Publicado em Hungria

Budapeste – Um roteiro na cidade dividida!

Buda e Peste, cada uma na sua margem do rio Danúbio, formam a cidade que é considerada uma das mais bonitas e visitadas da Europa! A nossa viagem foi feita em Novembro, de 2018, e éramos um grupo de 5 pessoas. O percurso que aqui apresento foi o resultado de várias pesquisas em blogs, grupos e sites de avaliações e de viagens!

O nosso Roteiro:

DIA 1

  • New York Palace Budapest
  • Grande Sinagoga | Museu Judaico | Holocausto Memorial Hall
  • Hungarian National Museum
  • Zoo Cafe

DIA 2

  • Basílica de Santo Estevão
  • Memorial da Ocupação Alemã
  • Parlamento
  • Sapatos à Beira do Danúbio
  • Ilha Margarida

DIA 3

  • Avenida Andrássy | Ópera de Budapeste | Terror Haza
  • Praça dos Heróis | Museu das Belas Artes
  • Jardim Zoológico
  • Capital Circus de Budapeste
  • Termas Széchenyi
  • Parque da Cidade | Castelo Vajdahunyad | Anonymus Szobor | Jáki Kápolna
  • Miniversum
  • 3D Gallery Budapest
  • Café Gerbeaud
  • Danube Palace

DIA 4

  • Ponte da Liberdade | Termas e Hotel Gellért
  • Budapest Cave Church
  • Citadella | Monumento da Liberdade
  • Ybl Budai Kreatív Ház
  • Várkert Bazár
  • Castelo de Buda | Budapesti Történeti Múzeum
  • Labirinto do Drácula
  • Ponte das Correntes

DIA 5

  • Rudas Baths
  • Casa de Houdini
  • Igreja de São Matias
  • Bastião dos Pescadores
  • Igreja de Santa Maria Madalena
  • Koller Gallery
  • Passeio de Barco pelo Danúbio

DIA 6

  • Mercado Central
  • Pedra dos 0 Quilómetros
  • Museu da História da Música
  • Hospital in the Rock

Voámos, a partir de Lisboa, pela Wizz Air e como fomos no final do mês, já apanhámos os mercados de Natal. Ficámos instalados no Ibis Budapest Centrum. Este alojamento fica no lado de Peste, perto do Mercado Central e da Ponte da Liberdade. Ao lado do hotel fica um dos excelentes bares em ruínas, assim como vários outros cafés e restaurantes. A Sinagoga e o Museu Nacional também ficam relativamente perto, havendo a poucos metros uma estação de metro e várias paragens de autocarros!

O meu quarto!

Chegámos a Budapeste perto da 1h da manhã e o que fizemos foi ir directos para o hotel. Caso reservem transfer, o estacionamento fica no exterior do aeroporto, no lado direito, e temos de descer umas escadas para chegar a ele. Não esperem ajuda ou indicações por parte da polícia ou da população local… geralmente fingem que não percebem ou dizem que não sabem! 😒

O bar do hotel!

A moeda local é o Forint Húngaro e 1€ valia, na altura, aproximadamente 370, 50Ft. Geralmente, o que faço é levantar dinheiro na primeira caixa multibanco que vejo… é a maneira mais simples e que evita termos de recorrer a casas de câmbio! 😉

O dinheiro local!
DIA 1

De manhã, depois de um excelente pequeno-almoço, começámos a nossa exploração ao lado Peste… Saímos do hotel e fomos passeando pela cidade!

A primeira coisa que vimos, à saída do hotel, foi esta livraria de rua!

A primeira paragem foi no New York Palace Budapest! O seu edifício, do século XIX, e o seu interior são lindos, com várias salas onde podemos beber café ou comer, sempre acompanhados com o som de piano, tocado ao vivo.

Pormenor da entrada e parte da primeira sala!

Vale a pena a visita, nem que seja só para ver o espaço! Aviso que é um lugar com preços elevados e que se paga por uma ‘bica’, por exemplo, qualquer coisa como 7,50€!

Outra sala do New York Palace!

Daqui seguimos para a Grande Sinagoga (Nagy Zsinagoga). Além de ser bem bonita como templo, temos de ter em conta que também é um magnifico memorial aos judeus assassinados! O seu jardim, com as várias homenagens e as suas inúmeras campas, mantém viva a memória do holocausto! Dentro deste complexo, podemos também visitar o Museu Judaico. É a segunda maior sinagoga do mundo, só sendo ultrapassada pela de Jerusalém!

As mulheres não podem entrar com saias acima dos joelhos e os homens não podem ir de cabeça destapada recebendo, por isso, um quipá à entrada que têm de usar durante a visita! 😊

Grande Sinagoga

No cemitério lateral da Grande Sinagoga estão enterrados mais de 2.000 judeus, que foram torturados e assassinados em Budapeste. Numa das zonas do jardim podemos ver o Holocausto Memorial Hall, com pequenas gavetas com pedras e com a inscrição do nome das vítimas.

Parte do Holocausto Memorial Hall!

Existe ainda a campa simbólica de Raoul Wallenberg, que foi um arquitecto, diplomata e empresário sueco conhecido por ter salvo milhares de judeus, usando para isso passaportes especiais. Nessa campa aparecem também os nomes de dois diplomatas portugueses, Carlos de Liz-Teixeira Branquinho e Carlos Sampaio Garrido, homenageados por também terem salvo judeus e relembrados em várias zonas da cidade.

Uma das homenagens mais conhecidas, e que nunca deixa ninguém indiferente, é a ‘Árvore da Vida’… um salgueiro-chorão em aço, feito por Imre Varga. Cada uma das suas folhas tem o nome de um judeu assassinado!

Árvore da Vida
Algumas das folhas da Árvore da Vida!

Como tínhamos tomado um bom pequeno-almoço, resolvemos fazer um almoço tardio e aproveitar a manhã para visitar o Hungarian National Museum!

Museu Nacional Húngaro

Vale a pena entrar e ver a enorme colecção apresentada neste museu, que vai desde os instrumentos musicais, passando por achados arqueológicos, joalharia, objectos judaicos e muito mais! São muitas salas, com os mais variados temas relacionados com a história deste país!

Parte da exposição, presente numa das muitas salas!

Depois da visita a este museu, fomos então almoçar! O restaurante escolhido foi o Rostélyos Restaurant. Lugar pequeno, mas muito agradável, que fica em frente ao hotel! Excelente atendimento e pratos bem apresentados e com óptimo sabor. Preço médio, em relação a muitos outros locais em Budapeste! Alguns dos pratos que pedimos foram Gulyás, uma sopa mais conhecida como goulash, e Paprikás Csirke com Galuska (ou Nokedli), que é galinha com molho de paprica e uma massa tradicional apresentada em forma de bolinhas disformes. A paprica (ou colorau) é usada em muitos pratos e um dos mais conhecidos ingredientes da comida típica húngara.

Fachada do Rostélyos Restaurant

Depois do almoço, resolvemos ir beber um cafézinho ao Zoo Cafe. A ideia deste local é fabulosa… são vários os animais que se encontram neste café e que vão sendo colocados, caso queiramos, nas nossas mesas! Coelhos, iguanas, camaleões, tucanos, gatos, aranhas, cobras… um lugar muito especial e de fácil acesso, na zona do Mercado Central! Foi a primeira e única vez que vi um coelho a beber sumo, de uma caneca, por uma palhinha! 😆

Um dos habitantes do Zoo Cafe!

Nesta altura do ano a noite cai muito cedo! Quando saímos do Zoo Cafe já estava a escurecer, apesar de ainda só serem 17h… pareceu-nos o equivalente às nossas 20h. Assim, o que fizemos foi passear pela zona do Mercado Central, atravessar a Ponte da Liberdade (que para mim é a mais bonita) e percorrer a margem do rio, voltando depois por uma avenida paralela, mas já dentro da cidade.

