste local! 😊
Os Jardins de Cuenca, vistos do Jardim de Forestier.

A mina já está referenciada em textos que datam de 1485, isso quer portanto dizer que é ainda mais antiga! Era usada como saída secreta da cidade pelo rio Guadalevín e é composta por várias salas, que se vão encontrando durante a descida! Os escravos traziam de lá a água que abastecia o Palácio. A sua construção e a sua configuração como estrutura militar secreta, impressionam!

Parte da Casa, vista do terraço e entrada da Mina!

Não os contei, mas li que são 231 degraus. Aviso que é bastante cansativo e que nem todos conseguem fazer o percurso. Os degraus não são fáceis… a descer é na boa, mas o caminho para cima é difícil!

Fazendo a descida… A escadaria e algumas das salas por onde se passa!

De qualquer modo, é bem satisfatório chegar lá em baixo e sair numa plataforma, mesmo por cima do rio e no fundo do Tajo. É lindo! 😊

A plataforma no fundo da mina e a parede com as entradas de luz e ar, vistas de fora!

Terminada a visita a esta Casa e à sua Mina de Água Secreta, continuámos o nosso passeio pela cidade, indo por ruas por onde ainda não tínhamos passado.

Oura das vistas a que tivemos direito… a espectacular paisagem, com a cidade e a torre da Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno.
Passeio que fomos fazendo… passámos por algumas bonitas fachadas e por este mural de azulejos!

Acabámos por decidir ir comer qualquer coisa. Escolhemos a Cervecería Mesón Rondeño, que se recomenda. Boa comida, a preços acessíveis e com um serviço bastante simpático!

Excelente restaurante!

Depois do almoço, continuámos o nosso passeio. Encontrámos algumas esculturas e uma árvore de Natal tão bonita, que me apeteceu ficar com ela… heheeheh… era feita de presuntos! 😁

Fomos de novo parar à praça central da cidade, vendo sempre coisas novas pelo caminho.

A árvore de Natal de presuntos e um memorial a Orson Welles.

Uma das coisas que vimos foram umas espécies de medalhões no chão, que formam um tipo de ‘passeio da fama’! Neles aparecem a cara e a assinatura de alguns ilustres da cidade.

Um dos medalhões!

Ainda estivemos no coreto, que fica junto do Miradouro de Aldehuela, onde está sempre alguém a tocar e onde se tem uma vista magnífica!

Coreto, já na zona do miradouro!

Daqui resolvemos continuar a explorar a cidade… o objectivo era aproveitar ao máximo a última tarde! 😊

O Mirador de Aldehuela, onde tínhamos estado antes!

Entretanto, continuando a volta, passámos por um pátio bem bonito e que nos chamou a atenção! Como estava aberto, resolvemos entrar e apreciar o lugar…

Foi este o átrio que vimos e onde entrámos!

Era a linda Casa Museo San Juan Bosco… é uma das atrações da cidade, mas não sabíamos da sua existência… foi uma sorte termos passado por ela! 😁

A entrada e um dos bonitos bancos do pátio!

Este palacete pertencia ao casal Don Francisco Granadino Pérez e Doña Dolores Gómez Martínez. Tendo o marido falecido, em 1934, Doña Dolores deu a mansão à Ordem dos Salesianos. Foi então transformada em casa de saúde e lar de idosos. Vale muito a pena a visita, onde podemos ver os móveis e as tapeçarias originais, que continuam nas paredes.

Parte da vista da casa, com os móveis e toda a decoração original!

Umas das coisas que tornam esta visita imperdível é o terraço que existe nas traseiras da casa… tem vários pormenores muito engraçados e uma vista deslumbrante para a Puente Nuevo!

Bonita fonte do terraço! Achei uma curte o pormenor dos sapos! 😁

Como já estava a ficar tarde, voltámos para o hotel… pelo caminho ainda fomos outra vez à Iglesia de Santa Maria la Mayor… ver uma parte que nos faltava, com um acesso mais afastado do principal!

A outra parte da Iglesia de Santa Maria la Mayor!

DIA 4

No último dia, depois do pequeno-almoço e para não abalarmos logo de seguida, decidimos descer o Tajo! O desfiladeiro é incrível e merece um passeio por ele… A paisagem é espectacular e as margens do rio são fáceis de percorrer! 😊

Durante a descida!

De regresso ao centro e ao carro, iniciamos o nosso caminho de regresso a Vila do Bispo… foram feitas algumas paragens, uma delas em Huelva, onde fomos visitar a Catedral!

Catedral de Huelva

Ficaram muitas coisas por ver na cidade e merece, sem dúvida, um regresso! Há muito que se pode fazer em Ronda e em toda a região… a Cueva del Gato, o Caminito del Rey e a vila de Setenil de Las Bodegas são nesta zona e merecem também uma visita… sendo assim, está decidido que vou ter de voltar! 😁

Espero ter ajudado e que vos tenha dado algumas sugestões úteis, para quando resolverem programar uma visita à localidade… Boa viagem! 😉

Publicado em portugal

Aldeias de Portugal – Xisto e História – 3 dias

Um dos melhores meses para viajar, na minha opinião, é em Maio. Tem pouco turismo, o clima é ameno e os monumentos e locais de interesse estão todos em funcionamento. Foi o que fizemos em 2019… um passeio familiar, fim-de-semana de 24 a 26, cinco pessoas num carro! 😄

O destino foi a zona das Beiras, no centro do país. Resolvemos visitar algumas das Aldeias Históricas e Aldeias de Xisto, que estão localizadas nessa área e que são famosas pela sua beleza.

Aqui fica o nosso Roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 1

Saímos de Vila do Bispo, na sexta-feira, por volta das 06h30. A escolha para a nossa primeira visita foi Dornes, mais ou menos a 450 km de distância. Fizemos uma paragem rápida, para pequeno-almoço, e chegámos ao destino pouco antes do meio-dia.

Visto do Rio Zêzere, a partir da aldeia.

Dornes fica numa pequena península, cercada pelo Rio Zêzere, e foi a vencedora das 7 Maravilhas de Portugal, na categoria das Aldeias Ribeirinhas.

Claro que tirámos a típica foto de turista! 😄

A aldeia é bem pequena e percorre-se em pouco tempo. Um dos pontos de interesse é a Igreja de Nossa Senhora do Pranto, do séc. XIII, mandada construir pela Rainha Santa Isabel e local de peregrinação durante as festas de 15 de Agosto. Lá dentro existe um magnifico órgão de tubos, que nós não conseguimos ver por estar encerrada durante a hora de almoço.

