Fartos do primeiro confinamento geral e de um Verão cheio de restrições, eu e os meus pais resolvemos fazer uma escapadinha! O destino foi novamente o centro de Portugal, fazendo a base em Ferreira do Zêzere. O objectivo era visitar algumas das bonitas vilas do Médio Tejo! Fomos a um domingo, dia 4 de Outubro de 2020, tendo voltado na terça-feira, dia 6! 😊
Abalámos de Vila do Bispo por volta das 8h da manhã. A primeira paragem, depois de termos sido abalroados por um motociclista da TelePizza, foi na Chamusca. Decidimos almoçar no Restaurante ‘O Cavaleiro’, onde fomos atendidos com muita simpatia. Um serviço impecável, com comida bastante saborosa e bem servida. Comi Sopa da Pedra e Cabrito Assado… estavam uma maravilha! 😁
Restaurante ‘O Cavaleiro’
Depois do excelente almoço, continuámos o nosso caminho passando pela bonita Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, mais conhecida como Ponte da Chamusca. Esta ponte de aço, que cruza o Rio Tejo, foi inaugurada em 1909 e leva-nos até à Golegã!
Ponte João Joaquim Isidro dos Reis
A paragem seguinte foi na Serra deAlburitel, onde fomos conhecer o Baloiço do Talegre! Muita gente no local, que tem bancos para descansarmos e barracas com produtos locais, bebida e outros artigos à venda. O carro foi deixado num estacionamento, que fica no início da ladeira que nos leva ao Talegre. Como podem ver pela imagem, havia fila para experimentar o baloiço e tirar fotos no mesmo! Seja como for, valeu a pena a subida! 😉
Baloiço do Talegre
O percurso continuou em direcção ao Agroal. A sua fantástica praia fluvial é conhecida pela qualidade da água, que é usada como tratamento para problemas de pele, olhos e estômago. Pelo que dizem, ajuda mesmo na cura e recuperação de uma série de doenças! De qualquer maneira, mesmo sem ser com fins terapêuticos, o local merece uma visita pela sua beleza! 😍
Praia Fluvial do Agroal
Já no concelho de Ferreira do Zêzere, fomos ao Moinho Hexagonal de Avecasta. Restaurado recentemente, além de girar as velas, roda sobre ele mesmo apoiado em duas rodas de pedra. A árvore que vêem, por trás, é uma antena de telecomunicações disfarçada! Achei a ideia formidável! 😁
Moinho Hexagonal de Avecasta
Daqui seguimos para o alojamento, mais uma vez reservado através do Booking. Escolhemos ficar no Casa do Adro Hotel, que se recomenda!
Parte do jardim e entrada do Casa do Adro Hotel.
Um excelente hotel, com uma decoração espectacular! A remodelação da casa original deu um ar moderno ao local, mantendo e enquadrando perfeitamente o antigo com o novo. Um óptimo pequeno-almoço, com qualidade e servido ao balcão, devido às restrições, com muita simpatia! O bar também é um espaço impecável e permite passar um bom bocado a ver televisão e de conversa com os amigos!
A esplanada do bar e a piscina.
O quarto era bastante espaçoso e com todas as comodidades, tendo ainda uma pequena varanda!
O meu quarto!
Depois de instalados e já mais descansados, fomos à procura de jantar. Já tínhamos ouvido falar num dos restaurantes locais, conhecido especialmente por um dos seus pratos… os Bifinhos no Chapéu! 😁
Restaurante ‘Grelha do Zêzere’
O ‘Grelha do Zêzere‘ tem muitas outras propostas, entre as quais se incluem umas fabulosas espetadas, mas os Bifinhos no Chapéu são mesmo para experimentar. A refeição torna-se bem mais divertida e apetecível, enquanto vamos cozinhando os nossos bifes. Podem ser escolhidos dois tipos de carne e os acompanhamentos são muito bons! 😉
Bifinhos no Chapéu
Após o jantar, demos mais umas voltas pelo centro da localidade e voltámos ao hotel, onde ainda estivemos entretidos no bar.
DIA 2
Depois de um bom pequeno-almoço, partimos em direcção ao Picoto da Melriça. É aqui que se encontra o marco que assinala o lugar exacto do Centro Geodésico de Portugal! É um desvio e uma visita obrigatória para quem anda a fazer a mítica Estrada Nacional 2! 😊
Picoto da Melriça
Fomos visitar o pequeno Museu da Geodesia e aproveitámos para comprar umas recordações e beber um cafezinho no bar. 😉
Centro Geodésico de Portugal
Daqui fomos directos à Sertã, bonita vila onde andámos a passear pelas margens da ribeira.
Passeando pela Sertã!
O Jardim da Alameda da Carvalha é um espaço enorme e indicado para passeios em família ou com amigos. Tem umas pontes bem bonitas, está equipado com casas-de-banho, parque de merendas e existem alguns bares e restaurantes na zona. 😊
Jardim da Carvalha
Já que estas localidades fazem parte da Nacional 2, aproveitámos e fomos pedindo mais uns carimbos nos nossos passaportes! 😁
Passaportes da Estrada Nacional 2
Avançámos até à Ponte Romana e voltámos para trás, rumando em direcção ao Castelo.
Engraçado auditório-monumento, por onde passámos a caminho do Castelo!
O Castelo da Sertã tem pouco para ver, além da bonita vista que se obtém sobre a vila. No seu interior fica a Capela de São João Baptista, que estava fechada.
Capela de São João Baptista
Abandonámos a Sertã e fomos de novo a caminho de Vila de Rei. O objectivo era irmos conhecer o Penedo Furado e a zona envolvente, que é linda. Os passadiços, que não estavam ainda completos quando lá estivemos, facilitam o acesso às cascatas e aos outros recantos maravilhosos. Uma visita obrigatória!
Parámos o carro na parte de cima, junto ao Miradouro do Penedo Furado, que tem uma vista espectacular sobre a ribeira do Codes e toda a restante área.
Miradouro do Penedo Furado
Fizemos depois um pequeno percurso, que faz parte de um dos trilhos da região, e fomos visitar o ‘buraco na rocha’, que é o Penedo Furado que dá o nome a este local.
Penedo Furado
O outro lado do buraco também tem um excelente miradouro para a Praia Fluvial, com uma mesa e uns bancos para descansarmos. 😊
O outro lado do Penedo!
Voltámos ao carro e descemos até à Praia Fluvialdo Penedo Furado, onde começámos por ver a ‘Bicha Pintada‘, um fóssil com mais de 480 milhões de anos.
A ‘Bicha Pintada’!
A partir daqui percorremos a parte dos passadiços que já estava construída!
Começando a percorrer os Passadiços!
Muita beleza natural para admirar, com várias cascatas que formam algumas piscinas onde podemos dar uns mergulhos.
Uma das cascatas!
Depois dos passadiços a fome começou a apertar e decidimos ir lanchar à praia fluvial da Aldeia do Mato. Pelo caminho passámos por um fantástico mural, que sou obrigado a partilhar aqui:
Um trabalho espectacular!
A Praia Fluvial da Aldeia do Mato tem um centro de desportos náuticos e piscinas flutuantes, estando equipada com casas-de-banho públicas. Tem também um excelente bar onde nos serviram umas deliciosas bifanas no prato, com molho de mostarda, acompanhadas com batatas fritas e uma formidável salada… barato e bom, recomenda-se! É uma zona calma e muito agradável, ideal para passar uns dias a descansar. 😉
Praia Fluvial da Aldeia do Mato
Daqui seguimos para a Barragem de Castelo de Bode, onde fizemos uma pequena paragem para apreciar o local. Assim, contornámos o rio e fomos em direcção a Ferreira do Zêzere.
Barragem de Castelo de Bode
Depois do carro estacionado, em frente ao hotel, demos uma volta pela vila e fomos para os quartos descansar uma horinha, antes de irmos à procura do jantar.
Para não repetirmos o local e para conseguirmos provar o Maranho, prato típico da região, resolvemos experimentar o Restaurante ‘Quinta do Adro’. Fomos recebidos com muita simpatia e começámos com umas deliciosas entradas: uma boa tábua de queijos e enchidos e uns suculentos cogumelos recheados com bacon e servidos num molho bem temperado. Maravilha! 😊
Cogumelos Recheados, no Restaurante ‘Quinta do Adro’.
Como pratos principais, além de um apetitoso Leitão Assado e de um excelente Bife da Casa, pedimos o famoso Maranho, um bucho recheado com carne de cabra, presunto, arroz e hortelã. É considerado uma especialidade da cozinha tradicional portuguesa e é mesmo muito saboroso… para repetir numa próxima ida à Beira Baixa! 😄
O Maranho!
Depois da refeição, fizemos um pequeno passeio pela zona e ainda entrámos numa pastelaria, para beber mais um café antes de voltarmos ao hotel. 😊
DIA 3
O último dia começou em Tomar, que apesar de ser uma cidade conhecida pelo Castelo e Convento, tem muito mais para ver e apreciar!
Uma das coisas que não podíamos deixar de fazer era passear no Parque do Mouchão! Rodeado pelo Rio Nabão, é um local calmo, bonito e ideal para a prática de alguns desportos aquáticos, como se pode ver na foto desta pequena represa.
Parque do Mouchão
Durante o passeio pelo Parque passámos pela antiga Roda de Água, feita em madeira e ainda a funcionar. 😊
Roda do Mouchão
Entretanto, encontrámos os dois Fernandos que estavam todos entretidos a conversar, aproveitando o Sol da manhã! Esta peça está bastante engraçada e é óptima para umas fotos divertidas! 😁
Estátuas de Fernando Lopes-Graça e Fernando Araújo Ferreira
Terminada a visita ao parque, fomos para a simpática Praça da República, onde ficam a Câmara Municipal e a Igreja de São João Baptista. No meio delas está o Monumento a Gualdim Pais, o templário que fundou a cidade. 😊
A Câmara Municipal, com o Monumento a Gualdim Pais à frente e o Castelo por cima.
Acabámos por entrar na bonita Igreja de São João Baptista, construída por ordem de D. Manuel I, no início do século XVI.
Igreja de São João Baptista
O altar da Igreja de São João Baptista.
A etapa seguinte foi fazer a caminhada até ao Castelo de Tomar e Convento de Cristo! É uma subida bonita, apesar de cansativa. Pode ser feita de carro, claro, mas optámos por o deixarmos onde estava. 😁
Durante a subida, já muito perto do Castelo!
O construção do Castelo de Tomar foi iniciada em 1160, por Gualdim Pais. Esta fortificação fez parte da ‘Linha do Tejo‘, que era constituída por um conjunto de castelos. Os de Almourol e de Pombal, por exemplo, também faziam parte dessa linha de defesa, obedecendo aos mesmos traços arquitectónicos, que eram característicos dos templários.
Castelo de Tomar e Convento de Cristo
O Convento de Cristo apareceu depois da extinção da Ordem dos Templários, tendo sido construído ao longo de vários séculos. Hoje em dia integra o Castelo e a Charola dos Templários, a Igreja Manuelina, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, a Mata dos Sete Montes e o Aqueduto dos Pegões.
A impressionante Charola é uma das partes mais antigas do Convento e funcionava como oratório privado dos Cavaleiros, no interior da fortaleza. É uma daquelas coisas que deixa qualquer pessoa de boca aberta! 😍
Entrada para o centro da Charola!
O Convento é lindo, cheio de pormenores e com muito para ver, enquanto se vai percorrendo os seus claustros e se passa por algumas das salas.
Claustro de Dom João III, também chamado de Claustro Grande.
A Janela do Capítulo é um dos pontos mais famosos do Convento. Está ricamente ornamentada com os elementos naturais e marítimos que são a base do estilo manuelino.
Janela do Capítulo
Terminada a visita ao Convento, fomos novamente para o centro da cidade. A última coisa que vimos, em Tomar, foi o curioso e fascinante Museu dos Fósforos! 😁
O local apresenta a maior colecção filumenista da Europa. As caixas foram doadas à Câmara Municipal, em 1980, por Aquiles de Mota Lima, que as começou a juntar em 1953!
São cerca de 43 mil caixas, representando 122 países e que exibem pinturas famosas, baralhos de cartas, políticos, filmes, actores, jóias, brasões e muito mais… são 7 salas! É impressionante e tem entrada grátis! 😉
Museu dos Fósforos
A paragem seguinte foi em Constância, terra que foi o local de residência de Luís de Camões. Caso tenham interesse, podem visitar a Casa Memória de Camões, onde afirmam ter vivido o poeta.
Monumento a Camões!
É aqui que se juntam os rios Zêzere e Tejo, sendo isso bastante perceptível na espectacular praia fluvial! Temos junto a ela, um bonito parque para passear e relaxar.
Praia Fluvial de Constância
A paragem seguinte foi no maravilhoso Castelo de Almourol! Como referi mais acima, também fazia parte da ‘Linha do Tejo’, tendo sido também construído pelos Templários e concluído dois anos depois do Castelo de Tomar.
Há barcos que fazem a travessia até à ilha, o que nos permite visitar o Castelo, mas devido à pandemia, não estavam de serviço quando aqui estivemos. Só por isso, já temos uma desculpa para voltar! 😉
Castelo de Almourol
Terminámos este roteiro com uma visita ao Parque de Escultura Contemporânea de Almourol, que fica em Vila Nova da Barquinha.
Parque de Escultura Contemporânea de Almourol
Este parque tem sete hectares de extensão, por onde estão distribuídas as peças, e ganhou o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista em 2007, na categoria “Espaços Exteriores de Uso Público”. Aqui podemos encontrar uma galeria de exposições, alojamento temporário para criadores, equipamentos desportivos e espaços lúdicos para as crianças. 😊
Alguns dos simpáticos habitantes do parque!
A partir daqui foi só fazer o caminho de volta até Vila do Bispo, parando apenas para jantar! Adorámos o passeio e tudo aquilo que visitámos… o nosso país é realmente espectacular e com muito para ver. Vale a pena fazer uma ‘escapadinha’ e ir conhecer as nossas vilas e aldeias, com toda a sua história e património cultural e natural. 😉
Espero que tenham gostado do nosso Roteiro e que o possam usar para a organização do vosso. Obrigado pelo interesse e qualquer dúvida que tenham podem deixar nos comentários. Tentarei ajudar no que for possível! Boas viagens! 😊
Deixo-vos aqui sugestões de locais a visitar nesta cidade, algumas curiosidades e dicas, descrevendo o percurso que fiz durante a minha estadia! É um daqueles lugares onde tenho mesmo de voltar, há muito para ver! 😄
Fui de Faro, em Janeiro de 2019 pela Ryanair, tendo o bilhete (ida e volta) custado apenas 12€! Cheguei lá ao final da tarde, por isso ainda consegui dar uma voltinha e ver algumas coisas.
Visitei tudo a pé… o único transporte que apanhei foi o Airlink Bus 100, que nos leva do aeroporto para vários pontos da cidade, anunciando sempre os hotéis situados nas proximidades das paragens. A frequência é de 10 em 10 minutos. Também o utilizei no regresso! 😉
Castelo de Edimburgo|One O’Clock Gun | Prisão Militar | Prisão de Guerra | National War Museum|St. Margaret’s Chapel| The Royal Scots Dragoon Guards|Great Hall| Jóias da Coroa|Mons Meg
Edinburgh City Chambers|Calçada da Fama de Edimburgo | General Stanislaw Maczek
Fiquei hospedado no Ibis Edinburgh Centre South Brigde, que fica perto de muitas das atracções e tem uma óptima diversão nocturna na zona envolvente, além de restaurantes de todo o tipo. Na recepção do hotel temos sempre à disposição chocolate quente pronto a servir, com marshmallows ao lado para atafulhar no copo antes de o encher com o líquido e comer à colherada, como me demonstraram, divertidos, os moços que estavam de serviço! 😁
O meu quarto!
Depois de meter as coisas no hotel, resolvi dar uma voltinha… logo perto encontrei o Coração de Midlothian! Identifica o local onde estava a Old Tolbooth, antiga prisão do séc. XV que foi destruída em 1817, marcando o sítio exacto da sala onde executavam os prisioneiros. Antes de serem assassinados os presos cuspiam no chão da cela, tradição que se mantém até hoje. Uns como sinal de revolta e descontentamento, outros porque dizem que dá sorte, o que é certo é que as pessoas têm o hábito de passar e cuspir no coração, que está sempre todo salpicado… claro está que eu fiz o mesmo!! 😆
Coração de Midlothian
São muitos os famosos e curiosos becos que se encontram nesta parte da cidade e, durante este primeiro passeio, entrei em alguns!
Um dos ‘becos’ onde entrei!
A seguir passei pelos The Scotsman Steps, que são 104 degraus, cada um feito de um tipo de mármore diferente do anterior, pelo artista Martin Creed! Uma ideia diferente e bastante engraçada, que liga a Old Town à New Town. Podiam, contudo, apresentar melhor estado de manutenção. São interessantes, como curiosidade, mas nada de imperdível!