Mercado Central

Na zona do mercado, ainda passámos no For Sale Pub que é bem curioso, em termos decorativos, por ter o tecto e as paredes completamente cobertas com folhas de papel penduradas!

For Sale Pub
Ponte da Liberdade (Szabadság Híd )
DIA 2

O dia seguinte foi novamente dedicado ao lado Peste, começando com uma pequena caminhada.

Passeando…
Alguma da arte urbana, que se vê durante os passeios pela cidade!

Fomos conhecer a Basílica de Santo Estevão (Szent Istvan Bazilika). É obrigatória a visita a este templo! Enorme, grandioso e com uma riqueza assombrosa. Tudo em mármore e com muito ouro!

A fachada da Basílica e um pormenor do seu interior!

Além da Basílica, pode-se ver o tesouro (elevador do lado direito) e a abóbada (elevador do lado esquerdo).

A bonita torre!

A abóbada tem uma espectacular vista de 360º sobre a cidade! 😉

Parte da vista que se tem da Abóbada!

Depois de sairmos da Basílica, fomos beber um café ao ‘Costa Coffee Hungary‘, que fica na avenida em frente ao templo! Apesar de já ter ido a alguns, noutras cidades, achei este bem acima da média em termos de serviço e de produtos.

Antes de lá chegar, demos de caras com a The Fat Policeman Statue… Dizem que fazer festas, na sua barriga, dá sorte! Pelo que consegui perceber, a estátua representa o avô do escultor, que era um polícia local, vestido com a sua farda cerimonial! 😊

O engraçado ‘Polícia Gordo’!

Daqui continuámos o nosso passeio e fomos em direcção ao Memorial to the Victims of the German Invasion. Este Memorial da Ocupação Alemã é bastante controverso e criticado pela população local, que mantém junto a ele, como se pode ver na imagem, os objectos dos judeus húngaros assassinados! Culpam o governo e as suas leis por isso. Fica sempre aqui alguém, permanentemente, para impedir que a polícia e o governo retirem os objectos! Muito significativo… A zona em redor é bastante calma e com vários monumentos para ver.

Memorial às Vítimas da Ocupação Alemã

A Praça da Liberdade, também bastante bonita, fica um pouco mais acima!

Praça da Liberdade

O caminho continuou em direcção ao Danúbio e ao Parlamento! A cidade é muito calma e segura, podendo esta zona ser toda feita a pé… o lado Peste é a área plana da cidade!

A chegar ao Parlamento!

As visitas ao interior do Parlamento só podem ser feitas com guia e necessitam de ser marcadas previamente! As reservas podem ser feitas online ou no local (apesar de ser mais difícil e de haver sempre filas enormes). Não existem visitas em português!

Parlamento de Budapeste

Além do Parlamento, há mais para ver nesta parte da cidade. O exterior e a vizinhança do Parlamento, em ambos os lados, é rica em atracções e monumentos. Um dos que mais me impressionou foram os Sapatos à Beira do Danúbio.

Estes sapatos são réplicas dos que eram usados pelos judeus húngaros, que foram obrigados a descalçar-se antes de serem mortos a tiro e atirados ao rio! São dezenas de sapatos de crianças e adultos, assassinados pelos membros da Cruz de Ferro (o partido húngaro nazi). O pormenor dos sapatos é enorme, tendo alguns deles flores e outros atacadores ou outro tipo de acessórios, colocados pela população, que continua a prestar homenagem!

Sapatos à Beira do Danúbio

Neste lado do Parlamento, pode ainda ser vista a estátua de Attila József, um poeta húngaro, que está sentado nas escadas laterais. Este escritor pertenceu ao Partido Comunista, tendo sido expulso por causas desconhecidas. Morreu aos 32 anos, esmagado por um comboio enquanto andava na linha. Existem dúvidas sobre a sua morte, sendo considerada acidente por uns especialistas e suicídio por outros.

Attila József

Depois de vermos este lado, contornámos o Parlamento e demos mais umas voltas pela zona, que tem várias praças, esculturas e outros pontos de interesse. O Museu Etnográfico também fica aqui, mas não o fomos visitar.

Fachada do Museu Etnográfico

Aqui perto encontrámos uma engraçada e curiosa ponte, com uma figura no centro do seu tabuleiro. Era o Monument to Imre Nagy/Remembrance Day (Oct. 23), que entretanto foi retirado e colocado noutro local, causando alguma polémica e revolta por parte da população. Imre Nagy foi um político conhecido pela sua oposição ao regime soviético. Foi executado e enterrado, em segredo, em 1958! Junto desta ponte, estavam sempre coroas de flores, colocadas pela população. Claro que toda a gente tira fotografias na ponte, ao lado do senhor… nós fizemos o mesmo! 😊

Na rua do lado direito, encontra-se o Museu do Chocolate, que tem uma excelente cafetaria no rés-do-chão!

Monument to Imre Nagy

Demos mais uma volta pela zona e ainda passámos pela Estátua de Lajos Kossuth e pelo Monumento a István Tisza, dois políticos húngaros.

Estátua de Lajos Kossuth
Monumento a István Tisza

Acabámos por ir à procura da estátua de Columbo, o detective da conhecida série de televisão.

Columbo e o cão!

O homem está com o seu cão a tentar desvendar um crime… Podem ajudar a personagem a encontrar o cadáver, que está por perto! 😆

Esta é a vítima do crime!!

Depois de ajudarmos a resolver o crime, fomos em direcção à Margaret Island. Esta ilha tem um acesso bastante fácil, através da ponte com o mesmo nome!

Já a sairmos da Ponte Margaret, no lado da Ilha

É Um bom local para passear a pé ou alugando um dos carrinhos eléctricos, ou bicicletas, que estão disponíveis à entrada! A maior atracção da ilha é a Fonte Musical, mas está desligada durante o Inverno!

No carrinho, prontos para começar a explorar a Ilha! 🤣

Passa-se através de algumas ruínas e de um pequeno jardim japonês, dispondo ainda de um mini-zoo, de um depósito de água antigo e do hotel, que fica no outro extremo! Agradável para passear… Tem uma zona de areia, situada por baixo da ponte que é bastante frequentada e acessível por um caminho que fica na margem esquerda!

Passeando pelos jardins da ilha!

Como já estava a ficar tarde, abandonámos a ilha e fomos aquecer-nos numa pastelaria, onde comemos uns bolinhos e nos serviram um excelente chocolate quente com marshmallows e uns cappuccinos coloridos… o meu era azul! 😊

Uma maravilha… 😊

Quando acabamos este lanche, já estava escuro na rua! Fomos em direcção ao hotel, pela margem do rio, para descansar um pouco antes de irmos jantar. 😉

Fazendo o caminho de volta ao hotel… Ponte das Correntes e Castelo de Buda!

Pelo caminho, vimos a Girl With Her Dog Statue! Outra daquelas estátuas que se vai encontrando ao passear por esta bonita cidade, que tem sempre algo para ver! Os pormenores e o resultado final estão bastante bem conseguidos, assim como a sua localização e enquadramento!

Estátua da Rapariga com o seu Cão!

Depois de uma hora e meia de descanso, no hotel, saímos e fomos à procura de jantar… Acabámos por entrar no Gulyás Étterem / Goulash Restaurant, para saborear novamente a comida tradicional! Já que era o nome do restaurante, comecei novamente a refeição com mais um goulash. A bebida escolhida, no meu caso, foi a limonada. É a bebida sem álcool mais vendida na cidade, encontrando-se de vários tipos, nas ementas de todos os restaurantes… aqui bebi uma de limão e laranja! 😁

Este é um pequeno restaurante, muito simples, mas com excelente comida! Uma carta sem muita variedade, mas tudo com excelente apresentação e óptimo sabor. Os legumes grelhados são muitos bons, assim como o pato e o saboroso piano de porco!