Outro dos pontos de interesse é a Torre Pentagonal, que foi contruída pelos Templários, durante o séc. XII. A povoação tem ainda outros pormenores engraçados, sem falar na vista do rio e das montanhas, que vale bem a pena.

A Torre Pentagonal e uma fonte que encontrámos!

Uma das curiosidades da aldeia são os Barcos de 3 Tábuas, que infelizmente já só têm um construtor, o Sr. José Alberto.

Os barcos de 3 tábuas são esses do centro, em madeira. São dos poucos que ainda existem!

Uma daquelas coisas que não podíamos ir embora sem experimentar, eram os Dornitos. São um tipo de biscoito, com laranja e limão, que têm por cima a cruz templária. Só são feitos aqui e podem ser encontrados no café ‘O Rio‘… uma delícia!

Dornitos

Após a compra dos Dornitos, que ficaram para o lanche, fomos directos para Miranda do Corvo. O almoço foi feito no Museu da Chanfana, que fica nesta localidade e que faz parte do Parque Biológico da Serra da Lousã.

O restaurante é bem bonito, com algumas peças típicas em exposição, e a comida é excelente e com preço acessível, sendo o serviço feito com bastante simpatia e muita rapidez. Tem óptimas sopas e vários pratos regionais.

Entrada do Parque e do Restaurante.

Não posso deixar de referir o carácter institucional e de solidariedade social do restaurante e do Parque Biológico, que servem como elemento de integração de pessoas com necessidades especiais. Todo o serviço é feito por deficientes, doentes mentais e desempregados de longa duração. Todo o dinheiro que lá se gasta, desde os bilhetes das entradas, passando pelas refeições até às compras nas lojas de recordações, é canalizado para o cuidado com os animais e para pagar a estes ‘ajudantes’! Só por isso, já merecia a nossa visita. 😊

O parque é lindo e enorme, com muitos animais para ver. Tem um labirinto de árvores de fruto e uma secção que funciona como museu, com peças bastante antigas.

Pormenor de uma das exposições.

Uma máquina de raio-x e uma máquina tipográfica, por exemplo, podem ser vistas neste local.

Uma das secções do Parque Biológico.

Tem várias oficinas, uma quinta pedagógica, lojas de recordações e várias actividades que podem ser programadas, para crianças e para adultos. Os passeios de charrete, a alimentação dos animais e o tiro com arco, são algumas delas.

Vendo os animais!

Terminada a visita, subimos a serra à procura do Templo Ecuménico Universalista. O bilhete tinha sido comprado juntamente com o do Parque Biológico. Tenham em atenção o caminho que fazem para lá chegar. Há um normal e outro que só dá mesmo para jipes. Falo por experiência própria… subimos pelo errado e não foi fácil chegar lá em cima! 😁

O Templo é uma pirâmide com 13,40 m de altura, invocando o Templo de Salomão e a Arca da Aliança! Os cantos estão orientados para os 4 pontos cardeais (Norte, Sul, Este e Oeste).

Templo Ecuménico Universalista

Foi inaugurado a 11 de Setembro de 2016, data que simbolizou uma homenagem à tragédia americana! É um local de reflexão, que representa 15 religiões e também o ateísmo. É um espaço que promove a tolerância e o respeito pela diferença… Um monumento dedicado à Paz! 😊

Saíndo do Templo!

Daqui seguimos para Gondramaz, que fica apenas a 9 km e que é uma das Aldeias de Xisto. É uma aldeia bem pequena e muito agradável. O seu pavimento, em xisto, tem um percurso acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

Entrando em Gondramaz.

É uma terra de artesãos, como se pode ver pelas várias gravuras nas paredes ou espalhadas pelas ruas. Tem uma pequena raposa como animal de estimação… todos os dias, ao fim da tarde, aparece na aldeia para jantar! 😁

O cão de guarda da aldeia!

Depois de conhecermos a povoação, saímos da rua principal e fizemos um trilho que nos levou ao Penedo dos Corvos, onde vimos uma pequena cascata. O Inverno foi de pouca chuva, isso fez com que não tivesse muita água.

Penedo dos Corvos

Arganil foi a cidade que escolhemos para ficar, servindo assim de base para as nossas visitas. A caminho de lá, pouco depois de passarmos Góis, vimos esta cruz num dos montes. Espectáculo! 😊

Cruz na montanha!

Reservámos, através do Booking, quartos no Hotel de Arganil. O alojamento é excelente, quer em termos de decoração, que é temática, quer em termos de espaços comuns! O hotel estava cheio devido a uma prova do Rally de Portugal, mas isso não afectou em nada a nossa estadia.

Há uma confortável sala de estar no 2º andar, com uma varanda num lado (com mesas e cadeiras, fantástica para fumadores) e com um simpático bar no outro! Um pormenor da decoração que gostei nestas áreas foram as peças de madeira, satíricas, e feitas por um artista da região, infelizmente desaparecido! Foi sempre servido um saboroso e variado pequeno-almoço e feita uma limpeza impecável. Tem parque de estacionamento.

O bar, no piso onde ficámos!

Depois de instalados, e após um breve descanso, fomos dar uma volta, comer qualquer coisa e conhecer a cidade. Foi um passeio curto, só para ver o ambiente! 😉

Parte da história em banda-desenhada, que encontrámos num mural de azulejos!
DIa 2

No sábado, depois de uma boa noite de sono e de um bom pequeno-almoço, fomos para Lousã. Fizemos uma primeira paragem junto à Câmara Municipal, onde vimos um carro todo forrado a madeira, promovendo o Rally de Portugal.

Carro forrado a madeira! 😊

Aproveitámos e, já que estávamos ali, fomos visitar a Igreja Matriz, que foi terminada em 1921, quando construíram a Torre Sineira.

Igreja Matriz da Lousã

Quando saímos da igreja, demos mais um passeio pelo centro, bebemos café e seguimos para o Castelo.

Castelo da Lousã

O Castelo da Lousã, também conhecido como Castelo de Arouce, fica a 2 km da cidade e foi construído no séc. XI. Está em óptimo estado de conservação e podemos subir à Torre de Menagem, onde se obtém uma excelente vista para a serra e para a Praia Fluvial e Santuário da Nossa Senhora da Piedade, para onde nos dirigimos depois… São uma visita obrigatória! 😉

Vista da Praia Fluvial e do Santuário da Nossa Senhora da Piedade.