The Scotsman Steps
Voltei ao hotel e na recepção, reparando que eu usava uma camisola com motivos musicais, deram-me um mapa onde assinalaram os melhores bares com música ao vivo. São todos muito perto do alojamento que fica, como já disse, no centro da cidade e perto da Royal Mile, que liga dois importantes pontos históricos e é uma das zonas turísticas mais conhecidas e frequentadas.
Assim, como já estava a ficar demasiado tarde para me sentar num restaurante e jantar, resolvi provar as famosas empadas britânicas num estabelecimento que vi no outro lado da avenida, iniciando depois a minha exploração à vida nocturna escocesa! 😉
A empadaria em frente ao hotel!
Depois da refeição, o primeiro bar a ser visitado foi o Whistle Binkies. Quando lá cheguei estava uma banda a tocar um tema dos Nirvana, continuando depois a apresentar várias covers do mesmo género.
Achei espantoso, e formidável, o facto de quase todos os bares apresentarem sempre 3 ou 4 bandas todas as noites, começando os concertos por volta das 18h! Geralmente, à porta, existem cartazes ou panfletos com a programação semanal e com os nomes e estilos dos grupos que vão actuar.
A curtir a banda e o ambiente!
A paragem seguinte foi no The Banshee Labyrinth que é, como o nome indica, uma espécie de labirinto com uma decoração macabra, onde se vai passando por várias salas, entre escadas e corredores!
Um dos bares do Labyrinth!
Três bares, uma sala de cinema gratuito, uma piscina e uma sala para concertos com um sistema de karaoke montado, onde dei umas gargalhadas com um grupo de chineses que estava a cantar… é fantástico! 😊
A sala de concertos e karaoke! 😁
Depois de umas bebidas, saí e continuei a caminhada, voltando para o hotel! Edimburgo é muito segura, mesmo nestas zonas de bares, e podemos explorar a cidade sem problemas.
Continuando o passeio nocturno!
DIA 2
Comecei o dia com uma visita ao espectacular Museu Real da Escócia, antigo Museu Nacional, de entrada grátis! Prepararem-se para passar umas boas horas, neste incrível edifício.
A entrada do Museu!
É enorme, com várias salas e temas, que vão desde a história natural até aos instrumentos musicais e trajes étnicos, passando ainda por aviões, carros F1 e bicicletas, entre muitas outras secções!
Parte de uma das salas!
Foram muitas as fotografias que tirei neste museu, tornando-se difícil escolher quais as que deveria publicar aqui. Acreditem que é um daqueles locais que considero imperdíveis, para qualquer idade! Assim, vou apenas partilhar mais uma… a da Ovelha Dolly, que pode ser vista neste espaço e que dispensa apresentações! 😁
Ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso!
Fascinado com esta visita, fui fazer festas ao nariz do Bobby que como podem ver, pela diferença de cor, já está bem gasto! 🙂
Greyfriars Bobby
É a estátua do Greyfriars Bobby, um cão da raça Skye Terrier, que passou 14 anos em cima do túmulo do dono que morreu de tuberculose a 15 de Fevereiro de 1858! O cão ficou no cemitério, alimentado pelo jardineiro, já que se recusava a sair… Passou a ser responsabilidade da Câmara Municipal, em 1867. Em 1872, quando morreu, foi enterrado a 70m da campa do dono, perto dos portões da igreja, porque o cemitério era considerado solo consagrado e não o conseguiram enterrar ao lado de John Gray, a quem pertencia!
Ao lado da estátua está o cemitério onde Bobby ficou a cuidar do falecido dono! Este Greyfriars Kirkyard é carregado de simbolismo, apesar de não o ter achado tão bonito como os outros dois que visitei e que ficam a caminho da Calton Hill! Como curiosidade para os fãs do Harry Potter, muitos dos nomes dos personagens foram inspirados nos das pessoas que estão aqui enterradas! 😉
Greyfriars Kirkyard
Continuei a conhecer a cidade e passei pela Augustine United Church!
Augustine United Church
Fui depois avançando até ao famoso bar onde se sentava a criadora de Harry Potter, o The Elephant House. Apenas usei os serviços de café, não tendo feito nenhuma refeição! É um estabelecimento como muitos em Edimburgo, não tendo achado nada que o distinguisse de outros a que fui, quer em termos de decoração, quer em termos de serviço. Tem um ambiente tranquilo e é acolhedor! Se tiverem tempo, façam uma paragem e visitem o lugar… caso contrário, basta uma foto da fachada para assinalar a passagem pelo local! 😆
Bar onde ‘nasceu’ o Harry Potter!
Depois do café, continuei em direcção ao Castelo de Edimburgo. Paga-se uma entrada, que dá acesso a todo o complexo… não utilizei o audio-guia, que me pareceu desnecessário.
Castelo de Edimburgo
Calculei bem a coisa e consegui chegar a tempo de assistir ao One O’Clock Gun, que dispara todos os dias, menos ao domingo, à uma da tarde (como o nome indica), desde 1861! Depois do disparo do canhão, existem duas passagens para zonas do castelo que passam a estar abertas e que também podem ser visitadas, não sendo isso possível antes!
O One O’Clock Gun, momentos antes dos preparativos para o disparo!
Depois do canhão, visitei duas prisões. Na Prisão Militar deu para ver o interior das celas, com manequins a representar alguns dos prisioneiros mais importantes.
Prisão Militar
Achei a Prisão de Guerra impressionante! As camas de rede, as roupas e alguns dos objectos dos prisioneiros, mostram como eram as condições de vida dentro do local!
Prisão de Guerra
Outro pormenor desta prisão!
O National War Museum (Museu da Guerra) também foi visitado, assim como a St. Margaret’s Chapel (Capela de Santa Margarida), que é o edifício mais antigo da cidade!
National War Museum
Um dos vitrais da Capela!
Outro museu que achei interessante foi o TheRoyal Scots Dragoon Guards (Museu Regimental), que nos conta a história do regimento de cavalaria através das armas, quadros e esculturas expostas.
The Royal Scots Dragoon Guards
A seguir entrei no Great Hall e fui ver também as Jóias da Coroa, que depois de muitos anos desaparecidas, foram encontradas por Sir Walter Scott, em 1818!
Great Hall
Este escritor encontrou ainda um bastão bastante valioso e outras peças que não se sabe bem a quem pertenciam ou para o que eram usadas! 😁
Já na secção onde estão as Jóias da Coroa!
Antes de acabar a visita e abandonar o Castelo, passei ainda pelo Mons Meg, um espectacular canhão de 1457, que consegue disparar balas de 150 kg a uma distância de 3,2 km! 😮
Mons Meg
Quase em frente à Catedral de St. Giles e muito perto do Mary King’s Close, fica o Edinburgh City Chambers, com um pátio onde se encontra a Calçada da Fama de Edimburgo. Só começou a ser feita em 2007, por isso ainda tem poucas mãozinhas!
Calçada da Fama
Aqui está também uma estátua dourada, que representa o General Stanislaw Maczek num banco, e que é um excelente local para nos sentarmos e tirarmos uma foto ao seu lado! 😁
Cá estou eu com o General Stanislaw Maczek! 😄
A St Giles’ Cathedral, para onde fui a seguir, foi o berço do presbiterianismo e encontra-se situada no centro da cidade, perto de muitos pontos de interesse. É sugerida uma doação, à entrada, não sendo a mesma obrigatória.
St Giles’ Cathedral
Paguei 2 libras para ter direito a um autocolante que me deu autorização para fotografar o monumento. Dentro da catedral, ao lado direito, encontra-se a Thistle Chapel, que merece mesmo ser visitada!
O interior da Catedral!
Como já estava a ficar de noite, fui ao hotel e resolvi ir comer ao The City Restaurant! Escolhi este restaurante, devido à sua localização, perto do local onde fiquei instalado. Resolvi pedir o famoso prato tradicional, que não podia deixar de provar e fiquei bastante satisfeito! A simpatia dos funcionários e a rapidez com que fui servido melhoraram ainda mais o meu jantar… comida muito saborosa e com boa apresentação! Pedi Haggis com Tatties e Neeps (enchido tradicional, com batatas e nabos) e bebi Irn-Bru, a bebida sem álcool, com cafeína, mais consumida e produzida no país!
A minha refeição tradicional!
Depois do jantar, fui beber um cafézinho a outro dos excelentes bares da cidade, o Stramash! Este bar é uma antiga igreja transformada, coisa que se vê muito em toda a cidade. Perto do hotel, por exemplo, existe a The Tron Kirk. Entrei lá também, por curiosidade… é uma igreja usada como galeria de arte e loja de artesanato, ao mesmo tempo.
Stramash, bonita igreja-bar! 😁
Como podem ver, ficou bem melhor como bar do que como igreja! Entrada livre e muita simpatia do porteiro e de todos os funcionários! Bebidas a preços acessíveis e um ambiente espectacular! Quando entrei ouvi as três últimas músicas folk, cantadas por Lewie Harrison e a seguir assisti a um concerto dos Fi & The Funk Rockers! Muito bom! 😊
Lewie Harrison no Stramash!
Quando saí e já a chegar ao hotel, encontrei aquele que foi para mim o melhor bar de Edimburgo e onde voltei nas restantes noites, apesar de se pagar entrada! The Jazz Bar é um excelente clube de jazz, com bandas de incrível qualidade e muita simpatia do porteiro e de todos os funcionários. Bebidas a preços acessíveis e um ambiente espectacular. Acabei por comprar um cd do Jean-Paul Estiévenart, que estava a tocar quando entrei. No final da noite houve tempo para uma conversa com ele e com os membros da banda, tendo tido direito a um autógrafo no disco! 😁
A fachada do bar!
DIA 3
Comecei o dia com uma visita ao Palace of Holyroodhouse, que fica no final da Royal Mile (Milha Real). O bilhete para o Palácio pode incluir a visita ao The Queen Gallery, que fica mesmo em frente ao Parlamento, e dá direito a um áudio-guia em português (brasileiro) que se mostrou bastante útil. Assim vamos percebendo melhor aquilo que se vê, ao mesmo tempo que se aprende sobre a história deste país. Infelizmente, não se podem tirar fotografias!
Palace of Holyroodhouse
O Palácio não pode ser visitado durante a estadia da rainha, já que muitas das salas que se percorrem são as usadas por ela! Penso que isso aconteça em Junho, mas sem certezas!
Já agora, como curiosidade, durante o passeio nesta zona vão ver vários unicórnios, que também aparecem noutros pontos da cidade. Este animal imaginário é o símbolo nacional da Escócia! 😊
Um dos unicórnios do Palácio!
Ao lado da moradia real, a Abadia, já em ruínas, é linda e também merece uma visita. Foi construída, assim como o Palácio, por David I em 1128!
Holyrood Abbey
Como tinha comprado o bilhete conjunto, a seguir visitei a The Queen’s Gallery!
The Queen’s Gallery
É uma interessante galeria, com muitos quadros das figuras de realeza escocesa mas, na verdade, o que mais curti foram os puxadores da porta de entrada, que são uns bonequinhos! 😁
Os puxadores das portas! 😁
Quando saí da galeria olhei para o Parlamento e vi que estava a juntar-se pessoal à porta porque ia haver uma manifestação qualquer. Já havia muitas bandeiras no ar e algum barulho, por isso resolvi não o visitar! 😆
Parlamento de Edimburgo
Segui então o meu percurso fazendo um caminho que me levou até Calton Hill, passando por alguns pontos bem bonitos e interessantes. Um deles foi o New Carlton Burial Ground!
Este cemitério, que existe mais ou menos desde 1820, é conhecido pela sua torre de vigia de três andares. Foi erguida para proteger os corpos dos que tinham falecido e sido enterrados recentemente, porque eram roubados para serem vendidos às escolas de medicina, que pagavam muito por eles! Os que roubavam os corpos ficaram conhecidos como Resurrectionists (Ressuscitadores). A torre foi mais tarde usada como residência, até 1955! 😁
O cemitério e a sua torre de vigia!
Durante a subida passei pelo The Burns Monument, que não achei nada de especial! É um monumento circular dedicado a Robert Burns, um dos mais importantes poetas da Escócia! A sua construção foi iniciada em 1831 e antes tinha uma estátua no centro, que foi transferida para a Scottish National Portrait Gallery e que, infelizmente, não fui visitar. Vai ter de ficar para uma próxima visita à cidade! 😉
The Burns Monument
Continuei então a minha caminhada pela Regent Road, que acompanha um bairro lindo e muito tranquilo, cheio de construções espectaculares… uma delas é a The Old Royal High School, também conhecida como New Parliament House.
The Old Royal High School na Regent Road
Antes de chegar ao cimo da colina, já se consegue avistar por completo o Nelson Monument, concluído em 1816. Se aqui chegarem por volta das 13h (assim como no Castelo), podem ver a Time Ball, que é lançada no cimo da torre! Foi criada para que os navios ancorados, no Firth of Forth, conseguissem controlar os seus horários. Aproveito para dizer que caso tenham tempo, passem no Firth of Forth… é um porto lindo com uma fantástica ponte. Foi uma parte da cidade que não consegui visitar e que também já está na lista para quando voltar! 😄
Nelson Monument
Calton Hill merece mesmo ser conhecida! Abrange um parque enorme onde podemos ver o Dugald Stewart Monument, o Crawford Dome, o City Observatory e vários outros pontos interessantes. Um deles é o Monumento Nacional da Escócia, que nunca foi acabado! 😁
Este Monumento Nacional pretendia ser uma cópia exacta do Partenon, em Atenas. Os seus lintéis, só para verem a dimensão da coisa, são os maiores pedaços de pedra que foram extraídos na Escócia e precisaram de 70 homens e 12 cavalos para os levar ao topo da colina. Começou a ser construído em 1822, tendo as suas obras parado por falta de verbas, em 1829… nesse tempo todo apenas construíram as 12 colunas, que se vêem hoje em dia! É importante referir que toda esta zona da cidade, a New Town, foi inspirada na arquitectura grega e romana.
Monumento Nacional da Escócia
Passei um belo bocado a explorar o lugar, que tem vistas fantásticas sobre a cidade. Caso o façam também, reparem nos vários bancos de jardim. Todos pertencem a pessoas diferentes, que os adquiriram e os pagam anualmente. Têm uma pequena placa no meio do seu encosto, sendo dedicados a familiares já falecidos! 😊
Passeando por Calton Hill!
Durante a volta, fui ver uma exposição temporária ao Crawford Dome e acabei por entrar no Nelson Monument, que oferece paisagens incríveis sobre a colina e sobre a cidade. Vale a pena o esforço de subir a escadaria da torre! 😉
Na exposição do Crawford Dome!
Parte da Calton Hill… o City Observatory no meio, com o Crawford Dome à direita!
Deixo ainda a vista que obtive sobre a cidade! No centro da imagem conseguem ver um obelisco, que é o Political Martyrs’ Monument e fica no Old Calton Burial Ground, cemitério para onde fui a seguir, descendo a colina por um caminho diferente do que fiz vindo do Palácio.
Vista sobre a cidade, no cimo do Nelson Monument!
O Old Calton Burial Ground foi o cemitério que mais gostei. Assim como outros cemitérios, tem uma lista com os notáveis que lá estão enterrados e nele podemos admirar o Scottish-American Soldiers Monument. Este monumento, de 1893, é o único dedicado à Guerra Civil Americana, existente fora dos Estados Unidos e a figura de Abraham Lincoln foi a primeira estátua de um presidente americano a ser colocada fora das suas fronteiras.
Scottish-American Soldiers Monument
É neste cemitério que também podemos ver, como já tinha referido, o Political Martyrs’ Monument, um obelisco com 27 metros de altura construído em 1844, tendo sido desenhado por Thomas Hamilton, que está enterrado atrás dele! É dedicado a cinco importantes reformistas, presos pelos seus ideais políticos.
Political Martyrs’ Monument
É impossível passearmos por Edimburgo e não repararmos no Scott Monument, por onde passei a seguir. Espectacular visão, no meio da avenida, que admirei muito por fora, mas onde não entrei. Depois de ter subido ao Nelson Monument e depois de todas as publicações que tinha lido sobre a escadaria do Scott, não me apeteceu fazer o esforço… são 61 metros de altura e 287 degraus! 😆
Scott Monument
A Scottish National Gallery é a galeria com a maior colecção de arte da Escócia, maioritariamente pintura, com obras de conhecidos artistas e de entrada gratuita! Vale a pena a visita, que não demora muito tempo e é bastante agradável. Grandes obras, em tamanho e em qualidade. Fica numa das pontas dos Princes Street Gardens, que percorri depois! 😊
Parte da Scottish National Gallery!
Os Princes Street Gardens separam a Old Town da New Town e são bem bonitos para passear e relaxar, havendo alguns eventos anuais regulares. Estão divididos em duas partes pelo The Mound, uma colina artificial que ligas as duas Towns e onde fica a galeria que acabei de ver, tendo sido inaugurados em 1820! Como vim em Janeiro, não havia assim nada de muito surpreendente para ver em termos de flores ou canteiros! O famoso relógio floral só é feito nos meses de Verão, infelizmente! 😑
Entrando no Princes Street Gardens!