Legumes Grelhados

Depois do jantar, para ajudar à digestão, demos mais um passeio pela cidade. Durante esta altura do ano, por ser próximo do Natal, já encontrámos vários mercados e muita animação de rua.

DIA 3

O dia seguinte foi destinado a percorrer a Avenida Andrássy, considerada a mais importante de Budapeste! Remonta ao ano de 1872 e foi incluída no Património Mundial da Humanidade, em 2002. Tem vários monumentos, lindas fachadas históricas e muitos pontos de interesse, ao longo do seu percurso.

Um dos primeiros locais onde parámos foi na Ópera de Budapeste, criada pelo arquiteto húngaro Miklós Ybl, e um dos edifícios neorrenascentistas mais importantes do país. Foi financiada por Francisco José I, imperador da Áustria, com a condição de que esta não fosse maior que a Ópera de Viena. Podem-se marcar visitas guiadas, em várias línguas, mas nós decidimos não o fazer. De qualquer modo, vale a pena entrar nem que seja só para ver a primeira sala, onde estão as bilheteiras! 😉

A zona das bilheteiras!

Logo um pouco mais à frente, seguindo em direcção à Praça dos Heróis, fica a Terror Haza (Casa do Terror). Este museu é dedicado aos regimes fascistas e comunistas da Hungria e é um memorial a todos os que foram interrogados, torturados e executados durante esse período. Nós não o visitámos, mas pelas críticas que tenho lido, isso vai ter de ser feito quando voltar à cidade! 😉

Pormenor da fachada da Terror Haza, que tem as fotografias das vítimas do regime.

No mesmo local, em frente, fica o Monumento da Cortina de Ferro. Este representa a divisão da Europa em duas partes, ou blocos, durante a Guerra Fria.

Cortina de Ferro

Seguimos pela avenida e fomos até à Praça dos Heróis, que é uma visita obrigatória. É uma praça enorme, com um monumento central, sempre cheia de turistas e que acaba por funcionar como entrada para o Parque da Cidade! Tem o Museu das Belas Artes no lado esquerdo e o Palácio das Artes no lado direito! Optámos por visitar apenas o Museu das Belas Artes, que tem também uma excelente cafetaria.

Praça dos Heróis

O Museu das Belas Artes (Szépmüvészeti Múzeum) foi construído entre 1900 e 1906, num estilo neoclássico. Possui a segunda maior colecção de arte egípcia da Europa e, além disso, tem secções de pintura e escultura antiga, uma colecção gráfica e uma colecção moderna.

Museu das Belas Artes

Conta com 300 quadros de mestres como Rafael, Rembrandt, El Greco, Velasquez e Goya. Tem também uma pequena escultura equestre, de Leonardo da Vinci.

Visitando o Museu!

Depois de visto o museu, seguindo pelo lado esquerdo da Praça dos Heróis, fomos conhecer o Jardim Zoológico, perto das termas e do circo que fica à frente das mesmas! Foi uma visita que não me deixou bem impressionado.

A zona dos flamingos!

O espaço e a decoração do zoo são bonitas, mas achei que algumas das jaulas e das secções podiam estar melhor cuidadas e limpas, apesar dos animais parecerem saudáveis! Havia zonas interiores com um mau cheiro intenso e a manutenção pareceu-me, por isso, descuidada. De qualquer modo, é um zoo interessante e com muita diversidade de animais, divididos de acordo com a espécie e a origem geográfica!

Uma das zonas que mais gostei… Permite contacto com os animais!

Depois do Zoo, resolvemos ir espreitar o Capital Circus de Budapeste! Este circo foi aberto em 1889, mudando de sítio várias vezes. Em 1971, fixou-se no local onde está agora, sendo o único circo ‘dentro de casa’ da Europa Central. Caso queiram ver o espectáculo, as sessões diárias são às 15h. Podem comprar o bilhete no local ou no site oficial.

No final da sessão… agradecimento!

Depois do circo, nada como uma ida às Termas Széchenyi, que são as mais famosas e conhecidas da cidade… Vale a pena perderem duas horinhas de molho, depois da caminhada pela Avenida! Caso não tenham levado, eles alugam roupa de banho, toalhas e esse tipo de coisas, mas aconselho a levarem as vossas. De qualquer modo, vão ter de alugar pelo menos uma cabine, para se trocarem, ou um cacifo para guardar os vossos pertences, se já levarem a roupa por baixo ou numa mochila, mas assim vão ter de se despir (ou trocar) nos balneários, com muito menos privacidade! Tudo funciona através de uma pulseira, que serve de chave, e os preços variam de acordo com aquilo e com o tempo que pretenderem!

Termas Széchenyi

Depois das Termas, entrámos no enorme Parque da Cidade e fomos para a zona do Castelo Vajdahunyad. À entrada deste castelo estão várias barracas com muita comida, doces, artesanato regional e outras recordações!

O castelo é engraçado, com as suas diferentes fachadas. Foi construído em 1896, como parte de uma exposição mundial, e pretende mostrar a evolução arquitectónica húngara ao longo dos séculos. Os seus lados são cópias de vários edifícios históricos espalhados por várias cidades do antigo Reino da Hungria. Estava fechado quando aqui estivemos, mas costuma ser palco de concertos, festivais e algumas exposições.

Chegando ao Castelo!

Nas praças que o rodeiam existe muita animação, com música ao vivo e milhares de turistas… demasiada gente, para mim, não devíamos ter vindo ao fim de semana! Perto do castelo ficam ainda um lago com barcos e uma pista de patinagem no gelo.

Foi aqui que provei o meu primeiro Lángos, uma especialidade húngara, muito saborosa e apresentada com vários recheios, doces e salgados! Também comemos, no mesmo local, outro snack húngaro que consiste num crepe enrolado e recheado (no nosso caso) com galinha e muitos legumes, o Palacsinta!

O delicioso Lángos!

É aqui também que está a Anonymus Szobor! Uma engraçada estátua, que representa um escritor cuja identidade é desconhecida… Sabe-se que foi notário de Béla III e que foi ele quem escreveu ‘Gesta Hungarorum’, as crónicas dos feitos dos húngaros. É óptima para tirar fotografias, como todos estavam a fazer, e dizem que tocar nela dá sorte, mas estava tanta gente no local que nem nos lembrámos disso! 😁

Anonymus!

No mesmo local, ainda podemos visitar a Jáki Kápolna. A capela é linda, vista por fora e enquadrada no castelo. Por dentro achei demasiado normal e vulgar, com pouca riqueza e ornamentações, comparando com outros templos na cidade!

Capela Jáki
Um amigo que fiz, à porta da Capela! 😁

Demos mais umas voltas pelo Parque da Cidade e apanhámos um táxi de volta para a zona do hotel, com um motorista bem simpático, que nos levou aos cinco no carro… um de nós foi meio deitado em cima dos outros, no banco de trás! 🤣

Antes do jantar, ainda fomos visitar mais dois locais, o Miniversum e a 3D Gallery Budapest, que fecham mais tarde que os outros museus e atracções da cidade.

O Miniversum, embora não seja tão grande e tão completo como o Kolejkowo em Wroclaw (Polónia), é igualmente interessante e impressionante, sendo mais interactivo que o referido! Podemos ver toda a cidade, com todas as zonas importantes em miniatura, bem como os campos e as áreas envolventes. As linhas de comboio a funcionar, a população, as actividades locais, tudo com um incrível detalhe.

Miniversum

Além da Hungria, ainda exibe zonas da Áustria e da Alemanha. Uma coisa que achei genial foi o facto de mostrarem as cidades com o ciclo solar. Regularmente, ouve-se um aviso e escurece ou amanhece! Espectacular! 😊

O Miniversum a simular a noite, para vermos a iluminação das cidades!

A 3D Gallery Budapest é do mais divertido que possa haver e proporcionou-nos umas boas gargalhadas! Antes de mais, devo realçar a boa disposição, paciência e simpatia das funcionárias, que tornaram a visita ainda mais divertida! Há sempre uma ou duas que nos acompanham e nos tiram fotografias, sugerindo posições e ângulos para as nossas próprias fotos.