Deixámos o carro estacionado junto ao Castelo e descemos até à Praia Fluvial. É uma caminhada que se faz bem. Para quem quiser ir de carro, a rua só tem um sentido, que é alternado por um semáforo, e o estacionamento pode ser limitado.

Esta praia é linda e com excelentes condições para passarmos um dia.

Praia Fluvial da Nossa Senhora da Piedade

Tem um excelente restaurante, O Burgo, e é aqui que costuma estar, a partir de Junho, um famoso baloiço pendurado numa árvore por cima da água, que se vê em muitas fotos do local.

É neste tronco que costuma estar o baloiço, permitindo uma foto com a cascata de fundo!
Esta é a Fonte da Vida… hehehe… bebi água duas vezes!! 😁
Uma das pequenas grutas e o interior da igreja.

Abandonando a praia, começámos a subir a Serra da Lousã. Durante o percurso, somos obrigados a parar várias vezes, devido às coisas que se encontram.

A primeira paragem foi aqui, onde estivemos a ver uns saltos de bicicleta.

É um lugar espectacular, com muito para ver… e com os lugares obrigatórios para as fotos, que chegam a ter fila de espera! 😁

Uma das tais fotos obrigatórias! 😊
A segunda foto da praxe!

A paragem seguinte foi em Chiqueiro, outra das Aldeias de Xisto! A igreja, que se vê em frente na foto, é a única construção rebocada e pintada! Era partilhada, servindo de templo às aldeias vizinhas. Neste momento, tem apenas 2 habitantes!

Chiqueiro

De Chiqueiro fomos para Casal Novo, que é uma das mais pequenas das Aldeias de Xisto. Uma das coisas que reparámos nesta aldeia, e que se vê também nas outras, é a altura das portas das casas. Eu não sou alto e, mesmo assim, é rara a porta que me chega aos ombros. 😁

Uma das portas da aldeia! 😄

A próxima aldeia a ser visitada foi o Talasnal, que é a mais conhecida e uma das melhor conservadas. Percam tempo e percorram as ruas com calma… Tem muitos pormenores para ver.

Outras das fotos obrigatórias… Talasnal, Montanhas de Amor!

É engraçado saber que a primeira referência ao Talasnal só aparece em 1679, quando lhe foi aplicada uma multa. Antes disso, não se sabe nada sobre a origem, ou existência, desta povoação.

Conhecendo Talasnal.

Caso queiram comer, levem alguma coisa e encontrem um lugar para fazer um piquenique. Acreditem que é a melhor solução. 😉

A aldeia tem algumas lojinhas, dois restaurantes e um bar, O Curral, que tem uma decoração espectacular.

Bar ‘O Curral’

O artesanato da Ti Filipa também costuma estar aberto.

A entrar no Artesanato, só para verem como as portas são baixas! 😁
Outra vista do Talasnal!

A aldeia seguinte foi o Catarredor! É uma povoação muito pequena e que se vê rapidamente. Foi a que nos pareceu mais abandonada e é, com toda a certeza, a menos visitada!

Catarredor

O próximo destino foi Candal. É considerada muitas vezes, talvez pelo seu fácil acesso, como sendo uma das aldeias mais desenvolvidas, sendo também uma das mais visitadas.

Candal

Candal é uma aldeia muito bonita e que merece que se perca tempo a percorrer as suas ruas. Tem uma piscina natural e uma zona onde se pode parar e grelhar qualquer coisa.

Piscina Natural do Candal

A última aldeia a ser visitada, neste dia, foi Cerdeira. São todas lindas, mas esta foi uma das que mais gostei. Tem cerca de 300 anos e o seu nome quer dizer ‘cerejeira’!

Cerdeira

Vou deixar aqui, uma das histórias mais conhecidas da aldeia. É verdadeira e recente.

Num dia de muito calor, no Verão de 1978, o senhor Constantino Lopes, homem solteiro, ficou chateado por estar a ficar sem a água, que era de uso comunitário, e foi pedir satisfações! Irritado com o roubo da água e com a gritaria do momento, Constantino passou-se da cabeça e, com um sacho, deu um golpe fatal na vizinha que ele acusava. Isso acabou com a vida na aldeia. A irmã da vítima foi morar para outro lado. O Tribunal condenou Constantino a 14 anos de prisão, mas foi solto poucos anos depois.

Regressou à aldeia, onde morou sozinho até à chegada de uma família alemã, em 1988

Augusto Simões, seu amigo, dedicou-lhe o poema ‘Celestino‘, sem nunca dizer que os versos eram em sua homenagem. Com música de Ramiro Simões, a canção passou a fazer parte do reportório do grupo ‘Novárvore‘, durante os anos 80. A história foi contada no filme ‘O Fim do Mundo‘, de João Mário Grilo, em 1992. 😊

Esse casal de alemães, aos quais se foram juntando amigos, aos poucos começaram a recuperar a aldeia, culminando naquilo que ficou conhecido como Cerdeira – Home for Creativity, a partir de 2018. Hoje em dia é uma aldeia voltada para as artes, com residências artísticas internacionais, escola de artes e ofícios, alojamentos e retiros preparados para empresas, com centro de reuniões e todas as condições para se preparar vários tipos de eventos e de actividades. O certo é que se anda pela aldeia e não se repara em nada disso… continua igual ao que era!

A loja da aldeia!

Existe um excelente café, onde nos ofereceram uns deliciosos biscoitos em forma de coração e uma galeria de arte, onde podemos comprar peças de autor. Há uma biblioteca na aldeia e um forno comunitário, que serve para todos!

Os cafés com os biscoitos, a ementa e as cervejinhas para refrescar! 😁
Apreciando o descanso, a esplanada e o cafézinho! 😊

Depois de conhecidas as aldeias, voltámos para Arganil. Fomos ao hotel, descansar um pouco, tendo saído depois para conhecer melhor a cidade e para jantar. Havia festa em todo o lado, porque o Sporting tinha ganho qualquer coisa! 😁

Os Sportinguistas fazendo a festa!

Durante o passeio encontrámos uma Torre, com um sino, que tem uma história que acho bastante divertida e curiosa. A torre pertence à Igreja Matriz, mas foi feita primeiro, tendo sido construída a igreja apenas dois anos depois. O problema é que ficaram separadas, com uma estrada no meio. Hehehe… O padre tem de atravessar a rua e subir a uma praça, para conseguir ir tocar o sino! 😂

A torre e a igreja, que fica na rua de baixo! 😁 

Depois do jantar, regressámos ao hotel e ficámos entretidos de conversa no bar! O dia seguinte era o último e tinha de ser bem aproveitado. 😉

DIA 3

Tomado o pequeno-almoço, feitas as malas e pago o hotel, seguimos em direcção à Praia Fluvial do Caneiro de Côja.