De qualquer maneira, estando ou não florido, o jardim é sempre lindo e durante o passeio encontram-se alguns pontos interessantes, entre as quais a engraçada escultura do Soldado com o Urso Wojtek.
Wojtek foi um urso adoptado pelos homens da 22ª Companhia de Suprimentos de Artilharia do Exército Polaco. Tornou-se soldado e participou na Batalha de Monte Cassino, na Segunda Guerra Mundial, ajudando a descarregar os camiões de alimentos e de munição durante o combate. 😊
Habituado a viver no meio dos soldados, a cerveja passou a ser a sua bebida favorita! No final da guerra foi oferecido ao Zoológico de Edimburgo, onde viveu o resto dos seus dias, tendo morrido em 1963. Era visitado frequentemente por jornalistas do mundo inteiro e por ex-soldados polacos, que lhe forneciam os cigarros que gostava de fumar e até mesmo de comer! 😁
Soldado com o Urso Wojtek
Continuando a percorrer o jardim, cheguei à magnífica RossFountain! Fica mesmo por baixo do monte do Castelo e foi aí instalada em 1872. A fonte foi vista pela primeira vez em 1862, durante a Exposição Internacional de Londres, por um fabricante de armas local chamado Daniel Ross! Em 1869 comprou-a como oferta à cidade, tendo a mesma sido dividida em 122 peças e enviada para os Princes Street Gardens, onde começou a ser montada. Infelizmente, Ross não teve a felicidade de a ver aqui, já que morreu um ano antes da conclusão e inauguração oficial!
Fonte Ross
No final do jardim, ou no princípio caso entrem por esse lado, encontra-se a igreja Parish Church of St. Cuthbert, onde a escritora Agatha Christie casou e que também pode ser visitada. É logo a seguir à fonte e tem um pequeno cemitério ao seu lado!
O interior da Parish Church of St. Cuthbert!
Contornei depois a colina, subindo a King’s Stables Road até chegar à entrada do Castelo, que tem sempre muita animação à volta!
Duas amigas que fiz na zona do Castelo! 😁
Acabei por entrar na Tartan Weaving Mill, uma das mais conhecidas lojas de recordações da cidade com produtos que vão desde os kilts, aos cachecóis, passando pelas varinhas mágicas do Harry Potter, armaduras e coisas do género. Também se podem tirar umas fotos, vestidos com os fatos tradicionais escoceses!
Algumas das muitas varinhas mágicas do Harry Potter, à venda neste local!
No andar de baixo, existe uma pequena fábrica, a única de Edimburgo, com os teares usados para a produção do Tartan, o tecido estampado usado nos trajes típicos nacionais. Está cercada por umas janelas de vidro e com uma placa com informação… quando fui à loja, não estavam a funcionar e pouca visibilidade consegui ter das máquinas! É, por isso, apenas um local de passagem ou para comprar umas recordações!
Alguns dos teares que se podem ver, através do vidro!
Saí da loja e fui até ao The Hub, por onde já tinha passado mas sem parar, por querer chegar ao Castelo antes que disparassem o canhão. Começou por ser igreja mas hoje em dia é a casa do Festival Internacional de Edimburgo, onde se vendem os bilhetes e se fazem alguns dos concertos. O Salão Principal, o Café Hub, a Biblioteca Dunard e a Glass Room são os espaços interiores, utilizados para casamentos, conferências e outros eventos.
The Hub
Dei mais umas voltas nesta zona, tendo começado depois a percorrer toda a High Street. Esta rua liga com a Canongate, que tem alguns pequenos e curiosos museus de entrada gratuita! Quando passei de novo pela Catedral tive a sorte de ver e ouvir um gaiteiro de rua, que era um excelente instrumentista! Espectáculo! 😊
Gaiteiro de rua!
O primeiro onde entrei foio Museum of Edinburgh. A sua exposição é relacionada com a origem e com as lendas e histórias da cidade.
Uma escultura no pátio!
Fica numa mansão do final do séc. XVI, conhecida como a Huntly House e tem uma rica colecção de arte decorativa, que inclui porcelana escocesa de 1760, cerâmica, vidro, trajes, relógios e muito mais.
Algumas das peças em exposição!
É um museu muito pequeno e que se vê rapidamente!
Achei estes uma curte! 😁
Só precisei de atravessar a rua para entrar noutro museu! The People’s Story Museum, também de entrada grátis, é bem engraçado com os seus bonecos de cera a retratar alguns quadros da vida da classe trabalhadora de Edimburgo, num período que vai desde o séc. XVIII até final do séc. XX.
Um dos ‘habitantes’ deste museu!
Tem ainda uma enorme colecção de bandeiras políticas e está localizado no Canongate Tolbooth, um edifício de 1591, que serviu como tribunal e prisão! 😊
Uma tia… Muito fina, na hora do chá! 😁
Como ainda tinha tempo antes do encerramento, que é às 17h, aproveitei e entrei no nostálgico Museum of Childhood! Este museu é um baú de recordações, com todos os brinquedos da nossa infância… jogos, bonecas, peluches, livros, marionetas, carrinhos, consolas… um lugar fantástico para crianças e adultos!
Espectacular talho em miniatura! 😍
Foi o primeiro do mundo com esta temática e está entre um dos mais visitados da cidade. Tem muitas curiosidades e brinquedos do princípio do séc. XIX até aos nossos dias, distribuídos por 5 salas! 😊
Uma consola de jogos desportivos!
Voltei ao quarto, tendo ido depois jantar. Infelizmente, não me recordo do nome do restaurante, mas fica na rua do hotel! A entrada começou muito bem, com umas saborosas bolas de haggis com um delicioso molho de whisky… o problema foi o prato principal, que não recomendo a ninguém! Achei o famoso Fish & Chips, o clássico prato britânico, uma boa porcaria! 😫
Não foi por culpa do restaurante, penso eu, já que as entradas e os restantes componentes do prato eram excelentes. Adoro filetes de peixe mas, mesmo com a maionese, aquilo não sabia a nada. Faltava alho, faltava louro, faltava pimenta, faltava limão, faltava sal, faltava tudo… enfim, a não repetir! 😆
Fish & Chips
Para ajudar à digestão dei mais um passeio pelas redondezas, passando por outra das curiosidades da cidade: uma caixa de correio dourada! Chama-se Chris Hoy Gold Post Box e presta homenagem ao ciclista Chris Hoy, campeão da Escócia, mundial e olímpico. Nos jogos de Pequim em 2008, foi o primeiro britânico, nos últimos 100 anos, a ganhar 3 medalhas de ouro na mesma olimpíada! 😊
Chris Hoy Gold Post Box
Fui beber café a um dos mais conhecidos bares de Edimburgo, o The Three Sisters! Os preços das bebidas são bastante acessíveis e possui vários ambientes, desde a esplanada (que é espectacular e bem espaçosa) até à sala com o snooker, funcionando também como restaurante, pelo que percebi. Vale a pena a visita, quer sozinhos, quer com amigos, apesar de não ter música ao vivo como os outros onde entrei nas noites anteriores!
Parte da esplanada do The Three Sisters!
Acabei a noite, mais uma vez, no The Jazz Bar, onde vi mais dois concertos e comprei outro disco… foi o cd duplo comemorativo do 10º Aniversário do espaço, com 23 magníficas bandas gravadas no local! Uma maravilha! 😉
Uma das bandas da noite!
DIA 4
Comecei o dia no Surgeons’ Hall Museum. Infelizmente, não se podem tirar fotografias no interior, mas fiquei bastante impressionado e recomendo a visita! É um dos museus mais antigos de Edimburgo e apresenta uma enorme colecção de objectos cirúrgicos, próteses dentárias, esqueletos, partes de corpos com deformações e muitas curiosidades. Tem, no seu arquivo, uma carta onde Sir Arthur Conan Doyle diz que o Dr. Joseph Bell, seu professor de medicina, foi a sua fonte de inspiração para a criação do conhecido Sherlock Holmes! 😊
Escultura à entrada do Surgeons’ Hall!
Dirigi-me depois para Cowgate, que é a zona dos bares que tenho frequentado. Claro que durante o dia é completamente diferente e vêem-se alguns pontos bem bonitos e engraçados, como é o caso da vaca cortada ao meio! 😆
A vaca da Cowgate! 😁
Tive de entrar no St Cecilia’s Hall – Concert Room & Music Museum. É mais um museu de entrada gratuita e que vale mesmo a pena ver, ainda por cima para músicos, como é o meu caso! Excelente colecção de instrumentos musicais, em perfeito estado de conservação, distribuídos por várias salas com muito para apreciar! O edifício original data de 1763 e é a sala de concertos mais antiga da Escócia, sendo a segunda mais antiga do Reino Unido!
Dois dos fabulosos teclados! 😍
Muitos dos instrumentos musicais em exposição, principalmente os teclados, são autênticas obras de arte com as suas pinturas e os seus entalhes! Existem também algumas curiosidades, como é o caso do instrumento na foto seguinte! Chama-se Bible Regal e é um pequeno órgão que, depois de guardado na caixa, fica a parecer uma bíblia, sendo facilmente arrumado em qualquer estante! Nunca tinha visto nenhum! 😊
Bible Regal
Saí deste museu e fui, mais uma vez, para a zona do Castelo… pelo caminho encontrei outro gaiteiro, com um traje bem diferente e ainda mais completo que o anterior! 😁
Gaiteiro, com o traje tradicional!
Logo a seguir ao almoço, fui para a Camera Obscura and World of Illusions. A Camera Obscura em si, é algo de espectacular, se pensarmos quando foi idealizada e no seu funcionamento e resultado! Só por isso, já valia a pena a visita que se faz no último andar deste excelente museu, com uma guia que nos explica o funcionamento. A do meu grupo era bem simpática e divertida, enriquecendo ainda mais a experiência! Instalada em 1853, a Camera é uma espécie de periscópio que funciona com espelhos e nos permite ver a cidade toda, em tempo real, projectada num écran circular horizontal. É incrível! 😮
Camera Obscura… uma visita obrigatória! 😊
É de realçar também a excelente vista que se obtém do Castelo e do resto da cidade, no pátio superior do edifício. O resto do museu é uma curte total! Fui sozinho e mesmo assim diverti-me bastante, ou seja, se forem dois ou três amigos aproveitam ainda mais todo o espaço. Jogos e curiosidades, pequenas máquinas ou engenhocas e até umas escadas musicais! Entrem e divirtam-se! 😉
Parte da espectacular vista!
A loja de recordações do museu é uma delícia e torna-se complicado decidir o que comprar, no meio de tanta coisa engraçada e diferente! Não resisti e adquiri o microscópio ‘mais pequeno do mundo’ e um mini-megafone modificador de voz, que a minha sobrinha, na altura com 5 anos, adorou! 😁
Durante a visita, serviram-me como peça de fruta! 😆
Fui andando novamente para o outro lado, começando a sentir uma certa fome. Marquei a visita ao The Real Mary King’s Close e, enquanto esperava, fui provar o famoso Deep-FriedMarsBar, uma barra de chocolate frita! O local escolhido para isso foi o ClamShell, que fica quase em frente ao Mary King’s. Além do chocolate podem comer hambúrgueres ou outros pratos de comida rápida! Muita simpatia e um óptimo serviço… o único problema é ser um espaço muito reduzido!
Deep-Fried Mars Bar
O The Real Mary King’s Close é outro lugar fantástico e que deve ser conhecido! Uma visita bem interessante, com um divertido guia que nos foi descrevendo um pouco do que era a vida naquelas ruas, durante o séc. XVII, com toda a miséria causada pela peste! Algumas das salas têm bonecos representativos dos personagens históricos e das suas condições de vida! Não se podem tirar fotografias, mas tiram-nos uma que depois podemos comprar imprimida como foto ou colocada num porta-chaves ou íman para o frigorífico!
Figura com a máscara que os médicos que tratavam da Peste usavam, em 1645!
Depois do Mary King’s fiz uma caminhada até Dean Village, um dos bairros mais típicos da cidade. Infelizmente, quando lá cheguei já era de noite! Neste local funcionavam os antigos moinhos de água, sendo uma zona muito verde e calma. Fica a meio do Water of Leith Walkway, um percurso sempre à beira do rio, ideal para passeios com a família e amigos e com muito para ver.
Dean Village
Ao voltar para o centro da cidade, tendo sentido alguma sede, resolvi parar no Panda & Sons. Este é outro dos bares mais famosos e icónicos da cidade e percebe-se bem porquê! 😊
A sua fachada é a de uma barbearia, com os preços dos cortes na montra… passa-se por lá e nada nos indica a existência de um bar!
A fachada deste bar ‘secreto’! 😁
O que temos de fazer é entrar e descer umas escadas que ficam à esquerda e nos levam a uma pequena arrecadação, com uma máquina de costura, entre outros objectos, e uma estante cheia de livros, que é a porta disfarçada! Só temos de a puxar e entrar neste bonito estabelecimento, que está no Top 50 dos Melhores Bares de Cocktails, a nível mundial.
A sala por dentro é grande e muito confortável, com vários espaços e recantos. Assim que nos sentamos temos direito a um copo de água e a uma tigela com pipocas! Eu pedi um famoso cocktail da casa, que é servido numa campânula de vidro cheia de fumo. Chama-se Birdcage e é uma maravilha! Vejam a nossa secção de Shorts de Viagens, onde aparece o vídeo desta bebida a ser servida. 😉
A porta secreta! 😍
Quando saí daqui já era um pouco tarde mas depois da caminhada, até ao centro, deu-me fome e tive a sorte de ainda me servirem no Kama Sutra, um dos restaurantes indianos mais concorridos da cidade! Não estava com apetite para mais pratos britânicos! 😆
Parte da sala do Kama Sutra!
O serviço é rápido e a comida deliciosa… podemos pedir umas doses mais pequenas, que funcionam como tapas, se quisermos provar vários pratos! Muito bom! 😊
Uma das entradas que pedi!
Depois do jantar dei mais um passeio pela área e, como não podia deixar de ser, fui acabar a noite no The Jazz Bar! Estava a abarrotar e mais que animado. Assisti a mais dois excelentes concertos, tendo a última banda metido toda a gente aos saltos e a dançar! 😄
A última noite!
DIA 5
A última manhã foi aproveitada para dar mais uma voltinha, vendo alguns pontos novos antes de apanhar o Airlink Bus para o aeroporto. 😊
O primeiro local onde parei foi no New College– School of Divinity! Este edifício histórico, que faz parte da Universidade de Edimburgo, é um dos mais renomados centros de Teologia e Estudos Religiosos do Reino Unido, tendo alunos provenientes de mais de 30 países.
New College – School of Divinity
No interior do seu pátio existe um espaço, entre as suas torres, que nos permitem ver The Hub! Caso por lá passem tentem tirar uma foto melhor que a minha, que ficou uma porcaria… o lugar merece! 😁
New College com o The Hub, por cima das portas!
A visita final foi a uma das ruas históricas mais famosas de Edimburgo, a Victoria Street. Foi construída entre 1829 e 1834 e as suas fachadas coloridas fazem com que seja uma das mais fotografadas da cidade!
Achei formidável parte dos prédios terem sido construídos por cima dos outros, ou algo assim, o que faz com que esse lado da rua tenha uma varanda com esplanadas e lojas, permitindo que se caminhe nos ‘telhados’ das outras casas… quem não deve gostar muito disso são as pessoas que vivem na parte de baixo, ouvindo passos o dia todo! 😆
Victoria Street
Acabado o passeio, segui para o aeroporto, onde aproveitei o tempo que me restava para almoçar num divertido restaurante japonês. O balcão era rotativo, só temos de nos sentarmos e irmos tirando o sushi que nos apetece… a conta é depois feita pela cor das embalagens que tirámos! 😁
Sushi no Aeroporto!
Não podia acabar sem deixar a fotografia do dinheiro usado, que já vai sendo tradição! A unidade monetária é a Libra, usada em todo o Reino Unido. A libra esterlina escocesa é cunhada com imagens diferentes da inglesa, mas ambas são aceites. Para ter acesso a elas, fiz como faço sempre, levantei dinheiro na primeira caixa multibanco que vi! 😉
Libras escocesas!