Algumas das fotos tiradas nesta divertida galeria! 😁

A galeria é uma curte, com uma série de quadros onde podemos tirar fotos em diferentes situações! As fotografias, que as colaboradoras nos tiram, podem ser transformadas numa foto, ou íman, que nos é oferecido no final da visita. 😊

Foto de Grupo

Depois de nos termos alimentado, demos uma voltinha pela cidade. As ruas, já decoradas para o Natal, estavam sempre bastante animadas e repletas de pessoas e muito movimento.

Passeio nocturno!
Continuando a volta…

A meio do passeio, resolvemos beber uma bica e descansar no Café Gerbeaud, outro dos estabelecimentos históricos de Budapeste, que está aberto desde 1858! É composto por várias salas e a sua decoração engloba vários estilos, com mármore, madeiras exóticas e bronze. Tem uma boa variedade de chocolates quentes e de bolos típicos da Hungria, servindo também refeições. Apesar da qualidade dos produtos, o atendimento não é nada de especial e é um dos locais mais caros da cidade. Éramos 5 pessoas e entre os cafés, águas e cappuccinos gastámos aqui cerca de 70 euros.

Uma das salas do Café Gerbeaud!

Devido à fama deste café, decidi que seria aqui que iria provar Dobos Torta, um doce tradicional deste país. É um bolo com 7 camadas finas, recheadas de chocolate e coberto com caramelo. Existem simples e existem revestidos com frutos secos, que podem ser avelãs, nozes, castanhas ou amêndoas. 😊

Outras das salas e uma fatia de Dobos Torta!

Depois desta pausa, fomos acabar a noite no Danube Palace… Não podíamos perder a oportunidade de assistir a um verdadeiro espectáculo de música e dança húngara!

Este edifício foi construído entre 1883 e 1885 e renovado em 1941, tendo sido uma espécie de clube com divertimentos para os aristocratas. O palácio tem 3 salas e conta ainda com um restaurante! São várias as utilizações das salas e os espectáculos a decorrer ao mesmo tempo… na noite que aqui estivemos, estavam a haver apresentações em dois andares!

O palco, momentos antes de começar a apresentação!

Aquele que vimos teve duas partes de 45 minutos, com um intervalo no meio. Foi uma actuação surpreendente e que superou todas as minhas expectativas, quer pela qualidade dos músicos quer pela destreza, agilidade e coordenação dos bailarinos, com várias mudanças de roupa e estilos de danças tradicionais diferentes. Nem demos pelo tempo passar… recomenda-se! 😍

Durante uma das danças apresentadas!
DIa 4

O quarto dia começou com a passagem pela Ponte da Liberdade, em direcção ao lado Buda! A ponte deixa-nos perto das famosas Termas e Hotel Gellért, que ficam em frente à maravilhosa Budapest Cave Church.

Atravessando a ponte… na esquerda o Hotel e Termas Gellért, em frente a Igreja na Gruta e à direita, em cima, o Monumento da Liberdade (Citadella)!

A igreja é magnífica… pequena, linda, com as suas várias capelas inseridas na gruta! Não sei se é habitual, mas fomos a um domingo e a bilheteira estava fechada. Como não estava lá ninguém, mas a porta estava aberta, entrámos sem pagar e vimos sem guia, ao nosso ritmo, com muita calma e sossego! Foi uma excelente maneira de começarmos este dia e é outra daquelas visitas que considero obrigatórias! 😊

Igreja na Gruta

Quando saímos da Igreja começámos a subir até à Citadella, o ponto mais alto de Budapeste! Foi acabada de construir em 1854 e tem lá dentro um bunker que pode ser visitado, infelizmente encerrado quando aqui estivemos. Lá em cima podemos ver também o Monumento da Liberdade, uma das estátuas mais fotografadas da cidade. Para quem, como nós, quiser ir a pé, existem pelo menos dois caminhos para lá chegar. Nós subimos a partir da Praça Szent Gellért, mas aviso que é cansativo e que existem várias bifurcações… tenham cuidado para não se enganarem! 😁

A subida que fizemos e o Monumento da Liberdade!

Depois da Citadella, descemos por um caminho diferente e fomos em direcção ao Castelo de Buda!

Descendo a Gellért Hill!

O caminho, junto ao rio, é bem bonito e com vários pontos de interesse. Passa-se pelas Rudas Baths, umas termas bem agradáveis, e por alguns museus e galerias! Como o nosso objectivo era mesmo visitar o Castelo, apenas parámos na Ybl Budai Kreatív Ház, uma galeria com um engraçado leão à porta onde vimos uma pequena exposição de arte moderna!

Entrada da Ybl Budai Kreatív Ház.
Uma das instalações da exposição!

Quase em frente, fica Várkapitányság, que tem umas impressionantes estátuas junto à fachada. Penso que seja onde estão localizados os serviços administrativos e os escritórios do castelo.

Fachada da Várkapitányság!

Existem várias maneiras de chegar ao Castelo de Buda! Nós resolvemos entrar pelos jardins, chamados de Várkert Bazár.

Percorrendo o jardim…

Aqui fica uma escada rolante que nos leva de graça, e muito rapidamente, para a zona principal do complexo! Evita-se ter de pagar e ter de esperar na enorme fila para o Funicular! Além disso, os jardins são bem bonitos e interessantes! 😉

Indo para a escada rolante, ao fundo!

Dentro do castelo, visitámos o Budapesti Történeti Múzeum, que é enorme! É um espaço fabuloso que apresenta inúmeras peças de arte relacionadas com a história do país. Pintura, escultura, vestuário, armas, arte sacra e uma espectacular cave, que achei impressionante!

Algumas das peças do Budapesti Történeti Múzeum.

O complexo do castelo tem muito que ver, mesmo para quem não estiver interessado em visitar o museu… os seus pátios e recantos são ricos em estátuas e ornamentações!

Na praça do Castelo de Buda!

Depois da visita ao Castelo, fomos em direcção ao Bastião dos Pescadores, tendo feito uma paragem para uma visita a um macabro lugar… o Labirinto do Drácula!

É um curioso e divertido labirinto, rodeado de algumas lendas, onde esteve aprisionado Vlad, o Drácula! É interessante a visita pelos seus corredores, onde se encontram algumas salas com manequins e objectos usados pelo Conde e seus convidados, mostrando como viviam no local. Apesar de ser prisioneiro, este conhecido personagem foi fazendo alianças com outros criminosos e acabou por transformar o sítio numa espécie de palácio subterrâneo.

Uma das salas do Labirinto!

O labirinto tem cerca de 1.000 metros abertos ao público, sendo feita uma previsão de meia hora por visita. Os corredores estão marcados e alguns estão fechados, por segurança, mas aviso que é um lugar pouco iluminado e que irá ser necessário o uso da lanterna do telemóvel em várias passagens! Algumas das marcas estão meio apagadas… tenham cuidado e não se percam, que foi o que aconteceu com alguns membros do nosso grupo! 🤣

Mais figuras que se encontram e alguns dos corredores por onde se passa!

Quando saímos do Labirinto já estava a escurecer! Resolvemos, por isso, dar apenas mais uma volta pela zona… passámos pela Igreja de São Matias e pelo Bastião dos Pescadores, sem perder muito tempo porque no dia seguinte iríamos voltar aqui. Descemos em direcção à Ponte das Correntes. Atravessámos e fomos passeando pela cidade até chegarmos ao Gulyás Étterem, onde resolvemos jantar.

Bastião dos Pescadores
DIA 5

O dia 5 foi novamente dedicado a Buda, tendo começado nas termas Rudas Baths. Nestas termas fomos recebidos também com muita simpatia… são pequenas, simples e sem muitos luxos. Têm uma cafetaria à entrada e uma fantástica piscina de água quente no terraço da cobertura! 😊

Entrada para os Banhos!