Praia Fluvial do Caneiro de Côja

Fica localizada nas margens do rio Alva e é fantástica, sendo bastante concorrida no Verão.

Pormenor da água e dos vários desníveis, onde se pode tomar banho.

Depois da praia fomos dar um passeio por Côja, passando pela Ponte Romana, que é do séc. I, a.C. e tem 3 arcos de volta perfeita.

Passeando por Côja!

Daqui fomos direitos à Serra do Açor, parando na Benfeita. Nesta simpática aldeia, bebemos um café e visitámos a Igreja. Também existe aqui uma praia fluvial. 😊

Igreja da Benfeita e pequeno monumento que encontrámos.

Continuámos o caminho, para dentro da serra… o objectivo era descobrir a Cascata da Fraga da Pena. Deixámos o carro num pequeno estacionamento, junto à estrada principal, e fizemos o trilho que nos levou à cascata. Pelo caminho, descansámos nuns espectaculares bancos feitos de troncos. A ideia é genial! 😁

Descanso , durante a caminhada! 😊

A Fraga da Pena é uma cascata com cerca de 20 metros de altura… é considerada uma das mais bonitas de Portugal!

Quase a chegar à cascata!

As fotos não conseguem mostrar a beleza natural deste local e desta área, que vale mesmo a pena conhecer.

Fraga da Pena

A paragem seguinte foi em Pardieiros, onde bebemos mais um café com uns bolinhos a acompanhar. É uma terra simpática, com uma igreja bastante engraçada.

Igreja de Pardieiros!

Daqui fomos para o Piódão, que dispensa muitas apresentações. É, ao mesmo tempo, Aldeia de Xisto e Aldeia Histórica, estando sempre cheia de visitantes. Arranjar um lugar para o carro, como devem imaginar, não é nada fácil! 😑

A Igreja da Nossa Senhora da Conceição, que se destaca do resto da paisagem, pode ser visitada. Percam tempo na aldeia e percorram as várias ruas… reparem nas portas e nas janelas, quase todas azuis. Com o enquadramento das luzes, à noite, ajuda a fazer com que seja conhecida também como aldeia presépio.

Igreja da Nossa Senhora da Conceição

Como é uma aldeia muito turística, encontram-se vários produtos tradicionais à venda. Nós provámos uns licores, que eram uma maravilha. Até decidirmos qual deles comprar, bebemos 3 ou 4! 😁

Passeando por Piódão…

Seguindo caminho, fomos para Foz d’Égua, outros daqueles lugares que merecem ser visitados e preservados.

Chegando a Foz d’Égua!

Em Foz d’Égua, existem duas ribeiras… a de Chãs e a de Piódão, que passam cada uma debaixo da sua ponte, juntando-se para correr em direção ao Rio Alvôco! Essa junção faz uma espectacular praia fluvial que, infelizmente, estava sem água no dia da nossa visita.

Foz d’Égua, com as duas pontes, cada uma para a sua ribeira! 😊

Esta é uma daquelas aldeias que merece uma visita demorada. Tem muitas particularidades interessantes e é realmente bonita. Tem uma impressionante Ponte Suspensa, que não se pode atravessar devido ao risco de queda. O senhor que a construiu morreu, pelo que li algures, e foi ficando deteriorada por falta de manutenção.

Ponte Suspensa

No cimo da povoação está um Santuário, que vale o esforço da subida… sem contar com a maravilhosa vista que se vai tendo pelo caminho.

Réplica de um açor, que se encontra durante a subida ao Santuário.
O altar do Santuário!
Descendo de volta à aldeia. 😊

Da Serra do Açor, fomos para a zona da Serra da Estrela. A próxima visita seria feita na Barriosa, ao Poço da Broca. De todos os locais que vimos nesta viagem, este é um daqueles a que quero mesmo voltar! 😍

Tem um excelente restaurante, o Guarda-Rios, que nos permite almoçar a olhar para esta beleza natural! 😊

O restaurante e a primeira parte das piscinas!

São vários desníveis, todos com quedas de água maravilhosas, que vão fazendo piscinas com várias profundidades… dá para tomarem banho crianças e adultos, de acordo com a altura que tenham ou com a capacidade de natação.

Algumas das cascatas, com um parque de merendas por cima!

É um lugar único, com muito para percorrer, óptimo para quem gosta de caminhadas. Existe também uma zona de piqueniques!

São muitas as cascatas e as piscinas. Como podem ver, andava pessoal nas outras em cima… são todas acessíveis!

Depois de almoço iniciámos o nosso caminho, de regresso a Vila do Bispo. Como tínhamos tempo, fizemos mais uma paragem noutra aldeia histórica. No título do artigo devia ter acrescentado serras, porque fomos entrar em mais uma. A última povoação que decidimos conhecer foi Castelo Novo, que fica na Serra da Gardunha!

Castelo Novo tem uma pequena praia fluvial, logo à entrada, e as suas casas são feitas de granito. A aldeia é atravessada por uma estrada romana e tem vários pontos de interesse, sendo bastante bonita. O Chafariz da Bica, por exemplo, data do séc. XIV, tendo sido mandado construir durante o reinado de D. Dinis.

O Chafariz da Bica e alguns dos muitos turistas que visitam Castelo Novo!

A Antiga Casa da Câmara / Paços de Concelho, foi construída em 1290, também por D. Dinis, sendo remodelada depois por D. Manuel I. No piso térreo era a cadeia e por cima a câmara, até ser extinto o concelho e anexado a Alpedrinha.

Antiga Casa da Câmara

O castelo, apesar de estar em ruínas, tem passadiços e é acessível, valendo a pena ir até lá. Vê-se também a parte de trás e entrada da Torre do Relógio.

Torre do Relógio

Uma das coisas peculiares, que esta aldeia tem, é o Cabeço da Forca! Era o local onde eram executados os criminosos. É constituído por 2 blocos de granito, sendo ainda visíveis os buracos onde enfiavam as forcas. Na pedra superior ainda se percebem duas caveiras, esculpidas em relevo.

Uma das caveiras do Cabeço da Forca!

Terminada a visita a esta última aldeia, seguimos o nosso caminho, tendo parado para jantar e chegado ao nosso destino por volta das 23h30.

Espero que tenham gostado da descrição do percurso e que ajude a planear os vossos passeios. Portugal é lindo e, como puderam ver, num fim-de-semana conseguem-se conhecer coisas espectaculares!