Não sei se perceberam mas neste roteiro andei, por vezes, aos zigue-zagues pela cidade. Foi a minha primeira viagem sozinho e deixei-me ir ‘ao sabor do vento’! Umas vezes devido ao tempo que queria perder em cada lugar, outras por haver demasiadas filas quando por lá passei e outras por não ser o que me apetecia no momento… isso fez com que andasse muito de um lado para o outro e repetisse localizações sem necessidade, podendo ter aproveitado melhor o tempo! 😅
Assim, quando programarem o vosso trajecto, tenham em atenção que a Camera Obscura, por exemplo, fica na zona do Castelo, assim como The Hub e a Tartan Weaving Mill, podendo ser tudo visto de seguida. O mesmo acontece para a Catedral e o Mary King’s Close, que ficam muito perto um do outro. 😉
Os dias passaram a correr e deixaram saudades! Como fui referindo, durante a descrição, houve lugares que ficaram por ver. Além desses que assinalei, ainda me faltou fazer a Scotch Whisky Experience, visitar o Real Jardim Botânico, a Gladstones’ Land, o Museum on the Mound e o Museu dos Escritores, entre outros. Queria ter subido ao Arthur’s Seat, ter entrado a bordo do Royal Yacht Britannia, ter visitado a The Georgian House e o Lauriston Castle, com os seus jardins, e ainda queria ter feito todo o Water of Leith Walkay, visitando Dean Village durante o dia. Está decidido que tenho roteiro para mais cinco dias e que é obrigatória nova visita à cidade! 😁
Espero que tenham gostado do Roteiro e que seja útil para a planificação do vosso! Qualquer dúvida que tenham, podem deixar nos comentários que ajudo no que for possível… boa viagem! 😊
Buda e Peste, cada uma na sua margem do rio Danúbio, formam a cidade que é considerada uma das mais bonitas e visitadas da Europa! A nossa viagem foi feita em Novembro, de 2018, e éramos um grupo de 5 pessoas. O percurso que aqui apresento foi o resultado de várias pesquisas em blogs, grupos e sites de avaliações e de viagens!
Voámos, a partir de Lisboa, pela Wizz Air e como fomos no final do mês, já apanhámos os mercados de Natal. Ficámos instalados no Ibis Budapest Centrum. Este alojamento fica no lado de Peste, perto do Mercado Central e da Ponte da Liberdade. Ao lado do hotel fica um dos excelentes bares em ruínas, assim como vários outros cafés e restaurantes. A Sinagoga e o MuseuNacional também ficam relativamente perto, havendo a poucos metros uma estação de metro e várias paragens de autocarros!
O meu quarto!
Chegámos a Budapeste perto da 1h da manhã e o que fizemos foi ir directos para o hotel. Caso reservem transfer, o estacionamento fica no exterior do aeroporto, no lado direito, e temos de descer umas escadas para chegar a ele. Não esperem ajuda ou indicações por parte da polícia ou da população local… geralmente fingem que não percebem ou dizem que não sabem! 😒
O bar do hotel!
A moeda local é o Forint Húngaro e 1€ valia, na altura, aproximadamente 370, 50Ft. Geralmente, o que faço é levantar dinheiro na primeira caixa multibanco que vejo… é a maneira mais simples e que evita termos de recorrer a casas de câmbio! 😉
O dinheiro local!
DIA 1
De manhã, depois de um excelente pequeno-almoço, começámos a nossa exploração ao lado Peste… Saímos do hotel e fomos passeando pela cidade!
A primeira coisa que vimos, à saída do hotel, foi esta livraria de rua!
A primeira paragem foi no New York Palace Budapest! O seu edifício, do século XIX, e o seu interior são lindos, com várias salas onde podemos beber café ou comer, sempre acompanhados com o som de piano, tocado ao vivo.
Pormenor da entrada e parte da primeira sala!
Vale a pena a visita, nem que seja só para ver o espaço! Aviso que é um lugar com preços elevados e que se paga por uma ‘bica’, por exemplo, qualquer coisa como 7,50€!
Outra sala do New York Palace!
Daqui seguimos para a Grande Sinagoga (Nagy Zsinagoga). Além de ser bem bonita como templo, temos de ter em conta que também é um magnifico memorial aos judeus assassinados! O seu jardim, com as várias homenagens e as suas inúmeras campas, mantém viva a memória do holocausto! Dentro deste complexo, podemos também visitar o Museu Judaico. É a segunda maior sinagoga do mundo, só sendo ultrapassada pela de Jerusalém!
As mulheres não podem entrar com saias acima dos joelhos e os homens não podem ir de cabeça destapada recebendo, por isso, um quipá à entrada que têm de usar durante a visita! 😊
Grande Sinagoga
No cemitério lateral da Grande Sinagoga estão enterrados mais de 2.000 judeus, que foram torturados e assassinados em Budapeste. Numa das zonas do jardim podemos ver o Holocausto Memorial Hall, com pequenas gavetas com pedras e com a inscrição do nome das vítimas.
Parte do Holocausto Memorial Hall!
Existe ainda a campa simbólica de Raoul Wallenberg, que foi um arquitecto, diplomata e empresário sueco conhecido por ter salvo milhares de judeus, usando para isso passaportes especiais. Nessa campa aparecem também os nomes de dois diplomatas portugueses, Carlos de Liz-Teixeira Branquinho e Carlos Sampaio Garrido, homenageados por também terem salvo judeus e relembrados em várias zonas da cidade.
Uma das homenagens mais conhecidas, e que nunca deixa ninguém indiferente, é a ‘Árvore da Vida’… um salgueiro-chorão em aço, feito por Imre Varga. Cada uma das suas folhas tem o nome de um judeu assassinado!
Árvore da Vida
Algumas das folhas da Árvore da Vida!
Como tínhamos tomado um bom pequeno-almoço, resolvemos fazer um almoço tardio e aproveitar a manhã para visitar o Hungarian National Museum!
Museu Nacional Húngaro
Vale a pena entrar e ver a enorme colecção apresentada neste museu, que vai desde os instrumentos musicais, passando por achados arqueológicos, joalharia, objectos judaicos e muito mais! São muitas salas, com os mais variados temas relacionados com a história deste país!
Parte da exposição, presente numa das muitas salas!
Depois da visita a este museu, fomos então almoçar! O restaurante escolhido foi o Rostélyos Restaurant. Lugar pequeno, mas muito agradável, que fica em frente ao hotel! Excelente atendimento e pratos bem apresentados e com óptimo sabor. Preço médio, em relação a muitos outros locais em Budapeste! Alguns dos pratos que pedimos foram Gulyás, uma sopa mais conhecida como goulash, e Paprikás Csirke com Galuska(ou Nokedli), que é galinha com molho de paprica e uma massa tradicional apresentada em forma de bolinhas disformes. A paprica (ou colorau) é usada em muitos pratos e um dos mais conhecidos ingredientes da comida típica húngara.
Fachada do Rostélyos Restaurant
Depois do almoço, resolvemos ir beber um cafézinho ao Zoo Cafe. A ideia deste local é fabulosa… são vários os animais que se encontram neste café e que vão sendo colocados, caso queiramos, nas nossas mesas! Coelhos, iguanas, camaleões, tucanos, gatos, aranhas, cobras… um lugar muito especial e de fácil acesso, na zona do Mercado Central! Foi a primeira e única vez que vi um coelho a beber sumo, de uma caneca, por uma palhinha! 😆
Um dos habitantes do Zoo Cafe!
Nesta altura do ano a noite cai muito cedo! Quando saímos do Zoo Cafe já estava a escurecer, apesar de ainda só serem 17h… pareceu-nos o equivalente às nossas 20h. Assim, o que fizemos foi passear pela zona do Mercado Central, atravessar a Ponte da Liberdade (que para mim é a mais bonita) e percorrer a margem do rio, voltando depois por uma avenida paralela, mas já dentro da cidade.
Mercado Central
Na zona do mercado, ainda passámos no For Sale Pub que é bem curioso, em termos decorativos, por ter o tecto e as paredes completamente cobertas com folhas de papel penduradas!
For Sale Pub
Ponte da Liberdade (Szabadság Híd )
DIA 2
O dia seguinte foi novamente dedicado ao lado Peste, começando com uma pequena caminhada.
Passeando…
Alguma da arte urbana, que se vê durante os passeios pela cidade!
Fomos conhecer a Basílica de Santo Estevão (Szent Istvan Bazilika). É obrigatória a visita a este templo! Enorme, grandioso e com uma riqueza assombrosa. Tudo em mármore e com muito ouro!
A fachada da Basílica e um pormenor do seu interior!
Além da Basílica, pode-se ver o tesouro (elevador do lado direito) e a abóbada (elevador do lado esquerdo).
A bonita torre!
A abóbada tem uma espectacular vista de 360º sobre a cidade! 😉
Parte da vista que se tem da Abóbada!
Depois de sairmos da Basílica, fomos beber um café ao ‘Costa Coffee Hungary‘, que fica na avenida em frente ao templo! Apesar de já ter ido a alguns, noutras cidades, achei este bem acima da média em termos de serviço e de produtos.
Antes de lá chegar, demos de caras com a The Fat Policeman Statue… Dizem que fazer festas, na sua barriga, dá sorte! Pelo que consegui perceber, a estátua representa o avô do escultor, que era um polícia local, vestido com a sua farda cerimonial! 😊
O engraçado ‘Polícia Gordo’!
Daqui continuámos o nosso passeio e fomos em direcção ao Memorial to the Victims of the German Invasion. Este Memorial da Ocupação Alemã é bastante controverso e criticado pela população local, que mantém junto a ele, como se pode ver na imagem, os objectos dos judeus húngaros assassinados! Culpam o governo e as suas leis por isso. Fica sempre aqui alguém, permanentemente, para impedir que a polícia e o governo retirem os objectos! Muito significativo… A zona em redor é bastante calma e com vários monumentos para ver.
Memorial às Vítimas da Ocupação Alemã
A Praça da Liberdade, também bastante bonita, fica um pouco mais acima!
Praça da Liberdade
O caminho continuou em direcção ao Danúbio e ao Parlamento! A cidade é muito calma e segura, podendo esta zona ser toda feita a pé… o lado Peste é a área plana da cidade!
A chegar ao Parlamento!
As visitas ao interior do Parlamento só podem ser feitas com guia e necessitam de ser marcadas previamente! As reservas podem ser feitas online ou no local (apesar de ser mais difícil e de haver sempre filas enormes). Não existem visitas em português!
Parlamento de Budapeste
Além do Parlamento, há mais para ver nesta parte da cidade. O exterior e a vizinhança do Parlamento, em ambos os lados, é rica em atracções e monumentos. Um dos que mais me impressionou foram os Sapatos à Beira do Danúbio.
Estes sapatos são réplicas dos que eram usados pelos judeus húngaros, que foram obrigados a descalçar-se antes de serem mortos a tiro e atirados ao rio! São dezenas de sapatos de crianças e adultos, assassinados pelos membros da Cruz de Ferro (o partido húngaro nazi). O pormenor dos sapatos é enorme, tendo alguns deles flores e outros atacadores ou outro tipo de acessórios, colocados pela população, que continua a prestar homenagem!
Sapatos à Beira do Danúbio
Neste lado do Parlamento, pode ainda ser vista a estátua de Attila József, um poeta húngaro, que está sentado nas escadas laterais. Este escritor pertenceu ao Partido Comunista, tendo sido expulso por causas desconhecidas. Morreu aos 32 anos, esmagado por um comboio enquanto andava na linha. Existem dúvidas sobre a sua morte, sendo considerada acidente por uns especialistas e suicídio por outros.
Attila József
Depois de vermos este lado, contornámos o Parlamento e demos mais umas voltas pela zona, que tem várias praças, esculturas e outros pontos de interesse. O Museu Etnográfico também fica aqui, mas não o fomos visitar.
Fachada do Museu Etnográfico
Aqui perto encontrámos uma engraçada e curiosa ponte, com uma figura no centro do seu tabuleiro. Era o Monument to Imre Nagy/Remembrance Day (Oct. 23), que entretanto foi retirado e colocado noutro local, causando alguma polémica e revolta por parte da população. Imre Nagy foi um político conhecido pela sua oposição ao regime soviético. Foi executado e enterrado, em segredo, em 1958! Junto desta ponte, estavam sempre coroas de flores, colocadas pela população. Claro que toda a gente tira fotografias na ponte, ao lado do senhor… nós fizemos o mesmo! 😊
Na rua do lado direito, encontra-se o Museu do Chocolate, que tem uma excelente cafetaria no rés-do-chão!
Monument to Imre Nagy
Demos mais uma volta pela zona e ainda passámos pela Estátua de Lajos Kossuth e pelo Monumento a István Tisza, dois políticos húngaros.
Estátua de Lajos Kossuth
Monumento a István Tisza
Acabámos por ir à procura da estátua de Columbo, o detective da conhecida série de televisão.
Columbo e o cão!
O homem está com o seu cão a tentar desvendar um crime… Podem ajudar a personagem a encontrar o cadáver, que está por perto! 😆
Esta é a vítima do crime!!
Depois de ajudarmos a resolver o crime, fomos em direcção à Margaret Island. Esta ilha tem um acesso bastante fácil, através da ponte com o mesmo nome!
Já a sairmos da Ponte Margaret, no lado da Ilha
É Um bom local para passear a pé ou alugando um dos carrinhos eléctricos, ou bicicletas, que estão disponíveis à entrada! A maior atracção da ilha é a Fonte Musical, mas está desligada durante o Inverno!
No carrinho, prontos para começar a explorar a Ilha! 🤣
Passa-se através de algumas ruínas e de um pequeno jardim japonês, dispondo ainda de um mini-zoo, de um depósito de água antigo e do hotel, que fica no outro extremo! Agradável para passear… Tem uma zona de areia, situada por baixo da ponte que é bastante frequentada e acessível por um caminho que fica na margem esquerda!
Passeando pelos jardins da ilha!
Como já estava a ficar tarde, abandonámos a ilha e fomos aquecer-nos numa pastelaria, onde comemos uns bolinhos e nos serviram um excelente chocolate quente com marshmallows e uns cappuccinos coloridos… o meu era azul! 😊
Uma maravilha… 😊
Quando acabamos este lanche, já estava escuro na rua! Fomos em direcção ao hotel, pela margem do rio, para descansar um pouco antes de irmos jantar. 😉
Fazendo o caminho de volta ao hotel… Ponte das Correntes e Castelo de Buda!
Pelo caminho, vimos a Girl With Her Dog Statue! Outra daquelas estátuas que se vai encontrando ao passear por esta bonita cidade, que tem sempre algo para ver! Os pormenores e o resultado final estão bastante bem conseguidos, assim como a sua localização e enquadramento!
Estátua da Rapariga com o seu Cão!
Depois de uma hora e meia de descanso, no hotel, saímos e fomos à procura de jantar… Acabámos por entrar no Gulyás Étterem / Goulash Restaurant, para saborear novamente a comida tradicional! Já que era o nome do restaurante, comecei novamente a refeição com mais um goulash. A bebida escolhida, no meu caso, foi a limonada. É a bebida sem álcool mais vendida na cidade, encontrando-se de vários tipos, nas ementas de todos os restaurantes… aqui bebi uma de limão e laranja! 😁
Este é um pequeno restaurante, muito simples, mas com excelente comida! Uma carta sem muita variedade, mas tudo com excelente apresentação e óptimo sabor. Os legumes grelhados são muitos bons, assim como o pato e o saboroso piano de porco!
Legumes Grelhados
Depois do jantar, para ajudar à digestão, demos mais um passeio pela cidade. Durante esta altura do ano, por ser próximo do Natal, já encontrámos vários mercados e muita animação de rua.
DIA 3
O dia seguinte foi destinado a percorrer a Avenida Andrássy, considerada a mais importante de Budapeste! Remonta ao ano de 1872 e foi incluída no Património Mundial da Humanidade, em 2002. Tem vários monumentos, lindas fachadas históricas e muitos pontos de interesse, ao longo do seu percurso.
Um dos primeiros locais onde parámos foi na Ópera de Budapeste, criada pelo arquiteto húngaro Miklós Ybl, e um dos edifícios neorrenascentistas mais importantes do país. Foi financiada por Francisco José I, imperador da Áustria, com a condição de que esta não fosse maior que a Ópera de Viena. Podem-se marcar visitas guiadas, em várias línguas, mas nós decidimos não o fazer. De qualquer modo, vale a pena entrar nem que seja só para ver a primeira sala, onde estão as bilheteiras! 😉
A zona das bilheteiras!
Logo um pouco mais à frente, seguindo em direcção à Praça dos Heróis, fica a Terror Haza (Casa do Terror). Este museu é dedicado aos regimes fascistas e comunistas da Hungria e é um memorial a todos os que foram interrogados, torturados e executados durante esse período. Nós não o visitámos, mas pelas críticas que tenho lido, isso vai ter de ser feito quando voltar à cidade! 😉
Pormenor da fachada da Terror Haza, que tem as fotografias das vítimas do regime.
No mesmo local, em frente, fica o Monumento da Cortina de Ferro. Este representa a divisão da Europa em duas partes, ou blocos, durante a Guerra Fria.
Cortina de Ferro
Seguimos pela avenida e fomos até à Praça dos Heróis, que é uma visita obrigatória. É uma praça enorme, com um monumento central, sempre cheia de turistas e que acaba por funcionar como entrada para o Parque da Cidade! Tem o Museu das Belas Artes no lado esquerdo e o Palácio das Artes no lado direito! Optámos por visitar apenas o Museu das Belas Artes, que tem também uma excelente cafetaria.
Praça dos Heróis
O Museu das Belas Artes(Szépmüvészeti Múzeum) foi construído entre 1900 e 1906, num estilo neoclássico. Possui a segunda maior colecção de arte egípcia da Europa e, além disso, tem secções de pintura e escultura antiga, uma colecção gráfica e uma colecção moderna.
Museu das Belas Artes
Conta com 300 quadros de mestres como Rafael, Rembrandt, El Greco, Velasquez e Goya. Tem também uma pequena escultura equestre, de Leonardo da Vinci.