Depois das termas passámos pelo Funicular, que não usámos novamente, e subimos por um acesso que nos deixou perto do Bastião. Acabámos por fazer uma visita à Casa de Houdini! Fomos visitar este museu, aproveitando o facto de termos almoçado no restaurante que está mesmo em frente, que é bem barato e bom, funcionando tipo buffet… é o Vár Bistro!

O Funicular e a peça de decoração que estava à entrada do restaurante!

Na Casa de Houdini fomos recebidos com muitos sorrisos, por duas simpáticas recepcionistas, tendo uma delas sido a guia da nossa visita a este pequeno museu! Fez-nos uma explicação bem detalhada sobre a vida de Houdini, enquanto víamos alguns objectos pessoais e algumas réplicas dos materiais usados por este ilusionista.

A entrada da Casa de Houdini e a minha mãe a fugir de um cofre!

No final da visita, tivemos direito a assistir a um curto, mas engraçado e divertido, show de magia! Impecável! Comprei umas algemas em miniatura, como recordação! 

A nossa guia a mostrar como se fazem alguns truques e o Mágico do espectáculo que se vê no local!

A próxima atracção a ser visitada foi a Igreja de São Matias, que tinha sido vista só por fora. É outro dos locais de culto de Budapeste que merece ser conhecido! Foi construída entre os séculos XIII e XV, tendo sofrido transformações no final do séc. XIX. Esta igreja é deslumbrante, começando logo pelo telhado colorido e por todo o seu exterior… além de que a zona onde está, junto ao Bastião dos Pescadores, é linda e muito calma, apesar de muito turística!

O interior da igreja é muito rico em decorações, com alguns pormenores fascinantes. Além das suas capelas e altares, passam-se por várias divisões, com muitas peças em exposição. Podem ser aqui vistos os túmulos de Bela III e da sua esposa Anne de Châtillon e uma réplica das jóias da coroa, além de escudos, incríveis frescos e bonitos vitrais. Podemos também subir os 197 degraus da sua torre, restaurada e aberta em 2015, obtendo uma excelente vista da cidade.

O exterior da Igreja, um dos altares e o túmulo de Bela III e Anne de Châtillon.

O espectacular Bastião dos Pescadores é um excelente sítio para passear sendo calmo e seguro, apesar da quantidade de pessoas que visitam este local! É facilmente acessível para quem vem do Castelo de Buda e outra maneira fácil de cá chegar é fazendo uma subida que começa logo a seguir ao arco do viaduto e à rotunda da Ponte das Correntes… É um trilho que se faz por dentro do pequeno monte, que fica por baixo do Bastião!

Bastião dos Pescadores

São muitos os museus e os pontos de interesse nesta parte da cidade. Façam uma pesquisa, pode ser que gostem das temáticas! Lembro-me de ter passado pelo Museu dos Telefones que, infelizmente, estava fechado nesse dia e sei que existe também um Museu da História Militar.

Continuámos a nossa exploração à zona e encontrámos a Igreja de Santa Maria Madalena, ou melhor, a torre da igreja porque o resto foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial! Restam apenas a torre, o chão, uma janela e pouco mais, deste templo do século XIII. Os sinos da torre continuam a funcionar e li em algum lado que se pode subir ao topo, para admirar a paisagem.

Torre e Janela da Igreja de Santa Maria Madalena!

No final da tarde, ainda houve tempo para visitar a Koller Gallery! A primeira coisa a dizer desta galeria é que a entrada é grátis! É uma casa-museu-galeria, onde muitas das peças que estão em exposição estão à venda. São vários pisos e um jardim, que podem ser visitados e onde se vêem quadros e esculturas espectaculares… o jardim, para mim, é a melhor parte… pequeno mas com algumas esculturas que valem bem a pena ser admiradas! Quando acabámos a visita tivemos uma divertida conversa com a recepcionista, que falava português correctamente! 😁

Algumas das peças do jardim!

Abandonámos a zona e fomos até ao hotel, descansar um pouco. A noite foi destinada para um passeio de barco pelo Danúbio! Outra daquelas coisas que não podem deixar de fazer!

São muitas as empresas que fazem os passeios pelo Danúbio, e que podem ser encontradas à beira do rio, mais facilmente no lado de Peste, sendo as primeiras a seguir ao Great Market Hall, à saída da linda Ponte da Liberdade… indo pela margem em direcção ao Parlamento, encontram-se várias destas operadoras!

A doca onde embarcámos!

No nosso caso a companhia escolhida foi a Silverline, fazendo a reserva através da recepção do hotel. Fizemos o percurso simples, sem jantar nem música ao vivo, num barco espectacular, onde se conseguiu ter uma vista magnífica durante todo o passeio! Ao mesmo tempo, vai-se ouvindo nos altifalantes da embarcação, algumas curiosidades e informação variada, sobre os pontos por onde se vai passando!

O interior do barco!

Acreditem que vale mesmo a pena… o Parlamento é lindo, visto do rio, assim como o Castelo de Buda, as pontes e tudo o mais que se vai vendo nas duas margens! Realizámos o passeio, no penúltimo dia na cidade, depois de termos percorrido a pé todos os pontos por onde passámos de barco… mesmo assim, já conhecendo as coisas, a vista é deslumbrante!

Ponte das Correntes

Façam a visita durante a noite… a nossa foi às 19h. Os monumentos iluminados são especialmente bonitos! 🥰

Castelo de Buda
O fantástico Parlamento!

Daqui fomos para o centro da cidade. Parámos para comer qualquer coisa e fomos ao Mercado de Natal, antes de voltarmos ao hotel!

Percorrendo o Mercado…

Aqui uma das bancas que mais me surpreendeu foi a dos chocolates a imitar peças de metal, ferro e madeira. Passei-me com o pormenor das imitações… Alicates, porta-chaves, saca-rolhas, parafusos, chaves-de-fendas, colheres de pau, cadeados, tudo feito em delicioso chocolate! Não resistimos e comprámos vários, que oferecemos como recordação a alguns amigos e familiares!

A banca dos chocolates… Maravilha!
DIA 6

O sexto dia começou com uma visita ao Mercado Central (Great Market Hall), onde se pode comer e comprar recordações, ao mesmo tempo que se conhecem os produtos locais. Comparem os preços que variam muito dentro do recinto… existem algumas lojas, com os mesmo produtos, muito mais caros que noutras logo ao lado! 

Mercado Central

Achei engraçado um expositor que tem os vários tipos de cogumelos… os comestíveis, os psicotrópicos e os mortais! 😄

A montra dos cogumelos!

Outra coisa engraçada, e que nunca tinha visto, foi uma scooter-ambulância que estava estacionada perto do Mercado. Achei bem curioso e ao mesmo tempo útil! É uma forma muito mais rápida de mandar alguém prestar os primeiros-socorros enquanto a ambulância não chega, já que estamos numa cidade. Também pode ser uma maneira de socorrer feridos ligeiros, que não precisem de transporte. Gostei!!

Scooter-Ambulância

Depois do Mercado, fomos novamente para a zona do Bastião dos Pescadores. Fizemos uma paragem para café e descansámos num banco junto à Pedra dos 0 Quilómetros! Fica mesmo à saída da Ponte das Correntes, no lado Buda, ou se preferirem, mesmo à entrada do Funicular… num pequeno largo entre uma coisa e outra. Nada de especial, se compararmos com a maioria das esculturas que vamos encontrando pelas ruas da cidade!

Vale pelo seu significado, já que é a Pedra dos 0 km, a partir de qual são medidas as distâncias de todas as estradas para Budapeste! Tem 3 m de altura e foi colocada em 1932, embora tenha sido destruída durante a II Guerra Mundial! Foi posta novamente em 1953 e esta versão, nesta posição, existe desde 1975! Vê-se durante o passeio… penso que não é nada que mereça um desvio propositado.