Boa viagem!! 😊

Publicado em polónia

Wroclaw – Antiga Breslávia – 5 dias

A minha viagem para Wroclaw realizou-se entre os dias 27 e 31 de Janeiro, em 2018… fui com os meus pais e um casal amigo, ou seja, éramos 5 pessoas! O avião que nos levou era da Ryanair e como tínhamos uns vouchers, dados como compensação devido a um atraso numa viagem dos Açores para Lisboa, os bilhetes todos custaram apenas 0,90€, ida e volta!! 😄

Este foi o nosso Roteiro:

DIA 1

DIA 2

DIA 3

DIA 4

DIA 1

Chegámos a Wroclaw, perto da hora do almoço, com o transfer já pedido através do hotel e tudo feito pelo Booking. Temos por hábito levantar dinheiro no aeroporto, logo quando chegamos ao nosso destino, de modo a facilitar todo o processo de câmbio. Antes de nos dirigirmos para o transporte ainda comprámos umas águas, o que fez com que ficássemos com dinheiro trocado. A moeda da Polónia é o zloty, que equivale a 0,21€, ou fazendo as contas por alto, 1€ são quase 5 zlotys. 

Os primeiros zlotys, levantados no aeroporto!

Entrámos na carrinha e lá fomos para o hotel Ibis Styles Wroclaw Centrum. Uma coisa engraçada… durante o caminho, perguntámos ao moço se trabalhava para o hotel, tendo respondido que era uma empresa que fazia esses serviços, eram usados por vários alojamentos da cidade e que o mais certo era não ser ele o condutor, na viagem de volta. Chegados à porta do Ibis, ajudou-nos a transportar as malas e decidimos dar pelo serviço e simpatia, sendo nós 5 pessoas, o equivalente a 1€ cada. O resultado foi que no dia de irmos embora, ele estava à porta do hotel, meia-hora mais cedo do que o combinado. Todo sorridente e ainda mais simpático! 😊

No primeiro dia, não fazíamos ideia do custo de vida na Polónia… ao longo da semana é que nos apercebemos que a gorjeta que lhe demos equivalia, por exemplo, a uma boa refeição num dos restaurantes da cidade! 😉

O hotel é impecável e recomenda-se! Muita simpatia e excelentes comodidades, higiene e serviço. Saboroso e variado pequeno-almoço, com todo o tipo de pratos e opções quentes e frias. Na recepção tivemos sempre chá e café grátis, à nossa disposição… acontecendo o mesmo com as águas no quarto.

O meu quarto!

No hotel há um bar, com uma excelente decoração e onde se passa um bom bocado… é o Blackboard Pub. Também há um restaurante, mas não chegámos a experimentar.

Blackboard Pub!

Depois de instalados e após um breve descanso, começámos a nossa exploração! Esta engraçada cidade é conhecida pelos seus gnomos, que apareceram devido a um movimento político. Li que são mais de 300, mas só encontrámos 128!! 😁

Estão espalhados por todo o lado… quer seja no chão, quer seja à beira de um canal, pendurados num poste, numa janela, no meio de uma praça, onde menos se espera… lá aparece um!! O que é certo é que se torna um vício e ao segundo dia, já todos procurávamos as pequenas estátuas!

O primeiro gnomo a ser encontrado!

Ao sair do hotel e procurando chegar ao centro, o que se revelou bastante fácil já que a cidade é pequena e fácil de percorrer a pé, passámos em frente à linda estação de comboios Wroclaw Glowny. A janela do meu quarto ficava mesmo de frente para ela… Tive uma vista privilegiada! Tem algumas lojas e cafés e vale a pena ser visitada. 

Wroclaw Glowny

Logo a seguir, fica o Teatr Muziczny Capitol, onde também se pode entrar e espreitar!

Teatr Muzyczny Capitol

Continuámos a caminhada, tendo parado numa pastelaria para comer qualquer coisa e seguindo caminho.

Alguns dos gnomos!

Depois de mais uns gnomos encontrados, acabámos por chegar à Rynek! Esta é a praça da cidade, onde não entram carros e onde ficam duas das maiores câmaras do país. Uma delas é especialmente bonita, tendo um pequeno relógio astronómico.

Rynek

É uma das maiores praça de mercado da Europa. Alguns dos melhores restaurantes da cidade são nesta área! 😊

Outra imagem desta zona!

Nesta época do ano, a noite cai muito cedo… num dos dias entrámos num restaurante para almoçar de dia e quando acabámos já era de noite, apesar de só lá termos estado perto de uma hora e meia! Assim, resolvemos ir comer qualquer coisa rápida, depois continuámos o passeio por mais um bocado, anoiteceu completamente e fomos para o hotel, descansar. 

Outro dos gnomos!

De qualquer modo, ainda deu para dar uma volta pela zona do Bastion Ceglarski, que tem vários parques e espaços abertos e muitas zonas com água. Não podemos esquecer que a cidade foi construída sobre algumas ilhas! 

Bastion Ceglarsky

De regresso ao hotel passámos pelas famosas esculturas de Jerzy Kalina. Chamam-se ‘Przejscie‘ e são um memorial a todos os que foram mortos, que desapareceram, que foram enterrados e que sofreram durante o regime comunista! Foram colocadas em 2005.

Przejscie

DIA 2

O segundo dia, depois de um excelente pequeno-almoço, começou com mais um passeio pela cidade.

Conhecendo a cidade!

Fomos para o lado contrário à Rynek, percorrendo um monte cheio de árvores, que é circundado por um canal, tendo vários caminhos, em diferentes níveis. Num deles, vimos uns quantos corredores matutinos. 

Continuando o passeio, à beira de um dos canais!

Passámos por um mural, por vários parques e praças… apesar de ter 700 mil habitantes, é uma cidade muito segura e calma!

Mural que encontrámos pelo caminho…

Continuando o passeio encontrámos um bunker, que infelizmente não é visitável. 

Bunker

Andando pela cidade, vão-se descobrindo vários recantos e pormenores engraçados. Wroclaw tem muitas estátuas, memoriais e espaços verdes… vale a pena perder-se e explorar as várias zonas, enquanto se vão encontrando, também, os gnomos. O objectivo do dia era ir ao Panorama Raclawicka, que é uma obra-prima imperdível e bastante curiosa!

Engraçado autocarro, todo transparente, para passeios de turismo!