Visitando o Museu!
Depois de visto o museu, seguindo pelo lado esquerdo da Praça dos Heróis, fomos conhecer o Jardim Zoológico, perto das termas e do circo que fica à frente das mesmas! Foi uma visita que não me deixou bem impressionado.
A zona dos flamingos!
O espaço e a decoração do zoo são bonitas, mas achei que algumas das jaulas e das secções podiam estar melhor cuidadas e limpas, apesar dos animais parecerem saudáveis! Havia zonas interiores com um mau cheiro intenso e a manutenção pareceu-me, por isso, descuidada. De qualquer modo, é um zoo interessante e com muita diversidade de animais, divididos de acordo com a espécie e a origem geográfica!
Uma das zonas que mais gostei… Permite contacto com os animais!
Depois do Zoo, resolvemos ir espreitar o Capital Circus de Budapeste! Este circo foi aberto em 1889, mudando de sítio várias vezes. Em 1971, fixou-se no local onde está agora, sendo o único circo ‘dentro de casa’ da Europa Central. Caso queiram ver o espectáculo, as sessões diárias são às 15h. Podem comprar o bilhete no local ou no site oficial.
No final da sessão… agradecimento!
Depois do circo, nada como uma ida às Termas Széchenyi, que são as mais famosas e conhecidas da cidade… Vale a pena perderem duas horinhas de molho, depois da caminhada pela Avenida! Caso não tenham levado, eles alugam roupa de banho, toalhas e esse tipo de coisas, mas aconselho a levarem as vossas. De qualquer modo, vão ter de alugar pelo menos uma cabine, para se trocarem, ou um cacifo para guardar os vossos pertences, se já levarem a roupa por baixo ou numa mochila, mas assim vão ter de se despir (ou trocar) nos balneários, com muito menos privacidade! Tudo funciona através de uma pulseira, que serve de chave, e os preços variam de acordo com aquilo e com o tempo que pretenderem!
Termas Széchenyi
Depois das Termas, entrámos no enorme Parque da Cidade e fomos para a zona do Castelo Vajdahunyad. À entrada deste castelo estão várias barracas com muita comida, doces, artesanato regional e outras recordações!
O castelo é engraçado, com as suas diferentes fachadas. Foi construído em 1896, como parte de uma exposição mundial, e pretende mostrar a evolução arquitectónica húngara ao longo dos séculos. Os seus lados são cópias de vários edifícios históricos espalhados por várias cidades do antigo Reino da Hungria. Estava fechado quando aqui estivemos, mas costuma ser palco de concertos, festivais e algumas exposições.
Chegando ao Castelo!
Nas praças que o rodeiam existe muita animação, com música ao vivo e milhares de turistas… demasiada gente, para mim, não devíamos ter vindo ao fim de semana! Perto do castelo ficam ainda um lago com barcos e uma pista de patinagem no gelo.
Foi aqui que provei o meu primeiro Lángos, uma especialidade húngara, muito saborosa e apresentada com vários recheios, doces e salgados! Também comemos, no mesmo local, outro snack húngaro que consiste num crepe enrolado e recheado (no nosso caso) com galinha e muitos legumes, o Palacsinta!
O delicioso Lángos!
É aqui também que está a Anonymus Szobor! Uma engraçada estátua, que representa um escritor cuja identidade é desconhecida… Sabe-se que foi notário de Béla III e que foi ele quem escreveu ‘Gesta Hungarorum’, as crónicas dos feitos dos húngaros. É óptima para tirar fotografias, como todos estavam a fazer, e dizem que tocar nela dá sorte, mas estava tanta gente no local que nem nos lembrámos disso! 😁
Anonymus!
No mesmo local, ainda podemos visitar a Jáki Kápolna. A capela é linda, vista por fora e enquadrada no castelo. Por dentro achei demasiado normal e vulgar, com pouca riqueza e ornamentações, comparando com outros templos na cidade!
Capela Jáki
Um amigo que fiz, à porta da Capela! 😁
Demos mais umas voltas pelo Parque da Cidade e apanhámos um táxi de volta para a zona do hotel, com um motorista bem simpático, que nos levou aos cinco no carro… um de nós foi meio deitado em cima dos outros, no banco de trás! 🤣
Antes do jantar, ainda fomos visitar mais dois locais, o Miniversum e a 3D GalleryBudapest, que fecham mais tarde que os outros museus e atracções da cidade.
O Miniversum, embora não seja tão grande e tão completo como o Kolejkowo em Wroclaw (Polónia), é igualmente interessante e impressionante, sendo mais interactivo que o referido! Podemos ver toda a cidade, com todas as zonas importantes em miniatura, bem como os campos e as áreas envolventes. As linhas de comboio a funcionar, a população, as actividades locais, tudo com um incrível detalhe.
Miniversum
Além da Hungria, ainda exibe zonas da Áustria e da Alemanha. Uma coisa que achei genial foi o facto de mostrarem as cidades com o ciclo solar. Regularmente, ouve-se um aviso e escurece ou amanhece! Espectacular! 😊
O Miniversum a simular a noite, para vermos a iluminação das cidades!
A 3D Gallery Budapest é do mais divertido que possa haver e proporcionou-nos umas boas gargalhadas! Antes de mais, devo realçar a boa disposição, paciência e simpatia das funcionárias, que tornaram a visita ainda mais divertida! Há sempre uma ou duas que nos acompanham e nos tiram fotografias, sugerindo posições e ângulos para as nossas próprias fotos.
Algumas das fotos tiradas nesta divertida galeria! 😁
A galeria é uma curte, com uma série de quadros onde podemos tirar fotos em diferentes situações! As fotografias, que as colaboradoras nos tiram, podem ser transformadas numa foto, ou íman, que nos é oferecido no final da visita. 😊
Foto de Grupo
Depois de nos termos alimentado, demos uma voltinha pela cidade. As ruas, já decoradas para o Natal, estavam sempre bastante animadas e repletas de pessoas e muito movimento.
Passeio nocturno!
Continuando a volta…
A meio do passeio, resolvemos beber uma bica e descansar no Café Gerbeaud, outro dos estabelecimentos históricos de Budapeste, que está aberto desde 1858! É composto por várias salas e a sua decoração engloba vários estilos, com mármore, madeiras exóticas e bronze. Tem uma boa variedade de chocolates quentes e de bolos típicos da Hungria, servindo também refeições. Apesar da qualidade dos produtos, o atendimento não é nada de especial e é um dos locais mais caros da cidade. Éramos 5 pessoas e entre os cafés, águas e cappuccinos gastámos aqui cerca de 70 euros.
Uma das salas do Café Gerbeaud!
Devido à fama deste café, decidi que seria aqui que iria provar Dobos Torta, um doce tradicional deste país. É um bolo com 7 camadas finas, recheadas de chocolate e coberto com caramelo. Existem simples e existem revestidos com frutos secos, que podem ser avelãs, nozes, castanhas ou amêndoas. 😊
Outras das salas e uma fatia de Dobos Torta!
Depois desta pausa, fomos acabar a noite no Danube Palace… Não podíamos perder a oportunidade de assistir a um verdadeiro espectáculo de música e dança húngara!
Este edifício foi construído entre 1883 e 1885 e renovado em 1941, tendo sido uma espécie de clube com divertimentos para os aristocratas. O palácio tem 3 salas e conta ainda com um restaurante! São várias as utilizações das salas e os espectáculos a decorrer ao mesmo tempo… na noite que aqui estivemos, estavam a haver apresentações em dois andares!
O palco, momentos antes de começar a apresentação!
Aquele que vimos teve duas partes de 45 minutos, com um intervalo no meio. Foi uma actuação surpreendente e que superou todas as minhas expectativas, quer pela qualidade dos músicos quer pela destreza, agilidade e coordenação dos bailarinos, com várias mudanças de roupa e estilos de danças tradicionais diferentes. Nem demos pelo tempo passar… recomenda-se! 😍
Durante uma das danças apresentadas!
DIa 4
O quarto dia começou com a passagem pela Ponte da Liberdade, em direcção ao lado Buda! A ponte deixa-nos perto das famosas Termas e Hotel Gellért, que ficam em frente à maravilhosa Budapest Cave Church.
Atravessando a ponte… na esquerda o Hotel e Termas Gellért, em frente a Igreja na Gruta e à direita, em cima, o Monumento da Liberdade (Citadella)!
A igreja é magnífica… pequena, linda, com as suas várias capelas inseridas na gruta! Não sei se é habitual, mas fomos a um domingo e a bilheteira estava fechada. Como não estava lá ninguém, mas a porta estava aberta, entrámos sem pagar e vimos sem guia, ao nosso ritmo, com muita calma e sossego! Foi uma excelente maneira de começarmos este dia e é outra daquelas visitas que considero obrigatórias! 😊
Igreja na Gruta
Quando saímos da Igreja começámos a subir até à Citadella, o ponto mais alto de Budapeste! Foi acabada de construir em 1854 e tem lá dentro um bunker que pode ser visitado, infelizmente encerrado quando aqui estivemos. Lá em cima podemos ver também o Monumento da Liberdade, uma das estátuas mais fotografadas da cidade. Para quem, como nós, quiser ir a pé, existem pelo menos dois caminhos para lá chegar. Nós subimos a partir da Praça Szent Gellért, mas aviso que é cansativo e que existem várias bifurcações… tenham cuidado para não se enganarem! 😁
A subida que fizemos e o Monumento da Liberdade!
Depois da Citadella, descemos por um caminho diferente e fomos em direcção ao Castelo de Buda!
Descendo a Gellért Hill!
O caminho, junto ao rio, é bem bonito e com vários pontos de interesse. Passa-se pelas Rudas Baths, umas termas bem agradáveis, e por alguns museus e galerias! Como o nosso objectivo era mesmo visitar o Castelo, apenas parámos na Ybl Budai Kreatív Ház, uma galeria com um engraçado leão à porta onde vimos uma pequena exposição de arte moderna!
Entrada da Ybl Budai Kreatív Ház.
Uma das instalações da exposição!
Quase em frente, fica Várkapitányság, que tem umas impressionantes estátuas junto à fachada. Penso que seja onde estão localizados os serviços administrativos e os escritórios do castelo.
Fachada da Várkapitányság!
Existem várias maneiras de chegar ao Castelo de Buda! Nós resolvemos entrar pelos jardins, chamados de Várkert Bazár.
Percorrendo o jardim…
Aqui fica uma escada rolante que nos leva de graça, e muito rapidamente, para a zona principal do complexo! Evita-se ter de pagar e ter de esperar na enorme fila para o Funicular! Além disso, os jardins são bem bonitos e interessantes! 😉
Indo para a escada rolante, ao fundo!
Dentro do castelo, visitámos o Budapesti Történeti Múzeum, que é enorme! É um espaço fabuloso que apresenta inúmeras peças de arte relacionadas com a história do país. Pintura, escultura, vestuário, armas, arte sacra e uma espectacular cave, que achei impressionante!
Algumas das peças do Budapesti Történeti Múzeum.
O complexo do castelo tem muito que ver, mesmo para quem não estiver interessado em visitar o museu… os seus pátios e recantos são ricos em estátuas e ornamentações!
Na praça do Castelo de Buda!
Depois da visita ao Castelo, fomos em direcção ao Bastião dos Pescadores, tendo feito uma paragem para uma visita a um macabro lugar… o Labirinto do Drácula!
É um curioso e divertido labirinto, rodeado de algumas lendas, onde esteve aprisionado Vlad, o Drácula! É interessante a visita pelos seus corredores, onde se encontram algumas salas com manequins e objectos usados pelo Conde e seus convidados, mostrando como viviam no local. Apesar de ser prisioneiro, este conhecido personagem foi fazendo alianças com outros criminosos e acabou por transformar o sítio numa espécie de palácio subterrâneo.
Uma das salas do Labirinto!
O labirinto tem cerca de 1.000 metros abertos ao público, sendo feita uma previsão de meia hora por visita. Os corredores estão marcados e alguns estão fechados, por segurança, mas aviso que é um lugar pouco iluminado e que irá ser necessário o uso da lanterna do telemóvel em várias passagens! Algumas das marcas estão meio apagadas… tenham cuidado e não se percam, que foi o que aconteceu com alguns membros do nosso grupo! 🤣
Mais figuras que se encontram e alguns dos corredores por onde se passa!
Quando saímos do Labirinto já estava a escurecer! Resolvemos, por isso, dar apenas mais uma volta pela zona… passámos pela Igreja de São Matias e pelo Bastião dos Pescadores, sem perder muito tempo porque no dia seguinte iríamos voltar aqui. Descemos em direcção à Ponte das Correntes. Atravessámos e fomos passeando pela cidade até chegarmos ao Gulyás Étterem, onde resolvemos jantar.
Bastião dos Pescadores
DIA 5
O dia 5 foi novamente dedicado a Buda, tendo começado nas termas Rudas Baths. Nestas termas fomos recebidos também com muita simpatia… são pequenas, simples e sem muitos luxos. Têm uma cafetaria à entrada e uma fantástica piscina de água quente no terraço da cobertura! 😊
Entrada para os Banhos!
Depois das termas passámos pelo Funicular, que não usámos novamente, e subimos por um acesso que nos deixou perto do Bastião. Acabámos por fazer uma visita à Casa de Houdini! Fomos visitar este museu, aproveitando o facto de termos almoçado no restaurante que está mesmo em frente, que é bem barato e bom, funcionando tipo buffet… é o Vár Bistro!
O Funicular e a peça de decoração que estava à entrada do restaurante!
Na Casa de Houdini fomos recebidos com muitos sorrisos, por duas simpáticas recepcionistas, tendo uma delas sido a guia da nossa visita a este pequeno museu! Fez-nos uma explicação bem detalhada sobre a vida de Houdini, enquanto víamos alguns objectos pessoais e algumas réplicas dos materiais usados por este ilusionista.
A entrada da Casa de Houdini e a minha mãe a fugir de um cofre!
No final da visita, tivemos direito a assistir a um curto, mas engraçado e divertido, show de magia! Impecável! Comprei umas algemas em miniatura, como recordação!
A nossa guia a mostrar como se fazem alguns truques e o Mágico do espectáculo que se vê no local!
A próxima atracção a ser visitada foi a Igreja de São Matias, que tinha sido vista só por fora. É outro dos locais de culto de Budapeste que merece ser conhecido! Foi construída entre os séculos XIII e XV, tendo sofrido transformações no final do séc. XIX. Esta igreja é deslumbrante, começando logo pelo telhado colorido e por todo o seu exterior… além de que a zona onde está, junto ao Bastião dos Pescadores, é linda e muito calma, apesar de muito turística!
O interior da igreja é muito rico em decorações, com alguns pormenores fascinantes. Além das suas capelas e altares, passam-se por várias divisões, com muitas peças em exposição. Podem ser aqui vistos os túmulos de Bela III e da sua esposa Anne de Châtillon e uma réplica das jóias da coroa, além de escudos, incríveis frescos e bonitos vitrais. Podemos também subir os 197 degraus da sua torre, restaurada e aberta em 2015, obtendo uma excelente vista da cidade.
O exterior da Igreja, um dos altares e o túmulo de Bela III e Anne de Châtillon.
O espectacular Bastião dos Pescadores é um excelente sítio para passear sendo calmo e seguro, apesar da quantidade de pessoas que visitam este local! É facilmente acessível para quem vem do Castelo de Buda e outra maneira fácil de cá chegar é fazendo uma subida que começa logo a seguir ao arco do viaduto e à rotunda da Ponte das Correntes… É um trilho que se faz por dentro do pequeno monte, que fica por baixo do Bastião!
Bastião dos Pescadores
São muitos os museus e os pontos de interesse nesta parte da cidade. Façam uma pesquisa, pode ser que gostem das temáticas! Lembro-me de ter passado pelo Museu dos Telefones que, infelizmente, estava fechado nesse dia e sei que existe também um Museu da História Militar.
Continuámos a nossa exploração à zona e encontrámos a Igreja de Santa Maria Madalena, ou melhor, a torre da igreja porque o resto foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial! Restam apenas a torre, o chão, uma janela e pouco mais, deste templo do século XIII. Os sinos da torre continuam a funcionar e li em algum lado que se pode subir ao topo, para admirar a paisagem.
Torre e Janela da Igreja de Santa Maria Madalena!
No final da tarde, ainda houve tempo para visitar a Koller Gallery! A primeira coisa a dizer desta galeria é que a entrada é grátis! É uma casa-museu-galeria, onde muitas das peças que estão em exposição estão à venda. São vários pisos e um jardim, que podem ser visitados e onde se vêem quadros e esculturas espectaculares… o jardim, para mim, é a melhor parte… pequeno mas com algumas esculturas que valem bem a pena ser admiradas! Quando acabámos a visita tivemos uma divertida conversa com a recepcionista, que falava português correctamente! 😁
Algumas das peças do jardim!
Abandonámos a zona e fomos até ao hotel, descansar um pouco. A noite foi destinada para um passeio de barco peloDanúbio! Outra daquelas coisas que não podem deixar de fazer!