Pedra dos 0 Quilómetros

Sendo músico, não podia deixar de visitar o Museu da História da Música! Achei espectacular a visita a este local, com várias salas repletas de pianos e outros instrumentos musicais! Chegámos ao museu perto da hora do almoço, sendo os únicos visitantes… as luzes foram acesas por causa da nossa entrada! 

Cópia exacta da sala de László Lajtha, pedagogo musical húngaro e compositor de música folk.

Os dois funcionários, já com uma certa idade, foram bem simpáticos, entregando-nos panfletos e variada informação sobre o local e sobre as peças em exposição. Muitos pianos em várias salas, violinos, duas reproduções de oficinas de restauro, réplicas das salas de estudo de alguns músicos locais, enfim, uma maravilha para músicos e amantes deste tipo de peças de arte, já que os considero muito mais que simples instrumentos musicais. Recomenda-se! 

Um dos muitos instrumentos em exposição!

Fomos almoçar novamente ao Vár Bistro e demos mais umas voltas pelo Bastião dos Pescadores e numa pequena feira que estava na sua parte de baixo. Depois disso, fomos a outro local que considero obrigatório… o Hospital in the Rock / Nuclear Bunker Museum!

Fachada do Hospital e primeiro corredor de acesso ao interior!

Façam a visita, que só pode ser feita com guia (não existe em português) e passem-se com este abrigo nuclear! Tudo o que vêem é o material original deste hospital que só deixou de ser secreto em 2008 e onde ainda tudo funciona. Todas as máquinas, equipamentos e até mesmo os papéis e documentos que os manequins parecem escrever, são os originais! Não são permitidas fotos durante a visita (infelizmente)! 🙂

Os frascos usados no Hospital!

Depois desta impressionante visita, fizemos a caminhada de volta para o hotel, chegando a horas de jantar. Após a refeição demos uma volta pela cidade, percorrendo ruas diferentes e descobrindo mais alguns monumentos e pontos interessantes. Vale a pena vaguear por Peste, sem destino… encontra-se sempre algo novo!

Decoração de Natal na rua e entrada de uma Galeria, que encontrámos pelo caminho!

Encontrámos ainda um templo, que não consigo saber o nome, mesmo depois de ter pesquisado… o problema é que não faço ideia das ruas por onde andámos e assim não o consigo localizar no mapa!

O altar principal e uma das peças desta igreja ‘anónima’! 😆

De qualquer modo, entrámos e ainda bem… era uma curiosa igreja que tinha uma cave, onde também faziam cerimónias!

A cave, onde estavam várias pessoas a rezar!

Daqui fomos de novo para a zona do nosso alojamento. Como era a última noite, resolvemos ir curtir umas horas para o Púder Bárszínház, um dos famosos bares em ruínas de Budapeste e que fica mesmo ao lado do hotel. Excelentes bebidas, desde o chocolate quente ao Winter Elixir, um cocktail que é uma maravilha!

Estes bares ocupam edifícios que foram destruídos durante a guerra e que, sem serem reconstruídos, foram adaptados para a vida nocturna. São locais únicos, decorados de forma espectacular, muitas vezes ainda com móveis e outros objectos que estavam nos destroços. O ambiente é muito seguro e animado, sendo as bebidas baratas e servidas com muita simpatia! A maior parte deles fica no bairro judeu mas, pelo que li, existem cerca de 30 na cidade.

Sala principal do Púder Bárszínház!

A última manhã não nos deu para nada, já que o avião era cedo. Depois de um excelente pequeno-almoço demos uma voltinha pelos arredores do hotel, para nos despedirmos desta linda cidade!

Durante a última voltinha…
À espera do transfer para o aeroporto!

A última ‘dica’ que tenho para dar é que, caso sejam gulosos como eu, não se venham embora sem provar o Túró Rudi, chocolate típico que só se fabrica e comercializa cá, não sendo exportado para nenhum outro país! É vendido fresco e está sempre exposto ao lado dos iogurtes… Muiiiiiiiito bom! Comi estes dois de tacada! 🤣

Túró Rudi

Como digo em todos os artigos, e pelo que foram lendo neste diário de viagem, ficou muita coisa para ver nesta cidade. É uma capital linda, segura e com muito para descobrir… já estou com vontade de voltar! Arranjem tempo, dinheiro (não é uma cidade barata) e façam uma visita… vai deixar saudades! 💗

Deixo-vos com a foto de uns pardais que estavam numas cadeiras do aeroporto e que não saíam mesmo quando as empurrávamos! Boas viagens! 😊

Os pardais do aeroporto, mais que habituados às pessoas!
Publicado em espanha

Ronda – 4 dias na cidade do Tajo!

Em 2015 decidimos, pela primeira vez, não passar o Natal em casa! Como a decisão foi muito em cima da hora, tivemos de pensar num destino em que se conseguisse ir de carro… a localidade escolhida foi Ronda, na vizinha Espanha.

O Roteiro que fizemos:

DIA 1

  • Viagem e Alojamento
  • Iglesia de La Merced 

DIA 2

  • El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)
  • Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno
  • Fuente de los Ocho Caños
  • Ponte Velha
  • Jardins de Cuenca
  • Banhos Árabes
  • La Ermita de San Miguel
  • Puerta de Almocábar
  • Santuário de Santa Maria Auxiliadora
  • Plaza Duquesa de Parcent
  • Iglesia de Santa Maria la Mayor
  • Casa-Palácio Museu Lara

DIA 3

  • Real Maestranza de Caballería de Ronda
  • Puente Nuevo
  • La Casa del Rey Moro | Casa Neomudéjar | Mina de Água Secreta | Jardín de Forestier
  • Miradouro de Aldehuela
  • Casa Museo San Juan Bosco

Dia 4

  • Viagem de Regresso
  • Huelva | Catedral de Huelva

DIA 1

Éramos 5 pessoas e abalámos de Vila do Bispo, dia 24 de Dezembro, perto das 8h. Seguimos em direcção a Sevilha para depois descer para Ronda, fazendo uma viagem de cerca de 425 km. Fizemos paragens para tomar o pequeno-almoço e para almoçar, sempre com calma, tendo chegado ao destino por volta das 17h.

Fomos directos ao Hotel San Cayetano, reservado pelo Booking e escolhido por ser o único que ainda tinha quartos disponíveis. Não serve pequeno-almoço e não tem estacionamento. Tem a vantagem de ficar no centro da cidade, perto de tudo.

Os quartos são óptimos, com boas casas-de-banho, um excelente conforto e uma limpeza impecável. O pessoal da recepção foi bastante simpático e disposto a ajudar, com várias dicas sobre visitas, cafés e restaurantes. Como optámos por ficar só em Ronda, o carro ficou num estacionamento subterrâneo, na praça ao lado da rua do hotel. Só voltámos a mexer nele para fazer a viagem de regresso. 😉

O meu quarto!

Depois de instalados, fomos dar uma volta pela cidade e procurar um local para jantar.

Primeiro passeio pelo centro…

A decoração estava bonita e, não sei se foi por estarmos na época natalícia, as ruas e as esplanadas estavam cheias.

Continuando a conhecer a cidade!

É uma povoação bastante animada, com várias zonas dedicadas ao comércio e à restauração.

A cidade toda decorada!

Nesta primeira noite, jantámos num restaurante chinês que encontrámos durante o passeio. Por ser véspera de Natal, todos os outros por onde passámos estavam fechados.

Presépio numa praça!
Um dos caminhos que fizemos…

Depois disso continuámos a exploração, passando pela ponte e pelo miradouro, acabando por entrar na Iglesia de La Merced durante a Missa do Galo!

Iglesia de La Merced, onde estava a ser celebrada a Missa do Galo!

Depois da missa, que não vimos até ao fim, fomos novamente para as ruas das lojas e passámos pela Praça de Touros.

Escultura junto à Praça de Touros.