Fica perto do Bastion Ceglarski, que tínhamos visitado durante a noite e que agora aproveitámos para ver melhor e com mais atenção. Aqui está o que resta das muralhas, feitas em 1585, construídas para proteger a cidade e defender os portões de tijolos, que ainda se conseguem ver. Por cima tem uma espécie de anfiteatro.

Os portões do Bastion Ceglarski.

No início desse parque, fica o Monumento às Vítimas do Massacre de Katyn (Pomnik Ofiar Zbrodni Katynskiej). Esta peça emociona pela sua composição e pelo seu significado, que é recordado em muitos memoriais por toda a Polónia. 

Monumento às Vítimas do Massacre de Katyn

O Panorama Raclawicka é uma coisa fantástica. Não existem palavras suficientes para descrever o que se sente quando se chega ao topo deste edifício, que por si só, é magnífico. 

Outra das estátuas deste parque, já se vendo o Panorama Raclawicka por trás!

É incrível o trabalho que está aqui feito, tendo em conta a dimensão, a data em que foi criado e a qualidade da obra! Só mesmo vendo… 😊

Panorama Raclawicka

Deixa-se de perceber onde acabam os elementos naturais e começa a pintura, devido à sensação de 3D criada. Entrámos sem guia, sem áudio, sem nada e não foi necessário. O local é fabuloso e a observação ocupa-nos todo o tempo! Leiam a história do monumento na net, antes de entrar, e visitem o local! 

Pela foto é difícil perceberem mas, o que está na parte de baixo da imagem, a caixa, os troncos e os arbustos são elementos verdadeiros… O resto é pintura!

As visitas à parte superior são com hora certa, mas não se preocupem. Nós comprámos o bilhete e, até à hora de subir, fomos vendo as salas e as exposições que se encontram no piso inferior. 

Uma das várias peças que se podem ver nas exposições, do piso inferior!

Depois de sairmos do Panorama, demos mais umas voltas pela zona e fomos para Ostrow Tumski, a ilha onde fica a Catedral!

Outra das estátuas encontradas…

Fizemos o percurso em direcção à Sand Bridge (Most Piaskowy), que nos leva para uma pequena ilha.

Esta é a Most Piaskowy ou Sand Bridge, que nos leva para a ilhota que serve de passagem para Ostrow Tumski.

Atravessámos essa ilha pra encontrarmos a Most Tumski, que era conhecida por ser a ponte dos cadeados, entretanto retirados. Com ou sem eles, é uma ponte bem bonita. 

Esta pequena ilha por onde se passa, chama-se Wyspa Piasek e está conectada, através de pontes, com mais 4 ou 5. Todas elas têm pontos de interesse que vão desde parques, a passeios de barco, monumentos e algumas igrejas bem bonitas. É uma questão de ir com tempo e explorar! 😉

Outro dos gnomos! 😄

Todas têm muitos espaços verdes e a Wyspa Slodowa, que fica à esquerda desta, é conhecida pelos seus bares e esplanadas. 

Um dos espaços por onde passámos!

Depressa se chega à Most Tumski, que tem junto à sua entrada uma bonita praça e alguns monumentos.

A bonita ponte, ainda com os cadeados.

Quando aqui estivemos haviam barracas a vender cadeados e recordações relacionadas com a ponte… penso que já não devem existir. Foi construída em 1889, para substituir uma velha ponte de madeira. 

Os cadeados, a maior parte com corações, fizeram com que fosse chamada de Ponte do Amor!

Foi essa ponte que nos levou para a ilha seguinte, onde fomos comer qualquer coisa e ver a Catedral!

Ostrow Tumski, conhecida como a Ilha da Catedral!

Ostrow Tumski, a ilha da catedral, é muito calma e vê-se em poucas horas. Tem vários cafés e restaurantes, alguns deles bem bonitos em termos de decoração, e a catedral tem mesmo de ser visitada. À porta, está uma pequena maqueta em bronze do templo, que é um dos ex-libris da cidade! Chama-se Catedral de São João Baptista, em polaco Archikatedra Sw. Jana Chrzciciela, e aquela que vemos é já a 4ª igreja a ser construída no mesmo local, sendo de um estilo gótico com alguns elementos neogóticos.

A catedral e a sua maqueta!

O interior da Catedral é lindo e merece ser visto sem pressas… Visitem as suas capelas interiores, observem os magníficos tectos e vejam os seus vitrais! São vários altares, cheios de riqueza e de pormenores espectaculares. 

Interior da Catedral

Depois de vermos a Catedral, demos mais um passeio nesta zona e voltámos para a ilhota anterior, onde fomos visitar a igreja que fica mesmo à entrada da ponte dos cadeados. É a Church of Our Lady on the Sand e é conhecida pelo ‘szopka’, uma capela transformada numa espécie de cidade-presépio miniatura, cheia de luzes, cor, muitos brinquedos e partes electrónicas. Apesar de se encontrar fechada ao público, conseguimos entrar graças a uma turma de estudantes, que estava de visita ao local.

A capela-presépio da Church of Our Lady on the Sand.

Continuámos o nosso caminho, encontrando vários gnomos, até chegarmos à Rynek, onde fomos almoçar.

Este estava entretido no computador!
Dois que estavam com cara de já ter almoçado! 😁

Como estava a ficar tarde e não tínhamos já muito tempo para andar a escolher, entrámos na Pizzaria O Sole Mio. Apesar da hora tardia, fomos recebidos com muita simpatia. Óptimas entradas, boas massas e boas pizzas. O restaurante tem uma sala na cave, onde ficámos, maior que a do rés-do-chão e com uma decoração agradável. Os preços são bastante acessíveis, apesar das doses não serem muito grandes. 

Já na cave da pizzaria, onde resolvemos entrar!

Após o almoço, já estando a escurecer, demos umas voltas pelos arredores da praça, que tem muito que ver… muitos gnomos para serem encontrados e fotografados para a colecção, assim como várias outras estátuas.

A arquitectura desta parte da cidade é bastante típica deste país, com as suas casas coloridas.

Procurando um restaurante… na Rynek.

Depois disso fomos até ao hotel, onde descansámos antes da habitual caminhada nocturna. 

Mais dois, dos muitos que foram vistos até chegarmos ao hotel… Torna-se mesmo um vício! 😂

Perto das 19h30 saímos do hotel e fomos dar um passeio. Começamos por percorrer as ruas na zona do nosso alojamento e da estação de comboios, para nos ambientarmos mais com a nossa ‘vizinhança’! 😆

Um que estava a ver televisão, com o comando numa mão e o telemóvel na outra!