São muitas as empresas que fazem os passeios pelo Danúbio, e que podem ser encontradas à beira do rio, mais facilmente no lado de Peste, sendo as primeiras a seguir ao Great Market Hall, à saída da linda Ponte da Liberdade… indo pela margem em direcção ao Parlamento, encontram-se várias destas operadoras!
A doca onde embarcámos!
No nosso caso a companhia escolhida foi a Silverline, fazendo a reserva através da recepção do hotel. Fizemos o percurso simples, sem jantar nem música ao vivo, num barco espectacular, onde se conseguiu ter uma vista magnífica durante todo o passeio! Ao mesmo tempo, vai-se ouvindo nos altifalantes da embarcação, algumas curiosidades e informação variada, sobre os pontos por onde se vai passando!
O interior do barco!
Acreditem que vale mesmo a pena… o Parlamento é lindo, visto do rio, assim como o Castelo de Buda, as pontes e tudo o mais que se vai vendo nas duas margens! Realizámos o passeio, no penúltimo dia na cidade, depois de termos percorrido a pé todos os pontos por onde passámos de barco… mesmo assim, já conhecendo as coisas, a vista é deslumbrante!
Ponte das Correntes
Façam a visita durante a noite… a nossa foi às 19h. Os monumentos iluminados são especialmente bonitos! 🥰
Castelo de Buda
O fantástico Parlamento!
Daqui fomos para o centro da cidade. Parámos para comer qualquer coisa e fomos ao Mercado de Natal, antes de voltarmos ao hotel!
Percorrendo o Mercado…
Aqui uma das bancas que mais me surpreendeu foi a dos chocolates a imitar peças de metal, ferro e madeira. Passei-me com o pormenor das imitações… Alicates, porta-chaves, saca-rolhas, parafusos, chaves-de-fendas, colheres de pau, cadeados, tudo feito em delicioso chocolate! Não resistimos e comprámos vários, que oferecemos como recordação a alguns amigos e familiares!
A banca dos chocolates… Maravilha!
DIA 6
O sexto dia começou com uma visita ao Mercado Central (Great Market Hall), onde se pode comer e comprar recordações, ao mesmo tempo que se conhecem os produtos locais. Comparem os preços que variam muito dentro do recinto… existem algumas lojas, com os mesmo produtos, muito mais caros que noutras logo ao lado!
Mercado Central
Achei engraçado um expositor que tem os vários tipos de cogumelos… os comestíveis, os psicotrópicos e os mortais! 😄
A montra dos cogumelos!
Outra coisa engraçada, e que nunca tinha visto, foi uma scooter-ambulância que estava estacionada perto do Mercado. Achei bem curioso e ao mesmo tempo útil! É uma forma muito mais rápida de mandar alguém prestar os primeiros-socorros enquanto a ambulância não chega, já que estamos numa cidade. Também pode ser uma maneira de socorrer feridos ligeiros, que não precisem de transporte. Gostei!!
Scooter-Ambulância
Depois do Mercado, fomos novamente para a zona do Bastião dos Pescadores. Fizemos uma paragem para café e descansámos num banco junto à Pedra dos 0 Quilómetros! Fica mesmo à saída da Ponte das Correntes, no lado Buda, ou se preferirem, mesmo à entrada do Funicular… num pequeno largo entre uma coisa e outra. Nada de especial, se compararmos com a maioria das esculturas que vamos encontrando pelas ruas da cidade!
Vale pelo seu significado, já que é a Pedra dos 0 km, a partir de qual são medidas as distâncias de todas as estradas para Budapeste! Tem 3 m de altura e foi colocada em 1932, embora tenha sido destruída durante a II Guerra Mundial! Foi posta novamente em 1953 e esta versão, nesta posição, existe desde 1975! Vê-se durante o passeio… penso que não é nada que mereça um desvio propositado.
Pedra dos 0 Quilómetros
Sendo músico, não podia deixar de visitar o Museu da História da Música! Achei espectacular a visita a este local, com várias salas repletas de pianos e outros instrumentos musicais! Chegámos ao museu perto da hora do almoço, sendo os únicos visitantes… as luzes foram acesas por causa da nossa entrada!
Cópia exacta da sala de László Lajtha, pedagogo musical húngaro e compositor de música folk.
Os dois funcionários, já com uma certa idade, foram bem simpáticos, entregando-nos panfletos e variada informação sobre o local e sobre as peças em exposição. Muitos pianos em várias salas, violinos, duas reproduções de oficinas de restauro, réplicas das salas de estudo de alguns músicos locais, enfim, uma maravilha para músicos e amantes deste tipo de peças de arte, já que os considero muito mais que simples instrumentos musicais. Recomenda-se!
Um dos muitos instrumentos em exposição!
Fomos almoçar novamente ao Vár Bistro e demos mais umas voltas pelo Bastião dos Pescadores e numa pequena feira que estava na sua parte de baixo. Depois disso, fomos a outro local que considero obrigatório… o Hospital in the Rock / Nuclear Bunker Museum!
Fachada do Hospital e primeiro corredor de acesso ao interior!
Façam a visita, que só pode ser feita com guia (não existe em português) e passem-se com este abrigo nuclear! Tudo o que vêem é o material original deste hospital que só deixou de ser secreto em 2008 e onde ainda tudo funciona. Todas as máquinas, equipamentos e até mesmo os papéis e documentos que os manequins parecem escrever, são os originais! Não são permitidas fotos durante a visita (infelizmente)!
Os frascos usados no Hospital!
Depois desta impressionante visita, fizemos a caminhada de volta para o hotel, chegando a horas de jantar. Após a refeição demos uma volta pela cidade, percorrendo ruas diferentes e descobrindo mais alguns monumentos e pontos interessantes. Vale a pena vaguear por Peste, sem destino… encontra-se sempre algo novo!
Decoração de Natal na rua e entrada de uma Galeria, que encontrámos pelo caminho!
Encontrámos ainda um templo, que não consigo saber o nome, mesmo depois de ter pesquisado… o problema é que não faço ideia das ruas por onde andámos e assim não o consigo localizar no mapa!
O altar principal e uma das peças desta igreja ‘anónima’! 😆
De qualquer modo, entrámos e ainda bem… era uma curiosa igreja que tinha uma cave, onde também faziam cerimónias!
A cave, onde estavam várias pessoas a rezar!
Daqui fomos de novo para a zona do nosso alojamento. Como era a última noite, resolvemos ir curtir umas horas para o Púder Bárszínház, um dos famosos bares em ruínas de Budapeste e que fica mesmo ao lado do hotel. Excelentes bebidas, desde o chocolate quente ao Winter Elixir, um cocktail que é uma maravilha!
Estes bares ocupam edifícios que foram destruídos durante a guerra e que, sem serem reconstruídos, foram adaptados para a vida nocturna. São locais únicos, decorados de forma espectacular, muitas vezes ainda com móveis e outros objectos que estavam nos destroços. O ambiente é muito seguro e animado, sendo as bebidas baratas e servidas com muita simpatia! A maior parte deles fica no bairro judeu mas, pelo que li, existem cerca de 30 na cidade.
Sala principal do Púder Bárszínház!
A última manhã não nos deu para nada, já que o avião era cedo. Depois de um excelente pequeno-almoço demos uma voltinha pelos arredores do hotel, para nos despedirmos desta linda cidade!
Durante a última voltinha…
À espera do transfer para o aeroporto!
A última ‘dica’ que tenho para dar é que, caso sejam gulosos como eu, não se venham embora sem provar o Túró Rudi, chocolate típico que só se fabrica e comercializa cá, não sendo exportado para nenhum outro país! É vendido fresco e está sempre exposto ao lado dos iogurtes… Muiiiiiiiito bom! Comi estes dois de tacada! 🤣
Túró Rudi
Como digo em todos os artigos, e pelo que foram lendo neste diário de viagem, ficou muita coisa para ver nesta cidade. É uma capital linda, segura e com muito para descobrir… já estou com vontade de voltar! Arranjem tempo, dinheiro (não é uma cidade barata) e façam uma visita… vai deixar saudades! 💗
Deixo-vos com a foto de uns pardais que estavam numas cadeiras do aeroporto e que não saíam mesmo quando as empurrávamos! Boas viagens! 😊
Os pardais do aeroporto, mais que habituados às pessoas!
Em 2015 decidimos, pela primeira vez, não passar o Natal em casa! Como a decisão foi muito em cima da hora, tivemos de pensar num destino em que se conseguisse ir de carro… a localidade escolhida foi Ronda, na vizinha Espanha.
Éramos 5 pessoas e abalámos de Vila do Bispo, dia 24 de Dezembro, perto das 8h. Seguimos em direcção a Sevilha para depois descer para Ronda, fazendo uma viagem de cerca de 425 km. Fizemos paragens para tomar o pequeno-almoço e para almoçar, sempre com calma, tendo chegado ao destino por volta das 17h.
Fomos directos ao Hotel San Cayetano, reservado pelo Booking e escolhido por ser o único que ainda tinha quartos disponíveis. Não serve pequeno-almoço e não tem estacionamento. Tem a vantagem de ficar no centro da cidade, perto de tudo.
Os quartos são óptimos, com boas casas-de-banho, um excelente conforto e uma limpeza impecável. O pessoal da recepção foi bastante simpático e disposto a ajudar, com várias dicas sobre visitas, cafés e restaurantes. Como optámos por ficar só em Ronda, o carro ficou num estacionamento subterrâneo, na praça ao lado da rua do hotel. Só voltámos a mexer nele para fazer a viagem de regresso. 😉
O meu quarto!
Depois de instalados, fomos dar uma volta pela cidade e procurar um local para jantar.
Primeiro passeio pelo centro…
A decoração estava bonita e, não sei se foi por estarmos na época natalícia, as ruas e as esplanadas estavam cheias.
Continuando a conhecer a cidade!
É uma povoação bastante animada, com várias zonas dedicadas ao comércio e à restauração.
A cidade toda decorada!
Nesta primeira noite, jantámos num restaurante chinês que encontrámos durante o passeio. Por ser véspera de Natal, todos os outros por onde passámos estavam fechados.
Presépio numa praça!
Um dos caminhos que fizemos…
Depois disso continuámos a exploração, passando pela ponte e pelo miradouro, acabando por entrar na Iglesia de La Merced durante a Missa do Galo!
Iglesia de La Merced, onde estava a ser celebrada a Missa do Galo!
Depois da missa, que não vimos até ao fim, fomos novamente para as ruas das lojas e passámos pela Praça de Touros.
Escultura junto à Praça de Touros.
A cidade é pequena e é fácil circular pelas várias zonas a pé. Demos mais uma voltinha e regressámos ao hotel! 😊
Fantástica loja de presuntos!
DIA 2
O segundo dia começou com um excelente pequeno-almoço. Descobrimos uma padaria/pastelaria, atravessando a rua depois do hotel, que era uma maravilha. O pão e os bolos acabados de fazer e os croissants quentinhos e bem estaladiços… Muito bom! 😊
Entretanto, iniciando o passeio, fomos dar ao ‘El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)‘, que data de 1734 e tem uma história bastante curiosa!
El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)
Duas das colunas, como vêem na imagem e só para vos contar um pouco da história desta ‘capela aberta‘, representam as figuras daquilo que primeiro foram chamados de “Homens-Pássaro” e que depois passaram a ser conhecidos como “Anjos Caídos“. O que é certo é que, embora muito antigas, estas figuras são idênticas à imagem que todos nós temos de extraterrestres! De qualquer modo, representam algo que veio do céu! 😆
Isto, para os entusiastas da Ufologia, prova que as visitas dos aliens ao nosso planeta, ocorrem há mais anos do que se possa pensar. A história dos discos voadores não é, portanto, recente e é identificada, inclusive, desde a Antiguidade.
E agora…?? Existem ou não?!? Heheheeh… 😁
Depois deste estranho templo, continuámos a visita à cidade!
Explorando…
Um dos candeeiros da cidade e a estátua de Ana Molina, conhecida como Amaya ‘La Gitana’, famosa cantora, guitarrista e bailarina.
A paragem seguinte foi na Iglesia de Ntro. Padre JesúsNazareno, que tinha um presépio enorme, com as figuras em tamanho real.
Entrando na Igreja, um dos altares e o Anjo que era o início da exposição.
Era uma exposição com carácter solidário e estava muito bem conseguida.
Um dos quadros representados.
Algumas das figuras deste bonito presépio!
Depois de vista a exposição, a exploração continuou… Existem muitos pormenores engraçados, que se vão descobrindo enquanto se percorre a povoação.
Fuente de los Ocho Caños, que fica em frente à Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno.
Caminho por onde vamos seguir…
Vista da Iglesia de Ntro. Padre Jesus, onde estivemos, e da Fuente de los Ocho Caños!
Fomos andando até chegarmos à Ponte Velha, que levanta dúvidas sobre a sua construção ter sido romana ou árabe.
Ponte Velha, vista dos 2 lados!
Daqui continuámos até aos Jardins de Cuenca, que merecem uma visita.
Jardins de Cuenca e vista para o Palacio Del Rey Moro, que estava a ser restaurado.
Saindo dos Jardins, fomos até aos Banhos Árabes, que podem ser visitados. Foram construídos entre os séculos XIII e XIV, estando as suas ruínas bastante bem conservadas. O espaço é pequeno mas, durante a visita, mostram um vídeo que permite ver como eram e como funcionavam.
Banhos Árabes
Pelo caminho passa-se por La Ermita de San Miguel, que estava encerrada.
La Ermita de San Miguel
Depois do Banhos, vimos um trilho que nos levava por fora das muralhas, até ao outro lado da cidade… Como tínhamos tempo e estava um excelente dia, resolvemos seguir por ele! 😁
Começando a fazer o trilho!
O percurso que fizemos… a minha mãe e as minhas tias, ainda vinham no caminho… 😊
Já no local onde voltámos a entrar na estrada!
Continuando a caminhada, fomos dar à Puerta de Almocábar, que é do séc. XIII. Foi modificada por Carlos V e restaurada em 1961!
Puerta de Almocábar, no meio das duas torres, fica outro arco com uma portão mais largo.
Passámos por ela e fomos subindo até ao centro da cidade.
Vista que se tem, durante o regresso ao centro.
Passámos por um muro, totalmente escrito com todo o tipo de mensagens. Não percebemos porquê! 😁
O muro rabiscado!
Depois seguimos para o Santuário de Santa Maria Auxiliadora, que tem uma bonita igreja. Infelizmente, só se pode visitar durante as missas.
Santuário de Maria Auxiliadora.
De qualquer modo, é uma das zonas mais altas da cidade e conseguem-se belas vistas da paisagem, a partir de um miradouro que existe aqui.
Vista a partir do miradouro.
Continuámos andando até à Plaza Duquesa de Parcent, que tem um bonito jardim e onde fica o Ayuntamiento de Ronda, a câmara municipal. Esta praça tem muito movimento e vários pontos de interesse.
Passeando na Plaza Duquesa de Parcent.
Aqui podemos encontrar o Convento de Santa Isabel de los Angeles e o Convento De La Caridad (HH. De La Cruz). Convém verificar os horários, porque nem sempre estão abertos.
Ayuntamiento de Ronda
Também existem bons cafés e restaurantes, além de se poder alugar um coche para passear pela zona! 😊
Um dos coches, a passar em frente à Igreja.
É também nesta zona que fica a Iglesia de Santa Maria la Mayor, que começou a ser contruída em 1485 e vale a pena ser visitada. É bonita por dentro e por fora, com a sua fantástica torre.
A torre da Igreja, o seu interior e uma das várias portas!
Depois de vista esta zona, fomos para a Casa-Palácio Museu Lara, que é uma visita obrigatória nesta cidade.
Fachada do Museu
O que impressiona, neste museu, é a diversidade de colecções apresentadas!
Alguns dos instrumentos em exposição.
Desde instrumentos musicais, a armas, máquinas fotográficas, máquinas de filmar, binóculos, máquinas de escrever… Tudo bem dividido por secções e tudo bem conservado e com boa visibilidade.
Pistola alemã, do séc. XVIII, com 7 canos de disparo único… era usada como sistema de defesa pelos capitães dos navios, em caso de motim!
Peças do Museu.
Tem ainda, num piso mais baixo, uma sala dedicada à Inquisição e aos seus métodos de tortura.
Antiga máquina de escrever… Fantástica!
Várias das máquinas fotográficas…
Uma parte desta sala também apresenta uma curiosa selecção de elementos mitológicos ou relacionados com a bruxaria. É um museu para todos os gostos! 😁
Ingredientes usados para bruxarias! 😁
A foto seguinte são duas raízes de Mandrágora, planta mística rodeada de lendas! Era uma das plantas mais usadas em feitiçaria, devido ao facto das suas raízes apresentarem formas semelhantes às humanas! Além disso, tem propriedades alucinogénias, afrodisíacas e serve de analgésico… penso que dela também são extraídos venenos. Uma raiz com forma masculina e outra com forma feminina. É mesmo incrível a semelhança com as formas humanas, com os pormenores todos!
Raízes de Mandrágora.