A cidade é pequena e é fácil circular pelas várias zonas a pé. Demos mais uma voltinha e regressámos ao hotel! 😊

Fantástica loja de presuntos!

DIA 2

O segundo dia começou com um excelente pequeno-almoço. Descobrimos uma padaria/pastelaria, atravessando a rua depois do hotel, que era uma maravilha. O pão e os bolos acabados de fazer e os croissants quentinhos e bem estaladiços… Muito bom! 😊

Entretanto, iniciando o passeio, fomos dar ao ‘El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)‘, que data de 1734 e tem uma história bastante curiosa!

El Templete de Los Ahorcados (o de La Virgen de los Dolores)

Duas das colunas, como vêem na imagem e só para vos contar um pouco da história desta ‘capela aberta‘, representam as figuras daquilo que primeiro foram chamados de “Homens-Pássaro” e que depois passaram a ser conhecidos como “Anjos Caídos“. O que é certo é que, embora muito antigas, estas figuras são idênticas à imagem que todos nós temos de extraterrestres! De qualquer modo, representam algo que veio do céu! 😆

Isto, para os entusiastas da Ufologia, prova que as visitas dos aliens ao nosso planeta, ocorrem há mais anos do que se possa pensar. A história dos discos voadores não é, portanto, recente e é identificada, inclusive, desde a Antiguidade.

E agora…?? Existem ou não?!? Heheheeh… 😁

Depois deste estranho templo, continuámos a visita à cidade!

Explorando…
Um dos candeeiros da cidade e a estátua de Ana Molina, conhecida como Amaya ‘La Gitana’, famosa cantora, guitarrista e bailarina.

A paragem seguinte foi na Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno, que tinha um presépio enorme, com as figuras em tamanho real.

Entrando na Igreja, um dos altares e o Anjo que era o início da exposição.

Era uma exposição com carácter solidário e estava muito bem conseguida.

Um dos quadros representados.
Algumas das figuras deste bonito presépio!

Depois de vista a exposição, a exploração continuou… Existem muitos pormenores engraçados, que se vão descobrindo enquanto se percorre a povoação.

Fuente de los Ocho Caños, que fica em frente à Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno.
Caminho por onde vamos seguir…
Vista da Iglesia de Ntro. Padre Jesus, onde estivemos, e da Fuente de los Ocho Caños!

Fomos andando até chegarmos à Ponte Velha, que levanta dúvidas sobre a sua construção ter sido romana ou árabe.

Ponte Velha, vista dos 2 lados!

Daqui continuámos até aos Jardins de Cuenca, que merecem uma visita.

Jardins de Cuenca e vista para o Palacio Del Rey Moro, que estava a ser restaurado.

Saindo dos Jardins, fomos até aos Banhos Árabes, que podem ser visitados. Foram construídos entre os séculos XIII e XIV, estando as suas ruínas bastante bem conservadas. O espaço é pequeno mas, durante a visita, mostram um vídeo que permite ver como eram e como funcionavam.

Banhos Árabes

Pelo caminho passa-se por La Ermita de San Miguel, que estava encerrada.

La Ermita de San Miguel

Depois do Banhos, vimos um trilho que nos levava por fora das muralhas, até ao outro lado da cidade… Como tínhamos tempo e estava um excelente dia, resolvemos seguir por ele! 😁

Começando a fazer o trilho!
O percurso que fizemos… a minha mãe e as minhas tias, ainda vinham no caminho… 😊
Já no local onde voltámos a entrar na estrada!

Continuando a caminhada, fomos dar à Puerta de Almocábar, que é do séc. XIII. Foi modificada por Carlos V e restaurada em 1961!

Puerta de Almocábar, no meio das duas torres, fica outro arco com uma portão mais largo.

Passámos por ela e fomos subindo até ao centro da cidade.

Vista que se tem, durante o regresso ao centro.

Passámos por um muro, totalmente escrito com todo o tipo de mensagens. Não percebemos porquê! 😁

O muro rabiscado!

Depois seguimos para o Santuário de Santa Maria Auxiliadora, que tem uma bonita igreja. Infelizmente, só se pode visitar durante as missas.

Santuário de Maria Auxiliadora.

De qualquer modo, é uma das zonas mais altas da cidade e conseguem-se belas vistas da paisagem, a partir de um miradouro que existe aqui.

Vista a partir do miradouro.

Continuámos andando até à Plaza Duquesa de Parcent, que tem um bonito jardim e onde fica o Ayuntamiento de Ronda, a câmara municipal. Esta praça tem muito movimento e vários pontos de interesse.

Passeando na Plaza Duquesa de Parcent.

Aqui podemos encontrar o Convento de Santa Isabel de los Angeles e o Convento De La Caridad (HH. De La Cruz). Convém verificar os horários, porque nem sempre estão abertos.

Ayuntamiento de Ronda

Também existem bons cafés e restaurantes, além de se poder alugar um coche para passear pela zona! 😊

Um dos coches, a passar em frente à Igreja.

É também nesta zona que fica a Iglesia de Santa Maria la Mayor, que começou a ser contruída em 1485 e vale a pena ser visitada. É bonita por dentro e por fora, com a sua fantástica torre.

A torre da Igreja, o seu interior e uma das várias portas!

Depois de vista esta zona, fomos para a Casa-Palácio Museu Lara, que é uma visita obrigatória nesta cidade.

Fachada do Museu

O que impressiona, neste museu, é a diversidade de colecções apresentadas!

Alguns dos instrumentos em exposição.

Desde instrumentos musicais, a armas, máquinas fotográficas, máquinas de filmar, binóculos, máquinas de escrever… Tudo bem dividido por secções e tudo bem conservado e com boa visibilidade.

Pistola alemã, do séc. XVIII, com 7 canos de disparo único… era usada como sistema de defesa pelos capitães dos navios, em caso de motim!
Peças do Museu.

Tem ainda, num piso mais baixo, uma sala dedicada à Inquisição e aos seus métodos de tortura.

Antiga máquina de escrever… Fantástica!
Várias das máquinas fotográficas…

Uma parte desta sala também apresenta uma curiosa selecção de elementos mitológicos ou relacionados com a bruxaria. É um museu para todos os gostos! 😁

Ingredientes usados para bruxarias! 😁

A foto seguinte são duas raízes de Mandrágora, planta mística rodeada de lendas! Era uma das plantas mais usadas em feitiçaria, devido ao facto das suas raízes apresentarem formas semelhantes às humanas! Além disso, tem propriedades alucinogénias, afrodisíacas e serve de analgésico… penso que dela também são extraídos venenos. Uma raiz com forma masculina e outra com forma feminina. É mesmo incrível a semelhança com as formas humanas, com os pormenores todos!

Raízes de Mandrágora.
Para quem nunca viu, aqui está um Dragão! 😆

Do museu fomos de novo para a zona do nosso hotel. O objectivo foi descansar um pouco, antes do jantar! 😊

Já na Praça, perto do hotel!
A fonte e a igreja, desta praça.

Depois da refeição, demos um pequeno passeio pela cidade que estava, mais uma vez, bastante animada. Pessoal espalhado por todo o lado, tudo à vontade, vendo as montras e conversando nas esplanadas. É uma povoação muito segura.

O passeio, para fazer a digestão!

DIA 3

No dia 26, depois ter termos ido tomar o pequeno-almoço na pastelaria perto do hotel, fomos visitar a Real Maestranza de Caballería de Ronda.

Quase na entrada da Praça de Touros.

Esta Praça de Touros é a maior de Espanha, e talvez do mundo, e foi a primeira a ser construída em tijolos. A sua escola de equitação é uma das mais prestigiadas do país e promove vários eventos e prémios.

Bilheteira da Praça

Foi construída em 1785, embora a Real Maestranza já exista desde 1572, tendo sido instituída por D. Filipe II.

O picadeiro de treino, pertencente à escola.