Demos uma volta por Rynek, explorando mais uma vez as ruas circundantes. Por fim, resolvemos parar na Chimney Cake Bakery e provar alguns desses famosos bolos. Uma maravilha, com vários recheios e massas que podem escolher! 

Aproveitámos também para entrar no restaurante Konspira e fazer a reserva para o almoço do dia seguinte. Sabíamos que era a única forma de conseguir lugar… mais à frente falarei dele!

Estes estavam numa espécie de casino… Nas duas pontas da janela! 😄

Como não tenho fotos dos bolos porque são enormes e não consegui tirar o telemóvel do bolso (na verdade nem me lembrei), deixo-vos as fotos de mais alguns dos gnomos descobertos! 😅

E estes estavam a encher o copo! 😁

Finalmente, fomos para o hotel… a intenção era acordar cedo, para aproveitar bem o dia. Pelo caminho ainda encontrámos um gnomo feiticeiro e passámos pela Wroclaw Glowny, que iluminada fica ainda mais bonita!

O gnomo e a estação de comboios, que é linda!

DIA 3

O terceiro dia começou com mais uma visita à Glowny. Subimos até às linhas de comboio, para ver o movimento e o tipo de viaturas. Depois percorremos as ruas da zona, descobrindo mais alguns gnomos e outras esculturas.  

Um dos gnomos que estava à porta da estação, o interior da Glowny, outra das estátuas encontradas… e mais um gnomo, com um computador da HP!! 😆

O passo seguinte foi entrar no Kolejkowo, que fica nesta área. É um espaço incrível, muito curioso e bastante divertido, quer para as crianças quer para os adultos… merece mesmo ser visitado.

Parte do que se vê… Magnífico!

Trata-se de uma cidade em miniatura, com todos os pormenores que possam imaginar, com movimento e com ciclo solar e tudo!

E esta é a parte de fora do lugar onde estamos, também ele em miniatura.

Desde comboios, a bairros com a sua vida normal, pessoas à janela a espreitar os vizinhos, espaços para concertos, natureza… até um cão a urinar para a roda de um carro!! 😅

São centenas de pormenores a retratar a ‘vida real’ numa cidade. Percam tempo a olhar para tudo… Aqui está o cão, a desenrascar-se na roda de um carro! 😁

Terminada a visita à cidade em miniatura, fomos em direcção ao centro. Resolvemos seguir um caminho diferente do habitual, para conseguirmos descobrir coisas novas… e gnomos, claro! Passámos por algumas praças, jardins, avenidas e zonas com várias lojas e restaurantes.

Dois que encontrámos… um de bicicleta e o outro a fazer entrevistas! 😃

Acabámos por parar na Plac Solny. É uma praça mais pequena que fica quase colada à Rynek e onde se situa o Konspira, restaurante que reservámos para almoçar. O centro desta praça tem um pequeno Iglica, que é um monumento bastante singular… uma espécie de agulha. Esta praça funciona como mercado de flores, tendo vários quiosques dedicados a isso. 

Plac Solny, com o seu Iglica!

Existe outro Iglica na cidade, que fica perto do Zoo, na praça do Salão do Centenário – Hala Stulecia. Esse foi construído em 1948 e tinha 106 metros de altura. Hoje em dia, depois de uma reforma que lhe fizeram tiraram 10 metros ficando assim com 96 m. Aí também fica o Parque Szczytniki, que é bem grande e bonito e ainda o Jardim Japonês – Ogród Japonski. Dessa zona toda, só tivemos tempo para ver o Zoo, que mesmo assim nos ocupou umas quantas horas. 

Mais três… adoro o da guitarra! 😊

Atravessámos a Praça do Mercado e fomos ver melhor as casas do John e Margaret, também conhecidos como Hansel e Gretel ou como João e Maria, em Portugal! São lindas e é impossível não reparar nelas. Estão unidas por um arco e por aquilo que percebi são das casas mais antigas da cidade, tendo sobrevivido a todos os bombardeamentos. 

O gnomo com o coração de Wroclaw, as casas de João e Maria, um gnomo generoso e a Torre da Garrison.

Por trás destas duas casinhas, fica a Torre da Garrison que é um excelente miradouro. Só está aberto entre Abril e Outubro, por isso não tivemos oportunidade de lá subir. Esta torre está colada à Basílica de Santa Elisabete, que pode ser visitada. Foi o que nós fizemos! 😁

O interior da Basílica!
Enquanto íamos para o próximo destino, descobrimos este a descansar encostado ao bunker.

Depois de sairmos da Basílica, fomos conhecer Stare Jatki. Trata-se de uma rua, em que existiam vários matadouros, com os respectivos talhos, desde o ano 1242! A partir do séc. XIX foram deixando de vender carne, até que foram transformados no que são hoje… cafés e galerias de arte. Vale a pena passar por lá! 😊

Ainda há pouco tínhamos visto um a descansar, este está mesmo a dormir! 😂
Stare Jatki

Chegou a hora do almoço! Voltámos então para trás e fomos para o Restauracja Konspira. Este restaurante era na altura em que lá fomos e continua a ser, o número 1 do Tripadvisor, entre outros sites do género. Por esse motivo, tivemos de reservar anteriormente! O serviço é excelente e a decoração e os vários pormenores estão bastante bem conseguidos. Depois de lá estarmos concordámos… o destaque que tem é merecido! 😉

Como tínhamos comido pizza e massa no dia anterior, aqui resolvemos provar alguns dos pratos regionais e ainda bem. Foi no local certo! 

Konspira

A ementa é apresentada sobre forma de jornal, com algumas fotos que nos mostram o que são os pratos. Depois de umas entradas, que foram pão com uma espécie de banha e uns pickles, pedi uma Zurek. É uma sopa típica da Polónia, com um sabor muito característico. Foi servida dentro de um pão, bem crocante, e levava ovo cozido, chouriço, bacon, batata, cogumelos e couve. 

Pedimos Kotlet Schabowy, que é um tipo de panado de porco, com salada de couve, beterraba e batatas fritas a acompanhar… também era muito bom… neste restaurante chama-se Zestaw Robotniczy. Para a mesa ainda vieram duas doses de Solidarnosc Polsko-Wegierska, que é uma adaptação do goulash, sem ser em forma de sopa. Vinha servido com batatas e três tipos de salada. Claro está que veio também um prato de Pierogi, servidos à maneira da casa e diferentes dos outros locais.

A deliciosa Zurek!

Depois disso, pedimos a sobremesa do dia… era uma travessa enorme para cada um, cheia de gelado, bolos, bolachas, fruta e mais nem sei o quê!! 😅

Terminamos a refeição com os cafés e com uns copinhos de Sliwowica, a bebida local que é uma aguardente feita de ameixa.