Para quem nunca viu, aqui está um Dragão! 😆
Do museu fomos de novo para a zona do nosso hotel. O objectivo foi descansar um pouco, antes do jantar! 😊
Já na Praça, perto do hotel!
A fonte e a igreja, desta praça.
Depois da refeição, demos um pequeno passeio pela cidade que estava, mais uma vez, bastante animada. Pessoal espalhado por todo o lado, tudo à vontade, vendo as montras e conversando nas esplanadas. É uma povoação muito segura.
O passeio, para fazer a digestão!
DIA 3
No dia 26, depois ter termos ido tomar o pequeno-almoço na pastelaria perto do hotel, fomos visitar a Real Maestranza de Caballería de Ronda.
Quase na entrada da Praça de Touros.
Esta Praça de Touros é a maior de Espanha, e talvez do mundo, e foi a primeira a ser construída em tijolos. A sua escola de equitação é uma das mais prestigiadas do país e promove vários eventos e prémios.
Bilheteira da Praça
Foi construída em 1785, embora a Real Maestranza já exista desde 1572, tendo sido instituída por D. Filipe II.
O picadeiro de treino, pertencente à escola.
Há muito para ver, dentro desta praça. Vale a pena a visita, mesmo que não se goste de touradas, como é o meu caso! 😉
A 1ª foto, é onde passam os cavalos, quando vão das cavalariças para o picadeiro de treino. A 2ª é por onde passam quando vão para a arena.
Entrando pela parte de baixo da arena. Temos acesso a ela, em todos os pisos.
Durante a visita, além da arena, podemos percorrer as galerias. São lindas e cheias de pormenores e objectos em exposição.
Um estudo das tácticas de arena.
Caso as visitem, reparem nos degraus em azulejos… são fantásticos e cada um retrata uma cena diferente!
Alguns dos degraus, em azulejo!
São vários os instrumentos de toureio em exposição, desde capotes, bandarilhas, espadas e os adereços para os cavalos. Existem ainda vários quadros, com notícias e cartazes e uma colecção de armas de duelo. Todas utilizadas! 😁
Alguma da roupa em exposição.
Vimos aqui o impressionante crânio de um Uro! Este bicho era uma espécie de boi gigante selvagem, que chegava a medir 2 metros de altura e a pesar mais de 1 tonelada… imaginem um touro do tamanho de um elefante… algo assim! Os seus cornos podiam atingir cerca de 1,5m de comprimento! Esta espécie, o Bos Primigenius, foi declarada extinta em 1627, quando a última fêmea morreu numa floresta, na Polónia!
Desde 2010, estão vários cientistas italianos a tentar recriar um exemplar deste animal, que tem mais de 2 milhões de anos e que é proveniente do norte da Índia.
O crânio do Uro!
A arena, vista do anel superior.
Terminada a visita à bonita praça de touros, fomos para a Puente Nuevo. Esta ponte é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e de toda esta região. Foi construída no séc. XVIII, tem 98 metros e cruza o Tajo, por onde corre o rio Guadalevín, que forma uma bonita cascata. Pode-se ir passear até lá, sendo um cenário magnífico.
A primeira ponte a ser aqui construída foi em 1735, só que aguentou pouco tempo. Seis anos depois caiu, matando 50 pessoas. Em 1751, começou-se a fazer a ponte actual, que só foi acabada em 1793, quarenta e dois anos depois. O seu interior pode ser visitado, funcionando lá uma espécie de Centro de Interpretação, que era antes uma prisão.
O caminho até chegarmos à entrada da ponte, parte da vista que se tem lá de dentro e escadaria interior.
A próxima atracção a ser visitada foi La Casa del Rey Moro, onde podem ser vistos três elementos: a Casa Neomudéjar, a Mina de ÁguaSecreta e o Jardín de Forestier! É um lugar muito interessante e fantástico. A sua história vem do século XIV.
A casa não conseguimos ver, por estar a ser restaurada, mas os jardins são bastante bonitos… ficam mesmo em frente aos Jardins de Cuenca, que visitámos no dia anterior. Foi desenhado por Forestier, que criou um belo espaço, com vários níveis, unindo os mesmos com um canal de água.
Parte do jardim!
Um dos habitantes deste local! 😊
Os Jardins de Cuenca, vistos do Jardim de Forestier.
A mina já está referenciada em textos que datam de 1485, isso quer portanto dizer que é ainda mais antiga! Era usada como saída secreta da cidade pelo rio Guadalevín e é composta por várias salas, que se vão encontrando durante a descida! Os escravos traziam de lá a água que abastecia o Palácio. A sua construção e a sua configuração como estrutura militar secreta, impressionam!
Parte da Casa, vista do terraço e entrada da Mina!
Não os contei, mas li que são 231 degraus. Aviso que é bastante cansativo e que nem todos conseguem fazer o percurso. Os degraus não são fáceis… a descer é na boa, mas o caminho para cima é difícil!
Fazendo a descida… A escadaria e algumas das salas por onde se passa!
De qualquer modo, é bem satisfatório chegar lá em baixo e sair numa plataforma, mesmo por cima do rio e no fundo do Tajo. É lindo! 😊
A plataforma no fundo da mina e a parede com as entradas de luz e ar, vistas de fora!
Terminada a visita a esta Casa e à sua Mina de Água Secreta, continuámos o nosso passeio pela cidade, indo por ruas por onde ainda não tínhamos passado.
Oura das vistas a que tivemos direito… a espectacular paisagem, com a cidade e a torre da Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno.
Passeio que fomos fazendo… passámos por algumas bonitas fachadas e por este mural de azulejos!
Acabámos por decidir ir comer qualquer coisa. Escolhemos a Cervecería Mesón Rondeño, que se recomenda. Boa comida, a preços acessíveis e com um serviço bastante simpático!
Excelente restaurante!
Depois do almoço, continuámos o nosso passeio. Encontrámos algumas esculturas e uma árvore de Natal tão bonita, que me apeteceu ficar com ela… heheeheh… era feita de presuntos! 😁
Fomos de novo parar à praça central da cidade, vendo sempre coisas novas pelo caminho.
A árvore de Natal de presuntos e um memorial a Orson Welles.
Uma das coisas que vimos foram umas espécies de medalhões no chão, que formam um tipo de ‘passeio da fama’! Neles aparecem a cara e a assinatura de alguns ilustres da cidade.
Um dos medalhões!
Ainda estivemos no coreto, que fica junto do Miradouro de Aldehuela, onde está sempre alguém a tocar e onde se tem uma vista magnífica!
Coreto, já na zona do miradouro!
Daqui resolvemos continuar a explorar a cidade… o objectivo era aproveitar ao máximo a última tarde! 😊
O Mirador de Aldehuela, onde tínhamos estado antes!
Entretanto, continuando a volta, passámos por um pátio bem bonito e que nos chamou a atenção! Como estava aberto, resolvemos entrar e apreciar o lugar…
Foi este o átrio que vimos e onde entrámos!
Era a linda Casa Museo San Juan Bosco… é uma das atrações da cidade, mas não sabíamos da sua existência… foi uma sorte termos passado por ela! 😁
A entrada e um dos bonitos bancos do pátio!
Este palacete pertencia ao casal Don Francisco Granadino Pérez e Doña Dolores Gómez Martínez. Tendo o marido falecido, em 1934, Doña Dolores deu a mansão à Ordem dos Salesianos. Foi então transformada em casa de saúde e lar de idosos. Vale muito a pena a visita, onde podemos ver os móveis e as tapeçarias originais, que continuam nas paredes.
Parte da vista da casa, com os móveis e toda a decoração original!
Umas das coisas que tornam esta visita imperdível é o terraço que existe nas traseiras da casa… tem vários pormenores muito engraçados e uma vista deslumbrante para a Puente Nuevo!
Bonita fonte do terraço! Achei uma curte o pormenor dos sapos! 😁
Como já estava a ficar tarde, voltámos para o hotel… pelo caminho ainda fomos outra vez à Iglesia de Santa Maria la Mayor… ver uma parte que nos faltava, com um acesso mais afastado do principal!
A outra parte da Iglesia de Santa Maria la Mayor!
DIA 4
No último dia, depois do pequeno-almoço e para não abalarmos logo de seguida, decidimos descer o Tajo! O desfiladeiro é incrível e merece um passeio por ele… A paisagem é espectacular e as margens do rio são fáceis de percorrer! 😊
Durante a descida!
De regresso ao centro e ao carro, iniciamos o nosso caminho de regresso a Vila do Bispo… foram feitas algumas paragens, uma delas em Huelva, onde fomos visitar a Catedral!
Catedral de Huelva
Ficaram muitas coisas por ver na cidade e merece, sem dúvida, um regresso! Há muito que se pode fazer em Ronda e em toda a região… a Cueva del Gato, o Caminito del Rey e a vila de Setenil de Las Bodegas são nesta zona e merecem também uma visita… sendo assim, está decidido que vou ter de voltar! 😁
Espero ter ajudado e que vos tenha dado algumas sugestões úteis, para quando resolverem programar uma visita à localidade… Boa viagem! 😉
A minha viagem para Wroclaw realizou-se entre os dias 27 e 31 de Janeiro, em 2018… fui com os meus pais e um casal amigo, ou seja, éramos 5 pessoas! O avião que nos levou era da Ryanair e como tínhamos uns vouchers, dados como compensação devido a um atraso numa viagem dos Açores para Lisboa, os bilhetes todos custaram apenas 0,90€, ida e volta!! 😄
Chegámos a Wroclaw, perto da hora do almoço, com o transfer já pedido através do hotel e tudo feito pelo Booking. Temos por hábito levantar dinheiro no aeroporto, logo quando chegamos ao nosso destino, de modo a facilitar todo o processo de câmbio. Antes de nos dirigirmos para o transporte ainda comprámos umas águas, o que fez com que ficássemos com dinheiro trocado. A moeda da Polónia é o zloty, que equivale a 0,21€, ou fazendo as contas por alto, 1€ são quase 5 zlotys.
Os primeiros zlotys, levantados no aeroporto!
Entrámos na carrinha e lá fomos para o hotel Ibis Styles Wroclaw Centrum. Uma coisa engraçada… durante o caminho, perguntámos ao moço se trabalhava para o hotel, tendo respondido que era uma empresa que fazia esses serviços, eram usados por vários alojamentos da cidade e que o mais certo era não ser ele o condutor, na viagem de volta. Chegados à porta do Ibis, ajudou-nos a transportar as malas e decidimos dar pelo serviço e simpatia, sendo nós 5 pessoas, o equivalente a 1€ cada. O resultado foi que no dia de irmos embora, ele estava à porta do hotel, meia-hora mais cedo do que o combinado. Todo sorridente e ainda mais simpático! 😊
No primeiro dia, não fazíamos ideia do custo de vida na Polónia… ao longo da semana é que nos apercebemos que a gorjeta que lhe demos equivalia, por exemplo, a uma boa refeição num dos restaurantes da cidade! 😉
O hotel é impecável e recomenda-se! Muita simpatia e excelentes comodidades, higiene e serviço. Saboroso e variado pequeno-almoço, com todo o tipo de pratos e opções quentes e frias. Na recepção tivemos sempre chá e café grátis, à nossa disposição… acontecendo o mesmo com as águas no quarto.
O meu quarto!
No hotel há um bar, com uma excelente decoração e onde se passa um bom bocado… é o Blackboard Pub. Também há um restaurante, mas não chegámos a experimentar.
Blackboard Pub!
Depois de instalados e após um breve descanso, começámos a nossa exploração! Esta engraçada cidade é conhecida pelos seus gnomos, que apareceram devido a um movimento político. Li que são mais de 300, mas só encontrámos 128!! 😁
Estão espalhados por todo o lado… quer seja no chão, quer seja à beira de um canal, pendurados num poste, numa janela, no meio de uma praça, onde menos se espera… lá aparece um!! O que é certo é que se torna um vício e ao segundo dia, já todos procurávamos as pequenas estátuas!
O primeiro gnomo a ser encontrado!
Ao sair do hotel e procurando chegar ao centro, o que se revelou bastante fácil já que a cidade é pequena e fácil de percorrer a pé, passámos em frente à linda estação de comboios Wroclaw Glowny. A janela do meu quarto ficava mesmo de frente para ela… Tive uma vista privilegiada! Tem algumas lojas e cafés e vale a pena ser visitada.
Wroclaw Glowny
Logo a seguir, fica o Teatr Muziczny Capitol, onde também se pode entrar e espreitar!
Teatr Muzyczny Capitol
Continuámos a caminhada, tendo parado numa pastelaria para comer qualquer coisa e seguindo caminho.
Alguns dos gnomos!
Depois de mais uns gnomos encontrados, acabámos por chegar à Rynek! Esta é a praça da cidade, onde não entram carros e onde ficam duas das maiores câmaras do país. Uma delas é especialmente bonita, tendo um pequeno relógio astronómico.
Rynek
É uma das maiores praça de mercado da Europa. Alguns dos melhores restaurantes da cidade são nesta área! 😊
Outra imagem desta zona!
Nesta época do ano, a noite cai muito cedo… num dos dias entrámos num restaurante para almoçar de dia e quando acabámos já era de noite, apesar de só lá termos estado perto de uma hora e meia! Assim, resolvemos ir comer qualquer coisa rápida, depois continuámos o passeio por mais um bocado, anoiteceu completamente e fomos para o hotel, descansar.
Outro dos gnomos!
De qualquer modo, ainda deu para dar uma volta pela zona do Bastion Ceglarski, que tem vários parques e espaços abertos e muitas zonas com água. Não podemos esquecer que a cidade foi construída sobre algumas ilhas!
Bastion Ceglarsky
De regresso ao hotel passámos pelas famosas esculturas de Jerzy Kalina. Chamam-se ‘Przejscie‘ e são um memorial a todos os que foram mortos, que desapareceram, que foram enterrados e que sofreram durante o regime comunista! Foram colocadas em 2005.
Przejscie
DIA 2
O segundo dia, depois de um excelente pequeno-almoço, começou com mais um passeio pela cidade.
Conhecendo a cidade!
Fomos para o lado contrário à Rynek, percorrendo um monte cheio de árvores, que é circundado por um canal, tendo vários caminhos, em diferentes níveis. Num deles, vimos uns quantos corredores matutinos.
Continuando o passeio, à beira de um dos canais!
Passámos por um mural, por vários parques e praças… apesar de ter 700 mil habitantes, é uma cidade muito segura e calma!
Mural que encontrámos pelo caminho…
Continuando o passeio encontrámos um bunker, que infelizmente não é visitável.
Bunker
Andando pela cidade, vão-se descobrindo vários recantos e pormenores engraçados. Wroclaw tem muitas estátuas, memoriais e espaços verdes… vale a pena perder-se e explorar as várias zonas, enquanto se vão encontrando, também, os gnomos. O objectivo do dia era ir ao Panorama Raclawicka, que é uma obra-prima imperdível e bastante curiosa!
Engraçado autocarro, todo transparente, para passeios de turismo!
Fica perto do Bastion Ceglarski, que tínhamos visitado durante a noite e que agora aproveitámos para ver melhor e com mais atenção. Aqui está o que resta das muralhas, feitas em 1585, construídas para proteger a cidade e defender os portões de tijolos, que ainda se conseguem ver. Por cima tem uma espécie de anfiteatro.
Os portões do Bastion Ceglarski.
No início desse parque, fica o Monumento às Vítimas do Massacre de Katyn (Pomnik Ofiar Zbrodni Katynskiej). Esta peça emociona pela sua composição e pelo seu significado, que é recordado em muitos memoriais por toda a Polónia.
Monumento às Vítimas do Massacre de Katyn
O Panorama Raclawicka é uma coisa fantástica. Não existem palavras suficientes para descrever o que se sente quando se chega ao topo deste edifício, que por si só, é magnífico.
Outra das estátuas deste parque, já se vendo o Panorama Raclawicka por trás!
É incrível o trabalho que está aqui feito, tendo em conta a dimensão, a data em que foi criado e a qualidade da obra! Só mesmo vendo… 😊
Panorama Raclawicka
Deixa-se de perceber onde acabam os elementos naturais e começa a pintura, devido à sensação de 3D criada. Entrámos sem guia, sem áudio, sem nada e não foi necessário. O local é fabuloso e a observação ocupa-nos todo o tempo! Leiam a história do monumento na net, antes de entrar, e visitem o local!
Pela foto é difícil perceberem mas, o que está na parte de baixo da imagem, a caixa, os troncos e os arbustos são elementos verdadeiros… O resto é pintura!
As visitas à parte superior são com hora certa, mas não se preocupem. Nós comprámos o bilhete e, até à hora de subir, fomos vendo as salas e as exposições que se encontram no piso inferior.
Uma das várias peças que se podem ver nas exposições, do piso inferior!
Depois de sairmos do Panorama, demos mais umas voltas pela zona e fomos para Ostrow Tumski, a ilha onde fica a Catedral!
Outra das estátuas encontradas…
Fizemos o percurso em direcção à Sand Bridge (Most Piaskowy), que nos leva para uma pequena ilha.