Há muito para ver, dentro desta praça. Vale a pena a visita, mesmo que não se goste de touradas, como é o meu caso! 😉

A 1ª foto, é onde passam os cavalos, quando vão das cavalariças para o picadeiro de treino. A 2ª é por onde passam quando vão para a arena.
Entrando pela parte de baixo da arena. Temos acesso a ela, em todos os pisos.

Durante a visita, além da arena, podemos percorrer as galerias. São lindas e cheias de pormenores e objectos em exposição.

Um estudo das tácticas de arena.

Caso as visitem, reparem nos degraus em azulejos… são fantásticos e cada um retrata uma cena diferente!

Alguns dos degraus, em azulejo!

São vários os instrumentos de toureio em exposição, desde capotes, bandarilhas, espadas e os adereços para os cavalos. Existem ainda vários quadros, com notícias e cartazes e uma colecção de armas de duelo. Todas utilizadas! 😁

Alguma da roupa em exposição.

Vimos aqui o impressionante crânio de um Uro! Este bicho era uma espécie de boi gigante selvagem, que chegava a medir 2 metros de altura e a pesar mais de 1 tonelada… imaginem um touro do tamanho de um elefante… algo assim! Os seus cornos podiam atingir cerca de 1,5m de comprimento! Esta espécie, o Bos Primigenius, foi declarada extinta em 1627, quando a última fêmea morreu numa floresta, na Polónia!

Desde 2010, estão vários cientistas italianos a tentar recriar um exemplar deste animal, que tem mais de 2 milhões de anos e que é proveniente do norte da Índia.

O crânio do Uro!
A arena, vista do anel superior.

Terminada a visita à bonita praça de touros, fomos para a Puente Nuevo. Esta ponte é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e de toda esta região. Foi construída no séc. XVIII, tem 98 metros e cruza o Tajo, por onde corre o rio Guadalevín, que forma uma bonita cascata. Pode-se ir passear até lá, sendo um cenário magnífico.

A primeira ponte a ser aqui construída foi em 1735, só que aguentou pouco tempo. Seis anos depois caiu, matando 50 pessoas. Em 1751, começou-se a fazer a ponte actual, que só foi acabada em 1793, quarenta e dois anos depois. O seu interior pode ser visitado, funcionando lá uma espécie de Centro de Interpretação, que era antes uma prisão.

O caminho até chegarmos à entrada da ponte, parte da vista que se tem lá de dentro e escadaria interior.

A próxima atracção a ser visitada foi La Casa del Rey Moro, onde podem ser vistos três elementos: a Casa Neomudéjar, a Mina de Água Secreta e o Jardín de Forestier! É um lugar muito interessante e fantástico. A sua história vem do século XIV.

A casa não conseguimos ver, por estar a ser restaurada, mas os jardins são bastante bonitos… ficam mesmo em frente aos Jardins de Cuenca, que visitámos no dia anterior. Foi desenhado por Forestier, que criou um belo espaço, com vários níveis, unindo os mesmos com um canal de água.

Parte do jardim!
Um dos habitantes deste local! 😊
Os Jardins de Cuenca, vistos do Jardim de Forestier.

A mina já está referenciada em textos que datam de 1485, isso quer portanto dizer que é ainda mais antiga! Era usada como saída secreta da cidade pelo rio Guadalevín e é composta por várias salas, que se vão encontrando durante a descida! Os escravos traziam de lá a água que abastecia o Palácio. A sua construção e a sua configuração como estrutura militar secreta, impressionam!

Parte da Casa, vista do terraço e entrada da Mina!

Não os contei, mas li que são 231 degraus. Aviso que é bastante cansativo e que nem todos conseguem fazer o percurso. Os degraus não são fáceis… a descer é na boa, mas o caminho para cima é difícil!

Fazendo a descida… A escadaria e algumas das salas por onde se passa!

De qualquer modo, é bem satisfatório chegar lá em baixo e sair numa plataforma, mesmo por cima do rio e no fundo do Tajo. É lindo! 😊

A plataforma no fundo da mina e a parede com as entradas de luz e ar, vistas de fora!

Terminada a visita a esta Casa e à sua Mina de Água Secreta, continuámos o nosso passeio pela cidade, indo por ruas por onde ainda não tínhamos passado.

Oura das vistas a que tivemos direito… a espectacular paisagem, com a cidade e a torre da Iglesia de Ntro. Padre Jesús Nazareno.
Passeio que fomos fazendo… passámos por algumas bonitas fachadas e por este mural de azulejos!

Acabámos por decidir ir comer qualquer coisa. Escolhemos a Cervecería Mesón Rondeño, que se recomenda. Boa comida, a preços acessíveis e com um serviço bastante simpático!

Excelente restaurante!

Depois do almoço, continuámos o nosso passeio. Encontrámos algumas esculturas e uma árvore de Natal tão bonita, que me apeteceu ficar com ela… heheeheh… era feita de presuntos! 😁

Fomos de novo parar à praça central da cidade, vendo sempre coisas novas pelo caminho.

A árvore de Natal de presuntos e um memorial a Orson Welles.

Uma das coisas que vimos foram umas espécies de medalhões no chão, que formam um tipo de ‘passeio da fama’! Neles aparecem a cara e a assinatura de alguns ilustres da cidade.

Um dos medalhões!

Ainda estivemos no coreto, que fica junto do Miradouro de Aldehuela, onde está sempre alguém a tocar e onde se tem uma vista magnífica!

Coreto, já na zona do miradouro!

Daqui resolvemos continuar a explorar a cidade… o objectivo era aproveitar ao máximo a última tarde! 😊

O Mirador de Aldehuela, onde tínhamos estado antes!

Entretanto, continuando a volta, passámos por um pátio bem bonito e que nos chamou a atenção! Como estava aberto, resolvemos entrar e apreciar o lugar…

Foi este o átrio que vimos e onde entrámos!

Era a linda Casa Museo San Juan Bosco… é uma das atrações da cidade, mas não sabíamos da sua existência… foi uma sorte termos passado por ela! 😁

A entrada e um dos bonitos bancos do pátio!

Este palacete pertencia ao casal Don Francisco Granadino Pérez e Doña Dolores Gómez Martínez. Tendo o marido falecido, em 1934, Doña Dolores deu a mansão à Ordem dos Salesianos. Foi então transformada em casa de saúde e lar de idosos. Vale muito a pena a visita, onde podemos ver os móveis e as tapeçarias originais, que continuam nas paredes.

Parte da vista da casa, com os móveis e toda a decoração original!

Umas das coisas que tornam esta visita imperdível é o terraço que existe nas traseiras da casa… tem vários pormenores muito engraçados e uma vista deslumbrante para a Puente Nuevo!

Bonita fonte do terraço! Achei uma curte o pormenor dos sapos! 😁

Como já estava a ficar tarde, voltámos para o hotel… pelo caminho ainda fomos outra vez à Iglesia de Santa Maria la Mayor… ver uma parte que nos faltava, com um acesso mais afastado do principal!

A outra parte da Iglesia de Santa Maria la Mayor!

DIA 4

No último dia, depois do pequeno-almoço e para não abalarmos logo de seguida, decidimos descer o Tajo! O desfiladeiro é incrível e merece um passeio por ele… A paisagem é espectacular e as margens do rio são fáceis de percorrer! 😊

Durante a descida!

De regresso ao centro e ao carro, iniciamos o nosso caminho de regresso a Vila do Bispo… foram feitas algumas paragens, uma delas em Huelva, onde fomos visitar a Catedral!

Catedral de Huelva

Ficaram muitas coisas por ver na cidade e merece, sem dúvida, um regresso! Há muito que se pode fazer em Ronda e em toda a região… a Cueva del Gato, o Caminito del Rey e a vila de Setenil de Las Bodegas são nesta zona e merecem também uma visita… sendo assim, está decidido que vou ter de voltar! 😁

Espero ter ajudado e que vos tenha dado algumas sugestões úteis, para quando resolverem programar uma visita à localidade… Boa viagem! 😉