Os pratos principais, a sobremesa e o café com a Sliwowica.

Com as entradas, os pratos que comemos, as sobremesas, cafés e digestivos, mais o serviço que foi impecável e sem contar com a reputação da casa, pedimos a conta bastante curiosos com o que nos iriam cobrar… lembro-me de dizer aos meus pais para prepararem a carteira… heehehe… a conta veio e foi uma surpresa… não chegou a 12€ cada um! Só para verem a diferença de preços, em relação aos nossos. Penso que em Portugal, o valor total do que pagámos seria quase o que nos iria custar a cada um, num restaurante com a mesma categoria! 😆

Depois desta magnífica refeição, fomos dar mais um passeio pelos arredores. 

Livraria espanhola, mesmo em frente ao Konspira.

Fomos procurando mais gnomos e andando até à Universidade, que estava fechada.

Mais uns quantos para a colecção!

Acabámos por entrar numa igreja, com uma riqueza espectacular e com mais um presépio montado… vimos pelos menos 3, durante a viagem, todos bonitos e com muitos pormenores! Esta igreja era a Parish of the Most Holy Name of Jesus e ficava na Praça da Universidade.

O presépio da igreja.

No regresso ao centro, encontrámos também a St. Adalbert’s Church, que nos pareceu enorme e bem bonita. Infelizmente, estava fechada.

O altar principal da Parish of Most Holy Name of Jesus e o exterior da St. Adalbert’s.

Daqui, como os monumentos já estavam todos a encerrar, fomos para o hotel. Pelo caminho, passámos pelo Wzgórze Partyzantów, que nos pareceu que ia entrar em obras. Pelo que sei, hoje em dia está restaurado e a funcionar, com esplanadas e concertos ao ar livre. 

Wzgórze Partyzantów, hoje em dia a funcionar com muita animação e serviços.

DIA 4

O último dia começou com uma caminhada até ao Zoo. Resolvemos ir pelo campo, por fora da cidade, e foram uns quantos quilómetros! 😅 

Já a chegar ao Zoo, ainda tivemos de contornar todo este muro e encontrar a porta principal!

O Zoo de Wroclaw é enorme e merece muito ser visitado.

Um dos bonitos animais… bom espaço e bom tratamento.

São várias as secções e os pavilhões que se encontram, sendo o Afrykarium uma experiência imperdível e única no mundo. Foi inaugurado em 2014 e é o único oceanário temático que existe, dedicado exclusivamente à fauna africana.

Já noutra secção… O Terrarium!

Podemos passar por um túnel que atravessa o interior do aquário e a cascata, com a piscina dos hipopótamos, é espectacular e vale mesmo a pena conhecer.

Passando por trás da cascata, na zona dos hipopótamos! 😍

Não consigo descrever o lugar como merece… apenas posso dizer para não perderem a oportunidade. 😊

Começando a passar por dentro do aquário!

Foram bem gastas as horas que passámos a percorrer o Zoo e o Afrykarium, com todas as suas secções. Quando demos por terminada à visita, fomos à recepção e pedimos que nos chamassem um táxi. As duas funcionárias que lá estavam não acreditaram, quando mostrámos no mapa de onde tínhamos vindo a pé… ofereceram-nos umas garrafas de água. Heheh… foi o máximo… muita simpatia! 😊

Daqui fomos directos para a Uniwersytet Wroclawski. Era o nosso último dia e pelo que tínhamos lido sobre a universidade, era outro lugar obrigatório.

Uma das portas de entrada, corredor, salas e escadaria.

São vários andares e divisões que se podem visitar, tendo um miradouro espectacular no topo! As salas são de ficar de boca aberta, com os tectos e toda a decoração.

Uma das primeiras salas que vimos, a da Metafísica.

Ao longo da visita poderemos ver alguns manequins, com informação sobre a instituição e a sua história. Esqueletos, animais embalsamados, livros, material de laboratório, os bastões e acessórios dos reitores, muito há para ser visto! 

Outra das salas… linda!
Sala Leopoldina.
Parte da vista que temos do terraço da Universidade.

Saindo da Universidade, como já estava a ficar muito tarde, fomos almoçar. Resolvemos ir a outro dos locais mais conhecidos e com melhores referências na cidade, o Pierogarnia Stary Mlyn. É outro dos restaurantes que fica em Rynek, sendo muito fácil de encontrar, e um daqueles onde se pode fazer um almoço/lanche! 

Enquanto esperava por mesa, encontrei este acorrentado!

É um restaurante muito bonito, com um serviço impecável e bem simpático, apesar de estar quase sempre cheio. Tivemos de esperar cerca de 20 minutos por uma mesa, tendo eu aproveitado para ir procurar mais uns gnomos.

Gnomo cozinheiro, que estava perto da porta do restaurante!

É neste local que se podem provar os melhores pierogi da cidade, sendo um dos que apresenta maior variedade de recheios e de tipos de cozedura. Provámos pierogi cozidos, fritos e assados, todos excelentes. Os pastéis são grandes e bem recheados, vindo sempre acompanhados com molhos de vários tipos. As doses são bem servidas… não façam como nós que pedimos demasiado e ficou quase metade nas travessas! 

Pierogarnia Stary Mlyn

Outra das coisas que podem experimentar neste restaurante, mais uma das curiosidades deste país, é a cerveja quente. Não consigo dizer se gostei ou não… não sou muito apreciador de cerveja… mas é uma coisa estranha. É servida com laranja, mel, canela e outras especiarias… provem e digam o que vos parece! 😄

Uma sopa tradicional, a cerveja quente e pierogi aos montes!! 😄

De barriga cheia lá fomos para o hotel, descansar as pernas. À noite só fizemos um passeio curto… estávamos arrebentados por causa da caminhada e o nosso avião era logo pela manhã, tendo nós de estar cedo no aeroporto. 

A última caminhada nocturna… encontrámos um gnomo que vendia jornais, enquanto bebia café!

O dia seguinte foi mesmo acordar, tomar o pequeno-almoço e arrancar para o aeroporto. A cidade é linda, a visita valeu mesmo a pena e recomenda-se. Ficou muito para ver, apesar de termos conhecido o essencial. Pelas minhas contas, para vermos o que faltava, precisávamos de mais uns 3 dias… de qualquer modo, aqui fica o nosso percurso. Espero que ajude na planificação do vosso passeio! 

Boa viagem!! 😊