Esta é a Most Piaskowy ou Sand Bridge, que nos leva para a ilhota que serve de passagem para Ostrow Tumski.
Atravessámos essa ilha pra encontrarmos a Most Tumski, que era conhecida por ser a ponte dos cadeados, entretanto retirados. Com ou sem eles, é uma ponte bem bonita.
Esta pequena ilha por onde se passa, chama-se Wyspa Piasek e está conectada, através de pontes, com mais 4 ou 5. Todas elas têm pontos de interesse que vão desde parques, a passeios de barco, monumentos e algumas igrejas bem bonitas. É uma questão de ir com tempo e explorar! 😉
Outro dos gnomos! 😄
Todas têm muitos espaços verdes e a Wyspa Slodowa, que fica à esquerda desta, é conhecida pelos seus bares e esplanadas.
Um dos espaços por onde passámos!
Depressa se chega à Most Tumski, que tem junto à sua entrada uma bonita praça e alguns monumentos.
A bonita ponte, ainda com os cadeados.
Quando aqui estivemos haviam barracas a vender cadeados e recordações relacionadas com a ponte… penso que já não devem existir. Foi construída em 1889, para substituir uma velha ponte de madeira.
Os cadeados, a maior parte com corações, fizeram com que fosse chamada de Ponte do Amor!
Foi essa ponte que nos levou para a ilha seguinte, onde fomos comer qualquer coisa e ver a Catedral!
Ostrow Tumski, conhecida como a Ilha da Catedral!
Ostrow Tumski, a ilha da catedral, é muito calma e vê-se em poucas horas. Tem vários cafés e restaurantes, alguns deles bem bonitos em termos de decoração, e a catedral tem mesmo de ser visitada. À porta, está uma pequena maqueta em bronze do templo, que é um dos ex-libris da cidade! Chama-se Catedral de São João Baptista, em polaco Archikatedra Sw. Jana Chrzciciela, e aquela que vemos é já a 4ª igreja a ser construída no mesmo local, sendo de um estilo gótico com alguns elementos neogóticos.
A catedral e a sua maqueta!
O interior da Catedral é lindo e merece ser visto sem pressas… Visitem as suas capelas interiores, observem os magníficos tectos e vejam os seus vitrais! São vários altares, cheios de riqueza e de pormenores espectaculares.
Interior da Catedral
Depois de vermos a Catedral, demos mais um passeio nesta zona e voltámos para a ilhota anterior, onde fomos visitar a igreja que fica mesmo à entrada da ponte dos cadeados. É a Church of Our Lady on the Sand e é conhecida pelo ‘szopka’, uma capela transformada numa espécie de cidade-presépio miniatura, cheia de luzes, cor, muitos brinquedos e partes electrónicas. Apesar de se encontrar fechada ao público, conseguimos entrar graças a uma turma de estudantes, que estava de visita ao local.
A capela-presépio da Church of Our Lady on the Sand.
Continuámos o nosso caminho, encontrando vários gnomos, até chegarmos à Rynek, onde fomos almoçar.
Este estava entretido no computador!
Dois que estavam com cara de já ter almoçado! 😁
Como estava a ficar tarde e não tínhamos já muito tempo para andar a escolher, entrámos na Pizzaria O Sole Mio. Apesar da hora tardia, fomos recebidos com muita simpatia. Óptimas entradas, boas massas e boas pizzas. O restaurante tem uma sala na cave, onde ficámos, maior que a do rés-do-chão e com uma decoração agradável. Os preços são bastante acessíveis, apesar das doses não serem muito grandes.
Já na cave da pizzaria, onde resolvemos entrar!
Após o almoço, já estando a escurecer, demos umas voltas pelos arredores da praça, que tem muito que ver… muitos gnomos para serem encontrados e fotografados para a colecção, assim como várias outras estátuas.
A arquitectura desta parte da cidade é bastante típica deste país, com as suas casas coloridas.
Procurando um restaurante… na Rynek.
Depois disso fomos até ao hotel, onde descansámos antes da habitual caminhada nocturna.
Mais dois, dos muitos que foram vistos até chegarmos ao hotel… Torna-se mesmo um vício! 😂
Perto das 19h30 saímos do hotel e fomos dar um passeio. Começamos por percorrer as ruas na zona do nosso alojamento e da estação de comboios, para nos ambientarmos mais com a nossa ‘vizinhança’! 😆
Um que estava a ver televisão, com o comando numa mão e o telemóvel na outra!
Demos uma volta por Rynek, explorando mais uma vez as ruas circundantes. Por fim, resolvemos parar na Chimney Cake Bakery e provar alguns desses famosos bolos. Uma maravilha, com vários recheios e massas que podem escolher!
Aproveitámos também para entrar no restaurante Konspira e fazer a reserva para o almoço do dia seguinte. Sabíamos que era a única forma de conseguir lugar… mais à frente falarei dele!
Estes estavam numa espécie de casino… Nas duas pontas da janela! 😄
Como não tenho fotos dos bolos porque são enormes e não consegui tirar o telemóvel do bolso (na verdade nem me lembrei), deixo-vos as fotos de mais alguns dos gnomos descobertos! 😅
E estes estavam a encher o copo! 😁
Finalmente, fomos para o hotel… a intenção era acordar cedo, para aproveitar bem o dia. Pelo caminho ainda encontrámos um gnomo feiticeiro e passámos pela Wroclaw Glowny, que iluminada fica ainda mais bonita!
O gnomo e a estação de comboios, que é linda!
DIA 3
O terceiro dia começou com mais uma visita à Glowny. Subimos até às linhas de comboio, para ver o movimento e o tipo de viaturas. Depois percorremos as ruas da zona, descobrindo mais alguns gnomos e outras esculturas.
Um dos gnomos que estava à porta da estação, o interior da Glowny, outra das estátuas encontradas… e mais um gnomo, com um computador da HP!! 😆
O passo seguinte foi entrar no Kolejkowo, que fica nesta área. É um espaço incrível, muito curioso e bastante divertido, quer para as crianças quer para os adultos… merece mesmo ser visitado.
Parte do que se vê… Magnífico!
Trata-se de uma cidade em miniatura, com todos os pormenores que possam imaginar, com movimento e com ciclo solar e tudo!
E esta é a parte de fora do lugar onde estamos, também ele em miniatura.
Desde comboios, a bairros com a sua vida normal, pessoas à janela a espreitar os vizinhos, espaços para concertos, natureza… até um cão a urinar para a roda de um carro!! 😅
São centenas de pormenores a retratar a ‘vida real’ numa cidade. Percam tempo a olhar para tudo… Aqui está o cão, a desenrascar-se na roda de um carro! 😁
Terminada a visita à cidade em miniatura, fomos em direcção ao centro. Resolvemos seguir um caminho diferente do habitual, para conseguirmos descobrir coisas novas… e gnomos, claro! Passámos por algumas praças, jardins, avenidas e zonas com várias lojas e restaurantes.
Dois que encontrámos… um de bicicleta e o outro a fazer entrevistas! 😃
Acabámos por parar na Plac Solny. É uma praça mais pequena que fica quase colada à Rynek e onde se situa o Konspira, restaurante que reservámos para almoçar. O centro desta praça tem um pequeno Iglica, que é um monumento bastante singular… uma espécie de agulha. Esta praça funciona como mercado de flores, tendo vários quiosques dedicados a isso.
Plac Solny, com o seu Iglica!
Existe outro Iglica na cidade, que fica perto do Zoo, na praça do Salão do Centenário – Hala Stulecia. Esse foi construído em 1948 e tinha 106 metros de altura. Hoje em dia, depois de uma reforma que lhe fizeram tiraram 10 metros ficando assim com 96 m. Aí também fica o Parque Szczytniki, que é bem grande e bonito e ainda o Jardim Japonês – Ogród Japonski. Dessa zona toda, só tivemos tempo para ver o Zoo, que mesmo assim nos ocupou umas quantas horas.
Mais três… adoro o da guitarra! 😊
Atravessámos a Praça do Mercado e fomos ver melhor as casas do John e Margaret, também conhecidos como Hansel e Gretel ou como João e Maria, em Portugal! São lindas e é impossível não reparar nelas. Estão unidas por um arco e por aquilo que percebi são das casas mais antigas da cidade, tendo sobrevivido a todos os bombardeamentos.
O gnomo com o coração de Wroclaw, as casas de João e Maria, um gnomo generoso e a Torre da Garrison.
Por trás destas duas casinhas, fica a Torre da Garrison que é um excelente miradouro. Só está aberto entre Abril e Outubro, por isso não tivemos oportunidade de lá subir. Esta torre está colada à Basílica de Santa Elisabete, que pode ser visitada. Foi o que nós fizemos! 😁
O interior da Basílica!
Enquanto íamos para o próximo destino, descobrimos este a descansar encostado ao bunker.
Depois de sairmos da Basílica, fomos conhecer Stare Jatki. Trata-se de uma rua, em que existiam vários matadouros, com os respectivos talhos, desde o ano 1242! A partir do séc. XIX foram deixando de vender carne, até que foram transformados no que são hoje… cafés e galerias de arte. Vale a pena passar por lá! 😊
Ainda há pouco tínhamos visto um a descansar, este está mesmo a dormir! 😂
Stare Jatki
Chegou a hora do almoço! Voltámos então para trás e fomos para o Restauracja Konspira. Este restaurante era na altura em que lá fomos e continua a ser, o número 1 do Tripadvisor, entre outros sites do género. Por esse motivo, tivemos de reservar anteriormente! O serviço é excelente e a decoração e os vários pormenores estão bastante bem conseguidos. Depois de lá estarmos concordámos… o destaque que tem é merecido! 😉
Como tínhamos comido pizza e massa no dia anterior, aqui resolvemos provar alguns dos pratos regionais e ainda bem. Foi no local certo!
Konspira
A ementa é apresentada sobre forma de jornal, com algumas fotos que nos mostram o que são os pratos. Depois de umas entradas, que foram pão com uma espécie de banha e uns pickles, pedi uma Zurek. É uma sopa típica da Polónia, com um sabor muito característico. Foi servida dentro de um pão, bem crocante, e levava ovo cozido, chouriço, bacon, batata, cogumelos e couve.
Pedimos Kotlet Schabowy, que é um tipo de panado de porco, com salada de couve, beterraba e batatas fritas a acompanhar… também era muito bom… neste restaurante chama-se Zestaw Robotniczy. Para a mesa ainda vieram duas doses de Solidarnosc Polsko-Wegierska, que é uma adaptação do goulash, sem ser em forma de sopa. Vinha servido com batatas e três tipos de salada. Claro está que veio também um prato de Pierogi, servidos à maneira da casa e diferentes dos outros locais.
A deliciosa Zurek!
Depois disso, pedimos a sobremesa do dia… era uma travessa enorme para cada um, cheia de gelado, bolos, bolachas, fruta e mais nem sei o quê!! 😅
Terminamos a refeição com os cafés e com uns copinhos de Sliwowica, a bebida local que é uma aguardente feita de ameixa.
Os pratos principais, a sobremesa e o café com a Sliwowica.
Com as entradas, os pratos que comemos, as sobremesas, cafés e digestivos, mais o serviço que foi impecável e sem contar com a reputação da casa, pedimos a conta bastante curiosos com o que nos iriam cobrar… lembro-me de dizer aos meus pais para prepararem a carteira… heehehe… a conta veio e foi uma surpresa… não chegou a 12€ cada um! Só para verem a diferença de preços, em relação aos nossos. Penso que em Portugal, o valor total do que pagámos seria quase o que nos iria custar a cada um, num restaurante com a mesma categoria! 😆
Depois desta magnífica refeição, fomos dar mais um passeio pelos arredores.
Livraria espanhola, mesmo em frente ao Konspira.
Fomos procurando mais gnomos e andando até à Universidade, que estava fechada.
Mais uns quantos para a colecção!
Acabámos por entrar numa igreja, com uma riqueza espectacular e com mais um presépio montado… vimos pelos menos 3, durante a viagem, todos bonitos e com muitos pormenores! Esta igreja era a Parish of the Most Holy Name of Jesus e ficava na Praça da Universidade.
O presépio da igreja.
No regresso ao centro, encontrámos também a St. Adalbert’s Church, que nos pareceu enorme e bem bonita. Infelizmente, estava fechada.
O altar principal da Parish of Most Holy Name of Jesus e o exterior da St. Adalbert’s.
Daqui, como os monumentos já estavam todos a encerrar, fomos para o hotel. Pelo caminho, passámos pelo Wzgórze Partyzantów, que nos pareceu que ia entrar em obras. Pelo que sei, hoje em dia está restaurado e a funcionar, com esplanadas e concertos ao ar livre.
Wzgórze Partyzantów, hoje em dia a funcionar com muita animação e serviços.
DIA 4
O último dia começou com uma caminhada até ao Zoo. Resolvemos ir pelo campo, por fora da cidade, e foram uns quantos quilómetros! 😅
Já a chegar ao Zoo, ainda tivemos de contornar todo este muro e encontrar a porta principal!
O Zoo de Wroclaw é enorme e merece muito ser visitado.
Um dos bonitos animais… bom espaço e bom tratamento.
São várias as secções e os pavilhões que se encontram, sendo o Afrykarium uma experiência imperdível e única no mundo. Foi inaugurado em 2014 e é o único oceanário temático que existe, dedicado exclusivamente à fauna africana.
Já noutra secção… O Terrarium!
Podemos passar por um túnel que atravessa o interior do aquário e a cascata, com a piscina dos hipopótamos, é espectacular e vale mesmo a pena conhecer.
Passando por trás da cascata, na zona dos hipopótamos! 😍
Não consigo descrever o lugar como merece… apenas posso dizer para não perderem a oportunidade. 😊
Começando a passar por dentro do aquário!
Foram bem gastas as horas que passámos a percorrer o Zoo e o Afrykarium, com todas as suas secções. Quando demos por terminada à visita, fomos à recepção e pedimos que nos chamassem um táxi. As duas funcionárias que lá estavam não acreditaram, quando mostrámos no mapa de onde tínhamos vindo a pé… ofereceram-nos umas garrafas de água. Heheh… foi o máximo… muita simpatia! 😊
Daqui fomos directos para a Uniwersytet Wroclawski. Era o nosso último dia e pelo que tínhamos lido sobre a universidade, era outro lugar obrigatório.
Uma das portas de entrada, corredor, salas e escadaria.
São vários andares e divisões que se podem visitar, tendo um miradouro espectacular no topo! As salas são de ficar de boca aberta, com os tectos e toda a decoração.
Uma das primeiras salas que vimos, a da Metafísica.
Ao longo da visita poderemos ver alguns manequins, com informação sobre a instituição e a sua história. Esqueletos, animais embalsamados, livros, material de laboratório, os bastões e acessórios dos reitores, muito há para ser visto!
Outra das salas… linda! Sala Leopoldina.Parte da vista que temos do terraço da Universidade.
Saindo da Universidade, como já estava a ficar muito tarde, fomos almoçar. Resolvemos ir a outro dos locais mais conhecidos e com melhores referências na cidade, o Pierogarnia Stary Mlyn. É outro dos restaurantes que fica em Rynek, sendo muito fácil de encontrar, e um daqueles onde se pode fazer um almoço/lanche!
Enquanto esperava por mesa, encontrei este acorrentado!
É um restaurante muito bonito, com um serviço impecável e bem simpático, apesar de estar quase sempre cheio. Tivemos de esperar cerca de 20 minutos por uma mesa, tendo eu aproveitado para ir procurar mais uns gnomos.
Gnomo cozinheiro, que estava perto da porta do restaurante!
É neste local que se podem provar os melhores pierogi da cidade, sendo um dos que apresenta maior variedade de recheios e de tipos de cozedura. Provámos pierogi cozidos, fritos e assados, todos excelentes. Os pastéis são grandes e bem recheados, vindo sempre acompanhados com molhos de vários tipos. As doses são bem servidas… não façam como nós que pedimos demasiado e ficou quase metade nas travessas!
Pierogarnia Stary Mlyn
Outra das coisas que podem experimentar neste restaurante, mais uma das curiosidades deste país, é a cerveja quente. Não consigo dizer se gostei ou não… não sou muito apreciador de cerveja… mas é uma coisa estranha. É servida com laranja, mel, canela e outras especiarias… provem e digam o que vos parece! 😄
Uma sopa tradicional, a cerveja quente e pierogi aos montes!! 😄
De barriga cheia lá fomos para o hotel, descansar as pernas. À noite só fizemos um passeio curto… estávamos arrebentados por causa da caminhada e o nosso avião era logo pela manhã, tendo nós de estar cedo no aeroporto.
A última caminhada nocturna… encontrámos um gnomo que vendia jornais, enquanto bebia café!
O dia seguinte foi mesmo acordar, tomar o pequeno-almoço e arrancar para o aeroporto. A cidade é linda, a visita valeu mesmo a pena e recomenda-se. Ficou muito para ver, apesar de termos conhecido o essencial. Pelas minhas contas, para vermos o que faltava, precisávamos de mais uns 3 dias… de qualquer modo, aqui fica o nosso percurso. Espero que ajude na planificação do vosso passeio!